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Voilà voilà qui je suis même si mes c'est fini c'est ma gueule c'est mon cri [música] voilà voilà moi mon r [música] Pronto, tá ótimo. Isso aí, pessoal. Conexão cultural e hoje a gente vai falar sobre a companhia teatral Os Geraldos. Pois é, com a gente aqui a Carolina Deld, atriz e fundadora do grupo. Tudo bem? Tudo bem. Boa tarde. Um prazer estar aqui com vocês hoje. Valeu. Obrigada por nos receber. conta pra gente como começou, como eh foi a fundação, porque a gente tava inclusive conversando antes, foi fundado aqui em Campinas, vocês estudaram na Unicamp, é isso? Isso. Eh, a gente se encontrou na faculdade de artes cênicas na Unicampão Geraldo, né, aqui em Campinas. E no final da faculdade, no ano de 2007, quando a gente foi fazer o espetáculo de formatura, nós éramos em seis pessoas, a gente decidiu fazer uma peça e fundar o grupo. Olha aí. E aí depois em no meio de 2008 mais ou menos, que foi a fundação oficial do grupo, depois que a gente já tava fora da Unicamp, né, com espetáculo e começando essa circulação. Bom, a gente tava conversando, tem tem gente de todas as cidades aí, né? Sim. É um grupo foi que foi fundado em Campinas, mas eh cujos integrantes são de várias cidades do interior de São Paulo. Então, já na fundação, um dos fundadores também é de Bebedouro, eu sou de Pirascaba. Eh, aí a gente tem gente de Paulíia, de Birigui. Birigui. Nossa, Bragança Paulista, americana. né? Então tem t o interior inteiro assim, como surgiu a ideia assim, vocês se reuniram eh estudaram na Unicamp e tudo mais e aí se resolveram, na verdade foi assim, a gente nós tínhamos um um diretor de de teatro dentro da Unicamp que a gente admirava muito o trabalho, que é o Roberto Malé, né, que foi nosso professor e nós queríamos trabalhar com eh fazer uma peça cômica. Então a gente falava assim, ah, a gente tá aqui na faculdade, a gente faz coisas que tem uma qualidade, mas a gente sente que às vezes a linguagem não, a gente falava, a gente quer fazer uma peça que a gente possa levar a nossa avó ao teatro que ela vai entender do que a gente tá falando. Então, a gente se uniu em torno do trabalho do Malé, do de conhecer um pouco mais o trabalho do Malé, do cômico e de fazer um teatro que fosse popular, que pudesse ser eh visto, entendido e eh por por qualquer pessoa, né, pela nossa avó, qualquer pessoa que que pudesse ser apreciado por qualquer um. E daí que vem o nome do grupo, o Geraldos, que é um um nome comum, né, Geraldo, eh, de a gente veio de Barão Geraldo e também tem essa essa essa raiz de ser uma pessoa comum. Então esse eh criativo, hein? Legal. Tá tá na nossa fundação, assim, o nosso desejo de se comunicar com qualquer tipo de pessoa. Bom, e vocês se apresentam onde? conta pra gente. Eh, a gente começou, né, aqui em Campinas e logo no início, mesmo quando a gente ainda tava na faculdade, a gente começou a circular muito pelo interior de São Paulo. Então, a gente foi para muitos festivais universitários de teatro profissionais e e logo assim que a gente começou, saiu da faculdade, a gente já foi também dar um pulinho ali no Marrocos. A gente [limpando a garganta] foi para um festival universitário com a professora Verônica eh apresentar o nosso segundo espetáculo que foi o AOR. Então, o primeiro foi o Números, que foi criado com Roberto Malé. E aí, o segundo espetáculo, que foi o A Amor, a gente estreiou ele no Marrocos. Eh, e aí a gente sempre fez essa circulação, tanto aqui em Campinas, quanto no interior de São Paulo e quanto pelo Brasil inteiro. Tinha uma integrante do grupo que morava, que a família dela era do Nordeste. Então, logo no começo do grupo também a gente fez muitas eh circulações pro Nordeste. A gente apresentava em Maceió, Recife, Campina Grande. Nossa, então viajaram bem já? Sim, sim. A gente quantos anos tem o grupo agora? Tá com 18 anos. 18 anos. Pois é, e já deram uma bela rodada pelo Brasilzão, né? Sim. Eh, a gente já fez algumas temporadas também na capital, em São Paulo, né? Com a primeira temporada foi com o Bui em 2023 e agora a gente acabou de sair de uma temporada com espetáculo novo, Saudade, eh, em São Paulo também, em Santana. Bom, a gente vai falar já já, inclusive no segundo bloco, sobre a peça, né? Isso. Como funcionam as apresentações paraa galera que tá em casa assistindo ao Conexão Cultural e tá interessada, certamente, não é? A galera interessada, qual o estilo de peça, como são as apresentações? Vocês procuram priorizar exatamente o quê? Bom, como eu falei, eh a gente tem esse desejo desde da fundação do grupo de fazer um teatro popular que possa se comunicar com qualquer tipo de pessoa. Então essa eu acho que é a raiz principal. Eh, hoje em dia o grupo é muito grande, então as peças t um elenco numeroso. Eh, esse espetáculo novo, Saudade, que a gente vai falar um pouco mais daqui a pouco, ele tem 13 atores em cena. Então, a gente tem um trabalho muito forte de que é bastante é tem um trabalho muito forte de couro, eh, e de música junto e com a palavra. Acho que são esses três, eh, pilares principais. Então, a gente tem imagens inclusive do pessoal ensaiando em italiano. Por quê? [canto] [música] pian pian compare che blu [música] [canto] che sono tutto in trapunto de [canto] [música] porque semana que vem A gente vai estar na Itália no festival em Bolonha com esse espetáculo. Vamos fazer três apresentações desse espetáculo lá. A gente já foi com esse espetáculo pra Espanha e quando a gente foi pra Espanha a gente também traduziu pro espanhol. E agora e o pessoal tem que estudar italiano aí ou não? Sim. [risadas] Aí a gente faz aula de italiano, traduz as falas, dessa vez até as músicas. A gente traduziu duas músicas pro italiano. Não. E não é fácil porque eu tava vendo o pessoal ensaiar, tem que falar, repetir, falar, repetir, cantar e treinar. Não é fácil, mas pra gente ainda vai desse desejo inicial que a gente tinha de comunicação. Então, se a gente vai pra Itália, se a gente vai pra Espanha, para qualquer canto que a gente vá, a gente quer de fato se comunicar com as pessoas. Então, a gente precisa fazer um esforço de de tentar falar a língua. É claro que a gente não fala com perfeição, né? Mas eh só esse desejo da gente se comunicar e de aprender o idioma, a gente percebe que quando a gente levou paraa Espanha, a gente fez em espanhol, eh as pessoas receberam isso com muito carinho, assim, né? Legal. Deixa te fazer uma pergunta. como as pessoas que têm interesse assim, puxa vida, olha que legal, o Geraldo, eh, tô gostando, tô achando bacana, eh, gostaria de participar, de fazer parte, é possível? Olha, nós temos alguns cursos de formação de atores, inclusive hoje em dia a composição do grupo, ela é bem híbrida, né? Então, tem três pessoas que estão lá desde a fundação que fizeram Unicamp juntas, que são os velhos, que vocês falam, né? as mães, a velha guarda, a velha guarda lá. Mas desde o início a gente trabalhou muito com formação. Então, grande parte do grupo é formado por pessoas que vieram fazer cursos com a gente, que participaram de um programa que chama Transformações. [música] Uhum. Que é como se fosse um estágio que a pessoa eh vem aqui no teatro, que é a nossa casa, o teatro, o tal, né, que a gente tá gravando a entrevista aqui, e participa do dia a dia, eh, do dia a dia profissional, seja dos ensaios, do tempo de produção, né? Aí a pessoa tem uma vivência mesmo nesse nesse eh em como é esse trabalho do ator profissional, que não é só em cena, que é fora de cena também. E aí algumas dessas pessoas têm uma seleção natural assim, vão ficando, né, os mais resistentes, aqueles que não desistem. é os resistentes. Como você avalia hoje é o mercado de vocês assim, não só em Campinas como eh no Brasil todo, assim, esse mercado de arte, de cultura, quais os desafios? Bom, eu acho que é uma área que é muito desafiadora, sempre foi, né, com certeza. Mas no decorrer dos anos a gente foi vendo que foi crescendo algumas oportunidades, né? É claro que não é uma área fácil, então não é assim, ah, eu me foro em artes cênicas, eu vou vou bater lá numa empresa e vou ter o meu emprego garantido. É uma área que precisa de muito empreendedorismo, né? A gente precisa eh entender um pouco de políticas públicas. Então, a gente precisa entender não só do nosso ofício como eh artistas, mas também um pouco do negócio, eu diria assim, né? Porque não é isso, você não entra numa empresa de atores, né? você tem que eh a gente fez o nosso grupo, então a gente foi ter que ter um CNPJ, tem um financeiro e tem uma galera que escreve projetos, né? Então é é todo um rolê, mas que eh existem existem oportunidades, existem leis de incentivo à cultura, eh existe eh contratações, né, de CESCs, eh prefeituras, mas com certeza não é uma área fácil. O que eu diria que é imprescindível que eh quem quer trabalhar com isso que não fique só na sala de ensaio, né? Que tenha eh esse esse essa esse essa vontade e esse interesse e estude e vá atrás de conhecer políticas públicas, vá atrás de conhecer formas de eh de captar uma verba para um projeto cultural, né? Sem esse conhecimento, eu acho que fica, o negócio não vai pra frente. É, não fica aqui no Brasil fica insustentável. Puxa vida, interessante. Bem bacana aí a sua resposta. Como o que você diria pra galera que tem de fato interesse em começar aí? Já já eu vou vou falar inclusive para você falar sobre as apresentações que vem pela frente aí, né? Eh, pro pessoal que que tem interesse nessa área, você falou não desistir, né? Esse é o, eu diria não desistir, eh, pensar numa formação que abranja não só a parte artística, mas essa parte eh de políticas públicas, de contexto cultural, de mercado, né, que que vá um pouco para esse outro lado também, né, sem esse romantismo só da sala de ensaio que muita gente enxerga só o romantismo, né? É. E e não é um ofício fácil, né? Não é um ofício fácil. eh só da parte artística em geral, a gente eh ensaia 6 horas por dia, todos os dias. E fora isso tem essa parte de gestão que todo mundo, todos os depois de você sair do ensaio, você ainda tem que pensar nisso. É antes. Ah, é antes do ensaio. É antes. Antes do ensaio a gente faz a parte de gestão e todos os atores têm uma função dentro da gestão aqui no grupo. Não tem ninguém que não tenha. Bom, vamos lá. Então, os Geraldos, quais são aí as apresentações já marcadas aí pro pro para esse ano, pro segundo semestre? Tem tem temos uma agenda bem cheia. Eh, a gente tá em tá na Itália agora, né, que vai tá enquanto vai tá rodando, a gente vai estar na Itália. Eh, logo que a gente chega da Itália, a gente vai fazer uma circulação pelo interior. A gente vai passar por algumas cidades do interior de São Paulo. Boa. Eh, a gente vai para Ribeirão Preto. Eh, eu morei lá em Ribeirão, hein? Monguaguá. Morei em Ribeirão Preto, hein? Ribeirão Preto é uma cidade que a gente já foi muitas vezes, cara. É a cidade que eu sou apaixonado. É Ribeirão Preto, uma cidade que a gente inclusive lá um um carinho enorme. A gente já apresentou várias delícia. Ribeirão é muito bom. Também morei em Bauru. Vocês vão para Bauru? Não, mas se a gente se convidarem a gente tá lá. Alô Bauru City. A gente vai para Munguaguá, Botucatu, Americana, São Caetano e vamos fazer duas apresentações aqui no centro de convivência do espetáculo que a gente estreiou agora. Isso, no Cambuim Campinas. Do espetáculo que a gente estreiou agora, que a gente vai falar um pouquinho mais daqui a pouco, que é o Saudade, e do espetáculo infantil, que é pra semana toda, que chama Pararatimbum, Parará, um reino pela música, nos dias 17 e 18 de setembro. Boa. Tá dado o recado. Mais alguma coisa pra gente finalizar sobre os Geraldos? É, então acho que eu queria dizer também que esse segundo semestre a nossa agenda, além dessa circulação no interior, a gente vai fazer muitas coisas na nossa casa, no teatro de arte ofício no tal que fica em Campinas, né? Então, a gente vai ter uma programação que vai incluir aí um curso de formação de atores, algumas atividades de gestão cultural e também o Transformações, que é esse estágio nas no dentro do teatro que a gente abre para pessoas que estejam interessadas na área a conhecer um pouco mais do nosso trabalho e vivenciar esse trabalho na prática. Então, convidar todo mundo que tem interesse no nosso trabalho, em teatro, em gestão cultural, em nos acompanhar eh nas redes sociais, né, o Geraldos Teatro no Instagram. Isso que aí a gente lá a gente lança todas as notícias. Boa. A gente coloca a página aqui também no Conexão Cultural. Qual que é o @ @osgeraldosteatro. Aê, boa Carolina. Obrigado aí. Obrigada, foi um prazer. Valeu, pessoal. Intervalo a gente volta já já conversando muito mais. [música] [música] ancora [música][canto] mentre mondo [música][canto] vamos lá pessoal. Pessoal, conexão cultural. Estamos de volta aqui no segundo bloco agora para bater um papo com a Débora Pisim, que é técnica de luz. Tudo bem? Tudo bem. Beleza. Obrigada por est aqui. Boa. A gente que agradece. Vamos falar então. Inclusive a Carolina bastante a peça, né? Sim. O Saudade. Pois é. Tô na expectativa de entender um pouquinho, saber e a galera em casa também. Sim. O Saudade é o espetáculo mais novo dos Geraldos. A gente estreou ele no começo de 2026, em janeiro, lá em Belo Horizonte. Recente ainda é bem recente. Bem recente. B isso. Na verdade, o espetáculo ele ele vem sendo criado desde 2020, mais ou menos, desde a pandemia, eh, a ideia dele, né? Mas a gente só foi estrear realmente em 2026, em janeiro, lá em Belo Horizonte. Bom, tô dando uma olhadinha aqui depois de temporadas em Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro, Uberaba e São Paulo, onde foi visto aí por mais de 8.000 pessoas. É isso. Foi isso. Puxa vida, é um número expressivo Campinas também. Campinas a gente e no Sesc Campinas. Isso, exatamente aí que chegou em Campinas, né? Isso. Exato. Exatamente. E foi mais de 60 apresentações que a gente fez desde janeiro com mais ou menos uns 8.000 espectadores. Nossa, que legal. Número importante, né? Você esperava tudo tudo isso ou não? Ah, a gente sempre espera, né? E também o, é interessante falar, o nosso grupo, ele tem um programa de mobilização de público, então a gente, cada cidade que a gente vai, a gente faz um movimento de trazer pessoas da periferia, pessoas de instituições, de escolas municipais, estaduais, para assistir o espetáculo. Então, a gente a cultura mesmo, né? A arte, né? PR PR PR E a gente contrata ônibus para trazer essas pessoas. Olha aí que legal. Eh, geralmente depois do espetáculo tem um bate-papo, então a gente consegue ter essa troca com o público. Muito legal. Você é campineira? Não, eu sou limeirense, sou de Limeira. Olha só, então entrevistamos uma Piras Cabana e agora uma Limeirense. Uma torcedora do 15, agora uma torcedora da Inter ou do Independente? Do Inter. [risadas] Inter. Do Leão, né? do leão. Leão, boa. Então, vamos falar um pouquinho sobre essa peça que tá fazendo um sucesso realmente bem legal aí em vários pontos aqui do Brasil. Conta pra gente, fala sobre a história. Bom, o Saudade, ele é um uma peça inspirada num conto do Viriato Correia que se chama Pinguinho. Ele conta a história sobre um grupo de crianças que eh brinca sobre a morte, fala sobre a morte como se não fosse nada, né? Eles um grupo de crianças que ainda não tem a dimensão da da morte, da vida, né? E aí acontece alguma coisa, opa, que essas crianças são mudadas, a percepção sobre sobre esse tema muda, né? Não. E é um tema certamente que que eh tem muito debate, né? muito, muito. Inclusive, em um dos bate-papos, né, do final do espetáculo que eu falei, eh, a gente convidou, eh, psicanalistas, psicólogos, para ajudar a gente nesse debate a falar sobre o luto, né, que é uma coisa que todo mundo vai passar na vida, né, e o espetáculo traz muito esse tema. Então, é realmente um, ele abre espaço para muito debate mesmo. Qual que é sua opinião sobre a morte? Uau! Nossa, eu acho que que a a morte vai acontecer com todo mundo, né? A gente a gente tem que falar sobre isso, a gente tem que saber lidar com isso, porque em algum momento a gente vai é isso, vai ter algum, acho que a gente tem que falar sobre isso e saber lidar sobre com, né? É, é, algum momento a gente vai perder um ente querido, infelizmente. Mas é, a vida faz parte da vida. Qual a mensagem que a peça quer passar sobre a morte? Eu acho que a peça passa uma mensagem que pode que a morte existe, mas mas porque a morte existe, a vida existe. Eu acho que essa é a é o é o a mensagem da peça. Ele fala muito sobre a vida, fala muito sobre a as crianças, a vida no interior, eh uma coisa, sabe aquele quentinho no coração. a gente que veio do interior, a gente sabe, né, como é crescer brincando na rua. Isso pra gente é a vida, né? Então, a gente fala da morte, mas principalmente a gente fala da vida também. Cara, olha que legal isso que você falou também. Fala da morte, mas fala da vida. Tô dando uma olhadinha aqui. Eh, como disse a Carolina também, né, reúne 13 atores e atrizes, não é isso? inspirada no conto Pinguinho. Pinguinho. Pinguinho. Isso. Do Viriato Correa. Vamos lá. Fale um pouquinho sobre isso também, por favor. Bom, esse conto eh, como eu tinha dito, né, a eh a o processo de criação do espetáculo, a ideia surgiu lá em 2020, na pandemia e a princípio o pessoal, eu falo pessoal porque eu ainda não tava no grupo nessa época. Ah, é? Você é mais nova no grupo? Eu cheguei aqui em 2023, opa, pelo curso de formação de atores que o grupo oferece, que a Carolina já falou, né, também no bloco anterior. Mas mas em 2020 o processo de criação começou a ser feito e a ele, como tava na pandemia, tinha a questão da morte muito muito evidente, né? a gente tava passando eh pela pelo Covid e pessoas da nossa família acabaram falecendo. Então, eh todo mundo conhece alguém, né? Ah, todo mundo. Todo mundo. Infelizmente foi foi uma época bem sombria, né? Olha, a montagem narra a história de um vilarejo onde a morte narra onde a morte era tratada como brincadeira pela criançada, né? até que um acontecimento altera de forma definitiva a maneira como elas compreendem a perda, né? É, pois é. Olha só, em um pequeno vilarejo, a morte antes, motivo de festa e brincadeiras, transforma-se em um encontro íntimo com a fragilidade da vida e a força das memórias. É que legal, hein? Pois é. E esse esse texto a gente descobriu ele em 2024. A gente o Douglas traz vários textos pra gente ler e e e estudar, né? E esse texto caiu como uma luva, né? Juntou com essa vontade do grupo de falar sobre a morte. Então é maravilhoso. Eu recomendo que leiam um texto também. O conto é maravilhoso. Você chegou a estudar na Unicamp também ou não? Sim, eu me formei em Artes Cênicas na Unicamp. Também me formei. Então você também tem tudo a ver com o nome Os Geraldos, né? Sim, sim. Vim do mesmo lugar que eles. Tivemos professores, eh, né? Os mesmos professores. Então, eu te apresentei aqui, Débora, como técnica de luz. Isso. Como funciona essa função? A técnica de luz, eh, a gente tem basicamente a função, a gente cuida de toda a iluminação do espetáculo desde a montagem. Então, a gente chega mais cedo no teatro, a gente faz a montagem de luz, a gente eh tem que programar todo tudo na mesa e aí na hora do espetáculo a gente opera. Então eu que fico no comando ali da luz, troca de cena. Sou atriz também, me formei atriz e aprendi essa técnica aqui no grupo. É que dá para perceber que, né, fala tal, tranquila. E e normalmente os os atores, as atrizes têm facilidade, uma desenvoltura ali, né? Mas você prefere ficar e no palco ou trabalhar como técnica de luz? Ai, eu prefiro estar no palco. É mesmo. Atuando. É, eu eu mas assim também eu gosto muito de ser técnica, é uma experiência maravilhosa, porque a gente também faz parte do espetáculo, né? A luz também faz parte do espetáculo. Então a gente, eu me sinto junto com os atores ali também. Quanto tempo dura a peça Saudade? A peça tem 70 minutos, 1 hora 10, mais ou menos. Bom, indo justamente paraa sua área, que que a gente pode falar sobre a luz também, a música, né? Coral. Sim. Eh, a linguagem teatral, né, do grupo fala e tem muito da música. A gente tem o nosso maestro, o Éton Genari, que também é o nosso diretor musical. Opa, a música é um pilar, é um eixo do do trabalho dos Geraldos. Então, tem muito, muita música. Eh, temos músicas em português, italiano, eh, espanhol e francês e latim também. É que a gente o o tema, né, da peça, saudade, é é engraçado que saudade é uma palavra que só existe em português, né? Então, é verdade isso. Mas a gente gosta dessa coisa em outra língua, né? Não existe em outra língua. Que coisa impressionante. Não existe. E a gente gosta dessa eh dessa a Carol falou, né? A gente tem uma coisa de que a gente quer se comunicar com o público. Então, eh, é um desafio da gente fazer a saudade como um sentimento universal, né, que de em qualquer língua a gente entende o que é saudade. E vocês estavam falando que tem que aprender um pouquinho o idioma e tudo mais. Olha, eu vou confessar uma coisa para vocês. Eu cheguei lá pr pra gente gravar um pouquinho do ensaio, tal. Parece que o pessoal parece italiano, né? Pois é, né? Nossa, se você fecha os olhos assim e escuta música, eles estão cantando em italiano, né? Falando em italiano e tudo mais. É, pois é. Foi muitos. Eu acho que isso faz parte também, né, do do processo, né? Com certeza, porque não é só você decorar uma letra em italiano, né? Você tem que entender o que você tá dizendo para comunicar pro outro, né? Então, a gente quer passar a mensagem pro outro mesmo, não? E o italiano é um idioma bonito, né? É lindo, é lindo. Eu não tinha contato com o italiano antes e agora que a gente vai pra Itália, a gente tá estudando. É, eu tô apaixonada pelo italiano. Vocês vão ficar quanto tempo lá? Inclusive quando esse programa tiver no ar, não é? Aqui no Conexão Cultural, a galerinha vai estar na Itália. Olha só que beleza, que maravilha, né? Que cidade vocês vão? Nós vamos pra Pistóia, que é do lado de Firenze. Vamos passar ali por Firenze também. Bolonha e Tolé. que e é a cidade ali sede do festival transformacione, que é o que a gente vai participar. Maravilha. P lá por mim. Ah, com certeza, [risadas] com certeza. Uma lasanha bolanhesa. Comeremos um bom vinho italiano também. É tudo de bom. E também vou perguntar para você a mesma pergunta que eu fiz no bloco anterior. Quais as dicas, né, que você deixa aí pra galera que quer entrar nesse meio? Eu acho que muito estudo, muito estudo e muita perseverança. E vou repetir o que a Carol falou também. Eh, tem que saber fazer gestão, administração, tem que estudar um pouco de tudo, história, eh línguas, estudar o máximo que conseguir e persistir. Persistir, porque é difícil, é um meio muito difícil, mas é também muito recompensador. Bom, até quando essa peça vai ficar assim, né, pelas cidades aí, pelos países, né? Olha, a gente espera que vida longa, mas não tem então uma data, olha, vai até dezembro, depois muda, tal, não tem isso não. Os os nossos espetáculos costumam e ficar em cartaz por bastante tempo. O um dos que estrearam foi o Cordel do Amor sem fim. Eu acredito que tenha estreado em 2021, né? 2021. a gente fez até o ano passado, então ficou aí 4 anos em Cartaz, circulou por várias cidades e com saudade a gente espera também que que circule bastante. Bom, estamos aqui conversando com a Débora, não é? sobre Saudade, a peça saudade também sobre os Geraldos, que é uma companhia teatral, inclusive foi dito no primeiro bloco, chama Geraldos, justamente porque a galera se reunia em Barão Geraldo, que é justamente um distrito aqui de Campinas, né? Então é bem legal. Achei super criativo o nome e o sua mensagem final aí pro pessoal que está assistindo ao quadro. Não percam saudade. Estamos aí circulando pelo interior de São Paulo, pelo Brasil. Se vocês quiserem acompanhar o nosso Instagram é @oseraldoteatro. A gente posta todas as novidades lá. Nosso Facebook também, Osgeraldos Teatro. E nós temos também um site www.geraldos.com.br. Nos acompanhe nas redes sociais que a gente sempre tá postando atualizações lá. E venham assistir Saudade no eh me perdi. Perdão. Tem os Geraldos em todos os lugares aí. Tem no Face, tem no Instagram, tem tem. Venham assistir, tem no site, tem também informação. Pode falar, Nicole, qual que é a informação? Spotify. Temos temos Spotify também, o Geraltos Teatro também. E é isso. Valeu, muito obrigado por nos receber. Sucesso, vida longa para vocês aí. Continuem firme e forte. Muito obrigada. Eu vou. É. E bora para cima. Bora. Bom, é isso aí, galerinha. Conexão cultural. A gente volta numa próxima oportunidade. Valeu. No lugar onde eu nasci, dava-se uma singularidade que eu não sei se é de outra parte do mundo. O dia mais alegre era o dia em que se morria alguma pessoa. E olha que se morre um tantão de gente todos os dias pelo mundo. Morrer está na boca de todo aquele que vive. Mas no meu povoato a tradução era de festa. Esclarece-se. No vilarejo, quando alguém estava para morrer, mandava se avisar a toda a redondeza. E logo que o doente fechava os olhos, [risadas] Para eu te escutar, [música][canto] não tem para que dizer uma palavra. O teu silêncio, a tua voz não cala não. Barulha o tempo todo aqui [música] para eu saber [canto] que a tua pele me atravessa alma. Eu nem preciso [canto] que você [música] se deixe aqui. Te vejo até na solidão. [música] Te vejo, te [canto] sinto, te cheiro até num grão de areia. [música] Grão de areia que [canto] o mundo revela o teu rosto em todo lugar. [música] Eu tenho que esquecer o teu beijo até de brincadeira. [canto] Brincadeira. a boca a tua boca é o meu lugar. [música] O trabalho paralisava [grito] e o vilarejo dormouco e triste pelos dias comuns da vida. Agitava-se vivamente nos raros dias de morte. A todo instante chegavam bos de homens e mulheres e a povoação transformava-se num formigueiro ruidoso de crianças. E quando morri alguém para nós, os pequeninos, o dia inteiro era de traquinada, de altaarra e de alegria. [música] Samel era doente, tá com a cameta quebrada. Samarele [música] [canto] precisava é uma palmadas. Samba samba saborê. [música] Samba sabor lá. Samar, samba [música] lá. Ó morena boneta, onde é que você mora? Chegou a Deus, vou embora. Sampa, samba sambou lerê, samba sambou lá. Sampa, samba samelê. Sai lá. [música] Sampa seleê. Sai sá. [música] [risadas] O lá saá samba [música] samê samba [canto] samá [música] [música]