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Olá! De acordo com a Junta Comercial do Estado de São Paulo, entre janeiro de 2025 e junho de 2026, foram constituídas 221 empresas enquadradas como comércio varegista de artigos do vestuário e acessórios aqui em Campinas. No ano passado foram 133 empresas e até junho deste ano já 88. E o ser empreendedor de hoje vai falar justamente deste segmento do vestuário aqui com as excunhadas mais amigas desde sempre que abriram esse negócio, tem passado por vários desafios e olha, está inclusive num espaço. Eu estou aqui com a Jéssica e a Taime, que vai contar um pouquinho dessa trajetória. Jéssica, me fala como que foi essa proposta de abrir uma loja. de quem foi a ideia? Na verdade, começou comigo, né? Eh, eu iniciei, eu sempre trabalhei no comércio desde os meus 16 anos, sempre trabalhei como vendedora, gerente e eu tinha no coração esse sonho de abrir uma loja, ter a minha própria loja. Eu iniciei logo em seguida a tá, né? Se interessou pelo ramo, ela tava em outro ramo na época e ela falou: "Ah, eu tenho interesse". Na verdade, lá no início, ela já queria ter o brechó e eu a loja, mas daí eh, na primeira proposta a gente pensou, vamos abrir primeiro a loja, vamos ver o que vai acontecer, se vai dar certo. Depois a gente pensa no brechó. Sim. Mas e aí, quando a Jéssica chegou e falou com você, Taí, como que foi essa proposta? O que que você estava fazendo naquele momento na sua vida profissional? Eu tava trabalhando com obra, tenho, sou formada em design de interiores, então eu tava trabalhando com esse outro segmento que não tinha nada a ver. Aí quando ela falou, né, como a gente na época ainda era cunhada, ela tava com meu outro sobrinho pequenininho, mais ou menos tempo do Zion, eu falei: "Ai, vamos que vamos, né?" Aí a gente começou a trabalhar assim com mala, levando Samuel junto. E aí eu já tinha tido loja na minha vida há uns anos atrás. Então eu falei, ela tem experiência e eu tenho a coragem. Então vamos. Então vamos. A gente tá, como eu falei na abertura, nesse novo espaço, mas a primeira loja foi um outro local. Isso foi foi a uns 800 m daqui desse lugar, né? Eh, aqui na Padre Gasparbertone, a gente tinha uma pequena loja ali onde iniciou. E aí com a abertura também do brechó junto, a gente e a e a gestação, a gente precisou pensar num novo espaço para acomodar tudo. Nesse caso, Jéssica, como foi para você, por exemplo, o seu primeiro filho já te motivou a empreender? Sim. E o seu segundo filho que está participando hoje da gravação, você já devem ter visto essa fura do Zion aqui. Inclusive, gente, depois vocês vão ver imagens aqui da loja, tem um bercinho aqui. Como que é para você essa questão de empreender e maternar? Eh, na verdade, a acho que a ideia da loja, ela realmente veio, contudo, eh, a coragem, né, porque eu engravidei do Samuel, né, e eu tenho o Davi, eu tenho três filhos. Com o Davi, eu sempre trabalhei fora e eu sentia falta de participar mais da vida dos meus filhos e eu que sempre trabalhei muito em shopping, loja, então ficava muito fora de casa. Então, quando eu engravidei de Samuel, eu juntei essa coragem de realmente empreender, porque eu pensei, eu quero estar mais perto do dos meus filhos e eu tendo loja, eu sei que eu consigo conciliar isso, né? E aí foi o que aconteceu. A gente abriu a loja, o Samuel tinha uns se meses e hoje as clientes amam. Ele cresceu, né? tá crescendo, vendo as clientes e as clientes, ele acompanhando esse crescimento e eu também de perto porque eu consigo eh que nem aqui que é minha casa também, né? A loja, o brechó, a casa. Eu tenho o Zion hoje, tenho o Samuel, que são os dois menores. Eu consigo dar o banho, eu consigo eh amamentar, tá perto, né? Eu consigo ir lá dentro, fazer ele dormir e ao mesmo tempo estar aqui fora também participando aí das vendas. Agora tá, a história inicia com a loja e depois se transforma em loja e brechó. Inclusive a gente conversou um pouquinho antes da gravação, tem uma história que foi organicamente, não foi muito pensado em brechó, era só loja. me conta essa história. Eu sempre achei muito legal, né, Brechó, essa moda circular, enfim, eu sempre falava para ela. E aí aconteceu que a gente passou por um momento desafiador lá na no outro ponto onde fechou a avenida e a gente ficou assim super sem cliente para atender. Ninguém passava ali, ninguém passava. E aí a gente teve a ideia, né? As clientes já pediam, né, pra gente trazer as nossas coisas, porque ai, desapega, vamos fazer um desapega. E aí a gente começou a fazer com as nossas roupas. Como assim desapega com as suas roupas? Era a loja, então é só loja. E aí as clientes falavam, viam a gente vestida e falava assim: "Ai, quando que você vende esse daqui para mim e tal". Aí a gente resolveu porque quase que tirava a roupa do quase quantas vezes já aconteceu tirar roupa, cinto, né? E aí a gente falou: "Bom, então vamos fazer com as nossas coisas". E assim foi muito legal, deu certo, fazia fila, né? O Brechola, a gente tem vídeo, foi muito legal. E aí a gente, só que aí faltava numeração, aí a gente abriu pras clientes, a gente teve essa ideia um dia que a gente estava assim à noite fechando a loja, super assim chateada com a falta de clientes, né? Movimento fraco. Vamos fazer então no próximo a gente abriu, ó, quem trouxer roupa, a gente vai fazer essa. A gente fez de um jeito que a cliente traz o lote, a gente avalia, né, e vira um voucher pra cliente pegar em roupa nova da loja. Ah, então tem uma estratégia, não é só trazer a roupa assim, não. A cliente traz, a gente avalia, ela dá um OK, a gente precifica, põe no brechó e aí nisso quando vai vendendo ela, ela tem um voucher para comprar em roupa nova da loja, que aí a gente faz também a roupa da loja, né, é circular e vincula as duas coisas. Mas naquele momento, quando vocês pensaram nessa estratégia, porque não passava ninguém lá, como que com isso vocês conseguiram, ainda com a Avenida Fechada, fazer com que as pessoas fossem ao brechó? Aí foi as redes sociais, né? A gente, a nossa comunicação, nós temos um grupo hoje onde a gente tem mais de 280 mulheres que elas entram nesse grupo e elas participam de tudo. Tudo que é novidade elas têm acesso primeiro. Então a gente posta lá e aí a gente começou divulgando que a gente ia fazer os brechó. Uma vai falando pra outra aqui, né? A gente já tá um tempo, vai fazer 3 anos agora aqui no bairro. Então graças a Deus, a loja é muito conhecida. Uma cliente compra, gosta do nosso atendimento, fala pra outra. outra já vem no outro dia e aí já vai trazendo coisas também porque quer participar. Todo toda mulher tem um desapego. Toda mulher ela tem ela eh compra demais, né? Ela sempre gosta de ter uma blusinha nova, de investir num lookquinho novo. Então ela sempre tem algo a desapegar também. Então uma vai falando pra outra e aí onde elas acabam conhecendo a loja também. E a gente fez também panfletagem. É porque assim, a gente pensou, bom, tá tão vamos sair pra rua, reunimos umas amigas e fizemos um tanto de panfleta e fomos me entregar no bairro, nas nos comércios, nas casas, na feira que tem aqui de sexta-feira, porque a gente falou, alguém vai vir pelo panfleto também, né? É uma maneira de você chegar, conversar, falar com a pessoa, né, dela conhecer, você ter essa oportunidade, porque a rede social não te dá essa oportunidade, né? Mas lá era uma loja bem pequena. Como que vocês conseguiam transformar a loja naquele momento do brechó? Como foi organizado? Foi uma loucura assim, foi bem, a gente começou a pegar a arara emprestada das nossas tias que elas usavam para estender roupa, porque de imediato a gente não tinha as aras. Cabide, eu comecei a colocar no grupo, pedir doação de cabide e aí a gente conseguiu até algumas doações, porque a gente não tinha o que fazer na muita rua. O brechó eram dias específicos de brechó. Era assim, era uma vez eh segundo sábado de todo mês. Sim. A gente fazia de casa a cada três meses, depois todo mundo começou a pedir mais, a gente aí foi para dois meses, depois, ah, então uma vez por mês. E aí depois a gente, quando realmente fechou lá embaixo, a gente falou: "Não tem o que fazer, vamos deixar aqui tudo exposto, fixo, porque se tiver uma entrada todo dia é uma entrada, é uma venda do que a gente ter o trabalho de guardar tudo e tirar só o mês que vem, porque a gente tinha que guardar todas essas roupas, né? E a gente deixou e dali só foi aumentando. A gente teve até uma resistência assim, né? Porque Mas de quem? De vocês mesmas? De nós duas assim, de pensar assim: "Nossa, mas a gente tem uma loja, a gente vai colocar roupada". Será que isso vai queimar a gente como como como loja? Como loja de vest, roupa nova? Será que isso vai fazer? Só que não foi pelo contrário, né? Foi muito legal assim, trouxe muita cliente mesmo. Tanto que hoje a nossa vontade, vocês arriscaram, então isso, arriscamos e deu super certo. Deu super certo. Certo. Até clientes que, né, nossas clientes falam assim: "Olha, a culpa é de vocês. Eu nunca entrei num brechó e o de vocês eu amo. A gente gosta de comprar, a gente sente confiança, a gente sabe que vocês escolhem as peças, então é bem legal". E vou te falar um diferencial, né? que precisa ter assim, a gente percebe, se entra uma cliente aqui, ela fica perdida e fala: "Ah, obrigada, a gente tem que ter um atendimento, você tem que ter assim, você tem que ensinar a cliente usar, né, ajudar ela, né?" A Jéssica às vezes perde tempo assim, uma hora ali com a cliente, ela sai com uma sacola, mas ela tem que entender o que que ela pode realmente garimpar aqui, né? O que que ela, o que que aqui tem de legal para ela e e sempre tem, né? Você fica mais então no brechó, não? Eu sinto, eu sinto a necessidade, eu gosto de, de lincar os dois, né? Isso. Então, eu sinto a necessidade da cliente. Se ela precisa aí de de muitas peças, se ela precisa, né, ter diversidade, eh, e não pode investir muito, vamos pro brechó agora, ah, eu quero um look novo, eu quero algo diferente. precisa aí de muitas peças, se ela precisa, né, ter diversidade, eh, e não pode investir muito, vamos pro brechó agora, ah, eu quero um look novo, eu quero algo diferente, algo exclusivo me sair. Aí vai depender. E a maioria das clientes levam dos dois, dos dois, isso, um acaba complementando, quase sempre. Já teve vez da cliente vim ali, ah, eu quero uma blusinha tal, ah, aqui eu não tenho. Você simp chega aqui, que sempre tem. É, é muito legal assim, uma e o tamanho também, né, que como a gente recebe de muitas clientes, elas trazem, então a gente acaba tendo mais tamanhos também, né, do que na loja. A loja hoje a gente investe bastante também, principalmente em numerações maiores, que é a nossa saída também. É uma coisa que aconteceu nesses três anos, né? O nosso público foi se formando, a gente iniciou vendendo muita modinha, a gente vendia muito para menina quando a gente iniciou. E hoje o nosso público é formado por mulheres 30 mais. Sim, que tem também o maior poder de consulta. Sim. Isso. De comprometimento, de fidelidade, né? A gente faz amizade, é diferente da internet, né? Porque hoje às vezes a cliente ela não sabe mesmo se arrumar, né? Ela ela tem essa necessidade dessa ajuda. Às vezes o que é óbvio não é para muitas mulheres. Então elas vêm aqui, aí elas saem assim, né? ajuda montar o look e você vê que elas têm essa necessidade de voltar aqui. Às vezes a gente brinca assim, ah, isso aqui é a cara da da dela, a cara da E elas ficam muito felizes assim porque isso acaba fazendo elas fidelizar mesmo. Ah, eu vou lá porque elas vão me ajudar. Elas vão me ajudar. Elas não vão só me vender, não, não, elas vão assim e elas querem me ver bonito. A gente fala, né? a você vai representar a nossa loja lá fora. Então a gente quer que você seja elogiada, que você que a pessoa pergunte: "Nossa, como você tá diferente, bonita, de onde é, né? Porque o nosso eh aqui a nossa propaganda maior é o boca a boca mesmo das clientes. Sim. E você, design de interiores, hoje uma logista, como que você se sente profissionalmente falando?" Ah, eu profissionalmente eu me sinto muito feliz, né? A gente tá nesse momento que a gente sempre brinca que não é para qualquer um empreender, mas que também nos dá muitas boas oportunidades você ter o seu próprio negócio, né? E eu tô feliz, gosto bastante do que eu faço hoje. Vocês mudaram para essa loja há quanto tempo? Essa tem mais ou menos ito meses. Oito meses que vocês saíram e essa decisão já rendeu frutos? Vocês ainda tão pagando algo a mais para isso? Como que tá essa questão do ponto de vista de rendimento do negócio? Bom, tem algum uns meses aí que começou a a melhorar, né? Até porque quando você muda você arrisca bastante coisa, né? veste, com certeza. Você tá arriscando um novo ponto, um novo recomeço. E como a gente realmente precisava mudar por causa da do nascimento dele e realmente para trazer mais conforto pro brechó, a gente arriscou e a gente não queria sair do bairro, né? Nós gostaríamos de ficar por aqui mesmo. Até porque vocês fidelizaram os clientes dessa região. Isso. Dessa região, né, pessoal? E e assim, a gente tem atraído os nossos clientes que eram de lá. E agora começamos a ser conhecida pr essa região mais para cima aqui, né? Então a gente tem e lincado aí esse esses outros bairros daqui mais para cima. Uma decisão assertiva. Isso, com certeza. E a gente é muito assim, sabe? A gente fala que a gente vive de fé mesmo assim e a gente põe o pé, Deus põe o chão. E é muito engraçado assim porque tem coisa que só eu e ela, sabe? A gente nem dispõe porque assim, as pessoas fal são louca. É só que a gente fala: "Não, só vamos enquanto enquanto tá dando certo." E assim não teve uma vez, né, Jéssica, que a gente foi ousada assim, desafiou e teve coragem assim e fé principalmente e as coisas acontecem, sabe? Eh, essa mudança do brechó para cá, as araras, a gente teve um lance da vitrine, a gente não tinha vitrine e isso estava dificultando muito a gente porque a outra loja uma vitrine muito exposta na calçada e aqui não era escondida. Então assim, isso isso era um problema assim que a gente tava sofrendo com isso. Aí eu fui orçar até com esse, né? E a gente ia gastar assim mais de R$ 2.000 do quase três para fazer uma vitrine do jeito que tá ali. Hoje a gente colocou no GPT, o GPT mostrou e a gente tava assim se empenhando nisso, vendo como a gente ia fazer para fazer a vitrine. A Jéssica entrou no marketplace e achou essa vitrine aí que até então era uma prateleira de uma cliente por R$ 280. E foi assim surreal porque Mas aí vocês que customizaram ou não? desenho do GPT, tá? Ah, era muito parecido com o GPT. A inteligência artificial no negócio. E aí eu vi, eu liguei pra pessoa que tinha anunciado, falei: "Você pode, você tem um maniquinho?" Ela falou: "Eu tenho". Falei: "Você pode ver se cabe dentro porque não era uma vitrine, era uma prateleira de bolsa, né?" E aí ela tirou uma prateleira, colocou o maniquim e falou: "Cabe?" Eu falei: "Então você guarda que é minha." E E aí eu liguei para ela, né? Ela tava atrás das araras, inclusive ela tinha ido buscar no mesmo dia. E aí eu, ela moça falou assim: "Então você vem, porque tem 80 pessoas interessadas nesse móvel". Eu falei: "Guarda". Ela falou: "Você tem uma hora". E aí a gente usou o mesmo carreto que era de um tio nosso. Ele chegou com as araras que é, foi improviso, improviso. Aí ele chegou com as araras, ela ficou aqui organizando e eu fui com ele buscar. Ela falou: "Eu vou porque ela tem mais força que eu, né?" E era ela e ele. Alguém tinha que erguer. E aí ela falou: "Fica aí que eu vou". Eles ergueram e colocaram. Ela falou que veio na oração porque o negócio veio de vidro. Meu Deus, que aventura. E assim foi incrível porque, tipo assim, a hora que a gente colocou no lugar assim, é cou três manequinhos, a gente conseguiu puxar iluminação, amigo nosso e assim, todo mundo então foi também ajudando vocês. A gente tem muita gente que ajudou. E aí ainda para provar ainda que era um milagre mesmo, né? A gente fala as prateleiras que a gente achou que não ia usar, a gente conseguiu encaixar nas araras e coube para pôr as bolsas. Então cob certinho, parece que foi tudo planejado. Era desse móvel, é porque era um móvel que tinha prateleiras. Aí a gente tirou as prateleiras de vidro, colocou as manequins. Eh, pedi para esse amigo nosso que sempre quebra nosso galho, ajuda. Veio o chumbou lá no chão para ela ficar presa. E aí do dia pra noite a gente tinha a vitrina que a gente virou. Isso de 10% do valor que a gente tinha que gastar para fazer a vitrina, né? É. E agora, meninas, Taime, onde vocês querem chegar? Ah, e a gente quer cada vez mais ser conhecidas, né, pelas clientes, fidelizar, que elas possam vir conhecer nosso trabalho, que é com muita dedicação, a gente faz com muito amor e muito carinho e a gente quer expandir, né, expandir a loja, ser conhecida, que o movimento aumente e que a gente cresça para porque a gente precisa também, que é o nosso trabalho, né, o nosso ganhapão e também pra gente poder chegar e mais em mulheres e fazer isso com muito amor. que é o que a gente faz. E você, Jéssica? Bom, acho que o seu é o limite, né? Só uma curiosidade para terminar, gente, a loja chama Amanda Matos. Isso. Mas tem aí um um um porque conta para quem tá. Todo mundo pergunta, né? Porque escuta. Jéssica. Isso é a maior pergunta que a gente escuta, né? Então assim, eu sou a Jéssica, Amanda, e ela é Taí Matos, então por isso veio Amanda Matos. Muito bem. Olha, o ser empreendedor fica por aqui. Na sequência você fica com as dicas de livros sobre empreendedorismo e a gente volta já já. Não saia daí. A gente começa por mãe. Por que você trabalha? Neste livro, Dani Junco, que é fundadora da Bit Mami, aborda os medos e a culpa associados à maternidade, explorando como a experiência de ser mãe transforma habilidades pessoais em ativos valiosos para empreender. Empreendedorismo materno, uma revolução na nova economia. O livro de Juliana Furtado discute como conquistar a liberdade de tempo e geográfica, unindo dados de mercado, marketing digital e os estudos de casos práticos. Cuide-se para cuidar. O livro aborda a expectativa de ser mãe, que é um dos acontecimentos mais enriquecedores da vida, mas que também pode ser bastante desafiador. Por isso, como mãe, a empreendedora Laura Inwegber, mãe de quatro filhos, compartilha a sua experiência e conhecimentos para ajudar outras mulheres a superarem os desafios da maternidade com motivações verdadeiras e soluções possíveis. E neste segundo bloco do ser empreendedor, a gente continua falando sobre vestuário, mais que isso, sobre mães que decidiram empreender após a maternidade. No caso da Roberta, gente, ela é mãe de quatro crianças, entrou em depressão e nesse caminho teve que se resgatar. Fala sobre isso, Roberta. Que que que tava acontecendo? O que que você fazia antes? Eu trabalhava em escritório de contabilidade e aí quando eu tive minha terceiro, meu terceiro filho, eu vi que eu precisava ficar mais tempo em casa e aí eu decidi abrir mão e fui viver a vida de mãe. E nesse meio tempo eu fiquei doida. Eu fiquei com uma depressão profunda. Cheguei a ponto de não tomar banho, não tinha força, só que eu não me reconhecia como uma pessoa depressiva. Você achava que era o quê? Para mim era cansaço, indisposição, eu não tô com vontade. E aí pessoas da família me vendo ali naquele momento falavam: "Roberta, vai procurar ajuda, você não tá bem". Para mim não, eu só não tava com vontade, é muita tarefa, então, né? Só tô cansada. Sim. E aí comecei o processo de procurar, fui, comecei a fazer psicanálise, descobri ali que realmente eu tava com um quadro depressivo e comecei a investigar o que que eu posso fazer, né, para me movimentar, porque eu não, realmente eu não consigo ser só Você chegou a tomar medicação? Não cheguei. Mas na nesse caminho da psicanálise, em que momento que você decidiu que voltar a uma atividade, ao trabalho, era o que você precisava para que nem você, olha, eu gosto muito de ser mãe, mas eu preciso trabalhar e vou empreender para fazer esse caminho. Como foi essa decisão? Porque eu descobri que eu não sabia quem eu era. Eu não sabia o que eu gostava. ali na psicanálise, ela fazia perguntas para mim que eu não sabia responder, por exemplo, o que que você gosta? E eu não sabia responder. Então eu falei, eu preciso fazer alguma coisa. Fui fazer academia e aí comecei: "Nossa, eu gosto de trabalhar". Descobri que eu gostava de trabalhar parada em casa, né? E aí falei: "Olha, sempre vem, eu não consigo ser CLT porque eu preciso de uma flexibilidade por causa das crianças, né? Então eu vou voltar a vender alguma coisa. Além de agregar em valor, né? Eu também tô ali em movimento, tô conversando com pessoas, que é o que eu gosto. E aí eu vou, falei: "Nossa, coincidentemente vagou um espaço bem do lado da minha casa e era um valor acessível, tava dentro do que a gente conseguia fazer ali, eu e meu marido. Meu marido super topou, entrou comigo nessa loucura. Ele também queria te ajudar. Ele também, ele viu, né, a necessidade, entrou comigo nessa loucura e aí a gente foi e alugou o espaço e foi tudo na raça ali, né? Um pouquinho aqui, um pouquinho ali. Foi a princípio, foi desde o começo, foi. E aí um pouquinho ali, um pouquinho aqui. Nesse meio caminho fui pegando o amor, descobrindo que não era só, né? Era uma paixão. E naquele momento, eh, quanto foi, você lembra quanto foi a sua primeira compra de roupas para você vender? Quanto que você investiu? Em torno de 6, R$ 7.000 R num primeiro momento já um valor alto. Então, na primeira compra foi em torno de R$ 6 R$ 7.000. E quanto tempo você teve o retorno naquele naquele quando você abriu a loja? Você fez algum lançamento, alguma inauguração ou você foi aos poucos falando pras suas amigas, pros seus parentes? Como foi essa estratégia também para conquistar esse cliente para comprar daquele investimento inicial que você fez? Eu sempre fui muito comunicativa, então eu converso com todo mundo ali. Então como a princípio eu tava no bairro, eu conhecia todo mundo, então todas as minhas clientes naquele momento era pessoas que eu já conhecia. Então foi muito fácil porque mulher gosta, né, de roupa, mulher é doida por roupa, as quando souberam já for e todo mundo ali, graças a Deus fui bem apoiada e aí já rapidinho vendeu. É, graças a Deus. Hoje a gente tá falando em um local que a nossa gravação, a sua loja está montada num espaço que nós temos outros serviços. Tem um salão de beleza, tem lugar de fazer manicure pedicuri. Como foi essa decisão também de sair dessa loja ao lado da sua casa com conforto também de est ali perto do dos seus filhos? Quer dizer, qualquer coisa dá para correr lá para um lugar um pouco mais distante dessa rotina eh doméstica. É que a minha filha mais ano ano passado era impossível, né? Porque ainda tinha bebê que ficava comigo lá na loja e tudo. Então precisava ser então a também ter o bercinho na loja. Sim, também ficava comigo ali todo o tempo e ia para casa e voltava porque eu amamentava também. E aí esse ano ela foi pra creche. Então além de tudo eu precisava acessar um mais pessoas, um novo público, a internet é um pouco mais complicada. Então aí eu comecei a procurar coincidentemente tinha uma uma amiga em comum que é cunhada da Tati que apresentou e aí a gente veio para cá. E desde quando você tá aqui? Vai fazer seis meses já. Tá. E o que que muda eh do da abordagem ou da estratégia ou do modo de trabalhar em relação quando você estava lá na outra unidade e agora aqui? Aqui eu precisei mais estudar, ler, porque lá todo mundo era meu, todo mundo era colega, era amigo. Então é mais fácil a gente falar com que a gente já tem intimidade. Aqui foi todo mundo muito, foi tudo muito novo para mim, graças a Deus as meninas são bem parceiras, só que aí eu tive que ler mais, estudar mais, técnica de venda, entender um pouco, perder um pouco a timidez, porque era tudo realmente novo, né? Sim. E outra coisa, a qualidade e o modelo de roupa. A gente conversou no primeiro bloco também com duas amigas que são exconhadas, mas continuaram amigas, tem um negócio. Inclusive a gente mostrou a gravação toda, a uma das convidadas fez com o bebezinho no colo e elas falam justamente, a gente começou com modinha e depois a gente foi adaptando o nosso público que hoje é 30 mais. E no seu caso, você já começou com um público definido ou isso também foi se transformando de acordo com a demanda? Na minha cabeça, sim, não 100%, mas tinha ali uma porcentagem que eu já gostava desse estilo, só que eu ficava um pouco limitada por conta da região, tá? Então esse também foi um motivo onde eu quis fazer a transição de sair de um de uma distância, né? Sim. Porque eu queria me lá é modinha. Era um pouco, era um pouco aqui. Aqui já é uma 30 mais também. 30 mais já peças que acompanha do trabalho. Uma peças casuais. Sim. E valeu a pena fazer toda essa transição? Totalmente. Totalmente. Sou muito grata por toda a trajetória, tudo que a gente vai buscando dia após dia, todo avanço, né? Sim. sempre lendo, buscando conhecimento e se unindo a pessoas. E como você faz essa rotina, mãe com quatro crianças e quatro crianças, a mais velha tem 12 anos. Você tem o dia, você que faz tudo de compra até o final, faz as redes sociais. Como que é dividir o tempo com tudo isso? Hoje eu vivo a brincadeira, né? Eu presa, eu presa, sou eu que faço tudo sim. na loja tem o meu marido que me apoia bastante e com a família, em casa, com as crianças, minha rede de apoio que é excelente, que é a minha mãe, me ajuda muito. Então, as crianças vão pra escola tudo e a gente chega e dorme tarde, acorda cedo, né? Sim. Corre, acorda, corre, todo mundo vai pra creche, chega em casa, corre, faz as coisas que precisa fazer, coloca todo mundo para dormir e vai vivendo essa loucura. Tem dia certo para fazer os vídeos? Como que você se organiza? Mais ou menos, porque como eu tô aqui com outras pessoas, então às vezes o movimento atrapalha um pouco, mas toda vez que vaga um horário ali de silêncio já corro. Já corre. E dia de compra tem dia certo? Tenho, geralmente segunda-feira, que é o dia que inclusive é que não abre porque geralmente o salão de beleza não funciona e é o seu dia de compra. Isso. E como é também de certa forma você acaba conquistando uma clientela que muitas vezes vem para fazer um outro lance de beleza, quer cuidar do cabelo, da pele, tal, das unhas e você também conquistar esse cliente. Como que é essa abordagem? Geralmente quando elas gostam elas se apaixonam, né? Já chegou aqui, já vem as roupas, né? Olha, elas já fi, meu Deus, tem roupa, já começa a fugir de mim. Mas aí eu vou conversando, fazendo amizade, me apresento. As meninas que também já conhecem, geralmente já são clientes delas também vai ali me abrindo acesso e eu vou alcançando. E nessa trajetória de se resgatar, qual foi o maior desafio? Ter força de vontade e acreditar, porque eu acho que por muito tempo eu nem acreditava, só que eu não tinha outra opção, né? Já que eu deixei tudo por ser mãe, então por ser mãe eu tinha que me levantar. Hoje eu faço as coisas por mim, mas a princípio era por eles mesmo, que eu vi que eu já não tinha mais força de existir, de viver, perdi sonhos, não tinha mais vontade, né? Hoje a Roberta voltou a sonhar. Graças a Deus. Hoje sim. Hoje eu falo, eu me amo, né? Eu descobri, tive que deixar um pouquinho de lado. Às vezes as crianças, né? Ah, fica chorando ali um pouquinho. Eu vou lavar meu cabelo para me enxergar. E já consegue sentir menos culpa, porque a gente que é mãe, geralmente quando se dedica a outra coisa fica com um pouquinho de culpa. Sim, eu não conseguia. Hoje eu consigo. Consigo. Às vezes fica um pouquinho assim, né? Mas falo, não, é necessário, é preciso para mim me olhar como pessoa, né? Porque a gente tem que se cuidar para conseguir cuidar do outro, né? Se a gente não se cuida, a gente não tem condições de cuidar do outro. Você hoje é meio? Hoje eu sou sou meio. E onde você quer chegar com o seu negócio? Você já sonhou também sobre isso? Já sonhei porque nessa trajetória toda vi o quanto é prazeroso você olhar para uma mulher e falar: "Que linda, eu vesti ela", né? Então hoje eu quero alcançar o máximo de melhor possíveis. Penso em ter uma uma rede ali de consignados onde eu vou ter pontos dentro de salões e expandir, né? Tornar conhecer criar marca. daquela Roberta que queria, que queria não, porque no começo você nem queria, você nem sabia, né, como você contou. Mas naquela Roberta que precisou ser resgatada, para essa Roberta que está hoje, o que você hoje diria para aquela lá? Você conseguiu. Muito bem. Você conseguiu. Você conseguiu. Parabéns. Então, olha só, o ser empreendedor termina por aqui. Lembrando que a gente toda semana, domingo, 5:15 da tarde, traz histórias inspiradoras como a da Roberta, a das nossas entrevistadas no primeiro bloco. E se você quiser também você pode acessar as nossas redes sociais, inclusive o canal da TV Câmara Campinas no YouTube, também o portal da TV Câmara Campinas. Lá tem uma playlist Serpreendedor. Você encontra lá, na verdade todas essas histórias inspiradoras. E até um próximo programa. เฮ