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Ser Empreendedor | Empreendedorismo de Impacto Social
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Ser Empreendedor | Empreendedorismo de Impacto Social

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Música Inclusão, diversidade, cultura, sustentabilidade, a transformação que traz impacto social. Neste terceiro programa do Ser Empreendedor, nós vamos mostrar as iniciativas que saem de todos os cantos da cidade apresentadas no Campinas Innovation Week.

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Música Inclusão, diversidade, cultura, sustentabilidade, a transformação que traz impacto social. Neste terceiro programa do Ser Empreendedor, nós vamos mostrar as iniciativas que saem de todos os cantos da cidade apresentadas no Campinas Innovation Week. O Campinas Innovation de 2026 reuniu 23 mil participantes, mais de 200 empresas e startups, 250 palestrantes, 130 horas de conteúdo e destacou o empreendedorismo de impacto social e a sua conexão com o terceiro setor por meio de trilhas específicas e da apresentação de planos de atuação regional até 2030. Iniciativas como a Coalizão pelo Impacto Campinas e a participação de startups aceleradas evidenciaram o fortalecimento de negócios voltados à sustentabilidade socioambiental no evento. Pessoas, impacto e experiências. Essa é uma das trilhas do Campinas Innovation e por isso nós vamos conversar com a Thais, que é embaixadora dessa trilha. Quando vem essa proposta, antes de você até falar de onde você é, Quando vem essa proposta de unir esses três fatores em um ecossistema como esse, o que vocês buscam? Obrigada pela pergunta, obrigada pelo convite de estar com vocês. Acho que para a gente é uma oportunidade de colocar impacto no centro e colocar o destaque para as pessoas que fazem os negócios, as pessoas que fazem as tecnologias. Então a gente está vendo, quando a gente fala de ciência, tecnologia e inovação, a inovação e a tecnologia é meio para impactar de forma positiva a vida das pessoas. E o evento como um todo, o convite para estar no Campinas Innovation Week é um espaço de oportunidade, porque é o marco da cidade e é o nosso ponto de encontro. Então é a terceira edição, que como coalizão pelo impacto de Campinas, a gente participa com a cidade. É uma decisão nossa, a gente tem um conselho local, então é uma deliberação de um grupo, de um coletivo, que prioriza estar no evento da cidade. A gente vai fazer há três anos essa edição, a gente vai estar junto no evento como coalizão pelo impacto. E a nossa prioridade é ser uma vitrine para os negócios, para as empreendedoras e para os empreendedores de impacto para estarem aqui. Inclusive, muitas vezes a gente pensa que esse negócio que é produzido lá na periferia ou que é produzido de forma artesanal, ele não combinaria em tese com um ambiente como esse. E vocês estão provando totalmente o contrário. A gente vem aqui para desconstruir porque isso também é inovar, né? Então o que a gente fala é que a gente tem a inovação social e a gente tem o espaço da tecnologia social e a gente pautou a economia criativa, a economia de impacto como um grande guarda-chuva para a cidade de Campinas. Que a gente vai falar de desenvolvimento sustentável, de empreendedorismo periférico, a gente vai falar dos grandes coletivos que empreendem, que são as redes das mulheres empreendedoras, do Instituto das Mulheres Negras, por exemplo, empreendedoras que estão aqui com a gente. Então esses coletivos fazem parte de um movimento de empreendedorismo e faz todo sentido estar aqui junto com a gente. E a tecnologia social, a economia criativa, ela acontece também nos territórios e ela tem que ser o espaço, ela tem que ser reconhecida, porque a gente está inovando junto, é DNA brasileiro a gente ser criativo e ser inovador. Thaís, daquela primeira edição, quando vocês começaram Elas Que Conectam, para essa edição, fala um pouco desse amadurecimento. É, eu acho que foi um projeto já coletivo, acho que mostra esse nosso DNA da coalizão, de fazer uma rede para uma proposta. Vem uma pauta muito forte da secretária Adriana, de falar, essa é a minha agenda, vocês me têm como uma esponja, uma patrocinadora desse movimento, e eu quero que seja grandioso, porque tem que ser referência em Campinas também, e dentro do Campinas Innovation Week. Então, o que a gente pautou ali, pensando em dois anos atrás, duas edições atrás, é que a gente tinha que ter presença, e a gente tinha que ter um espaço com representatividade, inclusivo, para acolher e receber. Primeira edição, a gente faz uma roda de acolhimento, a gente faz uma grande roda de conversa. Quem somos nós? É uma das fotos que eu mais gosto, assim, a gente tinha empreendedoras e empreendedores, e falavam, a gente não se sente pertencente, esse espaço não é nosso, eu não me vejo ali. E na primeira edição, eles passam três dias no evento junto com a gente, e no final do evento a gente faz uma roda e pergunta, como foi para você? O que a gente conseguiu desconstruir ou construir de pontos com esse novo ambiente para vocês. Dois anos depois, a gente vê as mesmas empreendedoras e as organizações que estavam apoiando a gente lá na roda de conversa, liderando as mesas, convidando outras empreendedoras e outros empreendedores, trazendo os movimentos delas para dentro desse evento. Então, o ganho de maturidade não é só nosso como organização, mas também de protagonismo de quem estava com a gente ali, sendo convidada a participar e agora está liderando esse movimento com a gente. Então, o Sala dos Elas Conectam, a nossa arena aqui, está rodando autônoma com o protagonismo de quem, na primeira edição, a gente convidou para viver, conhecer e se experimentar, né? E agora estão liderando essa frente. Muitos delas, inclusive, fazendo pitch. Fazendo pitch, é. Eu acho que esse é um movimento, a gente convida. Eu vou dar um exemplo para vocês. A gente teve ontem uma equipe que ganhou o desafio do Inova Jovem dentro da Inova Unicamp. Eram quatro meninas super jovens, mas que já são campeãs de um desafio. E a gente ontem convidou elas para estarem aqui numa arena, na arena das startups, que são 60 startups no espaço da Coalizão. E aí eu falei para elas, falei assim, vocês vão chegar, talvez seja assustador, mas a gente quer que vocês acostumem com esse ambiente, porque esse ambiente é um ambiente que vocês vão apresentar cada vez mais o negócio de vocês. E desde o começo do dia a gente veio mentorando elas, com encontro, explicando para elas, mostrando os pitches dos negócios de impacto. No meio do dia, elas se juntaram e falaram Taís, a gente vai mudar o nosso pitch Vocês estão se sentindo confortáveis para apresentar? Elas sim, e a gente entendeu o que é o nosso propósito Então elas olharam os pitches do negócio de impacto Ajustaram o pitch delas e vieram falar de novo No palco para todo mundo Então foi uma inspiração ontem para mim Outro ponto importante é que vocês reúnem no Elas Conectam mulheres que têm essa experiência com o impacto social, com grandes players, mulheres também, que fazem essa troca em um único espaço, como se cada uma, e é isso, tem muito a aprender com a outra. Me fala um pouquinho também dessa metodologia. É, eu acho que esse movimento da gente crescer em rede e uma puxar a outra, Então, cada mulher que ocupa um lugar de liderança puxa outras para virem juntos, para a gente aumentar o que é a representatividade, porque tem uma característica da liderança feminina. E quando a gente atua em rede, a gente também escala e a gente amplifica o que é o impacto para toda a nossa comunidade. Então, eu acho que eu vou ampliar até a pergunta, porque quando a gente olha para o movimento do Elas Conectam, é um exemplo. A gente tem hoje em Campinas o que a gente chama do Comitê Municipal para a Economia de Impacto. E a gente olhou para um guarda-chuva de várias frentes. A economia solidária, que olha para os coletivos, para as mulheres, para as cooperativas que estão dentro da gente. A economia criativa, com os movimentos periféricos que estão junto com a gente. O desenvolvimento sustentável que estava lá na universidade, está junto com a gente. Então esse guarda-chuva permitiu que a gente juntasse pessoas de universos diferentes para eles conversarem. E para elas, pensando quem são as lideranças femininas também aqui, se conectarem em um lugar de tomada de decisão. E dentro do comitê a gente está numa discussão muito comprometida, pelos próximos dois anos esse grupo de lideranças estão construindo grupos de trabalho para a gente se comprometer a construir um futuro. Então a gente está aqui em um evento de inovação falando do amanhã e falando do futuro. Lá dentro do comitê a gente está junto com essas lideranças construindo os próximos passos para esse futuro e eu fico muito orgulhosa de fazer parte dessa história que está só começando. Inclusive, o nosso programa já conversou com a secretária Briana Flosi Que deu um spoiler do tema de 2027, que é Sem Fronteiras E pra quando a gente pensa nesse nicho, mulheres empreendedoras Empreendedorismo de impacto social, também não tem fronteiras? Não tem, e aí eu vou dar mais um spoiler pra vocês A gente, como Coalizão pelo Impacto, a gente olha pro ecossistema de Campinas E a gente veio ao longo desse ano falando que a gente não tá olhando só pra nossa cidade A gente está olhando para o ecossistema e a gente está olhando para a região metropolitana. Um ecossistema não tem fronteira que delimita. Então o ecossistema já provoca a gente que é sem fronteiras. É quem tem a vontade e o propósito de se conectar deveria ser incluído e estar dentro junto com a gente. E a gente olhar para a RMC, que é a região metropolitana de Campinas, provoca a gente que se a gente tem um rio que divide Campinas e Paulina, está todo mundo cuidando do rio e do entorno, como é um ativo nosso, sustentável e natural de todas as pessoas. E outro lugar é a gente não ter a divisão dos nós e eles, né? A gente pensar que o empreendedorismo periférico e o que acontece com as organizações de apoio na periferia são convidados a estarem no centro. E o evento ocupa o centro da cidade, né? Isso é outra coisa que eu gosto bastante. Eu reforcei com a Adriana e eu falo que isso é um dos principais movimentos de conhecimento para a Secretaria e para a Prefeitura, de trazer um evento desse porte para o centro da cidade, porque esse é o nosso ponto de encontro. Então, é de onde vem todo mundo, de falar, a gente não tem mais fronteira, mas agora a gente tem um lugar em comum, que é aqui, o centro da cidade, e eu fico muito feliz com esse movimento. O painel Elas Conectam contou com 17 atividades reunindo empreendedoras, pesquisadoras, executivas, especialistas, lideranças sociais e profissionais de diferentes áreas para discutir os desafios e as oportunidades para as mulheres em um mundo marcado pela transformação tecnológica. No Elas que Conectam também um tema importante, investimento de startups. Um assunto até então pensado que não era muito do universo feminino e que a Pâmela está desconstruindo com a sua atuação e veio aqui no evento mostrar como é isso. Pâmela, conta pra gente. Posso já entrar com um conhecimento bombástico numérico aqui? Tem dados estrangeiros, infelizmente no Brasil a gente não tem isso, mas que a cada um dólar investido em startups comandadas por mulheres, o retorno é de 70 centos. Então, assim, é um fenômeno que vem se expandindo para outros países e chega aqui no Brasil. Então, a gente começa a ter fomentos, a ter programas de aceleração específico apoiando esse empreendedorismo. Sim, que até então, quando a gente pensa nesse universo feminino, como é passar para essa mulher, olha, você... Porque quando a gente pensa em empreendedorismo de forma geral, a gente sabe que o acesso ao crédito para a mulher é mais difícil. Por exemplo, quando a gente pensa em investimento em startup, esse cenário muda? Olha, ainda falando em Brasil, a gente ainda tem esses desafios. E é por isso que esse é o propósito, de compartilhar, de expandir, de palestrar sobre isso. Porque quando você chega numa mesa de negociação, entendendo o teu poder, Entendendo as tuas oportunidades Entendendo como apresentar Essa narrativa Mesmo que ainda tenha um certo preconceito Você já eleva As suas oportunidades E atrai investidores E atrai investidores E não só investidores Mas assim, existem oportunidades Que você pode Acessar investimento Por capital governamental Por editais Por Joy Ventures O que são as Joy Ventures? São empresas que se unem e às vezes dão suporte Para uma ideia, para uma estrutura E aqui especificamente No Innovation Quando você propõe esse trabalho Que parece que inclusive Pitch também teve aqui Teve, teve Pitch Porque o que acontece? Falando em apoiar o empreendedorismo feminino O que aconteceu? Houve um programa De apoio as cientistas para pegar a sua ideia e transformar isso num negócio, porque quando a gente fala num ambiente muito científico, às vezes tem esse desafio, então uniu a coalizão pelo impacto Campinas, a Eprendi, Fundepac CD Renato Arte, uniram essas empresas da SIC formando esse programa de aceleração dando esse apoio para elas e o pitch foi aqui no Campinas Innovation uma experiência que está valendo a pena Para você, qual é o legado que a edição de 2026 do Campinas Innovation Week deixa quando você pensa nesse universo e nesse seu mercado, quando se fala investimento em cartazes? Portfólio. Porque toda a vivência, toda a experiência do Campinas Innovation não foi para trazer o institucional. foi para que as pessoas que passaram por ele conseguissem ter vivência de pôr produto, de serviço, de ideias até de intelecto, conhecimento, do tipo, pô, isso aqui pode fazer sentido para a minha ideia isso aqui pode fazer sentido para o meu negócio ou para eu crescer, não importa que nível, que estágio esteja o seu negócio então eu falo, é portfólio, possibilidades O protagonismo da liderança feminina no terceiro setor e na transformação social. A importância das lojas colaborativas no fortalecimento do empreendedorismo feminino em Campinas. Tema abordado por representantes de organizações que atuam com as mulheres da cidade. Quando a gente pensa nesse ecossistema, em que há oportunidade também para o empreendedorismo de impacto social, qual é a avaliação que você faz? Então, é extremamente importante, porque a gente está falando que a maioria das lideranças dos territórios são mulheres. essas mulheres empreendedoras, tanto por necessidade como por essa transição de carreira. E estar nesse espaço hoje para falar sobre isso é extremamente importante, porque a mulher, quando ela está inovando, principalmente de forma social, ela tem um desafio maior, porque ela não está sozinha, ela tem todo um grupo familiar atrás dela que ela precisa dar conta. Então, se a gente não dá visibilidade para essa mulher, fica cada vez mais difícil. E quando a gente traz ela para estar nesse local de que eu tenho voz, eu posso falar, eu sou reconhecido e fazer o seu trabalho ser reconhecido, É um impacto muito grande, porque quando uma mulher é transformada, o território é transformado junto com ela. Quando também vocês tiveram, inclusive, um espaço ali na Vila de Startups, eu queria que você falasse também de estar ali apresentando o trabalho e, por outro lado, também fazendo essa conexão, inclusive, com outros modelos de startups. Sim, a Casa Hacker hoje, ela trabalha em duas vertentes, que é da inovação social e da tecnologia Xim. A tecnologia extinha é voltada para os jovens, adolescentes e idades escolares. A inovação social é o que a gente faz para a gente dos territórios. Então, muita gente em Campinas não sabe que existe rampa cidadania ativa, não sabe que existe um co-work, não sabe que tem um local que eles podem se apoiar para desenvolver os seus negócios de impacto social. Então, quando a gente vem para esse espaço e fala, olha, a gente está aqui de uma outra forma de apoio, de falar que em Campinas tem uma galera que está trabalhando para a transformação social e está conectada com essas outras pessoas. Então, isso é extremamente significante, porque a gente apresenta a Casa Hacker, conhece outras instituições que estão atuando. Nós temos expondo aqui hoje instituições que saíram da quebrada de movimento, como a Autodetachair, o Naviela. Então, são pessoas que foram apoiadas pelo quebrado de movimento e automaticamente pela Casa Hacker. Entre as organizações da sociedade civil, o Instituto Negras em Ação mobilizou empreendedoras para mostrar a ancestralidade neste evento de inovação. E essa oportunidade de trazer o Instituto para esse ambiente, para encontrar outras startups, conexões, mostrar o que o empreendedorismo de impacto social tem feito na nossa cidade e no Innovation, que é essa semana que, como se diz, a inovação, tecnologia, tudo vai impulsionando. Para nós, esse momento é único, porque estar num evento como esse, na nossa cabeça, na cabeça de muitos, não seria possível, porque se fala de inovação, mas inovação faz parte também do terceiro setor. Nós precisamos da inovação para continuar, para a gente dar visibilidade a todas essas mulheres que a gente trabalha. Porque, para mostrar que elas são capazes, que o trabalho dela também é uma inovação, que nós mexemos com tecnologia, que elas mexem com a tecnologia. Então, essa oportunidade que nós estamos tendo é maravilhosa. Eu acho que isso tem que se abranger não só para uma instituição, mas para todas, né, e dar visibilidade para essas mulheres que a gente trabalha tanto com elas e precisa saber que o mundo continua, né, a tecnologia está aí. Mais cedo, inclusive, vocês tiveram a oportunidade de ocupar o palco fazendo o pitch Como também foi essa apresentação de uma das diretoras Colocar o Instituto Negras em Ação Numa visibilidade tão importante como num evento grande como esse Nossa, foi maravilhoso Essa oportunidade foi um impacto Foi uma roda de conversa muito boa Com empresárias Que jamais Pensariam em estar aqui no palco Elas conectam junto com o Sebrae E eu falo Gente, essa oportunidade A gente não pode perder Nós trouxemos mulheres empreendedoras Que participam da feira Que estão Não ficaram só no palco Mas também estão aqui no stand Nós conseguimos fazer isso Nunca íamos imaginar E a palestra foi muito boa, a roda de conversa foi muito boa, as pessoas se interagiram, ficaram até o final. Eu estou muito feliz e eu acho que daqui para frente é só melhorar, que venha outros innovation. E confesso que eu não conheci esse espaço, para mim está sendo grandioso, além de expor, já prosperei. Eu fiz a parte da roda de conversa, que foi muito boa e muito gratificante. Estou muito emocionada e agradecida, viu? De verdade. Primeira vez no Innovation Week, mostrando que o artesanato, a criatividade, também é inovação. Sim, minha primeira vez aqui. Estou muito feliz. A convite das meninas do Instituto Negras em Ação, não tenho palavras, porque elas estão fazendo mobilizações maravilhosas para as mulheres pretas aqui da cidade. E ter a oportunidade de transitar nesse espaço. de levar a nossa tecnologia ancestral, porque se fala muito sobre essa inovação, mas o futuro é ancestral, o futuro só acontece porque alguém preparou, alguém cuidou de algo antes, então eu vi várias coisas, vários acontecimentos, e eu venho mais com esse toque, com essa pegada, contando através do meu trabalho, das conexões que temos aqui através do Instituto, fazendo várias trocas para viver mais essa experiência. Valendo a pena. Super, super. Mais uma aí para a conta. Nós estamos aqui a convite do Instituto Negras em Ação, porque nós trabalhamos com construção financiada. Na sua maioria as mulheres negras são mães solos e são mulheres que colocam para frente, precisam de uma casa, precisam de um projeto e a gente está aqui na tentativa de fazer com que na construção do seu lar ela consiga para Minha Casa Minha Vida um bom planejamento, um bom desempenho. E como é para você participar de todo esse ecossistema, partindo desse impacto que o Instituto Negras em Ação traz quando propõe a vocês, empreendedoras, vivenciarem essa semana? Essa é a minha segunda vez, eu vim aqui o ano passado e eu não vi o espaço negro. Eu acho que a gente precisa estar nesses espaços, ocupar esses espaços, para as pessoas entenderem que a gente tem voz e está acontecendo muita coisa na nossa comunidade. E é um espaço que ajuda a dar visibilidade às nossas ações. E a gente tem muito a falar, muito a acrescentar. Inovação e tecnologia, unidas no compartilhamento de trajetórias de impacto social, Fortalecendo redes de apoio e incentivando novas lideranças na inovação social nos territórios E tudo o que é produzido também na periferia de Campinas está aqui participando desse movimento, desse ecossistema de inovação Nós vamos conversar com o Celso Ninja, que é um dos fundadores do Naviela, lá do distrito do Campo Grande Que trouxe essa proposta do trabalho dos artistas tudo o que é produzido lá, para o conhecimento de todos que participam do evento. Celso, me fala dessa grande missão. Olha, estou muito feliz, primeiramente, de estar em um evento com essa expressão, que tem o Campinas Innovation Week, e ter esse espaço aqui, para a gente dar vazão para a arte que já existe na periferia. Muita gente acha que a gente precisa levar a arte para dentro da periferia. Não, a gente precisa dar vazão na arte que existe dentro da periferia e mostrar para os outros lugares da cidade que tem muita arte, arte de extrema qualidade, uma extrema técnica dentro da periferia, unindo tecnologia, inovação e também aquela coisa ancestral, de pintar em paredes, de pintar em muros, de pintar em telas e ressignificar isso, o que é inovação. Talvez inovação também seja a gente dar um pouco de luz para aquilo que já existe nos territórios periféricos da nossa cidade. Quando a gente fala de empreendedorismo de impacto social que vai além da produção artística, como que é para você ser um dos fomentadores e transformar também cada um desses artistas, desses jovens, em um agente de transformação social, que claro, a gente também precisa falar de renda quando a gente fala em arte. Bom, eu acho que é muito legal fazer arte, mas aí quando a gente entra na economia criativa, entender que a gente pode gerar recurso, pode gerar receita, pode melhorar a nossa vida, melhorar a vida das pessoas em nossa comunidade, através da nossa criatividade, É uma coisa que me anima muito. Eu sempre gosto de falar que a criatividade, o polo, o grande polo criativo do nosso país é a periferia. Porque é mais fácil você ser criativo quando você precisa resolver os problemas do cotidiano. Quando você tem tudo ali na sua mão, acaba sendo mais difícil você ser criativo. Na periferia, como a gente tem muita falta ainda de coisas básicas, a gente precisa usar essa criatividade para se reinventar, para gerar renda, para levar renda, receita, comida para dentro da nossa casa. E nesse contexto, qual é a importância de estar em um evento tão grandioso, que se fala em startups, tecnologia, nós temos a inovação de grandes universidades, de grandes empresas, como que é esse universo, apresentar esse universo para toda essa gente que faz muita tecnologia do outro lado da cidade. Olha, eu acho que é muito importante, eu fico muito feliz de poder ocupar esse espaço aqui, né, tipo, poder movimentar essa galera da periferia, trazer pra um espaço tão importante assim, e mostrar que a gente tem tecnologia também dentro da periferia, né pode não ser a tecnologia que o pessoal da startup tá adaptado tá acostumado, né, mas a gente tem frentes tecnológicas muito ricas e que só acontecem dentro das periferias O que vocês trazem aqui no evento? Bom, primeiramente o coletivo na Viela é de muitos artistas então aqui a gente tem três artistas Aqui temos o design gráfico, que seria o Ike, temos a Lumo também com quadros e tem eu com as eco-bags também, além de trabalhar no coletivo como gerente, também fazemos arte. O Ike ali também fez o site e a Lumo, ela faz ali também os desenhos, principalmente que a gente faz em cartazes, dentro dos projetos e tudo mais. Agora, quando a gente fala dessa experiência de trazer tudo o que vocês produzem lá no distrito do Campo Grande para um evento de inovação, empreendedorismo, tecnologia, como que é isso para você? É uma ansiedade, né? É a minha primeira vez, particularmente. Eu fico um pouco ansiosa, porque muitas entrevistas, ainda estou aprendendo, né? Entrevistas, mas eu acho que é muito legal também as pessoas poderem ver a nossa arte, poder saber da onde veio a criatividade, como que foi produzido e da onde veio ali a vivência por trás de cada coisa que a gente faz. A inovação socioambiental, aqui em meio à tecnologia, a agroecologia com a apresentação das PANCs, as plantas alimentícias não convencionais e claro, a preocupação com o meio ambiente. Conta para mim dessa experiência de trazer o que vocês vivenciam lá na Horta do Itajaí para um evento como esse que trata de inovação, tecnologia e muitas conexões. Nossa, é muito bom estar aqui para poder trazer também dessa tecnologia ancestral, porque cultivar também é tecnologia, a gente traz esse conhecimento de muito tempo. E é importante para todos, a alimentação saudável é no momento uma das coisas muito importantes que está acontecendo. A gente precisa entender que o alimento bom é o alimento simples, é o alimento cultivado com a natureza. Quando vocês trazem, inclusive, essa proposta, lembrando que lá tem uma nascente, que plantar e promover a sustentabilidade é algo importantíssimo para a gente continuar nesse sistema, nesse ecossistema, me fala essa mensagem e como tem sido a receptividade das pessoas? Bom, a gente trabalha numa horta que faz fundo com uma nascente. A gente também cuida dessa nascente, pois usamos a água dela. E as pessoas estão começando a entender essa ligação, né? A ligação da alimentação saudável com a parte de área verde que tem no bairro, que embora seja pouca, ela é muito importante. Traz conforto térmico, traz biodiversidade. E as pessoas estão entendendo isso. A gente está fazendo esse trabalho de conscientização e está funcionando. Expositores da Economia Solidária com as empreendedoras da Secretaria Municipal de Trabalho e Renda de Campinas Foi muito bom essa oportunidade que nós tivemos, é o primeiro ano que eu estou participando E está sendo muito proveitoso, aproveitando as palestras, está sendo muito bom, valeu a pena E o que fica de legado para a cidade de toda essa participação de empresas, startups, universidades centros de pesquisa e empreendedorismo de impacto social têm ligação direta com as políticas públicas implementadas na cidade, fomentando cada vez mais o ecossistema de tecnologia e inovação, capitaneado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Campinas. Adriana, fala um pouquinho para mim do compromisso de política pública Quando se pensa nesse ecossistema, quando a gente pensa numa cidade E como é importante ter o fomento da política pública nesse sentido Eu acho que é o que fez toda a diferença A gente quando chegou em 2021, a gente tinha um conselho de ciência e tecnologia Mas não tinha um departamento que cuidasse disso Então foi criado um departamento de tecnologia e inovação, com isso nós começamos a criar políticas públicas, um acaboço fiscal para regular tudo isso, para contribuir com isso, então são essas coisas que fazem diferença e que atraem as empresas para virem, atraem possibilidades, por exemplo, hoje a gente tem como através da lei de inovação, Então, a gente tem o sandbox regulatório, que permite que startups prestem serviços e façam testes dentro de qualquer secretaria, no poder público municipal. Então, criar um acaboço fiscal, ele faz com que você ajude tudo isso, de fato, a acontecer. E eu acho que essa somatória de todas essas ações é que faz a gente chegar onde a gente está. Tem muito ainda para ser feito, eu não tenho dúvida de que falta muito para a gente chegar onde deseja, ou no ideal. O ideal a gente nunca vai chegar, mas onde a gente deseja chegar, com destaque global, para tudo que a gente tem feito aqui. E eu acho que uma das coisas que é bastante relevante nessa área, que é uma ação que a gente tem feito, foi a criação do Hub Nacional de Tecnologias Quânticas. E isso une também todo o ecossistema, une dez atores desse ecossistema, mas através da prefeitura, liderado pelo prefeito Dario, para a gente criar esse hub, chamando a atenção para as políticas públicas nacionais, que são políticas estratégicas, que trazem a soberania nacional, porque a tecnologia, de fato, ela garante a soberania nacional, e isso é o que faz a diferença. Então, a gente está empenhado nisso também. Se inscreva no canal. Se inscreva no canal. Amém.
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