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Conexão Cultural | Sanfona, Acordeon ou Gaita
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Conexão Cultural | Sanfona, Acordeon ou Gaita

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Gaita, sanfona e acordeão (ou acordeon) são exatamente o mesmo instrumento musical aerofone de fole. A diferença de nomenclatura existe apenas devido à grande diversidade cultural do Brasil, refletindo diretamente o estilo musical e a região em que o instrumento é tocado.

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Conexão Cultural. É isso aí. Nós vamos falar muito sobre sfona, pois essa paixão nacional. A gente vai entender exatamente como tudo funciona. Começamos bem aqui o Conexão Cultural em grande estilo. Bom, para bater um papo com o Enoque, que é artista musical, é um fenômeno. O Enoque, inclusive, é um dos grandes nomes do forró, pé de serra. Pois é. Vamos ouvir mais um pouquinho. A gente já vai bater um papo com ele. cultural. Estamos aqui com o Eno vai bater um papo conosco. E aí, tudo bem, cara? Que prazer recebê-lo aqui no Conexão Cultural. Estamos na sua casa que fica em Americana. Eu só posso dizer uma coisa. Pois não diga. Tô tão feliz. Aê. Simpático Enoque. Bastante simpátic. Cara, como começou sua paixão por Sampona? Rapaz, eu comecei quando eu era pequenininho, eu tinha 5 anos, ganhei uma gaitinha de boca, 5 anos de idade. Aí depois, aos 8 anos, ganhei um cavaquinho. E aos 10 anos caiu na minha mão uma sanfoninha vermelhinha de 24 baixos. Aí eu não larguei mais. Graças a Deus. Tô com ela até hoje. Você é pernambucano? Sou pernambucano. Da cidade de Parnamirim. Isso foi lá em Paranamirim. É lá que você teve a primeira sanfona. É nas fazendas lá no meio do mar. En, aliás, eu tô dando uma olhadinha aqui, dependendo da região do país, pode ser sanfona, acordeon ou gaita. É isso. É, tem vários. Inclusive fizmônica também lá para fora, lá na Itália. Na Itália. E e a no Brasil, eh, conforme a região, eles chamam de acordeon, eh, chamam de sanfona porque tem o fó, ela sanfoneia, ela abre e fecha. E acordeon, porque tem os acordes mais lindos que você imaginar, tem aqui na sanfona. Então é todo o nome, tá tudo certo. E a gata do Rio Grande do Sul, porque tem aquela gatinha de ponto que eles tocam lá muito bem. É uma coisa muito bacana, viu? Bom, tô dando uma olhadinha aqui. Eh, construindo sua trajetória a partir de origem simples, né, Enoque? Quando ainda era criança, começou a tocar Bota simples nisso, rapaz. Muito simples. Começou a atacar sanfona de forma é muito legal e se apresentava em feiras e praças. Ah, você é daquele cara que fica na ficava na feira, na praça, daí o pessoal passava. Exato. Não, e sabe por até eu fui eu fui eu nasci para trabalhar na roça, mas aí eu tinha um problema de vista, eu enxergava 1%. Aí meu pai me botou aos 8 anos no meio da roça lá com os outros trabalhadores. Eu não servia para nada, rapaz. trabalhando no tudo que arrancava, em vez de arrancar o mato, arrancava a a planta junto. Aí meu pai disse: "Isso aqui não vai dar para nada". Aí eu fiquei muito triste assim, mas ele disse: "Não, mas enquanto eu for vivo, a boia não falta". Eu digo: "Tá bom". Aí depois eu tive outra ideia. Eu digo, mas ele é mais velho do que eu, ele morre primeiro. Eu tô lascado. Aí fui tratando de arrumar uma coisinha para fazer e graças a Deus hoje estou aqui feliz com minha safonona. Bom, a sua história está ligada à história do trio Virgulino. Fui eu fundador do trio virgulino em 1980. 80 80. Eu fundei aqui em Americana e fiquei no trio até 2018. Aí eu já tava, eu digo, não, eu já tô ficando velho mesmo, vou sair, vou tocar com meus filhos. Aí eu quero ouvir agora um forró universitário. Forró universitário. Essa essa é da minha época de balada. Tô numa boa, tô aqui de novo. Daqui não saiu, daqui não me movo. Tenho certeza é o meu lugar. Tô numa boa tô ficando esperto. Já não pergunto se isso tudo é certo. Não sei se de tempo para recomeçar. Doeu, doeu agora não dói, não dói, não dói. Chorei, chorei, agora não choro mais. Toda a mágoa que passei é motivo para comemorar. Mas se não sofresse assim, não tinha razões para cantar. Canta aí. Vamos lá. Mas eu tô rindo à toa. Não que a vida seja assim tão boa, mas o serviço ajuda a melhorar. E cantando assim, parece que o tempo voa. Quanto mais gente boa, mais bonito sou. Eu agradeço por poder cantar. Hei, cara, você é bom para caramba, hein, meu? Vou te falar que passa um filme na minha cabeça, porque quando eu tava, acho que na era a minha época de faculdade. Pois é. É mais ou menos 99, 2000, 2001, 2002. É por aí. Foi surgiram, cara. E era uma febre, tinha forró em Barão Geraldo, se eu não me engano. É, eu fui, eu tava lá também. Cooperativa Brasil. Nossa Senhora Aparecida. Meu Deus do céu, como eu fui lá. E mas eu nunca fui bom para dançar não. Eu lembro que era dois para lá, dois para cá. Mas não precisa saber muito não. Vai te encostar na bolinha e sair dando aquele gengadozinho, velho. Sentindo o cheirinho dela. Aí pronto, acabou o tempo ruim. Aí o abraço espetacular. Bora cara. Morando do nordeste não tem nada a ver com o sanfona, né? Não, o morango veio na cabeça morango do não. O morango do nordeste foi o seguinte. que um uns caras se reuniram lá, inclusive, eh, acho que são dois autores, mas depois apareceram de cinco que disseram que é próprio deles e até virou uma confusão, mas é tudo faz parte. Quer dizer, na verdade é uma música romântica, né? Romântico e brega, né? Mas toca na sanfona também toca, mas eu não sei não. É, tava tava tanto de sonho quando isso apareceu. Oi. Seus olhos que fascinam logo me estremecer. Fala que eu sou demais e é somente ela que me satisfaz. É somente ela que me satisfaz. Olha, o cara é bom, hein? Peguei de surpresa. É somente ela que me satisfaz. Me diz o que ela significa para mim. Se ela é um morango aqui do nordeste. Agora eu não sei como é que é. Meus amigos falam cabrada da peste, apesar de colher as batatas da terra, com essa mulher eu vou até pra guerra. A é amor. Ai ai amor. É o amor. Cara é um fenômeno. Eu peguei ele de surpresa aqui. É amor. Ai ai ai. É amor. É amor. Cara, deixa eu te fazer uma pergunta que tá todo mundo certamente fazendo em casa, assistindo, não é, assistindo ao Conexão Cultural. É difícil começar a tocar. O cara pode estar em casa, tal, o menino, a menina falando: "Puxa vida, olha lá, que legal, Enoc, gostei, bacana, quero começar." É difícil, não é? Dá para encarar? Como que faz? É assim, ó. A música começa de dentro para fora. Você já tem que ter a música, pelo menos a vontade de de tocar, de cantar, você já tem que ter ela. Porque pensa bem, desse tanto de tecla, são 41 tecla, 120 botões. Para você decorar isso tudo, amigo, se você tiver o dom pelo som, você descobre. Quando ela apareceu, olha, parece fácil. Na verdade é fácil. Se você tem a música dentro de si, é fácil. Agora, se você não tem, você pode estudar e se tornar um sanfoneiro. Você já deu aula ou não de sanfone? Não, eu não sei música não. Eu nunca estudei. Não, mas para saber tocar não. Nunca estudei. Eu não sei. Eu não sei da aula. Eu não sei o que é, por exemplo, como é que se escreve um dó, como é que se escreve um um lá menor. Eu não sei. Seu negócio é na prática, na raça mesmo. É porque foi assim que eu aprendi, né? que eu tô tentando aprender até hoje. 68 68 68 e começou com 10, você falou, ou seja, então é 58 anos já na de barulho incomodando os outros, né? Fazendo alegria dos outros, né? Porque olha, é muito legal o seu som. Aliás, por falar em som, bora. Eu quero ouvir de novo. Quero ouvir mais uma. Posso fazer uma minha? Óbvio, a minha é o seguinte, deve, diga-se de passagem. Preciso desse seu amor. Ai amor, mas como preciso não posso mais viver sem teus beijos, teu sorriso. Não posso ficar sem você, pois viver sem você é viver para chorar. Fala, meu amor. Diga, meu amor que não vai judiar comigo. Espera, meu amor, fica, meu amor. Então, me leva para morar contigo. E onde quer que você vá, seja onde for, me leva, me leva. Diz, amor, que eu vou. Me leva, me leva. Seja como você mundo. Se você me leva, eu vou. E onde quer que você vá, seja onde for, me leva, me leva. Diz amor que eu vou. Me leva, me leva. Seja como for seu mundo. Se você me leva, eu vou. Boa, parabéns. Você é fera demais, hein, cara? É nós, é nós, é nós. É nós. Cara, deixa eu te fazer uma pergunta. Eh, onde que você toca? Aqui americana? Não, rapaz, eu toco onde me chamar, sabe? Mas você vai pra bar alguma coisa? Porque tomando aquela cervejinha, ouvindo isso aí, acho que meu amigo, é uma sensação muito agradável. Eu te disse, eu te disse antes onde me chamaram. Por exemplo, ano passado em agosto eu fui tocar na Espanha. Para você ter ideia, aqui agora nessa época do São João, eu vou essa semana eu tô indo para Porto Seguro, toco lá em Trancoso, Caraíba, nos resortes, mas antes não é é na praça mesmo, lá na Ah, tá. É coisa de Caraíba. Mas o pessoal do resorte às vezes chama também se chamar como ele disse, tendo um cachezinho, a gente vai com todo gosto. Até eu amanhã no no sábado, por exemplo, eu vou tocar em São Paulo, no Vila Lobos e e lá em Alfaville e assim onde chamar. Ah, vou tocar aqui também em Bragança Paulista no em Campinas. Campinas se chamar tô dentro. Me chama para ver. Tô bem facinho. Chama. É só chamar que é só chamar que dá jogo. Tô bem facinho. Tem até no cascazinho pr para o leite das crianças. Não precisa ser muito não. Uma coisinha só me chama que eu tô bem facinho. Cara, tá tão legal, tão gostoso esse bate-papo que o pessoal certamente em casa tá tá curtindo demais. Eu podia falar um pouquinho do meu trabalho? Claro, você tá aqui para isso. Eu gravei, eu gravei um CD, o último que eu gravei, o mais recente, eh, um CD que eu convidei, ó, Chico César, Mariana Aidá, Tato do Palamança, Mestrinho, Geraldo Azevedo e Gilberto Gil. Chamei esse povo todo, aí gravei na pandemia, estavam todos desocupados em casa, digo, vou chamar quem eu puder chamar. Pois eles não vieram gravar, rapaz. Eu fiquei tão feliz. Aí gravei. É um CD lindo, lindo, lindo. Quer dizer que nem tem mais CD. Hoje em dia no no CD físico não existe, né? Eh, a gente grava e só solta nas plataformas, né? É. Hoje mudou bastante, mas eu eu gravei, chamei esse povo todo e eles vieram e eu ten Quando foi isso? Foi, eu gravei em 2000 na pandemia. Agora você tem registrado a foto, tudo? Eu oi. Você tem registrado foto, essas coisas? Tenho nada, rapaz. Eu tenho, tenho um vídeo que eu gravei em contato. Ô Teresa, abra aí. E tô chegando, tô batendo aqui na porta do Enoque. Ô Tereza, a gente tá no meio da gravação aqui do Conexão Cultural. Então manda mais uma aí. Manda mais uma aí. Abra aí que eu vou tocar mais uma para você. Mas antes me responde, você tem umas fotos desse ou não tem? Rapaz, eu não tenho é nada, rapaz. Eu tenho só a vontade de fazer as coisas. Espera aí que ela tá abrindo aí, viu? Ela tá abrindo. Só um só um momentinho, só um momentinho que agora ele tá tocando aqui, gravando no Conexão Cultural. Manda lá. Quando olhei a terra ardente com a fogueira de São João, tudo bem? Eu perguntei a Deus do céu, ai para que tamanha a judiação? Eu perguntei a Deus do céu, ai para que tamanha judiação? Aí sim, agora chegou a bumba. Que braseiro, que fornalha, nenhum pé de plantação. Por falta d'água perde meu gado, morrer de sede meu alazã. Porca d'água perde meu gado, morreu de sede, meu alazão. Aí sim. Até mesmo asa branca. Que maravilha, hein? bateu asas no sertão. Então eu disse a Deus Rosinha guardar contigo meu coração. Então eu disse a Deus sozinha guardar contigo meu coração. Hoje longe muitas léguas numa triste solidão. Espero a chuva cair de novo para mim voltar pro meu sertão. Espero a chuva cair de novo para mim voltar pro meu sertão. Quando o verde dos teus olhos se espalhar na plantação, eu te asseguro. Não chore não, viu? Que eu voltarei meu coração. Salve Luiz Gonzaga. Cara, que espetáculo. Inclusive o Rafael Fernandes, o nosso Sinegra, veio aqui. Formamos um belo trio aqui. Vi, você viu? Você viu? Você viu o instrumento dele? Vai, vai, mostra para nós esse teu instrumento. Que que era, você quem sabe faz ao vivo. O que que é isso aí? Que que o que é isso que tá na mão? Uma um um balde de argamassa. Aqui assim, quem sabe faz ao vivo, meu filho. É você, além de ser muito competente, é o cara muito gente boa, sucesso. Muito obrigado por nos receber aqui na sua casa, nos atender aqui no Conexão Cultural. Pô, além de muito competente, como eu disse, você é um cara muito gente boa. Ô, meu amigo, muito obrigado. Muito obrigado, viu? Eu queria dizer que eu tô lisando com a presença de vocês aqui e as redes sociais. Eu queria pedir pros meus amigos te seguirem na no Instagram, me seguir no Instagram Enoque Virgulina Enoc e Nok Virgulinoficial. Enoque Virgulino oficial no Instagram, no YouTube, onde você quiser. Tô lá. Vamos lá, pessoal. O segundo bloco aqui do Conexão Cultural. Vocês acompanharam. O primeiro foi bem alegre, bem interessante. O segundo também vai ser bem bacana, porque eu estou aqui com o garotinho de apenas 10 anos de idade, é o Benício. Tudo bem, Benício? Tudo como é que vai? Tranquilo, tranquilo. Tudo bem. É, o Benício sabe tudo e mais um pouco de sanfona, né, cara? Como começou seu interesse aí pela sanfona? Ah, então lá na minha lá na Bahia, é aí o meu tio, ele toca sanfona, né? Aí ele falou que ia sair para tocar. Aí tá bom. Falei: "Tá bom". Aí chegou umas meianoite, todo mundo já tava se arrumando para dormir e aí chegou um carro, dois carro, duas moto, três moto, muito, muita coisa, muito instrumento. Aí na hora que eu escutei aquele barulho, eu saí correndo da casa e o meu pai tava lá fora. Aí eu perguntei assim: "Pai, pai, o que que é isso?" Aí ele falou: "Folia de reis, filho". Opa. Aí eu falei assim: "Nossa, pai, é bem legal, né? Adorei". Aí depois disso começou a minha trajetória. E você tinha quantos anos? Oito. Oito. Então faz dois anos que você Sim. Caraca, que legal, hein, cara. É. E assim, você sabe várias músicas tocar? Umas 40. 40? Eu achei que você ia falar assim, umas cinco, seis, cara. Aí, como que é? Você fica treinando? Conta pra gente. Ah, então, aí eu faço aula aqui, é, uma em uma semana, toda quarta, só que em casa, né, eu pego todo dia uns 30, 20, uns 30, 15 minutos, só para não esquecer as músicas, né, e tá sempre praticando. É, é verdade. Isso de certa forma te ajuda até na escola. Não ajuda porque você tá sempre o raciocínio rápido, né? Raciocínio. Sim. tá sempre tendo que que decorar a letra, decorar os movimentos, não é isso? Sim. Pô, que legal, cara. Daqui a pouco, inclusive, a gente vai conversar com o seu pai também, com o seu professor para eles continuarem contando também um pouco sobre sua história, sobre você. Mas eu quero ouvir você e mandar aí na na sanfone, o que que você vai tocar pra gente? Lamento sertanejo de Dominguinhos. Bora. Aê, cara, eu tô impressionado a quantidade de botões que tem aqui, né? É, tem 120. 120? Sim. Caraca, Nossa Senhora Aparecida. Meu Deus do céu. Jura? 120 botões. 120 botões. E como você sabe qual que você tem que apertar aí? Ah, assim, eu não decoro 120, né? É, eu só decoro os que eu uso nas músicas que eu toco, né? Nos estilos. Só que aí nesses dois anos eu fui decorando e aí a cada música eu sei o tom e o que eu eu vou usar aqui. Ah, que beleza, hein? E você quer tocar nos lugares? Já tá tocando? Ah, tô tocando. É. Opa. Lá no Ceas, eu vou toda a festa junina com o meu tio. Vou no Arraiá da Piedade dia 4 tocar também. Eu vou em vários lugares assim, ainda mais em época de festa junina, né? É. Aí eu me espero bastante. Aham. E é muito pesada essa sanfona ou não? Tem 10 kg. 10 kg. Ele sabe todas as respostas. Ô, garotinho esperto, hein? Impressionante. Quero mais uma música aí pra gente mostrar no Conexão Cultural. Qual que você vai tocar? Eu vou tocar a lembrança de um beijo. Oh, aí sim, hein? Quando a saudade invade o coração da gente, pega veio onde corria um grande amor. Não tem conversa nem cachaça que dê jeito, nem o amigo do peito que segura o chororou. Quando a saudade invade o coração da gente, pega veio onde corri o grande amor. Não tem conversa nem cachaça que tem jeito, nem o amigo do peito que segura o choro, que seguro chororouor que seguro chorou. Saudade já tem nome de mulher, só para fazer ao homem que bem quer. Saudade já tem nome de mulher. Só para fazer a que bem. O caba pode ser valente, chorar, temer mundo de dinheiro e chora. Ser forte que nem sertanejo e chorar só na lembrança de um beijo e chorar. O menino toca e canta ao mesmo tempo. Ele tem apenas 10 anos de idade. Olha que coisa impressionante, né? Que que você pretende pra gente encerrar o bate-papo? Depois a gente vai pegar mais imagens de você tocando. Que que você pretende assim para sua vida, sua carreira? Você quer seguir profissionalmente? Que que Quais são seus objetivos, Benício? Então, eh, eu pretendo, né, continuar sanfana. Nunca vou deixar assim o instrumento de lado, só que eu gosto muito de animais. Eu eu também quero ser biólogo. Ah, além de tocar acordeão. Legal. Prazer em conhecê-lo e parabéns pelo seu trabalho, pelo seu talento. Obrigado. Valeu, galerinha. Bom, agora com o pai do Benício, o Ricardo. Tudo bem? Tudo joia. E aí, beleza? Que orgulho do filho, né, cara? É, o bicho é danado. Bicho é Viu, viu pela primeira vez, ouviu o som pela primeira vez lá e se apaixonou e e seguiu em frente. E você nunca tocou, não é? Só enganava. É, é violão, tudo, mas só para para enganar, né? E que que você procura passar pro seu filho assim de para para um futuro com relação a essa situação de sanfona e tudo mais? Você incentiva? Não, a gente incentiva bastante, mas foi uma coisa até que meio natural da parte dele, né? Porque quando ele viu a Folha de Reis, ele aquele o som entrou no no ouvido dele e não saiu mais. Tanto que aí no outro dia ele pegou a sanfona do o tio dele ficou só fazendo movimento de folle e ele ficou com os dedinhos tentando reproduzir o barulho da o som da Folia de Reis no no dia anterior, né? Foi amor à primeira vista. E foi aí? Ah, papai, papai, quando o senhor chegar em Campinas lá, o senhor não compra uma sanfona para mim? Quanto custa uma sanfona dessa aí? Olha, começa as as baratinha 100. Aí já depois 15.000, 20.000, 50, 100. Aí só é o limite. 100.000. 100, 120.000. Caraca. É caro um instrumento. Os instrumentos bons mesmo são caros, né? É. Mas é praticamente é artesanal, feito tudo à mão, né? Praticamente, né? É, então tem que investir, né? No caso, é assim um é um instrumento que para começar mesmo é é difícil a pessoa que não tiver condições condições, né? É um instrumento caro, né? É. E ele fica tocando na na sua casa ou não toca? Todo todo dia. Todo dia ele toca. Pega todo dia. Aí vê na televisão e tenta tirar de ouvido e vai. assiste bastante coisa na TV, no YouTube, para na verdade quando a gente comprou a essa sanfona que a gente comprou mais baratinha em São Paulo lá, né? Aí a gente chegou, eu não entendia também muito de sanfona, aí eu fui lá naquelas lojas de São Paulo lá e e adquiria, eu ia, eu queria comprar uma mediana, o cara falou: "Não, compra uma baratinha porque é fogo de palha". Então é daqui um ano você vem, eu pego pelo mesmo valor. Na época foi até R$ 15.00, né? Daqui a pouco vai se desinteressar mal ele sabia, né? Aí trouxe para ele, ele ficou no YouTube lá, dança lá. Gosta do Michael Jackson. Ah, é? É. O a paixão primeira dele foi o Michael Jackson. A gente é, a gente fez um um conexão cultural com cover, eu e o meu grande amigo Antônio Diqueira, o nosso repórter cinematográfico. A gente fez um conexão cultural do com o cover do Michael Jackson, cara. Nossa, que bacana, cara. Impressionante também conexão aí, contando histórias, fomentando a cultura. Bacana. Então, aí ele começou a tocar e já tirou de ouvido. Aí depois passou uma semana, ah, papai, a falou, tá faltando nota, dá para senhor comprar outra? É, prepara o bolso, então, né? Aí eu voltei depois de 15 dias, aí o cara assustou, mas tá fazendo o que aqui, né? Aí a gente já comprou uma uma a melhorzinha e foi e foi até chegar nessa aqui, né? Que legal, cara. Que é profissional essa daí. Que essa é a top mesmo. É. E aí ele aí uma história também um pouco longa assim que ele é apaixonado por São Fa mesmo, né? É. É que a gente acabou, eu comprei na internet sem ele saber e depois fui tentando pagar aos pouco, tal. E ele viu na internet, falou assim: "Nossa, papai, sabe aquela fon que eu gostei? Vendeu, nossa, quem comprou deve ter muito dinheiro. E aí até terminar de pagar e chegar ele já começou a ficar doente. Ficou frustrado, né? Mas eu não contei para ele, né? Ele só descobriu depois que chegou e foi bacana. Nossa. E foi bacana. Que legal. Valeu, Ricardo. Beleza. Bom, e pra gente concluir, pessoal, estou aqui com o professor do Benício. É o Carlos Alberto, vai bater o papo conosco. Carlos Alberto Ribeiro dos Santos, que é o professor de sanfona, também de acordeon ou gaita, que são os nomes aí que são sanfona. É o apelido, né, que o pessoal gaita é o apelido lá do sul, são fã é apelido lá do norte, mas o nome é acordeão piano, por causa das teclas. Olha aí, tem acordeão ponto que é aquela que é tudo botão. Hã, e essa aqui é acordeão piano. Então o nome sanfona é na verdade apelido. Ap folle. A sanfona causa do fle, né? Não tem o ônibus sanfona, né? Olha aí. Aí sim, pô. É meu nome é acordeão. Mas o pessoal, o que o pessoal falar toca gaita, toca o gaita, toca sanfono, toca sanfono. E achei que gaita era aquele negocinho que colocava na boca, gaita de boca, né? Essa é o nome da gaita. Mas o pessoal do sul fala: "Eu tenho uma gaita e na verdade é sanfona, acordiona". E assim vai. Que coisa impressionante, hein? a gente atende a todos os Pois é, a diferença de nomenclatura existe, é apenas devido à grande diversidade cultural do Brasil, refletindo diretamente o estilo musical e a região em que o instrumento é tocado. Exatamente o que o professor Carlos Alberto acabou de falar para pra gente aqui no Conexão Cultural. Que que você pode falar do garotinho aí? O Benício, de 10 anos de idade, que já tá mandando super bem, inclusive no frio. Bení, então Benício chegou aqui porque no frio é mais difícil, né? Professor, os pai é mais difícil porque os dedos, ó, meu dedo tá duro aqui, frio, os dedo não obedece. O dia da gravação hoje estamos no dia 26. 26. É, é isso, né? 26 de junho, um frio impressionante aqui em Campinas. Estamos, na verdade, em Montemor, né? Montemore. Isso. E daí no frio é mais difícil. É mais difícil. O Vinícius veio, veio para cá, tinha oito aninhos, né? os pais deles entraram em contato, falou que eh que ele precisava fazer uma aula. Aí eu minha agenda tá super lotada, não tinha como adicionar, falou: "Não, quero que você conhece ele". Aí ele chegou com a sanfona, a gente marcou uma aula experimental, né? Aí eu falei: "Você toca?" "Toco." Eu falei: "Opa". Aí ele começou a tocar algumas notinhas diferente ali. Eu falei: "Caramba, ele já tem um brilho, já tem um brilho no olhar já. E já tem uma a pinta de artista. Ele chegou como um artista grande, né? Aí eu falei: "Não, vou pegar esse menino". Aí a gente começou a treinar, é um garoto super especial, dedicado, estudioso e muito educado também, né? Muito educado demais. Então, os pais tá de parabéns, né? É isso. É bom. Isso é bom. Bora tocar um pouco aí pra gente ver o professor também tocando aqui que o homem não é fraco não, hein? Boa. Espetacular. Casa branca Lu concidíssima, né? Essa é conhecida demais. Vamos mais uma aproveitar aqui o Conexão. Vamos embora. Tá falando de gaita, né? Vamos fazer uma lá do sul. Vamos lá. เฮ A, cara, é muito difícil aprender sanfona. Ah, é um pouco, acredito, né? Aí eu falo paraos meus alunos, eh, depende muito do aluno, da dedicação, sem empenhar ali, eu tenho um método muito prático, um método fácil. Então, na primeira aula, o aluno já sai tocando uma música. Opa. Meio que mágico, né? Então, o método que eu aprendi, uma música que eu aprendi. Então, na primeira aula, o aluno já sai tocando uma música. Aí depois, lógico, o aluno tem que dedicar igual ele faz, pelo menos meia horinha no dia ali, uma hora, ficar em casa treinando, né? Dedicar porque é um instrumento que requer uma atenção a mais. Maravilha. Tem tem um folle, tem baixo. Teclado. Ele falou que tem 120 botões ainda. 120 botões. Jesus amado. Aí aqui tem tudo. Tem os acordes, os anota e a gente e canta junto, né? Toca e canta junto. Bom, é isso aí, professor. Muito obrigado por nos receber e pra gente encerrar mais uma música aí. Opa. Pra gente encerrar o Conexão Cultural. Tchau galerinha e até a próxima oportunidade. A gente fica mais um pouquinho aqui com a música do professor Carlos Alberto, agradecendo também ao Benício, garotinho de 10 anos, que mandou super bem aqui no Conexão Cultural. Bora lá, aproveitar as festas junina que a gente tá na época, né? Isso aí. Vou fazer uma aqui. Oh. Ah. เฮ
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