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Ser Empreendedor | Empreendendo Com Cosméticos Artesanais
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Ser Empreendedor | Empreendendo Com Cosméticos Artesanais

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Descrição do vídeo

Demitida durante a pandemia e, depois, dedicada às terapias do filho diagnosticado com autismo, Josele decidiu empreender no fim do ano passado após ver uma aula sobre bomba de banho no YouTube. Investiu cerca de R$ 1.000 em material, testou receitas por conta própria e vendeu os primeiros produtos a desconhecidos na feira da Prefeitura de Campinas, via programa de apoio a mulheres empreendedoras. O ciclo de entrevistas com empreendedoras de Campinas registra como ela montou o negócio de cosméticos artesanais do zero, sem curso do Sebrae.

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No ser empreendedor de hoje, nós vamos falar sobre quem atua em um setor artesanal na produção, por exemplo, de saboaria, de sprays, de aromas. E uma dessas pessoas é a Josele, que uniu a história pessoal dela, a questão do empreendedorismo. Josele, conta para nós como que foi essa questão de sempre trabalhar CLT, que eu já vi aqui que faz parte da sua história. Aí você me conta onde você trabalhou e o que que aconteceu na sua vida que você decidiu empreender. Então, o início de tudo é sempre trabalhei na área da saúde, né, por muitos anos. É, era a minha paixão na época, né? Até que veio a pandemia, fui demitida no trabalho e logo uns anos depois meu filho foi diagnosticado com o autismo e me vi obrigada na época a parar tudo para poder a eh acompanhá-los em terapia, consultas, como toda a rotina de manhã típica. Quem vive essa situação sabe como é que é. E como eu sempre trabalhei, eu tava sentindo muita falta de algo fazer algo, né? Até que quando foi no final do ano passado, falei: "Não, eu preciso mudar essa situação e quero trabalhar". Foi aí que surgiu a vontade de empreender. Se eu falar assim para você, ai, por que que você escolheu essa área? Não vou saber te dizer direito. Acredito, foi quando eu vi uma aula no YouTube sobre bomba de banho e fiquei encantada e sendo que é um dos produtos que eu mais vendo, porque todo mundo olha aqui, nossa, pomba de banho, né? Então, acredito que foi esse esse essa pequena aula que realmente fez eu engatinhar para outros produtos. Mas no começo era algo que você não havia planejado. Ah, eu vou fazer isso, vou fazer sabão, vou fazer bolo, vou vender alguma coisa. Você não tinha nada planejado, nada, nada, nada. Simplesmente fui com a cara e a coragem, falei: "Vou fazer algo". E fui. E já logo quando você for com a cara e com a coragem, você já abriu meio, como que você começou a fazer, a procurar cliente? Você estudou alguma técnica para isso? Tu fez algum curso do Sebrai? Conta como você se virou a partir dessa ideia. Na verdade é aquele negócio, você dá o putapé inicial, mas não tem noção de nada do que realmente é o caminho a seguir, né? Simplesmente eu comprei todo o material com dinheiro. Gastou quanto? Em torno de R$ 1.000 meu que eu tinha um dinheirinho guardado. Esse foi o valor. E fui comprando, comprando, fui vendo uma receita pela internet. Confesso que as primeiras deram tudo errado, né? como todo empreendedor sempre toma prejuízo, mas é através do erro que a gente vai se aperfeiçoando, né? Aí quando você pegou e fez alguns testes, foi aperfeiçoando o seu material, quando você percebeu que estava tudo no ponto, qual foi a hora que você falou, quem vai ser meu cliente agora? Exatamente. Esse é o maior desafio do microempreendedor. Como é que eu vou mostrar meu produto? Não dá para ficar restringido apenas a amigos, familiares. Eu preciso. No começo foram eles seus clientes ou não? Nem foram eles, tá? Meus primeiros clientes foram meros desconhecidos, né? Mas como assim? Foi quando eu conheci o programa da mulher empreendedora. E mas alguém te apresentou ou foi sapiando ali na rede social? tudo pela rede social que existia esse programa. Aí vai pesquisando. Falei: "Gente, eu tenho que procurar algo, eu tenho que sair na rua". Foi quando eu conheci o programa, conheci a GR Continho e como sempre, ela sempre dá oportunidade para nós começarmos. E a primeira feira que eu fiz, eu fui assim com praticamente quase nada do que eu tinha. Foi onde a sua primeira-feira? Na prefeitura. Ah, no passo ali no passo. Exatamente. Foi minha primeira a primeira feira, né? E acabou sendo a minha favorita. Eu sempre faço lá. E foi ali meu primeiro cliente foi ali. Daquele momento em que você diz: "Olha, eu levei poucos produtos, não conhecia, não sabia qual era a demanda e a partir dali eu tive meu primeiro cliente. Quando você chegou ali, encontrou outras empreendedoras, viu os clientes, em grande parte, maioria que trabalha ali na prefeitura mesmo ou que vai em busca de algum serviço da prefeitura, foi ali que você disse: "Vou fazer mais produtos, vou fazer mais coisas, mais diversidade". Foi ali, exatamente, foi aí que conversando com clientes, pegando informações, tudo, eu fui aumentando o meu catálogo, né? Ai, você faz isso? Não, não faço, mas na próxima, se você passar aqui, vai ter. Então aí você acaba fidelizando o cliente nessa nessa nossa jornada toda, porque lá cada uma tem a sua história, tem seu começo. E o mais legal de tudo nesse programa são as amizades, os contatos, porque através dessas pessoas que a gente acaba tendo amizade, você acaba sabendo de outras feiras, outras oportunidades. E olha, inclusive eu conheci a Josele numa feira também. Exatamente, né? Eu fui caminhar num evento lá no Taquaral e você tava expondo. Então você vai em várias a lenda do passo. Sim, eu vou em vários. Então quando elas soltam as agendas, a gente vê a as feiras que tem disponíveis, a gente faz a inscrição e vai. Então tem geralmente é de sábado e domingo só na prefeitura que é durante a semana ou em alguns eventos específicos também, mas sempre a GRE ela e a equipe dela sempre coloca, solta um mês antes de onde vai ser o Exatamente. Chega no final do mês, elas vão lá e colocam a agenda e a gente faz inscrição. Sim. E você para outubro e novembro já fez onde? Olha, com essa chuva atrapalhou bastante, né? Mesmo sendo de manhã, a feira acaba atrapalhando a chuva. Teve a última vez que a gente foi na prefeitura, ficamos uma hora só. De um temporal porque deu aquele temporal. Verdade. Dei um temporal. Nós chegamos igual nossa fada em casa. É sair correndo e salvar os produtos. Gente, eu ainda fiquei bem acho que mais de uma hora porque o trânsito tava parado, meu marido chegar e as coisas aqui cobre corona tudo. Foi uma loucura. Passa perrengue também empreendedor, né? Passa, passa muito perrengue. E também questão, uma coisa que eu gosto de falar aqui, ser empreendedor, você quer emoção na sua vida, seja empreendedor, porque um dia é dinheiro na mão e outro na oração, né? Porque nem sempre às vezes tem público, mas você não vende nada. E às vezes quando não tem público, você vende. Então tem que sempre tentar, tentar. Ah, mas tal feira não tem movimento, mas eu vou. Porque em uma hora sai, entendeu? Às vezes naquela que você menos espera é onde você faz as suas maiores vendas. Sim. Mas com esses altos e baixos que você diz que faz parte inclusive do dia a dia do empreendedorismo, como você lida para equilibrar as contas? Olha, eu tive uma grande venda numa feira, na outra talvez eu não tenha, mas eu preciso segurar para comprar mais insumos ou para ajudar, né? Ou para comprar as coisas da minha casa. como que hoje você pensa quando você fala do ponto de vista do negócio? Então, tive que aprender também sobre a parte de finanças no negócio. Você tem que ler muitas eh tem que acabar dentro do livro, matérias, tópicos na internet para você administrar. O meu método é, eu tenho o meu caixa lá, partindo do zero, tenho o meu caixa, compro o que é necessário, faço o cálculo do que eu gasto, de tudo, tudo, tudo e lá embaixo eu coloco a porcentagem do meu lucro. Aí eu separo numa planilha o que foi gasto naquele material, o valor da venda e o meu lucro. Aí que que eu faço? A venda, o valor do gasto vai para o caixa de novo da empresa, o lucro volta e o lucro vai para a minha conta pessoal. É assim que eu consigo equilibrar as contas para não ficar no vermelho. Se eu falar para você que eu já tive prejuízo, já tive prejuízo, mas às vezes aí que você faz, você dá uma segurada, né, por exemplo, alguma feira que eh paga. Ah, não dá para pagar porque eu não tenho caixa. Dá uma segurada até que você consiga fazer uma venda boa e através nesse a feira da mulher empreendedora é gratuita. Ela é gratuita, né? Só em alguns momentos que a gente precisa pagar para alguém montar a barraca pra gente, que é o caso da prefeitura. Mas nada impede de você ir lá na casa da mulher, pegar sua barraca e montar. A gente acaba pagando por mais ser mais cômodo. Chega lá, já tá montado. Chega lá, tá montado, vai embora, larga lá. as rosas, aquelas exatamente tendas rosas, né? Examente. Em alguns eventos já a gente já chega lá, já tá tudo montado sem custo nenhum. Sim. Agora, Josele, a gente, você que tá assistindo, nós estamos gravando inclusive na casa da Josele, que é onde ela produz esses esses materiais. Como que você se organiza para fazer cada produto? É por demanda, é por feira ou você também às vezes tem encomendas? como que é essa organização do seu dia a dia juntamente com a rotina de cuidar do seu filho? Realmente com eu tenho até inclusive uma lousa aqui na minha casa que onde tá todo todas as minha meus compromissos com o meu filho. Então assim, a parte da manhã é ele tem que levar na terapia na escola, porque meu filho, além de ter autismo, ele tem altas habilidades e ele faz parte do Gaia, que também é da prefeitura. que é um grupo de apoio a crianças de altas habilidades, né? Então aí tem a psicoterapia, tem a terapia ocupacional ou às vezes tem algum evento que ele gosta muito dessa parte de tecnologia, que inclusive quem fez as minhas primeiras postagens no Instagram foi ele. Ele que criou. Uau! Depois eu vou mostrar, né? Então foi ele que criou. Então, a parte da manhã é exclusiva dele à tarde aí eu venho no meu mundo de loucura. Sim. Aí o que que eu faço? Eu busco muito a opinião das pessoas nas feiras. Ah, você tem isso, você tem aquilo, você produz tal, tal. Claro que não dá para você atender a tudo, porque não dá para você abraçar o mundo, mas eu procuro sempre fazer os produtos que saem mais. né, que são na maioria o meu carro chefe são sais de banho, a bomba, sais de chuveiro, né? Sim. Aí que foi por onde você começou. Exatamente. A E depois foi vindo o quê? Foi vindo os body splash, né? Que daí a minha amiga faz, faz porque a pessoa procura muito. Aí depois vem o sachê e agora no final do ano eu tô lançando os kits de presente, né? Hum. Muito bem. Só que daí eu comecei já trabalhar nisso desde agosto, agora que eu terminei, para quando chegar o momento certo, você já ter o produto. Agora a partir de sábado, eu já vou começar a soltar os kits de presente. Sim, porque as pessoas já estão pensando no Natal, né? Passou o dia das crianças, todo mundo já começa até a comprar presente de Natal. Exatamente. Inclusive até encomendas, eu sempre falo, olha, o pessoal pega encomenda minha, geralmente no que eu já tenho, mas eu sempre digo, podem trazer nossa, as suas ideias que a gente pode volar alguma coisa, né? E essas encomendas são de pessoas que vão às feiras que você participa ou também você usa as redes sociais? fica meio a meio já pessoas conhecidas que me pediram encomenda, como também de do público que eu capto das feiras. Sim. Rede social, você diz que tem o apoio aí do seu filho e você usa muito a rede social como vitrine? Eu acho que hoje no mundo cibernético que vivemos é praticamente obrigatório você ter o perfil da sua empresa no Instagram, né? Ainda assim, eu gostaria que tivesse mais visibilidade, mas é difícil porque para nós empreendedores você tem que fazer tudo. Você tem que fazer compra, bolar os produtos, fazer a mídia social, fazer propaganda, fazer catálogo. Então acaba sendo meio que um é é a bendita eu presa, né, que é empresa só minha, eu faço tudo. Exatamente. Então, às vezes, alguma área sempre vai ficar meio que descuidada, mas eu sempre tento ao máximo alimentar o meu Instagram para sempre trazendo novidades para o pessoal. Sim. Por outro lado, Josele, quando a gente fala dessa sua trajetória de unir o cuidado com o seu filho e as o empreendedorismo, tem valido a pena? Muito a pena. Então eu falo, eu sempre falo a mesma coisa. Se não fosse pelo programa das mulheres empreendedoras, eu acho que eu não teria vendido no metade do que eu tinha e não teria chegado no patamar que eu estou hoje. Então eu devo muito ao programa, a GRZ e toda a equipe dela. Sim. E aonde você quer chegar com o seu negócio? Quem sabe tem um, né, o meu atelierê, um espaço maior, tudo para poder receber o pessoal que não tem, eu não tenho ainda uma condições estrutura física para poder fazer isso. Então, o que que eu faço? Eu capto, eu levo ou você pega comigo nas feiras. né? É o que dá para fazer no momento. Obrigada, parabéns pelo seu trabalho e daqui a pouquinho a gente vai contar mais uma história, mas antes fique com as dicas de livros sobre empreendedorismo. O ser empreendedor volta já já. A gente começa com o livro Como trabalhar em vendas de cosméticos naturais, beleza natural, lucro real. O ebook oferece um guia abrangente prático, repleto de insightes valiosos e estratégias comprovadas para ajudar neste mercado em crescimento. Além disso, o leitor vai aprender desde os fundamentos essenciais até a gestão financeira inteligente, regulamentação, feedback do cliente e estratégias de crescimento. O livro Manual Prático de Cosméticos Artesanais para Venda e Presente, publicado pela DUC Editora, é um guia prático voltado à fabricação, comercialização e à criação de cosméticos naturais. Ideal para iniciantes e artesãos experientes. O manual oferece também noções de legislação, precificação, marketing e identidade visual, permitindo transformar a produção artesanal em um negócio rentável ou em um hobby prazeroso. Dados do Sebrai apontam que o mercado artesanal gira em torno de um faturamento de R bilhões de reais ao ano. fazendo com que 8 milhões de pessoas tenham emprego. Neste segmento encontra-se também as pessoas que fazem a produção de saboaria artesanal, que está em franca expansão, principalmente quando a gente pensa em pessoas que unem esse mercado a um propósito de vida, como é o caso da Márcia, que a gente veio conhecer neste segundo bloco, que fala um pouquinho da questão da natureza e ela vai contar já já com aquilo que ela produz. Márcia, antes da gente falar especificamente do sabão e de outros produtos que vieram depois, me conta um pouquinho. Você sempre empreendeu? Antes de empreender, você fazia o quê? E por que decidiu empreender? Eu começ eh antes eu não empreendia não. Eu trabalhava em supermercado de operadora de caixa, né? Aí eu quebrei meu pé. Aí eu precisei sair. Aí eu comecei a abordar chinelo, que é customizar. Aí aprendi a bordar o chinelo com uma professora canhota. Sim. Então com canhota é difícil você aprender, né? Aí eu aprendi a olhando, que eu aprendo muito a fazer as coisas olhando. Aí depois aí eu vi a moça falando assim: "Você quer aprender fazer uma pomada?" Falei: "Eu quero". Aí ela pegou e me ensinou a fazer a pomada. Aí eu já vim já eu gostei de aprender a fazer a pomadinha. Pomada pomada do quê? Como que que como é essa? É pomada para machucado. A gente faz ela com óleo de girassol e uma pomada natural. É uma pomada natural e com cera de abelha e as ervas medicinais. Sim. E eu gosto muito de mexer com ervas medicinais, né? Porque às vezes da épocas antigas a avó da gente fazia, né? um chazinho de erva doce, um chazinho de camomila para dor na barriga. Então já vem já desse antigamente dos avós. Sim. E a partir disso que você começa então a produzir esse material, como que veio a ideia de vou produzir a pomada, vou produzir então o sabão, como foi evoluindo o seu negócio? Eu fiz as pomadas, aí o pessoal gostou, aí falou assim: "Por que você não faz um sabonete de babaão?" Aí eu fui tentar fazer um sabonete de babaão, fui eh pesquisar pelos livros, como que a gente fazia. Aí eu comecei a fazer. Aí o primeiro que eu tinha feito foi um de sal grosso, mas eu não vou ter ele aqui, tá? Né? Aí, esse daqui eu fiz, ele é de sete ervas, ele é batido à ervas secas paraa gente poder fazer ele. Então eu faço sabonete de ervas medicinais e os que não são de ervas medicinais. Sim. E a partir do momento que você começou a produzir e você já abriu sua meio, como que foi esse processo de você se regularizar? Primeiro a gente já foi atrás da logo, da MEI, aí a gente tem a a assessoria do SEBRAI de Campinas. Então ele dá todo o suporte pra gente, ele ensina a gente fazer planilha, o gente, ele veio, ele verificou o produto também, levou para fazer teste para ver se gosta, se é bom, se o que a gente erra, o que a gente não erra no produto, Sebrai dá toda essa assessoria também. Então você foi, além de vender, você foi atrás também desse conhecimento técnico no sentido de como eu devo fazer a gestão do meu negócio. Foi isso? Sim. Bom, lá você aprendeu a planilha, precificar ou você já sabia precificar? Precificar a gente já aprende, né? Mas eles ensinam também pra gente precificar, ensina a fazer a planilha. Eh, a gente vê o o aonde a gente tá quebrando, né? onde a gente tá eh perdendo, onde a gente tá vendendo, ele ensina tudo. Sebrai é uma uma boa oportunidade. E a partir disso também muito se fala de separar o dinheiro do CNPJ e do CPF. Você já conseguiu fazer isso? Ainda não consigo mexer direito, mas já tô indo. Já tá indo. Já tá indo. E como foi que você começou então a participar de feiras para levar o seu produto? Eu passei numa feira na Estação Cultura, né? Aí eu conversei com as meninas, é um grupo do Rosalina, né, que eles fazem os eventos Júlio das Pretas. Participei já duas vezes e ela mandou a inscrição para mim fazer. Eu já tô já acho que na terceira edição. Terceira do Júlio das Pretas. Julo, aconteceu a terceira edição. É, aí eu participei a primeira edição do Afromix, né, com Marcos também. Adorei, gostei muito. Eh, deu para mim expor, mostrar e explicar os meus produtos para eles. Sim. E também tenho do Afromix também, que eu participo também. Sim. E, e aí, você também e expôs esse ano na feira afro do Instituto Negras em Ação. Sim. Como foi essa experiência? Ai, foi muito boa. Eu gosto. Eu participo dela, né? E tem várias feirinhas também que eu participo no bairro em Barão Geraldo. A estação cultura é a que mais eu participo de feirinhas do Sim. E essas feiras, como que elas servem do ponto de vista do seu negócio? Elas servem para divulgação ou elas também têm a questão de vender nessas feiras? Como que você tem pensado e trabalhado nessas feiras para pensar? Olha, eu preciso divulgar, preciso vender, você consegue unir os dois? Como é isso? Eu consigo unir os dois, mas a divulgação para mim seria melhor. Sim. Nessas-feiras a gente consegue divulgar bem, sim. Então eu não penso assim, eu penso assim, se não conseguir vender, mas pelo menos eu divulguei o meu produto, o meu trabalho, né, o meu esforço. E depois as pessoas te acham nas redes sociais depois que vão na feira. É isso. Acha? Eu dou o cartãozinho, né? Eu tenho o cartãozinho e nele tem o Instagram, tem o Facebook. Agora nós estamos divulgando também no TikTok também. Uau! Foi pro TikTok? Ah, e aí, como que é isso? Conta para mim. Depois eu vou mostrar aí a algumas alguns posts do seu TikTok. TikTok tem que ser mais arrojado, né? É, a gente colocou os produtos, já tá colocando, nós começou já semana passada colocar os produtos, divulgar na página. Hum. Né? Já tem várias de eh visualizações, né? É, agora vamos. E e aí a pessoa viu lá no TikTok, no Instagram, viu o produto, ela já faz a encomenda, vocês entregam, como que é isso? A pessoa ou então às vezes eh você como que é essa essa questão de chegar no cliente, efetivar a venda e fazer a entrega? Ela faz o pedido ali no TikTok, aí a gente vai embala bem embaladinho, põe plástico bolha para não quebrar, principalmente o sabonete que ele amassa, né? Porque ele, como é uma base vegana, ela não é uma base dura, é uma base mole, então a gente embala direitinho e faz chegar o cliente o mais rápido possível, né? Isso é o quê? Correio, você paga entregador, pode ser. Se for perto, a gente tem um motobo longe, vamos supor para, vamos supor que seja para Minas, que para São Paulo ainda o motoboy dá para entregar, mas aí a gente pode mandar pelo correio. Você, qual foi o lugar mais longe que você já vendeu? Pro Rio? Pro Rio de Janeiro já vendeu? Já vendou pro Rio. E aí, qual foi o feedback do cliente? Me conta. Ela adorou. Ela gostou muito, né? Ela até postou que tava chegando a encomenda dela, mas foi. E para você, qual foi a sensação quando viu tudo aquilo? Eu fico feliz cada cliente que vá tanto como para fora como na minha barraca comprar, eu fico feliz, eu gosto que eles vão. Às vezes ele chega lá e eu pego, vamos pegar. Esse aqui é o meu, esse aqui é o filho mais novo que eu tenho. É um desodorante rol que eu fiz esses dias. Aí o cliente chega lá e eu pego, eu gosto de abrir, eu gosto que ele cheire, eu gosto que ele vê o produto se é um produto bom ou se não é. Sim. Então os clientes saem felizes e e os que a gente entrega também. E aí a partir do momento que você faz esse primeiro contato com o cliente, hoje é o boca a boca que te ajuda? São as redes sociais? Como que tá isso? Eu acho que o boca a boca também sai mais. É, ainda o método antigo tá valendo. Sim, o método antigo. Porque você passa assim na rua, que nem eu fui hoje ali no mercado, aí eu passei na moça que tava fazendo unha e falei para ela, ela não traz seus produtos que a gente já vai dar uma olhadinha. Então, boca a boca sai mais. Mas agora as redes sociais também, né? Mas como eu tô começando agora nas redes sociais, mas eu acho que os dois, né? Eh, e o nome que você coloca nos seus produtos, como que foi escolher esse nome? Porque olha, é seu cuidado self. Você misturou português com inglês aí. Bem chique, hein? Me fala. Então vamos lá na portuguesa, né? Neta de português. Vamos embora. E conforme foi indo, o que que você foi fazendo e foi vendo essa necessidade do consumidor? Pra pessoa chega lá na sua barraca, fala assim: "Você não tem um óleo corporal?" "Puxa, produzir óleo corporal". "Ah, você não tem o sabonete líquido pro banho ou para eu usar pras mãos na pia? Como que foi isso?" Ou você que foi vendo as tendências na rede social e falou: "Vou produzir isso daqui também. Como que é?" Não, eu fui vendo pela tendência da pessoa quando chega na barraca, tá? Eh, esta semana mesmo chegou uma moça pedindo sabonete de babaimão. Eu faço ele, né, com o extrato e o pó do babaimão. Sim, né? Então, mais as coisas vêm vindo mais pela necessidade do cliente também. Sim. E aí, onde você quer chegar com seu negócio? Bem longe, bem longe ter uma saboaria bem grande, uma loja que eu possa colocar meus produtos. Então, ó, fica aqui o nosso compromisso de quando isso acontecer e esse sonho se realizar, a gente vai mostrar aqui no nosso programa lá o seu lugar, a sua saboaria cheia de produtos, uma loja linda. Combinado? Combinado. Ah, tá certo. Então, Márcia, olha só, o ser empreendedor fica por aqui. Lembrando que toda semana, 5:15 da tarde, tem a estreia de um novo programa para você. Eu te espero num próximo ser empreendedor. Да.
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