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Olá, saúde e a vida começando. Sejam muito bem-vindos. O programa de hoje vai fazer você repensar a forma como cuida da sua saúde. Hoje vamos falar de três pilares fundamentais para o nosso organismo: o sono reparador, a alimentação balanceada e atividade regular. Vamos entender como esse trio se conecta para nos dar mais qualidade de vida e energia. E para abordar esse tema, convidamos o Dr. Leonardo Quirilos, ele que é médico pós-graduado em nutrologia e medicina esportiva. Muito obrigada pela sua participação, Dr. Leonardo. Seja muito bem-vindo no programa Saúde é Vida. Boa tarde, Cassiane. Muito obrigado pelo convite. Muito feliz em estar aqui com você pra gente discutir esses três pontos que são tão importantes aí pra nossa saúde, pro nosso dia a dia, pra nossa disposição e pra nossa longevidade, né? Isso mesmo, doutor. E pra gente começar então, né, queria que você explicasse já de imediato por que a ciência considera esse trio tão poderoso assim. Maravilha. Então assim, eh, a gente tem dentro do nosso sono um dos, eh, e é a nossa oficina principal de reparo do corpo. a gente vai ter renovação tecidual, a gente vai ter reciclagem de células, por exemplo, de defesa, a gente vai organizar a nossa memória, a gente vai entrar nesse modo literalmente de manutenção do corpo, onde tudo será reparado, controle de humor, controle de eh hormônios, eh e funcionamento, foco em recuperação geral do nosso corpo. É, por um outro lado, a gente tem a alimentação como nosso principal combustível de dia a dia. Quando a gente fala de alimentação, a gente abre para macronutrientes, como carboidratos, gorduras e proteínas. A gente tem também os micronutrientes e as vitaminas, que são super importantes para o funcionamento e para serem utilizadas como suporte e base paraa produção também de muitas dessas células e do funcionamento adequado delas. E a gente tem também eh as combinações que são interessantes para uma melhora geral de eh função bioquímica, fisiológica do nosso corpo, de acordo com o que a gente fornece para ele. E o exercício, eu costumo dizer que o ser humano ele foi feito para estar em movimento, né? Então, é onde a gente tem a ativação do sistema como um todo. A gente movimenta a circulação do sangue, a gente melhora sensibilidade à insulina, que é a captação do açúcar pelas nossas células. eh a gente melhora a nossa força muscular, nosso osso, saúde cerebral, eh a própria qualidade do sono responde a um exercício bem feito. Eh, então a gente tem toda a ativação desse sistema quando a gente tá fazendo o exercício e elas se conectam muito bem uma com a outra e nos ajudam muito a manter uma ah a ah uma um funcionamento geral do corpo, né? quando a gente tem os três muito bem estruturados. Mas entrando na questão também das doenças, né, falando sobre as doenças que podem ser prevenidas, queria que você explicasse pra gente se de fato tem relação, né, ter o sono, alimentação, atividade física, realmente elas juntas, se o sono e a alimentação, elas individuais já fazem um bem, né, pro organismo, então juntando as três, elas de fato contribuem para o não surgimento de algumas as doenças e queria que falasse quais são essas doenças mais especificamente. Claro, com certeza. Eh, se a gente pensar também isolados, mas também sempre unidos, o sono ele tem muita relação com o nosso humor. Então, questões relacionadas à ansiedade, questões relacionadas à depressão, quando a gente tem um sono adequado, a gente tende a ter uma melhora em relação a isso tudo. toda a parte hormonal que a gente produz, tudo que a gente recicla e organiza também durante esse período, eh nos previne muito de algumas doenças relacionadas a esse ponto e onde a alimentação também entra e o exercício também entra quando a gente vê produção de neurotransmissores como serotonina, eh eh noradrenalina, norepinefina, dopamina, né? esses neurotransmissores que estão ligados muitas vezes a um bem-estar, a uma sensação de missão cumprida, são liberados durante o exercício. Inclusive na conclusão de curso meu de nutrologia, o meu TCC foi muito relacionado à relação de saúde mental com o exercício físico, com a a alimentação. E a gente tem eh um caminho de mão dupla, né? Um leva o outro, assim como um ajuda a sair do outro. Então, tanto eh uma coisa sendo bem feita favorece e melhora isso tudo, quanto uma coisa não tão sem não tão bem feita piorar e atrapalhar eh essa questão. Quando a gente fala da alimentação, como também pensando em prevenção, hoje, infelizmente, a gente tem muito alimento ultraprocessado, tem muito fast food, tem muita coisa que a gente encontra por aí, alimentos ricos em muito sódio, ricos em muito açúcar, que podem alterar a pressão, que podem trazer alterações pra glicemia, pro nosso açúcar no sangue. E tem as principais doenças, né, parte das principais doenças que a gente tem, que em parte muitas vezes são comportamentais também, né? uma exposição a médio longo prazo, com altas quantidades de sódio, com altas quantidades de açúcar, de gorduras que não são da melhor qualidade, eh podem trazer problemas de pressão alta, problemas de eh pré-diabetes, resistência insulínica, diabetes tipo dois, eh doenças relacionadas ao colesterol e também doenças cardiovasculares, doenças, né, que dão problema depois no coração por essa sobrecarga. Se a gente tem uma alimentação balanceada, se a gente tem esses macronutrientes sendo respeitados, bem divididos, bem combinados ao longo do dia, a gente reduz e muito a chance dessas doenças que a gente acabou de falar de acabou de citar, eh, de aparecerem, né? Porque muitas vezes a gente até tem algum componente genético que nos leva a ter uma chance maior de desenvolver, mas se a gente não tiver um ambiente favorável para que ele se desenvolva, muitas vezes a gente consegue literalmente driblar, né, essa situação e evitar o desenvolvimento. Então, Dra. Leonardo, essa questão de proteger a saúde do coração, como tantas outras também, isso já é comprovado cientificamente, né? Porque a Sociedade Brasileira de Cardiologia e também a Organização Mundial de Saúde, eh, eles reforçam essa prática, né, juntamente falando sobre alimentação balanceada, sobre atividade regular e também sobre a qualidade do sono. Eh, quando a gente fala sobre essa questão do desse trio, né, que se conecta, é, quais são os riscos mais críticos, então para quem ignora, né, essa essas orientações e também esse novo ritmo de de vida, né? Seria uma nova condição, novos hábitos, porque ainda assim existem pessoas que não acreditam tanto que realmente só esses três pilares podem contribuir positivamente. Sim, a gente quando ignora muito disso, a gente vai aumentando a chance, né, dessas alterações, alterações de humor, alterações relacionadas ao próprio metabolismo nosso. Muitas vezes quando a gente entra num desarranjo alimentar num médio longo prazo, a gente vai tendo um ganho de peso, a gente vai tendo o sobrepeso e a obesidade, que são doenças tão comuns e tão comentadas hoje, que criam um ambiente metabólico eh favorável ao desenvolvimento de algumas doenças. Então, eh, isso tudo pode alterar e pode ter um impacto direto, né, na nossa saúde. Eh, eu, eu vou até um pouco além quando eu falo dos pilares, né, porque esses três são os principais e os que a gente mais acaba falando. Mas a gente tem que também entender até pela própria medicina do estilo de vidro de vida, que traz também eh a importância, né, da socialização. a gente como ser humano é um ser que deve se socializar. Então isso ajuda muito também na nossa parte também de saúde mental e de cognição. Então é importante a gente manter relações saudáveis e sociais com as pessoas ao nosso redor, a gente ter um controle de estress, a gente muitas vezes na velocidade que o mundo anda hoje, a gente se estressa muito contudo, seja às vezes no trânsito, às vezes em alguma discussão do trabalho ou qualquer coisa do tipo. Então é importante a gente ter esse manejo, esse controle do nosso estresse e também um manejo, um controle de substâncias tóxicas que a gente fala. Então bebidas alcoólicas, o próprio tabaco, tabagismo, né? são todas maléficas para nossa saúde e devem ser evitadas o máximo possível se a gente for pensar em saúde. Então, Dr. Leonardo, eh você tinha comentado a questão do sono, a gente vai falar um pouquinho sobre especificamente, né, a desse do sono em si, a privação do sono, por exemplo, né, ela acaba desregulando os hormônios da fome. você comentou sobre a obesidade, então isso interfere mesmo, né? Essa pessoa que ela tem uma vida mais ativa, um dia a dia mais corrido e tem esse sono interrompido ou dorme pouco, isso acaba desregulando e de repente essa pessoa pode compensar isso na na alimentação, né? Eh, qual é o ideal, então, qual o tempo, né, mínimo aí de descanso que essa pessoa precisa ter para realmente falar que ela está descansada e que ela está com sono em dia? Doutor? Ótimo. Então, tempo ideal, sendo bem direto aqui pra gente pensar já num primeiro momento em em horas de sono, seria algo entre 7 e 9 horas de sono por noite, tá? E faz total sentido que você acabou de me trazer, que é esse aumento de fome por um descontrole de eh hormônios relacionados à fome e à saciedade, né? grelina, leptina são hormônios que a gente produz, que estão relacionados a essa questão de vontade de comer e maior fome saciedade, que são muitas vezes regulados também no período do sono. E uma noite mal dormida e uma recuperação inadequada da nossa energia leva a um dia seguinte, onde a gente vai buscar energia no que é mais fácil e no que é mais prático. E o alimento acaba sendo algo que muitas vezes é prático e fácil. Então, uma noite mal dormida é um dia em que talvez a salada seja menos atrativa do que, por exemplo, uma um macarrão, uma pizza, um hambúrguer, que a fruta vai ser menos atrativa do que um doce, porque eles vão ter uma alta densidade, uma alta concentração de calorias, que a gente lê no corpo, caloria como fonte de energia. E a gente tem que estar mais atento, porque essa noite mal dormida pode levar a um acréscimo mesmo inconsciente, sem a gente pensar, sem a gente se atentar muito, de 400, 500 calorias a mais no dia que quando sobra, quando sobram o nosso organismo vão ser estocadas. A moeda de troca normalmente é o tecido adiposo, o tecido de gordura, que onde ela vai ficar reservada, né? Perfeitamente, Dr. Leonardo. Eh, falando agora um pouquinho sobre a especialidade, né, falando da nutrologia, do ponto de vista mesmo da nutrologia, e esse olhar para o sono, paraa alimentação e também para o exercício, ele ele o olhar é de uma forma conjunta, né? Isso garante mais eficiência, então, para esse paciente, para esse indivíduo que passa por algum momento, né, de dificuldade ali de metabolismo. Então, a nutrologia ela olha pros três em conjunto, para esses três pilares de fato. Sim, com certeza. A gente acaba tendo, de fato essa combinação dos três, então um ajuda o outro também. Então, é importante ter essa visão eh eh integral, né, do ser humano como um todo. Isso não só na nutrologia, mas na medicina como um todo, independente de qualquer especialidade. Teoricamente, né, nós médicos deveríamos sempre estar olhando pro indivíduo como um todo. Claro que, né, no passar do tempo, quando a gente vai eh eh estudando mais de uma área ou outra, a gente vai tendo esse viés pra nossa área e a gente vai tendo um maior conhecimento em relação à aquilo, mas a gente nunca pode esquecer de olhar, né, para pro pro básico, para o ser humano como um todo. Então, com certeza, a gente precisa eh integrar os três e isso vai garantir uma funcionalidade geral, independente de que área você atua. E hoje tem se falado cada vez mais disso. Que bom, né? Então, a gente às vezes vai num cardiologista que fala muito sobre essa questão da importância da alimentação, a gente vai num ortopedista que vai falar muito sobre a questão do exercício, a gente vai em diversas especialidades que vão trazer a importância disso tudo. E a gente sabe que na correria, no dia a dia, às vezes a gente tem dificuldade de separar um momento para olhar para isso, para organizar. E eh é onde a gente acaba tentando facilitar muito a vida dos pacientes quando a gente consegue estruturar isso de uma maneira que funcione paraa realidade de de cada um, né? Mas não só isso, a nutrologia ela também acaba entrando muito em deficiências eh de vitaminas e de reposições que precisam ser feitas em casos de uma falta de algum nutriente específico que podem levar, por exemplo, a uma anemia, alguma alteração, até doenças eh que a gente pode ter relacionadas a um problema ou uma eh intolerância, como por exemplo, intolerância à lactose, intolerância ao glúten, né, própria doença celíaca, eh síndrome de intestino, irritável. Tem diversas atuações que a gente acaba tendo também muitas vezes junto com gastroenterologistas também, né, os profissionais especialistas na parte eh eh de estômago e intestino e a própria nutrologia hospitalar, que pouco se fala, mas que é tão importante, que garante tanta qualidade para o tratamento e pra vida desses pacientes que estão internados. o quanto que a gente organiza dentro de uma alimentação intrahospitalar, numa dieta interal ou dieta parenteral, que é aquela dieta que vem direto na aveia ou aquela dieta que vem para eh eh uma uma bolsa de direto no estômago, né? Eh, então, o que que a gente tem dentro dessas formulações? o quanto a gente tem de proteína, o quanto a gente tem do carboidrato, das gorduras, o quanto a gente tem dos micronutrientes, magnésio, sódio, potássio. Isso tudo passa na mão de um nutrólogo para no hospital liberar essa alimentação. E isso garante uma melhora mais rápida, isso garante uma manutenção de massa muscular pro paciente, muitas vezes acamado, né? Então, a gente tem todo essa eh esses espectros diferentes dentro da neutrologia que que são super interessantes, né? E doutor, eh, você tava comentando sobre a respeito da da alimentação, falou sobre os ultraprocessados, né? Alimentos também que podem contribuir aí negativamente para esse paciente. Alguns alimentos eles inflamam o corpo, né? Então, tem todo um tratamento que vocês realizam. na base da nutrologia e outros especialistas também, como você mesmo mencionou, como que é feito essa esse mapeamento desse paciente, né, quando eles chegam até vocês reclamando de de algo, se queixando de alguma dor, né, ou de algo que eles nem sentem ainda, mas vai fazer um checkup. Vocês fazem um alguns exames específicos ou é apenas uma triagem mesmo de comportamento desse paciente? Tá? É, é uma combinação dos dois, né? A gente tem dentro de uma consulta médica sempre a anamnésia, onde a gente procura entender toda a história do paciente em relação à saúde dele. Histórico, familiar, é muito importante também pra gente ter um mapeamento também genético de maior ou menor risco, né, cardiovascular e de outras doenças. toda a parte de histórico de saúde do paciente, de medicações que ele usa ou deixa de usar, suplementos, suplementos que às vezes a gente vê muito, né, propaganda por aí na internet, em todos os lugares, a gente acha que tá precisando de tudo e na maior parte do tempo a gente não está precisando de quase nada, mas eh existem situações sim que vão ter as deficiências e pra gente descobrir isso tudo, a gente acaba solicitando sim exames. É, e aí dentro de exames laboratoriais, por exemplo, a gente vai dar uma olhada na vitamina D, na vitamina B9, que é o ácido fólico, na vitamina B12, ah, a gente também vai dar uma olhada no ferro, a gente vai ter uma ação geral de acordo com a sintomatologia também que o paciente relata, se ele tá cansado, fadigado, se ele tá com determinadas sintomas que vão levar a gente mais para um lado ou pro outro. Eventualmente a gente vai ter exames mais específicos também ou encaminhamentos específicos para outras especialidades. E não só isso, a gente também vai analisar o hábito de vida desse paciente, justamente nesses pilares, como que tá o sono do paciente, como que tá a alimentação desse paciente, como que tá a ingesta hídrica desse paciente. Às vezes a gente esquece muito essa questão também da água, sendo que a a a grande maior parte do nosso corpo é feita de água, né? Ah, como que tá o movimento desse paciente, o exercício que ele faz, deixa de fazer? Existem metas e indicações por Organização Mundial de Saúde, pelas diretrizes também da medicina de exercício e do esporte, do quanto a gente precisa desses determinados tipos de exercício? Quando eu falo tipos de exercício, exercícios resistidos como força, né, musculação, calistenia, pilates, etc., que vão trabalhar muito essa questão da manutenção da massa muscular, exercícios aeróbicos, cardiovasculares, cardiopulmonares, que vão trabalhar o meu coração, meu pulmão, a circulação do meu sangue e exercícios de mobilidade, flexibilidade e equilíbrio, principalmente na idade mais avançada, que se tornam tão importantes também paraa manutenção de uma boa qualidade de vida. Dr. Leonardo, já entrando na questão então das atividades físicas, né? Qual que é o recomendado para uma pessoa que é sedentária, que não faz exercício algum, que realmente tem uma vida aí super agitada e não tem aquele tempo, né, para fazer uma atividade, ir a uma academia? Qual que é a orientação então olhando também pro cenário, né, estratégia aí nutrológica ideal para esse paciente que busca viver melhor, né? Perfeito. Então, as recomendações gerais quando a gente analisa de Organização Mundial de Saúde são pelo menos duas vezes por semana um exercício resistido, um exercício de força associado a 75 a 150 minutos de um exercício cardiovascular, cardiopulmonar, que pode ser a caminhada, pode ser eh uma corrida, uma bicicleta, eh uma natação, um vôlei, um futebol, enfim, tem uma diversidade, uma luta, uma dança, né? Então, eh, dependendo da intensidade, a gente precisa de menos tempo. Dependendo de ser menos intenso, a gente precisa de mais tempo. Entendendo que uma caminhada é mais leve do que uma corrida, uma corrida é mais leve do que subir uma montanha de bicicleta, por exemplo, e por aí vai. Então, a gente tem que individualizar cada indivíduo, cada paciente para entender as necessidades. Mas pensando de maneira geral, e o que eu sempre costumo dizer pro paciente quando ele chega e muitas vezes ele é sedentário, ele não pratica de maneira regular um exercício físico, é começar por algo, experimentar, ver o que gosta, né? Porque às vezes a gente cria uma resistência quando a gente começa a chegar falando de um monte de meta, de um monte de número, do que é o ideal. E calma, a gente precisa voltar esse corpo pro movimento, né? Esse corpo que às vezes não tá eh desempenhando, não tá conseguindo se organizar, ter tempo. Então, os 10, 15 minutos que você consiga sair para caminhar já vão ser benéficos paraa sua saúde. Então, é a gente buscar um equilíbrio, buscar as brechas no dia dessa dessa pessoa, buscar estratégias comportamentais. muita gente que às vezes fala: "Ah, eu chego em casa e sento no sofá, não vou sair do sofá". Então, poxa, talvez uma estratégia seja a gente nem ir para casa, a gente já deixar separada a roupa numa mochilinha no carro pra gente já sair ou, né, no na na nossa mochilinha do dia a dia para quando a gente tiver voltando para casa, a gente fazer um pit stop ali no meio do caminho, parar numa estação antes, parar o eh eh eh em algum local antes para conseguir fazer esse exercício. Ah, e a gente ter como prioridade, sabendo que isso vai ter um benefício real paraa saúde. Às vezes é difícil a gente começar, mas depois que começa é difícil até parar, porque você começa a ver o benefício e e eu eu jogo muito nisso com o paciente. Quando ele começa a ver o benefício, facilita a minha vida, porque aí eu consigo eh estruturar melhor e trazer mais esses números conforme a gente vai evoluindo nessa questão, nesse quisito do exercício. E doutora, são mudanças, né, básicas, né? a gente fala do sono, fala da alimentação, fala da atividade física, algo que está assim no dia a dia dessa pessoa, né? Não é nem algo tão assim difícil de se fazer, mas é como você mencionou, o começo é difícil, né? Você dar aquele eh pontapé inicial, como que eu vou fazer, que horário que eu ai, eu chego tarde, que horário que eu vou pra academia. Eh, alimentação, a gente fala sobre também, continua falando nessa questão dos ultraprocessados, porque são mais práticos. Então, a pessoa ela chega do serviço tarde, né, tem um embutido, tem um congelado, então isso acaba dificultando também e muito, né? tem tanto acesso, eh, mas ao mesmo tempo esse acesso ele não traz o benefício para essa pessoa. E a gente fala sobre isso, né, as dietas milagrosas, por exemplo, mas isso vai muito além da estética, né, é o bem-estar mesmo. É verdade. É isso mesmo. Hoje, eh, a gente fala muito sobre a praticidade, né? num mundo que é muito acelerado, num mundo que é muito corrido, eh a gente precisa às vezes de praticidade e nem sempre o mais prático talvez seja o mais saudável, ainda que hoje a gente consiga ter a gente consegue ter opções bem mais interessantes. a gente tá numa onda de eh proteína para todos os lados. Então, a gente tem muitas bebidas proteicas, o próprio Way Protein, eh, que não deixa de ser algo industrializado, mas que tem uma composição interessante, né, do ponto de vista de um aminograma, das proteínas que estão ali, das vitaminas que tem ali, do que ele oferece, do que ele traz para o o a pessoa que consome. Ah, assim como a gente tem opções naturais, eu falo muito sobre descascar mais e desembalar menos, né? É, é, é algo que a gente usa muito no nosso meio, eh, que é você ter uma fruta, muitas vezes que é prática de você levar, eh, gorduras boas, como das castanhas, que podem ser interessantes de você colocar num potinho para levar pro trabalho. Enfim, isso tudo facilita nesses momentos intermediários de lanches e situações do dia, ajudam no controle da própria saciedade. Muitas vezes a gente chega com muita fome na hora de um almoço ou de um jantar porque a gente não estruturou a nossa alimentação ao longo do dia. E esse descontrole ou esse descompasso que ocorre tem muita é é muito por falta às vezes de uma organização mesmo do nosso dia, que é muito fácil eu tá aqui falando, a gente tá aqui falando, mas não é tão simples no dia a dia a gente se organizar, né? enquanto eh eh decisões do dia que a gente tem que tomar, muita coisa acaba sendo automatizada e muita gente come de maneira automatizada, às vezes sem pensar, né? A gente acaba tendo uma necessidade real do alimento, a gente precisa eh eh dessa energia, dessa questão eh eh de micronutrientes, essa questão fisiológica. a gente necessita do alimento para sobreviver e a gente precisa ter um pouco mais de atenção para o que que a gente tá ingerindo. E às vezes isso não ocorre, tem esse descompasso muitas vezes, né? Fora os diferentes tipos de comer. E no dia a dia a gente pela emoção, muitas vezes acaba indo para um lado que não é tão legal. Às vezes a gente fica estressado com alguma coisa que aconteceu no nosso trabalho em algum momento ali do dia e a gente tende a descontar no alimento. Muitas vezes a gente chega à noite no jantar depois de um dia muito pesado, onde as coisas não aconteceram como a gente imaginou que aconteceriam, teve alguma notícia ruim, teve qualquer situação, o alimento vem ali como algo para nos abraçar muitas vezes. Então existe esse comer emocional, existe o comer hedônico, que é aquele prazer que a gente tem com alimento. Então, às vezes a gente se descontrola muitas vezes nessa questão, assim como um comerço social, a gente sai com as pessoas para comer, a gente muitas vezes vai num aniversário, eh, em um restaurante, em uma pizzaria, né, em algum local que o alimento ele tá centralizado ali também, um churrasco eventualmente, enfim. Ah, e a gente não dá atenção para quantidades, né? O equilíbrio ele é muito importante. Claro que existem alimentos que já são marcados, que a gente sabe que não são interessantes e que aumentam o risco de diferentes doenças. Inclusive não citei aqui, mas também muitos eh tipos de neoplasia de cânceres que são relacionados à parte alimentar. Então, pelo menos 13 tipos de câncer tem relação com a parte alimentar e a gente consegue prevenir e cuidar muito dessa parte com o que a gente tá comendo. Então, é um é um mar de possibilidades, de opções e eh tem espaço para eh bastante alimento saudável que às vezes a gente eh não conhece uma maneira de tornar ou não conhece o alimento ou não conhece uma maneira prática de tê-lo no dia a dia. E é importante a gente olhar isso com mais carinho, porque é o que vai nos sustentar no médio longo prazo, né? E a gente sim, perdão. E a gente sempre fala aqui, doutora, sobre a questão da prevenção, né? Sobre quem já tem uma doença ou quem tem predisposição para ter, né, geneticamente uma doença aí na família. E tudo isso que a gente tá falando sobre o sono, alimentação e atividade física, ela já vem de prevenção, né? E, infelizmente, a maior parte das pessoas eh busca o atendimento quando já, infelizmente, já tem algo, quando já foi acometido com uma doença. Então, isso tudo já faz parte da prevenção. Então, desde cedo já tem que ter esse hábito de cuidar da saúde, da alimentação, do sono e atividade física, né? É verdade. Com certeza. mesmo depois de uma doença instaurada, a gente consegue melhorar muita coisa com a alimentação, mas claro que o ideal é a gente conseguir prevenir, né? E tem muitas doenças que são silenciosas, né? Tem aquela coisa do não vou fazer exame porque aí eu não descubro o que eu tenho, eu não tenho nada. É o pior pensamento que a gente pode ter. Eh, a gente assim, é ótimo que hoje as pessoas têm um olhar maior para essa questão da saúde e do cuidado, então elas buscam mais eh fontes e e e possibilidades de se cuidarem, de se tratarem. Então isso é é fantástico num pensamento geral populacional e e isso deve ser muito encorajado, porque tem muita coisa que é silenciosa e aí a gente deixar para ver lá na frente quando já se estabeleceu alguma doença, eh ainda que a gente tenha o benefício, a gente já vai ter uma doença instaurada. E tem muita coisa que é prevenida, né? Antes de uma osteoporose, que é a doença dos ossos, vem muitas vezes a osteopenia, que pode ser reversível. antes de um diabetes vem uma resistência insulínica um pré-diabetes que pode ser reversível, né? E por aí vai. Antes de uma alteração de colesterol de uma placa de atera, vem alguns marcadores de exames que a gente consegue observar e a alimentação tá super englobada nisso tudo, assim como o exercí eh o exercício e a questão do sono também. Perfeito, Dr. Leonardo, pra gente encerrar. Então, o nosso programa queria que você falasse eh o que é então, né, no olhar da nutrologia viver mais e melhor diante desses três pilares. Então, ótimo. Então, eh, viver mais e melhor é a gente não só viver mais anos da nossa vida, que é o que a gente observa, mas a gente viver com uma qualidade, a gente viver sem depender de nada ou ninguém. Quando eu digo isso, é a gente manter o que a gente faz aos 30, 40 anos, quando a gente tiver os nossos 80, 90, 100 anos. Então, a gente não depender muitas vezes de uma bengala, de um andador, a gente não depender de um cuidador, de alguém para nos dar banho, de alguém para eh nos dar o próprio alimento, pra gente ter essa liberdade, pra gente conseguir fazer as coisas do dia a dia, pra gente viajar, caminhar, subir escada, andar para cima e para baixo, enfim, pra gente ter essa autonomia tanto física. E aí o músculo é super importante para isso e tanto cognitiva, mental, então a gente conseguir se proteger e se blindar ao máximo para viver mais, mas também viver melhor e com qualidade. Maravilha, doutor. Muito obrigado pela sua participação aqui no programa, pelos seus esclarecimentos também e por compartilhar todo o seu conhecimento aqui com a gente. Obrigado você, Cassene. Obrigado pelo convite. Foi ótimo a gente discutir aí e decorrer a a acima desses temas são importantes. Gente que agradece a sua participação. Bom, o programa Saúde à Vida fica por aqui. Você pode assistir esse conteúdo também na íntegra pelo portal tvcamaracampinas.com.br. Te espero na próxima edição. Até lá.