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Olá, começa agora o programa Saúde à Vida. Programa com foco no bem-estar e um espaço para esclarecer dúvidas com especialistas. Hoje vamos falar sobre a adenomiose, entender a doença, os sinais de alerta, diagnóstico e também tratamento. Convidamos para abordar esse tema o Dr. Marcos Terniacoves, que ele que é ginecologista, obstetra e diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Endometriose. Seja muito bem-vindo, Dr. Marcos, novamente conosco aqui no programa. Bom dia, Cassi. Bom dia a todos os telespectadores da TV Câmera. É um prazer estar aqui com vocês, principalmente para falar sobre esse tema extremamente importante e atual que é a denomiose. Perfeitamente, doutora. E é pouco, pouco, né, se fala sobre a doença. Então vamos entender primeiro, né, o que exatamente é a adenomiose. Existem tipos diferentes. Explica um pouco pra gente. Ó, é uma pergunta extremamente parece básica, né, Cene? Mas por incrível que pareça, quando as pacientes vêm no consultório e falam: "Olha, fui fazer um exame e mostrou a denomiose e você pergunta para elas exatamente o que que é a denomiose. A grande maioria não sabe explicar sobre o que tem." Então, a denomiose nada mais é do que a presença do tecido endometrial, que é a camada interna do útero, infiltrando a própria musculatura do útero. Então, claro que o tecido endometrial, aquele que sai na menstruação, deveria sair totalmente, mas este tecido ele infiltra esse músculo do útero e causa um monte de repercussão nessa nessa mulher, certo, doutor? E pra gente entender um pouquinho melhor e a fundo sobre as diferenças, né? Existe diferença entre a adenomiose e também a endometriose? São parecidos os sintomas, os sinais de alerta? Sim. Eh, eles são bem parecidos. Nós costumamos falar que é uma irmã da endometriose, nem muito prima da endometrose, porque eh antigamente nós chamávamos endometriose interna aquilo que nós chamamos de adenomiose e endometriose externa a endometriose propriamente dita. Então, a endometriose é a saída desse tecido menstrual, essa camada interna do útero para fora do útero e não para dentro do próprio músculo do útero. Então, elas são bem parecidas, sintomas muito parecidos e elas podem coexistir. É bem frequente uma mulher ter a endometriose e também a adenomiose. Então essa essa questão, né, das duas doenças, doutor, elas se confunde justamente por serem bastante parecidas e também terem os sintomas parecidos, né? A ciência já sabe o que causa o crescimento desse tecido dentro, né, do músculo eh do útero, doutor, existe aí fatores de risco, como genética, histórico, de gestações também não? Tudo isso que você falou, com certeza tá envolvido. O que causa exatamente a denomiose? Eh, a gente ainda procura eh exatamente os fatores principais que causam. Então, não tem uma causa específica, mas nitidamente tanto a adenomiose como a endomicrose tem um fator genético, um fator imunológico, um fator hormonal, porque todos eles são estimulados e são doenças estrógenodependentes que são produzidos pelo ovário. Então eu costumo falar o seguinte, a partir do momento que eu tenho o diagnóstico de adenomiose ou de endometriose, vamos falar dos dois, começa a valer uma regra para essa mulher. Quanto menos ela menstruar, melhor. Quanto mais ela menstruar, pior. Porque a quantidade de menstruação, a quantidade de sangue, a quantidade de ciclos que essa mulher faz tá intimamente ligado a uma maior condição de ela ter a denomiose e a endometriose, certo? E doutor, agora eh falando sobre os sintomas, né, e os impactos na rotina dessa mulher, quais são os principais sintomas e o principal sinal de alerta também paraas duas, né, condições aí especificamente? Eh, uma pergunta extremamente importante. Por quê? Porque eh se tem uma coisa que a adenomiose tem de diferente da endometriose, é que a adenomiose é uma das doenças que mais causa um sangramento uterino normal. O que que vem a ser isso? Aquela mulher que menstrua em maior quantidade, aquela mulher que costuma menstruar entre um ciclo menstrual e outro, aquelas mulheres que tomam anticoncepcional ou ungam algum anticoncepcional hormonal e sangram no uso desse anticoncepcional hormonal. Já a endometrose não causa sangramento uterino o anormal, ela é causa de, ou seja, ela é ela acaba acontecendo por por aquela mulher sangrar mais. Agora, eh, sintomas em comum, entre eles, uma cólica menstrual muito intensa. Então, aquela mulher que não tinha cólica passa a ter de uma maneira mais intensa, ou aquela mulher que tinha cólica menstrual e começa a ser de uma maneira mais incapacitante, ambas doenças eh causam dor pélvica crônica. aquela dor que dura mais do que 6 meses sem a melhora clínica. Ambas doenças tem uma relação com infertilidade. Então uma dificuldade maior de se engravidar. Parênteses aqui não significa que não vão engravidar, mas uma história que pode vir a nosso consultório, ao ambulatório com uma dificuldade maior de se engravidar. Ambas causam inchaço abdominais, podem causar sintomas urinários eh como intestinais e inchaço abdominal, que elas se queixam bastante. Fora que ambas também podem ter dor eh no ato sexual, no incômodo sexual, na relação sexual, certo? E doutora, eh a gente fala sobre essa questão de saúde emocional, né, também porque justamente essas duas condições, né, a adenomiose também endometriose afeta, né, significamente a a saúde física e também emocional dessa mulher, né, por conta aí da qualidade de vida, né, das mulheres, dessa rotina. Então, é realmente algo que é desafiador também até para o diagnóstico, né? Sem dúvida, Ciene. Sem dúvida. O que acontece é o seguinte, nós estamos diante de uma doença inflamatória, porque o tecido endometrial ele é feito para ficar dentro do útero. Se ele vai para outro local, então vamos falar no caso da adenomiose no meio do músculo, isso causa uma reação inflamatória. E essa reação inflamatória, ela ela é muito eh ela acaba tendo uma repercussão em todos os sentidos da mulher. Eu costumo falar que ambas as doenças a gente não trata sozinho. a gente precisa de um acompanhamento de outra especialidade, uma nutricionista para melhorar, para dar uma dieta antiinflamatório, muitas vezes fisioterapia e muitas vezes isso que você comentou, porque essa essa doença ela acaba repercutindo naquela mulher de formas diferentes e mudando inclusive com a parte psicológica delas, né? Então é importante o colega que está vendo essa situação saber encaminhar essa esta mulher para que ela seja abrachada por toda essa situação. Doutor, o senhor mencionou a questão da infertilidade, né, essa dificuldade também dessa mulher engravidar. Uma vez esse diagnóstico precoce, isso consegue reverter a situação também dessa infertilidade, doutor? E eh o o caso da infertilidade são aquelas mulheres que a CN que vem com essa história de infertilidade. Então a história dela é dificuldade de engravidar. Ela ela muitas vezes não tem dor. Porque o que que é importante em relação à denomiose? O diagnóstico da denomiose muitas vezes acaba sendo ultrassonográfico mesmo, aquele ultrassom normal que o colega ele eh existem critérios mundiais para se diagnosticar radiologicamente a denomiose. E muitas vezes ela vem de forma assintomática para nós. Ela não tem toda essa repercussão que eu citei anteriormente, mas existe aquela mulher que tem só uma história por dificuldade de engravidar. E aí você tem que pesquisar a denomiose. Então é muito difícil porque nem a própria paciente recebeu esse diagnóstico antes e e nem começou a ser eh eh na verdade pesquisada do ponto de vista da infertilidade dela. Então, é importante assim, claro que quanto mais próximo nós acompanharmos essa mulher, quanto mais próximo ela fazer a rotina com o médico, eh, a gente pode, eh, sem dúvida, acabar percebendo a presença da denomiose e a vigência de alguma dessas citações, desses sintomas, a gente poder ajudá-la mais precocemente, certo? E, doutor, existe uma faixa etária? Eh, pode acontecer logo, né, com o adolescente ali na primeira menstruação ou não, ou tem é um processo e isso acontece em mulheres mais maduras, já mulheres adultas. Como que funciona? cada vez mais, Cassine, eh devido a à qualidade dos exames ultrassonográficos, a gente consegue eh diagnosticar mais precocemente. Eu sou de uma época, por exemplo, eu tenho 35 anos de formado, que os exames de ultração eram muito ruins para isso. Então, muitas dessas mulheres sangravam, sangravam, acabavam sendo levadas para uma cirurgia, muita delas até para retirar de útero e a gente descobria a denomiose no anomo patológico. Então, hoje com esses exames com uma maior qualidade, a gente consegue diagnosticar mais precocemente. E qual é a faixa etária? Então a gente costuma falar que é no período da menacme. Então vai desde o primeira menstruação dessa mulher até a última menstruação dessa mulher. Então, desde a menarca até a menopausa. Eh, se eu tivesse que falar uma idade mais próxima disso, entre 20 e 30 anos a gente diagnostica a denomiose. Certo, doutor? E falando agora sobre é um mito, né, e verdade também que a gente sempre separa aqui no programa, né, algumas informações relacionadas. É comum a adenomiose ser confundida também com mias uterinos? Existe uma relação ou não? Olha, existe relação por eh também o miomoterino ser uma doença estimulada por hormônio. Mas o que que vem a ser os miomas uterinos? É um crescimento benigno do músculo do útero. Isso é totalmente diferente do que a presença do endométrio infiltrando o músculo do útero, né? Então, claro que o mioma pode ser confundido, porque muitas vezes a adenomiose ela pode formar um nódulo de adenomiose, né, bem concentrado. Isso pode confundir com mioma, mas com com toda a sinceridade na mão de pessoas que escutam bem a paciente, dão a atenção necessária e se cercam de bons exames e um exame físico muito bem feito, você consegue diferenciar ambas as doenças de uma maneira muito tranquila. Certo, doutor? Agora a gente vai falar um pouquinho sobre a questão mesmo dos exames, né? Estamos falando sobre o diagnóstico, diagnóstico precoce. É, como que é feito então esses exames, quais são os exames que levam a esse diagnóstico aí precoce e mais preciso, doutor? Bom, Cassine, primeira, o que eu gosto de sempre falar, para mim, exame começa inclusive na conversa que eu falei, é escutar muito bem a paciente, é perguntar para para ela como que é o ciclo menstrual, a quantidade de ciclos, se ela percebeu alguma alteração nesse sentido. Ou seja, não pode ser uma consulta de 5, 10 minutos. Então, escutá-la bem aí, fazer um belo exame físico, como no exame físico a gente pode determinar e até diferenciar com outras doenças, inclusive a endometriose. E aí nós vamos lançar mão dos exames. Os dois principais exames para se diagnosticar a denomiose é ou um ultrassom endovaginal normal, às vezes um ultrassom pélvico, consegue pegar até a presença dessa denomiose ou uma ressonância magnética que também eh existem critérios muito bem definidos para me dar o diagnóstico de adenomiose. E aí sim, através da de uma história bem feita, exame físico muito bem feito e um e um exame radiológico bem feito, eu tenho a tranquilidade de dar e oferecer o tratamento clínico para essa mulher. Bom, o tratamento, doutor, depende também do organismo, depende da condição dessa paciente, né? se está só com uma condição ou também com as duas, como já foi mencionado aqui, mas os tratamentos eles são a base de medicamentos, existe possibilidade de cirurgia quando essa cirurgia é recomendada também, Dr. Marcos, excelente pergunta, Cene. Mas eh como eu falei, elas são caracterizadas pelo ciclo menstrual. Então eh quanto menos elas menstruarem melhor. Quanto mais menstruar, pior. O que que existe no mercado de baixa dosagem e que consegue me coordenar essa menstruação e brecar esse ciclo menstrual? os anticoncepcionais hormonais, esses do mercado. Então, claro que tem uma eh indicação de não gravidez, mas muitas mulheres, a gente usa os anticoncepcionais muito mais para melhorar os sintomas do que para anticoncepção. Então, primeira linha de tratamento anticoncepcional, é analgésico, anti-inflamatório, melhorar a qualidade de vida com estímulo de atividade física. A atividade física, ela estimula as endorfinas. As endorfinas é o nosso melhor anti-inflamatório natural que nós temos do corpo, então é atividade física. Eh, aí sim entra uma eh orientação nutricional com dietas anti-inflamatórias, eh psicoterapia se nós necessitarmos, fisioterapia se nós necessitarmos, ou seja, uma parte clínica. Estou falando da adenomiose. A cirurgia paraa adenomiose é extremamente complexa. Eu costumo falar que a denomiose é muito mais desafiadora do que a própria endometriose. Porque as cirurgias de mexer na parte mietrial, ela é extremamente agressiva, rara e seria a exceção da exceção. Então, eh eh hoje existem a a parte clínica costuma realmente segurar o ciclo menstrual, eh melhorar a qualidade de vida, brecar esse ciclo menstrual, sendo muito, muito rara a necessidade de uma cirurgia mesmo agressiva. Entendi. Doutor, qual é o estágio mais grave, né, da adenomiose se ela não for tratada? Se essa mulher ela ignorar os sinais de alerta, né, ignorar os sintomas? Porque é tão desafiador assim o diagnóstico, justamente por conta dessa demora, né, da paciente ir até o médico, procurar um especialista. Então, como que seria eh como que a gente pode falar na gravidade dessa doença? Voltamos a falar sobre a questão dos mitos e verdades, né? Muita gente, ah, fala-se sobre o câncer, pode virar câncer ou não se não for tratado. Então, como que a gente pode classificar essa condição nesse sentido? Muito bem. Vamos começar pela última pergunta. Se o a adenomiose pode virar câncer, não. Isso é mito. Então, ela não tem nenhuma relação com a parte oncológica. Estamos diante de uma doença benigna que muitas vezes pode dar uma repercussão muito ruim, principalmente do ponto de vista de sangramento. Quando eu falo sangramento, Cene, eu tô falando de sangramentos importantes. Então essa paciente ir para uma anemia, muitas vezes necessitando ajuda de medicações para estimular a produção de ferro, muitas delas dando entrada no pronto socorro com muito sangramento, então podendo repercutir de uma maneira muito mais agressiva na vida dela. Porque é importante nós falarmos em que fase da vida nós estamos pegando essa mulher. Se eu estou pegando essa mulher na adolescência, se eu tô pegando essa mulher que ainda é desejosa de filho, obviamente eu não vou nem propor uma cirurgia para essa mulher, porque ela vai depender do útero dela. Mas imagina uma paciente que já tem uma prod constituída, ou seja, ela não quer mais ter filho, ela já tem 42, 46 anos, essa paciente se torna algo mais tranquilo de oferecer a retirada de útero para ela, eu resolvo o problema. Não, eu não estou falando que todas as mulheres com a Dom tem que ir para uma retirada de útero, mas aquela que já passou por todas as fases e está sofrendo com isso, sem dúvida a retirada de útulo resolveria o problema dessa mulher. é é cura total da denomiose. Eh, com observação de que para esses casos só aquelas que já não são mais desejadas de filho. Outra situação extremamente importante, a dor. Muitas delas têm dor, porque imagina o tecido endometrial no meio do músculo com a inflamação, o músculo contrai, ele acaba tendo essa contração junto com a inflamação. Então são dores muitas vezes incapacitantes levando essa mulher pro pronto socorro e tendo que usar medicações analgésicas de uma maneira também eh muito maiores e muito mais intensas. Então, eh, nitidamente repercute com a qualidade de vida dessas mulheres. E essa questão, como a gente mencionou, né, doutora, que é uma questão que não só física, mas também de qualidade de vida, que acaba interferindo na saúde mental dessa paciente, porque ela tem que conviver com essa com esse sangramento excessivo, com essa dor, com esse inchaço. Então, realmente já é uma questão de saúde pública falar sobre essa condição, né? Eh, a gente vai entrar numa questão também foi falado sobre o anticoncepcional, eh, o uso de dial hormonal, eh, nesses bloqueios, essa mulher ela pode utilizar o dial ou não é recomendado? É extrema. é uma excelente alternativa, não significa que é a melhor alternativa. Não existe predominância de uma medicação hormonal sobre outra. Então, nós vamos discutir com a paciente aquilo primeiro que é o desejo dela. Eh, eh, eh, pô, olha, na verdade sou uma paciente muito esquecida, eu não consigo tomar um anticoncepcional todos os dias. Ué, o dia eu passa a ser uma excelente alternativa para ela. Por outro lado, existem pacientes que falam assim: "Poxa, mas eu não gostaria de usar um algo dentro do meu corpo?" Então, a gente precisa ouvir. E quando eu falo anticoncepcionais hormonais, são todos. podem ser injetáveis, pode ser adesivo, pode ser o dispositivo hormonal que é o Dil, podem ser os anticoncepcionais orais também. Então, eh assim, sempre discutir com a paciente qual a melhor eh alternativa. E Ciene, o que é importante do que você falou? A mulher não pode normalizar situações que não são normais. Não é normal ter muito sangramento. Não é normal ter sangramento entre os ciclos menstruais a todo momento. Não é normal perder sangue e levar para uma anemia e ter dor todos os meses também não é normal. Então, eh, ela precisa entender e ela precisa de um profissional que escute, que também não normalize essas situações. Então, nesse sentido, doutor, falando sobre os hábitos, né, foi falado também sobre os hábitos de vida, né, que ajudam aí a amenizar as dores dessa doença. é uma doença que não tem cura, dizendo assim, a cura da palavra mesmo, né? Ela é a pessoa, ela fica a longo prazo, é um tratamento a longo prazo também, não tem uma uma cura que a gente pode falar assim, não, ela foi lá no médico, vai fazer o tratamento e vai ser curada. Não, ela, vamos considerar eh, é que assim é muito eh eu costumo falar que é muito igual quando eu falo que uma pessoa está controlada, ela tá controlada e ela tá sintomática, entre aspas, ela tá curada, eh, e a cura total. Mas vamos colocar uma paciente que sofreu tudo isso, já teve os eh os filhos dela. Eu vou fazer uma estereectomia nessa mulher. Ela tá curada, ela ela nunca mais vai ter a denomiose porque ela é restrita ao útero. Se eu tiro o útero, ela ela tá curada. Agora essa mulher tá sangrando. Eu uso um anticoncepcional, eu dou um analgésico, ela fica ótima, a qualidade de vida dela fica excelente. Ela tá controlada, mas nunca mais. Talvez essa mulher sinta os sintomas que ela sentiu. Então, no dom, a gente consideraria ela curada também, certo? Eu acho que eh eh o o que nós temos que levar pro público é uma palavra de etimismo, né? Eh, é uma é uma doença que ela precisa ser diagnosticada. O profissional que a eh está acompanhando precisa trazer tranquilidade a ela e dar essa qualidade de vida a ela. Medicina, ela está tão avançada, né? falando também tecnologicamente, né, doutor, sobre eh as várias pesquisas, as os estudos, né, científicos e enquanto também diretor, né, de comunicação da sociedade brasileira, eh o que a sociedade, né, tem feito nesse sentido de mudar esse cenário, né, de colocar realmente essas informações à disposição da da população, principalmente das mulheres, né, que tanto sofrem com essas questões hormonais, principalmente aí vem a menopausa também ela pode sentir outros efeitos da menopausa junto com essas duas condições. Então, realmente é importante, né, a gente destacar essas informações e deixar de fácil acesso para todo mundo, né? Não. Perfeito. A Sociedade Brasileira de Endometriose, ela atua de uma maneira muito presente, muito intensa na informação, tanto pro público médico como também pro público eh das mulheres, das pacientes. Eh, sempre trazendo uma palavra primeiro de credibilidade o que a literatura fala, né? Não existe achismo nessa situação. E nós batemos exatamente nessa tecla de que sentir dor não é normal, ter sangramento não é normal, de que você tem qualquer uma dessas situações, procure alguém que realmente vai dar essa atenção. Então a gente leva tudo que nós estamos conversando aqui existe tanto na mídia social, nós temos o Instagram e que é aberto para o público geral e para os próprios médicos. Nós temos um site que tem eh uma área para o público de pacientes de público médico também. Então, levando exatamente eh esta informação de credibilidade e de confiança e de segurança para os médicos e para os pacientes. E, doutor, e falando justamente sobre essas esse acesso, né, fácil paraa população, eh tem-se também essas multi, né, eh, disciplinas, né, falando sobre a medicina multidisciplinar, que envolve outros especialistas também, eh, os exames ginecológicos, né, precisam também estar em dia justamente para poder chegar aí num diagnóstico, né, também preciso, juntando com as outras especialidades. E o Sistema Único de Saúde tem feito esse trabalho ginecológico também de fácil acesso pra população, né? Não, sem dúvida, Cassini. Eh, eh, na minha opinião e e é o que tá acontecendo, você mesmo comentou que já era para ser considerado um problema de saúde pública, tanto a endometriose como a denomiose. Mas não é a realidade. Nós temos poucos centros ainda que trabalham com isso, né? Normalmente esses grandes centros estão dentro de universidade. Eu cheio todo o setor da faculdade de medicina do ABC. Eh, e lá é um grande centro de eh acompanhamento mesmo das pacientes com adenomiose, com a endometriose. Mas se você levar em consideração que o nosso Brasil é muito grande nesse, nesse sentido, são poucos os centros ainda que têm especificamente essa atenção para ser dada a paciente eh com informação, credibilidade para dar toda essa segurança a eles. Tá certo, Dr. Marcos? Bom, a informação que fica, então a mensagem final que fica, né, para que as mulheres realmente não ignorem os sinais de alerta, né, e se preocupem um pouquinho mais com a saúde. Eu quero agradecer novamente a sua participação aqui no programa A Saúde e a Vida. Dr. Marcos. Muito obrigada. Imagina. Eu que agradeço, Cassiane, e fico à disposição de todos vocês. Bom, o programa Saúde à Vida fica por aqui. Você continua na programação da TV Câmara Campinas e eu te espero na próxima edição. Até lá.