Confeiteira de Campinas transforma doces de família em negócio
Laine fechou a primeira encomenda, 400 doces, sem sinal de pagamento; dois anos depois deixou o emprego CLT para empreender em tempo integral.
A confeiteira Laine transformou uma produção caseira de doces para a família em um negócio de tempo integral em Campinas. A trajetória é tema do programa Ser Empreendedor, exibido pela TV Câmara Campinas em 13 de outubro de 2026, que mostra como a primeira encomenda profissional, fechada sem sinal de pagamento, mudou o rumo de sua carreira.
De acordo com um relatório de inteligência de mercado citado no programa, o setor de doces tem projeção de crescimento de 3,99% até 2027. Em Campinas, do total de mais de 135 mil microempreendedores individuais (MEI), 3.773 atuam com doces, bolos e salgados.
A história de Laine começou há dez anos, quando ela fazia doces apenas para festas da família, sem cobrar pelo trabalho. A virada veio no aniversário da filha de uma prima: convidadas de fora do círculo familiar perguntaram quem havia feito os doces e pediram contato. Até então, Laine recebia apenas o valor dos ingredientes, comprados pelas próprias clientes.
Foi a avó de Laine quem a convenceu a cobrar pelo serviço.
Joseline, tá na hora de você começar a cobrar, já que você sabe, você faz.
Sem fotos do próprio trabalho, Laine usou imagens genéricas encontradas na internet para anunciar os doces em grupos de redes sociais.
O anúncio gerou retorno rápido. Numa quinta-feira, uma cliente pediu 400 doces para entrega no sábado seguinte. Laine fechou o pedido sem solicitar sinal de pagamento, informando apenas o valor combinado, o telefone e o endereço. Colegas de trabalho a ajudaram: emprestaram cartão de crédito para a compra dos ingredientes e cobriram sua ausência no emprego CLT para que ela produzisse a encomenda em casa.
A encomenda foi bem recebida: a cliente relatou que não sobrou nenhum doce e indicou o trabalho de Laine para outras duas ou três pessoas. Em 2019, Laine deixou o emprego CLT para se dedicar integralmente à confeitaria, que hoje funciona na própria casa, usada como fábrica e escritório.
Sem formação na área, Laine ampliou o cardápio por meio de pesquisas na internet e trocas com outros profissionais do setor. Depois de cerca de dois anos produzindo apenas os doces tradicionais de festa, como brigadeiro, beijinho e bicho de pé, ela passou a oferecer 20 sabores diferentes de brigadeiro. A demanda por bolos, item que não fazia até então, levou-a a buscar uma parceria com uma vizinha que trabalhava com bufê. A trajetória de Laine integra a história da Engenharia do Doce, marca criada em Salvador durante a pandemia e retomada em Campinas.
Assista à íntegra
A matéria completa foi ao ar no SER EMPREENDEDOR da TV Câmara Campinas. Assista ao vídeo original: Ser Empreendedor | Confeitaria: Quando Uma Ideia Vira Negócio.
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