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Conexão Cultural. Estamos aqui no Centro de Convivência no Cambuim Campinas para falar sobre o festival Hércules Florense com a gente que vai bater um papo bem bacana, o Ricardo, o Ricardo Lima, conhecido aí como Lilica. Tudo bem, Lilica? Prazer. Prazer, André. Tudo bem? Tudo bem. Você cara, já dei uma olhadinha aí. Tá bem legal a exposição, né? Sim. Essa exposição aqui, ela é oitava arte, né? Que a fotografia é considerada oitava arte. Ela fez foi a a exposição que abriu o festival Hércules Florense. A gente tá na nossa 16ª edição e a gente tá com, na verdade, uma semana intensa aí de atividades com atividades na Câmara Municipal, atividades na Unicamp, atividades no Senac, caminhadas fotográficas. Então tem uma série de atividades pra galera poder curtir aí. Bom, como um todo, o que que a gente pode falar aí sobre o festival? Bom, o festival, na verdade, é uma grande homenagem ao Hércules Florense, esse cara, esse franco brasileiro que fez a descoberta isolada da fotografia aqui em 1833. Então, o Campinas na minha concepção, é o beço da fotografia. Então, a gente faz uma homenagem a ele. Essa aqui é a nossa 16ª edição. E esse ano faz 200 anos da expedição Longsdorf. Essa expressão só foi uma expensão que o Florence saiu aqui de de Porto Feliz e foi até do Pará e demorou 4 anos. E essa exposição faz 200 anos agora, comemorou no dia 22 de julho. Então esse ano o tema do festival é territórios de transformação, que a gente junta a fotografia com essas crises climáticas, essa urgência de de essa urgência climática que a gente tá passando aqui. A fotografia é um jeito, é um jeito, na verdade, da gente de denúncia, de mostrar tudo isso, de passar o recado. Sim, justamente. Boa. Vamos dar uma olhadinha aqui com o nosso querido Valdecir Saraiva. o nosso repórter cinematográfico. Tem aqui algumas eh imagens suas, né? Suas. Por que que você põe Ricardo Lima? Tem que pôr Lilica, cara. [risadas] É que Ricardo Lima é nome oficial, né? É o nome que minha mãe me deu, né? [risadas] Vamos lá. Isso aqui, essa daqui é uma imagem que eu fiz em Salvador no dia 2 de fevereiro lá, que é o dia de Manjar, onde que hora dia da Manjá. E essa aqui é uma imagem que eu fiz quando eu fui pra África do Sul, cara. E daí eu também tentei mostrar essas duas sutilezas aí, trabalhar bastante com essa história do preto e branco, né? E esse contraste ficou lindo. E na verdade essa exposição, queria até convidar vocês para estarem vindo hotel Centro de Convivência. Amanhã a gente inaugura uma outra exposição na praça do centro de convivência. Então quer dizer, a gente tá ocupando a cidade com a fotografia. Boa. Isso é bom. E aqui essa aqui também é bem diferente, hein, cara. Essa essa aqui é de um amigo nosso, São Paulo, Sérgio Porrog. Não é mais sua, então. Então é do Sérgio. Essa exposição são todos dípticos, duas fotos, entendeu? Ah, são duas de cada um. Duas de cada um, entendeu? Então essa daqui é do Sérgio. Essa daqui já é do Daniel Von, essa daqui é do Daniel Galo e essa aqui da Oet Galo. Então, então são várias opções aqui, cara. É, na verdade é assim, são mais de 20. E você conhece todos aí ou não? A maioria sim. [risadas] É que na verdade a gente tá na nossa 16ª edição, né, cara? Então a gente já tá com uma história para contar aí, né? Eh, se você acha que tem evoluído a cada edição? Cara, esse ano a gente tá com muitos parceiros. Eu falei para você, a gente tem, tipo assim, falei para você da expedição Longsdorf, né? A gente vai est fazendo essa uma exposição lá na Bora, que é biblioteca de obras raras da Unicamp. Então, a gente tem uma uma exposição lá falando sobre esses 200 anos da expedição Dorf. Daí a gente tem assim aqui na frente do centro de convivência, a gente tem um um ponto de cultura que é uma uma PINAB que a gente ganhou. Então, a gente tem um ponto de cultura da fotografia aqui na frente, na frente de C de convivência. A gente tem oficinas acontecendo no Sesc, no Senac. É, no Sesc. A gente vai lá já, no segundo bloco, a gente vai bater um papo com o pessoal. Alexandre Excelante. É, não, o cara é figura, vocês vão ver um material fantástico dele, cara. E daí assim, é isso. Eu acho que na verdade a a fotografia tá ocupando cada vez mais esse espaço aqui em Campinas, porque eu não sei se você sabe, mas em 203 vão fazer 200 anos dessa descoberta. lá da fotografia aqui pelo pelo 200 anos. 200 anos. Então a gente já tá começando a fortalecer toda essa cadeia que trabalha com a fotografia em Campinas pra gente chegar firme e forte. Bora falar então um pouquinho, Lilica, sobre a Vamos ficar aqui, Valdecira, aqui são as vozes do Lilica, né? E o pessoal fica vendo em casa também. Cara, vamos falar um pouquinho sobre essa história do festival que já são 16 edições, você falou, né? Sim, cara. O festival eu trabalhava na PUC Campinas. Eh, e eu fiz um seminário de que chamava seminário imagem e atualidade. Que ano você trabalhou na PUC? Eu trabalhei de 98 a 2012. Tá 14 anos. É, pois é. Eu fiz jornalismo lá. É, [risadas] de 99. Nossa, tô velho a gente tá, foi na mesma época. Caraca, de 99 a 2002. É, eu lembro você do campo, né? A gente se botava no campo. É verdade. Campo do Guarani, Ponte Preta, né? Zebs também. Os dois. Então, e daí a Terezinha, que era vereadora lá da Câmara Municipal, ela fez uma semana em homenagem ao Florense. Então, o que acontece? O nosso festival ele tem uma chancela da Câmara Municipal, porque ele tem uma lei da semana Florence e também tem uma lei do festival Florence. E a gente agora no dia 19, 18, na verdade, a gente faz a entrega da medalha com Florense lá na Câmara Municipal, abertura de uma exposição no rol da de entrada numa fotógrafa potiguar lá de Natal, a Samara Macedo. Então, quer dizer, a gente tá com uma interlocação bem grande. Daí o fechão começa em 2007, entendeu? Então agora, na verdade, tá na nossa 16ª edição, porque algumas edições a gente acabou não conseguindo realizar, mas agora a gente tá firme, forte para fazer essa história e tá passando o recado do jeito que vocês imaginam. Sim, sim. Eu acho que sim. A gente tá ficando, acho que é tipo assim, a essa história da gente consolidar, ter um ponto de cultura de fotografia aqui em Campinas, onde a gente trabalha fotografia não só numa mar durante o festival, mas durante o ano todo. Eu acho que isso é uma coisa bem importante pra gente, porque daí a gente solidifica a nossa ação, entendeu? E a gente tá aqui no centro de Campinas, eh, do lado do centro de convivência, que reinaugurou um instrumento muito bacana de cultura. Então, pra gente é bem importante. Boa. Mais alguma coisa pra gente finalizar? Porque vai ter mais aqui no Conexão Cultural falando sobre o festival. Já já tem mais uma entrevista bem legal e no segundo bloco tem outra. A gente vai lá pro Sesc, como eu tava conversando aqui com o Lilica, as suas considerações finais. Eu ia falar pro pessoal, na verdade, acessar o nosso site, né, que é festivalerculiflorense.com.br. br e o nosso Instagram que é @festivalhérculiflorense que lá você consegue saber de todas essas programações e e vai ver muita coisa boa, né? Tem muita coisa boa ainda. Tem mais duas semanas de atividade. Então convido você também a participar. Opa, sem dúvida. Certamente, cara. Quero ver. [risadas] Valeu, cara. Obrigado, viu? Prazer em revê-lo. [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] Bom, e dando sequência aqui no nosso bate-papo aqui no Conexão Cultural com Alex Ribeiro, também fotógrafo. E aí, beleza? Tudo bem? Como tá a tranquilidade ou não? Tranquilo, tranquilo. Prazer. Bom, você também tá fazendo parte aqui do festival, seu trabalho. Isso, isso é um privilégio poder participar e é eh essa exposição do que faz parte do 16º Festival Hércules Florense e a Lígia Testa, que foi que é a curadora, fez um trabalho primoroso. Eh, acho que é importantíssimo, eh, para você poder revitalizar cada vez mais o espaço, né? Eu acho louvável que Campinas tá valorizando a fotografia cada vez mais, a cultura e o apoio que a própria imprensa e a sociedade civil, os parceiros dão pro festival e o poder público também ajuda. Isso tem valorizado para fazer a fotografia chegar cada vez mais número de pessoas. Importante fomentar cada vez mais a cultura, né? Sim. Sim. Isso aqui é um exemplo bem prático disso, cara. Eu e é para isso que o Conexão Cultural existe, o nosso programa aqui. Cara, bora falar sobre seu trabalho aqui, suas fotos. Então, isso faz parte de um projeto que fala sobre festas religiosas afro, né? Eh, isso aqui é no Ilê Ubá em São Paulo, que é um um centro de umbanda que é tombado pelo patrimônio histórico, é o único é tombado em São Paulo. É a imagem de Ansan, uma representação, né? E esse trabalho também vai nessa linha que é uma festa de São Benedito, mas aqui já é uma coisa bem popular de comunidade, tem Carapicuíba, que é na rua, mas todo mundo caracterizado, tal. É, o meu trabalho é uma coisa mais espontânea, né? Uma coisa [limpando a garganta] só um sorrisão aqui já ganha o jogo, né? Busca, é, é uma busca por essa coisa espontânea das ruas, tal, entendeu? É um trabalho mais, por isso que eu faço sempre preto e branco, tudo. Qual a importância do festival na no seu modo de entender? Alex, eu perguntei isso pro Lilica. Cara, eu acho que você poder ter a oportunidade de tempos em tempos renovar e poder mostrar o material que é produzido, né? Porque hoje em dia produz muito em celular, mas ninguém vê o material. No festival você consegue enxergar não só as imagens, né, refletir sobre o que tá acontecendo na sociedade, as coisas novas, mas as pessoas também que produzem isso. Então é um encontro, né? Eu acho que é uma celebração da fotografia e das pessoas. Para mim isso aqui não tem preço, entendeu? Porque é uma oportunidade mesmo de convivência, não? E por falar em convivência, estamos no centro de convivência. Exato. No centro de convivência, um lugar super bem localizado. Estamos aqui no Cambuiil. Então quem quiser dar uma passada aqui, certamente vai ver um trabalho bem bacana, né, Alex? Sim, sim, sim, sim. Vários trabalhos bacanas, porque como a gente tava conversando no início ali com o Lilica, eh, são vários fotógrafos, trabalho de vários fotógrafos aqui, né? A curadoria primorosa. Eu acho que foi muito bem bem escolhido o material. E aqui é um é um pequeno universo, mas estão rolando outras exposições. O qu, por exemplo, então aqui na galeria tão tem duas exposições acontecendo, né, que é do Forest, que é é é um coletivo canadense com brasileiros que fizeram trabalho de pesquisa na Tem oficina no CESC, a gente vai lá, tem oficina no CESC, vai ter a exposição na Câmara Municipal também, né? Eh, tem algumas intervenções artísticas em em lugares privados, cafés, tem sem ser pontos exatamente de cultura, que também leva a fotografia para pro cara que vai consumir, mas aí ele ele ganha um um que de cultura a mais, entendeu? Qual foi a a foto mais difícil que você fez na sua vida assim? mais pesada assim que você fala: "Puxa, essa cara, olha, eu eu já tive eu fiz eu tenho um trabalho sobre Afeganistão grande, fui três vezes para lá como repórter. Eh, mas aqui em Campinas acho que foi a uma das primeiras fotos que eu fiz, que foi um assalto que teve e os caras invadiram a aonde era o prédio da PAI na saída para depois da João Jorge ali na saída. Você pegou? E aí o cara, os policiais vem carregando o cara baleado e quatro pessoas. É uma cena de guerra na época. Preto e branco, tudo foi capa do jornal. Foi uma foto, uma foto para mim que marcou muito pelo impacto, um impacto da violência, o a rapidez, né, a dinâmica da É totalmente diferente dessas daqui, né, que é um trabalho mais para cima, né, não tem nada é que você falou como a minha história faça pelo jornalismo. Claro, lógico, é uma coisa que foi de impacto, mas já já é uma situação diferente aqui, né, Alex? que já é um trabalho, qual que você curte mais fazer assim, esse trabalho documental atualmente, que é um dá mais prazer, né? é possibilidade de produzir um documento histórico que fica, entendeu, como pesquisa, entendeu, e e resgata um pouco da história, populares. Assim, é, e as pessoas preferem ver que tipo de foto pela sua experiência assim, cara, eu acho que hoje tem um espaço enorme para tudo, assim, para tudo. É uma coisa que é uma uma miscelânia mesmo. a gente vê materiais inusitadíssimos e que com certeza cada um é tocado por algum tipo que passa acho que pela personalidade, pela cultura de cada um, né? Eu acho que é mais ou menos isso. Boa, boa vida longa, né? Sim, sim, sim. A fotografia, vida longa, a cultura. Obrigado, prazer. Obrigado pela oportunidade. Prazer foi meu. Obrigado a vocês. Valeu, galera. A gente vai para um rápido intervalo e na volta tem mais conexão cultural. Até já. [música] Bom, pessoal, Conexão Cultural, a gente volta aqui no segundo bloco conversando com Alessandro Celante, que é fotógrafo. A gente segue falando sobre o festival Hércules Florense. Beleza, tudo bem? Muito obrigado por nos receber. Bom, eu quem agradeço. Como tá aí essa oficina que tá rolando aí? Bem bacana. A gente já trocou uma ideia antes, né? Gostaria que você falasse pro pessoal em casa. Então, essa oficina ela tá no gatilho faz muito tempo, porque é comemoração de 10 anos desse projeto que seriam as Máscaras impermanentes. Eh, esse projeto nasceu na Bienal de Étes em Havana e aí dali foi pro mundo todo, inclusive por duas vezes no Hércul Florense nesses 16 anos de festival e sempre havia um problema e adiava instituir essa oficina. Qual que é a intenção? o processo de experiência imersiva da onde onde as pessoas entram dentro de uma banheira com água e gelo seco, por fração de segundos a pessoa perde os cinco sentidos e eu fotografo a máscara mortuária dessa pessoa viva. Então é uma experiência sensorial. Feito isso, essas imagens elas são adaptadas para uma série de intervenções ou urbana ou em galeria. Eu faço uma série de exposições, mas a oficina nunca foi feita. Sudários é uma oportunidade de quem fez, passou pela experiência, poder depois entrar em laboratório. No caso, hoje é a fase do laboratório, a pessoa poder imprimir seu próprio sudário, o teu rosto captado nessa experiência na banheira. Basicamente é isso. Bom, e resgata aí uma história bem legal, né? Sem dúvida. ainda mais aqui poder instituir. Na verdade, eu fiz essa oficina, eu estrei o ano passado em Havana, como foi o primeiro o primeiro ponto de exposição do projeto, eu voltei para expor e fiz essa oficina. Quando eu voltei, falei: "Agora vou continuar fazendo". Mas eu voltei com chicungunha e aí eu fiquei, meu amigo, seis meses assim no prego. Foi, [risadas] é uma dengue 3.0. Jura? Aí o Lilica me ligou, falou: "Cara, você não quer fazer essa oficina aqui para comemorar os 10 anos e também comemorar os 16 anos de de Festival Clube Florence, que a gente já tem um histórico, né?" Aí eu voltei e aí foi super bem recebido e vamos ver o pessoal agora entrar em laboratório. Bom, tô dando uma olhadinha aqui, Alessandro. O curso propõe aí, né, uma vivência sensorial inspirada no projeto Máscaras Impermanentes, né, aos mortos que ainda vivem e podem ser despertados. Exatamente. Como é isso? Conta pra gente que a galera em casa aí ficou curiosa. Mesmo partindo de uma série de metáforas, né, nossa relação com o mundo é sensorial. Então são cinco sentidos que nos unem assim enquanto sujeito e o mundo enquanto fenômeno. E cada vez mais dispositivos intermediando a tua experiência, você vai perdendo a experiência. Então entrar na manheira com esse gelo seco que gera uma quantidade de monóxido de CO2 concentrado, faz com que a pessoa descolhe um pouco da realidade por segundos. Então é uma espécie de boot sensorial para você rever como tá a tua vida, assim, como é a tua experiência enquanto ser humano no mundo, né? Tá pisando descalço, tá olhando por do sol, tá fazendo coisas desse tipo, então dá aquela aquela despertada. Então eu brinco que são máscaras mortuárias de pessoas vivas, né? Mesmo sendo metafórico, a coisa, a pegada física na na banheira é muito interessante. Como você se interessou por isso? Isso, na verdade é um projeto, é uma monografia que eu fiz no Senac lá, Pacipião, um projeto fotográfico. E isso eu eu materializei dessa forma a monografia que eu tinha feito, eh, voltar nos primódios da fotografia, rever toda a ontologia fotográfica, a necessidade como um ferramental para permanecer e às vezes em detrimento da própria experiência. E aquele começo da fotografia com a fotografia mortuária, que era muito comum, quem podia pagar ter aquela aquele retrato de de um familiar morto, mas de certa forma permanecia. Então falei: "Há como falar de uma fotografia impermanente?" E aí foi. Aí uma coisa vai levando a outra. Inclusive o que me trazem depois da experiência, os depoimentos me trazem subsídio para continuar ou desmembrar o projeto em algumas coisas, porque são experiências muito únicas de cada um, né? Como que é a experiência? Quais são os relatos? Eu posso dar a minha experiência. Vamos lá. Vamos lá. Que agora eu fiquei curioso também. Insuportável para mim. Tem gente que é indiferente, tem gente que tem gatilhos, né? Memória afetiva, desperta, tem gente que fica numa boa, tem gente que tem uma claustofobia. Eu sou mais dessa parte claustofóbica, porque seus pulmões na água fria eles comprimem, você tem uma necessidade de respirar. Então imagina, você tá até que de água, não ouve nada, fecha os olhos, não vê nada, aquela água fria interfere no seu tato. Com o CO2, o teu olfato e o teu paladar também vão embora. Então, por fração de segundos, você zera todo o seu dispositivo sensorial e aí sai revigorado. Bom, bora falar um pouquinho sobre o festival como um todo, Hércules Florense, qual a importância disso tudo, fomentando inclusive a cultura. Para você ver, falando só desse projeto, quando eu terminei a a monografia, eu tinha que fotografar as pessoas. Eu comecei com familiares. Hoje eu tenho quase 600 pessoas que passaram pela experiência e é como você fazer um filme não ter onde distribuir. Então como o contato com primeiro em Itu em Itu eu conheci o Ricardo que me trouxe para cá, foi imprescindível para que começasse a trazer tanto público para ver a exposição quanto para participar da experiência. Eu fiz por duas vezes na Estação Cultura, uma capelinha que tem ali, punha a banheira e foi imprescindível. Eu acho que eu participei três ou quatro edições com partes diferentes desse mesmo projeto, né? Mesmo tendo outros projetos, esse aqui é o do Hércul Florense. Boa, sensacional. E fala um pouquinho sobre sua carreira. A minha carreira como fotógrafa, artista visual, ela começa com esse projeto. De fato, eu tinha outras experiências, algumas coisas muito mais mais pontuais, mas a partir desse projeto eu começo a fazer vários e todos eles não terminam. Eh, um deles é é um máscaras impermanentes. O outro se chama furiô, que diferente do das máscaras que aborda a morte, o furiô aborda a origem, a matéria-pra da criação, a a argila. Então, a experiência sensorial se dá com argila. as pessoas entram nuas e reesculpem o teu corpo. Porque partindo do mito judaico cristão, a partir do momento em que você recebe o sopro da vida, você é você é banhado por uma cultura que nem retirando a roupa você consegue estar plenamente nu. Uhum. Voltando com a matéria da criação, você se reesculpindo é uma sensação de você ter uma nudez plena, mesmo com essa materialidade. Aí o como funciona? Os conceitos são sobre a argila, o trabalho no estúdio é com argila e depois eu imprimo essas fotos num processo histórico chamado Dustin On que usa pigmento. Eu substituo pelo pó de argila. Então é argila. Caraca. Então é todo um um processo, né? Todo um processo e assim eles não param. Outro que foi muito importante assim foi, eu cuidei do meu pai por 5 anos na cama e eu fotografava diariamente. Esse chama esmorescência, que é como a pessoa em confinamento vai perdendo a própria essência e você, enquanto cuidador se torna pragmático e deixa o afeto de lado. Então, e esse projeto teve várias fotos premiadas no mundo todo e inclusive ele entrou, eu não sou um fotógrafo documental e esse trabalho documental, ele foi premiado no festival de fotografia ética em na Itália que meu ali são os caras. É, foi um e eu ainda tenho dificuldade de terminar a edição, então ele tá em aberto muito mais na fase de edição, né, que meu pai faleceu e eu tenho um material bruto muito grande e ainda não sei se para esse trabalho eu ainda tô em processo de luto. Mas a galera é pode acompanhar em algum lugar? Você ainda não? Eu tenho tudo isso disponibilizado no alexandrocelante.com.br ou @alessandroelante no Instagram. Tem todos esses. Tem um outro projeto, como comecei viajar bastante e eu me propunha a me perder nos lugares que eu não conhecia. Então eu tô em Montei, no México, tô lá expondo, mas eu não conheço a cidade. Eu pego um metrô pro lugar mais longinho e volto a pé tentando encontrar o hotel e fotografando. Eu falo The Last Day Inar. Esse também passou por alguns alguns lugares assim. Aí tem um canibites, que é exatamente esse nome, Canibites, como a gente é consumido pela pelos bites de computador, dispositivos, ele ele começou em 2000, assim, no meio da transição da fotografia analógica para digital. E agora eu retomo com essa outra pegada de rede social e assim tá tá quanto tempo de carreira já, Alisandra? Poxa, que eu fotografo desde os 18, eu tô com 54, mas profissionalmente como artista uns 20 anos já. E e assim, e aí eu tô perguntando isso porque é legal na oficina você também passar um pouco da experiência pro pessoal, né? Sim. Na verdade, essa oficina não é sobre eh uma técnica, não é como fazer, só é trazer as pessoas pro meu processo de criação. Sim. Então, a experiência se dá e depois como eu trabalho as fotografias dessa experiência que antes eu fazia espunha. Hoje as pessoas vão poder manipular a própria imagem e como eu utilizo e eu também transgrido a questão química, a questão física e é claro que aí vai uma apostilazinha para você saber como seria tudo certinho, né? né? Você tem que dominar o código para poder transgredir. Mas eh mesmo o laboratório é uma questão de experiência estar assim vivendo um processo contínuo, desde a experiência na banheira quanto no laboratório e levar experiência e representação, né? Levanç boa bate-papo super bacana com o Alessandro aqui conversando conosco. Então, por favor, Alessandro, suas orientações finais aqui pra galera que está conosco assistindo ao Conexão Cultural. Bom, de modo geral, quem quiser começar a fazer alguma coisa, precisa aprender a se expor e assumir risco, porque isso eu aprendi mais com a o projeto com o meu pai. Às vezes a gente é extremamente pudico com algumas coisas e a gente não quer, se vai trabalhar com arte a assim visual, eh, assumir riscos e torná-los visíveis. Bom, e a experiência de tá aqui no CESC também, eu acho que essa é a parte mais importante do projeto, porque como eu disse no outro, na outra questão, às vezes você faz um filme, não tem como exibir, então tem toda essa logística e o CESC é o que te dá essa estrutura para poder fazer esse link entre produção, a parte de existe também um ensinamento e liga com o público mesmo, né? e todo o respaldo que o Sesc tem. E espero que a partir de hoje, assim, que tá no Sesc Campina possa também fazer em outras unidades, porque tem sido bem legal, tem sido muito legal. Tem que só agradecer ao Sesc. Valeu, prazerzão, hein? Show de bola. É isso aí, galerinha, conexão cultural. Até a próxima oportunidade. Ciao. [música] [música] [música] เ