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Saúde é Vida | Alopécia - tipos, causas e tratamentos explicados
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Saúde é Vida | Alopécia - tipos, causas e tratamentos explicados

60 views Publicado 27/04/2026 HD · 38:02
Resumo editorial

O programa Saúde é Vida coloca em pauta um tema que ganhou repercussão recente após uma personalidade brasileira decidir raspar a cabeça em apoio à mãe diagnosticada com alopecia areata, a alopecia. A cirurgiã plástica convidada explica os principais tipos da condição que afeta milhões de pessoas no Brasil. A alopecia androgenética é a mais comum, chega a 80 por cento dos homens aos 80 anos e cerca de 50 por cento das mulheres mais velhas, caracterizada pela miniaturização progressiva dos fios. O eflúvio telógeno não é alopecia propriamente dita, mas um ciclo fisiológico de queda aumentada causado por estresse, anemia, deficiências nutricionais, pós-parto, cirurgias e doenças sistêmicas. Há também a alopecia areata, autoimune, que causa perda em placas e foi o tipo mencionado no caso público. A conversa percorre causas, fatores de risco, diagnósticos com tricoscopia e exames laboratoriais, e tratamentos atuais que vão de medicamentos a transplantes capilares disponíveis em Campinas.

Descrição do vídeo

No programa Saúde é Vida da TV Câmara Campinas, a cirurgiã plástica Tatiana Tournieux esclarece alopécia, tema em alta após caso de Karina Lucco (mãe de Lucas Lucco), diagnosticada com alopecia areata. 💇‍♀️ Condição afeta milhões, com estigma e dúvidas. Tatiana Tournieux explica os tipos principais: alopecia androgenética (80% homens aos 80 anos, 50% mulheres), caracterizada por miniaturização progressiva dos fios, com padrão de entradas/coroa nos homens e rarefação difusa nas mulheres. Já o eflúvio telógeno surge por estresse, dietas restritivas, gravidez ou exercícios intensos, sendo reversível após 100-150 fios/dia normais. 🧬 As alopecias cicatriciais preocupam mais, como fibrosante frontal (testa sobe, cílios/sobrancelhas afetados) e areata (áreas em moeda; universal: total). Autoimunes destroem folículos — diagnóstico precoce salva fios. Sinais: queda excessiva, falhas, couro cabeludo visível, irritação/coceira. Mulheres notam fios extras no rabo de cavalo. 👀 Causas variam: genética/hormonal (androgenética), estresse/doenças (eflúvio), traumas/autoimunes (cicatriciais). Ambiente interfere (gêmeos idênticos diferem por estilo de vida). Mitos: coque forte causa tração (evite); bicarbonato irrita (prefira magnésio). Tratamentos personalizados via tricologista/dermatologista: minoxidil/finasterida (tópicos/orais), microagulhamento+drug delivery, PRP/LED para androgenética. Cicatriciais: corticoides precoces. Transplante capilar disfarça (10-30 mil fios/vida; SUS cobre reparadoras). Microviolências como piadas preconceituosas agravam emocionalmente. 🩹 Tatiana Tournieux alerta: não automedique (riscos cardíacos); busque ajuda cedo — maioria reverte. Atende via redes sociais. Assista completo! Deixe like 👍, comente dúvidas e compartilhe. Inscreva-se para saúde capilar e dermatologia. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

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[música] [música] Olá, começa agora o Saúde é Vida e hoje vamos falar sobre um tema que atinge milhões de pessoas no Brasil e no mundo, mas que ainda gera muitas dúvidas e, infelizmente, preconceito. Vamos falar sobre a alopécia. Recentemente, esse tema ganhou repercussão depois que Karina Luco, mãe do cantor Lucas Luco, decidiu raspar a cabeça com o apoio do filho. Isso depois do diagnóstico de alopécia areata. Convidamos então para explicar tudo a cirurgiã plástica Tatiana Turnier. Seja muito bem-vinda, doutora. Ela já está conectada aqui com a gente. Olá a todos. Muito obrigada pelo convite. Espero poder contribuir aqui com esse assunto que que eu estudo muito, que eu gosto muito e que realmente é um tabu. É um tabu, né, doutora? E é um tema muito importante, né, pra gente falar, principalmente diante de vários casos, né, divulgados. Então, primeiro, pra gente entender, eh, vamos eh falar sobre os casos, os tipos, né, primeiramente aí, porque existem vários tipos de alopécia. Sim, existem. Inclusive, eh, as classificações são diversas, né? Mas assim, eu vou tentar explicar as mais comuns. A principal delas é a lopecia androgenética, a que mais acomete a população, né? Chega a 80% dos homens aos 80 anos e 50, quase 50% das mulheres eh também mais velhas. Então, assim, é uma incidência muito alta, é a mais comum e ela se caracteriza por uma miniaturização dos fios. Então não é o cabelo que cai que não nasce mais. Ele é um cabelo que ele cai, ele vai volta menorzinho, cai de novo, volta menorzinho, até que ele vira um pelinho, que a gente chama de velos, e até que ele não nasce mais. Então essa é a miniatrização dos fios e a lopecia androgenética que que é a mais comum. Fora a lopécia androgenética, a gente tem uma um uma situação que chamaúvio telógeno. Na verdade, ele não é uma lopecia propriamente dita, não é uma perda capilar, mas um ciclo fisiológico que que leva a uma perda ali mais que você tem um ciclo que sempre tá trocando o cabelo e e mais ou menos 15% dos cabelos estão na fase telógena, que é quando o cabelo cai. Eh, só que aí quando você passa por um efluvio telógeno, que tem causas diversas já conhecidas, eh, essa queda aumenta. Então, o que que pode, quando que isso pode acontecer? Ã, uma doença, um estress, uma dieta muito restritiva, perda de peso ponderal muito intensa, exercício físico extenuante, como ocorreu uma maratona, por exemplo, ã, até fisiológica, como na gravidez, no fluvitelógio no pós-parto, né, que acontece com muita frequência. Eh, eentão assim, então é uma é uma resposta do indivíduo por uma necessidade energética maior de algum outro sistema, então o cabelo cai para depois voltar. Então, na teoria o euvelógio volta ao normal, uma vez reestabelecida a fisiologia ali eh normal. O que acontece é que muitas vezes essa pode acabar tendo reentrante, né? são estresses constantes, perda de peso ponderal contínua e aí o corpo começa a perder um pouco esse balanço. Eh, eu diria que essas são as duas mais comuns, né, mais frequente que a gente vê na nossa prática clínica. Fora isso, existem as cicatriciais, né, que muitas estão ligadas a doenças autoimunes. E e a areata, como você falou, é uma delas, é a é a areata que ela pode até se tornar uma universal, que é quando você perde cabelo, pelos do corpo inteiro. E mas ela se caracteriza areata por perda localizada, então geralmente tamanho de uma moedinha e fica bem peladinho ali. Aí eventualmente a areata acontece em vários pontos. Eu não vi como era o cabelo dela antes dela raspar, mas é possível que seja isso, que tenha áreas falhadas, áreas com cabelo, então fica realmente uma cena, né, uma imagem muito que incomoda, sabe? Quando você olha, você vê que a pessoa está passando por algum problema, lembra o câncer, lembra doenças crônicas, então ele acaba chocando um pouco. Por isso que eu acredito que no caso dela devia estar incomodando e e raspou justamente que é como acontece no câncer, né? Quando você começa uma quimioterapia que ele começa a derrubar o cabelo, o cabelo vai ficando cada vez mais falhado, cair regularmente, muitos optam porque realmente essa parte da essa fase da perda capilar ali muito intensa, ela acaba chamando atenção, incomoda, né? Eh, dá uma angústia para quem vê. Então, acredito que tenha sido o caso dela. Além da areate, existe uma outra patologia que tá ficando cada vez mais comum e eu gostaria de falar sobre ela em específico, porque quanto antes essas cicatriciais são diagnosticadas, aliás, todas elas, né, mas principalmente essas cicatriciais, mais chance a gente tem de reverter, que essa nos preocupa bastante. A a incidência me parece que está aumentando no consultório, tem aumentado bastante. Ah, principalmente a lopécia, fibroszante frontal, que é uma é uma doença que foi eh descrita na década de 90 agora, então é muito recente e a incidência tem aumentado bastante. Eh, então essa eu acho até que vale a pena dar esse alerta que é a fibrazonante frontal, é aquela que vai subindo a linha de frente, a testa vai aumentando. Esse pico temporal que fica aqui, esse cantinho do cabelo, ele também recolhe e muitas vezes cai cílios e sobrancelha. Eh, quanto antes, fora a lope cicatricial, tem também areata, que é, aliás, o caso da que foi falado, né? Eu já comentei antes. Eh, então, a areata ela ela também faz ela é considerada cicatricial no passar do tempo, né? ela começa, se ela não é repilado logo aquela área, ela pode então eliminar os as unidades foliculares e uma vez elas eliminadas, não existe nenhum tratamento de recuperação que a gente consiga fazer esse fiozinho voltar, já que ele não existe mais. Então, por isso que nas alopeçcias cicatriciais o diagnóstico eh tem que ser o quanto antes e iniciar o tratamento. Existem muitos tratamentos para todos os tipos de alopeça, né? tem que ser avaliado, diagnosticado, conduzido eh por um médico especialista e existe tratamento para todas elas. Eh, mas em especial quero chamar atenção aqui para cicatricial, que é como aconteceu que é é a área, quanto antes a gente começa a tratar, maior a chance de resultado a gente tem. Tatiana, falando sobre eh essa questão mesmo, né, do emocional, como a gente já vinha mencionando, eh nessa nesse tipo específico de alopécia, não é somente o couro cabeludo ou atinge outras áreas do corpo. Eh, mas qual que é a causa? tem alguns fatores, fatores externos, genética, o que leva, né, a ter alopécia e também a diferença de calvice, se a gente conseguir também fazer esse essa esse panorama, né, de de cenário de calvice e alopécia. Bom, é, calvice e alopécia se referem mais ou menos a mesma coisa, são nomes eh mais formal ou menos, né, médico. Então, no final das contas é a mesma coisa. o que eh o que assim não existe um um padrão genético específico para paraa universidade das alopeças, né? Existe um padrão específico paraa androgenética, que ela é principalmente eh eh genética hereditária, mas sim tem um ambiente que vai interferir nisso, né? No momento até eu tô cuidando de um paciente que tem um irmão gêmeo idêntico, então teoricamente a calavice dos dois ia evoluir igual. Só que o meu paciente é um paciente que é bem atleta esportivo, se cuida bastante e cuidou sempre da da calvice, né, da da perda capilar ali desde sempre. Então hoje ele tem bastante cabelo, ele é magro, esbelto, o irmão dele tá bem gordinho, tá bem fora do peso e bem e bem careca também. Então, obviamente, o ambiente interfere bastante também nessas calvistices, como estress, como tudo aquilo que a gente já falou eh eh anteriormente. Ã, já nas nas alopcias eh cicatriciais, na fluvitológica, foi todos aqueles fatores que hoje a gente já comentou, né, de necessidade do organismo de desviar energia para outra coisa que não o cabelo. E nas alopestas cicatriciais existem diversas doenças, né, nas cicatriciais. Então, entre elas, eu falei da da lopeça eh areata, temos a fibrazante frontal, temos vários eh tipos de derma de doenças dermatológicas como a psoriase. Então, tem várias outros fatores que interferem. Cada uma delas tem uma etiologia específica. muitas a gente não tem totalmente, né, eh eh entendido isso, o porquê causa, eh então que são os casos das das doenças autoimunes, né, que é o próprio corpo combatendo o os cabelos e muitas delas a gente não consegue estabelecer exatamente a etiologia, né, porque ela acontece. Eh, então é difícil generalizar essa esse esse essa situação, né, de qual é a causa de cada um. tem que estudar cada uma delas. O padrão de calvoice é diferente. Então, quando a gente olha com no consultório, com dermatoscópio, a gente consegue avaliar a diferença entre elas e então estabelecer o melhor tratamento, tá? E, Dra. da Tatiana, é comum eh a gente ter quedas de cabelo assim durante o banho, vai pentear, eh tem um limite que a gente pode perceber qual que é o momento que a gente tem que prestar atenção que aquela quantidade está sendo excessiva, né, que a gente deve buscar uma orientação. é como que esse paciente, essa essa pessoa, ela consegue, né, diferenciar que essa queda é normal ou é uma queda de estress? Qual que é o primeiro sinal de alerta então desse paciente? É normal cair cabelo? Sim, como eu falei, 15%, uma média de 15% dos seus fios estão na fase telógena, que é a fase de queda, para depois ela retornar. Então esse ciclo do cabelo ele é constante. Em mulheres ele é um pouco mais longo, em homens um pouco mais curto, mas dura ali em torno de 1 ano, ano e meio, 2 anos. Essa quede, né? Então o cabelo cresce por 1 ano, 2 anos e depois ele cai e começa a nascer o novo cabelo. Então é normal uma queda. A gente estima que entre 100 e 150 fios por dia seria estaria dentro desse padrão normal. Eh, o claro que pegar um tufinho ali do banho é muito variável, né? Porque tem uma pessoa que tem um cabelo compridão, é um cabelo grosso, o tufo dela vai ser maior, mesmo com o mesmo número de fios. Então o que pra gente é mais significativo é quando o paciente percebe uma queda maior do que era o habitual para ele. Mais do que isso, eh, normalmente [limpando a garganta] vem acompanhado de outros fatores, né? começa a aparecer um clarão. Quando eu entro no banheiro tal, no lugar tal, tem uma luz direta que eu percebo que eu tô vendo meu couro cabeludo que eu não via antes. Algumas falhas localizadas. As mulheres quando fazem lá o seu rabo de cavalo, na hora que ela prende aqui o seu o jeito que ela prende aqui a quantidade de cabelo que fica aqui atrás. Então são esses tipos de sinais que nos leva a perceber. E e na lopeça fibrazonte frontal em específico, que foi aquela que eu comentei, a testa então vai subindo, ela é claro que é uma é uma é um fato que acontece muito devagar. Então muitas comem bola por causa disso, não percebe exatamente cabelo tá caindo. Mas quando você olha de perto, muitas dessas pacientes, você vê a raiz mais inflamadinha, você vê que é um fiozinho um pouco diferente do habitual, o fio da lopecia androgenética, ele vai afinando, né? Então ele acaba sendo só um pelinho, um fiozinho bem fininho. Já nessas cicatriciais o fio cai grande mesmo. Então os últimos você vê o fio ali inflamadinho grande, não é um fiozinho fininho, típico da miniaturização dos fios da da lopecia androgenética. Então tem algumas características entre elas e tem uma evolução de cada uma delas. Então eh mas em geral o que levanta o alerta é uma perda maior, uma irritação, né? Algum sintoma no couro cabeludo, uma ardência, uma coceira. eh, caspas. Eh, então são algumas quando altera aquilo que considerava habitual e principalmente a percepção de que tá tendo menos fios, né, mais falhas e um cabelo mais fino. E doutora, além então dessa clinicamente falando, né, de prestar atenção na queda do cabelo e também nas características assim do couro cabeludo e também dos sintomas, né, como uma irritação. existe algum exame, né, que se faça aí, que confirme essa predisposição para calvice, como que funciona eh a questão do diagnóstico mesmo? É o ideal hoje existem muitos exames, né? Então assim, é a indústria farmacêutica de modo geral investe bastante na calvice porque sabe que é uma é uma dor ali que aflige muitas pessoas, né? a população praticamente inteira de homens, mulheres, muitas vezes jovens, eh, já estão evoluindo com a Calvis. Então, eh existem muitas coisas, né, para ser feita, mas geralmente o início de um tratamento de uma de uma preocupação capilar deve ser acompanhada por um médico especialista. Então, esse médico é o é o tricologista, o médico tricologista, né? Porque quando você fala tricologista pode ser um um uma qualquer área da saúde que estudou ali um pouco de cabelo. Então eu eu quero chamar atenção que os médicos têm uma gama, né, de de conhecimento maior que ele que então eu eu gosto que seja avaliado por um tricologista especialista mesmo. ou é que geralmente os dermatologistas são os mais frequentes tricologistas, mas também muitos dos cirurgiões plásticos que trabalham com com restauração capilar, como é meu caso. E mas pegar então o médico especialista para conversar, para passar todo esse seu histórico, ã, eh, para rever todas as situações de doença, de estress, de todos os seus fatores e tentar, então, identificar qual é a causa da calvista. Essa é o ideal. Eh, é provável que esse médico peça alguns exames que podem eh, por exemplo, a falta de vitamina, falta de minerais que também podem levar a essa alopa, mas eh a primeira conduta sempre é passar com esse médico, porque ele vai conduzir para qual das alupécias ele acha que é provável naquela situação e o exame clínico é primordial para isso. Perfeito. E doutora, no caso, a alopa, ela atinge tanto os homens quanto as mulheres, mas atinge de formas diferentes como que funciona ou tem realmente uma relação que é mais comum em mulheres ou em homens? Queria que explicasse pra gente cada uma das alopeças, assim, por exemplo, a androgenética, que é a mais comum, que é a miniaturização dos fios, ela acontece tanto para homem quanto para mulher. Para homem ela acontece com maior frequência, que pra gente até meio óbvio isso, né? Quando a gente olha a nossa população em geral, para homem ela é bem mais frequente do que para mulher, mas ela também acontece paraa mulher. A diferença delas é que geralmente o padrão eh eh muda para pros homens. Ele costumava começar com a entrada, essa entrada vai prolongando e pode ou não começar também começar com a coroa, mas de modo geral elas vão evoluindo e aí o homem calvo. Então na no grau mais avançado ele vai ficar tudo isso vazio e a região lateral ainda é bem cheia. Eh, já as mulheres, a rarefação é difusa, então a gente chama isso de padrão feminino. É quando a rarefação, se eu olhar aqui atrás, também tem pouco cabelo, mas eh a nossa foto clássica, né, de classificação, a gente divide o cabelo ao meio e vê qual é o clarão desse cabelo. Então, qual é que a gente vê esse clarão aqui no meio, se é só uma linhazinha da divisão do cabelo ou se isso começa a espaçar. Então é assim que eh a gente até classifica as mulheres, né, com essa parte central que nos homens já ela é mais de ela é mais na região da superior somente, né? Tá, Dra. Tatiana, agora em relação aos mitos e verdades, né, sobre coque de cabelo, né, mulheres que usam muito o cabelo preso, isso acaba interferindo, contribuindo para essa questão também da queda de cabelo, da alopécia. Existe alguma orientação sobre questão de penteados, né? Muito tempo com o mesmo penteado. É o que acontece o principal eh nessa situação de de penteado é o rabo de cavalo, o cocoque que você faça com muita força. Então a gente chama isso de alopécia traumática. Você puxa, esses fios vão sendo sempre tracionados na mesma posição até que algum momento ele pode deixar de aguentar ali a firmeza que ele tá no seu couro cabeludo. Então, chama-se alopça traumática. Não se deve fazer rabos fortes e muito menos frequentes. Então, esse é o primeiro. Agora, se um rabo de cavalo normal não teria grande problema. O que deve ser evitado é também eh prender o cabelo úmido e ele vai demorar a secar. Então essa umidade também favorece algumas patologias como ã eh algumas doenças fúngicas. Então também isso podem atrapalhar o crescimento capilar. Então não se deve ficar com o cabelo molhado muito tempo, né? Então sempre deixar secar, mas o rabo de cavalo e o coque sem tração, com cabelo seco, não deveria ser um grande problema, certo? E Tatiana, uma vez diagnosticado, então, qual é o tipo, né, de alopécia desse paciente, vamos agora eh partir paraa questão do tratamento. É uma situação que tem cura ou não? Os tratamento ele é a longo prazo, como que funciona? E é por medicamentos, pomadas, como que é? Então, essa é quando a gente fala de alopécia, né? É difícil falar generalizadamente porque não não existe um tratamento que funciona para todos, como eu falei. Mas então assim, se a gente fala das mais comuns, que é a lopeça androgenética, a gente tem diversos tratamentos. Eles incluem medicamentos orais, medicamentos tópicos, como minoxidil, finasterida, o microagulhamento. Então, existem alguns medicamentos, né, alguns tratamentos que que são regularizados, né, tão na bula do remédio ali, que são os que são eh já estabelecidos, né, que já vem há muitos anos sendo feito. Existem muitos tratamentos também que a gente chama de off label que tem tido os ótimos resultados que são eles, o microagulhamento, o microagulhamento com drug delivery. Então você aproveita aqueles microcanais que você abriu ali no microagulhamento no couro cabeludo, que só o microagulhamento por si só já ajuda, porque ele faz um efeito de reparação, traz novo colágeno, novos vasos, mas quando você coloca as medicações para agir localmente também ajuda bastante. Existe as luzes de LED que também melhoram. Então existem inúmeras PRP, posso aqui ficar uma hora falando sobre os tratamentos tipo assim que são hoje indicados para lopércio androgenética. Eh, geralmente sim, é para sempre, porque o cabelo ele tem ali uma tendência eh hereditária e genética de cair. Então, a gente faz a o que a gente o que, né, hoje em dia a gente já tem esse conhecimento do que faz esse fio ficar ali. Então, a gente tem que continuar. parou a tendência é a lopecia evoluir para para aquilo que seria se ele não tivesse feito nada. Existe uma um medo que eu vejo das pacientes, ai eu tenho medo de usar meninoxidil porque quando para cai cai muito mais. Não, não cai mais. Cai aquilo que teria caído se você não tivesse usado por aquele tempo. Então essa a lopecia androgenética aqui de novo é a mais comum. Não é fluviotelógeno, geralmente é só uma fase, então ele acaba não precisando de um tratamento constante porque você só vai dar um estímulo. É, você pode também não fazer nada e voltar tudo ao normal. Aqui geralmente a gente acaba estimulando para acelerar esse processo mais rápido, né? já que tá afligindo geralmente o paciente, a gente acaba acelerando para fazer o crescer, o cabelo voltar mais rápido, mas em geral ele voltaria sozinho, então não tem nada a ser feito e nem tratamento frequente. Ã, a terceira situação que é aquelas cicatriciais, aí é bem mais complexo porque envolve muitas coisas. Areata, por exemplo, uma, eu já tive areata na gravidez, pós-parto, na verdade, né? Eu tava com a segunda filha trabalhando, a filha mais velha ainda pequenininha. Então eu lembro que eu tava bem cansada e apareceu duas moedinhas aqui vazias na minha cabeça. Eu fiz tratamento é ali com corticide e sumiu e nunca mais precisei tratar. Então essa foi relativamente mais fácil. E existem algumas situações cicatriciais que o tratamento é para sempre, como por exemplo, a fibroszante frontal, ela vai ter, na verdade, um acompanhamento eh que será constante, né? Às vezes você entra com medicação, eventualmente a doença fica ali mais latente em remissão, aí você acompanha, depois se precisar volta com a medicação. Então depende da lopeça cicatricial, depende da doença pra gente poder saber o que deve ser feito. O o mais importante é justamente identificar logo no início para saber qual que é o tipo e qual o tratamento adequado, porque tem situações, como você mesmo mencionou, que nem precisa, né, desse tratamento, não precisa ter esse acompanhamento, porque é algo que vai voltar. Então, esse diagnóstico precoce, como tantas outras, né, eh, condições de saúde que a gente fala, é tão importante, né, doutora? Exatamente. É a assim, é muito comum, né, os pacientes ai usa isso que eu tô usando que tá indo muito bem, cresceu para mim, mas o que funciona para um não necessariamente vai funcionar para outro. E praticamente tudo que a gente usa, seja até o minoxidil, que parece uma uma solução bobinha que todo mundo usa, ela também tem efeitos colaterais, ela também leva algum risco eh específico ali. Então, é importante passar com o médico para poder fazer qualquer tratamento capilar e não sair usando, se automedicando, porque tem risco, sim. E ainda mais falando, se é um paciente que tem alguma outra condição, de repente tem outra comorbidade, isso acaba também eh prejudicando dependendo da medicação. Então, por isso que tem que ter essa triagem, esse mapeamento do paciente, né? Sim. É muito importante você falar isso porque o minoxidil em específico, que é, eu acredito que seja a medicação mais utilizada para calvis, ele é um medicamento que foi usado para pressão alta, então ele reduzia a pressão de pessoas hipertensas e descobriram que 80%, né, perceberam que 80% desses pacientes estavam ficando bem cabeludos. Então ele acabou sendo uma medicação relocada e aí ela foi transferida então para o uso do cabelo. Como antihipertensivo ele ainda é usado, mas é um pouco eh menos indicado por alguns motivos específicos, mas é uma medicação que alguns pacientes vão apresentar uma hiper eh reação de hipotensão e isso traz riscos sérios, né? porque a pressão vai ficar mais baixo, o coração acelera, exige mais do coração. Então, pacientes cardiopatas, pacientes eh que tá doenças cardiovasculares, então esses têm que tomar muito cuidado no uso doxidio. Doutora, no caso de transplante capilar, existe uma recomendação quando é necessária eh a cirurgia plástica, né? Você, como cirurgiã, tem casos de alopécia que precisa ter um transplante? como que funciona interessante. Eu gosto de deixar claro que assim, eu sou cirurgião plástica, sou transplantadora de cabelo, amo a cirurgia do transplante, mas é muito importante que os pacientes entendam que o nome correto é transplante. O implante, o implante se convenou, convenhou se chamar assim, mas é transplante. Por que que é transplante? a gente tira um fio de cabelo da região que tá sobrando e transfere esse fio para uma região que tá eh precisando. Então, é um disfarce que a gente faz e não é um tratamento. Eu não vou tratar a região que tá com a calvice, eu vou simplesmente deixar ela mais bonita. O que que isso significa? Quais são as preocupações? Primeiro, eu vou tirar de uma região que se eu tirar muito vai faltar porque não vai voltar mais. O cabelo que é retirado não volta. Então uma na população, a pessoa mediana numa calvice mediana, ela tem três implantes paraa vida, né? Uma média de 10.000 1000 unidades para transferir. Então o e o transplante, o cabelo que a gente coloca, geralmente ele fica, ele também pode cair um pouco a depender do tipo, né, do do grau de alopécia que essa paciente vai vir a ter, mas ele tende a ficar e se você não trata, acaba ficando uma qualidade artificial, porque fica o cabelo implantado, o resto do cabelo natural cai e fica artificial. Ah, então eu vou fazer um segundo transplante, tudo bem, a gente faz, faço um terceiro e aí eu não tenho mais da onde tirar. Eu não posso pegar de outra pessoa, eu não posso produzir em laboratório. A gente pode tirar do do pelo, do corpo, da barba, mas é assim, tem umas limitações enormes, então tem que ser muito bem discutido. Então a gente acaba ficando limitado. Por isso que o transplante não deve ser feito a torto e direito. Qualquer um pode fazer transplante, ele deve ser muito bem planejado. Eh, mas o transplante é uma cirurgia maravilhosa. entrega um resultado muito bom, desde que respeitado todos os princípios que a gente aprende, né, exaustivamente nos congressos, no no nosso treinamento, para ter um resultado natural. Então, a linha respeitando, por exemplo, eh, em homens brancos, eh, o homens caucasianos, geralmente ele tem uma um formato de rosto que é um M. Então, a, a entrada vai ter uma entradinha ali perto quando ele tiver nos 40, 50 anos. Então eu não devo fazer uma linha fechada, porque isso não é típico do homem caucasiano branco, ele é das mulheres, das crianças, da raça mais afro eh afrodescendente, que é mais fechadinho, mas não do homem branco. Então tem alguns segredos ali na cirurgia capilar que devem ser respeitados para entregar um resultado natural. E ele, então o implante sempre vai ser válido na grande maioria das alupécias. No entanto, existem algumas alopécias, como por exemplo, a fibrosante frontal, que a gente sabe que eh quando você implanta, ele muitas vezes não tem a pega total dos fios implantados. Então também é outro tipo de alupés que precisa est muito conversado com a paciente, a doença precisa est bem estabiliz estabilizada para não ter esse risco de perda, mas ainda assim pode acontecer eh seja imediata, seja mais mais paraa frente, mas cada uma das alopeças, então tem que ser conversado. A grande maioria tem indicação de transplante, mas deix respeitado todos esses limites que que a gente falou aqui e muito outros ainda que eu não vou entrar em detalhe, por mais que existam ainda esses tabus, né, alguns preconceitos, justamente por ser uma condição que afeta aí o emocional, os olhares de preconceito, mas eh é uma condição também que precisa ser olhada com bastante cuidado nesse sentido, né, de que cada paciente paciente vai ter uma uma situação, uma condição e também um tratamento adequado, né? Você quando os pacientes chegam ao seu consultório, eh, com certeza eles chegam talvez com vergonha. Como que é, como que você percebe esse tipo de comportamento desse cenário da alopi? É assim, eh, de um modo geral, nenhum, ninguém gosta da lopea. É raro aquele careca que ama o cabelo dele, a maioria deles fala, se pergunta, se você pudesse facilmente por cabelo você colocaria, a grande maioria colocaria, mas muitos são muito bem resolvidos, eles já se identificam com aquela imagem, tá tudo bem. Então, ótimo, esses pacientes seguem assim. No entanto, para muitos a lope se incomoda. Ela el ela parece que envelhece, ela parece que engorda um pouquinho, né? Porque quando o cabelo vai recuando, a testa fica mais arredondada, a cabeça mais arredondada, sempre parece que o rosto ficou mais gordinho. Então ela ela acaba não ajudando muito, né, na estética ali para para pros pacientes se sentirem mais bonitos. Por isso que incomoda a grande maioria dos homens e principalmente as mulheres. Se já incomoda os homens, que é uma situação que a gente já tá mais acostumada a ver, não chega a causar eh incômodo, né? Quando você olha o homem careca, é algo normal pra gente. Claro que não é eh fica mais bonito com o cabelo, né? Quando o paciente a gente põe o cabelo de volta ali, que ganha moldura de rosto, a gente vê como o rosto realça quando o cabelo ali faz a moldura. Mas a gente tá acostumado, OK? É normal. Agora mulheres calvas, né? mulheres quando começa com aquela rfaação muito grande, isso incomoda bastante assim, mas muito mais a ponto de trazer, de levar para as mulheres a uma doença até depressiva. Eh, elas começam a ficar cada vez mais eh vida social vai ficando cada vez mais escassa, elas vão se fechando mais porque isso realmente angustia muito. E então, ou seja, eh eh eu acho que é algo, né, que eu gosto muito de trabalhar com isso, de poder trazer essa alegria de volta, essa sensação de de prazer com a [risadas] sua própria imagem, mas eh realmente é muito frequente esse desconforto que eu eu vejo bastante no consultório. Doutora, no caso assim de pacientes já diagnosticados que estão já no tratamento, né, a situação, por exemplo, de shampoos, condicionadores, cremes para pentear, existe alguma, alguma recomendação? Esse paciente ele não deve usar determinados produtos? Eh, o que que é indicado? Sim, não é, cada paciente é um paciente, né? A gente tem pacientes que t cabeludo muito mais oleoso, então a gente tem que focar em produtos que conseguir essa oleosidade. O inverso também é verdadeiro. A gente tem pacientes muito ressecados. A gente tem pacientes que estão com couro cabeludo inflamados. Então a gente tem que entrar com produtos anti-inflamatórios. Eh, por isso que eh assim, eu adoraria dar uma receitinha de bolo, falou: "Olha, vai lá, faz isso que isso daqui resolve todos os pacientes". Mas não, o ideal é que se realmente seja acompanhado eh cada um. tem um tratamento ou outro que realmente funciona paraa grande maioria dos pacientes, mas eh o ideal é que passe com uma com com a dermatologista para focar e realmente resolver todos os problemas ali que estão aconetendo aquele paciente, aquele tipo específico de alop. né? Então, bom, a mensagem que fica é que esses pacientes, né, que perceberam ou que ainda, né, estão sentindo alguma, vendo ali o visual que tá sentindo alguma diferença para não hesitar em procurar um especialista, porque o mais importante é que existem vários tipos de tratamentos aí disponíveis, né, doutora, esses tratamentos também são realizados no Sistema Único de Saúde. Essa é uma boa pergunta. Eh, assim, o dermatologista, sim, está no Sistema Único de Saúde, né? É possível você passar com uma consulta com especialista. muitas vezes não são medicamentos muito complexos ali e corticoide eh pode ser usado que tá no sistema de saúde. Então é de um modo geral, eu acredito que para as doenças mais específicas, sim, eu acho que deve ter cobertura do Sistema Único de Saúde. O implante capilar ele está em alguns hospitais públicos que é eh levando, né, tentando eh resolver principalmente perdas cicatriciais, né, por trauma. Então eu sei que alguns hospitais fazem. Claro que infelizmente, né, não é algo que que é uma que é um acesso fácil, porque é um tem um tratamento que envolve uma equipe muito grande, eh, e acaba que o custo é um pouco mais elevado. Então, eu não sei se eh a gente consegue levar isso para para todo o universo, principalmente quando se fala em estética, né, e não em reparadora. Mas eu acredito que paraa reparadora, né, para quando a existe uma doença, existe uma um trauma associado, né, uma laopeça traumática, né, de uma cicatriz, de um scalpe, eh, aí sim eu acredito que o Sistemônico de Saúde tenha essa cobertura também. Tá certo? Então, doutora, eu queria que você deixasse alguma orientação, fizesse as suas considerações finais, né, a respeito da alopécia e falar sobre campanhas, né, se vocês fazem alguma campanha assim orientando, né, esse paciente que tem que buscar ajuda e que livre aí desse tabu, que tire um pouquinho desse preconceito também. É, eu gostaria de assim de orientar nessa que foi tudo que a gente já falou que quais são os cuidados, né? Quais são os momentos de atenção que você de alerta que você vê que não tá indo tudo muito bem e que é hora de procurar uma ajuda. Eh, existem muitos médicos dermatologistas, eh, tricologistas que são especialistas no na restauração capilar. Então tem muito a ser feito. Então não hesite em buscar ajuda, porque eu tenho certeza que uma melhora a gente sempre consegue na grande maioria dos pacientes entregar. Então não perca a esperança, né? e e confie que os médicos têm esse treinamento. Eh, cada vez mais a gente tá com uma gama enorme de produtos, né, de medicamentos, de procedimentos que é que a gente tá conseguindo fazer essa restauração capilar mais efetiva. Então, existe solução. Eh, então é assim, realmente é procurar o médico, porque não existe nenhum tratamento que funcione para todos, seria o ideal. Eu adoraria que tivesse, mas isso ainda não existe. Por isso que a gente reforça a importância de avaliação médica. Os resultados eles dependendo do tipo também, como já foi mencionado, é perceptível logo de imediato, né, doutora? Não existe hoje em dia tratamentos para lopecia androgenética que era mais difícil, que a gente só tinha ali o finasterida, minoxidil, que entregava pouco resultado, demorava a apresentar resultado. Hoje a gente tem tratamentos que parecem até implante. Então os pacientes voltam felizes da vida e falam: "Nossa, doutora, ontem alguém perguntou se eu tinha feito implante". Então tem muita coisa a ser feita, eh, que pode restaurar sim. Eh, alguns casos, obviamente na medicina não existe nem nunca nem sempre, né? Não existe algo que funcione 100%, mas existem tratamentos hoje que estão alcançando uma incidência bem alta de resolução. Por isso que não desanime sempre, eh, tem solução, acredite, busque uma uma um profissional especializado na área de cabelo, né? um médico que trabalha com isso, que ele vai poder te levar pro melhor caminho que tem no seu caso. Certo, doutora? Muito obrigada pela sua participação aqui no Saúde à Vida, né, trazendo um pouquinho do seu conhecimento, né, sobre a lopécia e o mais importante, né, deixando essa mensagem que não precisa, né, ter esse tabu, essa vergonha, porque os tratamentos estão disponíveis, mas o mais importante é saber identificar qual que é a situação para então fazer aí esse tratamento já adequado, um tratamento precoce. Então, quero agradecer mais uma vez a sua participação. Muito obrigada. Eh, podem me procurar pela rede social. Eu eu tento responder sempre que possível todas as perguntas que chegam para tentar orientar o paciente, né, num saber se ele realmente deveria procurar o médico, se não deveria, eu posso ajudar. Então, tô à disposição de todos. Enorme prazer poder contribuir com esse tema. Tá certo? Novamente, muito obrigada, Dra. Tatiana. Bom, saúde à vida fica por aqui. Espero que você tenha gostado desse tema, né? Tão importante a gente trazer esse debate. Conversamos então com a cirurgiã plástica, Tatiana Turnier. Te espero na próxima edição do programa Saúde à Vida. Até lá. [música] เฮ [música] [música] [música]
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