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Ser Empreendedor | Confeitaria: Quando Uma Ideia Vira Negócio
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Ser Empreendedor | Confeitaria: Quando Uma Ideia Vira Negócio

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Resumo editorial

A trajetória empreendedora de Laine, que transformou sua produção caseira de bolos e doces em negócio formalizado. Há dez anos começou com encomendas de família e amigos, decidindo dedicar-se integralmente à confeitaria em 2019. O programa aborda sua expansão para Campinas após experiência bem-sucedida em Salvador, ilustrando a importância do planejamento e adaptação no empreendedorismo.

Citados nesta edição

Descrição do vídeo

Em Campinas, 3.773 dos 135 mil microempreendedores individuais atuam com doces, bolos e salgados, setor com projeção de crescimento de 3,99% até 2027. O programa de empreendedorismo da TV Câmara acompanha Laine, que fazia doces só para a família até a avó convencê-la a cobrar pelo trabalho: a primeira encomenda, fechada sem sinal, foi de 400 doces para um sábado, fechada numa quinta-feira. Dois anos depois ela deixou o CLT para empreender em tempo integral, somando-se à história da Engenharia do Doce, criada em Salvador na pandemia e retomada em Campinas.

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Olá, o ser empreendedor de hoje, tá, que é uma doçura sol. Hoje a gente vai falar de confeitaria, assunto que, ó, muita gente gosta. E a gente veio conhecer hoje a trajetória empreendedora da LAN. Mas antes eu vou falar um pouquinho desse mercado. Olha só, de acordo com uma pesquisa feita, um relatório de inteligência de mercado, o setor de doces tem uma projeção de crescimento de 3.99% até 2027. Em Campinas, do total de mais de 135.000 microempreendedores individuais, 3773 atuam com doces, bolos e salgados. Lanine, nós estamos aqui na sua casa que é sua fábrica, é seu escritório, é seu tudo. Conta para mim que eu recebi já da produção que a sua história começou há 10 anos ainda você CLT e depois em 2019 você encorajou, saiu do CLT e partiu para 100% dedicação ao seu empreendimento. Isso, tudo começou há 10 anos atrás, né? através de festa de família, tudo. E daí por diante foi aonde eu vi uma forma de ter uma renda fora do CLT. E então aí o que aconteceu com isso? Eu ainda trabalhava eh quando começou as encomendas, eu ainda trabalhava, né, firme, sorte ali, tentando fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Só que aí com o passar do tempo eu vi que ficou muito corrido e então eu não consegui tá conciliando as duas coisas porque começou a aparecer muita encomenda para mim e eu sou sozinha. Então aí foi aonde eu tomei a iniciativa e saí do CLT. Eu falei: "Não, acho que é isso que agora eu quero pra minha vida". Mas eu vi que teve um insight, porque até então me contaram que você fazia assim com as pessoas, olha, compra os ingredientes que eu faço para você. Isso. E aí um dia você falou: "Não, eu preciso vender docinho". Você fez um anúncio aí numa quinta-feira e já recebeu uma primeira encomenda de 400 doces. Isso foi isso mesmo. Foi através de festa de família que eu só trabalhava, eu só fazia pra minha prima, né? E aí, um belo dia ela resolveu fazer o aniversário da menina dela. E aí ela convidou, além da família os amigos, porque era época de Copa do Mundo, tudo. Então foi todo mundo. E lá as amigas delas se interessaram para saber quem tinha feito os doces. Ela passou o meu contato e aí surgiu duas encomendas do aniversário. Eu falei pras meninas, eu falei: "Olha, eu eu não sei quanto que eu cobro, eu não tenho ideia porque eu só faço para Nila, né?" E aí foi aonde as eu falei para elas, eu falei: "Ó, faz assim, vocês compram os ingredientes e eu faço." Fiz. Aí a minha avó falou para mim, Joseline, tá na hora de você começar a cobrar, já que você sabe, você faz. Eu falei: "Será?" Aí de tanto a minha avó aquela Isso, deu um medinho, né? Porque é uma coisa que a gente não sabe como, eu não sabia como que ia ser. Mas aí a minha avó foi persistente e na época eu falei: "Bem, eu não tenho foto, eu não tenho nada". Entrei no Google, peguei umas fotos aleatórias, postei no nos grupos das redes sociais aí e quando foi numa quinta-feira, uma moça me chamou, perguntou se eu fazia. Eu falei que eu fazia. Ela falou: "Ah, eu preciso de 400 doces pro sábado". Eu falei: "Pro sábado". Ela falou: "É". Aí eu falei, né? Na hora eu falei pra minha avó, falei: "Que que eu vou fazer? Eu já fiquei nervosa. Minha mãe falou: "Fala que faz, fala que faz". Fechei a encomenda, assim, fechei a encomenda sem pedir sinal de pagamento, nada. Foi, foi tudo no escuro mesmo. A escuro, hoje não é mais assim, né? Não, hoje já mudou totalmente. A única coisa que eu passei para ela foi o valor que tinha ficado e meu telefone e meu endereço. Só na sexta-feira cheguei no trabalho, comentei com as meninas, né? Eu já tava nervosa, as meninas falaram para mim: "Não, faz assim, eu empresto o cartão, você corre lá no mercado, compra tudo que você precisa e vai embora pra sua casa". Eu falei: "Como que eu vou embora?" Ela falou: "Não, vai embora. A gente segura as pontas aqui." Tanto que aí eu fui embora na sexta, no sábado eu não fui trabalhar, fui pra minha casa para poder começar a fazer essas e a encomenda, fazer as massas, tudo e fiz. Tanto é que aí no sábado à tarde a cliente veio, retirou e passou o decorrer do sábado. Eu fiquei muito apreensiva, muito nervosa. Eu falei: "Gente, a mulher não me retorna, né, para falar que ninguém gostou, tava ruim". A minha mãe falou: "Calma, né? Ela vai falar com você". Eu falei: "Ela não vai". Passou o domingo, nada. Quando foi domingo, por volta de umas 6 horas, eu chamei ela e perguntei. Eu falei: "Ah, e aí, como que foi?" E tal. Ela falou: "Menina, todo mundo adorou seus doces, não sobrou um?" Aí eu falei: "Você tá falando sério?" Ela falou: "Tô". Eu falei: "Você tem certeza?" Ela: "Por qu". Eu falei: "Porque você é a minha primeira cliente que eu cobro assim, né?" Ela falou: "Eu não acredito". Ela falou: "Então continua fazendo que eu já indiquei você para umas duas, três pessoas e continua fazendo que vai dar certo." E daí por diante foi aonde eu peguei firme mesmo nas encomendas. No início eu só fazia brigadeiro, os tradicionais de festa, que é o brigadeiro, beijinho, bicho de pé no início. E com o decorrer do tempo, eu fui me aprofundando nesse mundo dos brigadeiros. Aí eu vi que tem vários sabores, tanto é que hoje em dia o meu cardápio ele conta com 20 sabores diferentes de brigadeiros, né? Mas aí você foi fazer algum curso ou você foi pesquisar mesmo usando a internet? Qual foi a sua estratégia para conseguir ampliar esse leque de produtos? Não, eu não tenho nenhum curso, não sou formada, nunca fiz curso. Tudo mesmo foi uma questão de entrar no, né, nas redes sociais, fazer pesquisa, ver como que funciona, foi testar. foi a minha curiosidade mesmo que que me me levou aonde eu tô hoje. Tudo foi curiosidade, foi indicação, foi perguntando para quem já tava na área, né, pedindo dica, tudo. E assim eu fui deslanchando, tanto que eu fiquei uns dois anos fazendo somente os doces. Depois disso, o pessoal já começou a procurar bolo. Eu não fazia nem bolo de café, gente. E aí eu tinha uma vizinha minha que ela trabalhava com bifet. Eu conversei com ela, eu falei: "Bem, vamos fazer uma sociedade, eu faço os doces, você o bolo". Foi assim durante um tempo, ó, a gente contando um segredinho. Foi assim durante um tempo, aí o pessoal já começou a pedir salgado. Eu sou filha de salgadeira, minha mãe é salgadeira, porém eu tenho, eu peguei um trauma assim do salgado, porque eu cresci ali naquele ambiente fazendo salgado, cresci no ambiente, né, da fritura. Então eu falei: Gente, aí eu falei, eu não consigo fazer. Aí eu passei a receita para uma outra amiga minha. Aí a gente ficava um trio, né? Era o bolo salgado e seus docinhos e os doces, mas tudo no era tudo no meu nome. É tudo eu que assumia. E aí até que passou dois anos, eu fui dar uma festa de aniversário pra minha melhor amiga e eu resolvi dar tudo, mas o bolo eu não fazia. Aí a mãe de uma amiga minha falou: "Não, você não vai encomendar bolo, vai ficar caro, faz você". Eu falei: "Eu não sei fazer". Ela falou: "Olha, eu vi uma receita num programa de TV, eu vou te passar a receita, a gente testa, se der certo, você faz." Eu falei: "Cabou". Tanto que nós testamos, deu certo a receita, só que é diferente você fazer um bolinho assim para você fazer um um bolão, né? Para 70 pessoas, é outra história. Mas aí eu fui lá, eu fiz o bolo, deu certo, todo mundo aprovou e daí por diante eu falei: "Não, agora então eu vou começar a tocar o meu negócio por mim mesma e começar a fazer as coisas." Tanto que hoje o meu leque de de produto é um leque muito muito amplo, né? Muito grande. Então são os docinhos. Faz bolo? Isso. Eu faço bolo, os doces, faço salgado. Ah, os o trauma do salgado, então foi embora. Passou, passou, passou. Pelo contrário, você se apropriou daquilo que a sua família, que a sua mãe te ensinou. Isso mesmo. E aí hoje então eu faço doces tradicionais. Eu faço bolo, bolo salgado, kit festa, faço doces personalizados, faço alguns presentes aí em datas comemorativas, né, que eu tenho aí a festa na caixa, que graças a Deus ela saiu o ano inteiro. Ah, então vamos lá. Quando você começa então a fazer bolo para fora, o o salgado e o docinho, depois você começa a atuar em outras vertentes com os mesmos produtos. Festa na é festa na caixa que chama festa na caixa. Que que é um? É um kit, é um kitzinho, mas só que tudo em poucas quantidades. É um bolo menor, pouca quantidade de salgado, uma quantidade menor de doces, aí ela vai um refrigerante, né? Aí eu tenho diversos modelos de de festa na caixa, tem cliente que pede outros produtos, né, para est acrescentando algumas coisas. Faz feira também? Faço, também faço feira. Já tá com 4 anos que eu tô fazendo feira agora. Ah, você, a gente, eu pulei uma parte, gente, nesse meio tempo, você também teve que sair do seu trabalho para dar conta de tudo isso. Você pediu a conta, então foi, eu pedi a conta do trabalho, né? Porque realmente eu não tava mais conseguindo conciliar os dois, tava ficando muito corrido. E aí eu pedi as contas, cinco, eu tinha 5 anos e meio de empresa e eu pedi as contas. Eu falei: "Não, pode me dar minhas contas". Eu não falou: "Vai pedir as contas?" Eu falei: "Vou". Nesse meio tempo eu pedi as contas do trabalho. Até então nós morávamos com a minha avó. Saí da casa da minha avó. Foi tudo tudo de supetão. Foi tudo de uma vez só. Eu falei: "Eu já vou sair do trabalho, já vou sair da casa da vovó, vou ter o meu espaço". Até porque na casa da minha avó também não dava para mim fazer as coisas, porque a casa da minha avó, eu falo para todo mundo, é igual o mercado, todo dia tinha uma pessoa lá. E aí era difícil eu ficar na cozinha mexendo, tendo outra pessoa na cozinha e aquilo começou, né, que eu falei, chegou uma hora que não dá mais. Sim. Então foi aonde, né? Então foi tudo de uma vez só mesmo. E hoje então você faz feira, faz esses kits da festa na caixa, faz festas. O que mais? Eh, além disso, eh, além das feiras, agora, essa semana eu também comecei trabalhar no delivery, né? Já era uma coisa assim que eu eu tava e na pandemia você não trabalhou no delivery na pandemia? Não, na da pandemia eu não trabalhei no delivery. Na verdade é a segunda vez que eu entro pro delivery, que quando o delivery chegou aqui em Campinas eu entrei. Porém, na época eles eh o serviço de entrega, né, que eles ofereciam era só pra região região central. No bairro não tinha, então eu tinha que produzir e eu tinha que entregar. Começou a ficar muito corrido também, porque na época eu não tinha ninguém para fazer entrega para mim para poder me ajudar. Aí eu saí do delivery, eu fiquei 4 meses que saí do delivery, não fiz. Mas hoje eles já vem aqui e entregam. Hoje sim, hoje eu já ele já tem esse serviço, né, de prestação de serviço de entrega. Então aí agora essa semana eu já voltei pro delivery novamente, que é e já já tem pedido, já já começou a dar resultado. Já já começou dando resultado, graças a Deus. E aí, Lane, como que é pensar nessa produção? Olha, vocês vão ver aí nos detalhes. Nós estamos inclusive com a sensação do momento que ela fez questão de mostrar para nós, que é o tal do morango cravejado, que eu já tinha visto esse aqui, mas não tinha visto os outros. Como é você também adaptar a sua cozinha, a sua expertise para essas modas? A gente teve o morango do amor, né, no ano passado e agora o morango cravejado. E esses aqui são cravejados de quê, na verdade? O morango cravejado ele nada mais é, a gente fala que o cravejado dele é a calda da maçã do amor, né, que a gente faz aquela o morango do amor, ele cravejou. Cravejou. E nada mais é do que isso. A gente pega aquela calda, né, que a gente faz pro morango do amor, a gente quebra ela todinha, o máximo que a gente puder, para evitar, né, de de machucar a boca na hora da mordida, tudo. E aí a gente mistura no chocolate branco e banha a coxinha do morango, que é o que a gente fala, né? Sim. E tá vendendo, graças a Deus, tá? A média de de preço de um morango cravejado, olha, eh, a média de preço dele vai de 16 até R$ 22. É a média por aí. Sim, sim. E, por exemplo, um kit de docinhos comuns, aqueles de aniversário que a gente tá acostumado. Por exemplo, esse de brigadeiro que tem 25 brigadeiros. É um é um kitzinho que você faz também. Isso. Esses esses produtos aqui são os produtos que eu faço mais para est vendendo nas feiras, né? Porque nas feiras a gente tem que fazer uns produtos que ten a venda rápida, porque também dependendo do lugar que a gente vai, a pessoa vai comer logo ali, é consumo rápido. Os bolinhos individuais t esse propósito também? Também é a mesma coisa. Sim. E aí quando você pensa em criar os produtos e levar para um público específico, de que forma isso te dá um retorno? Por exemplo, quem vai na feira? Qual feira você participa aqui em Campinas? Olha, aqui em Campinas eu faço parte do programa das mulheres empreendedoras de Campinas, né? Pelas mulheres empreendedoras a gente faz feiras eh em Campinas inteira, né? Em todos os bairros ela tá ela abrange bastante, que são as feiras descentralizadas. Aí você não fica só nas que existem perto da sua casa, você vai para outros lugares também. Aí também tem as feiras corporativas que também é muito interessante, né? É um é um outro leque de público e de oportunidade que abre pra gente. E fora isso eu faço outras feiras, né, que são dentro de condomínios, condomínios residenciais. Hoje, do ponto de vista do negócio, o que é mais vantajoso para você? Feiras, fazer festas que com grandes encomendas, fazer as caixas, qual é a sua avaliação? Olha, hoje em dia, eh, avaliando tudo, eu penso que fica eh fica tudo no mesmo no mesmo patamar. Um complementa outro. Isso. Um acaba complementando o outro, porque as feiras eu faço quando eu tenho a certeza que eu não tenho encomenda para aquele determinado final de semana. Aí é onde eu vou e faço a feira, até porque para mim não ficar parada, não ficar sem fazer nada. Sim. Agora, Joceline, lá atrás, para você iniciar aquela sua primeira encomenda, você teve alguém que te emprestou um cartão de crédito que você teve que pagar. Era quanto você gastou naquele tempo? Eu gastei por volta, acho que de uns R 300, R$ 400 por aí, sem noção nenhuma de nada. Tá. Hoje, qual é a média do seu faturamento? Hoje em dia, graças a Deus, a minha média de faturamento é por volta de R 8 R$ 9000 por mês e com muita consciência de precificação. Sim, hoje em dia, sim. Mas foi através assim, através de muita luta, muito perrengue, porque no início, quando eu comecei era aquilo, a pessoa fazia encomenda, eu falava OK, não pedia sinal de pagamento, nada. Hoje, hoje não, hoje, hoje em dia eu já peço sinal de pagamento. Sem sinal de pagamento não tem encomenda, né? Eu não faço, eu não trabalho, porque já aconteceu, já aconteceu diversas coisinhas aí, diversos problemas em relação a isso. E o microempreendedor, por exemplo, quando você faz uma encomenda e que, porventura aquela pessoa não fica com a encomenda, é um prejuízo muito grande. Sim, é um prejuízo. É um prejuízo eh não só do tempo que a gente leva, né, mas é um prejuízo também de material. É uma frustração que a gente fica, a gente fica frustado com aquilo, com essa situação, porque é muito chato isso. Sim. Nesses 10 anos, qual foi o seu maior desafio e a sua maior alegria quando você venceu algum desses desafios? Olha, nesses 10 anos na confeitaria, o meu maior desafio foi ter saído da casa da minha avó do nada, ter realmente pedido as contas do meu trabalho sem saber se ia dar certo. Tanto que, né, as minhas amigas, todo mundo que me conhece falou que eu era louca. Falou: "Você tá louca fazer tudo isso?" Porque na época eu tinha acabado de comprar um carro financiado, o meu filho estudava em colégio particular, então assim, as minhas contas eram altas e eu ia sair da casa da minha avó para poder pagar aluguel, então eu ia ter mais uma conta. E todo mundo ficou apreensivo, falou: "E se não der certo?" Eu falei: "Não tem essa, se não der certo, eu vou fazer dar certo e vai acontecer". E graças a Deus eu tive várias pessoas ao meu redor também que me apoiaram muito naquela época. Muitos, muitos me chamaram de doida e não me apoiaram. Sim, mas a maioria das pessoas me apoiaram muito e hoje em dia ainda são pessoas que continuam aí me apoiando, porque entre uma coisa e outra sempre surge de uma loucura aí pra gente fazer. E hoje você é muito feliz nesse ramo de doces e confeitaria. Sou. Hoje em dia, eu digo para todo mundo que eu demorei 39 anos, né, para me encontrar numa coisa que me desse prazer em fazer, não somente eh em ganhar, né, em em ganhar dinheiro, saber que todo mês eu tenho aquele dinheiro, porque eu falo para todo mundo assim, eu nunca parei em serviço CLT, eu sempre tive um probleminha. Eu ia lá, eu trabalhava, dava dois, três meses, eu saía. Eu ia lá, eu trabalhava, dava dois, três meses, eu saía. Tanto que foi nesse meu último CLT que eu tive, que eu que eu tirei férias, porque até então eu nunca tinha tirado umas férias na vida, né? E eu sempre, né, pela minha mãe, minha mãe também sempre foi empreendedora, minha mãe também, ela demorou muito para se encontrar, né, porque é aquilo, ela fazia artesanato, do artesanato ela já pulava paraa alimentação, da alimentação voltava pro artesanato, tava sempre aquele ping-pong, né? E eu vendo tudo isso e eu passei todas essas etapas com ela até ela ver que realmente o que ela gostava de fazer era cozinhar. Então eu também demorei. Eu fui pro artesanato, tudo que aparecia no artesanato, né, era chinela havaiana, eu fazia, era colar, eu fazia tudo, eu fazia. Mas aí até eu me encontrar no ramo da alimentação, da confeitaria, e hoje em dia eu falo, eh, para mim é prazeroso, né? Às vezes eu faço um bolo ali, eu olho pro bolo, eu falo: "Gente, eu não acredito que fui eu que fiz. Eu oro pro cliente, eu falo: "Olha, fui eu que fiz". É vê a alegria do cliente em receber aquilo lá e depois o feedback, que para mim é muito importante ter o retorno do cliente, né? Ele falar: "Olha, todo mundo gostou, todo mundo elogiou, né? Isso é muito importante pra gente, não só eh ter esse retorno, né, que deixa a gente com o coração quentinho, mas também é o que eu falo, de vez em quando a gente também tem naquele retorno que é o retorno que a gente não gosta, né? Então, mas tudo isso serve pra gente tá crescendo. Eu vejo que tudo serve pra gente tá crescendo em um determinado momento para est ajudando a gente tá sempre evoluindo e que você tenha sucesso cada vez mais. Ai, obrigada. E o ser empreendedor fica por aqui. A gente vai continuar falando sobre gostosura, sobre doces, mas antes do intervalo você vai conferir algumas dicas de livros sobre empreendedorismo e daqui a pouco a gente volta. A gente começa com Doces Gourmê Lucrativos, o guia completo para começar a vender mais. de Maria Carolina está disponível em ebook Kindle. Neste guia prático e inspirador, você aprende passo a passo como criar doces gourmet que encantam os olhos, conquistam paladar e fazem os clientes voltarem para comprar mais. Com receitas exclusivas, dicas de apresentação e estratégias para precificar e vender, o livro traz como é possível lucrar muito, mesmo começando com poucos recursos. Comece pelo porquê como grandes líderes inspiram pessoas e equipes a agir. A edição comemorativa revista e atualizada em 2026 traz porque algumas pessoas e organizações são mais inovadoras, admiradas e bem-sucedidas do que outras, porque algumas despertam maior lealdade. Ao analisar como os líderes mais influentes pensam, agem e se comunicam, Sinec constrói uma visão clara do que realmente é preciso para liderar e inspirar. Revolução da confeitaria, a Bíblia dos Doces Saudáveis, tem como autores Joana Lepap e Milan Freson, que trazem uma arte culinária de excelência, que visa o belo e o bom, raramente se exige dela, que também proporcione benefícios à saúde. Mas as autoras trazem uma nova visão que aborda a confeitaria sob nutrição, do bem-estar e da saúde. E a gente continua falando sobre doçuras. E de acordo com o Sebrai, das 3.773 Meis abertas na cidade relacionadas à confeitaria, bolos, doces e salgados, 1660 representam uma produção artesanal. E a gente veio agora mostrar o negócio da Estela, ela que está aqui na cidade, mas o seu negócio começou em 2020. em plena pandemia e lá em Salvador. Ela que já tem uma trajetória empreendedora, um pouco antes até dos brownies, vai contar pra gente essa história. Me fala um pouquinho então, Estela. Do nada, pandemia lá em Salvador, presa dentro de casa, resolve fazer doce? Foi, foi mais ou menos isso mesmo. A gente começou realmente a fazer os doces porque o meu marido sempre gostou muito de fazer bolos, sempre gostou muito de cozinha e aí ele começou a inventar com cooks, começou a fazer algumas coisas. Aí eu falei: "Ah, que você não faz brownie, você faz tão bem brownie, né?" Aí ele pegou e falou assim para mim: "Vamos tentar". Aí ele começou a pesquisar alguns cursos, algumas coisas assim. E aí foi, pegamos primeira receita, tentamos, fornecemos pro condomínio, que a gente morava num condomínio muito grande lá, fez o anúncio no grupo do condomínio, isso foi primordial, tinha vários grupos de vendas e aí a gente começou e começou a divulgar, começou a divulgar e começou a sair. E aí cada vez mais a gente foi se qualificando mesmo, né? Mas espera aí, tem um detalhe. Então, quem começou a fazer cooks foi o seu marido, foi? Foi o Fernando. Mas e aí, como você nessa caminhada assumiu esse negócio e falou: "Olha, esse vai ser o negócio da família". É porque realmente ele e começou a dar um giro tão grande, né, que eu falei, vamos, né, vamos chegar junto nisso e foi bem interessante porque é uma coisa que foi totalmente despretenciosa mesmo, né? Era uma renda extra mesmo para fazer e acabou mantendo uma renda fixa mesmo. E aí você começou também a colocar a mão na massa? Comecei isso que eu não não conziava. Quem fazia do é doce? Eu era uma negação, gente, uma negação, uma negação. Mas aí foi me me enfiando, me incentivando. Ele também me incentivando muito. E foi. Mas hoje vocês dois cozinham, ele tem um outro trabalho, você se dedica exclusivamente a esse negócio? Como essa história? Hoje eu fico exclusivamente nisso. Sim. Ele, tipo, nas horas que ele tem, né, do de fora do trabalho em si, ele vem, me ajuda também. a gente passa final de semana, à noite a gente cozinha também e tá indo. Inclusive essa primeira venda, o condomínio que vocês moravam parece que era bem grande. É, o condomínio lá em Salvador em si, ele tinha em média de cinco torres e era 32 andares e acho que tinha mais ou menos, acho que uns oito apartamentos por andar. Eu acho que tinha umas 3.000 pessoas, então era muito grande. Então assim, tinha uns cinco, seis grupos de vendas e tipo ajudou muito a a a alavancar mesmo. Vocês ficaram lá quanto tempo? 5 anos. 5 anos. Então vieram recente para Campinas? Sim. Tem dois anos que a gente tá 2 anos e meio mais ou menos que a gente tá aqui em Campinas. E o brownie em si, a gente tem 20 dias que a gente começou a vender, a vender realmente aqui na cidade. Ah, logo que vocês voltaram, então vocês não trouxeram de car o negócio. Porque assim, a gente meio que se deparou com um cenário que tudo teve uma evolução de preço, então a gente ficou meio assim, meio seguro mesmo de est fazendo, sabe? Mas você não chegou a fechar a empresa nesse período, então não, continua aberto. Continua aberta, eu continuei, né? e assim com muita vontade de voltar, só que eu com aquela insegurança. Aí eu fiz uma pesquisa de mercado, vi como é que tava os lugares, as lojas, tudo certinho, os preços, né? Como a gente veio aqui pro parque industrial, eu vi que tinha bastante eh condomínios, igual era lá em Salvador. Falei: "Ah, primeira oportunidade". Falei: "Vou começar". Aí eu comecei divulgando para um, para outro. Como a gente eh passeia muito naqu nesse parque que tem aqui no parque industrial, então eu conheci bastante gente que passeia com os cachorros. E aí foi foi no dia que eu ia começar a vender, eu falei: "Não, deixa eu primeiro eh anunciar, né?" Não, falei: "Deixa eu primeiro eh divulgar para essas pessoas". Aí eu vendi antes de anunciar. Sim. Aí foi acho que no dia 19, eu acho, se eu não me engano. Aí eu falei: "Não, agora a gente vai começar a vender". Mas o modelo de negócio é a essência que tinha lá. Mesmo, é o mesmo. Só que aqui a gente só tá com as fatias. Lá você tinha o quê? A gente vendia torta salgada, torta também, tipo Naked de brownie, eh, panetone. Gente, era tanta coisa. Mas por que essa estratégia? Porque vocês estão retomando o negócio aqui na cidade ou porque aqui em Campinas vocês acreditam que é esse modelo das fatias de brownie que vai alavancar? Na realidade, eu vi uma oportunidade por a gente, né, morar aqui no no prédio e ser uma cozinha muito pequena. Falei: "Então a oportunidade, vamos começar com a fatia". Mas assim, eu vejo que tem potencial para as outras coisas também, mas como o apartamento é pequeno, a cozinha é pequena, então tipo, bora começar com as fatias e tá tá tendo uma aceitação muito boa. Olha, olha, eu vou, inclusive, você vai ver aí as redes sociais do negócio da Estela. Tem uma coisa, né, Estela, porque quem olhar a rede social de vocês vai falar: "E os outros doces que aparecem aí? E aí, que que você vai dizer para aquele cliente que viu um doce lá que você colocou? Vai ser, vai ser um desafio, um desafio grande, viu? Será que vai voltar a fazer o que fazia antes? Olha, eu acredito que no começo a gente vai tá tentando realmente as fatias, mas uma coisa ou outra dá pra gente fazer ainda. E aqui, como funciona a esse essa fatia então de brownie, ela custa em média quanto? Essa é R$ 20, que é a nossa tradonal. Isso. R, tá? E vocês entregam, a pessoa tem que buscar como vocês estão modelando esse negócio aqui, ó. A gente entrega aqui no condomínio, né, aqui no Naturas outras regiões a gente tem o iFood que a gente contrata já estão usando o delivery, então não, a gente contrata só o motoboy. Ah, o motoboy. Isso, só o motoboy. Aí eu pego, pego o endereço, tudo certinho e consulto quanto fica a entrega. E aí a gente entrega. Olha esse recomeço. Me fala um pouquinho. Até porque a gente conversou aqui nos bastidores, gente, tem história até de Natal que eles fizeram tudo para todo mundo, mas eles mesmos esqueceram de guardar um salgadinho para eles. Conta sobre isso. Ai, gente, foi realmente e foi uma loucura. Tanto na véspera quanto alguns dias antes. A gente, nossa, tinha muita encomenda. A gente fazia empada, fazia bolo, aquelas sobremesas na travessa, era uma loucura. Era uma loucura. A gente trabalhou acho que mais de 15 horas direto. Aí na hora que a gente parou 24 de dezembro, na hora que a gente parou, aí a gente olhou um pra cara do outro pro meu marido assim, eu falei: "Fernando, do céu, não tem nada pra gente comer, tem nada". Falei: "Meu Deus, e agora?" Ele correndo lá no no WhatsApp, lá no no WhatsApp, tanto no iFood, a gente achou uma pizzaria aberta. É aquilo mesmo, gente. Foi pizza. Natal, foi a ceia de Natal. Foi pizza. A gente fez tanta torta, tanto bolo, tanta coisa e nem pensar em guardar uma para vocês. Foi muito engraçado que esse dia, gente. Uma canceira, mas foi muito gratificante. Muito gratificante mesmo. Sim. Você falou que, claro, vocês estão é ainda conhecendo o mercado de Campinas, partindo aqui da região de vocês, que é a região do Parque Industrial, mas lá no fundinho tem aquele sonho de retomar toda essa produção de empadão e também, claro, conhecer o público aqui, inclusive eles comentaram que lá em Salvador, mais que o Natal, o São João é sucesso. Ah, o São João é muito sucesso, gente. E as empadas que a gente fazia lá era incrível. São João vendeu mais de 30 empadas num dia só. Era uma loucura. Uma loucura, gente. Uma loucura. E aqui agora recomeçando essa vontade de também conquistar amigos e clientes aqui na cidade, me fala um pouco desse anseio. Assim, a gente começando com as fatias, a gente tá tendo uma aceitação muito assim, eu não, eu não esperava, né? A gente tá praticamente há 20 dias aí com encomenda, trabalhando, entregando povo um comentando com o outro, né? Às vezes as pessoas me vê e fala: "Ah, você é moça do doce". Eu falo: "Sou eu mesmo". Então, tipo, a aceitação tá sendo muito boa. No caso do da sua empresa, você mantém ela, a base dela lá em Salvador? É isso? Ou você vai trazer esse e-mail para cá? Vou trazer para cá. Vai trazer para cá também. Vou trazer para cá. Então, é possível também fazer essa transferência de, digamos que de sede da empresa do MEI. Uhum. É possível também, a gente vai trazer para cá também. Tanto que lá a gente começou também a fornecer para algumas empresas a nota, a nota. Tanto que tem até uma parte lá que meu marido, eu lembro quando ele falou assim: "Vamos fornecer pra empresa", porque tipo bastante empresas estavam pedindo pra gente. Sim, né? Eh, teve um ano também que a gente fez os chocotones, mini chocotones. Sim. E teve uma única empresa que pediu mais de 100 eh mini chocotones pra gente para presentear. Então assim, a gente quer trazer para cá para começar também a divulgar. Quem sabe, né? Olha, a gente já tá quase no fim do ano. Dá tempo de pensar em como otimizar essa de essa produção, apesar da cozinha ser menor que de Salvador. Com certeza. É que nem eu comentei, vamos começar com a cozinha menor. Se se Deus vai honrando, vai honrando, a gente vai aumentando espaço, porque a gente começou com uma cozinha pequena lá em Salvador também. A gente morava num apartamento de 60 m e depois a gente se viu morando num apartamento de 100 m. Sim. Por causa continua a produção dentro de casa. Continua a produção dentro de casa. Sim. Quem sabe aqui ou um apartamento maior ou um lugar exclusivo. Também pode ser isso, né? Aí claro, a gente vai monitorar aqui e quem sabe a gente conta o futuro dessa história aqui em Campinas. Com certeza. Bastante sucesso para vocês, viu? E olha só, o ser empreendedor fica por aqui. Lembrando que todo domingo, 5:15 da tarde, você tem novas histórias inspiradoras de empreendedores e empreendedoras que atuam aqui em Campinas e região. Até um próximo programa. เฮ
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