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Saúde é Vida | Pressão Alta: Doenças silenciosas causadas pela Hipertensão Arterial
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Saúde é Vida | Pressão Alta: Doenças silenciosas causadas pela Hipertensão Arterial

33 views Publicado 30/03/2026 HD · 33:03
Resumo editorial

O programa Saúde é Vida traz alerta sobre as doenças silenciosas causadas pela pressão alta, conhecida tecnicamente como hipertensão arterial, condição que afeta cerca de 35 por cento da população adulta brasileira e mais de 50 por cento das pessoas acima dos 50 anos. O entrevistado, médico cardiologista e nefrologista, explica que a hipertensão é doença crônico-degenerativa silenciosa, considerada inimigo oculto do organismo porque não apresenta sintomas claros até causar danos a órgãos-alvo como cérebro, coração e rins, com risco de AVC, infarto e insuficiência renal. A reportagem detalha como a doença atinge todo o sistema circulatório, podendo afetar qualquer região do corpo, e enfatiza a importância da medição regular da pressão arterial mesmo em pessoas sem queixas, especialmente entre filhos e netos de hipertensos. O programa também aborda alimentação adequada com baixo consumo de sódio, atividade física regular, controle do estresse, uso correto de medicamentos prescritos, importância do acompanhamento médico contínuo e como o SUS campineiro pode apoiar pacientes na prevenção e no tratamento da condição.

Descrição do vídeo

❤️ Alerta Saúde à Vida! Doenças silenciosas da pressão alta: hipertensão arterial afeta 35 por cento adultos (50 por cento acima 50 anos). Inimigo oculto causa AVC/infarto/insuficiência renal. Dr. Celso Amodeo (cardiologista/nefrologista) revela: assintomática até dano irreversível órgãos-alvo! 📊 Pressão arterial essencial: Normal: 120/80 mmHg Pré-hipertensão: 120/80 a 139/89 (estilo vida + risco cardiovascular alto indica medicações) Hipertensa: 140/90 ou mais mmHg Risco imediato: Diabetes/obesidade/fumante/sedentário exige tratamento 🚨 Fatores desencadeadores: Genética familiar: Monitore desde infância se pais hipertensos Sal excessivo: 15g/dia consumimos vs 2-4g ideal (75 por cento processados: pães/queijos/embutidos/conservas) Obesidade/sedentarismo/tabagismo: Síndrome metabólica letal Ansiedade/insônia/depressão: Desregula neuro-hormônios 🍎 Mitos destruídos: ❌ Dor nuca/cabeça indica pressão alta (contrário: dor eleva pressão) ✅ Dieta sem sal: Fuja industrializados (pão francês 1g/unidade; azeitona/palmito/sardinha carregadas sal). Saleiro banido mesa! ✅ Exercício/sono reparador/controle peso: Estratégia comprovada ❌ Alimentos mágicos redes sociais: Sem respaldo científico (estudos milhares pacientes) 💊 Tratamento contínuo: Não medicamentoso universal: Dieta/exercício (emagrecer baixa pressão) Farmacológico: 2 ou mais classes (diuréticos/SRA/bloqueadores simpáticos) – multifatorial Diagnóstico preciso: MAPA 24h; aferição técnica (calibrado/repouso/bexiga vazia) Gestação grave: Pré-eclâmpsia ameaça (obesidade/sal); pré-natal salva 👶 Crianças alarmantes: Secundária até 3 anos; primária após (obesidade digital). Familiar exige aferição constante! 📈 Emergência nacional: 300 mil mortes/ano Brasil (AVC 80 por cento casos/Infarto 60 por cento hipertensos). Controle evita invalidez! 🩺 Orientações Dr. Celso: Aferição anual (família risco: 6 meses) Campanhas Abril: Praças/UBS/farmácias detectam precoce SUS gratuito: MAPA disponível; consulte clínico 🚫 Gravidez/crianças urgentes: Histórico familiar/obesidade? Controle imediato. Obesidade dispara síndrome metabólica! ⚠️ Complicações devastadoras: Cérebro: AVC hemorrágico (80 por cento casos) Coração: Hipertrofia ventricular → insuficiência cardíaca Rins: 50 por cento função perdida detectada creatinina alterada Assista completo, salve entes queridos! Comente: família tem hipertensos? Já mediu hoje? Curta/compartilhe prevenção! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[música] Olá, sejam muito bem-vindos ao programa Saúde à Vida. Vamos juntos entender tudo sobre as doenças silenciosas da pressão alta. Esse é o nosso tema de hoje. Convidamos para abordar esse assunto médico cardiologista e nefrologista Celso Amodeu, que já está conectado aqui conosco. Seja muito bem-vindo, Dr. Celson. Obrigado. Bom dia a todos. É um prazer estar aqui com vocês, Dr. Celson. A hipertensão, né, arterial, pressão alta, é uma doença crônica comum, mas ao mesmo tempo ela é perigosa. É a hipertensão arterial, a pressão alta, né, nós chamamos de hipertensão arterial, ela é uma doença que nós chamamos crônica degenerativa, silenciosa. Ela é conhecida muito mais como inimigo silencioso, eh, dentre todas as doenças que nós temos. Ou seja, você pode ter pressão alta e desenvolver complicações que são o que nós chamamos de dano dos órgãos alvos da hipertensão, que são principalmente o cérebro, o coração e os rins. Mas ele pode atingir qualquer região do organismo onde nós temos vaso, porque ela é uma doença do sistema circulatório, tá certo? Então ela é uma doença assintomática. Em torno de 35% da população adulta tem hipertensão arterial. Acima dos 50 anos, dá mais de 50% da população tem hipertensão arterial. E o grande problema é que a grande maioria nem sabe que tem, que porque não mede a pressão arterial e quando vai aparecer algum sintoma é mais tardiamente quando já tem envolvimento desses órgãos alvos, ou seja, o derrame cerebral, um ataque cardíaco, uma insuficiência renal. Então é muito importante que aquelas pessoas, principalmente que nasceram numa família que tem pai ou mãe hipertenso, que elas tem uma pressão arterial ferida desde criança para que o sío seja acompanhada e também tem uma orientação, inicialmente quando a pressão ainda não está alta, mas tem o risco familiar de desenvolver a doença, de orientar uma um estilo de vida saudável que vai permitir que se essa hipertensão aparecer apareça numa forma mais tarde e mais fácil de ser controlada, né? Dr. Celso, quais são os principais aspecto aspectos, né, da pressão alta? A gente tem aquela situação, então, para ressaltar aqui e explicar pra população, né, a partir de quanto que é considerada a pressão alta, que a gente entrou naquela, né, situação que 12 era normal. Como que hoje está sendo considerada esse esse índice? Não, veja, a 20 por 80 é a pressão arterial considerada normal. Acima de 140 por 90 a pressão arterial é considerada hipertensão. Entre 120 por 80 e até chegar em 139 por 89. Esse valor é um valor que nós chamamos de pré-hipertensão, mas que que sem dúvida nenhuma tem que ter uma orientação muito boa do ponto de vista que eu acabei de falar do estilo de vida em termos de alimentação, em termos de atividade física, em termos de qualidade do sono, em termos de controle do peso. Uma série de coisas tem que ser orientadas. E quando nessa faixa de pressão alta precisa quando os pacientes são classificados dentro de um padrão que nós chamamos risco cardiovascular alto. Então nós temos risco baixo, risco médio e risco alto. E esse risco é baseado na presença de outras comorbidades, por exemplo, esses valores de pressão num paciente que já é diabético, então ele é um paciente de alto risco. Então esse paciente já tem indicação de tomar medicação que vai prevenir o dano dos órgãos alvos a a esse ao rim, ao cérebro e ao coração, como eu comentei. Então, tomar medicação nessa faixa de pressão entre 120 por 80 e 140 por 90 vai depender da intensidade do risco cardiovascular que esse paciente tem. Quando ele tem um risco alto, muito alto, aí já tem orientação do médico na avaliação, fazer o tratamento adequado com medicações. Certo, doutor? Então, o senhor comentou sobre essa questão do estilo de vida, que isso são os principais fatores de risco, sedentarismo, tabagismo, isso tudo entra nessa questão das causas e fatores de risco. Sem dúvida. Sem dúvida nenhuma. Veja, quando nós falamos de risco cardiovascular, o fumante e o sedentário também tem risco cardiovascular. Mas aí nesse caso, se eu conseguir fazer ele parar de fumar e se ele faz fizer atividade física, ele talvez atinja um ponto que não precise nem de medicação, mas caso contrário precisa. Alimentação é fundamental. A alimentação tem na hipertensão arterial, o grande vilão aí é o sal. o sal que tá dentro dos dos alimentos processados e industrializados, que cujo 75% do sal que nós comemos vem daí. Então essas são de modo geral a a o básico que a gente tem que saber, né? Já entrando nessa questão da alimentação, vamos falar um pouquinho sobre os mitos e verdades também sobre a pressão alta. Dr. Celson, eh, a internet, redes sociais estão cheias, né, de informações a respeito disso. A gente eh ouve muito, né, fala-se muito sobre as sobre os alimentos que podem auxiliar aí na pressão alta, que podem minimizar. É eh verdade, é um mito que tem alguns alimentos que eles podem sim contribuir aí para para pressão alta. Não, veja, o que pode contribuir paraa pressão alta é qualquer tipo de alimento que seja rico em sal. Eh, nós nós temos que uma nós culturalmente nós somos uma população que tem um apetite de sal muito elevado. Dentro da barriga da mamãe, a gente já comeu muito sal, porque a nossa mãe comia sal. E hoje nós temos esse aspecto que a grande parte da população come em torno de 15, 15, 16 g de sal por dia, quando nós precisamos de 2 a 4 g por dias de sal. Então na pessoa que tem pressão alta, nós temos, é obrigatório orientar para que ela tenha uma dieta com baixo consumo de sal. Então não é comer zero de sal, porque culturalmente nós comemos muito sal e aí a pessoa se mandar comer zero de sal, ela não dura um mês com essa dieta, depois ela abandona. É. fazer exatamente aquilo que eu falei agora a pouco para evitar os alimentos processados, industrializados, que é justamente aquilo que tem mais quantidade de sal. Como eu falei, 75% do sal que nós comemos vem dos alimentos processados, industrializados. Então, vejam, é o que eu sempre comento paraos meus pacientes, eles me perguntam: "Quem são esses alimentos processados, industrializados?" Eu falei, "Na realidade são os pães de modo geral. Um pãozinho francês tem 1 g de sal. Então, se o indivíduo comer um pãozinho francês no café da manhã, no almoço, na janta, ele já comeu 3 g. Ele precisa no máximo quatro. Então já tá, já tá demais. Todos os tipos de queijos vem com muito sal, exceção feita aquele queijo que tá escrito no rótulo sem sal ou aquele queijo tipo ricota que vem sem sal, isso pode. Ou que ele já pessoas que moram mais no interior tem acesso ao local onde se faz queijo, já pegar o queijo feito sem sal. Esse esse é uma coisa. Então os pães, os queijos, os embutidos, todo tipo de embutidos, salsicha, linguiça, salama, preso, mortadela, todas essas coisas. O principal conservante é o sal em grande excesso. Tudo que vem em vidro, e lato em plástico tem o sal como seu o conservante. Então, pessoal, ah, mas eu não como isso. Aí quando eu falo, mas você come azeitona, você come palmito, você come ervilha, você come sardinha, todas essas coisas vem com muito sal daí para para conservar os alimentos. E por última coisa que a gente sempre recomenda, que não é industrializado, mas tirar o sal da do da mesa, tirar o saleiro da mesa. Muita gente com esse apetite de sal, a comida vem no prato, antes de experimentar, ela já enche o prato de sal. Então esse o sal é a principal coisa que nós temos. Por outro lado, as outras orientações na alimentação que estão ligadas também no controle melhor da pressão são evitar as alimentos muito gordurosos. Por quê? Porque isso daí também vai interferir com o metabolismo não só dos açúcares, mas com o metabolismo do colesterol também, que é um tipo de gordura. E isso em conjunto, pressão alta, colesterol elevado, açúcar no sangue alterado, isso é uma bomba relógio, entendeu? Então é importante que a orientação da dieta é essa. Agora aquilo que se fala por aí, internet, como isso, como aquilo que baixa pressão, essas coisas, é tudo. Se fizer isso que eu tô falando, é o principal que tem que se fazer. Eu nunca oriento nenhum paciente a um tipo de comida especial porque tem um efeito direto sobre a pressão arterial. Nós trabalhamos com medicina baseada em evidências. Isso pode ser tá justificado em quê? Grandes estudos eh eh não retrospectivo, mas prospectivos que pegam um grande número de pacientes que t um grupo controle também. Então são estudos com mais de 10.000 1000 pacientes, onde você tem informações fortes de que isso funciona, isso não funciona. Então isso que eu falei são as coisas que a gente tem mais importante de orientação. Perfeitamente, Dr. Celson, eh por conta dessa dessa cultura, né, que vence eh sobre os alimentos, muito sal, muitos condimentos, né, e a obesidade que tem crescido, né, os números são muito significativos em relação à obesidade. Por isso então que eh a pressão arterial alta, né, a a pressão alta, ela está mais avançando também entre os jovens, entre adolescentes. Eh, por isso ou tem alguns outros fatores também? É, como eu falei, existe o fator familiar, mas independente do fator familiar, de acordo com o teu estilo de vida, você pode também vir a desenvolver hipertensão arterial. Então o jovem hoje ele, embora você tenha uma fração da população que faça muita atividade física, boa parte é muito sedentário, entra muito mais na área do computador, dos jogos e deixa de fazer mais atividade física. Então isso já é um um fator de risco importante que a gente tem eh dentro da dentro desse aspecto. Então eh eu acho que eh é muito importante que também entenda que hoje a grande epidemia do século XX chama obesidade. Então nós estamos a isso vale pro mundo todo, não é pro Brasil. A obesidade é o grande vilão e toda vez que ganha peso sobe pressão, perdeu peso, baixa pressão. Então eh já tem esse elo de ligação da pressão com a obesidade. E quando você junta tudo isso que eu falei para você, a obesidade, a pressão, o colesterol, a essas coisas, fecha dentro de um quadro que é o quadro mais importante que nós encaramos hoje nos pacientes, que é uma coisa chamada síndrome metabólica. Então, o indivíduo que tem síndrome metabólica, ele tem pressão alta, ele tem colesterol elevado, ele tem a circunferência abdominal aumentada que caracteriza gordura em volta dos órgãos e tudo coisas em conjunto que vão determinar o tipo de abordagem que eu tenho que ter no tratamento, seja ele mais agressivo ou menos agressivos. Um um um indivíduo que tem sínome metabólica com nível de pressão entre 120 por 80 e 140 por 90, que é esse chamado pré-hipertenso, sem dúvida ele vai tomar medicação e não nem sempre uma só classe de remédio, no mínimo duas classes para controlar, baixar, controlar todos esses outros fatores de risco que nós comentamos. Dr. Celsio, falando sobre ainda sobre os fatores, né, pra gente eh explicar exatamente sobre isso. Eh, fatores externos, por exemplo, né, uma pessoa que é muito ansiosa, que ela tem uma preocupação, porque às vezes aconteceu algo naquele dia e ela passou mal, mas ela não é hipertensa, mas a pressão subiu um pouco. Isso caracteriza que ela só teve um pico por conta de uma situação de ansiedade, de um nervoso. como que a gente pode eh classificar essa situação? É, na realidade, quando nós falamos de ansiedade, nó o que controla nossa circulação é um sistema que nós chamamos neurooral. Então, tem o sistema nervoso que controla essas coisas e os hormônios que nós produzimos. Se você tiver um estress muito grande, você tem uma descarga de hormônios que podem subir a pressão arterial e você tem estímulos nervosos diante desse stress que pode subir a pressão arterial. Então você pode ter uma pessoa normal que de repente tem um um aumento de pressão mais acentuado por essa situação que você falou. Falando também da ansiedade, você tem que lincar quadros, por exemplo, quadros depressivos. E depressão é outra coisa que tem muita relação com o risco cardiovascular e com falta de controle da pressão arterial também nesses pacientes que são mais depressivos, que são mais ansiosos. São todas essas essas situações que nós temos. E um outro fator que pouca gente presta atenção é aqueles indivíduos que não tm uma qualidade do sono satisfatória. Então essa qualidade do sono insatisfatória acarreta um gatilho para ter todas essas coisas que você falou, mais ansiedade, mais depressão, piora do controle da pressão arterial, porque é justamente à noite quando você dorme, que você tem um sono bom, que você tem um sono profundo, é que é a hora que você recarrega as baterias produzindo aumento desses hormônios eh neuromorais que controla a circulação. Se você dorme mal a longo prazo, você vai ter um déficit na produção desses hormônios. e uma piora no controle da pressão arterial, certo? Eh, Dr. Celso, é um desafio, então, né, em relação à a ao diagnóstico, né, principalmente por conta de ser uma doença silenciosa, de não apresentar esses sinais, esses sintomas, mas em nenhum caso tem o sintoma, por exemplo, uma dor de cabeça muito forte, eh muitos relatos de uma pressão na nuca, isso não é eh características da pressão alta. É, existe um mito de que tem pressão, devido ter dor de cabeça, menos da pressão, a pressão tá alta. Ah, isso aqui é minha dor de cabeça por causa da pressão alta. Não é isso, é o contrário. A pressão subiu porque você tá com dor. Então quando você tem dor, você pode ter aumento de pressão arterial. Então esse é um isso é isso na realidade é considerado mais um mito e sintoma com decorrente da hipertensão. Só se você tiver o que nós chamamos de uma crise hipertensiva. Sua pressão tá baixa e em segundo sua pressão sobe muito. Aí você pode ter não só ter dor, ter isso, mas você pode ter AVC, você pode ter infarto. Então essa é o sintoma que você tem na crise hipertensiva. Fora da crise hipertensiva, a hipertensão arterial é totalmente assintomática. Daí a necessidade, se você quiser ver o diagnóstico que você perguntou, é medir a pressão arterial. E essa medida da pressão arterial tem que ser feita por profissionais capacitados que entendem a como se deve medir a pressão arterial, porque muita gente mede, mas mede errado. Então, é muito importante saber o tipo de aparelho, se tá calibrado ou não tá e o ambiente que o indivíduo tá, se ele comeu ou não comeu antes da medida da pressão, se ele tá com a bexiga cheia, se ele fumou até uma hora antes de medir a pressão arterial, entendeu? até na posição do corpo na medida da pressão arterial tem que ser diferente. E quando nós medimos a pressão, nós estamos tirando uma fotografia da pressão, mas o importante é que eu entenda o filme da pressão do paciente ao longo das 24 horas. Para isso, nós temos um exame que nós chamamos de mapa, que é a sigla de monitorização ambulatorial da pressão arterial. E aí eu consigo ver o comportamento da pressão nas 24 horas, só enquanto o indivíduo tá acordado e enquanto o indivíduo dorme no despertar. enquanto ele dorme no despertar, são é muito importante essa informação para saber em primeiro lugar se a pressão cai com sono que deve cair. Se não cair é um risco cardiovascular aumentado. Então é muito importante que todos os meus pacientes me pertençam, quando eu tô avaliando se eu quero ver se a eficácia terapêutica tá adequada ou se eu ainda não sei como é o comportamento da pressão dele nas 24 horas, eu peço para ele fazer esse exame que nós chamamos de mapa e aí eu vou conseguir entender melhor o comportamento da pressão para aí sim poder prescrever o o medicamento adequado e no horário mais propício para esse tipo de perfil de pressão que o paciente tem. Então assim, o primeiro alerta que fica, então, é aferir a pressão. E tem esse jeito correto de aferir a pressão, né, Dr. Celson? Dependendo da posição que a pessoa está, isso pode interferir também no resultado. Muita gente tem o aparelho, acaba aferindo ali em casa, né? E isso também acaba dificultando esse diagnóstico, né? Não sabendo aferir corretamente. É, então o diagnóstico tem que ser feito pelo médico, o médico depois que avaliar. Por isso que eu recomendo que todo mundo meça a pressão. Hoje em dia muita gente critica as campanhas que nós fazemos de pressão arterial que vai na praça medir pressão. Ah, isso não é uma forma ideal, você não sabe como o paciente tá. Eu acho que é válido, porque o máximo que você vai acontecer é que você vai ter pacientes que não são hipertensos, que naquele momento a pressão tava mais alta. Mas é uma forma de você orientar o paciente, procure um médico, ele procura o médico, o médico vai confirmar se ele tem ou não tem pressão alta. Por outro lado, aqueles pacientes que tão toda essa situação de estressante, trabalho, corrida, tudo, tudo errado do que tá fazendo a medida da pressão, mesmo assim a pressão tá normal, são indivíduos que você fica mais tranquilo. E qual é essa periodicidade? Tem uma periodicidade para ferir a pressão, fazer esse acompanhamento? É, eh, na realidade tudo vai depender do tipo de paciente. Então, se eu tenho paciente que tá numa família de pertenço, eu e ele nunca teve pressão alta, pelo menos uma vez por ano, ele tem que ter a medida da pressão arterial aferida, tá? O ideal, como é um método não invasivo, é que ele a cada 6 meses faça uma medida de pressão. Isso não. Agora, se ele já teve medida de pressão elevada no passado, aí ele tem que ser acompanhado clinicamente. E a decisão de quando medir a pressão, de quando fazer os retornos médicos, vai depender da avaliação clínica que nós fazemos, né? Dr. Celso, falando sobre assim a pressão alta na gravidez, né, na gestação, quais são os riscos e os cuidados nesse cenário? É, a pressão na gravidez, ela tem alguns umas particularidades. Você pode ter uma pessoa que é hipertensa e ficou grávida. Então essa não é hipertensão da gravidez, é uma hipertensa que ficou grávida. Você pode ter aquela mulher que não tem pressão alta e na gravidez desenvolve hipertensão. Então essa é a chamada hipertensão da gravidez. Então, eh eh essa é uma hipertensão que tem que ser muito bem controlada e as mulheres mais propíci a desenvolver hipertensão na gravidez são aquelas que vem de uma história familiar de hipertensão, aquelas que já estão hipertensas, ela pode ter uma hipertensão da gravidez sobreposta uma hipertensão primária que ela já tem, né? e principalmente mulheres obesas, sedentárias, fumantes. Então são todas que tem dislipidemia, que é o aumento de colesterol, são todas situações que são gatilhos para que ela possa ter um descontrole da pressão arterial. E na gravidez, principalmente aí que no pré-natal, que é fundamental que o médico acompanhe e veja qual é o ganho de peso, a retenção hídrica que essa paciente tá tendo em função do consumo de sal para prevenir o aparecimento do que nós chamamos de pré-eclâmps, que é uma uma um quadro clínico grave numa mulher mulher grávida que tem que ser combatido e ser prevenido. Isso na na o indivíduo que tá acompanhando, ao médico que tá acompanhando, ao paciente, ele tem condições de detectar isso. mais precocemente e fazer as medidas preventivas que tm que ser feitas, né? Certo, Dr. Celso, há casos de crianças, né, tendo aí uma alteração na pressão. O senhor já recebeu, né, no seu consultório relatos sobre isso por conta dessa situação mesmo, do estilo de vida, né, que a gente eh vem tendo aí nesses últimos anos. Eh, veja, a pressão arterial, nós chamamos, nós temos dois tipos de hipertensão, que nós chamamos hipertensão primária e hipertensão secundária. A hipertensão primária, essa maioria que você vê aí que vem de uma família de hipertenso, depois de uma certa idade, acima dos 30 anos de idade, começa a ter aumento de pressão arterial. Essa é a hipertensão arterial primária. A hipertensão secundária é quando existe um fator que levou um aumento de pressão que eu consigo detectar e esse fator pode ser tratável ou não tratável. exemplos, o indivíduo pode ter um nódulo numa glândula que nós temos em cima do rim, que nós chamamos suprarrenal, que produz hormônios que aumentam pressão arterial. Tem uma série de características que eu consigo identificar esse fator. Isso é uma hipertensão secundária que dependendo do quadro eu consigo tratar retirando esse nódulo ou só com medicação bloqueando a produção desse hormônio. Outros t o estreitamento da artéria do rim e esse estreitamento pode levar a aumento de pressão arterial. Daí tem outras formas também que podem ser o que nós chamamos de hipertensão secundária. Na criança até os 3 anos de idade, se ela tá hipertensa, a causa mais comum é a hipertensão secundária. A partir dos 3 anos de idade, à medida que ela cresce, ela ela vai cada vez mais tendo maior prevalência, não de secundária, mas de hipertensão primária, principalmente porque ganho de peso, eh, sedentarismo, erro alimentar, entendeu? uma série de fatores no jovem que leva a ao aumento da pressão arterial. Então, até os 3 anos a gente encontra muito essa hipertensão secundária. A partir daí, subindo 5, 6, 7 anos, a causa mais comum é a hipertensão primária numa criança que nasceu numa família de pertenço e que tem todo esse erro no no estilo de vida que ela leva. Daí a importância de quem nasce em famílias de pertencil tem que ter a pressão arterial aferida mais frequentemente. Perfeito, Dr. Celso. Eh, vamos a falar sobre o tratamento específico, então, né, já que é uma um cenário, uma doença crônica, eh esse paciente ele vai precisar tomar medicação ao longo da vida. Como que funciona essa questão? além, é claro, né, de eh mudar toda a alimentação, ter outro estilo de vida, a com esse auxílio também do medicamento. É, a gente consegui orientar o paciente, a sua orientação do estilo de vida vale para todo mundo, até por não hipertenso, para prevenir. E uma vez estabelecido esse essa medicação não medicamentosa, vamos dizer assim, né, o tratamento não medicamentoso, ele vai tomar medicação se, apesar disso, a pressão tá elevada. São raros os pacientes que precisam só de um remédio por dia para controlar a pressão. A grande maioria necessita de uma associação de pelo menos duas classes de fármacos que podem eh atuar na pressão arterial. Como a pertenção à doença que nós chamamos multifatorial, existe múltiplos mecanismos envolvidos. tem mecanismos envolvidos com o nosso rim, o hipertenso, quando ele nasce, eh, ele, no, o rim desse paciente, ele não manipula adequadamente a sobrecarga de sal que recebe. Então, se se eu nasci numa família de pertence, eu tenho um rim que não manipula muito bem a minha sobrecarga de sal, se eu tiver uma sobrecarga de sal, eu vou demorar mais de uma semana para jogar esse sal para fora. E se você nasceu sem esse tipo de problema, se você tem uma sobrecarga de sal hoje, você amanhã ou depois já resolveu o problema, você já conseguiu jogar tudo isso para fora. Por isso que no tratamento do paciente pertenço, eu digo que é medicação s dias da semana, orientação nutricional s dias da semana. Por quê? Porque se você falar: "Não, eu vou fazer direitinho de segunda a sexta, agora sábado e domingo eu tô liberado". Aí que que acontece? Na segunda-feira você tá com aquela sobrecarga de sal que só vai voltar a equilibrar se você fizer bastante dieta sem sal durante a semana lá paraa sexta-feira ou sábado. Então aí você vai estar sempre com balanço de sal positivo. E esse balanço de sal positivo é o que leva a esse aumento de pressão arterial. No ambiente de ansiedade, que nem você comentou anteriormente, você vai ter um é um gatilho para que você tenha um aumento súmito da pressão arterial, entendeu? Agora, classe de remédio, tem várias que agem diferentemente no nosso organismo, aonde a pressão tá mais envolvida. Se é uma hipertensão mais relacionada com volume, você tem um pouco de diurético que você dá, você tem um sistema que nós chamamos renina jutensina, que tem medicamentos que atuam especificamente nesse sistema. Nós temos um sistema nervoso simpático, que se tiver hiperativado, você tem medicamentos que agem nesse sistema. Mas tudo isso depende do profissional identificar quais os prováveis mecanismos envolvidos e fazer as associações medicamentosas necessárias pro controle da pressão. E veja que tratar a hipertensão é tratar pra vida toda, a não ser uma situação onde você tá muito obesa, tá muito com de vida, tudo errado e eu tenho que dar remédio e depois de um tempo eu vejo que controlou tudo isso, a pressão tá boa, pode se tentar tirar o medicamento. É muito raro, mas depende do tipo de paciente. às vezes até dá certo, Dr. Celso, o senhor comentou, né, eh, o senhor comentou em relação às campanhas, né, que são realizadas justamente, né, para pro pra população, para as pessoas terem mais acesso a essas informações e o quão perigoso é ter, né, a pressão alta, ser hipertenso. Por isso que em vários locais, né, a gente acompanha em supermercados existem, né, essas campanhas nas próprias farmácias, no centro de saúde, né, nas UBS existem lá eh essas campanhas e também a pessoa ela pode chegar pedir orientação pro profissional de saúde, pedir para ferir a pressão. são situações que estão eh ali nos acessos, né? As pessoas elas têm esse acesso, mas ainda assim elas eh não fazem, né, esse acompanhamento. Ainda assim é um desafio falar sobre hipertensão arterial, né? porque muita gente eh sabe que existe, mas não tem esse conhecimento e esse hábito, né, de fazer esse acompanhamento. O que que eh vocês, né, enquanto membros da sociedade, do hospital, eh com presidente tem para passar paraa população em relação a essas campanhas e essa conscientização? É, nós temos datas expectativas comemorativas da Nacional, não da doença, mas do combate à doença, né? Então, nós temos em abril, eh, nós celebramos o Dia Nacional de Combate à hipertensão arterial, aonde a sociedade ela faz campanhas através de das suas regionais espalhadas por todo o Brasil, em cada cidade, fazendo orientação em praça pública, não só distribuindo folhetos sobre a doença, mas conversando com as pessoas e aferindo a pressão arterial dessas pessoas, orientando se elas devem ou não procurar assistência médica em algum lugar. Então isso no sentido de chamar atenção eh sobre o problema de uma doença assintomática. Então tem muita gente que só vai descobrir de que temão quando já tá com insuficiência renal. Aí já é uma um quadro mais grave. Então a ideia é detecção detectar o mais precoce possível quem é o paciente de maior risco para desenvolver hipertensão, para já tomar medidas inicialmente não medicamentosas, que vão prevenir que essa doença apareça e que afete os chamados órgãos alvos. Então, nós somos totalmente a favor das campanhas, eh, embora não seja uma técnica de medida eh que preencha todos os quesitos que nós achamos que deve ser feito, mas é uma forma de você rastrear na população e identificar aqueles indivíduos de maior risco ou que muitos já estão hipertensos e nem sabe que são hipertensos e aí orientar o tratamento. E é importante, né, salientar essas pessoas que é buscar informações na própria família, né, justamente para identificar se faz parte de uma família de hipertensos, que isso acaba facilitando e muito o diagnóstico e o tratamento, né, Dr. Celso, evitando outras eh comorbidades, né? Sem dúvida, sem dúvida nenhuma. estão com pontos importantes, porque quando você tem qualquer outra doença associada já com a hipertensão, o prognóstico é muito mais reservado do que quando você tem qualquer outra doença, mas não é hipertenso. Então a hipertensão hoje, só para você entender, ela é a primeira causa que nós temos de morte por acidente vascular cerebral infarto agoriocárdio. Ou seja, se você pegar no Brasil todos os atestados de óptico de quem morreu, de acidente vascular cerebral, de derrame cerebral, principalmente o que nós chamamos de derrame cerebral hemorrágico, vai tá escrito lá no atestado, causa da morte, acidente vascular cerebral. O que levou a isso? Hipertensão arterial em 80% dos casos. Agora, eh, e, e infarto do miocárdio, infarto do miocárdio é 60% dos casos de morte por infarto, tá escrito que o que levou aquilo lá foi hipertensão, ou seja, hipertensão arterial não controlada. E aí vem a grande informação. Na nossa população, nós temos em torno de, como eu falei, de indivíduos controlados em torno de 30 a 35%. A grande maioria não tem a pressão controlada, mesmo sabendo que são hipertensos. Então, a esse esse é o grande a grande mensagem que a gente tem, controlar a pressão evita AVC, evita infarto. E eu sempre digo o o grande problema é para que mais parado que sal que pareça, não é você morrer, é você ter um infarto e um AVC e ficar dependente, não conseguir ter a sua vida civil seguida e você tá sempre dependendo de alguém para cuidar de você. Então isso é uma uma situação muito ingrata e que a hipertensão arterial é o grande vilão que nós temos aí dentro desse quadro. Daí a importância que nós estamos sempre batalhando sobre hipertensão arterial. Hertensão arterial. E no caso do Dr. Celson, eu não perguntei eh sobre a questão do cardiopata, por exemplo, uma pessoa que tem problemas no coração, é cardiopata, nem sempre tem a ver com a pressão arterial ou tem alguma relação? Não, veja, cardiopato é um nome sensulato, é um nome geral de quem tem uma cardiopatia. Cardiopatia, você pode ter cardiopatias relacionadas com pressão e cardiopatias não relacionadas com hipertensão. Pode ter uma doença valvular, uma doença no músculo do coração que não tem nada a ver com com a pressão arterial. E as cardiopatias relacionadas com hipertensão arterial são basicamente uma doença do músculo do coração, porque ele tá sobrecarregado, ele tem uma sobrecarga de trabalho porque ele tem que bombar contra uma pressão mais alta. Então aí a o músculo do coração aumenta a espessura, né? O que a gente chama de hipertrofia ventricular e só ela por si só já é um aumento do risco cardiovascular e depois de um tempo essa hipertrofia no início consegue dar conta de mandar o sangue pra frente, tá adaptada para depois ela ficar desadaptada e o coração começar a crescer e levar a insuficiência cardíaca, aonde aí tem que tratar com medicação, mas já é muito mais difícil. Então esse é o o grande problema que a gente tem no no coração. Nos rings, você só vai perceber que você tem a função renal alterada depois que o teu exame de sangue nós chamamos de creatinina, eh depois que você perdeu mais de 50% de função renal. Então existem outras metodologias de avaliar sua função renal antes desse exame que nós chamamos de quatinina, tá? alterado. Então, se você pesquisar albumina na urina, você pesquisar as imagens renais, são tudo coisas que fazem parte da avaliação do paciente que tem pressão arterial elevada ou que eu tô tentando prevenir o comprometimento desses órgãos. Tá certo, Dr. Celson? Muito obrigada por participar aqui do programa Saúde é Vida, trazendo todos esses eh essas informações, tirando todas essas dúvidas e o mais importante, deixando a mensagem do quão importante é eh fazer a ferição e conhecer melhor sobre essa doença e essa doença silenciosa, né? Inimigo silencioso. É isso, né, que o senhor mencionou. Exatamente. Eu agradeço a oportunidade de estar aqui sempre que precisar, estou à disposição, porque eu acho que é um tema extremamente importante, porque são mais de 300.000 pessoas que morrem por ano no Brasil. Ou seja, eu tô falando que a cada 2 minutos alguém tá morrendo de infarto ou acidente vascular cerebral. E a principal causa que levou isso aí foi a hipertensão silenciosa, que o indivíduo às vezes nem sabia que tinha. Então aí a necessidade. Agradeço a atenção de vocês todos. Nós que agradecemos a sua participação, Dr. Celso. Bom, saúde a vida fica por aqui. Nós temos um encontro marcado na próxima edição. Você pode acompanhar esse programa nas redes sociais também e no canal do YouTube da TV Câmara Campinas. Até lá. [música] เฮ [música] [música] [música] [música]
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