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Olá, [música] começa agora o programa Questão de Ordem, que hoje vai debater os parlamentos metropolitanos. Os problemas enfrentados pelos municípios muitas vezes ultrapassam os limites de uma cidade. Mobilidade urbana, transporte público, saúde, segurança, meio ambiente, habitação, saneamento, desenvolvimento econômico são exemplos de questões que não respeitam fronteiras municipais. Ontem, sexta-feira, o parlamento da região metropolitana de Campinas debateu os impactos da reforma tributária nos municípios, assunto urgente, atual, que preocupam as cidades. E é justamente neste contexto que surgem os parlamentos metropolitanos regionais, espaços que reúnem representantes dos legislativos de diferentes cidades para discutir problemas comuns e buscar soluções conjuntas. Então, sobre o trabalho que é desenvolvido, os desafios, obstáculos, eu recebo aqui no estúdio o presidente da do Parlamento Metropolitano de Campinas, que também é presidente da Câmara de Campinas, o vereador Luiz Rossini, e também o Rodrigo Soares, que é o presidente da região metropolitana de Piracicaba, também presidente da Câmara de Araras. Lembrando que o debate vai acontecer. Farei as interrupções apenas quando o necessário. Presidente Luís Rossini, começo com o senhor. Primeiro, qual que é a função de um parlamento metropolitano? Por que é necessário? Quando que acontecem essas reuniões? Seja bem-vindo e uma boa tarde. Boa tarde, Gabriel. Quero cumprimentar e dar as boas-vindas também pro meu companheiro, né? Eh, Rodrigo Soares, que é presidente da Câmara de Araras e do Parlamento Metropolitano de Piracicaba. a gente tem estado juntos em vários eventos e eu tenho percebido o dinamismo, o otimismo, a empolgação dele, tanto como presidente da Câmara como do parlamento, né? Então é um grande aliado nessa luta dos parlamentos. Eh, Gabriel, eu acho que na a primeira missão que eu vejo o parlamento é o fortalecimento do poder legislativo, né? A gente quer na reunião, no encontro dos presidentes de câmaras das várias cidades, eh tentar fortalecer ação do vereador, da Câmara Municipal e fazer com que a sociedade reconheça na Câmara e nos vereadores uma missão importante, né, como representante do poder legislativo. E para isso a gente precisa mostrar que os debates, os assuntos, né, os temas que são discutidos no parlamento têm relevância e com as necessidades da população local. Eh, você mesmo diz, porque cada câmara ela tem a sua realidade, né, a sua característica. O vereador é o agente político que tá mais perto da população. Eh, nele que o cidadão chega por primeiro para levar a sua preocupação, a sua dor, a sua necessidade. E aí o vereador tem uns instrumentos que muitas vezes são limitados para tentar resolver o problema. Às vezes a solução não depende só da Câmara, não depende só daquela prefeitura. Às vezes são soluções que, como você disse, ultrapassam os limites do território. E essas vezes quando o parlamento se encontra à vezes juntando forças, acaba, né, com a união dos dos das velas câmaras, dos vereadores, fortalecendo demandas regionais, né? E aí a gente tem mais condição, inclusive de reivindicar para outros entes, seja governo do estado, da união, uma atenção para aquela realidade. Isso tem ajudado muito, né, as câmaras a mostrarem pra população a sua, o seu papel, a sua missão. Rodrigo Soares, olhando para esta experiência, né, do Parlamento metropolitano aí de Piracicaba, quais são os principais problemas que vocês perceberam que não podem ser mais tratados isoladamente por cada município? Seja bem-vindo e uma boa tarde. Boa tarde a todos. Quero agradecer o carinho, primeiramente cumprimentar aqui o nosso presidente do Parlamento Metropolitano de Campinas, presidente da Câmara também. Acho que o Rossino tem uma história muito, uma bagagem muito importante. E quando eu assumi a presidência novamente da Câmara Municipal de Araras, eu sempre já já vinha quando eu era vice-presidente, já olhando os trabalhos do Rossini e a gente decidiu trazer, poder levar um pouquinho do Parlamento Metropolitano de Campinas pra nossa região. Eu acho, Gabriel, que é muito importante o parlamento. Quando a gente fala desse fortalecimento, a Câmara Municipal, ela por um longo tempo acho que criou uma lacuna entre a sociedade, deixando o espaço vazio. Os vereadores estiveram presentes, porque o vereador é aquela ponte principal e muito mais próximo ah da população. Mas a gente tem que fortalecer os o o processo legislativo, as pessoas que estão dentro do legislativo. Eu quando eu entrei pela primeira vez no mandato, eu praticamente conhecia nada, nem sabia que tinha um regimento interno dentro da Câmara Municipal. Então, a gente vai aprendendo isso ao longo do tempo e a gente entendeu que as câmaras que tinham mais fortalecimento, mais estrutura, normalmente ela consegue apresentar um trabalho melhor. Só que também quando você fala do parlamento, você busca melhorar as outras câmaras também de cidades menores. Então você trazer um conjunto de fatores para que a gente possa melhorar o trabalho legislativo e cada vez que o trabalho legislativo ficar melhor, nós vamos atender a população melhor, a gente vai cobrar mais, a gente vai conseguir fazer o processo andar. E esse parlamento ele tem o único objetivo de fortalecer também a gente ter uma demanda principal, a saúde. Nós tivemos uma discussão muito grande, porque isso acaba transcedendo aonde que fica os hospitais regionais que atendem da DRS. A gente precisou, através do parlamento, chamar o diretor da DRS da nossa região do Piracicaba para que a gente possa debater e aumentar a quantidade de exames, consultas, cirurgias que chegavam junto à DRS. Então isso só há uma construção quando há uma junção dentro dos parlamentos. E aí eu vi muito isso aqui do Parlamento de Campinas com temas muito relevantes. Nós tivemos aí com a discussão eh do novo imposto que vai ser aplicado no Brasil e que muitos municípios terão um impacto gigante porque irão cair a sua arrecadação. Sim. E a gente tem que começar um grande movimento porque isso daí vai demandar o quê? O serviço do município vai sofrer demais. Eu defendo muito mais investimento nos municípios Uhum. e menos na União e no estado, porque quem faz toda essa parte, toda essa ponte é os municípios. Então a gente tem que fortalecer essa questão dentro do Parlamento Metropolitano. Aliás, a a verdadeira reforma tributária que eu era dos meus sonhos é você inverter a pirâmide, né? Porque hoje o o cidadão mora no município, trabalha no município, aqui é que ele gera movimenta economia. Então, as receitas, os impostos são gerados, arrecadados no município. Aí você tem imposto municipal, estadual e federal. Sim. O estadual e federal você manda para cima e depois volta uma participação assim a conta. Então eu defidi a seguinte tese e falou: "Olha, arrecadou o imposto aqui, qual é a parte que cabe ao município?" Já segura aqui também com só manda a diferença o que deveria ser para eles, né? Porque acaba sendo também um jogo de poder, né? quem consentir ou concentra poder. Mas é uma preocupação porque a contição de 88 entregou aos municípios uma série de responsabilidades. Aumentou muito as obrigações do município na educação, na saúde, na segurança, né, na habitação, mas não veio na mesma proporção a disponibilização de recursos pros municípios eh atenderem a essas demandas, né? Aí cobra ficar nas costas do prefeito e dos vereadores. Por isso que essa luta é comum, né? Então, nessa reunião em Olambra, que a gente discutiu as perspectivas da reforma tributária, os impactos, assim, ficou todo mundo preocupado, mas assim, todo mundo consciente que a gente precisa fazer uma mobilização para enfrentar, né, os impactos do futuro. Mas as e nessas discussões, de repente surgem propostas e quando elas são conjunto, conjuntas ganha força, né, pra gente também pressionar os órgãos responsáveis pelas tomadas de decisão. Já já eu quero falar então sobre este conjunto, sobre esta força e a questão de saúde que o Rodrigo Soares citou também, porque em Campinas esse debate ele é muito comum aqui na Câmara de Campinas com outros cidadãos vindo até aqui a rede de saúde de Campinas. Agora, Rossine, das 20 cidades, eu vou falar agora sobre os desafios, os obstáculos que vocês têm pela frente. Das 20 cidades que estão no Parlamento Metropolitano, nós temos, por exemplo, Campinas com mais de 1 milhão de habitantes e tem as suas demandas. E, por exemplo, cidades como Olambra com 15.000, Santo Antônio de Posse com 23.000, de acordo com o último censo do IBGE. Portanto, elas são muito menores. É um desafio encontrar pautas em comum entre cidades que são grandes, metrópoles como Campinas, cidades médias e cidades pequenas. Não, não, não. Os problemas são comuns, aumenta o tamanho, né? Mas as, por exemplo, a saúde que ele citou, eh, nós temos uma estrutura de saúde no município de Campinas que é robusta para atender primeiro a rede pública de Campinas, a rede básica, os hospitais municipais e tem algumas unidades também do estado aqui, né, como Hospital das Clínicas da Unicamp, a AM. Mas o que a gente percebe, os municípios pequenos não têm esse atendimento secundário, terciário, aonde eles vêm para Campinas. Sim. Então, às vezes, a estrutura é dimensionada para atender a população de Campinas, mas acaba ficando sobrecarregada porque recebe também população desses municípios do entorno. E o princípio de universalização do SUS obriga a gente atender quem chega. Você não pode ir, ah, você não é da minha cidade, não vou atender. O que a gente precisa é encontrar um meio do SUS, financiar isso, né? Então, nas discussões sobre saúde, por exemplo, a nossa região, igualmente a de Piracicaba, nós temos hoje uma carência de leitos hospitalares, principalmente de alta complexidade. Então, foi feito um movimento grande, os prefeitos também se uniram, mas o Parlamento Metropolitano, nós tivemos duas vezes em São Paulo na Secretaria de Estado de Saúde, OK? levando essa reivindicação, mostrando a necessidade, discutindo com o secretário. E a gente foi feliz aqui. Na verdade, o secretário, o próprio governador veio aqui, anunciou, já está para sair uma licitação para construção de um hospital metropolitano, 400 leitos, né? e junto, enquanto não constrói, a gente conseguiu um pouco isso que você tá reindicando lá, que o governo do estado aumentasse a contratação em unidades particulares de exames, né, de imagem, algumas cirurgias para ir atendendo essa demanda que tá crescendo aí. Nós precisamos cuidar da saúde da população. Então, eh, a gente politicamente luta para fazer com que os recursos sejam aqui para atender a população, a saúde e aí o município Pequena obviamente se beneficia disso também, né? Uhum. Porque até nessa estrutura regional vai atender também a população dos municípios menores. Aliás, assim, eu não sei como é lá na região de Piracicaba, mas em muitos municípios, qual que era o sonho de consumo dos prefeitos? Comprar um ônibus, uma van, para levar os seus pacientes, né, paraas unidades maiores, como Unicamp, mesmo Mario Gat, tal. Eu acho [roncando] que a gente continua fazendo isso, viu? Aliás, nós temos essa, a nossa região vem para cá em alguns pontos também de Campinas e e uma realidade que acontece, a tabela SUS, ela precisa ser modificada. A gente tá mais de 20 anos atualizados. Depois que houve a pandemia, o custeio para se manter na área da saúde, ele triplicou o valor. E também a gente percebe que há um pouco de falta de investimento de uma sociedade mais se movimentando com a qualidade de vida no esporte. A gente percebe que as secretarias principais de de esporte, essa questão, todas vezes que você precisa remanejar recursos, qualquer município é assim, praticamente você retira dinheiro de lá. E aí você não tem uma sociedade praticando atividade física, você não consegue fazer uma economia a longo, uma economia a curta e a longo prazo. Você tem uma saúde muito precária com a com a questão. Os municípios sofrem demais porque os recursos são poucos, repassados. E aí quando você fala desse novo imposto, aí eu também tenho a mesma visão do Rossini, que nós vamos ter o quê? Quem tá no poder, você vai tirar o imposto recolhido de tal cidade e ele vai encaminhar para onde interessa, ou para uma sigla partidária, onde que ele tem mais aproximação política e aonde que ele tem mais voto. É triste dizer, mas é uma realidade que a gente tá vendo que vai acontecer. Então, se você não tiver uma grande movimentação dentro dos poderes legislativos para começar a combater isso daí, a gente vai ficar refém. Eh, porque os municípios dependem muito, a população é muito carente com esse com essa questão. Depois da pandemia, a gente percebeu que houve muita perda do plano de convênio também. Então, SUS, houve um uma utilização do sistema público de saúde muito grande e cada vez mais também os municípios menores e eu eles não têm toda essa infraestrutura, vai se vai colocando a pessoa pelo sistema e não ajuda as obrigações dos outros municípios maiores. Eu sempre defendi isso, que tão na minha cidade, nós temos umas cidades eh região ali que o pessoal acaba utilizando cordeiro, Conchal, vai utilizar o sistema da Santa Casa ou algumas pessoas de média e alta complexidade que são cirurgias que são realizadas na em Araras porque é um hospital regional, os municípios não contribuem também, poderiam até se beneficiar muito mais e a gente ter uma qualidade, não. Ó, o o praticamente o executivo ele retira aquele munícipe ali, que é uma pessoa que mora na sua na sua cidade e já resolve problema. Problema da cidade de Araras, ó, a pessoa já tá no sistema público. Eu acho que os municípios deveriam fazer tipo convênios com os hospitais de Santa Casa para que a gente possa manter, mas ao mesmo tempo a gente conseguir atender toda essa demanda que que vai cada vez mais sobrecarregar o sistema público de saúde. E eu vi uma questão, eu achei muito importante, acho que pelo menos pelo eu vendo os debates dos candidatos sobre a questão da gente tirar essa amarra de 25% na educação e 15 na saúde, que que acontece? A nossa população, muito provável que vai envelhecer. Isso é fato. Nós vamos dobrar aí. Tanto é que vai se mexer novamente na previdência. Isso é fato que vai acontecer. Só que nós temos 25% na educação. Qualquer gestão no final do ano, e você sabe muito bem, sai comprando tudo e muitas vezes desorganizado para bater a meta de 25%. Enquanto isso, a gente sofre com dinheiro que poderia estar sendo mais bem empregado dentro da saúde. E aí você tem uma amarra também, se cair a nota, volta pro município cumprir essa obrigação constitucional. Mas eu acho que era algo que deveria já se começar a se bater, porque cada vez mais os orçamentos ah do município vai sofrer com essa consequência. Eu acredito que cada município deba perder entre 8 a 10% de arrecadação anual e é um baita de um dinheiro que vai fazer falta demais dentro dos municípios. É, na verdade assim, eh, o recurso é tudo, né? E é isso que ele citou da educação, que às vezes essa obrigação de todos sabemos qual a importância de você exigir que o que o governante gaste 25% do orçamento com a educação. Sim. A intenção é priorizar a educação, é valorizar a educação. Sim. Quer ver uma distorção? Você pega municípios do litoral, que são características assim de população transitória, né? Uhum. Eh, Guarujá, você tem um alto valor de arrecadação de PTU, porque muita gente tem casa, apartamento, tem casas lá, mas não vivem lá. Vão lá de fim de semana ou nas férias. Só que a receita, os 25% da receita exige. Uma vez um prefeito de Guarujá há muito tempo falou: "Tenho que pintar a escola duas vezes por ano para justificar que apliquei 25% na educação." Eu acho que esse é um mecanismo. a gente precisa continuar estimulando, obviamente, investimento e educação, mas evitando uma avaliação por perto pro município, às vezes um gasto que desnecessário só para cumprir, porque se o prefeito não cumprir 25%, ele tem a conta rejeitada, rejeitada e praticamente ele vai disputar a eleição. É o desafio de um Brasil continental, né, muito grande. Você cria uma regra geral que talvez para um município grande dê certo uma capital, mas para um município pequeno tem uma distorção. Pois é, a Constituição lá federal fala de 15% na na saúde, né? Município de Campinas, o orçamento da saúde é quase 30% da nossa receita e não dá conta de atender a demanda e não atende. Nós nós já chegamos 21, 22 no meu município, hoje nós estamos chegando 17. É, apertando as contas o máximo possível, tentando colocar ali o que é prioridade, o que não é. Mas isso a gente acaba sofrendo por normalmente a pessoa, o município tem condição de executar um tipo de serviço, mas acaba encaminhando para que possa buscar pelo sistema público e aí vai paraa AM Rio Claro, aí vai para alguns órgãos estaduais. Mas é muito complexo isso. A gente já percebe que hoje o valor triplicou, como eu disse, o orçamento não dá para suprir toda a necessidade do município. Então os municípios já começam enfrentar. E aí tem que buscar a eficiência, a eficiência de tipo conseguir com muito pouco atender mais, que é quase impossível hoje dentro dos municípios. Isso. Sobre essa complexidade, Rodrigo, existe também uma questão política. Cada vereador representando uma cidade, consequentemente interesses locais, como é que constrói um consenso quando esses interesses eventualmente entram em conflito ou eles não entram em conflito quando tá lá no Parlamento Metropolitano? Não, assim como um parlamento de cada município, você tem, eu vou colocar pela minha cidade, 11 vereadores, cada um tem um pensamento, é claro que você tem que construir a maioria para que você possa ter decisão. Mas acho que um foco que começou remar muito o Parlamento Metropolitano e a gente conseguiu entender isso, primeiro é entender que todos os municípios têm praticamente quase o mesmo problema. E aí o que que nós decidimos fortalecer dentro dos poder legislativos? as demandas impositivas dos vereadores. E a gente entendeu e eu sempre debati muito que o executivo não, o legislativo não pode ser um puxado do executivo. Claro que tem que andar em harmonia em conjunto porque é pelo bem da cidade, mas ao mesmo tempo eu entendi que os vereadores são representante total da população e deveriam ter o direito de decidir onde que vai o orçamento. Quando a gente aprova o orçamento, o executivo tem até 25% para remanejar para onde quer. Eu cheguei num ponto que eu falei: "Cara, não adianta ficar aqui mexendo no orçamento, porque o executivo vai remanejar para onde que ele achar interessante". Foi aí que entrou a questão da emenda impositiva. Então hoje das 24 cidades nós conseguimos colocar mais de 12, demos palestra, treinamento pros poderes legislativos, chamamos os presidentes, vereadores e e colocamos que era a importância deles terem autonomia de decisão, que é uma solicitação da população. Então hoje dentro do nosso município, nós podemos andar 50% do nosso da receita em positiva, obrigando para pra saúde. Então, para uma Santa Casa que precisa, precisa receber esse recurso. Então assim, eu acho que foi uma construção de todos os vereadores entenderem que não era o momento da vaidade política ou da sigla partidária, era uma decisão de bem-estar coletivo de toda a nossa região metropolitana, mas principalmente da do seu município. O os municípios enfrentam os mesmos problemas, mas como a gente vai e cada cidade é um fato muito curioso, viu? Às vezes eu eu falo que eu copio sempre a Rossine aqui, porque a gente vê o que que deu certo aqui, pô, vamos tentar levar lá. Às vezes vai dar certo, às vezes não vai dar certo, porque depende da cultura de cada município, mas normalmente sempre cada cidade descobre uma maneira eficaz e eficiente de resolver um problema. E aí você pode buscar nesse network, nessa construção, e eu acho que o parlamento consegue fazer isso, você é conhecer os vereadores, saber o problema, porque sempre tem algum vereador que você destaca mais, você pode buscar aquele talento dele para que você possa empregar dentro da sua cidade. E às vezes tem iniciativas de uma câmara, de uma município exitosa que pode ser replicada em outro, né? E a gente tem oportunidade também nos parlamentos, você tem os vereadores que eu falo assim temáticos, né? Tem aquele que é defensor da causa animal, às vezes ele tá trabalhando leis, projetos dessa causa, pô, isso aqui é legal, eu poder aprimorar na minha cidade, tá? Tem vereadores, hoje um tema em voga e moda e debatido em todas as cidades é questão do autismo. Sim, né? Então, essa troca de experiências e tal, como é que a tua cidade tá lidando com esse tema, qual é que esse problema, isso ajuda muito inclusive a fortalecer, porque quando um vereador leva uma coisa boa através da Câmara que a tem e afeta positivamente para a população, a população reconhece a importância do vereador e do legislativo. Essa troca também é muito importante nesses encontros que a gente faz do parlamento. E eu acho que a gente conseguiu fazer algo importante, é a questão de espalhar escolas legislativas. Eu acho que o mandato do vereador, ele conseguiu trazer a população para dentro. Lá nós atendemos quase 200 crianças aí praticamente semanalmente elas vêm. A gente comprou uma van até parabenizar a ex-presidente Mira Vanessa e eu fui o vice dela, tive nessa construção da mesa e a gente deu continuidade. Eu acho que o que eu tô colhendo fruto foi o que ela plantou da reativação da escola e a gente foi colocando isso nos outros municípios também porque aí a gente recebe as crianças, começa a fazer um trabalho, a gente vai colher daqui 20 anos, mas é criar esse vínculo, esse amor dentro da casa legislativa. E um também um um processo que a gente viu que fluiu muito além da escola legislativa também as procuradorias da mulher. foi colocada na época da o meu mandato, primeiro mandato meu de presidente lá na Câmara e ao longo do tempo a gente foi fortalecendo, colocando colocando dotações orçamentárias, fazendo um trabalho. Nós estamos participando do agosto lilás com planfletagem, levando as crianças, falando da importância da valorização das mulheres e aí a gente foi criando empreendedorismo para para essas mulheres ter condição de renda, ah, ter sobrevivência própria. A gente foi construindo isso e apresentando dentro dos parlamentos. Eu tenho até a nossa procuradora, quero mandar um abraço e um beijão todo para ela, pra Ros Marcanavini. Ela foi de câmara em câmara mostrando paraas mulheres e ela já conseguiu colocar, se eu não me engano, em oito câmaras das 24 Procuradoria da Mulher. Isso é um avanço para que a gente possa fortalecer e uma política pública regional que vai crescendo. Uma, só uma cobrança que eu faço é que o estado precisa dar mais valorização pros parlamentos, porque a voz real mesmo é os parlamentos metropolitanos de Pirascaba, Ribeirão Preto, que eu tenho mais acesso, de Campinas, toda essa região é importantíssima e eu acho que eles deveriam ainda ter mais condição de emendas para que a gente possa trabalhar, decidir um pouco mais junto com o estado a questão orçamentária para dividir dentro dessa região. Ô, Rossine, eh, um exemplo, né, bastante concreto, a questão de mobilidade hoje em dia, porque uma pessoa, ela pode morar em uma cidade, ela trabalha em outra e ela pode estudar numa terceira, né? Até que ponto o planejamento do transporte precisa ser regional? Até assim, é necessário, né? Você pega Campinas, que é sede da região metropolitana, e nós temos aquilo conurbação. Municípios do entorno são quase que parece bairros nossos, né? E essa esse fluxo de esse trânsito de pessoas é é diário, cotidiano. Então assim, os municípios têm que ter planos de mobilidade. No caso da região metropolitana de Campinas, como nós temos uma agência metropolitana, existe um PDU que é o plano de desenvolvimento urbano unificado aqui da região. E é o plano de mobilidade, ele perpassa todos os municípios. mercado. Cada município tem que ter os seus, mas nos pontos de intersecção, isso é fundamental, não só do sistema viário, também como o sistema de transporte coletivo, né? Nós temos, só que aí o transporte intermunicipal é do estado, né? Então, eh, mas nós temos aqui que saindo de Campinas ônibus que vai para toda a região para garantir também o transporte público para essas pessoas que estudam aqui, moram lá e vice-versa, que vem muitas vezes movimentar a economia daqui, ele sai no fim de semana, vem para cá, pro seu lazer, né, para aquilo que Campinas oferece. Então, a mobilidade é fundamental. [limpando a garganta] Eh, no caso de Campinas, inclusive o governador do estado, ele tem tido uma atenção fantástica, né? Tanto que já tá iniciadas aí para construir o trem intercidades, intercidades, né, que vai de Campinas até São Paulo. São duas linhas, uma que vai ser o rápido, que vai parar em Jundiaí, depois São Paulo e o outro que vai é o Intermunicipal, vai parando de cidade em cidade. Mas além disso já tá sendo feito projeto de VLT para de Campinas. Hortolândia Sumaré, né, e Campinas aeroporto. Então, a, e olha, nós temos feito através do Parlamento de Campinas, nós já tivemos acho que umas cinco vezes na Artesp, levando demandas que envolvem as rodovias que cortam a nossa região e que afetam diversos municípios, né? Por exemplo, a briga a última foi pela construção, implantação das marginais da rodovia Santos do Mont. Sim, né? que vai acontecer, mas é pressão política. A gente vai lá, cobra, junta as câmaras de vereadores, presentes, presidentes e vamos lá. Mas a mobilidade é hoje fundamental, é um problema que cidade como Campinas, você sabia, Rodrigo? Hoje nós temos quase um veículo licenciado em Campinas por habitantes. Nós temos 1 milhão de veículos registrados no município de Campinas, né? Claro, veículo, moto, né? E nós estamos brigando lá também, viu? Porque o primeiro projeto ia até Limeira, aí já diminuiu, foi encurtando. Então a nossa briga que não fique só até Campinas, que ele vá mais paraa frente, até porque eu acho que foi muito feliz essa essa movimentação. Vai trazer uma mobilidade muito grande. A gente percebe esse acesso do pessoal ir para São Paulo. As cidades aqui, principalmente nossa região, você vê de Aradas até Campinas, e praticamente a gente tira aqui em 45 minutos, 50 minutos no máximo para chegar até aqui. Só que os municípios são muito próximos, de Araras até Limeira, 15, 20 minutos. Então você vai seguindo esse trâmite e para para que possa chegar. Eu acho que essa questão de mobilidade a gente tem um acesso muito fácil depois que a Bandeirantes, a Anguera, eh começou a Anhanguera, depois Bandeirante, a gente tem essa questão de mobilidade muito mais fácil. Acho que quem mais enfrenta dificuldade é dentro dos municípios, porque aí como você falou, um veículo para cada habitante é algo praticamente aí difícil. [limpando a garganta] E aí você tem que já pensar no novo estudo. As cidades maiores São Paulo conseguiram os corredores de moto que deram muito certo. Eu eu eu percebo eh uma falta de incentivo tanto do estado e principalmente do município. Aí depende muito da parte cultural de colocar a questão da ciclofaixa para que a gente possa trabalhar muito forte. A gente precisa aumentar por a população pedalando, a gente vai economizar na saúde, porque a pessoa vai começar a fazer uma atividade física. E você faz esses balanços, esse número, nós pegamos por leme, Rio Claro. Rio Claro, o pessoal anda muito de bicicleta, já arara já não anda muito, mas a gente tem que começar um trabalho, estimular isso. E eu acho que falta isso dentro dos municípios, essa estimulação pra gente poder evoluir. E é uma questão que eu dizendo, a pessoa pedalando, nós vamos economizar na saúde, porque atividade física, a pessoa vai emagrecer, a pessoa vai ter uma qualidade de física melhor. Agora a gente percebe, pessoal só pegando carro só para lá, para cá, que que vai acontecer? Inclusive, essa foi uma discussão aqui no questão de ordem sobre mobilidade urbana, porque o presidente da INDEC, Vinícius Riverete, estava aqui, a gente tava conversando sobre esse assunto de mobilidade urbana. Eh, e ele fez um questionamento pros vereadores, é que tipo de cidade a gente quer? A gente quer um tipo de, porque o vereador ele tinha feito uma indagação falando que ele queria mais uma faixa, acho que era na Avenida Anchieta aqui de Campinas, próximo da prefeitura, que ele falou que o trânsito tava muito grande e ele tava solicitando o alargamento mais uma faixa. E aí o Vinícius fez esse tipo de questionamento. Que tipo de cidade que a gente quer? A gente quer mais uma faixa para carro ou a gente quer um corredor de ônibus para você privilegiar o transporte público? Porque daí tem a questão do meio ambiente, você tira carro da rua. Então vocês entendem que essa é uma questão também para se discutir no parlamento. Que tipo de município que a gente quer? A gente quer um município que dê essa vantagem para quem tem carro, porque hoje em dia muitas pessoas têm carro e elas querem dirigir, elas não querem trânsito e elas vão acabar reclamando. A gente vai privilegiar o transporte público, a gente vai privilegiar ciclofaixo, questão de bicicleta, mas aí tem que ter uma questão de educação para poder respeitar o caminhão, o carro, a bicicleta, a carga. Como é que vocês entendem esse modelo de cidade de mobilidade urbana? Porque é um problema de todas as cidades. Claro. É, a cidade é um organismo vivo, né? Ela cresce, ela expande. Você vê Campinas, ela cresceu demais sem o planejamento adequado. Há 30 anos atrás. Nós temos as nossas vias, né, eh, avenidas, ruas, elas estão estranguladas. Você não tem, só se for desapropriar para fazer. Hoje nós enfrentamos as consequências de uma falta de planejamento. Uhum. do passado. O que nos cabe hoje é olhar pro futuro, tá bom? No futuro, como é que a gente muda isso para aquilo que dê mais qualidade de vida para as pessoas? O Rodrigo falando um negócio, eu imaginei agora assim, na hora que o trem intercidade tiver funcionando, nós vamos ter que ter bolsões de estacionamento, porque o pessoal de Araras que vai para São Paulo, certamente talvez prefira deixar o carro aqui, né, ou até uma linha intermunicipal e depois pegar o trem para lá. Então você você cria um assim uma solução para um problema, de repente surgem novos, né? Então você tem que tá pensando, sabe o que falta pros municípios? É estrutura de planejamento de longo prazo. Cada município a cada 10 anos é obrigado a fazer o seu plano diretor de desenvolvimento urbano, né? Mas a maioria dos municípios não tem estrutura, tem que contratar consultoria. Troca de governo é um problema também. A cada 4 anos ou a cada 8 anos trocando é um problema também? Eu eu acho que os municípios deveriam fazer um pacto municipal. Acho que nós não temos nenhum nisso daí pra gente projetar uma cidade por 10 anos. Dou um exemplo claro e você fui muito feliz. Nós temos um plano diretor dentro do município que 20 anos para debater o plano. Tá atrasado, 20 anos para debater o plano municipal que é o o nosso plano diretor. Plano diretor que é importantíssimo. Para onde que a gente vai crescer, qual que é o caminho que a cidade vai crescer, qual que é a questão da mobilidade que vai crescer. Então, nós estamos muito atrasados. Eu acho que o Rossini foi muito feliz com essa questão do debate do plano diretor e que alguns municípios sofrem, é que a gente fortaleceu dentro do Parlamento metropolitano. A gente começou a chamar técnicos, começou a orientar com palestras, com condição para que os vereadores consigam debater esse assunto com muito maior. A gente trouxe, eu até tive uma leve discussão lá com com o executivo na questão, eles eles entendem tudo? Não, pô, chamei o CRE para conversar. Só o CRE me fez 32 emendas no plano diretor sugerindo, são pessoas técnicas que entende. Eu acho que quando você falar, ó, para onde que nós queremos crescer, qual que é a questão que a gente quer fazer hoje, hoje de verdade, a gente já sabe que a população nossa vai envelhecer. Então, a gente precisa focar na questão de qualidade de vida, sabendo das dificuldades de uma acessibilidade de uma população mais envelhecida. E a gente precisa lutar para que a gente possa modernizar essa questão de qualidade de vida. Então, as cidades elas foram crescendo paraa questão automobilística, pra pessoa vir comprar o seu carro e sua moto. Só que hoje já é um problema que nós já estamos vivendo. E se os municípios não se de 10 anos não se debaterem o assunto, qualificar e aí eu faço uma cobrança também geral do estado. Claro que cada expansão, cada crescimento ficou de obrigação do município, mas eu acho que o estado poderia se colocar uma cartilha, o estado poderia ajudar ou o estado poderia ter especialistas para que a gente possa definir isso em conjunto, porque aí o estado manda pra sua cidade mobilidade, beleza? Paraa outra manda de outra maneira, moral da história, e cada cada município vai crescendo da maneira que acho que tem que crescer. E eu acho que é muito ruim, porque assim, você já pega a cidade de São Paulo, o que deu certo lá, a gente já tem que começar a aplicar agora numa cidade de 140.000 habitantes, porque senão vai acontecer da nossa cidade crescer daqui um tempo e a gente enfrentar o que Campinas tá enfrentando aqui. Mas eu acho que cidades do tamanho de Campinas elas ficam quase que inviáveis, inadminadistráveis. Alemanha são poucos municípios que têm esse tamanho. A maioria são pequenas cidades, 100, 200.000, né, que consegue garantir qualidade de vida. Eles tem uma consciência de planejamento mais desenvolvida, né? Mas é uma questão, você sabe que outro dia o governo do estado tem um diretor, um secretário de desenvolvimento lá, Jorge Lima, ele veio para Campinas fazer uma palestra no Ciespí pros pros representantes da indústria, do setor industrial. E ele é um cara, ele foi CEO da Vale, da JB, o cara morou no Japão, enfim, Estados Unidos. O cara tem uma cabeça, uma visão fantástica. [roncando] Aí ele falou o seguinte: "Se a gente não entender o que tá acontecendo com o mundo, a gente não consegue nem se planejar enquanto indústria". Uhum. E aí ele falou: "Olha, nós vamos precisar de vocês aqui falando da pro pessoal da indústria". Ele falou, ó, com tecnologia, com negócio. Hoje o conceito assim, as grandes corporações vai, se for, elas estão querendo instala uma unidade e ela tem que ter no máximo a 50 km aonde ela tá instalada a tua rede, a tua cadeia de suprimentos, né? Porque o cara, sei lá, fabrica eh geladeira, o que que vai numa geladeira? Então os component ele não fabrica tudo, ele compra e muitas vezes só monta, mas ele tem que ter isso no máximo 50 km dessas dessa matriz, porque vai facilitar a mobilidade, vai agilizar a entrega, diminui a necessidade de fica, diminui custos. Então os municípios também têm que se observar assim, qual é a minha vocação, o que que eu tenho aqui e tentar atrair indústrias que tenham essa esse sentido, né? Ele falou: "É um processo, é uma transformação". E ele falou mais, quer ver? A gente tem que acompanhar o que tá acontecendo no mundo. Ele falou: "Uma das maiores invenções das ciências hoje é o Monjaro, a canetinha. Nos Estados Unidos virou febre e tem a, né? E qual o impacto disso? A tendência também, eu acho que vai parar um consumo na questão da alimentação. Não. Pois é, mas ele falou que no estado de São Paulo, não estado de São Paulo, ele falou, acho que a nora dele, a CEO da eh Bookman, acho que é uma moda masculina. Uhum. Ele falou: "Antes a maioria dos o tamanho do que vendia por homem era L, né? Era 60% L, 40% os outros". Hoje inverteu porque os caras tão e virou estilo de vida, vai incorporar e a gast a alta gastronomia teve uma queda, os restaurantes, os gast porque o [limpando a garganta] pessoal não tá indo mais, tá diminuindo. Para você ver como alguma coisa assim mexe de É claro como que você incorpora isso no planejamento do município? Não é fácil, mas você tem que tá plugado, estudando. Isso que você tá falando do planejamento, aguardar das devidas proporções. A gente abordou aqui no questão de ordem até com o senhor, aquela questão da cidade de 15 minutos, né, de est próximo uma farmácia, um supermercado, o seu local de trabalho para evitar esse longo deslocamento atravessando cidade. Passado, não sei como é que era Araras, mas Campinas assim, você tinha o distrito industrial, ó, vou botar todas as indústrias no campo. A outra área era residencial, a outra aí o cara para ir daqui para cá ficava atravessando a cidade. O centro com hoje não, hoje é uso misto. A ideia é estimular que em toda região você tenha perto de onde o cara mora trabalho, lazer, comércio, serviço. E esse conceito de cidade de 15 minutos é isso. Você tem tudo perto de onde ele mora, que ele possa ir trabalhar, ir pro lazer a pé. Não tem que usar o transporte coletivo, né? são novos conceitos de desenvolvimento urbano. Sim. Eh, o município de Araras ficou muito tempo dessa dessa maneira mesmo, distrito industrial separado lá, área residencial aqui e tal. E uma coisa que eu também percebo nessa questão que a gente fala de qualidade de vida também começa um grande debate também para que possa facilitar a vida da pessoa que trabalha ali. Então a creche já esteja se iniciou aqueles parques tecnológicos, depois colocou o ramo de alimentação, o restaurante dentro do próprio da própria empresa, depois agora fora da empresa. Aí começou colocar essa questão do cuidado com a mãe que precisa colocar o filho na creche para que ela possa ter uma questão, porque também as empresas não é só a questão eh de baixar o o custo, mas é aumentar a produtividade com o funcionário feliz e produzindo dentro da empresa, que também é um desafio, é um desafio gigante que precisa acontecer. E quando você fala da canetinha, eu tava analisando esses dias agora, o arroz já baixou, o feijão já baixou e aí algumas pessoas usam isso daí. Não, política não, não é política. Baixou o o consumo. O consumo. E a gente vai começar a a enfrentar isso a nível nacional, a mundial também, porque as pessoas vão parar de de consumir da maneira que estavam sendo consumidas dentro do Esses assuntos, Gabriel, são discutidos nos parlamentos. Esse papo que a gente tá tendo aqui, às vezes rola. Alguém provoca, quando você leva um especialista, então, de alguma área, ele acaba trazendo informações que às vezes a gente não não tinha, né? Isso ajuda você reformular teu pensamento, mudar alguns conceitos, né? Isso é fundamental. E eu agora vou falar algo, eu vou entrar no contraponto aqui, que talvez vão achar que eu não sou meio louco dessa situação. Eu tô com medo ainda, de verdade, com essas canetinhas que a gente vai colher daqui 20 anos. Não sei se as pessoas vão ter algum tipo de de efeito colateral, de efeito colateral, não sei. Hoje nós temos muito bem o aparato estudo dizendo que é possível, que é legal, mas também eu já aconteceu um caso dentro da minha cidade que a pessoa acabou comprando uma canetinha eh falsificada. É, esse é o problema. É. E aí o que aconteceu? Ficou em coma. Graças a Deus se recuperou, tá indo eh começou a se recuperar, mas ficou em coma. Então assim, a gente não sabe ainda os efeitos colaterais. Claro que hoje muita gente tá saudável, muita gente tá conseguindo atingir aquilo que quer, mas não sei como que vai ser orientação médica. De qualquer maneira, Gabriel, por exemplo, uma tendência e o o Rodrigo até mencionou é aumento da idade média das pessoas, a longevidade. As pessoas estão vivendo mais. Sim. Sim. E elas estão tendo uma mudança de estilo de vida. Então você vê essa chamada é note, né? Não é mais terceira idade, eles querem ter um estilo de vida ativo. Por isso os municípios oferecer oportunidade de lazer, de esporte, coisas saudáveis, contribui para que essas pessoas envelheçam com qualidade. E se envelhecer com qualidade diminui inclusive a a demanda, a procura por hospitais, o casado, entendeu? Então é um conceito, é uma filosofia, mas é uma transição, pode levar anos, mas eu acho que você pode embutir sim no planejamento da sua cidade essas características. Sei você, Rossino, eu gostaria de pelo menos eh viver aqui nessa terra até com 80 anos. Então, 80 anos acho que tá válido, tá muito bem. Eu tô com 71, eu já tô pensando mais que você. É, expectativa de vida do Brasil. Só que você não pode falar muito essa idade. Você joga bola. Eu vejo tudo que você faz. Gente, o o Rosílio a gente acompanha com uma vitalidade que é surpreendente, viu? Eu eu eu costumo, ó, tava até falando com a sua diretora aqui, que é a presidente da Pel, a Nélia, até mandar um abraço especial paraa Nel faz um trabalho magnífico, sua equipe também. Ela falou: "Acompanho você, pô, 5 horas da manhã você vai correr que eu não sei que falou: "Eu não consigo dormir". Esse que é o problema. Mas eu, mas eu gosto dessa questão por eu acho que a gente tem que batalhar muito com essa questão da saúde. Eu acho que os municípios se iniciou uma boa ideia, mas ela não prosperou, tá? que foi colocar, eu lembro que o estado, por is que aí você aí você fala que de 4 anos quando muda realmente muda a a a metodologia de trabalho e a ideia do do planejamento do governo. colocou muitas academias de atividades, eu lembro academias e nos bairros, a gente chama ar livre, o ar livre, só que não deu continuidade, não fez uma parceria junto com as universidades, as pessoas fazer estágio, liberar essa parte de estágio para que a pessoa possa fazer ali, explicar. Normalmente o cara que já tá no quarto ano, ele tem condição técnica ali de fazer um acompanhamento isso e aí não, mas você tem que ter um profissional, pô, o profissional tem que estar presente. Dificilmente você vai conseguir, é um custo muito alto, mas a gente poderia ter feito essa questão, utilizar as academias, fazer que as pessoas amem essas áreas de lazer, fazer que elas estejam presentes, que eu sempre falo, onde que tem a luz, a treva não brilha. e também colocar o cara que tá fazendo de estágio da de atividade de educação física para que ele possa executar isso e a gente podia trabalhar. Se iniciou muito bem esse projeto e numa troca de governo eh 7 8 meses depois praticamente morreu e nós temos hoje boa parte de boas praças, os os equipamentos quebrados, falta de utilização. Então assim, eu acho que não houve um trabalho, coisa que eu defendo, principalmente nos municípios. primeiro, um pacto municipal para que possa trabalhar com essa questão ao longo de 10 anos e depois um pacto estadual para que possa aprovar essa questão, fazer um trabalho e dar seguimento naquilo que precisa continuar acontecendo. Agora, viu, Gabriel, voltando um pouco à tua preocupação, né, se a mudança de governo atrapalha, às vezes sim, mas a Constituição de 88, ela mudou um critério do Antes a gente tinha que era chamado política de governo. Então, você elegir alguém, é como se desse um cheque branco, ele vai fazer aquilo. Uhum. Sim. É a política do governo dele, mudo o outro, fala: "Vou implantar a minha política". Hoje a gente fala de política pública, então ela tem algumas exigências já na sua formulação. Primeiro a participação da sociedade, né? Você tem um controle social para aquelas ações de política públicas que estão dando certo, que a sociedade tem que continuar. Então não é o o prefeito, o governador, eu vou mudar porque foi o outro que criou, porque isso pode ter consequência para ele também. são mecanismos para você tentar sim peribinizar essas ações de longo prazo, aperfeiçoar, obviamente, sempre melhorando, né, mas não simplesmente abandonar. Nós tivemos em Campinas um, vou citar aqui o VLT, né? Governo Jacó Bitar implantou aqui dois ramais de VLT, mas foi até um ponto, era para ter continuado, veio outro governo, acabou com isso, não deu sequência. Hoje faz falta pra gente, né? Então, às vezes, quando acontece isso é prejudicial, emoção. Nós tivemos no meu município lá em 1988, um prefeito muito visionário, ele colocou a prefeitura num local só. Esse era o objetivo de construção, mas veio outro, mudou, parou a obra lá, moral da história, a prefeitura ficou ramificada um pedacinho aqui, outro pedacinho ali e depois não conseguir não conseguiram juntar mais. E aí até, infelizmente ele veio a falecer, eh, o nosso prefeito foi recentemente, é um tema que eu nem gosto de falar, mas ele tinha essa visão de colocar unificado. Eu acho que daria muito certo. Cidade, conselho, cidade administrativa, né, junto a Isso, programa bom, é programa com muitas informações e passa rápido. Então, ó, reta final aqui do nosso questão de ordem para você que está nos acompanhando os últimos temas deste ano que nós tivemos do Parlamento Metropolitano de Campinas. Em junho, a reunião foi em Valinhos. Foi discutido sobre segurança pública regional e o avanço das facções criminosas. No mês de abril, nós tivemos uma reunião na cidade de Paulíia sobre segurança hídrica, os riscos de desabastecimento de água aqui na região. Em março aconteceu aqui em Campinas orientações e cuidados com a prestação de contas dos poderes legislativos municipais. No mês de fevereiro aconteceu em Morungaba. Tendências do voto regional nas eleições para deputado estadual e federal. Rossine, importante as discussões que aconteceram neste ano de 2016 até. Claro, todas essas que você falou são fundamentais, até essa que a gente fez em Morungaba tentando demonstrar o seguinte, nós temos que, ainda que não esteja já oficializado, mas institui o voto distrital, né? Hoje, com a as emendas parlamentares, os municípios se tornam muito dependentes da ação e da relação que tem com os deputados, né? Então, você eleger deputados da sua região, que conhece a cidade, que tem compromisso, certamente vai ajudar depois o município a ter acesso a esses [limpando a garganta] recursos. Então, além de que você votar alguém que você conhece, alguém que você pode cobrar, fiscalizar e não votar se o cara não corresponder, né? Como é que é duro? Você vota alguém que você nunca viu por alguma coisa, você não tem relação nenhuma com a cidade. É um assunto que pegou os municípios, as câmaras toparam eh fazer essa questão. Esse da segurança hídrica. Então, a gente precisava replicar e fazer um conjunto aqui com a com o parlamento de Piracicaba. Nós estamos aqui na bacia do PCJ de Piracicaba, Capivari, Jundiaí. Sim. E os sinais, nós vivemos numa região de strress híbrico, os sinais são de possível desabastecimento em alguns municípios e afeta todo mundo, né? Então essa é uma preocupação que tem que tá na ordem do dia de todos os gestores da sociedade e o parlamento ajuda a dar luz para esses temas, né? Conscientizar e correr atrás de medidas para enfrentar essa realidade. Rodrigo Soares, como é que foi esse ano? As reuniões do Parlamento Metropolitano de Prestava? Nós tivemos um um ano mais de fortalecimento dentro dos processos legislativos. O Rossine já ele já tem uma privilégio que ele já foi presidente no final do 2023, 24 que e depois foi reeleito, né? Então eu assumi a presidência agora. A cidade de Aras nunca tinha assumido esse patamar da presidência do Parlamento Metropolitano. Fortalecimento nosso era junto com as câmaras municipais. Tivemos a oportunidade de levar o secretário de turismo também do estado, Lucena, teve lá presente. Levamos também o ministro do desenvolvimento, Márcio França. Fizemos uma uma bagagem, uma viagem junto com os outros vereadores, junto ao governo federal para debater esse assunto, levar e eu tenho acompanhado muito o projeto dele, o trabalho aqui que nós estamos levado pra nossa região para fortalecer. Quando você fala da criminalidade, eu acho que a criminalidade ela ficou muito aperfeiçoada, inteligência e a gente precisa dos municípios participando, porque é uma obrigação do estado, mas o município precisa pelo menos criar mecanismo que fortaleça. Na nossa cidade a gente colocou a questão do monitoramento de câmaras, que foi muito forte, mas para alguns outros municípios também fazer essa barreira para que a gente possa ajudar e acelerar esse processo ah de violência que se espalhou pro estado. Claro, de um modo menor, mas os números a gente quer que consiga melhorar cada dia mais. Então é um trabalho que vai fazendo dentro dos parlamentos metropolitanos. Valeu muito a pena a experiência do meu no meu primeiro ano que eu ganhei em março, né, que entramos como presidente do Parlamento Metropolitano e desde então a gente vem fazendo esse trabalho e essa sequência. Rossine, quando vocês identificam um problema regional, qual que é o caminho para transformar essa discussão em uma proposta concreta? O parlamento ele encaminha uma recomendação, ele procura o executivo, ele busca o governo estadual. Como é que funciona na prática este parlamento? É, a gente tem usado dois duas ações são necessárias. Normalmente a gente transforma isso num documento que a gente chama de moção, né? Quem pode resolver? O governo do estado ou governo da União. É uma forma de você já iniciar a discussão e depois a gente procura fazer reuniões, solicitar reuniões presenciais onde o parlamento se desloca até o estado ou a gente convida, né, um secretário, um representante do governo do estado da União para vir no parlamento e debater sobre aquele assunto, né? E tem dado certo. A gente percebe assim que todas as moções ou ofícios que a gente encaminha, elas são respondidas, né? A gente percebe assim que os outros entes de governo t reconhecido a importância do parlamento, até porque às vezes a gente leva alguma situação que ficou fora do radar de planejamento deles, né? O cara tá centralizado, longe, ele não tá identificando aquilo. Então às vezes a a gente contribui com eles também nesse processo. E os retornos todos são primeiro, todos têm tido retorno. Ótimo. Ainda que seja assim, olha, isso nós vamos incluir, depende de recurso, vai est para lá paraa frente, mas pelo menos a gente provoca essa discussão e depois fica cobrando, não deixa esquecer. Rodrigo, existe o risco de o Parlamento Metropolitano se transformar apenas em um espaço de debate sem conseguir produzir resultados concretos? Se sim, como evitar isso? Olha, na realidade, eu acho que o o o parlamento ele vem tentando buscar esse protagonismo e aí eu cobro sempre que o estado comece a olhar com mais carinho pros parlamentos, porque é a forma do Estado se aproximar mais da população, debater ideias, fazer essa construção e os políticos precisam participar. Eu acho que quando a gente consegue colocar uma metodologia de trabalho, espalhar Procuradoria da Mulher dentro das Câmaras Municipais, quando a gente consegue fazer os vereadores colocar emenda impositiva para que possa demandar, começa a se fortalecer os pequenos municípios e grandes também para que a gente possa fazer um trabalho e aí a gente começa a pleitear junto nessa corrente, porque se ali o município sofreu, todo mundo tá brigando pel aquele município, aí o outro ali passou, todo mundo pressionando para que possa beneficiar. Então a gente acaba meio que antes era aglomerado que o Gilmar Rota fez um trabalho muito importante, eu era terceiro vice-presidente, a gente conseguiu fortalecer para parlamento metropolitano. E a nossa, hoje, a nossa vontade mesmo é que o estado possa demandar, a gente debater esse assunto, tá na cadeira do orçamento, para que a gente possa demandar emendas ali ou ou participar muito mais efetivo no orçamento do estado para que a gente possa ajudar principalmente na área da saúde, que é uma região que carece muito mesmo, a região do metrop metropolito emcaba. os municípios, principalmente são menores, para que possam ter uma qualidade de saúde melhor junto à sua população. Pra gente poder encerrar, Rossine e depois, Rodrigo, como aproximar a população desses debates? O cidadão comum sabe o que que é um parlamento metropolitano? Ele entende que forma ele pode ser beneficiado por este trabalho? É, é uma técnica que a gente tem procurado usar é de fazer as reuniões itinerantes, né? Então, cada encontro é num município e quando muitas vezes chega esse conjunto de vereadores da Câmara do Parlamento, a mídia local, a imprensa acaba dando uma repercussão. Então, a gente percebe que assim a população local acaba eh prestando atenção no que tá acontecendo ali. É uma forma de você mostrar, olha, as câmaras têm um papel e estão lutando por temas do seu interesse, né? Então é difícil às vezes, como a gente faz sempre em horário comercial de manhã, você ter presença da população, né? Você lideranças muitas vezes de bairro vão presentes lideranças políticas estão presentes, representantes da prefeitura, do governo local, de instituições, é sempre presente, mas é uma forma sim de você mostrar para as pessoas que o parlamento existe e qual é o seu papel, né? Eh, essa itinerância ela contribui com isso, né? Porque às vezes o vereador sai da sua cidade, i participar numa reunião em Campinas, mas quando vai todo mundo para lá, isso é um é um evento político, [limpando a garganta] é muito legal, tem uma repercussão muito boa na cidade. E e eu percebo que dá uma oportunidade de voz, principalmente paraas cidades menores. O presidente consegue primeiro ser reconhecido do seu trabalho, levar os vereadores para lá, fazer toda essa estrutura. E eu lembro que a primeira vez eu vim aqui copiar o Rossini, o primeiro parlamento que teve aqui de Campinas, eu vim acompanhar e eu fiquei deslumbrado eh de ver toda essa união dos vereadores e é o que a gente sempre quer buscar paraa nossa região também. Eu acho que é é importante essa voz, importante essa participação e que os municípios possam crescer cada dia mais, fortalecendo com essa união mesmo. Luiz Rossini, presidente do Parlamento Metropolitano de Campinas, também da Câmara de Campinas. Muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo. As informações que foram passadas aqui de grande valia pro nosso telespectador, que se não sabia, agora já está sabendo sobre o Parlamento Metropolitano, as reuniões que acontecem mensalmente, de forma itinerante pelas cidades, sempre tem reportagem também no jornal Câmara Notícia de segunda a sexta ao meio-dia. Então, muito obrigado por essa aula que você deu pra gente. Já faço um novo convite pro senhor retornar aos nossos estudos para falar sobre esse, mas também sobre outros assuntos e fica aberto à suas considerações finais. Primeiro, parabenizar você, viu, pela condução, Gabriel. Como sempre muito, né, ajuda a discutir, conduz a os assuntos. Eu acho que é importante a gente trazer esse tema aqui, né, pro pro nosso camarin debate e e dizer agradecer esse menino aqui, ó, Rodrigão, que eu aprendi a admirar, gostar dele pelo Ele é bastante dinâmico, jovem, né? É bom a gente ver lideranças jovens, presidindo Câmara, presindo no parlamentos metropolitanos, porque traz esse essa energia juvenil, né? mais motivação e ele tem um caminho pela frente. Certamente a trajetória dele com esse conteúdo, esses conhecimentos vai ajudar muito, não só Araras, toda a nossa região. Obrigado por você ter vindo aqui. Obrigado, viu? Rodrigo Soares, presidente do Parlamento Metropolitano de Piracicaba e da Câmara de Araras também. Muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo ter vindo até aqui o estúdio da TV Câmara Campinas falar sobre o trabalho que está sendo desenvolvido também de grande valia pro nosso telespectador. Já faço um novo convite também pro senhor retornar e fica aberto à suas considerações finais. Ô Gabriel, quero agradecer de coração, primeiramente parabenizar aí pela sua condução, pela forma que você fala. Eu também trabalho na TV. Eu sou apaixonado por essa área de comunicação por muito tempo. Trabalho em rádio, TV e para mim, nossa, tá aqui em Campinas, pô, eu sou de uma cidade de 140.000 habitantes. [risadas] Campinas já tem mais de 2 milhões, né? 1 milhão 1.H2, mas tudo bem. 1 milhão200 é muita gente. E aí ao lado desse cara que para mim é o professor, pô, ele recebeu uma carta do Ulisses Guimarães. Então, quando eu vejo um trabalho desse, sete mandatos, duas presidências de campo, presidente, duas vezes presidente do Parlamento Metropolitano de Campinas, pra gente é assim, a gente busca na política referências e o Rossine é um desses caras que eu busco referência daquilo que faz, daquilo que movimenta. Hoje você tem uma escola legislativa aqui que é referência praticamente no estado de São Paulo todinho. A gente fica admirado. Depois o cara consegue pôr o Tribunal de Contas para fazer um julgamento das contas de presidente dentro da Câmara. Isso é uma credibilidade que poucos têm. Então quando eu olho pelo trabalho dele, por mais que ele possa achar que eu sou jovial, eu olho a experiência dele e diz que fala uma coisa que é verdade, né? O o inteligente aprende com o seu erro, o sábio aprende com o erro dos outros e o burro, se ele continuar, continua sendo burro porque continuar mesmo erro, né? Mas aí eu gosto de ver a experiência, a sabedoria dele. Então eu tento ser sábio para poder copiar as coisas dele para executar, que é um cara já carimbado, vamos dizer assim, na na vida pública, já sofreu tudo que tinha que sofrer. Então a gente que tá nesse caminho vai sofrer menos aprendendo com ele. Então agradeço de coração a Câmara de Campinas, agradeço espaço, fico muito feliz de poder trazer aqui um pouquinho da nossa cidade com vocês. E eu agradeço você aí de casa pela sua companhia, pela sua audiência. Ratificando aqui, né, os problemas das cidades não terminam nas divisas dos municípios. transporte, saúde, meio ambiente, desenvolvimento econômico, infraestrutura exigem cada vez mais planejamento e cooperação. E justamente neste cenário que os parlamentos metropolitanos exercem um papel importante, aproximam os legislativos, identificam problemas comuns e constróem aí soluções que [música] beneficiem toda a população da região. Questão de ordem fica por aqui. Até semana que vem. Ciao. Ciao. [música] [música] [música] Olá, [música] começa agora o programa Questão de Ordem, que hoje vai debater os parlamentos metropolitanos. Os problemas enfrentados pelos municípios muitas vezes ultrapassam os limites de uma cidade. Mobilidade urbana, transporte público, saúde, segurança, meio ambiente, habitação, saneamento, desenvolvimento econômico são exemplos de questões que não respeitam fronteiras municipais. Ontem, sexta-feira, o parlamento da região metropolitana de Campinas debateu os impactos da reforma tributária nos municípios, assunto urgente, atual, que preocupam as cidades. E é justamente neste contexto que surgem os parlamentos metropolitanos regionais, espaços que reúnem representantes dos legislativos de diferentes cidades para discutir problemas comuns e buscar soluções conjuntas. Então, sobre o trabalho que é desenvolvido, os desafios, obstáculos, eu recebo aqui no estúdio o presidente da do Parlamento Metropolitano de Campinas, que também é presidente da Câmara de Campinas, o vereador Luiz Rossini, e também o Rodrigo Soares, que é o presidente da região metropolitana de Piracicaba, também presidente da Câmara de Araras. Lembrando que o debate vai acontecer. Farei as interrupções apenas quando o necessário. Presidente Luís Rossini, começo com o senhor. Primeiro, qual que é a função de um parlamento metropolitano? Por que é necessário? Quando que acontecem essas reuniões? Seja bem-vindo e uma boa tarde. Boa tarde, Gabriel. Quero cumprimentar e dar as boas-vindas também pro meu companheiro, né? Eh, Rodrigo Soares, que é presidente da Câmara de Araras e do Parlamento Metropolitano de Piracicaba. a gente tem estado juntos em vários eventos e eu tenho percebido o dinamismo, o otimismo, a empolgação dele, tanto como presidente da Câmara como do parlamento, né? Então é um grande aliado nessa luta dos parlamentos. Eh, Gabriel, eu acho que na a primeira missão que eu vejo o parlamento é o fortalecimento do poder legislativo, né? A gente quer na reunião, no encontro dos presidentes de câmaras das várias cidades, eh tentar fortalecer ação do vereador, da Câmara Municipal e fazer com que a sociedade reconheça na Câmara e nos vereadores uma missão importante, né, como representante do poder legislativo. E para isso a gente precisa mostrar que os debates, os assuntos, né, os temas que são discutidos no parlamento têm relevância e com as necessidades da população local. Eh, você mesmo diz, porque cada câmara ela tem a sua realidade, né, a sua característica. O vereador é o agente político que tá mais perto da população. Eh, nele que o cidadão chega por primeiro para levar a sua preocupação, a sua dor, a sua necessidade. E aí o vereador tem uns instrumentos que muitas vezes são limitados para tentar resolver o problema. Às vezes a solução não depende só da Câmara, não depende só daquela prefeitura. Às vezes são soluções que, como você disse, ultrapassam os limites do território. E essas vezes quando o parlamento se encontra à vezes juntando forças, acaba, né, com a união dos dos das velas câmaras, dos vereadores, fortalecendo demandas regionais, né? E aí a gente tem mais condição, inclusive de reivindicar para outros entes, seja governo do estado, da união, uma atenção para aquela realidade. Isso tem ajudado muito, né, as câmaras a mostrarem pra população a sua, o seu papel, a sua missão. Rodrigo Soares, olhando para esta experiência, né, do Parlamento metropolitano aí de Piracicaba, quais são os principais problemas que vocês perceberam que não podem ser mais tratados isoladamente por cada município? Seja bem-vindo e uma boa tarde. Boa tarde a todos. Quero agradecer o carinho, primeiramente cumprimentar aqui o nosso presidente do Parlamento Metropolitano de Campinas, presidente da Câmara também. Acho que o Rossino tem uma história muito, uma bagagem muito importante. E quando eu assumi a presidência novamente da Câmara Municipal de Araras, eu sempre já já vinha quando eu era vice-presidente, já olhando os trabalhos do Rossini e a gente decidiu trazer, poder levar um pouquinho do Parlamento Metropolitano de Campinas pra nossa região. Eu acho, Gabriel, que é muito importante o parlamento. Quando a gente fala desse fortalecimento, a Câmara Municipal, ela por um longo tempo acho que criou uma lacuna entre a sociedade, deixando o espaço vazio. Os vereadores estiveram presentes, porque o vereador é aquela ponte principal e muito mais próximo ah da população. Mas a gente tem que fortalecer os o o processo legislativo, as pessoas que estão dentro do legislativo. Eu quando eu entrei pela primeira vez no mandato, eu praticamente conhecia nada, nem sabia que tinha um regimento interno dentro da Câmara Municipal. Então, a gente vai aprendendo isso ao longo do tempo e a gente entendeu que as câmaras que tinham mais fortalecimento, mais estrutura, normalmente ela consegue apresentar um trabalho melhor. Só que também quando você fala do parlamento, você busca melhorar as outras câmaras também de cidades menores. Então você trazer um conjunto de fatores para que a gente possa melhorar o trabalho legislativo e cada vez que o trabalho legislativo ficar melhor, nós vamos atender a população melhor, a gente vai cobrar mais, a gente vai conseguir fazer o processo andar. E esse parlamento ele tem o único objetivo de fortalecer também a gente ter uma demanda principal, a saúde. Nós tivemos uma discussão muito grande, porque isso acaba transcedendo aonde que fica os hospitais regionais que atendem da DRS. A gente precisou, através do parlamento, chamar o diretor da DRS da nossa região do Piracicaba para que a gente possa debater e aumentar a quantidade de exames, consultas, cirurgias que chegavam junto à DRS. Então isso só há uma construção quando há uma junção dentro dos parlamentos. E aí eu vi muito isso aqui do Parlamento de Campinas com temas muito relevantes. Nós tivemos aí com a discussão eh do novo imposto que vai ser aplicado no Brasil e que muitos municípios terão um impacto gigante porque irão cair a sua arrecadação. Sim. E a gente tem que começar um grande movimento porque isso daí vai demandar o quê? O serviço do município vai sofrer demais. Eu defendo muito mais investimento nos municípios Uhum. e menos na União e no estado, porque quem faz toda essa parte, toda essa ponte é os municípios. Então a gente tem que fortalecer essa questão dentro do Parlamento Metropolitano. Aliás, a a verdadeira reforma tributária que eu era dos meus sonhos é você inverter a pirâmide, né? Porque hoje o o cidadão mora no município, trabalha no município, aqui é que ele gera movimenta economia. Então, as receitas, os impostos são gerados, arrecadados no município. Aí você tem imposto municipal, estadual e federal. Sim. O estadual e federal você manda para cima e depois volta uma participação assim a conta. Então eu defidi a seguinte tese e falou: "Olha, arrecadou o imposto aqui, qual é a parte que cabe ao município?" Já segura aqui também com só manda a diferença o que deveria ser para eles, né? Porque acaba sendo também um jogo de poder, né? quem consentir ou concentra poder. Mas é uma preocupação porque a contição de 88 entregou aos municípios uma série de responsabilidades. Aumentou muito as obrigações do município na educação, na saúde, na segurança, né, na habitação, mas não veio na mesma proporção a disponibilização de recursos pros municípios eh atenderem a essas demandas, né? Aí cobra ficar nas costas do prefeito e dos vereadores. Por isso que essa luta é comum, né? Então, nessa reunião em Olambra, que a gente discutiu as perspectivas da reforma tributária, os impactos, assim, ficou todo mundo preocupado, mas assim, todo mundo consciente que a gente precisa fazer uma mobilização para enfrentar, né, os impactos do futuro. Mas as e nessas discussões, de repente surgem propostas e quando elas são conjunto, conjuntas ganha força, né, pra gente também pressionar os órgãos responsáveis pelas tomadas de decisão. Já já eu quero falar então sobre este conjunto, sobre esta força e a questão de saúde que o Rodrigo Soares citou também, porque em Campinas esse debate ele é muito comum aqui na Câmara de Campinas com outros cidadãos vindo até aqui a rede de saúde de Campinas. Agora, Rossine, das 20 cidades, eu vou falar agora sobre os desafios, os obstáculos que vocês têm pela frente. Das 20 cidades que estão no Parlamento Metropolitano, nós temos, por exemplo, Campinas com mais de 1 milhão de habitantes e tem as suas demandas. E, por exemplo, cidades como Olambra com 15.000, Santo Antônio de Posse com 23.000, de acordo com o último censo do IBGE. Portanto, elas são muito menores. É um desafio encontrar pautas em comum entre cidades que são grandes, metrópoles como Campinas, cidades médias e cidades pequenas. Não, não, não. Os problemas são comuns, aumenta o tamanho, né? Mas as, por exemplo, a saúde que ele citou, eh, nós temos uma estrutura de saúde no município de Campinas que é robusta para atender primeiro a rede pública de Campinas, a rede básica, os hospitais municipais e tem algumas unidades também do estado aqui, né, como Hospital das Clínicas da Unicamp, a AM. Mas o que a gente percebe, os municípios pequenos não têm esse atendimento secundário, terciário, aonde eles vêm para Campinas. Sim. Então, às vezes, a estrutura é dimensionada para atender a população de Campinas, mas acaba ficando sobrecarregada porque recebe também população desses municípios do entorno. E o princípio de universalização do SUS obriga a gente atender quem chega. Você não pode ir, ah, você não é da minha cidade, não vou atender. O que a gente precisa é encontrar um meio do SUS, financiar isso, né? Então, nas discussões sobre saúde, por exemplo, a nossa região, igualmente a de Piracicaba, nós temos hoje uma carência de leitos hospitalares, principalmente de alta complexidade. Então, foi feito um movimento grande, os prefeitos também se uniram, mas o Parlamento Metropolitano, nós tivemos duas vezes em São Paulo na Secretaria de Estado de Saúde, OK? levando essa reivindicação, mostrando a necessidade, discutindo com o secretário. E a gente foi feliz aqui. Na verdade, o secretário, o próprio governador veio aqui, anunciou, já está para sair uma licitação para construção de um hospital metropolitano, 400 leitos, né? e junto, enquanto não constrói, a gente conseguiu um pouco isso que você tá reindicando lá, que o governo do estado aumentasse a contratação em unidades particulares de exames, né, de imagem, algumas cirurgias para ir atendendo essa demanda que tá crescendo aí. Nós precisamos cuidar da saúde da população. Então, eh, a gente politicamente luta para fazer com que os recursos sejam aqui para atender a população, a saúde e aí o município Pequena obviamente se beneficia disso também, né? Uhum. Porque até nessa estrutura regional vai atender também a população dos municípios menores. Aliás, assim, eu não sei como é lá na região de Piracicaba, mas em muitos municípios, qual que era o sonho de consumo dos prefeitos? Comprar um ônibus, uma van, para levar os seus pacientes, né, paraas unidades maiores, como Unicamp, mesmo Mario Gat, tal. Eu acho [roncando] que a gente continua fazendo isso, viu? Aliás, nós temos essa, a nossa região vem para cá em alguns pontos também de Campinas e e uma realidade que acontece, a tabela SUS, ela precisa ser modificada. A gente tá mais de 20 anos atualizados. Depois que houve a pandemia, o custeio para se manter na área da saúde, ele triplicou o valor. E também a gente percebe que há um pouco de falta de investimento de uma sociedade mais se movimentando com a qualidade de vida no esporte. A gente percebe que as secretarias principais de de esporte, essa questão, todas vezes que você precisa remanejar recursos, qualquer município é assim, praticamente você retira dinheiro de lá. E aí você não tem uma sociedade praticando atividade física, você não consegue fazer uma economia a longo, uma economia a curta e a longo prazo. Você tem uma saúde muito precária com a com a questão. Os municípios sofrem demais porque os recursos são poucos, repassados. E aí quando você fala desse novo imposto, aí eu também tenho a mesma visão do Rossini, que nós vamos ter o quê? Quem tá no poder, você vai tirar o imposto recolhido de tal cidade e ele vai encaminhar para onde interessa, ou para uma sigla partidária, onde que ele tem mais aproximação política e aonde que ele tem mais voto. É triste dizer, mas é uma realidade que a gente tá vendo que vai acontecer. Então, se você não tiver uma grande movimentação dentro dos poderes legislativos para começar a combater isso daí, a gente vai ficar refém. Eh, porque os municípios dependem muito, a população é muito carente com esse com essa questão. Depois da pandemia, a gente percebeu que houve muita perda do plano de convênio também. Então, SUS, houve um uma utilização do sistema público de saúde muito grande e cada vez mais também os municípios menores e eu eles não têm toda essa infraestrutura, vai se vai colocando a pessoa pelo sistema e não ajuda as obrigações dos outros municípios maiores. Eu sempre defendi isso, que tão na minha cidade, nós temos umas cidades eh região ali que o pessoal acaba utilizando cordeiro, Conchal, vai utilizar o sistema da Santa Casa ou algumas pessoas de média e alta complexidade que são cirurgias que são realizadas na em Araras porque é um hospital regional, os municípios não contribuem também, poderiam até se beneficiar muito mais e a gente ter uma qualidade, não. Ó, o o praticamente o executivo ele retira aquele munícipe ali, que é uma pessoa que mora na sua na sua cidade e já resolve problema. Problema da cidade de Araras, ó, a pessoa já tá no sistema público. Eu acho que os municípios deveriam fazer tipo convênios com os hospitais de Santa Casa para que a gente possa manter, mas ao mesmo tempo a gente conseguir atender toda essa demanda que que vai cada vez mais sobrecarregar o sistema público de saúde. E eu vi uma questão, eu achei muito importante, acho que pelo menos pelo eu vendo os debates dos candidatos sobre a questão da gente tirar essa amarra de 25% na educação e 15 na saúde, que que acontece? A nossa população, muito provável que vai envelhecer. Isso é fato. Nós vamos dobrar aí. Tanto é que vai se mexer novamente na previdência. Isso é fato que vai acontecer. Só que nós temos 25% na educação. Qualquer gestão no final do ano, e você sabe muito bem, sai comprando tudo e muitas vezes desorganizado para bater a meta de 25%. Enquanto isso, a gente sofre com dinheiro que poderia estar sendo mais bem empregado dentro da saúde. E aí você tem uma amarra também, se cair a nota, volta pro município cumprir essa obrigação constitucional. Mas eu acho que era algo que deveria já se começar a se bater, porque cada vez mais os orçamentos ah do município vai sofrer com essa consequência. Eu acredito que cada município deba perder entre 8 a 10% de arrecadação anual e é um baita de um dinheiro que vai fazer falta demais dentro dos municípios. É, na verdade assim, eh, o recurso é tudo, né? E é isso que ele citou da educação, que às vezes essa obrigação de todos sabemos qual a importância de você exigir que o que o governante gaste 25% do orçamento com a educação. Sim. A intenção é priorizar a educação, é valorizar a educação. Sim. Quer ver uma distorção? Você pega municípios do litoral, que são características assim de população transitória, né? Uhum. Eh, Guarujá, você tem um alto valor de arrecadação de PTU, porque muita gente tem casa, apartamento, tem casas lá, mas não vivem lá. Vão lá de fim de semana ou nas férias. Só que a receita, os 25% da receita exige. Uma vez um prefeito de Guarujá há muito tempo falou: "Tenho que pintar a escola duas vezes por ano para justificar que apliquei 25% na educação." Eu acho que esse é um mecanismo. a gente precisa continuar estimulando, obviamente, investimento e educação, mas evitando uma avaliação por perto pro município, às vezes um gasto que desnecessário só para cumprir, porque se o prefeito não cumprir 25%, ele tem a conta rejeitada, rejeitada e praticamente ele vai disputar a eleição. É o desafio de um Brasil continental, né, muito grande. Você cria uma regra geral que talvez para um município grande dê certo uma capital, mas para um município pequeno tem uma distorção. Pois é, a Constituição lá federal fala de 15% na na saúde, né? Município de Campinas, o orçamento da saúde é quase 30% da nossa receita e não dá conta de atender a demanda e não atende. Nós nós já chegamos 21, 22 no meu município, hoje nós estamos chegando 17. É, apertando as contas o máximo possível, tentando colocar ali o que é prioridade, o que não é. Mas isso a gente acaba sofrendo por normalmente a pessoa, o município tem condição de executar um tipo de serviço, mas acaba encaminhando para que possa buscar pelo sistema público e aí vai paraa AM Rio Claro, aí vai para alguns órgãos estaduais. Mas é muito complexo isso. A gente já percebe que hoje o valor triplicou, como eu disse, o orçamento não dá para suprir toda a necessidade do município. Então os municípios já começam enfrentar. E aí tem que buscar a eficiência, a eficiência de tipo conseguir com muito pouco atender mais, que é quase impossível hoje dentro dos municípios. Isso. Sobre essa complexidade, Rodrigo, existe também uma questão política. Cada vereador representando uma cidade, consequentemente interesses locais, como é que constrói um consenso quando esses interesses eventualmente entram em conflito ou eles não entram em conflito quando tá lá no Parlamento Metropolitano? Não, assim como um parlamento de cada município, você tem, eu vou colocar pela minha cidade, 11 vereadores, cada um tem um pensamento, é claro que você tem que construir a maioria para que você possa ter decisão. Mas acho que um foco que começou remar muito o Parlamento Metropolitano e a gente conseguiu entender isso, primeiro é entender que todos os municípios têm praticamente quase o mesmo problema. E aí o que que nós decidimos fortalecer dentro dos poder legislativos? as demandas impositivas dos vereadores. E a gente entendeu e eu sempre debati muito que o executivo não, o legislativo não pode ser um puxado do executivo. Claro que tem que andar em harmonia em conjunto porque é pelo bem da cidade, mas ao mesmo tempo eu entendi que os vereadores são representante total da população e deveriam ter o direito de decidir onde que vai o orçamento. Quando a gente aprova o orçamento, o executivo tem até 25% para remanejar para onde quer. Eu cheguei num ponto que eu falei: "Cara, não adianta ficar aqui mexendo no orçamento, porque o executivo vai remanejar para onde que ele achar interessante". Foi aí que entrou a questão da emenda impositiva. Então hoje das 24 cidades nós conseguimos colocar mais de 12, demos palestra, treinamento pros poderes legislativos, chamamos os presidentes, vereadores e e colocamos que era a importância deles terem autonomia de decisão, que é uma solicitação da população. Então hoje dentro do nosso município, nós podemos andar 50% do nosso da receita em positiva, obrigando para pra saúde. Então, para uma Santa Casa que precisa, precisa receber esse recurso. Então assim, eu acho que foi uma construção de todos os vereadores entenderem que não era o momento da vaidade política ou da sigla partidária, era uma decisão de bem-estar coletivo de toda a nossa região metropolitana, mas principalmente da do seu município. O os municípios enfrentam os mesmos problemas, mas como a gente vai e cada cidade é um fato muito curioso, viu? Às vezes eu eu falo que eu copio sempre a Rossine aqui, porque a gente vê o que que deu certo aqui, pô, vamos tentar levar lá. Às vezes vai dar certo, às vezes não vai dar certo, porque depende da cultura de cada município, mas normalmente sempre cada cidade descobre uma maneira eficaz e eficiente de resolver um problema. E aí você pode buscar nesse network, nessa construção, e eu acho que o parlamento consegue fazer isso, você é conhecer os vereadores, saber o problema, porque sempre tem algum vereador que você destaca mais, você pode buscar aquele talento dele para que você possa empregar dentro da sua cidade. E às vezes tem iniciativas de uma câmara, de uma município exitosa que pode ser replicada em outro, né? E a gente tem oportunidade também nos parlamentos, você tem os vereadores que eu falo assim temáticos, né? Tem aquele que é defensor da causa animal, às vezes ele tá trabalhando leis, projetos dessa causa, pô, isso aqui é legal, eu poder aprimorar na minha cidade, tá? Tem vereadores, hoje um tema em voga e moda e debatido em todas as cidades é questão do autismo. Sim, né? Então, essa troca de experiências e tal, como é que a tua cidade tá lidando com esse tema, qual é que esse problema, isso ajuda muito inclusive a fortalecer, porque quando um vereador leva uma coisa boa através da Câmara que a tem e afeta positivamente para a população, a população reconhece a importância do vereador e do legislativo. Essa troca também é muito importante nesses encontros que a gente faz do parlamento. E eu acho que a gente conseguiu fazer algo importante, é a questão de espalhar escolas legislativas. Eu acho que o mandato do vereador, ele conseguiu trazer a população para dentro. Lá nós atendemos quase 200 crianças aí praticamente semanalmente elas vêm. A gente comprou uma van até parabenizar a ex-presidente Mira Vanessa e eu fui o vice dela, tive nessa construção da mesa e a gente deu continuidade. Eu acho que o que eu tô colhendo fruto foi o que ela plantou da reativação da escola e a gente foi colocando isso nos outros municípios também porque aí a gente recebe as crianças, começa a fazer um trabalho, a gente vai colher daqui 20 anos, mas é criar esse vínculo, esse amor dentro da casa legislativa. E um também um um processo que a gente viu que fluiu muito além da escola legislativa também as procuradorias da mulher. foi colocada na época da o meu mandato, primeiro mandato meu de presidente lá na Câmara e ao longo do tempo a gente foi fortalecendo, colocando colocando dotações orçamentárias, fazendo um trabalho. Nós estamos participando do agosto lilás com planfletagem, levando as crianças, falando da importância da valorização das mulheres e aí a gente foi criando empreendedorismo para para essas mulheres ter condição de renda, ah, ter sobrevivência própria. A gente foi construindo isso e apresentando dentro dos parlamentos. Eu tenho até a nossa procuradora, quero mandar um abraço e um beijão todo para ela, pra Ros Marcanavini. Ela foi de câmara em câmara mostrando paraas mulheres e ela já conseguiu colocar, se eu não me engano, em oito câmaras das 24 Procuradoria da Mulher. Isso é um avanço para que a gente possa fortalecer e uma política pública regional que vai crescendo. Uma, só uma cobrança que eu faço é que o estado precisa dar mais valorização pros parlamentos, porque a voz real mesmo é os parlamentos metropolitanos de Pirascaba, Ribeirão Preto, que eu tenho mais acesso, de Campinas, toda essa região é importantíssima e eu acho que eles deveriam ainda ter mais condição de emendas para que a gente possa trabalhar, decidir um pouco mais junto com o estado a questão orçamentária para dividir dentro dessa região. Ô, Rossine, eh, um exemplo, né, bastante concreto, a questão de mobilidade hoje em dia, porque uma pessoa, ela pode morar em uma cidade, ela trabalha em outra e ela pode estudar numa terceira, né? Até que ponto o planejamento do transporte precisa ser regional? Até assim, é necessário, né? Você pega Campinas, que é sede da região metropolitana, e nós temos aquilo conurbação. Municípios do entorno são quase que parece bairros nossos, né? E essa esse fluxo de esse trânsito de pessoas é é diário, cotidiano. Então assim, os municípios têm que ter planos de mobilidade. No caso da região metropolitana de Campinas, como nós temos uma agência metropolitana, existe um PDU que é o plano de desenvolvimento urbano unificado aqui da região. E é o plano de mobilidade, ele perpassa todos os municípios. mercado. Cada município tem que ter os seus, mas nos pontos de intersecção, isso é fundamental, não só do sistema viário, também como o sistema de transporte coletivo, né? Nós temos, só que aí o transporte intermunicipal é do estado, né? Então, eh, mas nós temos aqui que saindo de Campinas ônibus que vai para toda a região para garantir também o transporte público para essas pessoas que estudam aqui, moram lá e vice-versa, que vem muitas vezes movimentar a economia daqui, ele sai no fim de semana, vem para cá, pro seu lazer, né, para aquilo que Campinas oferece. Então, a mobilidade é fundamental. [limpando a garganta] Eh, no caso de Campinas, inclusive o governador do estado, ele tem tido uma atenção fantástica, né? Tanto que já tá iniciadas aí para construir o trem intercidades, intercidades, né, que vai de Campinas até São Paulo. São duas linhas, uma que vai ser o rápido, que vai parar em Jundiaí, depois São Paulo e o outro que vai é o Intermunicipal, vai parando de cidade em cidade. Mas além disso já tá sendo feito projeto de VLT para de Campinas. Hortolândia Sumaré, né, e Campinas aeroporto. Então, a, e olha, nós temos feito através do Parlamento de Campinas, nós já tivemos acho que umas cinco vezes na Artesp, levando demandas que envolvem as rodovias que cortam a nossa região e que afetam diversos municípios, né? Por exemplo, a briga a última foi pela construção, implantação das marginais da rodovia Santos do Mont. Sim, né? que vai acontecer, mas é pressão política. A gente vai lá, cobra, junta as câmaras de vereadores, presentes, presidentes e vamos lá. Mas a mobilidade é hoje fundamental, é um problema que cidade como Campinas, você sabia, Rodrigo? Hoje nós temos quase um veículo licenciado em Campinas por habitantes. Nós temos 1 milhão de veículos registrados no município de Campinas, né? Claro, veículo, moto, né? E nós estamos brigando lá também, viu? Porque o primeiro projeto ia até Limeira, aí já diminuiu, foi encurtando. Então a nossa briga que não fique só até Campinas, que ele vá mais paraa frente, até porque eu acho que foi muito feliz essa essa movimentação. Vai trazer uma mobilidade muito grande. A gente percebe esse acesso do pessoal ir para São Paulo. As cidades aqui, principalmente nossa região, você vê de Aradas até Campinas, e praticamente a gente tira aqui em 45 minutos, 50 minutos no máximo para chegar até aqui. Só que os municípios são muito próximos, de Araras até Limeira, 15, 20 minutos. Então você vai seguindo esse trâmite e para para que possa chegar. Eu acho que essa questão de mobilidade a gente tem um acesso muito fácil depois que a Bandeirantes, a Anguera, eh começou a Anhanguera, depois Bandeirante, a gente tem essa questão de mobilidade muito mais fácil. Acho que quem mais enfrenta dificuldade é dentro dos municípios, porque aí como você falou, um veículo para cada habitante é algo praticamente aí difícil. [limpando a garganta] E aí você tem que já pensar no novo estudo. As cidades maiores São Paulo conseguiram os corredores de moto que deram muito certo. Eu eu eu percebo eh uma falta de incentivo tanto do estado e principalmente do município. Aí depende muito da parte cultural de colocar a questão da ciclofaixa para que a gente possa trabalhar muito forte. A gente precisa aumentar por a população pedalando, a gente vai economizar na saúde, porque a pessoa vai começar a fazer uma atividade física. E você faz esses balanços, esse número, nós pegamos por leme, Rio Claro. Rio Claro, o pessoal anda muito de bicicleta, já arara já não anda muito, mas a gente tem que começar um trabalho, estimular isso. E eu acho que falta isso dentro dos municípios, essa estimulação pra gente poder evoluir. E é uma questão que eu dizendo, a pessoa pedalando, nós vamos economizar na saúde, porque atividade física, a pessoa vai emagrecer, a pessoa vai ter uma qualidade de física melhor. Agora a gente percebe, pessoal só pegando carro só para lá, para cá, que que vai acontecer? Inclusive, essa foi uma discussão aqui no questão de ordem sobre mobilidade urbana, porque o presidente da INDEC, Vinícius Riverete, estava aqui, a gente tava conversando sobre esse assunto de mobilidade urbana. Eh, e ele fez um questionamento pros vereadores, é que tipo de cidade a gente quer? A gente quer um tipo de, porque o vereador ele tinha feito uma indagação falando que ele queria mais uma faixa, acho que era na Avenida Anchieta aqui de Campinas, próximo da prefeitura, que ele falou que o trânsito tava muito grande e ele tava solicitando o alargamento mais uma faixa. E aí o Vinícius fez esse tipo de questionamento. Que tipo de cidade que a gente quer? A gente quer mais uma faixa para carro ou a gente quer um corredor de ônibus para você privilegiar o transporte público? Porque daí tem a questão do meio ambiente, você tira carro da rua. Então vocês entendem que essa é uma questão também para se discutir no parlamento. Que tipo de município que a gente quer? A gente quer um município que dê essa vantagem para quem tem carro, porque hoje em dia muitas pessoas têm carro e elas querem dirigir, elas não querem trânsito e elas vão acabar reclamando. A gente vai privilegiar o transporte público, a gente vai privilegiar ciclofaixo, questão de bicicleta, mas aí tem que ter uma questão de educação para poder respeitar o caminhão, o carro, a bicicleta, a carga. Como é que vocês entendem esse modelo de cidade de mobilidade urbana? Porque é um problema de todas as cidades. Claro. É, a cidade é um organismo vivo, né? Ela cresce, ela expande. Você vê Campinas, ela cresceu demais sem o planejamento adequado. Há 30 anos atrás. Nós temos as nossas vias, né, eh, avenidas, ruas, elas estão estranguladas. Você não tem, só se for desapropriar para fazer. Hoje nós enfrentamos as consequências de uma falta de planejamento. Uhum. do passado. O que nos cabe hoje é olhar pro futuro, tá bom? No futuro, como é que a gente muda isso para aquilo que dê mais qualidade de vida para as pessoas? O Rodrigo falando um negócio, eu imaginei agora assim, na hora que o trem intercidade tiver funcionando, nós vamos ter que ter bolsões de estacionamento, porque o pessoal de Araras que vai para São Paulo, certamente talvez prefira deixar o carro aqui, né, ou até uma linha intermunicipal e depois pegar o trem para lá. Então você você cria um assim uma solução para um problema, de repente surgem novos, né? Então você tem que tá pensando, sabe o que falta pros municípios? É estrutura de planejamento de longo prazo. Cada município a cada 10 anos é obrigado a fazer o seu plano diretor de desenvolvimento urbano, né? Mas a maioria dos municípios não tem estrutura, tem que contratar consultoria. Troca de governo é um problema também. A cada 4 anos ou a cada 8 anos trocando é um problema também? Eu eu acho que os municípios deveriam fazer um pacto municipal. Acho que nós não temos nenhum nisso daí pra gente projetar uma cidade por 10 anos. Dou um exemplo claro e você fui muito feliz. Nós temos um plano diretor dentro do município que 20 anos para debater o plano. Tá atrasado, 20 anos para debater o plano municipal que é o o nosso plano diretor. Plano diretor que é importantíssimo. Para onde que a gente vai crescer, qual que é o caminho que a cidade vai crescer, qual que é a questão da mobilidade que vai crescer. Então, nós estamos muito atrasados. Eu acho que o Rossini foi muito feliz com essa questão do debate do plano diretor e que alguns municípios sofrem, é que a gente fortaleceu dentro do Parlamento metropolitano. A gente começou a chamar técnicos, começou a orientar com palestras, com condição para que os vereadores consigam debater esse assunto com muito maior. A gente trouxe, eu até tive uma leve discussão lá com com o executivo na questão, eles eles entendem tudo? Não, pô, chamei o CRE para conversar. Só o CRE me fez 32 emendas no plano diretor sugerindo, são pessoas técnicas que entende. Eu acho que quando você falar, ó, para onde que nós queremos crescer, qual que é a questão que a gente quer fazer hoje, hoje de verdade, a gente já sabe que a população nossa vai envelhecer. Então, a gente precisa focar na questão de qualidade de vida, sabendo das dificuldades de uma acessibilidade de uma população mais envelhecida. E a gente precisa lutar para que a gente possa modernizar essa questão de qualidade de vida. Então, as cidades elas foram crescendo paraa questão automobilística, pra pessoa vir comprar o seu carro e sua moto. Só que hoje já é um problema que nós já estamos vivendo. E se os municípios não se de 10 anos não se debaterem o assunto, qualificar e aí eu faço uma cobrança também geral do estado. Claro que cada expansão, cada crescimento ficou de obrigação do município, mas eu acho que o estado poderia se colocar uma cartilha, o estado poderia ajudar ou o estado poderia ter especialistas para que a gente possa definir isso em conjunto, porque aí o estado manda pra sua cidade mobilidade, beleza? Paraa outra manda de outra maneira, moral da história, e cada cada município vai crescendo da maneira que acho que tem que crescer. E eu acho que é muito ruim, porque assim, você já pega a cidade de São Paulo, o que deu certo lá, a gente já tem que começar a aplicar agora numa cidade de 140.000 habitantes, porque senão vai acontecer da nossa cidade crescer daqui um tempo e a gente enfrentar o que Campinas tá enfrentando aqui. Mas eu acho que cidades do tamanho de Campinas elas ficam quase que inviáveis, inadminadistráveis. Alemanha são poucos municípios que têm esse tamanho. A maioria são pequenas cidades, 100, 200.000, né, que consegue garantir qualidade de vida. Eles tem uma consciência de planejamento mais desenvolvida, né? Mas é uma questão, você sabe que outro dia o governo do estado tem um diretor, um secretário de desenvolvimento lá, Jorge Lima, ele veio para Campinas fazer uma palestra no Ciespí pros pros representantes da indústria, do setor industrial. E ele é um cara, ele foi CEO da Vale, da JB, o cara morou no Japão, enfim, Estados Unidos. O cara tem uma cabeça, uma visão fantástica. [roncando] Aí ele falou o seguinte: "Se a gente não entender o que tá acontecendo com o mundo, a gente não consegue nem se planejar enquanto indústria". Uhum. E aí ele falou: "Olha, nós vamos precisar de vocês aqui falando da pro pessoal da indústria". Ele falou, ó, com tecnologia, com negócio. Hoje o conceito assim, as grandes corporações vai, se for, elas estão querendo instala uma unidade e ela tem que ter no máximo a 50 km aonde ela tá instalada a tua rede, a tua cadeia de suprimentos, né? Porque o cara, sei lá, fabrica eh geladeira, o que que vai numa geladeira? Então os component ele não fabrica tudo, ele compra e muitas vezes só monta, mas ele tem que ter isso no máximo 50 km dessas dessa matriz, porque vai facilitar a mobilidade, vai agilizar a entrega, diminui a necessidade de fica, diminui custos. Então os municípios também têm que se observar assim, qual é a minha vocação, o que que eu tenho aqui e tentar atrair indústrias que tenham essa esse sentido, né? Ele falou: "É um processo, é uma transformação". E ele falou mais, quer ver? A gente tem que acompanhar o que tá acontecendo no mundo. Ele falou: "Uma das maiores invenções das ciências hoje é o Monjaro, a canetinha. Nos Estados Unidos virou febre e tem a, né? E qual o impacto disso? A tendência também, eu acho que vai parar um consumo na questão da alimentação. Não. Pois é, mas ele falou que no estado de São Paulo, não estado de São Paulo, ele falou, acho que a nora dele, a CEO da eh Bookman, acho que é uma moda masculina. Uhum. Ele falou: "Antes a maioria dos o tamanho do que vendia por homem era L, né? Era 60% L, 40% os outros". Hoje inverteu porque os caras tão e virou estilo de vida, vai incorporar e a gast a alta gastronomia teve uma queda, os restaurantes, os gast porque o [limpando a garganta] pessoal não tá indo mais, tá diminuindo. Para você ver como alguma coisa assim mexe de É claro como que você incorpora isso no planejamento do município? Não é fácil, mas você tem que tá plugado, estudando. Isso que você tá falando do planejamento, aguardar das devidas proporções. A gente abordou aqui no questão de ordem até com o senhor, aquela questão da cidade de 15 minutos, né, de est próximo uma farmácia, um supermercado, o seu local de trabalho para evitar esse longo deslocamento atravessando cidade. Passado, não sei como é que era Araras, mas Campinas assim, você tinha o distrito industrial, ó, vou botar todas as indústrias no campo. A outra área era residencial, a outra aí o cara para ir daqui para cá ficava atravessando a cidade. O centro com hoje não, hoje é uso misto. A ideia é estimular que em toda região você tenha perto de onde o cara mora trabalho, lazer, comércio, serviço. E esse conceito de cidade de 15 minutos é isso. Você tem tudo perto de onde ele mora, que ele possa ir trabalhar, ir pro lazer a pé. Não tem que usar o transporte coletivo, né? são novos conceitos de desenvolvimento urbano. Sim. Eh, o município de Araras ficou muito tempo dessa dessa maneira mesmo, distrito industrial separado lá, área residencial aqui e tal. E uma coisa que eu também percebo nessa questão que a gente fala de qualidade de vida também começa um grande debate também para que possa facilitar a vida da pessoa que trabalha ali. Então a creche já esteja se iniciou aqueles parques tecnológicos, depois colocou o ramo de alimentação, o restaurante dentro do próprio da própria empresa, depois agora fora da empresa. Aí começou colocar essa questão do cuidado com a mãe que precisa colocar o filho na creche para que ela possa ter uma questão, porque também as empresas não é só a questão eh de baixar o o custo, mas é aumentar a produtividade com o funcionário feliz e produzindo dentro da empresa, que também é um desafio, é um desafio gigante que precisa acontecer. E quando você fala da canetinha, eu tava analisando esses dias agora, o arroz já baixou, o feijão já baixou e aí algumas pessoas usam isso daí. Não, política não, não é política. Baixou o o consumo. O consumo. E a gente vai começar a a enfrentar isso a nível nacional, a mundial também, porque as pessoas vão parar de de consumir da maneira que estavam sendo consumidas dentro do Esses assuntos, Gabriel, são discutidos nos parlamentos. Esse papo que a gente tá tendo aqui, às vezes rola. Alguém provoca, quando você leva um especialista, então, de alguma área, ele acaba trazendo informações que às vezes a gente não não tinha, né? Isso ajuda você reformular teu pensamento, mudar alguns conceitos, né? Isso é fundamental. E eu agora vou falar algo, eu vou entrar no contraponto aqui, que talvez vão achar que eu não sou meio louco dessa situação. Eu tô com medo ainda, de verdade, com essas canetinhas que a gente vai colher daqui 20 anos. Não sei se as pessoas vão ter algum tipo de de efeito colateral, de efeito colateral, não sei. Hoje nós temos muito bem o aparato estudo dizendo que é possível, que é legal, mas também eu já aconteceu um caso dentro da minha cidade que a pessoa acabou comprando uma canetinha eh falsificada. É, esse é o problema. É. E aí o que aconteceu? Ficou em coma. Graças a Deus se recuperou, tá indo eh começou a se recuperar, mas ficou em coma. Então assim, a gente não sabe ainda os efeitos colaterais. Claro que hoje muita gente tá saudável, muita gente tá conseguindo atingir aquilo que quer, mas não sei como que vai ser orientação médica. De qualquer maneira, Gabriel, por exemplo, uma tendência e o o Rodrigo até mencionou é aumento da idade média das pessoas, a longevidade. As pessoas estão vivendo mais. Sim. Sim. E elas estão tendo uma mudança de estilo de vida. Então você vê essa chamada é note, né? Não é mais terceira idade, eles querem ter um estilo de vida ativo. Por isso os municípios oferecer oportunidade de lazer, de esporte, coisas saudáveis, contribui para que essas pessoas envelheçam com qualidade. E se envelhecer com qualidade diminui inclusive a a demanda, a procura por hospitais, o casado, entendeu? Então é um conceito, é uma filosofia, mas é uma transição, pode levar anos, mas eu acho que você pode embutir sim no planejamento da sua cidade essas características. Sei você, Rossino, eu gostaria de pelo menos eh viver aqui nessa terra até com 80 anos. Então, 80 anos acho que tá válido, tá muito bem. Eu tô com 71, eu já tô pensando mais que você. É, expectativa de vida do Brasil. Só que você não pode falar muito essa idade. Você joga bola. Eu vejo tudo que você faz. Gente, o o Rosílio a gente acompanha com uma vitalidade que é surpreendente, viu? Eu eu eu costumo, ó, tava até falando com a sua diretora aqui, que é a presidente da Pel, a Nélia, até mandar um abraço especial paraa Nel faz um trabalho magnífico, sua equipe também. Ela falou: "Acompanho você, pô, 5 horas da manhã você vai correr que eu não sei que falou: "Eu não consigo dormir". Esse que é o problema. Mas eu, mas eu gosto dessa questão por eu acho que a gente tem que batalhar muito com essa questão da saúde. Eu acho que os municípios se iniciou uma boa ideia, mas ela não prosperou, tá? que foi colocar, eu lembro que o estado, por is que aí você aí você fala que de 4 anos quando muda realmente muda a a a metodologia de trabalho e a ideia do do planejamento do governo. colocou muitas academias de atividades, eu lembro academias e nos bairros, a gente chama ar livre, o ar livre, só que não deu continuidade, não fez uma parceria junto com as universidades, as pessoas fazer estágio, liberar essa parte de estágio para que a pessoa possa fazer ali, explicar. Normalmente o cara que já tá no quarto ano, ele tem condição técnica ali de fazer um acompanhamento isso e aí não, mas você tem que ter um profissional, pô, o profissional tem que estar presente. Dificilmente você vai conseguir, é um custo muito alto, mas a gente poderia ter feito essa questão, utilizar as academias, fazer que as pessoas amem essas áreas de lazer, fazer que elas estejam presentes, que eu sempre falo, onde que tem a luz, a treva não brilha. e também colocar o cara que tá fazendo de estágio da de atividade de educação física para que ele possa executar isso e a gente podia trabalhar. Se iniciou muito bem esse projeto e numa troca de governo eh 7 8 meses depois praticamente morreu e nós temos hoje boa parte de boas praças, os os equipamentos quebrados, falta de utilização. Então assim, eu acho que não houve um trabalho, coisa que eu defendo, principalmente nos municípios. primeiro, um pacto municipal para que possa trabalhar com essa questão ao longo de 10 anos e depois um pacto estadual para que possa aprovar essa questão, fazer um trabalho e dar seguimento naquilo que precisa continuar acontecendo. Agora, viu, Gabriel, voltando um pouco à tua preocupação, né, se a mudança de governo atrapalha, às vezes sim, mas a Constituição de 88, ela mudou um critério do Antes a gente tinha que era chamado política de governo. Então, você elegir alguém, é como se desse um cheque branco, ele vai fazer aquilo. Uhum. Sim. É a política do governo dele, mudo o outro, fala: "Vou implantar a minha política". Hoje a gente fala de política pública, então ela tem algumas exigências já na sua formulação. Primeiro a participação da sociedade, né? Você tem um controle social para aquelas ações de política públicas que estão dando certo, que a sociedade tem que continuar. Então não é o o prefeito, o governador, eu vou mudar porque foi o outro que criou, porque isso pode ter consequência para ele também. são mecanismos para você tentar sim peribinizar essas ações de longo prazo, aperfeiçoar, obviamente, sempre melhorando, né, mas não simplesmente abandonar. Nós tivemos em Campinas um, vou citar aqui o VLT, né? Governo Jacó Bitar implantou aqui dois ramais de VLT, mas foi até um ponto, era para ter continuado, veio outro governo, acabou com isso, não deu sequência. Hoje faz falta pra gente, né? Então, às vezes, quando acontece isso é prejudicial, emoção. Nós tivemos no meu município lá em 1988, um prefeito muito visionário, ele colocou a prefeitura num local só. Esse era o objetivo de construção, mas veio outro, mudou, parou a obra lá, moral da história, a prefeitura ficou ramificada um pedacinho aqui, outro pedacinho ali e depois não conseguir não conseguiram juntar mais. E aí até, infelizmente ele veio a falecer, eh, o nosso prefeito foi recentemente, é um tema que eu nem gosto de falar, mas ele tinha essa visão de colocar unificado. Eu acho que daria muito certo. Cidade, conselho, cidade administrativa, né, junto a Isso, programa bom, é programa com muitas informações e passa rápido. Então, ó, reta final aqui do nosso questão de ordem para você que está nos acompanhando os últimos temas deste ano que nós tivemos do Parlamento Metropolitano de Campinas. Em junho, a reunião foi em Valinhos. Foi discutido sobre segurança pública regional e o avanço das facções criminosas. No mês de abril, nós tivemos uma reunião na cidade de Paulíia sobre segurança hídrica, os riscos de desabastecimento de água aqui na região. Em março aconteceu aqui em Campinas orientações e cuidados com a prestação de contas dos poderes legislativos municipais. No mês de fevereiro aconteceu em Morungaba. Tendências do voto regional nas eleições para deputado estadual e federal. Rossine, importante as discussões que aconteceram neste ano de 2016 até. Claro, todas essas que você falou são fundamentais, até essa que a gente fez em Morungaba tentando demonstrar o seguinte, nós temos que, ainda que não esteja já oficializado, mas institui o voto distrital, né? Hoje, com a as emendas parlamentares, os municípios se tornam muito dependentes da ação e da relação que tem com os deputados, né? Então, você eleger deputados da sua região, que conhece a cidade, que tem compromisso, certamente vai ajudar depois o município a ter acesso a esses [limpando a garganta] recursos. Então, além de que você votar alguém que você conhece, alguém que você pode cobrar, fiscalizar e não votar se o cara não corresponder, né? Como é que é duro? Você vota alguém que você nunca viu por alguma coisa, você não tem relação nenhuma com a cidade. É um assunto que pegou os municípios, as câmaras toparam eh fazer essa questão. Esse da segurança hídrica. Então, a gente precisava replicar e fazer um conjunto aqui com a com o parlamento de Piracicaba. Nós estamos aqui na bacia do PCJ de Piracicaba, Capivari, Jundiaí. Sim. E os sinais, nós vivemos numa região de strress híbrico, os sinais são de possível desabastecimento em alguns municípios e afeta todo mundo, né? Então essa é uma preocupação que tem que tá na ordem do dia de todos os gestores da sociedade e o parlamento ajuda a dar luz para esses temas, né? Conscientizar e correr atrás de medidas para enfrentar essa realidade. Rodrigo Soares, como é que foi esse ano? As reuniões do Parlamento Metropolitano de Prestava? Nós tivemos um um ano mais de fortalecimento dentro dos processos legislativos. O Rossine já ele já tem uma privilégio que ele já foi presidente no final do 2023, 24 que e depois foi reeleito, né? Então eu assumi a presidência agora. A cidade de Aras nunca tinha assumido esse patamar da presidência do Parlamento Metropolitano. Fortalecimento nosso era junto com as câmaras municipais. Tivemos a oportunidade de levar o secretário de turismo também do estado, Lucena, teve lá presente. Levamos também o ministro do desenvolvimento, Márcio França. Fizemos uma uma bagagem, uma viagem junto com os outros vereadores, junto ao governo federal para debater esse assunto, levar e eu tenho acompanhado muito o projeto dele, o trabalho aqui que nós estamos levado pra nossa região para fortalecer. Quando você fala da criminalidade, eu acho que a criminalidade ela ficou muito aperfeiçoada, inteligência e a gente precisa dos municípios participando, porque é uma obrigação do estado, mas o município precisa pelo menos criar mecanismo que fortaleça. Na nossa cidade a gente colocou a questão do monitoramento de câmaras, que foi muito forte, mas para alguns outros municípios também fazer essa barreira para que a gente possa ajudar e acelerar esse processo ah de violência que se espalhou pro estado. Claro, de um modo menor, mas os números a gente quer que consiga melhorar cada dia mais. Então é um trabalho que vai fazendo dentro dos parlamentos metropolitanos. Valeu muito a pena a experiência do meu no meu primeiro ano que eu ganhei em março, né, que entramos como presidente do Parlamento Metropolitano e desde então a gente vem fazendo esse trabalho e essa sequência. Rossine, quando vocês identificam um problema regional, qual que é o caminho para transformar essa discussão em uma proposta concreta? O parlamento ele encaminha uma recomendação, ele procura o executivo, ele busca o governo estadual. Como é que funciona na prática este parlamento? É, a gente tem usado dois duas ações são necessárias. Normalmente a gente transforma isso num documento que a gente chama de moção, né? Quem pode resolver? O governo do estado ou governo da União. É uma forma de você já iniciar a discussão e depois a gente procura fazer reuniões, solicitar reuniões presenciais onde o parlamento se desloca até o estado ou a gente convida, né, um secretário, um representante do governo do estado da União para vir no parlamento e debater sobre aquele assunto, né? E tem dado certo. A gente percebe assim que todas as moções ou ofícios que a gente encaminha, elas são respondidas, né? A gente percebe assim que os outros entes de governo t reconhecido a importância do parlamento, até porque às vezes a gente leva alguma situação que ficou fora do radar de planejamento deles, né? O cara tá centralizado, longe, ele não tá identificando aquilo. Então às vezes a a gente contribui com eles também nesse processo. E os retornos todos são primeiro, todos têm tido retorno. Ótimo. Ainda que seja assim, olha, isso nós vamos incluir, depende de recurso, vai est para lá paraa frente, mas pelo menos a gente provoca essa discussão e depois fica cobrando, não deixa esquecer. Rodrigo, existe o risco de o Parlamento Metropolitano se transformar apenas em um espaço de debate sem conseguir produzir resultados concretos? Se sim, como evitar isso? Olha, na realidade, eu acho que o o o parlamento ele vem tentando buscar esse protagonismo e aí eu cobro sempre que o estado comece a olhar com mais carinho pros parlamentos, porque é a forma do Estado se aproximar mais da população, debater ideias, fazer essa construção e os políticos precisam participar. Eu acho que quando a gente consegue colocar uma metodologia de trabalho, espalhar Procuradoria da Mulher dentro das Câmaras Municipais, quando a gente consegue fazer os vereadores colocar emenda impositiva para que possa demandar, começa a se fortalecer os pequenos municípios e grandes também para que a gente possa fazer um trabalho e aí a gente começa a pleitear junto nessa corrente, porque se ali o município sofreu, todo mundo tá brigando pel aquele município, aí o outro ali passou, todo mundo pressionando para que possa beneficiar. Então a gente acaba meio que antes era aglomerado que o Gilmar Rota fez um trabalho muito importante, eu era terceiro vice-presidente, a gente conseguiu fortalecer para parlamento metropolitano. E a nossa, hoje, a nossa vontade mesmo é que o estado possa demandar, a gente debater esse assunto, tá na cadeira do orçamento, para que a gente possa demandar emendas ali ou ou participar muito mais efetivo no orçamento do estado para que a gente possa ajudar principalmente na área da saúde, que é uma região que carece muito mesmo, a região do metrop metropolito emcaba. os municípios, principalmente são menores, para que possam ter uma qualidade de saúde melhor junto à sua população. Pra gente poder encerrar, Rossine e depois, Rodrigo, como aproximar a população desses debates? O cidadão comum sabe o que que é um parlamento metropolitano? Ele entende que forma ele pode ser beneficiado por este trabalho? É, é uma técnica que a gente tem procurado usar é de fazer as reuniões itinerantes, né? Então, cada encontro é num município e quando muitas vezes chega esse conjunto de vereadores da Câmara do Parlamento, a mídia local, a imprensa acaba dando uma repercussão. Então, a gente percebe que assim a população local acaba eh prestando atenção no que tá acontecendo ali. É uma forma de você mostrar, olha, as câmaras têm um papel e estão lutando por temas do seu interesse, né? Então é difícil às vezes, como a gente faz sempre em horário comercial de manhã, você ter presença da população, né? Você lideranças muitas vezes de bairro vão presentes lideranças políticas estão presentes, representantes da prefeitura, do governo local, de instituições, é sempre presente, mas é uma forma sim de você mostrar para as pessoas que o parlamento existe e qual é o seu papel, né? Eh, essa itinerância ela contribui com isso, né? Porque às vezes o vereador sai da sua cidade, i participar numa reunião em Campinas, mas quando vai todo mundo para lá, isso é um é um evento político, [limpando a garganta] é muito legal, tem uma repercussão muito boa na cidade. E e eu percebo que dá uma oportunidade de voz, principalmente paraas cidades menores. O presidente consegue primeiro ser reconhecido do seu trabalho, levar os vereadores para lá, fazer toda essa estrutura. E eu lembro que a primeira vez eu vim aqui copiar o Rossini, o primeiro parlamento que teve aqui de Campinas, eu vim acompanhar e eu fiquei deslumbrado eh de ver toda essa união dos vereadores e é o que a gente sempre quer buscar paraa nossa região também. Eu acho que é é importante essa voz, importante essa participação e que os municípios possam crescer cada dia mais, fortalecendo com essa união mesmo. Luiz Rossini, presidente do Parlamento Metropolitano de Campinas, também da Câmara de Campinas. Muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo. As informações que foram passadas aqui de grande valia pro nosso telespectador, que se não sabia, agora já está sabendo sobre o Parlamento Metropolitano, as reuniões que acontecem mensalmente, de forma itinerante pelas cidades, sempre tem reportagem também no jornal Câmara Notícia de segunda a sexta ao meio-dia. Então, muito obrigado por essa aula que você deu pra gente. Já faço um novo convite pro senhor retornar aos nossos estudos para falar sobre esse, mas também sobre outros assuntos e fica aberto à suas considerações finais. Primeiro, parabenizar você, viu, pela condução, Gabriel. Como sempre muito, né, ajuda a discutir, conduz a os assuntos. Eu acho que é importante a gente trazer esse tema aqui, né, pro pro nosso camarin debate e e dizer agradecer esse menino aqui, ó, Rodrigão, que eu aprendi a admirar, gostar dele pelo Ele é bastante dinâmico, jovem, né? É bom a gente ver lideranças jovens, presidindo Câmara, presindo no parlamentos metropolitanos, porque traz esse essa energia juvenil, né? mais motivação e ele tem um caminho pela frente. Certamente a trajetória dele com esse conteúdo, esses conhecimentos vai ajudar muito, não só Araras, toda a nossa região. Obrigado por você ter vindo aqui. Obrigado, viu? Rodrigo Soares, presidente do Parlamento Metropolitano de Piracicaba e da Câmara de Araras também. Muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo ter vindo até aqui o estúdio da TV Câmara Campinas falar sobre o trabalho que está sendo desenvolvido também de grande valia pro nosso telespectador. Já faço um novo convite também pro senhor retornar e fica aberto à suas considerações finais. Ô Gabriel, quero agradecer de coração, primeiramente parabenizar aí pela sua condução, pela forma que você fala. Eu também trabalho na TV. Eu sou apaixonado por essa área de comunicação por muito tempo. Trabalho em rádio, TV e para mim, nossa, tá aqui em Campinas, pô, eu sou de uma cidade de 140.000 habitantes. [risadas] Campinas já tem mais de 2 milhões, né? 1 milhão 1.H2, mas tudo bem. 1 milhão200 é muita gente. E aí ao lado desse cara que para mim é o professor, pô, ele recebeu uma carta do Ulisses Guimarães. Então, quando eu vejo um trabalho desse, sete mandatos, duas presidências de campo, presidente, duas vezes presidente do Parlamento Metropolitano de Campinas, pra gente é assim, a gente busca na política referências e o Rossine é um desses caras que eu busco referência daquilo que faz, daquilo que movimenta. Hoje você tem uma escola legislativa aqui que é referência praticamente no estado de São Paulo todinho. A gente fica admirado. Depois o cara consegue pôr o Tribunal de Contas para fazer um julgamento das contas de presidente dentro da Câmara. Isso é uma credibilidade que poucos têm. Então quando eu olho pelo trabalho dele, por mais que ele possa achar que eu sou jovial, eu olho a experiência dele e diz que fala uma coisa que é verdade, né? O o inteligente aprende com o seu erro, o sábio aprende com o erro dos outros e o burro, se ele continuar, continua sendo burro porque continuar mesmo erro, né? Mas aí eu gosto de ver a experiência, a sabedoria dele. Então eu tento ser sábio para poder copiar as coisas dele para executar, que é um cara já carimbado, vamos dizer assim, na na vida pública, já sofreu tudo que tinha que sofrer. Então a gente que tá nesse caminho vai sofrer menos aprendendo com ele. Então agradeço de coração a Câmara de Campinas, agradeço espaço, fico muito feliz de poder trazer aqui um pouquinho da nossa cidade com vocês. E eu agradeço você aí de casa pela sua companhia, pela sua audiência. Ratificando aqui, né, os problemas das cidades não terminam nas divisas dos municípios. transporte, saúde, meio ambiente, desenvolvimento econômico, infraestrutura exigem cada vez mais planejamento e cooperação. E justamente neste cenário que os parlamentos metropolitanos exercem um papel importante, aproximam os legislativos, identificam problemas comuns e constróem aí soluções que [música] beneficiem toda a população da região. Questão de ordem fica por aqui. Até semana que vem. Ciao. Ciao. [música] [música] [música]