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Olá, começa agora mais uma edição do Saúde à vida com o tema Abril Azul Autismo, campanha global dedicada à conscientização sobre o transtorno do espectro autista. promovendo inclusão e respeito às pessoas autistas. Convidamos a Dout. Silvia Kelly Bos, cientista e neuropsicopedagoga. Seja muito bem-vinda, Dra. Silvia. Ciane, querida, eu é que agradeço pela gentileza e por poder contribuir com um tema tão relevante e significativo frente à sociedade. Dout. Silvia, é realmente é importantíssimo, né, falarmos sobre essa campanha, conscientizando mesmo a população sobre o transtorno do espectro autista. Então, para nós iniciarmos, né, esse bate-papo, queria que você explicasse pra gente o que é esta condição, né? O que define esse transtorno? Quando nós falamos de teia, sigla teia, né? Transtorno do espectro autista, nós estamos falando de uma de um transtorno do neurodesenvolvimento, conforme eh o manual eh estatístico de transtornos mentais, o atual DSM5T. E trata-se de uma condição e um diagnóstico multifatorial. Quando nós falamos de multifatorial, o nome já é específico. Quando falamos de espectro, existem várias características que esse sujeito ele pode ou não apresentar. Então essa essa são inúmeras características que devem ser preenchido dentro dos critérios diagnósticos A e B, conforme o DSM5TR. Então, quando nós falamos eh sobre o espectro, é algo muito abrangente, características sutis, logo eh eh precocemente, onde nós vamos observar através de comportamentos. Para tanto, esse espectro ele já é apresentado de forma intrauterina, só que não existe através da detectação de um exame de imagem para validar e comprovar isso ainda cientificamente. Então é importante também ressaltar isso. O transtorno do espectro autista é uma condição do neurodesenvolvimento com características específicas que devem ser preenchido através de uma avaliação global do desenvolvimento. Dout. Silvia, falando sobre essa questão do diagnóstico, né, como não existe eh um exame específico, então eh seria esse diagnóstico clínico mesmo, né, uma observação de comportamento. Nessa questão então sobre a a questão de ser já a pessoa, né, a criança já pode nascer com essa condição. Como que é feita essa avaliação? Então, nessa primeira fase, né, nesse início aí da vida, falando sobre os bebês e crianças pequenas, como que é feito essa essa clinicamente, né, essa observação e também os sinais que podem apresentar. Essa pergunta é extremamente importante, Ciane, eu considero porque é uma das dúvidas que mais eh eu recepciono aqui na minha clínica. Ou seja, como eu falei anteriormente, esse diagnóstico, além de multifatorial, eh ele é feito a partir do nascimento. Para tanto, o espectro em si, ele já é desenvolvido de forma intrauterina. Só que como nós não temos um exame de imagem, existem sinais de comportamentos que essa criança ela vai apresentando ao longo do seu processo do desenvolvimento, onde ela ali eh, em determinados momentos e esferas do desenvolvimento, ela não acaba não apresentando ou tendo um atraso nos marcadores biológicos do desenvolvimento. Na camereta de vacinação, nós temos os marcadores citados ali, onde é de suma importância que a família junto às consultas de rotina pediátrica, ela faça esse acompanhamento. Então, quais são os marcos esperados para cada fase do desenvolvimento? Esse acompanhamento e essa observação, ela já vai auxiliar, amparando para ver se essa criança ela está dentro de um padrão típico do desenvolvimento ou se apresenta características, nuances sutilmente que podem levar a uma hipótese sugestiva do transtorno do espectro autista. E quando nós falamos de um diagnóstico dentro, principalmente dessa primeira infância, que ela vai de zero aos 6 anos de idade, eh, a literatura científica ela abarca que dentro desse processo ela é subdividida de zero a tr e de três a seis. Então essa fase é uma fase onde nós chamamos de primeira infância de suma importância por conta de janelas de oportunidades, de conexões neurais, onde esse cérebro ele está numa fase de retenção da aprendizagem. Então existem até dentro do senso comum muitas famílias, as vovós e dizem assim: "Esse menino é uma esponjinha, ele aprende tudo que fala". Então, por conta dessa primeira infância, onde nós precisamos ali observar esses comportamentos e as crianças se desenvolvem dentro de um padrão dentro de acordo com os marcadores biológicos. Então, é como se fosse um GPS que nos norteia que tá tudo bem com esse desenvolvimento. Quando a família ou pediatra, nós começamos a perceber que existe um atraso significativo dentro de uma das esferas do desenvolvimento, seja na linguagem, na cognição, na parte motora às vezes ampla ou fina, existe alguma interferência, é importante ligar um sinal de alerta e a partir daí buscar eh o auxílio de um especialista, uma avaliação para observar se aquilo é o atraso no desenvolvimento, se existem fatores emocionais que a criança esteja perpassando naquele período que podem interferir em comportamentos ou se são características realmente do transtorno do espectro altimista ou concomitantemente com algum outro transtorno e comorbidade. Então, a partir daí, como eh você me perguntou, só paraa gente também poder concluir eh esse esse raciocínio clínico, quando nós recepcionamos uma família para investigação diagnóstica com suspeita eh do transtorno do espectro autista, nós temos além da análise clínica, que é o ponto chave número um, eh, que eu considero. Segundo ponto, eh, instrumentos específicos de rastreio para aquela atitipicidade ou para aquela queixa investigativa, no caso aqui falando do transtorno do espectro autista dentro e de acordo com a faixa etária dessa criança e também a observação se essa criança estiver, por exemplo, inserida na creche e escola. Então, eh eh essa tríade, ela vai auxiliar de forma quantitativa e qualitativa, como nas pesquisas científicas. Quando nós temos uma proposta quantitativa associada à qualitativa, nós temos um resultado robusto e seguro, porque nós estamos falando da vida não só de uma criança, mas de todos que a circundam. Então esse diagnóstico ele precisa ser bem sensível, de maneira respeitosa e detalhado. Dra. Silvia, falando sobre essa questão, né, que foi mencionado sobre as características, né, importante também ressaltar essa ligação, nessa conexão família e escola, né, se a criança já está aí no processo de aprendizagem, já está na escola, porque faz toda a diferença também, né, ter esse contato com o professor que pode também observar esses comportamentos, né, diante outras crianças. E também já é uma um mapeamento que se faz, uma triagem junto com os familiares, né, para identificar alguns sinais. Mas falando sobre esses sinais específicos, né, existem características, por exemplo, no contato visual, uma criança que ela não tem aquela socialização. Isso também a gente pode falar que são algumas características do autismo. Então, Ciane, querida, quando nós falamos eh de uma criança ou um sujeito com características, nós precisamos pensar eh a literatura científica, ela é muito clara e entender que cada sujeito ele é único e singular. Então, não existe um padrão específico. Ah, todo o autista ele tampa os ouvidos. Eh, isso não é correto, porque a literatura, a ciência, ela não traz dessa forma. Algumas crianças podem apresentar determinadas características e outras novas características. o principal é de forma sensível, única e singular nós observarmos essas nuances, como, por exemplo, eh existem crianças que têm uma menor frequência no contato ocular, outras já apresentam uma menor sustentação. Então são características que nós precisamos estar atentos. Padrões de comportamentos restritos e repetitivos, também estereotipados, eles não devem ser observados somente no movimento motor, como, por exemplo, flapping de mãos, girar em volta do próprio eixo. Algumas vão apresentar essas características e outras vão apresentar comportamentos, padrões, restritos, repetitivos e estereotipados, como, por exemplo, pular. Então não significa que todas vão apresentar. Então, é um diagnóstico, uma observação extremamente minuciosa por conta dessas vertentes e camadas diversas, onde esse essa nomenclatura espectro, ela já fala e já traz eh essa preparação. E também quando a gente fala de comportamentos eh eh motores, restritos e repetitivos, nós temos que olhar também para pronúncias, por nós temos o que chamamos de ecolalia. E essa essa termologia são repetições de palavras, eh, sem uma funcionalidade, uma comunicação intencional. Pode haver casos de uma ecolalia que nós chamamos de ecolalia remota, a fala, a reprodução da fala de um desenho que foi visto anteriormente, comportamentos de ir e voltar vendo o mesmo desenho, por exemplo. Então, existem eh diversas características e quando nós citamos isso, eh nós estamos associando esse diagnóstico a um olhar multifatorial, amplo e extenso. Por isso, a importância dele ser quantitativo e qualitativo. Tem crianças, por exemplo, que fazem, elas têm uma sensibilidade auditiva. Então, diante eh de determinados estímulos do meio, apresentam comportamentos de sensibilidade. Então, elas colocam a mão no ouvidinho, algumas com barulho do liquidificador, outras com barulhos como aspirador de pó, outras com crianças gritando. Então essa triagem, a visitação escolar, se a criança tiver inserida, aplicabilidade de instrumentos e questionários junto com a professora, isso são pontos de suma importância que vão reunir informações pontualmente para que a gente consiga fazer um diagnóstico assertivo. E do Dra. Silvia, existem níveis, né, de do autismo, do espectro, do mais leve até um caso mais grave que vem também acompanhado de outras condições, por exemplo. Sim, Ciane, a a o que antes era chamado de leve, moderado e grave, hoje nós temos o nível um, dois e três de suporte. Nível um é um suporte muito pontual, onde essa criança ela consegue se desenvolver, se desenvolver dentro das suas esferas do desenvolvimento. Ou seja, ela precisa de muito pouco suporte, né, dentro das rotinas diárias. Já o nível dois, ele está associado a um suporte substancial pontualmente, onde essa criança ela necessita de um adulto sempre ali pontualmente com ela, direcionando eh dentro da cadeia de suporte com pistas verbais, gestuais. E nós temos o nível três de suporte, né, onde o DSM5TR ele fala na nova atualização que essa criança ela precisa de um nível, necessita de um nível de suporte. eh é eh melhor elevado, mais elevado, ou seja, ela necessita de fato de um adulto direcionando e muit das vezes além do suporte parcial, um suporte total para as atividades do dia a dia, como por exemplo, cumprimentar, entrar nos lugares, atividades de vida diária, trocar a roupa, auxiliar no banho, ajudar na comida. Então são pontos eh importantes que se nós observarmos eh dentro da primeira infância e a literatura ela também traz isso, essa criança quais estimulações corretas de forma precoce ela transita dentro desse espectro, desses suportes? Então, uma criança, por exemplo, que eh a gente percebe que tem uma condição ali do neurodesenvolvimento, mas ela não os pais acabam negligenciando ou eh terpassando por uma fase que a gente chama de luto, né? Eh, no processo de aceitação, essa criança ela vai acumulando atrasos e isso dificulta todo o processo do desenvolvimento dela. Então, por exemplo, ela pode estar no nível um e migrar para o nível dois. por conta da ausência da intervenção precoce, como também do nível dois, nós eh aproximarmos ela do nível um, porque ela está ali eh sendo amparada, acolhida com uma intervenção assertiva, direcionada, com base em ciência precocemente. Isso é algo que eh eu entendo que seja extremamente importante até para que as famílias possam estar atentas a esses sinais de forma sutil muita das vezes, mas precocemente. Dra. Silvia, é muito interessante, né, falarmos sobre essa questão da intervenção precoce, porque atualmente, né, tem até eh um senso, né, aqui no Brasil que divulgou, né, dados recentemente desse aumento dos diagnósticos, né, no caso dos autistas, principalmente também na fase adulta. Eh, muitos adultos hoje eles percebem, né, eles eh comparando como que foi a infância, eles mesmos se identificam como autista por esse por essa questão talvez da intervenção precoce que não houve e hoje eles automaticamente já se diagnósticam, né, eh diagnosticam com essa eh com o grau de autismo. Você acredita que é por conta desse desafio mesmo de não se ter esse diagnóstico precoce para um tratamento adequado? Quando nós falamos eh de de um da ausência de um diagnóstico precoce, eh nós precisamos primeiro, hoje a sociedade ela populariza determinadas questões, né? Ah, aquele rapaz deve ser autista. Então, primeiro, esse esse sujeito, ele o diagnóstico, ele não vai eh pontualmente definir quem esse sujeito vai ser. Ele vai agregar ali em fatores sociais. Eh, claro, é importante, principalmente para esse sujeito entender determinadas questões, mas eu costumo dizer que ele não vai definir quem esse sujeito vai ser. Então, as intervenções, o diagnóstico precoce, ele é pontual. E um outro ponto que me chama muita atenção é que geralmente pais, famílias que estão investigando eh esse processo precocemente dos filhos, eles entendem muit das vezes se identificam. E isso acontece muito pela questão da psicoeducação, do conhecimento que tem sido trazido, o avanço dos estudos à ciência. Agora, essa essa pesquisa e esse número eh através do censo, né, do IBGE, que trouxe isso também de forma muito expressiva o que antes, antigamente era feito através do CIDC, que é um centro de doenças e controle de prevenção e controle dos Estados Unidos, eh onde nós conseguimos acompanhar essa crescente. Então, como essa crescente e agora esse número validado aqui no Brasil, principalmente extremamente expressivo, nós entendemos que eh existem algumas vertentes que estão se sendo eh promovidas socialmente, como por exemplo, a a formação de mais especialistas na área, eh o o trazer de mais eh eh instrumentos específicos, principalmente validados e traduzidos aqui no Brasil. O que antes nós não tínhamos eram instrumentos para uma outro um outro estilo de população lá fora. Então isso também contribuiu e vem contribuindo para um diagnóstico quantitativo e qualitativo. Diagnósticos específicos dentro da primeira infância, adolescente e fase adulta. Então, eh eh existem eh informações, acesso a informações claras e objetivas. O importante aqui no meu pensamento e dentro da minha prática clínica é nós, se percebermos que existem questões comportamentais eh de rigidez cognitiva, inflexibilidade, padrões comportamentais, buscar a ajuda de um profissional que possa auxiliar e amparar se for sugerido a questão do diagnóstico. eh e psicoeducação, as escolas mais capacitadas, os professores também buscarem, porque na formação de base é uma matéria que não é inclusa, é uma especialidade. Então, quanto mais informação for levada a a políticas públicas, né, paraa informação voltada à sociedade, capacitação de professores, eu acredito que mais diagnósticos eles vão ser eh validados nesse sentido, porque existe também uma questão genética. Então, existe uma carga genética, existe um histórico que precisa ser visto. Se essa se essa mãe ela eh dentro da sua gestação fez um um uso contínuo de psicofarmacológicos, tem todo um conjunto de informações que precisam ser observadas para, de fato, a gente chegar a a uma triagem assertiva e pontual de diagnóstico. Dout. Silvia, sobre essa questão, né, da triagem, né, no Brasil, a lei de 2017, né, determina que consultas pediátricas de acompanhamento aí no Sistema Único de Saúde incluam protocolo de rastreamento, né, do desenvolvimento psíquico. Existe um teste, né, um chat? Como que funciona esse sistema? Sim, existe sim. hoje, eh, existe essa obrigatoriedade, isso foi muito positivo, foi um marco, um ganho, um marco saltatório pra nossa população. É a é uma escala de triagem e considerada já traduzida aqui no no Brasil, a chamada MCAT, onde ela é um questionário de perguntas bem objetivas, como, por exemplo, sua criança aponta, sua criança ela triangula ao observar uma outra pessoa num contexto diferente? Sua criança apresenta comportamentos repetitivos estereotipados, como balanceio de mãos. Então, são perguntas pontuais que eh acabam contribuindo para um olhar sensível e direcionado, que a criança ali precocemente ela já apresenta essas características. Essa escala é uma escala de domínio público, lembrando que ela é utilizada até uma determinada idade e ela veio para somar nas consultas, principalmente pediátricas, de rotina. Existem profissionais da saúde, da educação que já fazem a aplicabilidade dela. Aqui na clínica nós fazemos o uso também dessa escala como um uma escala que venha contribuir na nesse modelo de triagem, né, principalmente nas questões de observação da criança com a família nesse momento de escutativa da anamnese. é uma escala que veio somar eh significativamente para que a gente possa na primeira infância já ter esse olhar eh ali direcionado e se for o caso, sugerir indicar uma avaliação robusta para um especialista. E doutora Silvia, partindo agora pra questão dos tratamentos, né? Ah, uma vez então diagnosticada essa essa pessoa, né, esse essa paciente, esse paciente com o transtorno do espectro, como que é realizado então esse tratamento, né? Quais são as ah as multi, né, disciplinas aí que são eh ministradas, administradas para esse paciente, não só pro paciente, mas também para toda a família, né? Para uma questão aí de terapia comportamental, como que funciona? No processo de avaliação, eh, a gente, eh, o especialista, eh, aqui na clínica, principalmente dentro da parte de psicodiagnóstico, como essa criança ela, o olhar para com ela não é pontualmente somente no transtorno em si. Eh, eu sou especialista em desenvolvimento infantil também e isso corrobora para um diagnóstico eh amplo, significativo. Por quê? Nós vamos olhar essa criança como um todo e já observar em quais as esferas do desenvolvimento ela tem a necessidade de um acompanhamento direcionado. Por exemplo, se eu percebo que essa criança ela ela apresenta uma frequência menor ou que tem ali um atraso de linguagem de forma significativa, eh nós vamos indicar e orientar essa criança a busca essa família e sugerir tecnicamente de maneira formal para essa família que essa criança precisa buscar uma fonodióloga, especialista na área. Eh, e paralelamente se essa criança, por exemplo, o impacto, nós temos a comunicação expressiva e receptiva que antecede a fala. Então, se essa observação ela já é feita dentro desse percurso avaliativo, porque eh em muitos casos essa criança ela necessita de um psicomotricista porque as bases psicomotoras ainda não estão bem consolidadas e se isso não acontece automaticamente isso vai impactar na área da comunicação. Então, nós vamos eh direcionando essa família e essa criança, sugerindo com muita cautela, com base em ciência, eh, e principalmente em avaliações do desenvolvimento que vão complementar a avaliação ali do transtorno do espectro autista. Então, é a família já sair com esse amparo, um plano de intervenção eh já solidificado com quem ela deve procurar, isso vai fazer toda a diferença, porque na maioria das vezes a família ela recepciona o diagnóstico e diz: "E agora o que que eu vou fazer? Para onde eu vou?" E quando esse especialista ele já avalia, direcionando, mostrando os caminhos, ponto de partida e o ponto de chegada, facilita, traz leveza. E a nossa a nossa o nosso compromisso é esse, eh direcionar a família amparando esse diagnóstico, eh, de maneira assertiva e qualitativa. para servir, hoje as políticas públicas, né, elas dão esse acesso, né, às famílias e também essa inclusão desse paciente na sociedade como um todo, no mercado de trabalho, tratamento a longo prazo, né, porque não é uma uma doença, é uma condição, um transtorno que tem eh um certo uma certa delicadeza, né, falando sobre o espectro em si, que também pode ser acometido com outros, né, transtornos, mas hoje existem, né, esses tratamentos e também e esse paciente ele consegue viver em sociedade tranquilamente, fazendo todo um acompanhamento ao longo da vida. Seria mais ou menos nesse sentido que a gente tem que passar pra população sobre essa conscientização? Exatamente, Ciassiane. E buscar eh tratamentos eh acompanhamento sempre com base em ciência. Eh, e isso também é de suma importância, né? Existem eh várias camadas e e teorias que são comprovadas cientificamente, como por exemplo, terapia cognitivo comportamental, a análise do comportamento, a ciência ABA, que é muito específica também, direcionada, eh, a teoria psicanalítica. Eh, existem diversas teorias que são eh embasadas cientificamente e que eh tem comprovação na melhora e progresso desse paciente de forma longitudinal. Eh, nós precisamos só ter a atenção de quantidade e qualidade. Por isso, a minha atenção para eh sempre busca de tratamentos, terapias com base em ciência. Eh, isso é de suma importância. Então, nós temos hoje um acesso enorme a esse tipo de conteúdo e de de oferta eh no mercado com a crescente, foi como nós conversamos, mais especialistas, mais psicoeducação, mais capacitação. Então, buscar eh eh um um uma terapia que seja embasada, ela vai fazer um diferencial de maneira significativa em todo o percurso. desenvolvimental de forma longitudinal para essa criança. Sempre pensar também e incluir a família no processo do desenvolvimento. Isso é de suma importância. Por quê? pontualmente a criança pode estar ali na terapia cientificamente, eh, diferente de antigamente, a ciência comprova hoje que a família ela é a principal peça chave do processo do desenvolvimento. Então ela precisa participar, ela precisa entender, ela precisa ter dever de casa para replicar esses comportamentos em ambientes que nós chamamos de ambiente fora do setting terapêutico, fora do ambiente clínico, em contextos naturais, na casa do vovô, da vovó, no shopping, no parque, no cinema, seja em lugares eh diversos fora do contexto clínico, onde essa família ela vai se sentir eh empoderada, potencializada com o time de supervisão, ajustando comportamentos dessa criança para que cada vez mais essa criança seja inserida junto a sociedade, não excluída. Recepciona muito, muitos casos aqui onde a família ela eh eh por um período elá, eu deixo de levar em tal lugar porque eu não sei, ele vai chorar ou ele vai ter uma crise comportamental, não sei como fazer. Então essa psicoeducação e essa que a gente chama clinicamente orientação parental, psicoeducação à família, ela é de suma importância porque ela vai contribuir para essa criança ter realmente ali um resultado e uma resposta qualitativa. Tá certo, Dra. Silvia, muito obrigada pela sua participação, esclarecendo um pouquinho, né, sobre esses diagnósticos tão desafiadores, né, mas que a ciência vem, né, a medicina está aí para as pessoas terem mais acesso e principalmente mais conhecimento. Então, muito obrigada pela sua participação. Eu é que agradeço, querida, eh, pela participação e mais uma vez ressalto a importância e a gratidão por ter contribuído com um tema que é de suma importância e extrema relevância socialmente. Meu muito obrigada. Nós que agradecemos a sua participação, Dra. Silvia. Bom, o programa Saúde à Vida fica por aqui. Você continua acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Pode assistir esse episódio também nas redes sociais e no canal do YouTube da TV Câmara Campinas. Te espero na próxima edição. Até lá. เฮ