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Questão de Ordem | Envelhecimento Populacional
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Questão de Ordem | Envelhecimento Populacional

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Resumo editorial

O programa Questão de Ordem debate o envelhecimento populacional no Brasil e Campinas, analisando suas causas (queda de natalidade e aumento da expectativa de vida) e os desafios para a sociedade (previdência, saúde pública, infraestrutura). Participantes discutem políticas públicas necessárias para garantir qualidade de vida digna à população idosa.

Citados nesta edição

Descrição do vídeo

Onze por cento dos brasileiros já são idosos, 22 milhões de pessoas segundo o IBGE, número que deve chegar a 75 milhões até 2070. A demógrafa Luciana Alves, do Núcleo de Estudos de População Elza Berquó da Unicamp, debate as causas do envelhecimento populacional com o vereador Carlinhos Camelô, autor de projeto para a população 50 mais, e Diego Gomes, coordenador de políticas públicas para idosos. O debate sobre direito e cidadania trata ainda de previdência, saúde e moradia de quem vive sozinho.

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Olá, começa agora o programa Questão de Ordem hoje aqui do plenário da Câmara Municipal de Campinas e nós vamos abordar o envelhecimento populacional. Segundo o IBGE, a população idosa já corresponde a 11% dos brasileiros, o que corresponde a 22 milhões de idosos. E o país, neste atual ritmo de evolução, terá 75 milhões de idosos até 2070, onde eu espero estar presente. Isso acontece por conta da queda de natalidade, que é condicionada pela diminuição da fecundidade e também a queda de mortalidade, além do aumento da expectativa de vida da população. Outra tendência é o aumento do crescimento no número de domicílios de unipessoais, ou seja, pessoas que moram sozinhas. Quais as consequências? Será que tem aumento de tudo isso no serviço de saúde? Será que diminui a população economicamente ativa e impacta a economia pelas mudanças aí no consumo? e a elaboração de políticas públicas que asseguram os direitos das pessoas idosas e garantem que tenham aí um processo digno de envelhecimento. Bom, são muitos questionamentos e para nos auxiliar neste programa Questão de Ordem, eu recebo aqui ao meu lado a Luciana Alves. Ela que é a professora associada ao Departamento de Demografia do IF, pesquisadora do NEPO, que é o Núcleo de Estudos de População Elsa Bercoó da Unicamp. Ao meu lado, o vereador Carlinhos Camelô também, que já tem um projeto neste sentido que nós vamos falar sobre a para a população 50 mais. E participa com a gente também aqui o Diego Gomes, que é o coordenador para políticas públicas para os idosos. Lembrando que o debate vai acontecer, farei as interrupções apenas quando o necessário. Luciana, eu começo com a senhora. Como é que enxerga, né, essa questão do envelhecimento no Brasil em Campinas? Por que que esse é um fenômeno aí tão importante para nós entender, entendermos o futuro da sociedade? Seja bem-vinda ao programa Questão de Ordem. Muito obrigada. É um prazer estar aqui participando do programa Questão de Ordem. Bom, você começou a sua fala eh mencionando aí, né, o o envelhecimento populacional, né, da população brasileira, mas também de todos os estados e municípios no Brasil. Eh, a queda da fecundidade é um um elemento importante, né, pro envelhecimento populacional. Você tem menos pessoas nascendo e, consequentemente você tem mais pessoas eh que integram aí as faixas adultas e as faixas das idades mais avançadas. Paralelamente, né, ao envelhecimento populacional, a gente vem também aí eh experimentando, né, a queda da mortalidade, especialmente aí a queda da mortalidade infantil desde os anos de 1940. E especificamente a queda da mortalidade infantil, ela é responsável aí pelo aumento da longevidade da população brasileira, né, que é aquilo que a gente chama de de esperança de vida. Eh, só para título de de números, né? O último senso demográfico, ele apontou que a esperança de vida ao nascer da população brasileira tá em 75,4 anos, em média, né? Eh, no ano de 2022. E a esperança de vida, eh, aos 60 anos é de 21,6 anos, né? Ou seja, as pessoas que completam 60 anos, elas esperam viver aí mais 21,6 anos. Ou seja, esse aumento eh implica assim que além de você ter um aumento da proporção de idosos na população, você tem eh essa essas pessoas estão vivendo mais, né? Isso se abre-se um um, né, um conjunto de demandas pra sociedade, pra sociedade, pra família, pra economia, paraas políticas de saúde. Então, eh, isso é é uma questão importante, né, que a gente precisa, eh, realmente debater e fazer as as reflexões, né? Quem são as pessoas que estão envelhecendo, como que estão as condições de vida dela, quem são as pessoas que vão cuidar dessas pessoas. você menciona um elemento importante, né, do aumento do número de domicílios unipessoais, né, o que indica que teremos aí no num cenário de curto prazo pessoas envelhecendo e vivendo e morando sozinha, né? Quem são serão os responsáveis pelo suporte a essas pessoas? Muitos questionamentos, então, que ao longo do nosso questão de ordem certamente nós vamos abordar. Vereador Carlinhos Camelô, como é que esses dados do IBGE, né, 11% da população brasileira já de idosos até 270 aí, mais de 70 milhões de idosos. Hoje nós já temos mais idosos do que crianças, né, no mundo. Então esse é um fenômeno aí que todo mundo tá discutindo também. Qual que é o impacto no seu trabalho como vereador? Tem pensado em políticas públicas para os idosos ou para quem vai ser um dia, né? Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem. Eu agradeço o convite ao Questão de Ordem. Gostaria de cumprimentar a professora Luciana Alves, também cumprimentar aqui o Diego Gomes, cumprimentar a todos que estão nos assistindo através eh desse programa. Eu sempre falo que nós temos um grande debate. Temos que criar políticas públicas para as pessoas que vê envelhecendo e também temos que criar políticas públicas real para essas pessoas. Como você disse aqui, as pessoas vem envelhecendo. Quem cuida dessas pessoas? E aí nós temos uma outra pergunta também que a gente sempre fala, né? Quem cuida de quem cuida? Uhum. Porque as pessoas às vezes ela dedica a vida todinha dela, o tempo dela todo ali, às vezes os afazeres e às vezes nem trabalha para cuidar dessa dessas pessoas que envelhecem. E aí quem ela também chega a envelhecer, quem cuida dessas pessoas? Então, eu falo que a gente tem um um projeto eh para essa para essas questões de de criamos, colocamos aí um projeto e aprovamos um projeto que é o 50 mais, porque as pessoas quando ela vai envelhecendo, as pessoas até mesmo quando ela aposenta, as pessoas quando ela fica em casa, eu acho que a dificuldade maior dessas pessoas, essas pessoas ela tem que ter um estímulo. as pessoas, muitas delas gostam de trabalhar, gostam de conversar, gostam ter de ter a responsabilidade. Então, [roncando] por isso que nós criamos ali um projeto a 50 mais. Em 2012, nessa casa também eu apresentei um projeto aqui que no começo a gente começou com o nome creche do idoso, pois depois na época do Jonas Donizete nós mudamos o o nome do projeto, colocamos para Centro Dia, onde foi colocado e implantado. O Diego pode falar muito bem disso, foi implantado aqui no Jardim do Lago, onde cuida dessas pessoas que t uma certa idade, que não tem com quem deixar e e também ali são criados políticas públicas para as pessoas e também enteterimento para aquelas pessoas passarem o dia. Então eu falo que eh esse Centro Dias deveria ser criado muito mais na nossa cidade de Campinas para amparar essas pessoas que tanto precisam. É isso, né? Mas uma questão que nós vamos abordar ao longo aqui do nosso questão de ordem, porque tem este lado, né, de economicamente às vezes a pessoa precisa trabalhar, mas às vezes para ocupar a cabeça também, pessoas ativas, né, Luciana já trouxe aqui pra gente, pessoal hoje com 60 anos, ela espera viver mais 20 anos. E aí, o que fazer nesses 20 anos? Então, é uma discussão que realmente eh precisa ser lidada enquanto sociedade. Diego, o que que significa na prática viver uma sociedade com uma população idosa cada vez maior? Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem. Muito obrigado, Gabriel. Quero parabenizar a toda a equipe da TV Câmera por trazer debates tão importantes com esse tema que que tem que é de extrema importância a gente falar um pouco sobre isso. Quero cumprimentar aqui também a professora Luciana, vereador Carlinhos e é sempre um prazer imenso estar aqui com vocês. Bom, o envelhecimento populacional é muito comum que a gente escuta falar muito, tem temos escutado bastante falar sobre isso, mas muitas pessoas falam sobre esse tema numa perspectiva de futuro que a população vai envelhecer. Eh, e isso é um fato, assim como a a própria professora trouxe aqui esses dados que são dados assim alarmantes, mas a nossa população, nós já temos aqui no município de Campinas eh cerca de 210.000 pessoas idosas. Então, nós temos que pensar muito assim em políticas públicas para essas pessoas, pensando de forma eh para o futuro, mas nós também não podemos nos esquecer que essas existe mais de 200.000 1 pessoas idosas no município hoje. Então nós temos que pensar, temos um desafio gigante aí para pensar como sociedade, como poder executivo, como poder legislativo para ver como que eu acho que um dos principais pontos também é de fazer a escuta dessas pessoas idosas, né? ninguém melhor do que para para falar do desses principais desafios do que a própria pessoa idosa. Então, é isso que a gente tem feito através da Coordenadoria de Política para Pessoa Idosa do Conselho Municipal do Idoso. Então, nós temos se se dedicado bastante para estar mais perto dessas pessoas, para ouv-las e para pensar em de forma conjunta aí, porque quando nós falamos dessa pessoa idosa, eh, nós estamos falando de de uma pessoa idosa que ao mesmo tempo ela pode estar ali num centro de saúde, mas ela também pode estar ali na Secretaria de Esporte, na Secretaria de Cultura. Então não tem como discutir essa política pública para pessoa idosa somente dentro de um eixo. É algo que nós temos que discutir de forma muito ampla, passando ali por todas as secretarias, o poder público, passando aqui por esta casa também legislativo, pelas pelas universidades para ouvir também um pouco da de todos esses levantamentos que são de extremas extrema importância. Ô Luciana, na sua primeira resposta, você falou assim que o envelhecimento ele não acontece apenas porque as pessoas estão vivendo mais. Existe também essa questão da queda de natalidade. Então são dois fenômenos aí que estão modificando, né, essa estrutura da população. Na sua visão, nós estamos vivendo um momento em que nós temos mudanças culturais, econômicas, familiares. O papel das mulheres acho que tem uma um importante componente nessa transformação demográfica? É, a gente tem são vários eixos, né, que envolvem essa questão com a queda da fecundidade, você tem um uma consequência direta que é o a redução do tamanho das famílias, né? Então, se você pensar na geração dos meus avós, a gente tinha ali uma família composta por 10, 11 filhos, né? Aí aí os os meus pais, uma geração com dois filhos, eh, e eu com uma geração com sem filhos, né? Então você já você tem uma uma redução do tamanho da família historicamente no Brasil, né? Eh, geralmente o o cuidado ele é realizado, né, prioritariamente pela família, né? Então, numa geração anterior a minha, dos meus avós, sempre tinha um componente da família, um filho, eh, que não se casava e era o responsável pelo cuidado dos pais. Então, isso se modifica, né, redução da fecundidade, o menor número de filhos, né? E aí você também tem uma mudança importante de gênero, né, que você tem o aumento eh de mulheres, né, eh no mercado de trabalho. Então, essas mulheres estão no mercado de trabalho e, consequentemente com uma um menor tempo disponível para cuidar eh dos pais, né, ou de algum familiar idoso mais próximo. isso se torna eh uma consequência importante aí também da redução da queda eh da fecundidade, né? Eh, esse cuidado muitas vezes ele deixa de ser realizado por um membro da família, né? E ele passa a ser passa a ser necessário um cuidador eh formal, né? E esse cuidado formal a gente sabe que ele traz outras implicações, né? Eh, bom, já foi mencionado pelo vereador, né? Eh, a questão eh de quem vai cuidar dessa pessoa, quem cuida de quem cuida. Eh, o cuidado formal, muitas vezes ele é um cuidado mais caro, né? Você tem aí, eh, em até a pessoa que ganha até um salário mínimo, ela é elegível para entrar numa instituição de longa permanência eh filantrópica. Eh, mas entre eh a instituição filantrópica, aqueles que são elegíveis e o cuidado formal, que é muito caro, é prestado às vezes pela iniciativa privada, né, eh, para uma para uma instituição privada, você tem um conjunto de pessoas que não realmente não tem um salário, uma aposentadoria suficiente para manter esse cuidado, né? Então, a gente tem aí instituições de longa permanências privadas que vão de 6 a R$ 12.000, R$ 15.000 e muitas vezes isso é muito fora da realidade. Então, eh, então isso se torna uma questão. Você não tem uma pessoa da família que vai est diretamente aí eh o dia todo, né, dedicando ao cuidado desse familiar. E essa família também muitas vezes não tem os recursos suficientes para poder fornecer o cuidado, né, para tá inserindo na em alguma instituição, né, algum centro dia, muitos centros dias também são particulares. Então eu acho que eh esse é uma vertente aí dessa dessa questão do envelhecimento, Carlinhos, até por isso, né? Eh, o seu projeto é pensando também nessa parte econômica e financeira, né? Porque o programa 50 mais em atividade, ele quer incentivar essa inserção, essa manutenção no mercado de trabalho no município de Campinas de pessoas com 50 anos de idade ou até mais. É, pensando também nessa questão financeira que a Luciana acabou de citar, com certeza, Gabriel, eu sempre falo que as pessoas vão envelhecendo e as pessoas, muitas delas, como a professora disse, Luciana, muitas dessas pessoas não têm um poder aquisitivo para sobreviver. Muitas delas às vezes ganham um salário mínimo e que que acontece? muito desse salário mínimo não dá nem para comprar os remédios dessa pessoa que os remédios são caros. E quando a gente fala e essa pessoa fica em casa com a cabeça, ela aposenta, fica em casa ou chega numa certa idade, 60 anos aí ou mais, 50 ou mais, essas pessoas ela tem que ter algo para fazer, para ocupar a mente psicologicamente, quando a pessoa tá trabalhando, com a quando as pessoas ficam conversando, vendo gente, interagindo, Que que acontece? Isso é saúde para essas pessoas. Essa pessoa, muitos desses, eu acho que já a professora pode falar isso. Acho que muitas dessas pessoas quando ela fica em casa só na frente de uma televisão, sem ter o que fazer, sem ter um um entretenimento, as pessoas ela envelhece muito mais rápido fisicamente e adoece. Hum. Então isso é causa na população, é como você falou, uma doença e as pessoas, como foi dito aqui também, essas espaços hoje eles são muito caros para colocar as pessoas para cuidar e muitos dos dessas pessoas às vezes aposenta, Gabriel, com salário mínimo. E essa pessoa, ela tem que sobreviver com esse salário mínimo, comprar os remédios e também dar algo para essa pessoa que tá cuidando também. E essa pessoa que tá cuidando psicologicamente também é difícil para esses cuidadores ali o tempo todo ali é porque ela para a vida dela. E eu falo porque e Gabriel, eu [roncando] tive aí, minha mãe faleceu com 90 anos de idade e como a professora Luciana disse, eu vim de uma família com nove irmãos e o ditado, Luciana, ele sempre funciona, né? Uma mãe cria 10 filhos e 10 filhos não cria uma mãe, né? Então lá a gente coloca assim, eh, a gente tinha que fazer todo o cuidado. Era uma semana comigo, uma semana com o meu irmão, uma semana com o outro. Isso também é ruim pra pessoa, porque ela não consegue se adaptar em local nenhum. Então, era uma semana comigo, uma semana com o outro meu irmão, uma semana com a minha irmã. Então a pessoa às vezes acaba não também não se adaptando a esse a esse espaço ali, não sei. Então é difícil. E hoje a a as pessoas, Gabriel, hoje eh dificilmente você vê uma família com sete, seis irmãos, vamos ver. Custo de vida tá muito alto hoje, de vida tá muito alto. E a Luciana falou uma coisa que eh realmente aí é verdade. Antigamente eu eu tiro por mim, eu sou caçula na minha casa, é assim, a responsabilidade sempre ficava pro mais velho. O mais velho às vezes ele casava, aí ficava pro outro. E sempre tinha um que tinha a responsabilidade da casa. Uhum. Entendeu? Então era sempre assim. Então eu falo que hoje já não existe. Hoje a pessoa ela opita por um ou dois filhos no máximo. Tem pessoas que opta por um pet e não pelos filhos. Então olha para você ver como que tá hoje. Então a a população, ó lá bem envelhecendo. Hoje eu falo que Gabriel, daqui a pouco a gente tá legislando sobre causa própria, porque eu tenho 53 anos. Eu tenho 53 anos e me includo. Se for 2070, a gente quer tá lá eh eh firme e forte, né? Mas para isso também a gente tem que criar aí a prefeitura junto com os órgãos, junto com essa casa de leis aqui, tem que criar também políticas públicas, criar a qualidade de vida para essas pessoas para que elas cheguem lá também. É isso. São as mudanças culturais, né? E as políticas públicas elas precisam acompanhar. Por favor, Luciano, é só uma observação, né, que o vereador Carlinhos falou, né, e eu tinha mencionado a questão da queda da fecundidade, redução do tamanho das famílias, entrada das mulheres no mercado de trabalho, porque isso também é uma característica da do cuidado, né, eh, no Brasil, além de ser prioritariamente realizado pela família, pelas mulheres, né? Então, eh, obviamente que a gente tem as exceções, né? Tem as famílias que os homens eh eh colaboram, né, e realizam esse cuidado, mas se você pensar no na totalidade, a maioria do a maior parte do tempo, quem realiza esse cuidado são as mulheres, né? Então, eh, e muitas vezes também dividindo suas tarefas com tarefas, eh, domésticas, cuidado dos filhos, cuidado dos pais, enfim. Então, é, é, eu acho que era só apenas uma, uma observação a ser e que é importantísimo, importantíssimo. Inclusive, Luciana, a gente fala assim, né, que hoje eh a geralmente o casal eles se dividem, o marido trabalha, a esposa também trabalha, os afazeres deles, os afazeres dela também. E a mulher sempre trabalha mais do que o homem, porque além dela trabalha trabalhar o dia todo, ela chega em casa ainda ela tem os afazeres dela. Então é uma grande dificuldade para as mulheres hoje. O homem às vezes a gente trabalha, né, Gabriel, mas a gente, o homem chega geralmente ele chega em casa, ele deita ali, ele descansa. A mulher fazer a parte dele também e a mulher não para, né? Vai lavar uma cozinha, vai fazer isso aqui, vai fazer. Então é sempre a a mulher ela trabalhando mais do que os homens. É, a carga é sempre muito forte e todo mundo precisa fazer a sua parte. Diego, a gente precisa falar também sobre etarismo, né? Essa pressão que acaba recarregando aí dessa população 50 mais é 60 a mais, que é o preconceito relacionado ao idoso. De que maneira ele aparece no cotidiano e como pode ser enfrentado por meio de políticas públicas? Eh, socorou num ponto muito importante, né, que que a gente tem feito muito essa, acho que é até importante destacar um pouco desse trabalho que nós temos feito, eh, que é um trabalho de escuta dentro do dos territórios, né? E é a partir dessa escuta que a gente escuta ali diversos relatos, né, em diversos pontos ali diferente. E quando a gente fala da da pessoa idosa, acho que é um ponto que é muito importante a gente falar também, que essa pessoa idosa, ela tem o direito de fazer aquilo que ela deseja fazer. Uhum. Ela tem o direito de ser quem ela de fato é. ela não precisa se esconder dentro de uma caixinha ali, porque eh infelizmente a sociedade muitas vezes ali, né, dá para generalizar, mas nós, infelizmente vivemos muito isso ainda, que as pessoas encara ali uma pessoa idosa, como viver o que era para viver. E e é algo que a gente trabalha bastante, principalmente eh o mês de outubro agora, que é o mês a pessoa idosa, a gente trabalha muito o protagonismo dessas pessoas, porque muitas vezes essas pessoas elas viveram a vida ali inteira de diversos e diversos desafios, de cuidar do filho, de e hoje elas acaba deixando de viver para cuidar ali de seja do filho, seja do neto. E a gente até pontua muito, não que essas essas pessoas não tem que cuidar ali, curtir o neto, algum desfruta, né? Exatamente. É algo que a gente trabalha muito assim de Eu lembro que agora eh durante as palestras que a gente faz no território, a gente pergunta quem tem sido, em qual posição você está na sua própria vida. E a gente a gente usa usa até uma alguns termos, né? Se se a sua vida fosse uma novela sua ali, será que você seria de fato a o protagonista da sua própria vida ou será que você seria aquela pessoa que é uma figurante da própria história? Sua vida, sua vida tá acontecendo e você tá ali passando como uma novela ali passando na parte de trás ou tem alguém que é mais importante do que você mesmo? E as respostas são muito praticamente unânime. Olha, realmente eu tô vivendo paraa vida de outra pessoa. Então, quando chega nessa, eh, por isso que é importante debates como esse e esse pensamento também de discutir políticas públicas que envolve que envolva ali toda todo tipo de pessoa idosa, porque assim como foi eh a professora falou muito bem também na questão das LPIs, então quando se fala da dessa pessoa idosa, nós estamos falando, temos que falar sobre essas pessoas que estão institucionalizadas, nós temos que falar daquelas pessoas que são muito ativas no dia ali que quer fazer uma diversas atividades físicas, que é de extrema importância também, trazendo ali o ponto da saúde dessas pessoas. Temos pessoas que querem estar dentro do mercado de trabalho ainda, que passou a vida inteira ali trabalhando. E e como que você fala para essa pessoa que trabalhou a venda inteira, que ela já tem ali de aquela sensação de se sentir útil também? Como que a gente fala para essa pessoa que por conta da idade dela ela não pode mais trabalhar? E quando você conversa também com um pouco do trabalho que a gente tem feito, é de feito esse diálogo também com as outras secretarias. E é muito comum a própria Secretaria de Trabalho e Renda, eh, o CEPAT também, eles estão com muita dificuldade no mercado de trabalho com as pessoas jovens. Uhum. Porque tem a questão da falta ali do comprometimento que já se encontra nessas pessoas aí que o vereador Carlinhos até parabenizo também por por esse projeto que é muito importante e porque a pessoa idosa ela tem que estar onde ela deseja estar, seja eh de forma institucional, estando ali institucionalizada, seja fazendo uma zumba, seja dentro de um baile da pessoa idosa, que aqui eu cito também um evento que criou uma marca muito muito grande aqui dentro do do nosso município, a coordenadoria em parceria com o Conselho Municipal do Idoso fazendo a escuta dessas pessoas. Muitas delas falavam, trazia esses relatos, né, de olha, na minha adolescência, eu muitas vezes, por ter que iniciar ali começar a trabalhar muito cedo para cuidar da dos irmãos, para ajudar ali o pai e a mãe, elas não tiveram aquele momento ali de lazer, de sair, de se divertir. E então nós fizemos essa discussão ali em conjunto e chegamos a uma conclusão que assim é igual as pessoas no início as pessoas teve um certo preconceito, mas as pessoas idosas precisam de diversas coisas. Sim, e nós temos feito a discussão de todos os pontos ali, mas o lazer também é um direito da pessoa idosa. Então, ouvindo essa população, ouvindo o território, nasceu ali o primeiro baile da pessoa idosa, que foi um sucesso. Primeira edição, nós tivemos ali cerca de 1000 pessoas, 1000 pessoas idosas. Tivemos ali a participação de mais de 25 grupos de pessoas idosas de todo o município. Tivemos a segunda edição que foi no mês de de março de abril agora 2026 e já contamos com 100 pessoas idosas e aumentamos agora o número para 50 grupos de pessoas idosas de todo todas as regiões de Campinas. Tivemos no dia que foram 40 37 ônibus que nós tivemos nesse dia. E já deixo o convite aqui também, principalmente para pra professora, pra TV Câmara, pro poder legislativo aqui representado pelo vereador Carlinhos. Agora no mês de novembro teremos a terceira edição com a expectativa aí de atingirmos mais de 2.000 pessoas idosas. Ótimo. Convite já aceito da minha parte e as pessoas questionava muito, mas o que que nós percebemos fazendo essas ações, né? Isso é uma das ações, né? Que a gente através daquele desses eventos, a gente trazia vida para essas pessoas. Então assim, não é um, precisamos eh eu acho que um dos principais desafios também é de como a gente enxerga a velice, porque querendo ou não, é até uma frase que a gente usa muito, envelhecer é uma conquista, tem que ser celebrada, mas e eu acho que é algo que a gente tem que fazer muito a discussão, né, mas não necessariamente assim eh no ponto de vista de será que vai envelhecer ou não, como claro que É importante fazer todos esses levantamentos desses números, mas precisamos enxergar hoje que a população já envelheceu. Nós precisamos fazer algo de imediato pensando nessas pessoas. E até exatamente sobre isso, Diego. E aí eu queria colocar a Luciana e depois o Carlinho nessa conversa. Essa era uma preocupação que eu tinha fazendo o roteiro aqui para essa questão de ordem, porque quando você estuda sobre envelhecimento populacional, a maioria das reportagens de dados, de informações que a gente pega são negativos. Então, quando a gente fala de envelhecimento, a gente tá falando de uma preocupação em relação à saúde, porque a sobrecarga de saúde, porque o idoso ele precisa mais, o tipo de demanda dele também é maior. Na questão de previdência, olha, se mais gente tá aposentando, isso dá uma sobrecarga e aí como é que fica? O país não vai dar conta eh de pagar sobre isso? E em todas as áreas a gente vê essa questão eh de sobrecarga. Eh, e é quase como se fosse uma ameaça, né, Luciana? Olha, tá envelhecendo e ela vai sentindo meio culpada, né? Meu Deus, tô envelhecendo. E aí eu vou, já sou uma preocupação paraa minha família, agora sou uma preocupação pro meu município, pro meu estado, pro meu país. Ô, Luciano, o correto não seria nós questionarmos, né? Como construir uma sociedade em quem viver mais? E aí entra o que o Diego falou, seja uma conquista para todos? É, esse é um ponto, um elemento muito importante, né? Eh, viver mais e com qualidade de vida, né? como que a gente vai viver os anos adicionais de vida. É inevitável que com o envelhecimento da população, aumento da longevidade, a gente também eh vai ter mais pessoas convivendo e vivendo com as doenças crônicas, né? Elas começam a chegar aí a partir dos 50 anos. Eh, então, se a gente pensar assim eh em relação a algumas delas que são mais eh eh prevalentes aí na população, 20 23,9% da população brasileira, né, segundo os dados da Pesquisa Nacional de Saúde, tem hipertensão arterial, eh sendo que quando você passa paraa população idosa, eh, esse aumento eh ainda maior, né? você tem aí um aumento de 55% da população com 60 anos e mais vai ter hipertensão mais da metade, eh, e consequentemente diabetes, eh, e outros tipos de doenças crônicas, né? E mas que não é não não isso não é um problema se essas doenças são controladas, se essa pessoa ela tem acesso aos serviços de saúde, se ela consegue ter as informações de prevenção, de controle das suas doenças. Então isso não é um problema eh nesse sentido, ou seja, eh o mais importante é a pessoa se tornar ativa, né? A gente tem uma questão hoje muito importante que é a questão do envelhecimento ativo. É as pessoas conviverem e viverem com doenças crônicas, mas que as mesmas são controladas. E se uma vez são controladas, elas eh a gente tem essa redução da mortalidade. Então, as pessoas podem desfrutar esses anos adicionais de vida, né? menor mortalidade, né? As idades avançadas também fazem com que a longevidade avance e que as pessoas vão eh morrer mais próximo aí daquilo que a gente chama de limite biológico. Uhum. Ou seja, mas que isso possa ser visto como uma possibilidade, uma possibilidade da pessoa se manter ativa, né? eh ativa eh nas suas atividades eh do dia a dia, ativa no trabalho. Essa pessoa pode ter a opção de continuar eh dentro do mercado de trabalho. essa pessoa pode continuar eh com autonomia, praticando atividade física, eh se conectando com a comunidade, desempenhando todas as funções que qualquer eh eh pessoa de qualquer idade possa tá tá tá contribuindo. Mas eu acho que isso é é fundamental no sentido de que a gente também precisa, né, ter realmente aí políticas que vão eh eh colaborar ou que vão eh eh favorecer que esse envelhecimento seja ativo, né, que elas eh eh possam aí desfrutar mesmo dos seus dos seus anos adicionais de vida da melhor forma possível, né? sobre essa colaboração política e até para liberar o Carlinhos, que eu sei que ele tem uma limitação de horário. Qual que é o papel do legislativo nesse processo? Que instrumentos o vereador tem para poder transformar essas demandas em políticas públicas concretas? É através desse projeto igual o senhor fez. Então é um projeto de lei, é um requerimento questionando o poder executivo, é fazendo uma indicação pra prefeitura, é pelas emendas impositivas. Como é que você vê o papel do legislativo nessas políticas? Gabriel, eu sempre falo que não precisaria do legislativo pra gente dar qualidade de vida para as pessoas. Isso teria que ser normal, mas infelizmente as coisas não funcionam assim, né? A gente tem que tá criando leis e muitas delas, Gabriel, você sabe disso que a gente tem que estar em cima para que ela funcione ainda, mesmo virando lei. Mas o papel da gente aqui nessa casa, tem também tem a comissão de idoso, tem vários vereadores aqui também que lutam pela essa questão, é criar leis para melhorar a vida dessas pessoas. É através de requerimento para saber informações sobre o que fazer. eh, tentando mudar a E você falou uma coisa que hoje nós temos aqui uma ferramenta que são as emendas impositivas. O Diego muito bem sabe, eh, muitos dessas emendas, elas são destinadas para muito dessas questões que nem o baile mesmo. Eu creio que ele também tem eh eh emenda impositiva de vereadores lá que que ajuda a contribuir para que se bale na no transporte. às vezes manda uma emenda para melhoria disso. Então, vários locais, os postos de saúde, como a própria Luciana disse aqui, a gente, vereadores aqui, a gente vê a necessidade e vê também de mandar a emenda para melhorar ali, seja para chegar remédio à população, seja para melhorar o a qualidade do posto de saúde, para melhor atendimento a essas pessoas. Eu sempre falo que o papel legislativo aqui, primeiramente, é olhar com carinho, é olhar com humanidade essas pessoas e tentar levar para elas, que a gente sempre fala ali que a a gente levar para elas o envelhecimento bem, porque eu sempre falo assim, envelhecer, acabou de falar que envelhecer, todos nós vamos envelhecer, mas nós temos que envelhecer bem. Bem, bem com nós mesmo. Eh, a Luciana falou uma coisa, acho que a Luciana falou uma coisa que eu acho que que é legal. Quando você envelhece bem, a sua qualidade de vida é uma. Hoje muitas das pessoas, Diego, você falou uma coisa aqui que é legal. Primeiro as pessoas, ela trabalha para criar os filhos, depois para criar o outro. Depois, acabou de criar os filhos, vem se cuidar dos netos. pai dos netos, aí eu venho bisneto. Então ela nunca tem o tempo necessário para ela, abre para ela. E isso é importante a gente falar, porque a pessoa tem que ter o tempo para ela, ela tem que envelhecer bem, ela tem que cuidar dos netos. Sim, que o neto é, eu tenho neto, eu falo que para mim é um prazer muito grande estar com ele, mas a gente também tem que ter o o tempo próprio pra gente e para essas pessoas. Então eu falo que a casa ela tem muitas ferramentas hoje, Gabriel, para ajudar e contribuir para que isso aconteça. Preciso te liberar, né, Carlinhos? Eu peço desculpa a Luciana, ao Diego, a você, Gabriel. Eu tenho um compromisso agora, então é 5 horas. Eu sei que o trânsito até eu chegar lá meio complicado. Peço desculpa, agradeço a todos que estão nos assistindo, peço desculpa por sair daqui, mas é sempre bom tá aqui na questão de ordem junto com vocês. Eu que te agradeço e já fico o convite então para uma próxima oportunidade para você retornar o questão de ordem. Com certeza estarei aqui. Obrigado. Agradeço ao vereador Carlinhos Camelô. A gente segue aqui com o nosso questão de ordem. Eh, Diego, eh, a população idosa, ela tá longe de ser um grupo homogêneo, né? Porque as necessidades de uma pessoa de 60 anos, acredito que sejam muito diferentes de alguém com 80 ou 90. Como é que essa diversidade ela precisa ser considerada neste planejamento público? É, o envelhecimento eh é uma questão também muito ampla, né? É um pouco sobre isso que nós estamos falando, né, enquanto o vereador falava, eh, porque tudo envolve essa pessoa idosa, né, desde a questão da assistência, desde a questão da das calçadas, do transporte público, da acessibilidade, da parte da saúde, segurança, enfim. Então, é uma discussão muito ampla e a gente tem se dedicado muito. Eh, o Conselho Municipal do Idoso é hoje é uma ferramenta muito importante para isso, que é onde a gente reúne ali a sociedade civil e também eh esses atores da do poder público. Então, hoje a gente, nós temos essa representação e temos também uma comissão dentro do Conselho Municipal do Idoso, que é a comissão de política pública, que é essa comissão que fica responsável por fazer toda essa interface junto com essas secretarias para fazer todas as os os encaminhamentos necessários e a gente tá em construção agora para fazer o pré-plano eh municipal da pessoa idosa. O que que vai ser isso, né? Assim como foi trazido aqui também. Nós precisamos ouvir de fato essas pessoas, mas numa perspectiva assim de política pública que seja de fato efetivas. Eh, essa casa aqui mesmo tem um poder muito importante quanto a isso, que é o que que essa, o que de fato essas pessoas precisam, porque é um é algo muito amplo. Nós precisamos pensar tanto nessas pessoas idosas que estão institucionalizadas e para isso nós fizemos também, criamos aqui no município de Campinas que tem sido hoje referência e nesses aspectos que é o selo morada legal. Então, nós estamos falando aqui de diversos perfis de pessoas idosas. Durante essa conversa mesmo, nós já falamos da da pessoa idosa, eh, que pode ingressar ainda dentro do mercado de trabalho. Falamos de uma pessoa idosa que, eh, necessita mais os serviços de saúde. E eu quero trazer aqui também esse ponto que são as pessoas idosas que estão institucionalizadas. É é muito comum a gente ver diversas coisas na televisão, matérias. Então, nós criamos aqui o selo Morada Legal, que eu já falei um pouco sobre isso aqui, vou reinterar, né, que é que vem nas na perspectiva, nós sabemos que tem diversas instituições que de fato atua de forma clandestina dentro do município. Para isso que a gente tem uma uma comissão também dentro do Conselho Municipal que faz todo esse acompanhamento, essa fiscalização, faz os encaminhamentos necessário junto de forma articulada ali com o Ministério Público, vigilância sanitária. E o selo ele vem numa outra perspectiva. Por que não deixar em evidência as instituições que realizam de fato um trabalho bacana que de fato tem eh não é um depósito ali de pessoas idosas, é um termo até forte, mas infelizmente tem muitas instituições que pensava dessa forma. E o as instituições que hoje receberam o selo morada legal são instituições que recebem visitas nossas de forma periódica. são instituições que já t lá todas as a atende de fato as normas, atende também ali o estatuto do idoso. E além disso também nós temos feito um trabalho com elas de capacitação, de capacitar essas instituições para que elas de fato dê qualidade de vida para essas pessoas que que estão ali dentro dessas casas também. Então é um trabalho importante que a gente tem feito e eu acredito que é uma discussão de forma assim muito ampla que envolve ali todas essas secretarias, envolve toda a cidade, principalmente a nossa sociedade também. Luciana, quero ouvi-la também porque este grupo é muito heterogêneo, né? Da mesma maneira que a gente tá falando de uma população de 60 anos que hoje tá inserida no mercado de trabalho, tem muito a contribuir, tem uma parte que tem 80 anos e que quer desfrutar, quer descansar, quer, enfim. Então essa população idosa, ela é heterogênea, bastante heterogênea, sob o ponto de vista da idade, sob o ponto de vista das condições socioeconômicas também, que é um um elemento importante, né? Eu acho que tanto o vereador Carlinhos quanto o Diego eh falaram de uma coisa muito importante, né, que é a questão da da promoção da saúde, né? eh todas essas essas atividades que o Diego acaba de mencionar, ela perpassa aí por uma questão que é a promoção da saúde, né, dessa dessa abordagem, né, intersetorial com da questão do dos idosos, eh, do envelhecimento. E o que a gente eh pode observar que eh de fato, né, eh você tem hoje pessoas eh de 60 anos, que são as corotes mais novas, né, de idosos. Então que você ter 60 anos hoje é muito diferente de você ter 60 anos a h 40 anos atrás. Então você tem também um fato de uma de uma mudança geracional. ter 80 anos hoje é diferente de você ter 80 anos há 10, 20 anos atrás. Isso por si só traz aí algumas algumas particularidades inerentes aí à época que a pessoa nasceu, ao acesso que ela teve a várias das tecnologias, seja da saúde, seja de mudança, né, de de paradigma, de pensamento, de querer eh, né, assim, muitas vezes hoje você tem as pessoas chegando aos 60 anos e querendo viver muito mais, né, querendo chegar aos 100 anos, né, diferente de gerações anteriores que chegavam 60 anos e já tavam naquele processo ali de espera, né, do seu do seu final. Então você você tem essa essa diferença eh geracional eh que eu acho que que é muito importante. O envelhecer hoje traz uma perspectiva muito mais positiva do que anteriormente e isso se reflete também nas buscas, né? busca por uma alimentação saudável, busca por participações sociais, né, culturais, por apoio, rede de apoio, eh, enfim, né? Você vê hoje pessoas se organizando para fazer viagens com grupo de terceira idade, algo que a gente não via com tanta frequência eh no passado, mas a gente também tem que eh levar em consideração que é são tantos grupos dentro desse grupo, né, de envelhecimento de de idosos, a questão eh socioeconômica eh e de escolaridade também é um aspecto importante, né, porque, por exemplo, né, você, da mesma forma que você tem pessoas que querem eh eh acessar os equipamentos sociais, por exemplo, ah, eu quero fazer uma caminhada, eu quero praticar atividade física, mas muitas vezes não não tem condição financeira para isso, não tem um um espaço às vezes no município que viabilize isso, né? Então, assim, pensando eh eh muitas vezes as atividad, as regiões que são mais favoráveis à prática de atividade física, elas ficam em regiões mais centrais ou eh atividades eh, né, populações que moram em regiões mais distantes do centro da cidade, pensando no município de Campinas, você tem mais obstáculos, né, às vezes, muitas vezes, para você e deslocamento, deslocamento eh, às vezes segurança, eh, a questão de, né, o o Diego menciona uma coisa importante, né, que é um elemento hoje as as cidades amigas amiga dos idosos, né, de você da pessoa poder andar eh eh em calçadas que sejam realmente estruturadas, né, sem ter obstáculos. Enfim, eu acho que são tantos elementos, né? Mas eu vejo muito uma questão eh dessa dessa questão da da do acesso, aonde que tão eh estão localizados, né? Eh, a esses acessos, né, de de que permitam que a pessoa faça promoção da saúde, né? pensando na questão da alimentação também, eh, que é um elemento importante aí dentro das condições de saúde, eh, a alimentação saudável, ela é cara e isso vai impactar diretamente quem vem, né, de classes mais vulneráveis. Então, eh, são muitos elementos, Gabriel. a gente poderia ter desdobrar em vários em vários programas, né, Diego, em eh em relação a a essa a essa discussão. Diego, sobre os desafios aí de uma cidade como Campinas, com mais de 1 milhão de habitantes. Sim, é um desafio muito grande. É um ponto muito importante que a, enquanto a professora comentava, eu me recordei no meu início dentro do dessa coordenadoria, né? E fazendo essas visitas, fazendo essas escultas dentro do dos territórios, era muito comum isso das pessoas perguntar: "E, nossa, tem possibilidade de realizar algum tipo de passeio?" E algo que me chamou muito atenção, que vai entrar nessa parte socioeconômica, que um dia eu comecei de tanto fazer essas escultas, eu levei isso para dentro do conselho para ver a possibilidade. Hoje a gente, o Conselho Municipal do Idoso, nós temos um o fundo, né, que são aquelas destinações do dos impostos de renda. Então, comecei a trazer essa discussão para dentro do conselho e de em outro formato ali eu também fazer essa escuta. E eu comecei a perguntar, tá, mas quais locais? E eu sempre imaginava locais completamente distante, algo inacessível. Aí começou a chegar os pedidos, professora Gabriel, hum, olha, o grupo aqui eles queriam ir na Lagoa do Taquaral. Aí eu parava assim, falava: "Poxa, o pessoal lá do São Domingos, lá do Campo Belo". Eu fiquei pensando, eu pensando um outro estado, algo bem distante e eles traziam e era muito, até hoje é muito comum eles falar: "Olha, a gente quer fazer um passeio na no Parque das Águas, no Taquaral". Aí naquele de bate pronto ali, eu ficava pensando, poxa, de longe parece uma loucura, mas aí quando você pega e vai lá pro no São Domingos, lá no centro de saúde do São Domingos e pensa em toda uma logística dessas pessoas idosas, entrar dentro de um ônibus, eh, pegar dois, três, três ônibus, parar no na rodoviária, pegar um outro pro Taquaral, tem a questão do, a gente tá falando de delas gastarem aí no mínimo só de deslocamento para vi para voltar aproximadamente umas 5 horas. 2 horas meia para vir, 2 horas para voltar, dependendo do horário. E alimentação. Uhum. Então a gente tá falando de algo que fica bem inacessível. Então, a gente se desdobrou bastante para fazer esse trabalho e como vocês disseram, essa parte territorial também é algo muito importante que a gente tem se desdobrado, porque para garantir de fato que todas as pessoas idosas do município, independente do local que ela, a as ações centrais que a gente faz, a gente tem mandado ônibus também para todos os territórios para garantir o acesso. Mas a preocupação que aumentou pra gente, professora, essas ações são pontuais. É, e essa pessoa no dia a dia. Então, por isso que agora no último dia 30 de julho nós eh foi sancionado, né, foi pro diário oficial já o nosso edital de chamamento. É o primeiro, é algo histórico dentro do município, que é é um investimento aí de R$ 3 milhõesais do Conselho Municipal do Idoso para que a gente possa fomentar aí eh essas instituições que realiza essas atividades no território. Então nós vamos contemplar aí até 22 projetos, eh alguns projetos voltados pra saúde, outros para pra cultura e outros também ali pra questão do esporte. Então é uma forma da gente potencializar esse trabalho que é feito no dentro do território, porque a gente sabe que fortalecendo esses projetos, fortalecendo essas instituições, a gente também tá dando mais qualidade de vida para essas pessoas idosas. Ótimo. Ação importante aqui no município de Campinas. Programa bom é programa com muitas informações e que passa rápido, Luciana, pra gente poder encerrar, quais são os grandes caminhos aí por onde as políticas públicas precisam avançar para que esse envelhecimento seja acompanhado de qualidade de vida? Bom, a maior, né, a maioria a gente conseguiu contemplar aqui, né? Eu acho que essa questão da promoção da saúde é fundamental para que a gente possa realmente ver o envelhecimento como algo positivo, não como uma sobrecarga, como algo negativo. eh viabilizar. Eh, eu eu acho que assim, o acesso, né, a aos à informação é importante, a informação do cuidado, cuidado de saúde, eh cuidado da sua saúde mental, eh a informação de de onde as pessoas podem, né, obter eh eh como se diz, eh onde elas possam caminhar, onde elas lugares, espaços que elas possam dialogar as suas dúvidas em relação ao envelhecimento, aquilo que ela pode realmente eh fazer com segurança, eh, e na qual ela vai se beneficiar, né? Autonomia, promover autonomia, os seus direitos, né? Eu acho que a informação dos seus direitos, aonde ela encontra acolhimento, aonde ela vai eh encontrar pessoas eh que são capazes de orientar em relação aos cuidados, né? Eh, eu acho que isso é um caminho é um caminho da política pública, mas eu acho que a saúde é um aspecto muito importante, porque sem a a saúde, eh, você limita muito, né, a capacidade da pessoa se manter ativa na sociedade, seja trabalhando, seja desfrutando do seu dia, da sua qualidade, da sua qualidade de vida. Luciana Alves, professora associada do Departamento de Demografia do IFE, pesquisadora do NEPO, núcleo de estudos de População Elsa Bercoó da Unicamp. Muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo, ter aceito o convite para participar aqui do Questão de Ordem. Já faço um novo convite pra senhora retornar aos nossos estúdios ou aqui no plenário da Câmara Municipal e fica aberto as suas considerações finais. Eh, eu queria mais uma vez agradecer Gabriel, a Diego e o vereador Carlinhos, que, né, já não está aqui conosco, a oportunidade de participar deste importante programa com importante tema que é a questão do envelhecimento populacional e especialmente aos ouvintes, né, a gente espera ter conseguido passar alguma informação que seja relevante e útil aí. e para pra sua vida. Muito obrigada. Nós aqui agradecemos Diego Gomes, coordenador para políticas públicas para os idosos. Agradeço mais uma vez a disponibilidade do seu tempo, as informações que foram passadas aqui, tenho certeza que de grande valia pro nosso telespectador. Já faço um novo convite também pro senhor retornar o questão de ordem e fica aberto as suas considerações finais. Gabriel, muito obrigado. Muito obrigado, professora Luciana. É um sempre um prazer muito imenso estar aqui com vocês. Então, parabéns também pela iniciativa, por trazer em pauta um assunto tão importante quanto a esse. Eu finalizo aqui fazendo as minhas considerações, eh, parabenizando a todos os profissionais que se dedicam todos os dias para cuidar dessas pessoas idosas, seja ela dentro das instituições de longa permanência, seja os cuidadores de pessoas idosas, seja os as assistentes sociais, porque são pessoas que se dedicam e muito para dar mais qualidade de vida para essas pessoas. Então, quero deixar um abraço imenso para essas pessoas e também de uma forma muito especial para todas as pessoas idosas que estão nos assistindo aqui hoje e dizer que a gente tem se dedicado muito, se empenhado bastante para que a gente possa dar mais qualidade de vida para vocês e também para que a gente possa aí resguardar todos os direitos de vocês, para que de fato o envelhecer seja uma conquista e o torná-la digna seja um dever de todos nós. E eu agradeço você aí de casa pela sua companhia, pela sua audiência. Espero que a gente tenha contribuído, né, já que o censo de 2022 com atualizações ano a ano aí, né, deu este panorama pra gente de um Brasil que está ficando mais idoso, consequentemente a cidade de Campinas também, mas é um fenômeno mundial e que isso não seja um problema, que a gente tenha aí muita solução para que a gente tenha aí qualidade de vida para este envelhecimento. Questão de ordem fica por aqui. Até sábado que vem. Ciao. Ciao. [música] [música] Olá, começa agora o programa Questão de Ordem hoje aqui do plenário da Câmara Municipal de Campinas e nós vamos abordar o envelhecimento populacional. Segundo o IBGE, a população idosa já corresponde a 11% dos brasileiros, o que corresponde a 22 milhões de idosos. E o país, neste atual ritmo de evolução, terá 75 milhões de idosos até 2070, onde eu espero estar presente. Isso acontece por conta da queda de natalidade, que é condicionada pela diminuição da fecundidade e também a queda de mortalidade, além do aumento da expectativa de vida da população. Outra tendência é o aumento do crescimento no número de domicílios de unipessoais, ou seja, pessoas que moram sozinhas. Quais as consequências? Será que tem aumento de tudo isso no serviço de saúde? Será que diminui a população economicamente ativa e impacta a economia pelas mudanças aí no consumo? e a elaboração de políticas públicas que asseguram os direitos das pessoas idosas e garantem que tenham aí um processo digno de envelhecimento. Bom, são muitos questionamentos e para nos auxiliar neste programa Questão de Ordem, eu recebo aqui ao meu lado a Luciana Alves. Ela que é a professora associada ao Departamento de Demografia do IF, pesquisadora do NEPO, que é o Núcleo de Estudos de População Elsa Bercoó da Unicamp. Ao meu lado, o vereador Carlinhos Camelô também, que já tem um projeto neste sentido que nós vamos falar sobre a para a população 50 mais. E participa com a gente também aqui o Diego Gomes, que é o coordenador para políticas públicas para os idosos. Lembrando que o debate vai acontecer, farei as interrupções apenas quando o necessário. Luciana, eu começo com a senhora. Como é que enxerga, né, essa questão do envelhecimento no Brasil em Campinas? Por que que esse é um fenômeno aí tão importante para nós entender, entendermos o futuro da sociedade? Seja bem-vinda ao programa Questão de Ordem. Muito obrigada. É um prazer estar aqui participando do programa Questão de Ordem. Bom, você começou a sua fala eh mencionando aí, né, o o envelhecimento populacional, né, da população brasileira, mas também de todos os estados e municípios no Brasil. Eh, a queda da fecundidade é um um elemento importante, né, pro envelhecimento populacional. Você tem menos pessoas nascendo e, consequentemente você tem mais pessoas eh que integram aí as faixas adultas e as faixas das idades mais avançadas. Paralelamente, né, ao envelhecimento populacional, a gente vem também aí eh experimentando, né, a queda da mortalidade, especialmente aí a queda da mortalidade infantil desde os anos de 1940. E especificamente a queda da mortalidade infantil, ela é responsável aí pelo aumento da longevidade da população brasileira, né, que é aquilo que a gente chama de de esperança de vida. Eh, só para título de de números, né? O último senso demográfico, ele apontou que a esperança de vida ao nascer da população brasileira tá em 75,4 anos, em média, né? Eh, no ano de 2022. E a esperança de vida, eh, aos 60 anos é de 21,6 anos, né? Ou seja, as pessoas que completam 60 anos, elas esperam viver aí mais 21,6 anos. Ou seja, esse aumento eh implica assim que além de você ter um aumento da proporção de idosos na população, você tem eh essa essas pessoas estão vivendo mais, né? Isso se abre-se um um, né, um conjunto de demandas pra sociedade, pra sociedade, pra família, pra economia, paraas políticas de saúde. Então, eh, isso é é uma questão importante, né, que a gente precisa, eh, realmente debater e fazer as as reflexões, né? Quem são as pessoas que estão envelhecendo, como que estão as condições de vida dela, quem são as pessoas que vão cuidar dessas pessoas. você menciona um elemento importante, né, do aumento do número de domicílios unipessoais, né, o que indica que teremos aí no num cenário de curto prazo pessoas envelhecendo e vivendo e morando sozinha, né? Quem são serão os responsáveis pelo suporte a essas pessoas? Muitos questionamentos, então, que ao longo do nosso questão de ordem certamente nós vamos abordar. Vereador Carlinhos Camelô, como é que esses dados do IBGE, né, 11% da população brasileira já de idosos até 270 aí, mais de 70 milhões de idosos. Hoje nós já temos mais idosos do que crianças, né, no mundo. Então esse é um fenômeno aí que todo mundo tá discutindo também. Qual que é o impacto no seu trabalho como vereador? Tem pensado em políticas públicas para os idosos ou para quem vai ser um dia, né? Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem. Eu agradeço o convite ao Questão de Ordem. Gostaria de cumprimentar a professora Luciana Alves, também cumprimentar aqui o Diego Gomes, cumprimentar a todos que estão nos assistindo através eh desse programa. Eu sempre falo que nós temos um grande debate. Temos que criar políticas públicas para as pessoas que vê envelhecendo e também temos que criar políticas públicas real para essas pessoas. Como você disse aqui, as pessoas vem envelhecendo. Quem cuida dessas pessoas? E aí nós temos uma outra pergunta também que a gente sempre fala, né? Quem cuida de quem cuida? Uhum. Porque as pessoas às vezes ela dedica a vida todinha dela, o tempo dela todo ali, às vezes os afazeres e às vezes nem trabalha para cuidar dessa dessas pessoas que envelhecem. E aí quem ela também chega a envelhecer, quem cuida dessas pessoas? Então, eu falo que a gente tem um um projeto eh para essa para essas questões de de criamos, colocamos aí um projeto e aprovamos um projeto que é o 50 mais, porque as pessoas quando ela vai envelhecendo, as pessoas até mesmo quando ela aposenta, as pessoas quando ela fica em casa, eu acho que a dificuldade maior dessas pessoas, essas pessoas ela tem que ter um estímulo. as pessoas, muitas delas gostam de trabalhar, gostam de conversar, gostam ter de ter a responsabilidade. Então, [roncando] por isso que nós criamos ali um projeto a 50 mais. Em 2012, nessa casa também eu apresentei um projeto aqui que no começo a gente começou com o nome creche do idoso, pois depois na época do Jonas Donizete nós mudamos o o nome do projeto, colocamos para Centro Dia, onde foi colocado e implantado. O Diego pode falar muito bem disso, foi implantado aqui no Jardim do Lago, onde cuida dessas pessoas que t uma certa idade, que não tem com quem deixar e e também ali são criados políticas públicas para as pessoas e também enteterimento para aquelas pessoas passarem o dia. Então eu falo que eh esse Centro Dias deveria ser criado muito mais na nossa cidade de Campinas para amparar essas pessoas que tanto precisam. É isso, né? Mas uma questão que nós vamos abordar ao longo aqui do nosso questão de ordem, porque tem este lado, né, de economicamente às vezes a pessoa precisa trabalhar, mas às vezes para ocupar a cabeça também, pessoas ativas, né, Luciana já trouxe aqui pra gente, pessoal hoje com 60 anos, ela espera viver mais 20 anos. E aí, o que fazer nesses 20 anos? Então, é uma discussão que realmente eh precisa ser lidada enquanto sociedade. Diego, o que que significa na prática viver uma sociedade com uma população idosa cada vez maior? Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem. Muito obrigado, Gabriel. Quero parabenizar a toda a equipe da TV Câmera por trazer debates tão importantes com esse tema que que tem que é de extrema importância a gente falar um pouco sobre isso. Quero cumprimentar aqui também a professora Luciana, vereador Carlinhos e é sempre um prazer imenso estar aqui com vocês. Bom, o envelhecimento populacional é muito comum que a gente escuta falar muito, tem temos escutado bastante falar sobre isso, mas muitas pessoas falam sobre esse tema numa perspectiva de futuro que a população vai envelhecer. Eh, e isso é um fato, assim como a a própria professora trouxe aqui esses dados que são dados assim alarmantes, mas a nossa população, nós já temos aqui no município de Campinas eh cerca de 210.000 pessoas idosas. Então, nós temos que pensar muito assim em políticas públicas para essas pessoas, pensando de forma eh para o futuro, mas nós também não podemos nos esquecer que essas existe mais de 200.000 1 pessoas idosas no município hoje. Então nós temos que pensar, temos um desafio gigante aí para pensar como sociedade, como poder executivo, como poder legislativo para ver como que eu acho que um dos principais pontos também é de fazer a escuta dessas pessoas idosas, né? ninguém melhor do que para para falar do desses principais desafios do que a própria pessoa idosa. Então, é isso que a gente tem feito através da Coordenadoria de Política para Pessoa Idosa do Conselho Municipal do Idoso. Então, nós temos se se dedicado bastante para estar mais perto dessas pessoas, para ouv-las e para pensar em de forma conjunta aí, porque quando nós falamos dessa pessoa idosa, eh, nós estamos falando de de uma pessoa idosa que ao mesmo tempo ela pode estar ali num centro de saúde, mas ela também pode estar ali na Secretaria de Esporte, na Secretaria de Cultura. Então não tem como discutir essa política pública para pessoa idosa somente dentro de um eixo. É algo que nós temos que discutir de forma muito ampla, passando ali por todas as secretarias, o poder público, passando aqui por esta casa também legislativo, pelas pelas universidades para ouvir também um pouco da de todos esses levantamentos que são de extremas extrema importância. Ô Luciana, na sua primeira resposta, você falou assim que o envelhecimento ele não acontece apenas porque as pessoas estão vivendo mais. Existe também essa questão da queda de natalidade. Então são dois fenômenos aí que estão modificando, né, essa estrutura da população. Na sua visão, nós estamos vivendo um momento em que nós temos mudanças culturais, econômicas, familiares. O papel das mulheres acho que tem uma um importante componente nessa transformação demográfica? É, a gente tem são vários eixos, né, que envolvem essa questão com a queda da fecundidade, você tem um uma consequência direta que é o a redução do tamanho das famílias, né? Então, se você pensar na geração dos meus avós, a gente tinha ali uma família composta por 10, 11 filhos, né? Aí aí os os meus pais, uma geração com dois filhos, eh, e eu com uma geração com sem filhos, né? Então você já você tem uma uma redução do tamanho da família historicamente no Brasil, né? Eh, geralmente o o cuidado ele é realizado, né, prioritariamente pela família, né? Então, numa geração anterior a minha, dos meus avós, sempre tinha um componente da família, um filho, eh, que não se casava e era o responsável pelo cuidado dos pais. Então, isso se modifica, né, redução da fecundidade, o menor número de filhos, né? E aí você também tem uma mudança importante de gênero, né, que você tem o aumento eh de mulheres, né, eh no mercado de trabalho. Então, essas mulheres estão no mercado de trabalho e, consequentemente com uma um menor tempo disponível para cuidar eh dos pais, né, ou de algum familiar idoso mais próximo. isso se torna eh uma consequência importante aí também da redução da queda eh da fecundidade, né? Eh, esse cuidado muitas vezes ele deixa de ser realizado por um membro da família, né? E ele passa a ser passa a ser necessário um cuidador eh formal, né? E esse cuidado formal a gente sabe que ele traz outras implicações, né? Eh, bom, já foi mencionado pelo vereador, né? Eh, a questão eh de quem vai cuidar dessa pessoa, quem cuida de quem cuida. Eh, o cuidado formal, muitas vezes ele é um cuidado mais caro, né? Você tem aí, eh, em até a pessoa que ganha até um salário mínimo, ela é elegível para entrar numa instituição de longa permanência eh filantrópica. Eh, mas entre eh a instituição filantrópica, aqueles que são elegíveis e o cuidado formal, que é muito caro, é prestado às vezes pela iniciativa privada, né, eh, para uma para uma instituição privada, você tem um conjunto de pessoas que não realmente não tem um salário, uma aposentadoria suficiente para manter esse cuidado, né? Então, a gente tem aí instituições de longa permanências privadas que vão de 6 a R$ 12.000, R$ 15.000 e muitas vezes isso é muito fora da realidade. Então, eh, então isso se torna uma questão. Você não tem uma pessoa da família que vai est diretamente aí eh o dia todo, né, dedicando ao cuidado desse familiar. E essa família também muitas vezes não tem os recursos suficientes para poder fornecer o cuidado, né, para tá inserindo na em alguma instituição, né, algum centro dia, muitos centros dias também são particulares. Então eu acho que eh esse é uma vertente aí dessa dessa questão do envelhecimento, Carlinhos, até por isso, né? Eh, o seu projeto é pensando também nessa parte econômica e financeira, né? Porque o programa 50 mais em atividade, ele quer incentivar essa inserção, essa manutenção no mercado de trabalho no município de Campinas de pessoas com 50 anos de idade ou até mais. É, pensando também nessa questão financeira que a Luciana acabou de citar, com certeza, Gabriel, eu sempre falo que as pessoas vão envelhecendo e as pessoas, muitas delas, como a professora disse, Luciana, muitas dessas pessoas não têm um poder aquisitivo para sobreviver. Muitas delas às vezes ganham um salário mínimo e que que acontece? muito desse salário mínimo não dá nem para comprar os remédios dessa pessoa que os remédios são caros. E quando a gente fala e essa pessoa fica em casa com a cabeça, ela aposenta, fica em casa ou chega numa certa idade, 60 anos aí ou mais, 50 ou mais, essas pessoas ela tem que ter algo para fazer, para ocupar a mente psicologicamente, quando a pessoa tá trabalhando, com a quando as pessoas ficam conversando, vendo gente, interagindo, Que que acontece? Isso é saúde para essas pessoas. Essa pessoa, muitos desses, eu acho que já a professora pode falar isso. Acho que muitas dessas pessoas quando ela fica em casa só na frente de uma televisão, sem ter o que fazer, sem ter um um entretenimento, as pessoas ela envelhece muito mais rápido fisicamente e adoece. Hum. Então isso é causa na população, é como você falou, uma doença e as pessoas, como foi dito aqui também, essas espaços hoje eles são muito caros para colocar as pessoas para cuidar e muitos dos dessas pessoas às vezes aposenta, Gabriel, com salário mínimo. E essa pessoa, ela tem que sobreviver com esse salário mínimo, comprar os remédios e também dar algo para essa pessoa que tá cuidando também. E essa pessoa que tá cuidando psicologicamente também é difícil para esses cuidadores ali o tempo todo ali é porque ela para a vida dela. E eu falo porque e Gabriel, eu [roncando] tive aí, minha mãe faleceu com 90 anos de idade e como a professora Luciana disse, eu vim de uma família com nove irmãos e o ditado, Luciana, ele sempre funciona, né? Uma mãe cria 10 filhos e 10 filhos não cria uma mãe, né? Então lá a gente coloca assim, eh, a gente tinha que fazer todo o cuidado. Era uma semana comigo, uma semana com o meu irmão, uma semana com o outro. Isso também é ruim pra pessoa, porque ela não consegue se adaptar em local nenhum. Então, era uma semana comigo, uma semana com o outro meu irmão, uma semana com a minha irmã. Então a pessoa às vezes acaba não também não se adaptando a esse a esse espaço ali, não sei. Então é difícil. E hoje a a as pessoas, Gabriel, hoje eh dificilmente você vê uma família com sete, seis irmãos, vamos ver. Custo de vida tá muito alto hoje, de vida tá muito alto. E a Luciana falou uma coisa que eh realmente aí é verdade. Antigamente eu eu tiro por mim, eu sou caçula na minha casa, é assim, a responsabilidade sempre ficava pro mais velho. O mais velho às vezes ele casava, aí ficava pro outro. E sempre tinha um que tinha a responsabilidade da casa. Uhum. Entendeu? Então era sempre assim. Então eu falo que hoje já não existe. Hoje a pessoa ela opita por um ou dois filhos no máximo. Tem pessoas que opta por um pet e não pelos filhos. Então olha para você ver como que tá hoje. Então a a população, ó lá bem envelhecendo. Hoje eu falo que Gabriel, daqui a pouco a gente tá legislando sobre causa própria, porque eu tenho 53 anos. Eu tenho 53 anos e me includo. Se for 2070, a gente quer tá lá eh eh firme e forte, né? Mas para isso também a gente tem que criar aí a prefeitura junto com os órgãos, junto com essa casa de leis aqui, tem que criar também políticas públicas, criar a qualidade de vida para essas pessoas para que elas cheguem lá também. É isso. São as mudanças culturais, né? E as políticas públicas elas precisam acompanhar. Por favor, Luciano, é só uma observação, né, que o vereador Carlinhos falou, né, e eu tinha mencionado a questão da queda da fecundidade, redução do tamanho das famílias, entrada das mulheres no mercado de trabalho, porque isso também é uma característica da do cuidado, né, eh, no Brasil, além de ser prioritariamente realizado pela família, pelas mulheres, né? Então, eh, obviamente que a gente tem as exceções, né? Tem as famílias que os homens eh eh colaboram, né, e realizam esse cuidado, mas se você pensar no na totalidade, a maioria do a maior parte do tempo, quem realiza esse cuidado são as mulheres, né? Então, eh, e muitas vezes também dividindo suas tarefas com tarefas, eh, domésticas, cuidado dos filhos, cuidado dos pais, enfim. Então, é, é, eu acho que era só apenas uma, uma observação a ser e que é importantísimo, importantíssimo. Inclusive, Luciana, a gente fala assim, né, que hoje eh a geralmente o casal eles se dividem, o marido trabalha, a esposa também trabalha, os afazeres deles, os afazeres dela também. E a mulher sempre trabalha mais do que o homem, porque além dela trabalha trabalhar o dia todo, ela chega em casa ainda ela tem os afazeres dela. Então é uma grande dificuldade para as mulheres hoje. O homem às vezes a gente trabalha, né, Gabriel, mas a gente, o homem chega geralmente ele chega em casa, ele deita ali, ele descansa. A mulher fazer a parte dele também e a mulher não para, né? Vai lavar uma cozinha, vai fazer isso aqui, vai fazer. Então é sempre a a mulher ela trabalhando mais do que os homens. É, a carga é sempre muito forte e todo mundo precisa fazer a sua parte. Diego, a gente precisa falar também sobre etarismo, né? Essa pressão que acaba recarregando aí dessa população 50 mais é 60 a mais, que é o preconceito relacionado ao idoso. De que maneira ele aparece no cotidiano e como pode ser enfrentado por meio de políticas públicas? Eh, socorou num ponto muito importante, né, que que a gente tem feito muito essa, acho que é até importante destacar um pouco desse trabalho que nós temos feito, eh, que é um trabalho de escuta dentro do dos territórios, né? E é a partir dessa escuta que a gente escuta ali diversos relatos, né, em diversos pontos ali diferente. E quando a gente fala da da pessoa idosa, acho que é um ponto que é muito importante a gente falar também, que essa pessoa idosa, ela tem o direito de fazer aquilo que ela deseja fazer. Uhum. Ela tem o direito de ser quem ela de fato é. ela não precisa se esconder dentro de uma caixinha ali, porque eh infelizmente a sociedade muitas vezes ali, né, dá para generalizar, mas nós, infelizmente vivemos muito isso ainda, que as pessoas encara ali uma pessoa idosa, como viver o que era para viver. E e é algo que a gente trabalha bastante, principalmente eh o mês de outubro agora, que é o mês a pessoa idosa, a gente trabalha muito o protagonismo dessas pessoas, porque muitas vezes essas pessoas elas viveram a vida ali inteira de diversos e diversos desafios, de cuidar do filho, de e hoje elas acaba deixando de viver para cuidar ali de seja do filho, seja do neto. E a gente até pontua muito, não que essas essas pessoas não tem que cuidar ali, curtir o neto, algum desfruta, né? Exatamente. É algo que a gente trabalha muito assim de Eu lembro que agora eh durante as palestras que a gente faz no território, a gente pergunta quem tem sido, em qual posição você está na sua própria vida. E a gente a gente usa usa até uma alguns termos, né? Se se a sua vida fosse uma novela sua ali, será que você seria de fato a o protagonista da sua própria vida ou será que você seria aquela pessoa que é uma figurante da própria história? Sua vida, sua vida tá acontecendo e você tá ali passando como uma novela ali passando na parte de trás ou tem alguém que é mais importante do que você mesmo? E as respostas são muito praticamente unânime. Olha, realmente eu tô vivendo paraa vida de outra pessoa. Então, quando chega nessa, eh, por isso que é importante debates como esse e esse pensamento também de discutir políticas públicas que envolve que envolva ali toda todo tipo de pessoa idosa, porque assim como foi eh a professora falou muito bem também na questão das LPIs, então quando se fala da dessa pessoa idosa, nós estamos falando, temos que falar sobre essas pessoas que estão institucionalizadas, nós temos que falar daquelas pessoas que são muito ativas no dia ali que quer fazer uma diversas atividades físicas, que é de extrema importância também, trazendo ali o ponto da saúde dessas pessoas. Temos pessoas que querem estar dentro do mercado de trabalho ainda, que passou a vida inteira ali trabalhando. E e como que você fala para essa pessoa que trabalhou a venda inteira, que ela já tem ali de aquela sensação de se sentir útil também? Como que a gente fala para essa pessoa que por conta da idade dela ela não pode mais trabalhar? E quando você conversa também com um pouco do trabalho que a gente tem feito, é de feito esse diálogo também com as outras secretarias. E é muito comum a própria Secretaria de Trabalho e Renda, eh, o CEPAT também, eles estão com muita dificuldade no mercado de trabalho com as pessoas jovens. Uhum. Porque tem a questão da falta ali do comprometimento que já se encontra nessas pessoas aí que o vereador Carlinhos até parabenizo também por por esse projeto que é muito importante e porque a pessoa idosa ela tem que estar onde ela deseja estar, seja eh de forma institucional, estando ali institucionalizada, seja fazendo uma zumba, seja dentro de um baile da pessoa idosa, que aqui eu cito também um evento que criou uma marca muito muito grande aqui dentro do do nosso município, a coordenadoria em parceria com o Conselho Municipal do Idoso fazendo a escuta dessas pessoas. Muitas delas falavam, trazia esses relatos, né, de olha, na minha adolescência, eu muitas vezes, por ter que iniciar ali começar a trabalhar muito cedo para cuidar da dos irmãos, para ajudar ali o pai e a mãe, elas não tiveram aquele momento ali de lazer, de sair, de se divertir. E então nós fizemos essa discussão ali em conjunto e chegamos a uma conclusão que assim é igual as pessoas no início as pessoas teve um certo preconceito, mas as pessoas idosas precisam de diversas coisas. Sim, e nós temos feito a discussão de todos os pontos ali, mas o lazer também é um direito da pessoa idosa. Então, ouvindo essa população, ouvindo o território, nasceu ali o primeiro baile da pessoa idosa, que foi um sucesso. Primeira edição, nós tivemos ali cerca de 1000 pessoas, 1000 pessoas idosas. Tivemos ali a participação de mais de 25 grupos de pessoas idosas de todo o município. Tivemos a segunda edição que foi no mês de de março de abril agora 2026 e já contamos com 100 pessoas idosas e aumentamos agora o número para 50 grupos de pessoas idosas de todo todas as regiões de Campinas. Tivemos no dia que foram 40 37 ônibus que nós tivemos nesse dia. E já deixo o convite aqui também, principalmente para pra professora, pra TV Câmara, pro poder legislativo aqui representado pelo vereador Carlinhos. Agora no mês de novembro teremos a terceira edição com a expectativa aí de atingirmos mais de 2.000 pessoas idosas. Ótimo. Convite já aceito da minha parte e as pessoas questionava muito, mas o que que nós percebemos fazendo essas ações, né? Isso é uma das ações, né? Que a gente através daquele desses eventos, a gente trazia vida para essas pessoas. Então assim, não é um, precisamos eh eu acho que um dos principais desafios também é de como a gente enxerga a velice, porque querendo ou não, é até uma frase que a gente usa muito, envelhecer é uma conquista, tem que ser celebrada, mas e eu acho que é algo que a gente tem que fazer muito a discussão, né, mas não necessariamente assim eh no ponto de vista de será que vai envelhecer ou não, como claro que É importante fazer todos esses levantamentos desses números, mas precisamos enxergar hoje que a população já envelheceu. Nós precisamos fazer algo de imediato pensando nessas pessoas. E até exatamente sobre isso, Diego. E aí eu queria colocar a Luciana e depois o Carlinho nessa conversa. Essa era uma preocupação que eu tinha fazendo o roteiro aqui para essa questão de ordem, porque quando você estuda sobre envelhecimento populacional, a maioria das reportagens de dados, de informações que a gente pega são negativos. Então, quando a gente fala de envelhecimento, a gente tá falando de uma preocupação em relação à saúde, porque a sobrecarga de saúde, porque o idoso ele precisa mais, o tipo de demanda dele também é maior. Na questão de previdência, olha, se mais gente tá aposentando, isso dá uma sobrecarga e aí como é que fica? O país não vai dar conta eh de pagar sobre isso? E em todas as áreas a gente vê essa questão eh de sobrecarga. Eh, e é quase como se fosse uma ameaça, né, Luciana? Olha, tá envelhecendo e ela vai sentindo meio culpada, né? Meu Deus, tô envelhecendo. E aí eu vou, já sou uma preocupação paraa minha família, agora sou uma preocupação pro meu município, pro meu estado, pro meu país. Ô, Luciano, o correto não seria nós questionarmos, né? Como construir uma sociedade em quem viver mais? E aí entra o que o Diego falou, seja uma conquista para todos? É, esse é um ponto, um elemento muito importante, né? Eh, viver mais e com qualidade de vida, né? como que a gente vai viver os anos adicionais de vida. É inevitável que com o envelhecimento da população, aumento da longevidade, a gente também eh vai ter mais pessoas convivendo e vivendo com as doenças crônicas, né? Elas começam a chegar aí a partir dos 50 anos. Eh, então, se a gente pensar assim eh em relação a algumas delas que são mais eh eh prevalentes aí na população, 20 23,9% da população brasileira, né, segundo os dados da Pesquisa Nacional de Saúde, tem hipertensão arterial, eh sendo que quando você passa paraa população idosa, eh, esse aumento eh ainda maior, né? você tem aí um aumento de 55% da população com 60 anos e mais vai ter hipertensão mais da metade, eh, e consequentemente diabetes, eh, e outros tipos de doenças crônicas, né? E mas que não é não não isso não é um problema se essas doenças são controladas, se essa pessoa ela tem acesso aos serviços de saúde, se ela consegue ter as informações de prevenção, de controle das suas doenças. Então isso não é um problema eh nesse sentido, ou seja, eh o mais importante é a pessoa se tornar ativa, né? A gente tem uma questão hoje muito importante que é a questão do envelhecimento ativo. É as pessoas conviverem e viverem com doenças crônicas, mas que as mesmas são controladas. E se uma vez são controladas, elas eh a gente tem essa redução da mortalidade. Então, as pessoas podem desfrutar esses anos adicionais de vida, né? menor mortalidade, né? As idades avançadas também fazem com que a longevidade avance e que as pessoas vão eh morrer mais próximo aí daquilo que a gente chama de limite biológico. Uhum. Ou seja, mas que isso possa ser visto como uma possibilidade, uma possibilidade da pessoa se manter ativa, né? eh ativa eh nas suas atividades eh do dia a dia, ativa no trabalho. Essa pessoa pode ter a opção de continuar eh dentro do mercado de trabalho. essa pessoa pode continuar eh com autonomia, praticando atividade física, eh se conectando com a comunidade, desempenhando todas as funções que qualquer eh eh pessoa de qualquer idade possa tá tá tá contribuindo. Mas eu acho que isso é é fundamental no sentido de que a gente também precisa, né, ter realmente aí políticas que vão eh eh colaborar ou que vão eh eh favorecer que esse envelhecimento seja ativo, né, que elas eh eh possam aí desfrutar mesmo dos seus dos seus anos adicionais de vida da melhor forma possível, né? sobre essa colaboração política e até para liberar o Carlinhos, que eu sei que ele tem uma limitação de horário. Qual que é o papel do legislativo nesse processo? Que instrumentos o vereador tem para poder transformar essas demandas em políticas públicas concretas? É através desse projeto igual o senhor fez. Então é um projeto de lei, é um requerimento questionando o poder executivo, é fazendo uma indicação pra prefeitura, é pelas emendas impositivas. Como é que você vê o papel do legislativo nessas políticas? Gabriel, eu sempre falo que não precisaria do legislativo pra gente dar qualidade de vida para as pessoas. Isso teria que ser normal, mas infelizmente as coisas não funcionam assim, né? A gente tem que tá criando leis e muitas delas, Gabriel, você sabe disso que a gente tem que estar em cima para que ela funcione ainda, mesmo virando lei. Mas o papel da gente aqui nessa casa, tem também tem a comissão de idoso, tem vários vereadores aqui também que lutam pela essa questão, é criar leis para melhorar a vida dessas pessoas. É através de requerimento para saber informações sobre o que fazer. eh, tentando mudar a E você falou uma coisa que hoje nós temos aqui uma ferramenta que são as emendas impositivas. O Diego muito bem sabe, eh, muitos dessas emendas, elas são destinadas para muito dessas questões que nem o baile mesmo. Eu creio que ele também tem eh eh emenda impositiva de vereadores lá que que ajuda a contribuir para que se bale na no transporte. às vezes manda uma emenda para melhoria disso. Então, vários locais, os postos de saúde, como a própria Luciana disse aqui, a gente, vereadores aqui, a gente vê a necessidade e vê também de mandar a emenda para melhorar ali, seja para chegar remédio à população, seja para melhorar o a qualidade do posto de saúde, para melhor atendimento a essas pessoas. Eu sempre falo que o papel legislativo aqui, primeiramente, é olhar com carinho, é olhar com humanidade essas pessoas e tentar levar para elas, que a gente sempre fala ali que a a gente levar para elas o envelhecimento bem, porque eu sempre falo assim, envelhecer, acabou de falar que envelhecer, todos nós vamos envelhecer, mas nós temos que envelhecer bem. Bem, bem com nós mesmo. Eh, a Luciana falou uma coisa, acho que a Luciana falou uma coisa que eu acho que que é legal. Quando você envelhece bem, a sua qualidade de vida é uma. Hoje muitas das pessoas, Diego, você falou uma coisa aqui que é legal. Primeiro as pessoas, ela trabalha para criar os filhos, depois para criar o outro. Depois, acabou de criar os filhos, vem se cuidar dos netos. pai dos netos, aí eu venho bisneto. Então ela nunca tem o tempo necessário para ela, abre para ela. E isso é importante a gente falar, porque a pessoa tem que ter o tempo para ela, ela tem que envelhecer bem, ela tem que cuidar dos netos. Sim, que o neto é, eu tenho neto, eu falo que para mim é um prazer muito grande estar com ele, mas a gente também tem que ter o o tempo próprio pra gente e para essas pessoas. Então eu falo que a casa ela tem muitas ferramentas hoje, Gabriel, para ajudar e contribuir para que isso aconteça. Preciso te liberar, né, Carlinhos? Eu peço desculpa a Luciana, ao Diego, a você, Gabriel. Eu tenho um compromisso agora, então é 5 horas. Eu sei que o trânsito até eu chegar lá meio complicado. Peço desculpa, agradeço a todos que estão nos assistindo, peço desculpa por sair daqui, mas é sempre bom tá aqui na questão de ordem junto com vocês. Eu que te agradeço e já fico o convite então para uma próxima oportunidade para você retornar o questão de ordem. Com certeza estarei aqui. Obrigado. Agradeço ao vereador Carlinhos Camelô. A gente segue aqui com o nosso questão de ordem. Eh, Diego, eh, a população idosa, ela tá longe de ser um grupo homogêneo, né? Porque as necessidades de uma pessoa de 60 anos, acredito que sejam muito diferentes de alguém com 80 ou 90. Como é que essa diversidade ela precisa ser considerada neste planejamento público? É, o envelhecimento eh é uma questão também muito ampla, né? É um pouco sobre isso que nós estamos falando, né, enquanto o vereador falava, eh, porque tudo envolve essa pessoa idosa, né, desde a questão da assistência, desde a questão da das calçadas, do transporte público, da acessibilidade, da parte da saúde, segurança, enfim. Então, é uma discussão muito ampla e a gente tem se dedicado muito. Eh, o Conselho Municipal do Idoso é hoje é uma ferramenta muito importante para isso, que é onde a gente reúne ali a sociedade civil e também eh esses atores da do poder público. Então, hoje a gente, nós temos essa representação e temos também uma comissão dentro do Conselho Municipal do Idoso, que é a comissão de política pública, que é essa comissão que fica responsável por fazer toda essa interface junto com essas secretarias para fazer todas as os os encaminhamentos necessários e a gente tá em construção agora para fazer o pré-plano eh municipal da pessoa idosa. O que que vai ser isso, né? Assim como foi trazido aqui também. Nós precisamos ouvir de fato essas pessoas, mas numa perspectiva assim de política pública que seja de fato efetivas. Eh, essa casa aqui mesmo tem um poder muito importante quanto a isso, que é o que que essa, o que de fato essas pessoas precisam, porque é um é algo muito amplo. Nós precisamos pensar tanto nessas pessoas idosas que estão institucionalizadas e para isso nós fizemos também, criamos aqui no município de Campinas que tem sido hoje referência e nesses aspectos que é o selo morada legal. Então, nós estamos falando aqui de diversos perfis de pessoas idosas. Durante essa conversa mesmo, nós já falamos da da pessoa idosa, eh, que pode ingressar ainda dentro do mercado de trabalho. Falamos de uma pessoa idosa que, eh, necessita mais os serviços de saúde. E eu quero trazer aqui também esse ponto que são as pessoas idosas que estão institucionalizadas. É é muito comum a gente ver diversas coisas na televisão, matérias. Então, nós criamos aqui o selo Morada Legal, que eu já falei um pouco sobre isso aqui, vou reinterar, né, que é que vem nas na perspectiva, nós sabemos que tem diversas instituições que de fato atua de forma clandestina dentro do município. Para isso que a gente tem uma uma comissão também dentro do Conselho Municipal que faz todo esse acompanhamento, essa fiscalização, faz os encaminhamentos necessário junto de forma articulada ali com o Ministério Público, vigilância sanitária. E o selo ele vem numa outra perspectiva. Por que não deixar em evidência as instituições que realizam de fato um trabalho bacana que de fato tem eh não é um depósito ali de pessoas idosas, é um termo até forte, mas infelizmente tem muitas instituições que pensava dessa forma. E o as instituições que hoje receberam o selo morada legal são instituições que recebem visitas nossas de forma periódica. são instituições que já t lá todas as a atende de fato as normas, atende também ali o estatuto do idoso. E além disso também nós temos feito um trabalho com elas de capacitação, de capacitar essas instituições para que elas de fato dê qualidade de vida para essas pessoas que que estão ali dentro dessas casas também. Então é um trabalho importante que a gente tem feito e eu acredito que é uma discussão de forma assim muito ampla que envolve ali todas essas secretarias, envolve toda a cidade, principalmente a nossa sociedade também. Luciana, quero ouvi-la também porque este grupo é muito heterogêneo, né? Da mesma maneira que a gente tá falando de uma população de 60 anos que hoje tá inserida no mercado de trabalho, tem muito a contribuir, tem uma parte que tem 80 anos e que quer desfrutar, quer descansar, quer, enfim. Então essa população idosa, ela é heterogênea, bastante heterogênea, sob o ponto de vista da idade, sob o ponto de vista das condições socioeconômicas também, que é um um elemento importante, né? Eu acho que tanto o vereador Carlinhos quanto o Diego eh falaram de uma coisa muito importante, né, que é a questão da da promoção da saúde, né? eh todas essas essas atividades que o Diego acaba de mencionar, ela perpassa aí por uma questão que é a promoção da saúde, né, dessa dessa abordagem, né, intersetorial com da questão do dos idosos, eh, do envelhecimento. E o que a gente eh pode observar que eh de fato, né, eh você tem hoje pessoas eh de 60 anos, que são as corotes mais novas, né, de idosos. Então que você ter 60 anos hoje é muito diferente de você ter 60 anos a h 40 anos atrás. Então você tem também um fato de uma de uma mudança geracional. ter 80 anos hoje é diferente de você ter 80 anos há 10, 20 anos atrás. Isso por si só traz aí algumas algumas particularidades inerentes aí à época que a pessoa nasceu, ao acesso que ela teve a várias das tecnologias, seja da saúde, seja de mudança, né, de de paradigma, de pensamento, de querer eh, né, assim, muitas vezes hoje você tem as pessoas chegando aos 60 anos e querendo viver muito mais, né, querendo chegar aos 100 anos, né, diferente de gerações anteriores que chegavam 60 anos e já tavam naquele processo ali de espera, né, do seu do seu final. Então você você tem essa essa diferença eh geracional eh que eu acho que que é muito importante. O envelhecer hoje traz uma perspectiva muito mais positiva do que anteriormente e isso se reflete também nas buscas, né? busca por uma alimentação saudável, busca por participações sociais, né, culturais, por apoio, rede de apoio, eh, enfim, né? Você vê hoje pessoas se organizando para fazer viagens com grupo de terceira idade, algo que a gente não via com tanta frequência eh no passado, mas a gente também tem que eh levar em consideração que é são tantos grupos dentro desse grupo, né, de envelhecimento de de idosos, a questão eh socioeconômica eh e de escolaridade também é um aspecto importante, né, porque, por exemplo, né, você, da mesma forma que você tem pessoas que querem eh eh acessar os equipamentos sociais, por exemplo, ah, eu quero fazer uma caminhada, eu quero praticar atividade física, mas muitas vezes não não tem condição financeira para isso, não tem um um espaço às vezes no município que viabilize isso, né? Então, assim, pensando eh eh muitas vezes as atividad, as regiões que são mais favoráveis à prática de atividade física, elas ficam em regiões mais centrais ou eh atividades eh, né, populações que moram em regiões mais distantes do centro da cidade, pensando no município de Campinas, você tem mais obstáculos, né, às vezes, muitas vezes, para você e deslocamento, deslocamento eh, às vezes segurança, eh, a questão de, né, o o Diego menciona uma coisa importante, né, que é um elemento hoje as as cidades amigas amiga dos idosos, né, de você da pessoa poder andar eh eh em calçadas que sejam realmente estruturadas, né, sem ter obstáculos. Enfim, eu acho que são tantos elementos, né? Mas eu vejo muito uma questão eh dessa dessa questão da da do acesso, aonde que tão eh estão localizados, né? Eh, a esses acessos, né, de de que permitam que a pessoa faça promoção da saúde, né? pensando na questão da alimentação também, eh, que é um elemento importante aí dentro das condições de saúde, eh, a alimentação saudável, ela é cara e isso vai impactar diretamente quem vem, né, de classes mais vulneráveis. Então, eh, são muitos elementos, Gabriel. a gente poderia ter desdobrar em vários em vários programas, né, Diego, em eh em relação a a essa a essa discussão. Diego, sobre os desafios aí de uma cidade como Campinas, com mais de 1 milhão de habitantes. Sim, é um desafio muito grande. É um ponto muito importante que a, enquanto a professora comentava, eu me recordei no meu início dentro do dessa coordenadoria, né? E fazendo essas visitas, fazendo essas escultas dentro do dos territórios, era muito comum isso das pessoas perguntar: "E, nossa, tem possibilidade de realizar algum tipo de passeio?" E algo que me chamou muito atenção, que vai entrar nessa parte socioeconômica, que um dia eu comecei de tanto fazer essas escultas, eu levei isso para dentro do conselho para ver a possibilidade. Hoje a gente, o Conselho Municipal do Idoso, nós temos um o fundo, né, que são aquelas destinações do dos impostos de renda. Então, comecei a trazer essa discussão para dentro do conselho e de em outro formato ali eu também fazer essa escuta. E eu comecei a perguntar, tá, mas quais locais? E eu sempre imaginava locais completamente distante, algo inacessível. Aí começou a chegar os pedidos, professora Gabriel, hum, olha, o grupo aqui eles queriam ir na Lagoa do Taquaral. Aí eu parava assim, falava: "Poxa, o pessoal lá do São Domingos, lá do Campo Belo". Eu fiquei pensando, eu pensando um outro estado, algo bem distante e eles traziam e era muito, até hoje é muito comum eles falar: "Olha, a gente quer fazer um passeio na no Parque das Águas, no Taquaral". Aí naquele de bate pronto ali, eu ficava pensando, poxa, de longe parece uma loucura, mas aí quando você pega e vai lá pro no São Domingos, lá no centro de saúde do São Domingos e pensa em toda uma logística dessas pessoas idosas, entrar dentro de um ônibus, eh, pegar dois, três, três ônibus, parar no na rodoviária, pegar um outro pro Taquaral, tem a questão do, a gente tá falando de delas gastarem aí no mínimo só de deslocamento para vi para voltar aproximadamente umas 5 horas. 2 horas meia para vir, 2 horas para voltar, dependendo do horário. E alimentação. Uhum. Então a gente tá falando de algo que fica bem inacessível. Então, a gente se desdobrou bastante para fazer esse trabalho e como vocês disseram, essa parte territorial também é algo muito importante que a gente tem se desdobrado, porque para garantir de fato que todas as pessoas idosas do município, independente do local que ela, a as ações centrais que a gente faz, a gente tem mandado ônibus também para todos os territórios para garantir o acesso. Mas a preocupação que aumentou pra gente, professora, essas ações são pontuais. É, e essa pessoa no dia a dia. Então, por isso que agora no último dia 30 de julho nós eh foi sancionado, né, foi pro diário oficial já o nosso edital de chamamento. É o primeiro, é algo histórico dentro do município, que é é um investimento aí de R$ 3 milhõesais do Conselho Municipal do Idoso para que a gente possa fomentar aí eh essas instituições que realiza essas atividades no território. Então nós vamos contemplar aí até 22 projetos, eh alguns projetos voltados pra saúde, outros para pra cultura e outros também ali pra questão do esporte. Então é uma forma da gente potencializar esse trabalho que é feito no dentro do território, porque a gente sabe que fortalecendo esses projetos, fortalecendo essas instituições, a gente também tá dando mais qualidade de vida para essas pessoas idosas. Ótimo. Ação importante aqui no município de Campinas. Programa bom é programa com muitas informações e que passa rápido, Luciana, pra gente poder encerrar, quais são os grandes caminhos aí por onde as políticas públicas precisam avançar para que esse envelhecimento seja acompanhado de qualidade de vida? Bom, a maior, né, a maioria a gente conseguiu contemplar aqui, né? Eu acho que essa questão da promoção da saúde é fundamental para que a gente possa realmente ver o envelhecimento como algo positivo, não como uma sobrecarga, como algo negativo. eh viabilizar. Eh, eu eu acho que assim, o acesso, né, a aos à informação é importante, a informação do cuidado, cuidado de saúde, eh cuidado da sua saúde mental, eh a informação de de onde as pessoas podem, né, obter eh eh como se diz, eh onde elas possam caminhar, onde elas lugares, espaços que elas possam dialogar as suas dúvidas em relação ao envelhecimento, aquilo que ela pode realmente eh fazer com segurança, eh, e na qual ela vai se beneficiar, né? Autonomia, promover autonomia, os seus direitos, né? Eu acho que a informação dos seus direitos, aonde ela encontra acolhimento, aonde ela vai eh encontrar pessoas eh que são capazes de orientar em relação aos cuidados, né? Eh, eu acho que isso é um caminho é um caminho da política pública, mas eu acho que a saúde é um aspecto muito importante, porque sem a a saúde, eh, você limita muito, né, a capacidade da pessoa se manter ativa na sociedade, seja trabalhando, seja desfrutando do seu dia, da sua qualidade, da sua qualidade de vida. Luciana Alves, professora associada do Departamento de Demografia do IFE, pesquisadora do NEPO, núcleo de estudos de População Elsa Bercoó da Unicamp. Muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo, ter aceito o convite para participar aqui do Questão de Ordem. Já faço um novo convite pra senhora retornar aos nossos estúdios ou aqui no plenário da Câmara Municipal e fica aberto as suas considerações finais. Eh, eu queria mais uma vez agradecer Gabriel, a Diego e o vereador Carlinhos, que, né, já não está aqui conosco, a oportunidade de participar deste importante programa com importante tema que é a questão do envelhecimento populacional e especialmente aos ouvintes, né, a gente espera ter conseguido passar alguma informação que seja relevante e útil aí. e para pra sua vida. Muito obrigada. Nós aqui agradecemos Diego Gomes, coordenador para políticas públicas para os idosos. Agradeço mais uma vez a disponibilidade do seu tempo, as informações que foram passadas aqui, tenho certeza que de grande valia pro nosso telespectador. Já faço um novo convite também pro senhor retornar o questão de ordem e fica aberto as suas considerações finais. Gabriel, muito obrigado. Muito obrigado, professora Luciana. É um sempre um prazer muito imenso estar aqui com vocês. Então, parabéns também pela iniciativa, por trazer em pauta um assunto tão importante quanto a esse. Eu finalizo aqui fazendo as minhas considerações, eh, parabenizando a todos os profissionais que se dedicam todos os dias para cuidar dessas pessoas idosas, seja ela dentro das instituições de longa permanência, seja os cuidadores de pessoas idosas, seja os as assistentes sociais, porque são pessoas que se dedicam e muito para dar mais qualidade de vida para essas pessoas. Então, quero deixar um abraço imenso para essas pessoas e também de uma forma muito especial para todas as pessoas idosas que estão nos assistindo aqui hoje e dizer que a gente tem se dedicado muito, se empenhado bastante para que a gente possa dar mais qualidade de vida para vocês e também para que a gente possa aí resguardar todos os direitos de vocês, para que de fato o envelhecer seja uma conquista e o torná-la digna seja um dever de todos nós. E eu agradeço você aí de casa pela sua companhia, pela sua audiência. Espero que a gente tenha contribuído, né, já que o censo de 2022 com atualizações ano a ano aí, né, deu este panorama pra gente de um Brasil que está ficando mais idoso, consequentemente a cidade de Campinas também, mas é um fenômeno mundial e que isso não seja um problema, que a gente tenha aí muita solução para que a gente tenha aí qualidade de vida para este envelhecimento. Questão de ordem fica por aqui. Até sábado que vem. Ciao. Ciao. [música] [música]
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