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Questão de Ordem | Campanha "Beber e Dirigir Pode Custar Caro"
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Questão de Ordem | Campanha "Beber e Dirigir Pode Custar Caro"

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Das 359 mortes registradas nas vias e rodovias de Campinas de 2020 até julho de 2026 associadas ao fator de risco álcool, 44,57% são de motociclistas. A maioria das vítimas com alcoemia atestada é composta por homens 89,4%. E pela faixa etária, de 20 a 29 anos, 31%. O perfil responde por 103 mortes.

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Olá, [música] começa agora o programa Questão de Ordem, que hoje vai debater a campanha Beber e Dirigir Pode custar caro da empresa municipal de desenvolvimento a Indec. Das 359 mortes registradas nas vias e rodovias de Campinas de 2020 até julho de 2026 associadas ao fator de risco álcool, 44,57% são de motociclistas. A maioria das vítimas com alcoemia atestada é composta por homens 89,4%. E pela faixa etária, de 20 a 29 anos, 31%. O perfil responde por 103 mortes. A maior parte delas por álcool, 10,4% ocorreram na faixa das 9 horas da noite. Como o trabalho preventivo precisa acontecer? Qual o planejamento e ações necessárias? Recebo aqui no estúdio a Paula Bian, ela que é a coordenadora local da Bloomberg para a Segurança Viária, Fábio da Mata, gerente de operação e fiscalização de trânsito da INDEC e o vereador Luís Iabico. Lembrando que o debate vai acontecer, farei as interrupções apenas quando o necessário. Paula, começo com a senhora para entendermos, né, a dimensão deste problema, porque em 2026 até agosto, o álcool apareceu como um fator de risco em 50% dos sinistros fatais analisados pelo comitê interestorial do programa Vida no Trânsito. O que que esse número revela sobre o comportamento dos motoristas aqui em Campinas? Seja bem-vinda ao programa Questão de Ordem. Olá, boa tarde. É uma satisfação estar aqui presente com os demais. Eh, bom, a gente trabalha muito com evidências, né? Então, toda todo o planejamento que a gente faz, estrutura e apoia na cidade é sempre pautada nesses dados que você bem trouxe. E isso mostra pra gente que a gente tem um fator de risco predominante na cidade, né? A álcool direção, ele é hoje é o segundo principal fator de risco do trânsito. Eh, ele só fica atrás de velocidade. E eu tenho certeza que todos nós, né, no nosso dia a dia, a gente consegue perceber esses comportamentos, né, próximos ou não tanto, mas a gente consegue perceber que isso é frequente e a gente precisa tratar isso, né, como uma questão de saúde pública. É, quando a gente tem uma fatalidade no trânsito e que envolve álcool e direção, a gente, eh, sabe que isso não impacta apenas o indivíduo, tem toda uma estrutura, todo um sistema, né? A família, a sociedade, o valor social financeiro que aquele indivíduo, né, como você bem trouxe, eh é um recorte etário de de pessoas que estão nativa, né? Então, também temos um impacto econômico e social. Então, tudo isso precisa ser levado em consideração e levantar essas informações através de um planejamento estruturante onde o município consiga atacar esse essa questão é fundamental. Uhum. Eh, hoje a gente eh recentemente, né, teve o lançamento da reedição da campanha, né, eh que é justamente esse toque de sensibilização da população, onde esse comportamento ele é inaceitável, ele pode gerar traumas para sempre. E já nós vamos falar mais então sobre este planejamento, sobre as ações que são realizadas, o papel de nós cidadãos que temos, né, como sociedade, o que que nós podemos fazer. Fábio, primeiramente, como é que é o trabalho desenvolvido pela EBEC em relação a esta temática? Quais são as preocupações, desafios, os obstáculos? Seja bem-vindo e uma boa tarde. Muito obrigado. Uma boa tarde a todos. Eh, desde 2023 que houve alteração na lei de trânsito, a 14599, ela trouxe uma amplitude de ação dos agentes de trânsito. Então, o que antes nós estávamos acostumados só que o agente de trânsito ele fizesse a fiscalização de veículos em movimento, parada e estacionamento, a partir de 2023, aí os agentes passaram a fazer mais. Então, a partir deste ano, os agentes puderam, por exemplo, fazer fiscalização de carteira de habilitação, estado de conservação dos veículos, a documentação do próprio veículo, inclusive os testes de alpolemia. Então, desde 2023 nós iniciamos com as campanhas das blits, que o pessoal comumente chama de comandos, que é a fiscalização dos veículos. Então, nós tivemos assim esse engajamento em 2023, em 2024 e no ano de 2025 aí nós tivemos todo o ano praticamente no planejamento para que no final do ano passado nós passássemos então a iniciar eh as operações de fiscalização de alcolemia que recebeu o nome de operação pela vida. Então, o ano passado nós fizemos três operações e ao longo desse ano aí a gente vai falar um pouco mais da dos números e das quantidades que nós fizemos, mas exigiu todo esse planejamento desde 2023, porque precisou ter uma mudança também na postura dos próprios agentes que estavam acostumados a fazer um tipo de fiscalização, de repente agora tem esse contato maior com o público, com os condutores. Então teve realmente assim uma mudança na estrutura de fiscalização. E essa orientação e fiscalização, ela acontece em bares também da cidade de Campinas. É isso. Nós temos lá o nosso departamento que é que é o departamento de educação, que eles já fazem esse trabalho. Então eles saem aos bares, eles saem a outros estabelecimentos, eles fazem ali o teste com o etilômetro passivo, né? aquele que só aponta se tem ou não a presença do álcool, onde fica ali vermelho ou verde. E e é interessante porque as pessoas querem saber, as pessoas têm a curiosidade, eles querem entender como é que funciona. Então o departamento de educação, assim, ele foi muito importante também eh nessa etapa do processo para que as pessoas pudessem entender também que em breve os agentes da INDEC estariam ali fazendo esse tipo de fiscalização. Eu te perguntei, porque eu quero até ratificar isso, porque em uma confraternização em dezembro eu lembro que o pessoal da INDEC foi no bar e conversou com toda a mesa. E eu achei muito bacana, né, este trabalho preventivo mesmo, realizando ali, perguntando se a pessoa tava com o seu veículo, não estava. Então, dando essa orientação, essa cartilha mesmo ali pra mesa que eu estava numa confraternização em dezembro. Por isso que eu quis ratificar e confirmar, porque foi muito bacana esse trabalho. Eu lembro que eu guardei eh quando você tava respondendo, tava lembrando dessa cena. É um trabalho realmente muito importante que acontece aqui na cidade de Campinas. Vereador Luiz Eabi, quando a gente olha para este cenário, né, eu acho que fica evidente que segurança viária não é apenas uma questão de trânsito, mas uma questão de saúde pública, como disse a Paula, de preservação da vida. Como é que o poder público ele deve enfrentar um problema que envolve o comportamento individual, mas consequências coletivas? Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem. Obrigado, Gabriel. [limpando a garganta] É um prazer estar aqui na questão de ordem cumprimentando a Paula Bianca Bianque e Fábio da Mata. E estendo aí meus cumprimentos ao Vinícius Riverete, o presidente da INDEC, pelo excelente trabalho que vocês realizam aqui na cidade de Campinas. essa campanha. Eu estive no lançamento dessa campanha no Salão Azul junto com o prefeito Dário, eh, conscientizando aí toda a população de Campinas dessas orientações que você mesmo relatou, Gabriel, eu também estava numa festa de confraternização em Barão Geraldo num com uma turma e passou os técnicos da INDEC fazendo essa eh essa essa orientação muito importante, esse tipo de abordagem educativa, principalmente para que se evite aí acidentes fatais, como os números aqui indicam, números que você leu no início, números números preocupantes. Então, a Câmara tem o dever de apoiar, incentivar todo tipo de de campanha que visa aí a proteção do cidadão campineiro. Ô Paula, na minha abertura eu falei que a senhora é coordenadora local da iniciativa Bloomberg para Segurança Viária. Como é que é este trabalho? O que que é desenvolvido para quem está nos acompanhando? Acho que é importante pontuar. Eh, a iniciativa Bloomber, ela tem essa frente de esse programa e a gente presta um apoio em Campinas, eh, assim como outras localidades, mas a gente eh trabalha em cima de quatro eixos. Eh, a gente trabalha com comunicação, com dados, fiscalização e mobilidade de vias seguras. Então, [limpando a garganta] a gente entende que esses são os quatro pilares fundamentais pra gente garantir eh a segurança viária, né, que a gente consiga salvar vidas no trânsito. Então, eh, Campinas, ela é uma das cidades eh presente nessa, nessa, nesse, nessa parceria desde 2022. E a campanha ela é um resultado justamente desses quatro pilares fundamentais, assim. Então isso respondendo a questão da do planejamento, a iniciativa faz esse apoio. A gente tá presente ali justamente para entender os dados, eh fazer essa leitura. Eh, a Campina já tem um histórico de de dados de anos, né? Então, a qualificação desses dados é feita pela cidade, mas a gente presta o apoio ali para conduzir e orientar eh atéonde que a gente consegue direcionar. você trouxe na sua informação a questão dos horários, né, que acontecem os os principais sinistros de trânsito. Então, eh é isso também que vira um subsídio para as operações de fiscalização ocorrerem também. Então, a gente tem esse esse cuidado, esse olhar de atuar ali de uma forma, né, de orientar e atuar de uma forma que seja eficiente, que seja efetivo, né, e a gente tá acolhendo esses resultados. Então, a iniciativa ela tem essa abrangência, trabalhamos esses quatro eixos e Campinas é uma das cidades parceiras de longa data. A campanha é uma uma ação, um um uma parcela dessa dessa parceria e ela envolveu um planejamento de longa data. Eh, Campinas esse ano conseguiu uma parceria junto aos diversos meios de comunicação, tanto TV como rádio, para poder direcionar também eh os outdoors, enfim. E a gente conseguiu também através de uma pesquisa eh da campanha. né? Então a gente foi às ruas juntamente com a cidade para poder levantar aonde que essas pessoas vêm, consomem, para poder direcionar essa campanha também ao lugar correto, assim como as ações de bares, que são as ações educativas, que é bom saber aqui que temos relatos que impactaram, porque [risadas] o propósito é justamente esse. Ótimo, excelente. E e a e a ação conjunta entre comunicação e fiscalização, ela tem um papel fundamental na dissuasão desse comportamento de risco. Porque a partir do momento que você tá vendo na TV, tá ouvindo no rádio, tá vendo no outdoor, falando sobre essa campanha que Campinas tá agindo, que que não é mais admissível dirigir eh após efeito de álcool, né, após o consumo do álcool e você tá virando esquina e tem uma blitz, né, tem operação pela vida, isso já é correlacionado. Então, pera lá, essa campanha aí, ela ela realmente tá tá ativa, né? Tá tá ali acontecendo. E aí quando você passa pela pela operação pela vida, eh você também tem a orientação ali do agente de trânsito, que ele não tá ali para penalizar e culpar. Não é essa a intenção, é justamente salvar as vidas que estão ali. Então a gente tem uma integração bem macro, ótimo de todas essas essas frentes e a iniciativa ela tá ali também nesse nessa parceria pontual ali e ajudando a Campinas colocar o o planejamento em prática. Agora, Fábio, Campinas, a gente tá falando de uma metrópole, 1 milhão de habitantes. Eu lembro uma questão de ordem que eu fiz aqui com o Vinícius Riverete e ele falou sobre o emplacamento de veículos que chegou também a 1 milhão. Então, da mesma maneira que a gente tem eh o número de habitantes, a gente tem placamento de veículos circulando fora de outras cidades, porque a gente tá falando [limpando a garganta] de uma metrópole de Campinas. eh o tamanho da cidade, o que implica em dificuldade para poder fazer eh essa questão de fiscalização com esses dados, com as informações que acabam chegando para vocês? Muito importante essa pergunta, porque a gente precisa entender os locais que são feito as operações em primeiro lugar, não são locais escolhidos aleatoriamente. Então, a Paula muito bem falou dos dados que nós temos. Então, nós tentamos ao máximo trabalhar principalmente em vias onde acontece os sinistros. Não adianta eu trabalhar em vias totalmente longe de onde acontec, de onde de repente tem uma maior concentração de bares, de onde nós sabemos que há mais veículos. Aí nós sabemos também que tem as vias principais da cidade. Então essas vias elas vão ser trabalhadas para que tenha as operações nesses locais. Só que ao mesmo tempo a gente precisa entender que uma operação ela vai gerar uma certa lentidão, ela vai gerar um impacto no trânsito. Então a gente também precisa pensar para que isso aconteça. Então, todo esse planejamento de ser uma via importante, de ser uma via onde aconteceram sinistros, mas ao mesmo tempo não trazer um impacto que prejudique, porque senão uma operação que ela pode ser bem vista, de repente ela vai começar a ser mal vista porque ela tá mais atrapalhando do que de repente ajudando. Eu lembro da primeira operação que nós fizemos, foi ali localizada na região do Parque Ecológico. Eh, é claro que ela trouxe um certo trecho de lentidão, mas as pessoas que passavam e eram testadas, elas aprovavam a operação, elas falavam: "Que bom que agora vocês estão fazendo isso e não tem problema nenhum e eu soprar porque eu não bebi mesmo." Então, assim, quando a gente vê todo o planejamento que é feito e depois esse lado positivo, é essa aceitação da população, porque como a Paula falou, o resultado não é punir, mas é de salvar vidas, tá? é garantir que eu, a minha família, você, a sua família, nossos amigos vão sair de casa e vão retornar em segurança. Então é muito bom ver esse planejamento que tem ocorrido com base em todos esses dados e essas evidências. Agora, um dado me chamou atenção porque foram 452 atuações de alcolemia em 2026, 15 por influência de álcool, 437 por recusa ao teste de bafômetro. Por que que essa recusa ela aparece de uma maneira tão expressiva? Essa pergunta ela ela tem uma resposta, porque quem se recusou, muito provável que ele tenha feito o uso da bebida alcoólica. E o que que acontece na testagem? Eh, a autuação, a fiscalização da alcolemia, ela segue alguns valores. Então, por exemplo, até 0,04, no teste do etilômetro, a pessoa ela não vai ser autuada porque tem uma margem de tolerância, ela deu zero ali, ela não vai ser autuada. de 0,05 até 0,34, ela vai eh levar a uma autuação de ter ingerido de influência por bebida alcoólica. É uma autuação administrativa, ela é uma autação gravíssima vezes 10, R$ 2930, só que acima do 0,34, aí já é tratado como crime de trânsito. E a pessoa ela vai ser encaminhada ao distrito. Então consegue ver se a pessoa ela chegou até o 0,34, ela entre aspas só vai tomar uma multa de 2900, mas acima do 0,34 já vai ser encarado como crime de trânsito. Então dependendo de quanto a pessoa bebeu, para ela é mais fácil, infelizmente ela se recusar a soprar o bafômetro, porque ela vai ser autuada, mas ela não vai ter esse encaminhamento ao distrito. Então, é, a gente sabe que esse alto índice de recusas é porque muito provável a pessoa ela fez o uso da bebida alcoólica e ela não quer passar pelo teste para ver qual que é aquele valor que poderia dar no aparelho. E a Bico, a legislação brasileira, ela é suficientemente rigorosa para quem dirige sob influência de álcool ou ainda existem lacunas ali que precisam ser discutidas? Eu até gostaria de saber do Fábio, essa pessoa recusando, né, e indo à delegacia ou mas desde que seja aprovado no sopro. Essa pessoa recusando, ela não é levada à delegacia, né? Porque eu tenho um amigo e assim já há muito tempo, ele levou duas dois duas vezes no blitz e duas vezes soprou, duas vezes foi pego e nas duas vezes ele levou multa de R$ 3.000. Ele tá recorrendo, mas não tem como recorrer, né? Mas se ele ultrapassasse o o valor, o porcentagem do SUP, seria encaminhado, encaminhado a prisão diretamente. É assim que funciona? Isso é é até bom para esclarecer para quem tá nos assistindo, porque a dá impressão que o cara sopra, encosta o carro, chama o amigo, leva o carro, leva embora, vai embora. Mas tem uma punição mais grave ainda. Então, que é cadeia mesmo. Além do código de trânsito, nós temos o manual brasileiro de fiscalização de trânsito, que ele passa os procedimentos para que as autações sejam feitas de uma maneira uniforme. E ali ele explica como que é feita essa fiscalização. Então, por exemplo, se der acima do 0,34, a força de segurança presente no local ou a guarda municipal ou a polícia vai encaminhar essa pessoa ao distrito. Só que uma vez encaminhada ao distrito, aí qual que vai ser a ação lá dentro? Vai caber ao delegado que tá lá. Então assim, passa da nossa esfera. Então já é algo que passa da nossa esfera. Algumas pessoas perguntam: "Ah, eu posso escolher não soprar, não fazer o teste e solicitar o exame de sangue?" Não, não cabe. Porque como medida administrativa, ou a pessoa sopra ou ela não sopra, ela tem o direito de se recusar. A ficha, ela fala que mesmo quando a pessoa recusa, mas ela não apresenta mais de dois sinais, fica só na recusa e na autuação. Agora vamos pensar, por exemplo, se a pessoa ela se recusa, mas aí ela tá com os olhos vermelhos, anda cambaleando, carro, faz alguma coisa ali, eh, grita, tem um desacato, já são mais de dois sinais, ainda assim, aí deixa de ser uma recusa, entra novamente no campo da influência e essa pessoa, ela vai ser encaminhada ao distrito da mesma maneira, mesmo que inicialmente ela tenha se recusado, porque ela apresentou mais de dois dois sinais, mas se ela apresentar apenas um sinal e daí vai depender muito do organismo, né? A pessoa ela pode tomar desde uma cerveja, vamos estar cerveja até mais de uma cerveja e aparentemente ela não demonstra tanto que ela bebeu muito. Então pode ser que mesmo que se ela testasse dese acima do 0,34, mas ela não apresenta sinais, ficaria só na autuação. Usou aí. Ô Paula, outro dado que me chamou atenção, das 359 mortes registradas entre 2020 e julho de 2026 associadas ao álcool, quase 45% de motociclistas eh aparece de uma maneira muito expressiva nessa estatística, né? É, infelizmente a gente tá com esse cenário, não só aqui em Campinas, mas um cenário nacional, onde o número de óbitos de motociclistas, ele vem aumentando. Eh, a gente tem alguns marcos temporais que caracterizam isso. A pandemia ela trouxe bastante eh o o a mudança de modal, né? A gente teve bastante aquisição, né? Várias motos eh na frota, enfim. e e é e é o é a principal vítima no trânsito. E antes da da dessa campanha de alcodireção, ela também eh tem um outro fator de risco, né, que é a velocidade. Então, a gente tem associação direta de motociclistas e velocidade. É, então a gente precisa de fato olhar, né, pr pr essas pessoas que são as mais vulneráveis no trânsito, além de, claro, os pedestres também. E a gente pensa em vulnerabilidade até por conta da proteção, né? Nós, como seres humanos, a gente não tem uma estrutura para lidar com um grande impacto, né? Nós somos vulneráveis. Eh, então, conforme maior for essa velocidade, o risco de morte ele é exponencial, né? Então isso a gente precisa ter esse entendimento, né, e essa percepção. Eh, e aí se a gente tá associado à velocidade, associado à vulnerabilidade do motociclista e álcool direção, a a fatalidade ela é inevitável, né? Uhum. Ô, Fábio, na prática ali da fiscalização, vocês percebem alguma diferença no comportamento de quem está no carro e de quem está de moto, principalmente quando o assunto é álcool? tem, a gente tem constatado essa eh essa diferença. Eh, quando nós fazemos os levantamentos das operações que a gente tem todo esse registro, a gente vê que na parte da alcolemia acaba sendo muito mais condutores de veículos, porque as operações também testamos, OK? Eh, quatro rodas. Uhum. Então, a gente tem um grande número de pessoas nos testes de veículo, quatro rodas, até porque quando as operações passaram a ser à noite, a gente vê que as pessoas que estão saindo, talvez para se divertir, casais, amigos, eles vão estar muito mais em veículos quatro rodas do que em motocicletas. Em contrapartida, durante o dia que nós temos feito as operações integradas normais, onde a gente acaba parando muito mais motocicletas, a gente tem feito também bastante teste em motociclistas e, infelizmente, vez por outra, a gente acaba pegando também. O fato que chama atenção, eh, é a porcentagem de testes versus o número de autações que acontecem. Você citou os números, eu trouxe aqui o maisado porque eu fechei o mês de setembro hoje, né? Ontem nós finalizamos o mês e eu encerrei. Eh, ao todo foram 176 blitz que nós fizemos ao longo de 2026 com 24 operações pela vida e no total das autações de alcolemia foram 475, tá? Então aumentou mais uma quantidade, né? foram 458 por recusa e 17 por influência. Só que quando a gente pega esses 475, perto de mais de 16.000 testes que nós realizamos, dá uma porcentagem de 2,85. Então a gente vê que a quantidade que nós fazemos de testes é realmente muito pouco. É um número positivo. É um número positivo. É que quando nós falamos 475 atenção. Chama atenção. Obviamente é considerável porque são vidas em risco. Exatamente. Mas quando a gente pega perto dos 16.000 testes que nós realizamos aí é 2,85. De cada 100 pessoas testadas praticamente três estavam dirigindo sobre influência. Aí a gente acha que esse número ele ainda é alto. Esse número o ideal é que zerasse, mas a gente sabe que é muito difícil disso acontecer. Mas é um dado positivo esse 2,85% do dos autoados. Ô Iabico, o levantamento ele mostra que 89, das vítimas com alcoolemia são homens na faixa etária de 20 e 29 anos. Eh, como desenvolver políticas que consigam chegar especificamente a esse público ou na sua visão uma campanha geral e de qualquer maneira eles estão inseridos? Eu acho que é uma uma campanha geral bem feita, como eles estão propondo, veiculado em vários canais de TV, aliás, é é um é um programa que deu custo zero para a prefeitura. É bom mencionar isso. A INDEC não gastou um centavo para produzir eh esse esse programa, né? Então, acho que é o único caminho que tem são essas campanhas, Gabriel. A a não ser que constantemente faça essas abordagens como fizeram você no quando você tava no C no no barzinho, que acho que eles devem também fazer isso nessa campanha, né? Mas não tem o o corpo suficiente para fazer isso o tempo todo. Então tem que servir a campanha, como a TV Câmara se propôs a veicular também até o período final da dessa campanha. Portanto, acho que a campanha ainda é o melhor caminho, né? Gostaria de complementar eh a iniciativa, né? A iniciativa BMA, ela apoia outras cidades e a gente tem eh metodologias que embas também eh o desenvolvimento dessas campanhas, né? E e aí eh a gente consegue melhores resultados, melhores eh resultados de de resposta mesmo, quando a gente consegue direcionar essa campanha eh para o público principal. Então essa campanha especificamente a de alcodireção, ela, apesar, né, de parecer uma campanha um pouco mais abrangente, mas ali tem detalhes que foram pensados e colocados justamente para eh que a pessoa consiga se identificar nessa possibilidade de ação, de álcool e de direção. Então, tem ali uma mão masculina, tem a questão da mesa de bar, de pegar a chave logo após bebê. Então assim, eh isso foi muito, eh, pensado de uma forma eh bem de conhecimento de ambiente. Exato. Exato. A gente não tem, né, somente esse apoio na campanha de álcool direção. A gente também tem esse cuidado em outras campanhas que a INDEC já desenvolveu. Eh, a Desacelera foi uma campanha que foi amplamente eh divulgada já em outros anos, que é justamente sobre o fator de risco eh velocidade. E ali a gente tinha o público alvo, que era justamente o motociclista, homem, essa faixa etária. Então, quando a gente vai desenvolver uma campanha, isso a INDEC, a Campinas, eh, a, a Secretaria de Comunicação, enfim, ela já entendeu e já comprou essa metodologia onde a gente vai fazer uma leitura de quais são as principais vítimas, quem a gente quer comunicar, aonde são eh aonde que essas pessoas consomem pra gente conseguir direcionar isso também. e entender em que momento a gente consegue colocar isso sutilmente ou até mesmo diretamente, dependendo da campanha, pra pessoa conseguir se identificar e se associar nessa nessa relação. Então essa campanha especificamente ela passou por essa pesquisa também. A gente teve, na verdade, essa campanha que tá sendo lançada eh agora em setembro, ela é uma reedição da campanha que eh foi lançada o ano passado em novembro. Ela fica no ar durante um mês. E esse período também ele é planejado porque se passa muito mais tempo de do que isso vira uma paisagem, sabe? Não impacta mais. Então, ela tem um um período específico de de veiculação e as operações pela vida elas vão eh ser muito mais intensas nesse período, justamente para reforçar eh essa dissuasão. E isso tudo é pautado [risadas] nessa pesquisa que vai à rua, vai conversar com quem é o principal usuário, quem é esse recorte socioeconômico e a gente vai estruturando essa campanha e desenhando isso e para que ela complete e consiga atender o mais próximo possível daquele indivíduo que a gente quer atingir, que a gente quer tocar. sobre este assunto, então, sobre esta pesquisa, esse planejamento que é realizado, eh os homens jovens parecem estar mais expostos a esse tipo de de comportamento de risco, né? Na visão de vocês, conseguiram chegar em uma resposta, é uma questão cultural, é uma questão de percepção de invulnerabilidade, é um comportamento social? Porque eu acho que os riscos eles sabem. Acho que não é surpresa para ninguém. Você não vai chegar e a pessoa falar: "Não sabia que não podia beber e dirigir ou ele não sabia do risco". Por que que ainda acontece? Olha, é uma resposta complexa, [risadas] mas a gente tem vários parceiros e várias frentes estudando e fazendo pesquisas justamente para entender eh essa questão do motociclista em si, do do motorista em si. A gente já sabe hoje que tem diversos fatores, né? Quando a gente vai fazer um recorte sobre eh a pessoa que faz, o motociclas que faz entrega, né? Então a gente tem a questão da dos aplicativos de entrega, né? Do tempo para poder fazer essa entrega e a pressão que ele sofre para poder entregar. Enfim, eh a gente tem questões sociais envolvidas, né? E tem uma questão de idade também, né? Então assim, a gente eh de uma forma mais abrangente, a gente tem vários fatores que influenciam, mas a gente sempre leva em consideração o mais próximo possível desse recorte, desse estudo que a gente faz, né? Eh, é uma pergunta de milhões, tá, né? Sem [risadas] dúvida. É, mas mas assim, a gente tenta sempre chegar o mais próximo possível eh desse desse usuário assim para tentar tocar, né, no no que no que vai sensibilizá-lo. Eh, em algumas pesquisas pré-campanha, eh, a gente conseguiu identificar e essas pesquisas elas foram justamente uma entrevista diretamente com o motociclista. A gente conseguiu identificar assim, ele não tem a fazendo um recorte, tá? Obviamente, não vou generalizar, mas alguns eles não têm uma preocupação com a própria vida, mas eles se preocupam quando eh eles sabem que se eles morrerem eles vão desamparar uma mãe, uma esposa, um filho. Então às vezes tem uma preocupação muito maior pela família do que pela sua própria vida, sabe? Então a gente tenta também identificar eh essas percepções, essas sutilezas e aplicar isso também na campanha para tentar comunicar isso. Olha, né? Se você não não não tá zelando por você, pense no outro que, né, tá te esperando em casa. Então são algumas abordagens que podem surgir tanto nessas operações, né, como nas campanhas ou até mesmo nas campanhas educativas, nas ações educativas em bares. Ô, Fábio, aindec também tá tentando se aproximar dessa resposta para entender e este comportamento, se é uma questão cultural, essa questão do homem ou essa questão do jovem. É uma questão bem complicada, como a Paula falou, tem muito da parte social, tem a parte cultural. Eh, tem uma situação, eu gosto sempre de falar que foi que a gente acabou pegando numa dessas operações que nós fizemos no período da noite. Eh, um veículo tinha cinco mulheres dentro do carro e as três que estavam no banco de trás, as três estavam segurando crianças de colo. Hum. Então, assim, tinha oito pessoas dentro de um carro. É oito. Tirando a condutora, as três que estavam no banco de trás e mais a que estava no banco da frente, as quatro estavam segurando copo de bebida. Nossa senhora. E a condutora, ela se recusou a soprar o bafômetro. Então assim, quando a gente fala de amor, de mãe, de filho, é é uma coisa que toca profundo a gente. E a gente olhar que em um veículo tinham oito pessoas, cinco mulheres, três mães segurando seus filhos e as cinco haviam feito uso de bebida alcoólica, é uma coisa que assim choca a tamanha irresponsabilidade que atrapalha a gente de gerar qualquer dado específico sobre o que que tem levado a população a fazer uso da bebida alcoólica, como você mesmo falou, eh, não tem como a pessoa falar: "Eu não sabia". É, então assim, são muitas coisas que estão envolvidas. Eh, o Mart tem feito um trabalho excelente de divulgação. Esse vídeo que foi lançado, como a Paula falou, é para tocar mesmo, né? Para ver que tem uma mão masculina, uma feminina que acaba de deixar o copo e pega a chave do carro. Então, assim, a gente tá trabalhando a todo custo para tentar imputir isso na mente das pessoas. Eh, no na redição da campanha, o prefeito ele ele citou assim uma frase que chama bastante atenção. Ele falou assim que embora os números diminuíram, ainda não é hora de comemorar. Uhum. Então, embora a gente diga aqui, né, que só 2,85% acabam sendo fiscalizados, é um número baixo, é, mas a gente gostaria que fosse zero. Então, a gente vai continuar trabalhando assim ativamente nessa campanha, nesse tipo de operação, nesse tipo de fiscalização, que a gente entende mesmo que o resultado disso lá na frente é de salvar vidas. sobre essa continuidade, então, e abbi como levar essa discussão para além das campanhas tradicionais. A Paula já disse aqui, olha, durante um mês, porque senão as pessoas se acostumam, viram algo comum e não adianta mais essa campanha. É levar pras escolas, para universidades, para bares, para empresas, clubes, famílias, todo mundo precisa participar. Esse é um assunto que precisa est em evidência também nesses lugares. Eu acho que sim o tempo todo. A campanha vai cessar daqui um mês, como ela falou, depois vira filme, vira cinema, não vira advertência, né? Então, acho que na nas escolas as crianças também têm que entender eh o o a proibição de dirigir quando estiver bebendo. Enfim, essas essas essas fiscalizações também, as blitz tem que continuar com muita intensidade e e é só assim a população vai entender a necessidade de se dirigir sem beber. Ô Paulo, ao mesmo tempo que nós temos esse dado que é preocupante do álcool, o Campinas registrou uma redução de 32% nas mortes em vias urbanas entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Na sua visão, o que que tá funcionando também para que essa redução aconteça? Eh, eh, justamente essa campanha ela é uma redição, então, [roncando] eh, essa campanha junto com a fiscalização. Então, desde novembro de 2025 a gente iniciou a primeira operação pela vida e a gente colhe frutos. essa redução, 8 meses consecutivos de redução, ela é um trabalho justamente de um planejamento que veio lá de trás, dessa mudança eh de estratégia mesmo, né, de atuar em conjunto com fiscalização e comunicação. Então, esse primeiro semestre ele tá acolhendo os resultados do que foi iniciado lá atrás. E esse essa redição da campanha que a gente conseguiu agora eh uma veiculação maior ainda, muito provavelmente a gente vai conseguir melhores resultados ainda. Então, eh esses resultados eles não são aleatórios. A gente tá trabalhando coletivamente e de uma forma integrada com dados, principalmente para poder entender como que qual é o cenário que a gente precisa atuar. a fiscalização adequada nos locais corretos, com a com a melhor abordagem e com esse papel de salvar vidas, não punir e justamente comunicar a população do que tá acontecendo. Então, é uma integração assim eh é bem casada, é isso que tá fazendo com que a gente tenha esses excelentes resultados. E aí, justamente porque a gente já começou a perceber que que tá tendo eh resultados positivos, essa campanha ela foi reditada, foi melhorada, digamos assim, essas essa redição ela teve pequenos ajustes para justamente fortalecer ainda mais o trabalho e o resultado que a gente já tá acolhendo. Ô, Fábio, o slogan deste ano ele é direto, né? Beber e dirigir pode custar caro. É, a campanha trabalha não apenas com o risco de morrer, mas também com essa possibilidade de provocar a morte de outra pessoa e de ter que conviver com essa consequência, né? Como é que você enxerga esse tipo de abordagem? É, exatamente esse é o trabalho que tem que ser feito. Eh, os dados do ano passado que mostrou que quase 30.000 1000 pessoas vieram a óbito no trânsito. Só que se a gente tirar os mortos, a gente pega também os lesionados. Tem uma pesquisa que eu vi que foi feita que quase 2.000 pessoas tiveram problema na cervical, se tornaram, vamos dizer assim, eh incapazes de voltar ao trabalho, tiveram lesões sérias, amputações. Então, quando a gente fala eh da responsabilidade que a pessoa tem quando ela assume a condução de um veículo, quando ela ela pega ali no num volante, num guidão de uma motocicleta, a responsabilidade dela é muito maior do que só eh a vida dela. Tem um clipe musical, eh, que o trailer dele é muito bonito, o clipe eh porque ele mostra a realidade durante um sinistro de trânsito, ao mesmo tempo que o carro ali ele sofre o impacto, mostra lá em casa a mãe sendo arremessada, o pai sendo arremessado, o irmão jogando videogame assim, mas na hora do impacto o irmão é arremessado para trás, porque ele mostra pra gente como que o o meu ato ali, ele vai impactar todo mundo que tá o meu meu redor, a minha família, meus colegas de trabalho, meus amigos, os amigos do futebol. Uhum. Então, assim, a gente precisa mesmo conscientizar as pessoas da responsabilidade que se tem ao assumir eh a condução de um veículo. E durante as abordagens, quando é possível, os agentes mantêm essa conversa. Claro que não é a todo momento, mas a gente fez um trabalho, por exemplo, ano passado, durante a atualização, os agentes a cada 3 anos eles precisam por uma resolução obrigatória passar por uma atualização. E o ano passado fez parte do curso de atualização dos agentes da INDEC aqui de Campinas essa matéria exclusiva sobre alcolemia, sobre operação, sobre como lidar, sobre a importância disso. Então assim, os agentes também estão sendo capacitados e movidos. a conscientizar as pessoas do risco que tem ao assumir a condução do veículo. Ótimo. E a Bico, essa campanha tem o apoio, portanto, de televisão, rádio, mídia digital, ônibus, nos terminais, em outros espaços aqui pela cidade. O que que muda quando uma campanha de segurança viária deixa de ser responsabilidade exclusivo do poder público, mas passa a envolver também toda essa rede de comunicação? Olha, eu acho o seguinte, Gabriel, nós estamos chegando no final de ano, as festas estão se aproximando e vem no momento correto, não é? As pessoas começam já a pensar no confraternização. Então é uma campanha necessária, obrigatória a Câmara Municipal apoiar e e parabenizar a iniciativa de vocês, o Fábio e Paula, por essa campanha muito importante e necessária paraa cidade de Campinas. Ô Paulo, são encontrados ainda muitos motoristas que acreditam que pequenas quantidades de álcool não interferem na capacidade de de condução? É, a gente ainda existe assim uma cultura da resistência, né, de achar que, ah, mas eu não me afeto, né, só com uma dose, eu me conheço, eu tenho controle das minhas habilidades e não é bem assim, né? Eh, eu acho que o trabalho eh é de formiguinha, assim, de convencimento. E eu acho que eu acho, não, a gente acredita que não é só o papel do poder público também, né? A gente tem uma questão social, a gente precisa eh ver nossos pares ali nessas confraternizações, nessas peças, nos bares. Hoje em dia a gente já tem outras possibilidades. A gente tem eh carros de aplicativo, né? a gente consegue fazer ó o motorista da rodada. Então assim, a questão não é que você não precisa eh deixar de beber, né, deixar de confraternizar, de se divertir, mas é ter consciência que a sua atitude ela não é individual, ela não tem uma responsabilização única. Não é só você que vai sofrer essa consequência. Você tá colocando os demais em risco, as pessoas que você conhece, as pessoas que estão junto com você e pessoas que você não tem nem consciência, nem sabe, né, da existência, né? Então, assim, eh, é um é uma mudança social, uma mudança cultural, eh, que a gente precisa enfrentar, porque ela gera, eh, danos absurdos e é uma questão de saúde pública. a gente quando tem um sinistro de trânsito, a gente tá tirando o lugar de um do hospital, de uma ut, né, de a gente tem eh como o da Mata comentou, a gente tá falando até de óbitos, mas a gente não tá eh levando em consideração os feridos ainda, né, as lesões permanentes, o impacto que isso é gerado economicamente também, né? Então, às vezes você tá na fila para conseguir uma cirurgia, eh, algum alguma, algum transplante e você não tá tendo um lugar no hospital porque tá sendo ocupado por uma pessoa que sofreu um sinistro de trânsito e uma situação que é evitável. É evitável. Então eu acho que o papel, né, dessa campanha das operações pela vida é justamente isso, conscientizar a população e entender que é algo sistêmico, que não é individual, né, que você sozinho não consegue garantir que a dose que você consumiu ela não vai acontecer nada. Não é assim que funciona, né? O corpo humano ele é suscetível a a ele é vulnerável, ele, né? A gente não é uma máquina, né? Então, eh, esse trabalho integrado ele preza por isso, assim, é muito maior, é sistêmico. Uhum. Ô, Fábio, claro que esse trabalho da INDEC, da Bloomberg, acontece durante todo o ano. Nós estamos no começo de outubro, daqui a pouco tem verão, tem calor, tem as festas. É um período de maior preocupação? O trabalho de vocês muda de alguma maneira em fim de ano? Não resta dúvida que é um período de maior preocupação, né? Se tudo acontecer dentro do que deve acontecer, no verão, o tempo esquenta, as pessoas estão mais propícias a fazer o uso da bebida, final do ano, épocas festivas, então a gente precisa sim ter eh maior atenção daqui paraa frente. O que tem chamado também muita atenção é que associado é ao uso da bebida na direção, cada vez mais a gente tem constatado pessoas dirigindo sem carteira de habilitação, com o licenciamento vencido, com outros problemas, como o famoso pneu careca, né? mau uso, eh, desgastado, sem condições. Então, assim, a gente passa a ver isso como um conjunto, como um todo. Embora nós estamos falando aqui da operação pela vida específica da alcolemia, mas nessas operações a gente acaba pegando todas essas situações de pessoas que estão com habilitação suspensa ou até mesmo cassada. Então assim, é um trabalho que não vai parar, ainda que a gente dê muito mais atenção, obviamente à fiscalização de alcolemia, tem tudo isso que circunda ainda, que é campo da nossa fiscalização. Bico, e este trabalho, né, essa mudança de comportamento que precisa acontecer, porque a gente tava falando exclusivamente do álcool, mas tem essas questões também que são fundamentais, a questão do licenciamento, do IPVA, de conferir o seu carro, não só quando vai fazer uma viagem, que também é sempre muito falado. Eu apresento o jornal Câmara Notícia aqui, sempre [risadas] quando não tem um feriado, né, a gente vai fazer as entrevistas, a gente fala para fazer a revisão do veículo, enfim. Mas isso também é no dia a dia. Essa mudança de comportamento, ela precisa acontecer também. E muitas vezes, seja por conta da rotina ou seja por conta de uma irresponsabilidade, ela também não acontece, né? É, essas campanhas de prevenção para viagem são importantes, né? E eu apoio tudo quanto é tipo de de alerta. Eu queria fazer uma pergunta aqui, por favor. Eu não bebo. Uhum. Mas eu como ponto de forma. Então queria perguntar para Paulo e pro Fábio se isso é mito ou ou de fato é verdade. A pessoa falar: "Ah, se você comer pão de forma, você depois fazer o teste na abordagem." É uma quantidade de álcool ali que pode ficar presente. É. E como muito pão de forma. Então eu devo parar de comer pão de forma ou continuo comendo pão de forma? Quer explicar? Não vai. Pode comer o pão de forma. Fique tranquilo. [risadas] É mito, tá? É mito, é mito. Isso foi eh bom, como toda a área, eu acho que a gente sempre tem os contrapontos e as provocações que vem de todos os lados, né? Mas eh não não não vai interferir na hora do do bafômetro. Totalmente. [risadas] Tem mais mitos e fake news que vocês gostariam? Coisas que vocês escutam, que que vocês analisam pela internet, que acabam chegando para compartilhar. Eu acho que todo mundo já ouviu falar, né, do enxaguante bocal. Ah, fui pego porque eu tinha escovado o dente, usado o enxaguante bocal, bombom com licor de cereja. Então assim, tem muito eh são realmente mitos. Convido até depois o vereador a ver lá no Instagram da INDE que tem um vídeo que nós fizemos exatamente sobre esse assunto. A gente fez ali uma sequência de vídeos falando eh sobre o etilômetro, o que que é um etilômetro passivo e um ativo, como que eles funcionam, se se existe mesmo eh essa questões de alguns alimentos, né, que ou você come ou que você bebe, que depois do teste vai fazer eh diferença no uso do bafômetro, mas a grande maioria em si é mesmo mito. O que pega cerveja é whisk mesmo. A cerveja whisky vai pegar. Aí tem a questão também da cerveja sem álcool e da cerveja zero. Nós fizemos ali um teste também porque existe dentro da legislação brasileira a diferença do que que é uma cerveja zero e do que que é uma cerveja sem álcool. Então tem isso também que muitas pessoas não não entendem. Ele precisa entender isso. Mas o próprio procedimento eh da testagem com o etilômetro a gente já prevê isso também. Então, por exemplo, se alguém chegar lá para nós falar: "Mas eu comi um pão, pão puma, o pão de forma, eh, então a gente vai aguardar por um período ali, ó, 15 minutos, a pessoa vai aguardar para depois ela poder, muito [risadas] tem que comer um saco de pão de bom. Os profissionais da estão preparados para esse tipo de resposta, viu? Tem quantidade de pão que acuse ali que vai acusando bafone. É, mas é curioso mesmo porque de fato, né, com a popularização dessas blitz, dos testes, né, muitas pessoas acabaram nas redes sociais mesmo, né, atrelando isso a a certos tipos de alimentos, né? Ô Paula, numa resposta anterior sua, né, você destacou que essa redução ela não é aleatória, é resultado aí de um planejamento de fiscalização, formação das equipes, comunicação. Qual desses elementos que é mais difícil de construir e de manter ao longo do tempo? Olha, eh, eu acho que a fiscalização ela é impopular, digamos assim, né? Eh, e justamente ela é uma questão política, né? Mexe diretamente na cultura social das pessoas. Então, a fiscalização ela é a mais difícil de colocar ela de uma forma perene, permanente, né? E mas é uma das principais que a gente consegue os melhores resultados, porque você tá ali na ponta vendo o que tá acontecendo e tirando a a situação de risco eh da área, né? Então, enfim, mas quando a gente trabalha com os dados que subsidiam, você não tem argumento contra mais, né? Então, Campinas já entendeu isso. É difícil, né, fazer uma blitz de fiscalização. Da Mata já tem anos de experiência, ele sabe o quantas eh broncas ele já deve ter levado na rua pelo cidadão, pela resistência da população, né, de enfim, e acaba chegando até uma certa desvalorização, né, mesmo do profissional que tá ali com o objetivo justamente de salvar a vida das pessoas que estão no transeit, né? E mas quando a gente trabalha com as evidências, a gente não consegue eh contestar mais, né? Então eu acho que isso esse é o grande aprendizado, assim, a gente precisa trabalhar de uma forma integrada, né? Eh, a gente tem dificuldade de colocar a fiscalização de uma maneira perene, mas a comunicação vem junto para apoiar isso, para conscientizar, para explicar, eh, e sensibilizar a população. Eh, então, assim, é um trabalho integrado. A gente não pode olhar simplesmente para uma área apenas, a gente tem que sempre pensar de uma forma coletiva. E cada área tem sempre o que contribuir, né? tem sempre que complementar e a gente com certeza colhe melhores resultados quando a gente tem uma diversidade e integração de ações. Eh, a gente tem o exemplo da John Boy Lope aqui em Campinas, que ela é uma referência de redução de óbitos e ela veio justamente com uma ação integrada tanto da infraestrutura viária, né, da redução da velocidade, da fiscalização e da comunicação também, né? Então assim, ainda tem muito a batalhar. É o que o Damata comentou, é um trabalho que não para, não cessa, mas aos poucos essa mudança ela vai sendo incorporada socialmente e isso é o principal ganho. E as pessoas no que diz respeito à direção, a gente já passou historicamente pela lei seca, né? Ela foi amplamente difundida nacionalmente, né? A gente tem eh lembrança ainda do que foi isso. Com o tempo ela, né? foi sendo diluída, sumindo, enfim, mas já é ponto assim compreendido. Se bebê não dirija, ou melhor, nunca bebe dirija, né? E e a população ela entende isso. Tanto é que quando a gente vê eh fatalidades que são amplamente divulgadas, midiáticas, a população fica muito revoltada, porque é isso, não é para beber e dirigir, né? e sempre eh eh é é uma pessoa que tá mais vulnerável, vários casos de crianças que morrem eh por ciclista, ciclistas, pedestres, né? Eh, enfim, a gente tem a gente tem a população apoiando essa causa. O da Mata trouxe aqui os dados, eles não não mentem. A população, a parte da população que é testada e que é positivo perante ao todo o número da frota e da da operação toda que passou é muito menor. Então, assim, a grande maioria das pessoas elas estão cumprindo o que precisa, né? Elas estão cumprindo o seu papel, elas não tão bebendo e dirigindo. Eh, mas aquele aquela pequena parcela quando eh vem a um sinistro, a fatalidade é é muito é impactante, né? Acaba sendo eh acaba ocorrendo e não só da própria pessoa, mas de outras, enfim. Aí a gente tem outras questões, a lesão, enfim, que já conversamos aqui. Ô Fábio, deixa eu pegar o gancho do comecinho da resposta eh da Paula, porque me chamou atenção. Compartilha com a gente esses relatos da sua experiência de quem tá na rua, porque ela disse: "Olha, é uma decisão política, muitas pessoas não gostam dessa fiscalização". Então, quando é tomada essa decisão de realizar uma grande blitz, de tentar eh interromper, né, essas pessoas que beberam e dirigiram, como é que é tá ali no fronte, fazer essa conversa, o que você escuta? O que que você pode compartilhar aí com a gente desse dia a dia que não deve ser fácil? Não, não é fácil. E como eu falei, desde 2023, foi uma mudança muito grande, que a gente passou a ter esse contato maior com os condutores, tanto que todas essas operações que nós fazemos eh são sempre em apoio de uma força de segurança. Ou a Guarda Municipal ou a Polícia Militar, ela ela está presente. Nós não realizamos e não temos o projeto assim a curto prazo de realizarmos uma operação dessa sem ter uma força de segurança presente. Eh, quando nós iniciamos as operações integradas antes da pela vida, eh, a gente acabou pegando situações assim de pessoas que estavam devendo pra justiça, de pessoas que não pagavam pensão, de pessoas que foram pegas ali com com entorpescentes. Então, eh, tudo isso e era muito diferente no nosso campo de atuação como agentes de trânsito. Então, eh, foi preciso mesmo assim uma grande mudança de pensamento para nós, uma mudança de atitude, eh, de nós como líderes, dos agentes, para tá motivando, porque assim, muitos dos agentes, eh, eles tinham um pensamento, eu não quero participar desse tipo de situação porque passaria a comprometer ainda mais a vida deles. Mas aí eu tenho uma uma experiência assim que chama bastante atenção na cidade de Buenos Aires. Já faz muito tempo que eles fazem a fiscalização de alcolemia. E quando eles iniciaram essa operação lá, um agente de trânsito ele foi atropelado e veio a óbito bem no começo. E daí lá eles ficaram divididos entre aqueles que não queriam fazer porque a vida parecia que estava sendo muito mais colocada em risco, mas teve aquela grande quantidade que falou assim: "Não, veja como que é importante o nosso trabalho". Uhum. a gente perdeu um um amigo, um colega de trabalho e dá iniciou-se a fiscalização de alcolemia lá por muitos anos já eles realizam isso. Então isso é algo que eu trouxe para cá também, né, quando nós fizemos todo o planejamento de est mostrando a todo momento a importância daquilo que a gente estava fazendo. A Paula falou aqui da John Boy, tem um cruzamento na John Boy que é com a Avenida eh Mário Scolari. Ela sempre pontuou como a primeira inúbito de óbitos e sinistros e atropelamentos. Aí nesse cruzamento foi feito um trabalho, hoje ela já caiu paraa oitava posição. Ótimo. Então veja como que quando um trabalho é feito, ele surte resultado. É claro que lá teve todo um trabalho de questão geométrica, fiscalização dos agentes, semáforo, radar, foi um trabalho que foi feito e isso não aconteceu em pouco tempo. Então, quando a gente mostra hoje a importância da fiscalização, da alcolemia, de todos esses outros aspectos que circundam, por exemplo, nesse mês de setembro nós fizemos 55 autações ao longo do mês em todas as 19 operações que nós fizemos. Eh, foram abordadas mais de 1000 pessoas. Uhum. A gente acredita fielmente que essas 1000 pessoas vão falar pro par, pro colega, pro trabalho. Então esse 1000 ele vai divulgar de uma maneira que aquele trabalho que a gente tá fazendo ali, ele vai ter uma divulgação, vai mostrar a importância, ratifica que algo está sendo exatamente. Eu tenho duas filhas pequenas, uma de sete e uma de 12. As duas já usam assim palavras que a gente usa no dia a dia, no trânsito, alcolemia. [risadas] dia minha filha veio falar para mim de autopropelido. Você falou: "O trabalho tá sendo bem feito, né?" [risadas] Então assim, é algo que quando vira a rotina, vira a nossa vida, vira o nosso trabalho e aquilo ali vai pra rua, aquilo ali vai pra fiscalização, eh as pessoas vão entender que aquilo ali não é uma punição, mas é um trabalho, é um conjunto, é um todo que tá sendo feito. E a bico na política fala que pega, né? Tem a lei que pega. Essa é uma ação que pegou, né? As pessoas, elas já sabem que a INDEC tá fiscalizando. A INDEC com essas com essas blitz são implacáveis, viu? Você chega, vê aqueles con pronto f nossa, agora eu já passei várias em colam, né? Tipo, passei direto, mas eu vejo as pessoas ficando lá atrás soprando, dando é dá verde, né? Isso. Quando dá verde segue. R. Quando dá verde segue. Mas eu já vi as pessoas encostando num cantinho ali. É o sofrimento. Então a Paula e o Fábio estão de parabéns pelo trabalho que executam. Parabéns. Programa bom, é programa com muitas informações e passa rápido, já uma hora já de duração. Meu tempo já tá encerrado pra gente poder então eh finalizar eh Paula, pra gente tentar melhorar ainda mais essa situação. [limpando a garganta] Foram passados aqui números positivos, né? Não ideais, mas positivos. Eh, pros próximos anos, talvez uma política a média e longo prazo. Na sua visão, o que que deveria ser feito? alguma política de estado vindo de governo federal, governo estadual, depois pros municípios, campanhas como são realizadas agora, uma maior participação eh da sociedade, o que que precisa ser feito, o papel da tecnologia, a gente fala muito sobre inteligência artificial agora de alguma maneira a tecnologia inserindo, nos ajudando nessa questão pra gente reduzir número de acidentes, o que que precisa ser feito para daqui um ano a gente fazer um novo questão de ordem, por exemplo, e ter números mais positivos do que temos hoje. Olha, eu acho que a base é trabalhar com dados e evidências. A gente tem que construir políticas públicas pautadas eh em resultados com base em dados e evidências. E aí são esses dados e evidências que vão dar o nosso dire onde a gente tem que agir, da onde que tem que atuar. Então a gente pode ter isso em nível municipal, estadual, nacional, com inteligência artificial, sem inteligência artificial, com inteligência humana. Mas o fundamental é construir uma política pública pautada em dados e evidências. E aí sim a gente vai colher excelentes resultados e entender que a segurança viária é uma questão de saúde pública. Isso é o fundamental pra gente colher mais resultados positivos e vão vir com certeza. Fábio, quero ouvi-lo também. É isso mesmo. É uma vez que a gente tem demonstrado os dados, né, das nossas operações. Essa transparência, eu acho que é muito importante para que a população consiga entender. Se nós só falássemos aqui, foram feitas operações, foram feitas autações, teria uma visão totalmente diferente. Então, quando as pessoas conseguem entender a importância da operação, quando as pessoas conseguem ver que é realmente uma pequena parcela dos condutores que que infelizmente não obedecem as regras, né? Quando esse todo ele é visto de uma maneira positiva, isso é muito importante. As nossas ações até ficam mais leves, né? Porque quando tem esse retorno positivo nos incentiva a continuar fazendo mais. Então, é muito importante nós continuarmos fazendo e demonstrando e as pessoas entendendo a realidade do nosso trabalho. Como você falou, né? Não é fácil. a gente enfrenta algumas situações, algumas dificuldades. Eh, por exemplo, às vezes precisamos cancelar algumas operações porque temos chuvas, enchentes, então a gente deixa um trabalho importante para realizar um outro trabalho importante também, mas que quando esse todo ele é visto com bons olhos como positivo e entende que o objetivo das nossas ações é para salvar vidas, é isso é muito importante para nós que estamos realizando. Ótimo. Tempo encerrado. Vereador Luiz Yabico, muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo. Mais uma vez ter aceito o convite para participar aqui do nosso questão de ordem. Já faço um novo convite pro senhor retornar aos nossos estudos para falar sobre esse, mas também sobre outros assuntos. Fica aberto à suas considerações finais. campanhas constantes, educação escolar e fiscalizações blitz rígidas e duras, como o tem feito. Acho que a solução para evitar os assistentes de trânsito. Fábio da Mata, gerente de operação e fiscalização de trânsito da INDEC, também muito obrigado pela aula que você deu aqui pra gente, de grande valia todas as informações pros nossos telespectadores, para quem está nos acompanhando. já faça um novo convite também para que o senhor retorne aos nossos estúdios, que seja sempre num cenário melhor do que o que nós temos hoje e fica aberto à suas considerações finais. Será um prazer retornar a qualquer momento. Estamos à disposição. Eh, digo que é um privilégio eh poder mostrar o trabalho que estamos fazendo. Isso é muito importante. Eh, isso agrega demais, né? Ter esse conhecimento é muito importante para as pessoas. Então eu sou uma pessoa extremamente honrada de estar aqui demonstrando o fruto do nosso trabalho e fico à disposição a qualquer momento do que precisar. Paula Bianque, coordenadora local da Bloomberg para a Segurança Viária, também muito obrigado pela aula que você deu aqui pra gente. Informações, dados, estatísticas de credibilidade, de grande valia pro nosso telespectador. Já faço um novo convite também pra gente poder voltar a conversar aqui no questão de ordem e fica aberto à suas considerações finais. Bom, prazer. Eh, aceito o convite, será um uma honra. Eh, a gente agradece muito o espaço e eu também gostaria de parabenizar Campinas porque a gente discutiu aqui, a briga, ela não é fácil e Campinas está enfrentando muito bem, já colhendo excelentes resultados. eh tem uma equipe por trás eh muito bem preparada, com muita experiência e que encara de verdade essa questão. Então, parabenizar Campinas. Eh, uma satisfação tá fazendo parte dessa equipe também. E eu agradeço você aí de casa pela sua companhia, pela sua audiência. Espero que a gente tenha contribuído com este assunto que é tão importante, uma campanha que você vai ver bastante ao longo de outubro aí para você não beber dirigir, pra gente diminuir o quanto antes o número de acidentes aqui na nossa cidade. Questão de ordem fica por aqui. Até sábado que vem. Ciao. Ciao. [música] [música] [música] เฮ [música]
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