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[música] Saúde e à vida começando. No programa de hoje vamos falar sobre lipedema, uma doença que afeta principalmente as mulheres. Para explicar tudo sobre essa condição, convidamos o Dr. Fernando Amato, cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Seja muito bem-vindo, Dr. Fernando. Muito obrigado pelo convite. Bom, doutor, pra gente começar, né, primeiramente explique, né, para quem está nos assistindo o que é lipedema e quais são aí as causas e também os fatores de risco. Bom, o lipedema ele é caracterizado pela por uma condição em que tem o acúmulo de gordura, eh, principalmente nos membros inferiores, né, nas coxas, nas pernas, nos braços e também até mesmo no antebraço e de uma forma desproporcional ao corpo da paciente, né? Então, as é comum ver pacientes com o a cintura, o abdômen finos, né, e um acúmulo maior no na região da coxa, do culote, do bumbum. Então isso fica de uma forma muito desproporcional. E o lipedema também eh acompanha alguns sintomas, né? A paciente pode ter, além dessa disproporção, ela pode ter dor, eh, dor à palpação, sensação de peso, sensação de queimação, irregularidades de da pele, né, flacidez, celulite, pode ter uma fragilidade dos pequenos vasos, né, dos capilares e essa paciente pode ter eh facilmente aparecer roxos na nas pernas, nas coxas e não saber ver se teve algum trauma, né? Então, tem essa fragilidade capilar. E os fatores de risco, eh, principalmente a gente tem uma questão genética, então 60% ou mais eh das pacientes que tedema, tem alguém próximo da família que também tem lipidema. Então isso a gente comprova e tem uma questão genética muito importante. Além disso, ela tem o lipedema, ele tem uma relação muito importante com a questão hormonal. Então a gente vê que o o momento de desenvolvimento é a partir da adolescência, quando a mulher eh menstrua e e assim quando tem oscilações hormonais, são momentos de agravamento do lipema. Então, a paciente refere que foi após menstruação, que foi após a gestação, que foi após um tratamento de fertilidade. Então, todos esses eh essas oscilações de hormônio interferem no lipedema. Além disso, eu tô falando que tá relacionada à questão hormonal e é algo que é quase que exclusivamente de mulher, né? a mulher que vai desenvolver, porque é quem desenvolve, quem tem a produção mesmo de estrogênio e que pode desenvolver. Existem homens com lipemas, sim, é possível, mas é uma forma e bem rara e estaria relacionado a outras condições, então seria alguma coisa secundária que precisaria ser investigado, né? E além disso, o lipedema, eh, ele tá relacionado a uma condição muito comum, que é a obesidade. A obesidade é uma doença eh que é um ela tá sendo cada vez mais eh entendida, né, como a como obesidade, como a doença e tem um e tem tratamento. Só que a obesidade ela ela pode gerar o lipedema, pode piorar o lipedema, porque existe um aumento de de hormônios como o estrogênio, por conta da gordura. A gordura produz mais hormônio feminino, mais estrogênio. Então, acaba que o o a obesidade acaba sendo um dos principais fatores de risco para desenvolvimento epiora do lipê, tá certo? Então, Dr. Fernando, então, no caso, quem, por exemplo, foi mencionado aqui sobre a questão da obesidade, mas nem todo mundo que tem a obesidade eh pode ter o lipedema, pode ser o inverso também. Uma pessoa que lá não tem eh essa obesidade, ela pode, por geneticamente ter o lipedema. Exatamente. É o o lipedema, o maior problema do lipedema é exatamente esse. As pessoas acabam taxando como obesidade e não é. Então, existem um monte de mulheres que sofrem com lipema e não estão obesas. Então, a obesidade é um dos principais fatores de risco, mas não quer dizer que quem tem quem é obeso vai ter lipedema e quem eh ter pedema vai ser obeso. Eh, não necessariamente, mas quem tem chance de desenvolver o lipedema ou tem o lipedema e é obeso, eh, pode agravar o lipedema. E e uma das coisas importantes é que o tratamento da obesidade ele é fundamental para as pessoas que têm lipema e obesidade. Então é necessário fazer o tratamento das condições associadas no lipedema para poder tratar o lipedema, certo? Eh, vamos falar então sobre essa questão eh Dr. Fernando, da do tratamento, mas antes o diagnóstico, né? Porque assim, eh, como as pessoas elas relacionam muito, né, essa questão, eh, da celulite com a obesidade e também o lipedema. Então, pra gente esclarecer de fato, né, a diferença entre elas e como que é feito esse diagnóstico? É apenas clínico, existem exames complementares também para diagnosticar essa condição? O diagnóstico do lipedema, ele deve ser feito de forma clínica mesmo, exame físico e conversar com o paciente, ou seja, é muito simples eh conversar com o paciente, ver quais os sintomas, o que o paciente sente e examinar o paciente. Agora, existem exames exatamente pra gente excluir as condições associadas, as doenças associadas. Então, é possível que um paciente que tenha lipidema tenha diabetes, tenha hipotiroidismo, tenha insuficiência venosa. Então, a gente começa a pesquisar esses essas doenças também. Então, é feito, por exemplo, um ultrassom. pode ser feito para fazer o ultrassom duplo de membros inferiores para ver se não tem uma insuficiência venosa. E esse mesmo ultrassom pode até fazer medidas da gordura para ver se ela é compatível com o lipedema, mas na verdade é são medidas que a gente já comprova pelo exame físico. Eh, é possível fazer, por exemplo, uma linfocintilografia, que é injetar um líquido para ver o fluxo linfático. Por quê? O o lipedema, ele é um diagnóstico diferencial de eh de um linfedema, né, que é esse inchaço que eh pode ser por conta de um trauma ou alguma doença que não é lipema, que o membro fica muito inchado, mas geralmente isso acontece de um lado só, não são dos dois lados, né, não são os dois membros. E o lipedema em sua forma mais avançada, ele pode comprometer os vasos linfáticos e e poder ter um linfedema também, né? Então, a gente tem esse exame que é um uma linfocintilografia, mas não é um exame que deva ser eh solicitado para todo mundo, porque ele é um exame invasivo, você tem que injetar um produto, eh, e tem que ver esse fluxo desse produto no paciente. Então, eu já vi paciente ter uma infecção, uma inflamação por conta desse procedimento. Então, a gente não sai pedindo para todo mundo, sai quando a gente vê que tem uma indicação. esses pacientes, a gente também tem que fazer exames laboratoriais, exames hormonais, eh identificar outras causas que podem estar associadas. Os pacientes podem ter anemia, a gente vê muito paciente que fez cirurgia bariátrica porque era obesa e emagreceu o tronco e continua com lipedema. Então essas pacientes que fizeram cirurgia bariátrica muitas vezes tem deficiência de de vitamina. a a anemia, eh, precisa de fazer reposição de vitaminas e ferro. Então, a gente precisa estudar tudo isso, fazer todos esses exames para excluir as causas que estão associadas. Então, existe uma complexidade de exames, né? Esse diagnóstico ele é muito delicado, né, Dra. Fernando, nesse sentido, para chegar exatamente em qual o tratamento mais adequado para esse paciente. As pessoas têm buscado eh elas vão, né, muito ao médico por conta disso, elas acabam deixando eh passar por conta de ter um diagnóstico precoce também. faz toda a diferença nesse sentido ou tem muitas mulheres que você percebe aí na clinicamente falando que vão deixando de lado essa situação? Bom, atualmente tem uma grande procura pro tratamento e entendimento do que é o lipedema. O o que eu vejo de com uma grande falha é as pessoas buscarem parte do tratamento, porque e sim, precisa entender a doença como um todo, né? ver se a pessoa realmente tá doente, se aquele lipema tá interferindo na qualidade de vida daquela paciente. Eh, mas precisa ter identificar essas doenças associadas para serem controladas. E quando essa desproporção ela é muito intensa, que compromete a mobilização do paciente, pode ser feita uma lipoaspiração. Muitos pacientes entendem que o tratamento a lipoaspiração e somente a lipoaspiração. E vão direto procurar o médico para fazer uma lipoaspiração, para se livrar da doença. E não vão se livrar da doença porque é uma condição. a pessoa vai continuar tendo tendências a depositar gordura nos membros e podendo ter dor associada, sensação de peso. Então, tirar a gordura eh não vai resolver, talvez piore em outro lugar. Então, existe uma necessidade de entendimento do que é o lipedema para cada pessoa, porque às vezes a a pessoa pode ter alguns gatilhos que pioram lipedema na alimentação. Então, não eh eh identificar isso antes de fazer uma cirurgia eh faz toda a diferença até mesmo para fazer a cirurgia. Então, a procura das pessoas está sendo feita de forma errada. elas estão buscando a cirurgia sem buscar um tratamento completo. Então, nesse sentido, Dr. Fernando, como já foi mencionado, eh não existe uma cura, né? Porque é uma condição, é uma doença crônica, então, eh, a longo prazo, né? O tratamento tem que ser feito de acordo com cada situação aí, com cada organismo, porque muita gente fala, a gente fazendo a pesquisa aqui sobre esse assunto, é, alguns mitos, né, e verdades sobre essa situação do lipema. Muita gente acredita que emagrecer pode ajudar aí fazer uma dieta pode ajudar a controlar essa inflamação, mas não é verdade ou sim, queria que o senhor mencionasse a respeito desse mito e verdade sobre emagrecimento também. É o não é bem mito. Emagrecer faz parte do tratamento, mas é uma parte somente do tratamento, né? O é sim condição, então não existe, não vai ter uma cura. né? Isso, isso você falou bem, não vai ter cura. Quem tem lipedema sempre terá lipedema e cabe a a ela eh viver com isso de uma e viver bem, entender o que o lipedema é na vida dela e ou ser uma pessoa sempre doente. Então, a entendendo o lipedemo, o que é o gatilho para aquela pessoa, o que tá interferindo, o que tá agravando, fica muito mais fácil de mudar. Muitas vezes a mudança do estilo de vida já resolve 80% dos pacientes. Então a alimentação é fundamental, mas não somente a alimentação, mas como o sono, mas como atividade física. A atividade física, ela tem suas limitações, não pode ser uma atividade de impacto. Então, às vezes, hidroginástica, eh, atividades com menos impacto, o fortalecimento da musculatura vai melhorar também a a a qualidade de vida e alguma das queixas dessas pacientes. Então, o alimentação não é simplesmente parar de comer, tem um alimentos que podem estar piorando e isso para pacientes diferentes. Então, não adianta chegar e falar para todo mundo suspender eh Coca-Cola ou Chocolate ou qualquer outro refrigerante, Pepsi ou que seja, que não quer dizer que aquilo seja para todo mundo. E cada indivíduo tem que eh a gente tem que identificar se tem realmente algum alimento que possa ser suspenso, que pode interferir na alimentação daquela pessoa e pode interferir na inflamação. Então, eh, existem dietas como dieta cetogênica, dieta do Mediterrânio, que que acabam mudando toda a alimentação, mas eh às vezes você começa a suspender tudo que o paciente come, ele ele não tem nem o que eh o que comer e pode se alimentar mal. Então não é simplesmente parar de comer, precisa ter uma orientação. Então tem que ter um nutricionista eh junto, tem que ter um endocrinologista junto, tem que ter um cirurgião vascular que vai ver exatamente a questão eh da circulação. Então é é uma doença multidisciplinar, envolve muitos profissionais de saúde para tentar chegar no mesmo objetivo, que é melhorar a qualidade de vida desse paciente. E Dr. Fernando, a questão do tratamento, né, é a base de medicamento, como que é feito esse tratamento, uma vez que esse paciente foi diagnosticado, então já fez esse mapeamento, se existem, né, outras eh doenças, outras comorbidades, mas qual é o principal tratamento da lipedema? Bom, como eu disse, o o a mudança do estilo de vida, ela já é já trataria 80%. Então, não existe um medicamento para lipedema. Existem alguns medicamentos que melhoram a circulação, eh, e que tem trabalhos que mostram esses novos, eh, medicações, eh, de emagrecimento. Se uma, se a gente fala que um dos que mais agrava, fatores que mais agravam a o lipedema é a obesidade, então o tratamento da obesidade vai melhorar os sintomas, pode, né, melhorar os sintomas do do lipedema. Então, o tratamento da obesidade ela vai melhorar. Então, essas medicações que entraram para o tratamento de obesidade e que estão tendo muito sucesso, eles podem melhorar, mas não existe um medicamento eh que sirva e que tenha em bula eh o tratamento da do lipedema, certo? E, doutor, se não tratada, né, qual que é a orientação? O que que a gente pode falar na questão de grave, né? Qual é a situação mais grave nesse sentido se esse paciente ele não fizer esse tratamento adequado? ou se ele não mudar esses hábitos alimentares, existe um agravante, né, do lipema? É, infelizmente existe, né? A gente vê que os pacientes que t esses episódios recorrentes de inflamação na perna, na coxa, acabam evoluindo com fibroses, então eh nodulações, às vezes essas nodulações ficam calcificadas, elas são doloridas. Existem também eh pode ter um comprometimento da drenagem linfática e esse paciente pode até evoluir para o limfedema. O lifedema, por sua vez, também tem suas complicações, como infecções eh crônicas, como as as linfanges, né, a elisipela, então cada vez mais vai piorando a qualidade de vida dessa pessoa e ela pode ter dificuldades até em andar, né, de ambulação. Então, os casos mais graves a gente vê pacientes que não conseguem nem andar direito ou tem dificuldade de andar por causa do lipederma. Então, é uma condição que existe um atendimento, né, assim, crucial para esse paciente, né, diante de tantas outras comorbidades também que esse paciente pode adquirir. E é, infelizmente, uma condição, né, doutor, que a gente acabou vendo aqui em vários relatos, né, durante essa pesquisa, que também mexe muito com o emocional dessa pessoa, né, como é uma doença que acomete, né, principalmente as mulheres, acaba também impactando muito nessa questão da socialização também. essa pessoa, ela não consegue eh de repente vestir um, né, um vestido, mostrar as pernas, isso acaba afetando também e muito, né, a vida eh social dessa pessoa. É uma das principais queixas são eh que a paciente traz é a história de que ela não consegue ir na praia, não consegue colocar um biquinho, ela não consegue vestir roupa. E não é que não consegue vestir roupa, não tem roupa do tamanho dela. E então a essa desproporção e não tem ela tem dificuldade de comprar roupa porque não tem roupa para ela. Então às vezes tem que comprar um outro número, mandar ajustar e não e não e não consegue eh e se sente muito mal, né? infelizmente, ah, tem uma perda social importante nesse sentido que eh de repente ela se vê, né, de uma maneira assim que o corpo está deformado, né, a gente ouviu relatos também sobre isso, que ela se enxerga de uma maneira diferente por conta do corpo mesmo, né, que o corpo ele está modificado. E isso começam então essas situações da saúde mental. Dr. Fernando, no caso, o senhor tava falando sobre a cirurgia, né, enfim, eh, no caso, esteticamente não muda o corpo da mulher, ela vai continuar tendo as imperfeições por conta da doença, não? a lipoaspiração, né, em fases, eh, iniciais, podem ter resultados eh esteticamente surpreendentes. Então, é o momento de se fazer seres, o ideal seria fazer nos momentos iniciais que ainda tem a possibilidade de ter resultados muito bons. Mas o que a gente vê são pacientes que eu vejo muita paciente que lá atrás, né, uns 10 anos tinha o fez uma lipoaspiração, tinha lipedema, ninguém fez o diagnóstico de lipedema e depois continuou evoluindo com lipema e acabou piorando em outros locais. Então, eh, é importante pontuar que a liposas pode sim ter um ganho estético, vai depender do momento que ela faz, se tem flacidez de pele, se tem bolsas de gordura muito grande, porque se tiver muita flacidez de pele, a gente pode associar tecnologias para ter uma retração de pele, mas dependendo da quantidade de flacidez de pele que tem, eh, vai ser necessário fazer ressecção de pele, né, que a gente chama de dermolipectomias, que a gente tira pele e gordura, né? E já vai ter uma cicatriz por conta dessa cirurgia. E, doutor, agora eu não me recordo se no início da nossa conversa foi falado sobre eh são é um lado só que acomete ou são os dois ou pode acontecer dos dois nos dois, né? É, geralmente acomete dos dois lados, não de forma simétrica, né? Às vezes tem um lado que é mais acometido do que o outro, mas acomete os dois lados. quando acomete um lado só, a gente tem que pensar que pode ser uma outra doença como uma um linfedema, que aí é um problema do fluxo linfático e tem outras causas que precisam ser estudadas. Então, quando é só de um lado, aí acende um alerta para todos os diagnósticos diferenciais. E esses exames é é parte também do clínico e do mapeamento desse paciente também, da história de vida, tudo isso, né? Exatamente. Faz parte. A gente consegue identificar muitas dessas doenças no próprio exame físico e na conversa com o paciente. Só pra gente esclarecer, linfedema ele seria mais o inchaço. É isso? É o o linfedema é um edema por conta do o inchaço, por conta do líquido, né, que a gente chama de linfa, que que vem pelos vasos linfáticos, né? A gente tem a artéria que leva o sangue, a gente tem a aveia que traz o sangue e a gente tem os linfáticos que ajuda a veia a trazer um pouco do líquido que ela não conseguiu eh trazer de volta. Então, o sistema linfático, ele tem essa função de trazer o líquido, ele tem uma relação também de imunidade. Então, eh, quando alguém tem alguma infecção ou às vezes um câncer, vai acometer, pode acometer a a o fluxo linfático de linfonódos, tudo. Então, ele ele é um sistema que ajuda a drenar o líquido, mas também ele tem outras funções como a função de defesa do próprio organismo. Então o sistema, o linfático, né, quando a gente fala de linfedema, tem um acometimento somente do sistema linfático. E aí tem o limpedema. Já o lipedema é lipe de gordura, né? E o edema de inchaço é uma gordura que é mais inchada. Eh, nesse caso não não necessariamente que a pessoa, esse paciente ele vai ter os dois, né? pode acontecer, mas não necessariamente os dois, como a gente veio falando. É isso, exatamente. O paciente que tem lipedema e ele, esse lipedema está num bem avançado, num estágio avançado, ele pode ter comprometimento do sistema linfático. Aí ele pode ter um linfedema também, mas é algo bem comum. Eh, muitas pacientes acabam t estão nos estágios iniciais, mas infelizmente a gente ainda vê pacientes em estágios avançados por falta de conhecimento. Elas demoraram muito tempo para descobrir o que que era lipedema ou descobriram já muito tarde ali num momento que já não tinha eh mais solução, né? Certo? Então, doutora, como que a gente pode então eh falar a respeito dessa situação, né? lógico, tem o diagnóstico precoce, como já foi mencionado, os tratamentos e ela não pode ignorar então o sentido dessas dores, né? Porque de repente ela tá ali com aquela dor, acha que é uma celulite, toma um remédio pra dor e isso já é um sinal de que pode ter alguma coisa. Então já tem que observar qual que é o primeiro sinal que essa mulher precisa eh ter para buscar uma ajuda, uma orientação médica. Olha, ninguém tem, ninguém pode viver com dor, né? Então eu acho que começa qualquer dor, qualquer incômodo, ele já é plausível de você buscar ajuda e ajuda médica para poder investigar. Agora, se a pessoa tem dor ou incômodo nas pernas com a desproporção da gordura, né, uma mais gordura acumulada nas nas pernas, provavelmente essa paciente tem lipedema, porque é uma doença que acomete mais de 12% da população feminina. Então, se a mensagem é se você tem gordura desproporcional com mais acúmulo nas pernas, nas coxas e ainda tem sintomas como dor ou incômodo, procure um especialista, um médico que possa te orientar nessa nessa jornada aí para tentar entender se LPDMA. E doutor, eh, a gente sempre fala sobre a questão, né, da saúde pública, né, do Sistema Único de Saúde também das redes privadas, eh, como que é o cenário, né, no sentido da da Lipedema mesmo, porque é pouco falado sobre isso, né? a gente abre esse espaço justamente para passar paraa população, né, levar essa informação, dicas e orientações, como que hoje é esse cenário, né, do Brasil diante também do Sistema Único de Saúde para essa doença, né, exença aí multidisciplinar, né, depende também de outros especialistas, como que eh como que tá sendo esse mapeamento dessa doença aqui no Brasil diante do Sistema Único, quem precisa né, do Sistema Único de Saúde. Eh, eu vejo que é lamentável, né, não tem uma um atendimento, não não tem uma valorização dessa doença. Eh, existe também o um abuso das da das pessoas quererem já buscar e quererem que o SUS eh sustente uma uma lipo aspiração, que também eu acho que não não é o melhor caminho. Eh, mas mesmo assim eu acho que o atendimento deve ter e deveria ter a lipoaspiração, mas não para todo mundo, porque muitas pacientes poderiam melhorar com mudança do estilo de vida, mudando alimentação, mudando atividade física, mudando eh hábitos eh gerais. E a gente vive num num país que a gente trata, a gente tapa buraco, né? a gente trata complicação, a gente a gente investe muito pouco em prevenção e conscientização. Então o a conscientização, o que a gente tá fazendo aqui é fundamental e precisa ter esse investimento. Porque eu tenho certeza que se alguém entende eh até onde que o lipedema pode ir, provavelmente essa pessoa vai começar a buscar tratamento e tentar melhorar muito antes. Então, eu acho que no SUS o investimento em prevenção eh poderia melhorar muito para essas pacientes com lipedema. A gente fala também no sentido de outras doenças, né, doutora, já que também a o lipedema ele pode estar associado com outras comorbidades também desse paciente, tanto a obesidade como outras doenças. essa mudança, né, do estilo de vida, fazendo essa prevenção, já é um sinal também para combater outras enfermidades, né? Com certeza. Tá certo, doutor? Eu queria que o senhor deixasse então novamente uma mensagem aqui para quem está acompanhando, né, sobre a essa esse cenário, sobre o lipedema, ressaltando a importância aí do diagnóstico precoce também e falando um pouquinho aí um resumo no contexto geral do que nós conversamos. É, a mensagem é se você tem eh gordura com uma desproporção, com acúmulo mais nas pernas, nos braços, no tronco preservado, tem queixa de dor, sensibilidade ao toque, desconforto, você pode sim, eh, e deve procurar ajuda, porque pode ser o lipedema. E o mais fundamental no noutro tratamento do lipedema é a mudança e melhora do estilo de vida. Isso é o que realmente vai fazer diferença e não tem custo. A lipoaspiração pode ter trazer melhora de sintomas, pode melhorar a mobilidade, mas ela não é o único caminho e ela depende de um tratamento clínico adequado. Os medicações vão ajudar e vão tratar as doenças associadas. E a obesidade é uma das principais doenças associadas que pode piorar. Então, evitar a obesidade já seria um um grande passo e quem tá acima do peso ali já tentar controlar, já procurar ajuda e auxílio médico. Tá certo, Dr. Fernando, muito obrigada pela sua participação aqui no Saúde à Vida, compartilhar todo o seu conhecimento e o mais importante, né, passar essas informações, dando dicas e orientações para quem está acompanhando e quem vive, né, com essa doença, é, com esse cenário também. Então fica aqui os nossos agradecimentos novamente. Muito obrigada. Combinado. Tchau, tchau. Tudo de bom para vocês. Bom, saúde à vida fica por aqui. Espero que você tenha gostado, aproveitado as dicas e orientações do Dr. Fernando Amato. Te espero na próxima edição do Saúde à Vida. Até lá. [música] เ