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Para mim, agora a gente fala da psicologia do pijama, nossa relação com as roupas, de ficar em casa. Olha só, em 2012, pesquisadores popularizaram o conceito conhecido como cognição vestimentar. É uma linha de estudos que investiga como as roupas podem influenciar atenção, comportamento e percepção. Os resultados despertaram interesse justamente porque sugerem que a maneira como a gente se veste pode ter relação com a forma como a gente encara determinadas atividades do dia a dia. Deu pra entender? Então, pra falar sobre saúde emocional, autoconhecimento e comportamento, a gente apresenta as nossas convidadas de hoje. Quero dar as boas-vindas à psicóloga Priscila Mayumi, ela é formada em psicologia com ênfase em terapia cognitivo-comportamental, atua com foco na compreensão de pensamentos, emoções e comportamentos. Seja muito bem-vinda, bom dia! Bom dia! Obrigada pela sua participação e presença, e a gente também apresenta a você mais uma profissional que vai falar sobre a relação entre o cérebro, comportamento e hábitos. É psicóloga Aline Domingues, ela é formada pela PUC Campinas, especialista em neuropsicologia aplicada à neurologia infantil pela Unicamp, terapia por contingências de reforçamento. Ela também atua com avaliação neuropsicológica de crianças, adolescentes e adultos, além de trabalhar com transtorno do neurodesenvolvimento e dificuldades cognitivas e socioemocionais. Muito bem-vinda, bom dia! Bom dia, Rubia. Muito obrigada pelo convite. Nós que agradecemos a presença de vocês. Acredito que nós vamos entregar um super conteúdo, porque a gente está falando de algo que acontece dentro das nossas casas, acontece comigo, com vocês, com o pessoal de casa. A gente sempre tem uma roupinha específica de ficar em casa, mas por que isso acontece, esse hábito, né? Então, a gente já começa perguntando para a Priscila, por que algumas roupas de ficar em casa, Elas despertam sensação de conforto, segurança, bem-estar, enquanto outras roupas não despertam essa sensação, né? A gente se sente confortável quando a gente coloca um pijama, por exemplo, ou então aqueles shorts, aquela camiseta larga, gostosa, né? Por que essa diferença de sensações? Bom dia mais uma vez Rubia por um lado nós temos em casa você tem o hábito de ficar em casa de pijama e você se sente mais confortável você tem o conforto de estar na sua casa podendo colocar aquela roupinha velha mas por outro lado durante a semana você trabalhando você tem que performar o tempo todo e nessa performance isso desgasta um pouco a gente imagina, por exemplo, você vai sair e tem que se arrumar toda em casa não em casa você não fica maquiada, você não fica de salto alto, você fica mais confortável, agora o X da questão é, a partir do momento em que aquilo não se transforma numa no momento em que você que você deixa de se sentir confortável, pra aquilo que você deixa de gostar de você, você começa a ter um problema de autoestima, começa a deixar de se vestir bem, de se cuidar aí que começa pode começar uma ansiedade, uma depressão exatamente a gente tem que fazer uma diferenciação entre o conforto de se sentir confortável bem, com uma roupinha de ficar em casa leve e a questão de você se acostumar com essa sensação de conforto que pode vir a gerar um grande problema, porque o nosso cérebro ele se acostuma, né? então se você tá hoje, se sente bem amanhã se sente bem, você começa a ficar só na cama, ficar só deitado, ficar procrastinando, aí precisa acender um alerta, tá bom? Agora, vamos lá, ali no nosso cérebro, ele aprende a associar determinadas roupas a momentos específicos da rotina e isso é interessante, gostaria que você falasse sobre essa questão da associação. Vamos lá, é, nosso cérebro realmente associa, né, como a gente tava conversando um pouquinho aqui antes, a respeito de, a gente levanta e a gente precisa tirar o nosso pijama pra gente começar o dia, né? Então, por mais que a gente fique em casa, que a gente trabalhe no home office, por exemplo, é extremadamente importante que a gente tire esse pijama porque o nosso cérebro faz associação que ele vai continuar repousando, que ele vai continuar descansando, né, então eu falo muito pros meus pacientes que trabalham de home office, por favor, troquem de roupa assim que vocês se levantem peitem o cabelo, escovem os dentes façam ali a primeira refeição pra iniciar o dia, porque de fato o cérebro, ele associa muito essa questão da vestimenta mais leve mais confortável, ao conforto e é o relaxamento mesmo, tá? Então, é de fato muito importante que você faça essa rotina mesmo trabalhando de casa. Exatamente. Você tocou num ponto bem interessante porque quem trabalha de home office, ai, ai, ai, né? Tem que levantar... Tem que fazer igual você faz quando você vai trabalhar fora, né? Porque se você ficar nesse looping de roupinha de ficar em casa, as coisas tendem a não caminhar da forma que precisa, porque, afinal de contas, você está em um trabalho, você está no momento de trabalho, você não está no momento de descanso. Agora, muita gente chega em casa e a primeira coisa que faz é trocar de roupa, né? Parece um gesto automático. Eu chego em casa, nossa, eu quero a minha roupa de ficar em casa, né? Mas é quase um ritual de fim de dia, né? Agora, Priscila, esses pequenos rituais cotidianos, assim, que a gente faz, tem importância para o nosso equilíbrio emocional? É importante a gente chegar em casa, a gente trocar de roupa, a gente colocar lá uma roupa de ficar em casa mesmo? Isso traz uma sensação de leveza, né? Por que o cérebro gosta desse tipo de previsibilidade criado pelos nossos hábitos? Eu costumo dizer que o nosso cérebro, de certa forma, é um pouco preguiçoso. Ele gosta desse conforto, daquilo que é previsível. então o fato de você estar com aquela roupinha que você está acostumado se é durante a noite você acorda e você sai é uma coisa, agora se você por exemplo você tem o final de semana, chegou na sexta você já coloca aquela roupa, já fica no sábado e no domingo e aquilo vai liberando uma procrastinação muito grande e você vai perdendo a vontade de sair, de levantar da cama de se arrumar, de se cuidar e a roupa ela tem que servir para você se vestir mas de certa forma ela também Ela demonstra a sua personalidade Então se você coloca uma roupa bonita Uma roupa bacana Você começa a se sentir melhor Agora se você fica o tempo todo de pijama Aquilo vai trazendo uma indisposição Uma ansiedade De repente até mesmo durante muito tempo Pode progredir em uma depressão Exatamente Gente Agora Tem uma explicação Emocional Para esse apego que algumas pessoas desenvolvem em determinada peça porque se a gente para pra pensar tem pessoas que tem na gaveta uma camiseta surrada, mas surrada mesmo, um shorts uma bermuda que nem elástico tem mais, e a pessoa ela tem essa roupa com apego assim, muito é uma coisa sentimental e ela só se sente bem se ela vestir aquela roupa pra ela ficar em casa Então, em relação a essa questão do apego, o que a gente pode falar referente às emoções no apego das roupinhas ali que são de ficar em casa mesmo? Bom, tem muitas pessoas que são apegadas a determinados itens, roupas, porque trazem a memória afetiva de um determinado momento. Então aquela roupa eu utilizei quando eu tinha 15 anos de idade e aí de repente eu acabo trazendo essa informação à tona de como era bom naquela época. Então eu não quero me desfazer daquele item justamente pensando que eu preciso ficar com aquele item para acessar essa memória afetiva. Mas a gente consegue acessar essa memória afetiva de um outro jeito. Não necessariamente a gente precisa ficar com essa camisa suada, com essa camisa rasgada, que já está na hora de jogar fora, não dá nem mais para virar pano de chão. Então, é uma questão de você pode acessar essa memória de uma outra forma. Então, essa questão do sentimento, desse apego em excesso também é prejudicial. Como psicóloga, a gente entende. Por que essa pessoa está tão apegada a esse item? O que ela está trazendo para a gente? É um apego extremo? É um apego nessa fase específica dessa vida? O que marcou tanto? Então, tudo isso traz informações muito importantes para a gente. Muito bem, essa questão do apego, né Priscila, a gente precisa reforçar, porque o apego ele é legal, até um certo ponto, porque se a gente aprofundar nessa questão do apego, como a Aline trouxe, a gente vai entender que tem algo lá atrás. E se o que tem lá atrás que trouxe esse apego pra gente não for uma experiência boa, com certeza esse apego também não será bom. Então a gente precisa saber diferenciar e tomar cuidado, principalmente quando a gente fala de roupas, né? Porque a roupa tem uma conexão, a roupa de ficar em casa que a gente tá conversando hoje, tem uma conexão do quê? que representa para a gente cama, filme, sofá, né? Então, se eu tenho um apego àquela roupa, aquela roupa me traz um conforto, eu vou acabar entrando numa bolha que pode me levar a uma patologia. Então, gostaria que você explicasse para a gente como a gente diferenciar o apego da sensação de conforto que a roupa traz. A roupa, durante muito tempo, nós pensamos muito na roupa que a gente vai sair, que a gente vai passear, que você vai para o shopping, vai para algum lugar. Mas para ficar em casa, como já foi dito, nós usamos a pior roupa. Aquela roupa que você pensa, não, eu não posso sair na rua, as pessoas não podem me ver lá fora. Mas quando eu chego em casa, você quer se vestir de qualquer forma. E aquilo faz mal para a sua própria autoestima, para o seu próprio self. e eu costumo dizer que você pega a roupa e você começa a abaixá-la de cargo você fala, essa roupa é pra sair essa roupa, eu posso ir pro shopping eu posso ir pra vários lugares, daí você começa a falar não, essa roupa só serve pra ir no mercado daí você vai rebaixando ela, só que você nunca quer mandar ela embora, você nunca quer descartá-la então, e ela vai ficando, vai ficando, e aquilo vai acumulando você vai olhando no seu guarda-roupa chega um momento que você fala, meu Deus, eu não tenho mais roupa só que na verdade, aquela roupa ela tá ali junto com aquelas outras e faz 10, 12 anos que você tem aquilo ali o que aquilo significa pra você? significa algo que você gosta se você pegasse aquela roupa você compra um vestido às vezes quando você tem 20 anos de idade você chega nos 30, você tá com aquele vestido ainda você tem que olhar pra ele e falar esse vestido, ele me representa hoje? ou esse vestido ele simplesmente é algo que me representava quando eu tinha 20 anos de idade e aquilo traz um apego pra você que você não quer se desfazer que é algo como se fosse algo mais emocional só que em compensação você acaba tendo tantas coisas e acaba não tendo espaço pra mais nenhuma nossa, que profundo você vê a gente tá falando de um pijama de uma roupa de ficar em casa e nós estamos indo pra um caminho que nos leva a desapego, não é? aquela questão do guarda-roupa super lotado com roupas que você não usa, mas que você acha que vai usar e acaba tendo dó, um sentimento estranho quando você pensa em desapegar e quando você menos espera, você está se tornando aí um acumulador de peças de roupas que você acha que tem, mas você não tem e não dá espaço para novas. Complexo, Aline! Olha isso! Explica pra gente essa questão do desapego e a importância, né? Porque nós estamos falando do pijama, mas a gente caiu dentro do guarda-roupa e o guarda-roupa tá cheio. Como a Priscila tava comentando, determinadas roupas tem pra determinados lugares, né? então tá tudo bem você ficar com algumas roupas sim, mas é muito importante que você abra espaço para as novas virem também a gente não é a mesma de 20 10 anos atrás então essas roupas foram muito importantes para aquele ciclo da sua vida mas que agora você precisa desapegar e o quão importante a gente também passar para frente essas roupas então tem uma questão muito do desapegar no sentido de a gente também precisa entender que tem outras pessoas que também precisam dessas roupas que, obviamente, estão em boa qualidade, né? E que a gente precisa desapegar por uma questão de não pertence mais quem eu sou hoje. Exatamente, muito bom. Agora, voltando à questão do pijama, né? Das roupas de ficar em casa. Vamos lá, domingo, você levanta, você acorda, você toma um cafezinho, está de pijama, bem gostoso, né? Domingo é meu dia. Só que daí você passa o dia inteiro de pijama e você percebe que seu dia, ele não rendeu, ah, mas não é dia de eu trabalhar, não, ele não rendeu nem pro seu lazer, aí chega na segunda-feira, você continua de pijama e o seu dia também não rendeu, aí chega na terça, você continua de pijama e o seu dia não rendeu, quando você vê, a semana passou, você ficou de pijama e você não fez nada, aí você fala assim, nossa, mas eu não tô me sentindo bem, Gente, a roupa que você veste, ela vai determinar para você como vai ser o seu dia. Rubens, é verdade? É verdade. Você levanta de manhã, Priscila, toma um banho, se arruma. O que o seu cérebro entende? O nosso cérebro, ele trabalha, ele não sabe distinguir o que é bom ou o que é ruim, né? Mas ele entende a reação do nosso corpo. Então, explica pra gente a importância de você se vestir bem, da forma que você pode, claro, mas ter o movimento de se vestir pra poder encarar o dia disposto, acredito, que isso traz a disposição, a forma que a gente se veste também tem conexão com a nossa disposição no dia, né? Como você mesma falou, quando você acorda, você se arruma minimamente, você se arruma, toma um banho, lava o rosto, aquilo você mostra pro seu próprio corpo, pro seu próprio cérebro, já mostra pro seu corpo que você tá bem com você, que você tá se cuidando, você tá preparada pra desenvolver o seu dia. Agora, quando você pega, por exemplo, hoje a gente vive muito nessa era do celular, então você pega o celular, você já tá ali de pijama, chegou domingo, você já pega o celular, você já começa a rolar o feed, ali o dia inteiro. você fala, não, daqui a pouco eu vou almoçar e já são oito horas da manhã, daqui a pouco vira meio dia, umas duas, quando você vê passou cinco horas da tarde, você fala o que eu fiz no meu domingo, você não fez nada e daí vem aquele peso aquela cobrança, porque você pensa poxa, o meu único dia de folga e eu não fiz nada, então só o fato de você chegar, você acordar você se arrumar, você fala não, agora eu vou fazer alguma coisa, aí depois não tem problema nenhum, todos nós gostamos de ficar em casa, ficar confortável mas essa questão de você ficar em casa só com celular, você ficar em casa só deitado, só de pijaminha, por um lado é muito gostoso, mas eu acho que é a questão do tempo, o tempo que você fica, se você fica lá uma hora, meia hora dentro de casa, deitadinho é uma coisa. Agora, quando isso procrastina por muito tempo, o dia inteiro, agora já começa a ficar preocupante. Então, e como é que a gente percebe, né, Aline, se a gente passa do normal, né, do dia a dia com pijama ou com uma roupa De ficar em casa Qual que é o primeiro passo Como a gente Perceber isso Geralmente a gente não percebe Quem percebe é quem está à nossa volta Porque a gente vai procrastinando tanto A gente vai ficando tanto confortável Entre aspas Que a gente só Só vai Num looping Agora quem está à nossa volta É importante Perceber e sinalizar também que, de repente, o tempo que você tá passando de pijama, com a roupa de ficar em casa, deitadinho com o celular, já é um tempo exacerbado que se tá passando do normal, não é? É, exato. A gente percebe que isso pode estar passando do normal, né, assim, começando já pro patológico, justamente quando a gente entende que isso pode estar afetando outras áreas da vida também. Sim. Né, então, essa roupa ela tá servindo pra quê? Ela é pra você ficar confortável, porque você está, é uma questão sensorial, né, então o nosso corpo às vezes quer se aliviar, naquele momento que a gente chega do trabalho, que a gente quer colocar uma roupa mais leve, ok, mas passar o dia todo, às vezes até o próprio home office aí, o tempo todo com esse pijama, ou então procrastinando muito com essa roupa muito, muito mais confortável, a gente já começa a pensar aí numa questão de que pode ser uma patologia, né, Então é importante a gente entender o tempo que essa pessoa fica com essa determinada roupa, né? Essa roupa extremadamente confortável, isso acaba afetando o social, o familiar, relacionamentos, o trabalho. Então quando começa a afetar outras áreas da vida. É importante a gente perceber e, de repente, tirar o pijama, tomar um banho, né? Coloca lá uma roupa que você goste, se arruma, você vai ver que seu cérebro vai falar opa, tá pronta pra mais um dia agora se você ficar de pijaminha lá pode ter certeza que você vai querer ficar mais e mais e mais porque é maravilhoso ficar de pijama ficar com aquela camiseta que você gosta aquela bermuda que você gosta mas pra tudo tem o seu tempo, então você vai lá, fica descansa, mas já se ajeita pra poder seguir, porque o seu cérebro vai entender que você está pronto pra de repente ir trabalhar Ou de repente fazer uma caminhada Importante, tá bom gente? A gente controlar essa questão aí Porque o pijama é delicioso E tudo que é bom a gente gosta E se deixar a gente vai ficar de pijama Mas o grande problema é que O nosso cérebro entende Que se a gente tá de pijama a gente vai ficar descansando E o descanso Ele também tem um tempo A gente não pode descansar por muito tempo Porque senão a gente vai acostumar E daí vai ficar um pouquinho difícil De você levantar pra poder fazer aí as suas funções do dia a dia, tá? 8h31 nós temos algumas perguntas, produção pode colocar na tela, por favor o pessoal tá participando com a gente, vamos lá nós vamos hoje até 5h para as 9h e a produção já tá me avisando que tem perguntas, então já vamos conversar com o pessoal de casa, né? A Camila Rodrigues do Swift, olha só guardo minhas roupas boas pra sair e em casa uso só o que está velho por que me arrumar só pra ficar em casa parece um desperdício. Ah, boa Camila, vamos lá Priscila. Tipo assim, tô em casa, não vou me arrumar. Tô em casa, mas por quê? Parece um desperdício. O que que tem na nossa ideia de achar que pra ficar em casa, a gente não precisa se arrumar? Olha, eu vou te dar um exemplo meu mesmo. Quando eu tomo banho, eu chego do trabalho, eu tomo um banho, eu gosto de tomar banho, fazer skincare, passar perfume pra dormir. As pessoas podem pensar, mas se você passa perfume pra dormir, por quê? Se você vai dormir. Porque aquilo me traz um sentimento tão gostoso de amor, de carinho por mim mesma, que eu acho muito bom, muito prazeroso. Pode segurar, não tem problema não, pode segurar, segura e vai falando. E o dia que eu não faço isso, parece que eu não cuidei de mim mesma. E eu não gosto de, por exemplo, eu pego o notebook e quando eu tenho que trabalhar no home office, eu tenho que ter cliente online, eu não gosto de ficar, por exemplo, em casa, na cama. então se eu tenho paciente, eu prefiro ficar lá na minha mesa, no meu escritório se eu ficar muito tempo na cama, eu começo a procrastinar eu começo a ficar enrolando, enrolando, enrolando como você vai ver, passou muito tempo então eu já tenho que acordar, tomar meu banho me arrumar toda, e ficar lá no escritório ou depois eu vou pro meu consultório muito bem, olha só, né e é isso, Camila a gente tenta se arrumar pra ficar em casa, pra você ver que gostoso, é bom, de vez em quando nem sempre, toda hora, mas De vez em quando, você ajeita pra ficar em casa, que é uma delícia também, tá? Você parece que fica mais ágil, assim. E outra, né? Se olhar no espelho, assim, e falar, poxa, olha só, olha pra mim, né? Sabe aquela coisa de se olhar, de sentir aquela coisa de pertencimento, né? De ver você bem? Então, é bom ficar de pijama, mas é bom se arrumar também pra ficar em casa, tá bom? Vamos lá, 8h33, mais uma pergunta. A gente vai direcionar, então, pra Aline. Vamos ver quem é que tá conosco. pode colocar na tela a produção a Daniela Souza do Jardim Aulina minha filha adolescente gosta de ficar de pijama nas férias e eu acabo cobrando que se troque, como conversar sem transformar uma preferência em briga, principalmente os adolescentes e jovens, não é? o pessoal gosta de ficar de pijama em casa e aí a mãe, como é que faz? como é que ela conversa sem transformar a preferência da filha em uma discussão sim, é importante conversar com essa adolescente, né, pra que ela entenda a importância de se arrumar dentro de casa também, né, a gente entende uma questão aí de autoestima né, então é bastante importante que você converse com a sua filha olha, você precisa trocar por uma questão de, vamos viver esse dia, né, então tem coisas aí pra viver nesse dia também, é muito gostoso ficar de pijama, né, mas pode trocar por uma roupa confortável mas que não necessariamente seja um pijama, pode fazer aí uma troca é, agora você veja, né Como que o nosso cérebro, ele é fantástico, porque assim, a filha adolescente, né, ela tá de férias, e aí ela quer ficar de pijama. Então, como tem tudo a ver, né, eu tô de férias, então eu estou descansando, aí o cérebro já entende que você tá descansando. Então, pra eu descansar mais, eu vou fazer o quê? Vou colocar um pijama, e aí vem aquela sensação de férias, tem tudo a ver, gente. Só que ficar de pijama o tempo todo, você acaba perdendo, de repente, momentos legais que você pode ter nas suas férias. Então, bota lá um short, uma camiseta, vai dar uma passeada, vai curtir um pouquinho e sai do pijama. É maravilhoso, mas todo o excesso tem uma falta, né? Então, a gente precisa cuidar com o excesso do pijama também, tá? 8h35, pode colocar mais uma na tela pra gente, produção, por favor? Eduarda Martins do Chapadão. Vamos lá. Coloco roupa de academia para me animar a caminhar, mas às vezes continuo no sofá. Como fazer essa preparação virar uma ação de verdade? Então, Eduarda, como é que a gente faz, Priscila? A gente está falando que a roupa, ela traz uma conexão de ação, né? Que nós vamos ter. O pijama, lembra o quê? Traz o quê? O descanso. A roupa da academia deveria trazer para a gente uma conexão de movimento. Agora, a Eduarda está dizendo que às vezes ela coloca a roupa de academia para se animar a caminhar e fica no sofá. E agora? Como é que ela faz essa preparação de colocar a roupa virar em uma ação de verdade? Tudo vem do comportamento e de pequenas ações. Por exemplo, no meu caso, eu acordo, quando eu vou para a academia, eu já coloco minha roupinha da academia e nada mais gostoso do que a gente coloca aquele lookzinho diferente, você compra um look eu acho que é bem bacana a mulher de vez em quando a gente compra um look novo daí você fala, nossa eu vou colocar um look novo já dá aquela animada, daí você já coloca aquele look novo toma um suplemento toma alguma coisinha você vai se preparando daí quando você vai ver você já tá animada agora se você ficar por exemplo o tempo todo em casa, o tempo todo descansando olhando a tela, olhando a televisão você acaba desanimando muito fácil tem um preparatório exatamente, é verdade a gente precisa, você percebe as falas de vocês trazem pra gente o que? A preparação é importante demais o nosso cérebro ele precisa dessa previsibilidade, que impressionante porque no caso da Eduarda Martins ela coloca a roupa pra caminhar só que aí ela às vezes, né, continua no sofá só o simples fato de você trocar de roupa e ir pro sofá já vai te prender, é isso, Aline? É isso mesmo, o que eu poderia, né, até dar uma sugestão pra Eduarda, é justamente vá, coloque a roupa e vá, e vá, não senta no sofá, não se permita ficar rolando a tela, rolando o feed porque isso vai sim te prender né, a função muitas vezes do celular é nos prender, e quando a gente vai ver, já passou uma hora, duas horas. Ah, não dá mais nem tempo de ir na academia. Então, coloque a roupa e vá. É, porque a partir do momento que você coloca a roupa, o seu cérebro já entendeu ali, né? Opa, ela vai caminhar, então bora que bora. Agora, sentou, filho? Já era, acabou. Então, coloca a roupa e sai, sem pensar. Sem pensar. Tem que fazer isso de uma forma, assim, meio que no susto mesmo. Colocou a roupa, foi. Quando você viu, quando você lembrou de enrolar o fit, e já tá na metade do caminho. É mais ou menos assim que funciona, né? É isso mesmo. Que coisa, gente. Vamos lá. 8h38, mais perguntas pra gente, produção. Pode colocar na tela. Nós estamos ao vivo conversando aqui sobre a roupa de ficar em casa, aquele pijama delicioso, aquela camiseta, aquela bermuda, né? Que tá lá surrada, mas que você gosta dela. Você sabe que isso é maravilhoso, mas acende um alerta, porque também traz uma sensação de conforto e essa sensação de conforto, ela pode ficar aí te trazendo uma procrastinação e a gente precisa cuidar com isso, tá? Ricardo Mendes, da Vila Nova, olha aí o home office. Trabalho em home office, costumo ficar de pijama até a hora do almoço. Trocar de roupa mesmo sem sair de casa pode me ajudar a entrar no clima do trabalho. Olha só, o Ricardo Aline falou sobre isso. e esse negócio de ficar de pijama trabalhando aí, não sei não, hein e aí, Aline? eu trocaria de roupa bota a roupa de trabalhar, menino o nosso cérebro tá vai entrar numa confusão aí exatamente entra nessa confusão, porque o pijama, como a gente fala, né, o cérebro lhe associa que você vai ficar descansando então por isso é importante trocar a roupa como eu falei, pode ser uma roupa confortável também, mas troca esse pijama é uma roupa de ficar em casa você está trabalhando no home office, está tudo bem você colocar uma outra roupa confortável mas tira esse pijama que você passou a noite inteira com ele. Olha só interessante porque será que o nosso cérebro consegue pensar, raciocinar o que a gente precisa ele está trabalhando no home office então ele trabalha de manhã, então claro ele está raciocinando, mas ele está de pijama e aí acho que dá umas bugadas não dá não Priscila no caso, muitas das vezes a gente fica muito tempo no celular, no feed, e aquilo libera uma dopamina muito rápida então é muito prazeroso você ficar ali você ficar olhando, cada hora aparece uma notícia uma coisa diferente, você vai ficando mais animado com tudo aquilo e até você sair de casa você ir até a academia, muitas das vezes a gente fica com um pouco de preguiça então o nosso cérebro, você precisa o nosso corpo, você precisa estar mudando e moldando os caminhos pra que você consiga todos os dias ter um horário certo pra você treinar isso é muito importante, você ter uma rotina, você colocar o despertador quem eu acho que tem essa teoria da procrastinação de hoje em dia você precisa ter o seu hábito certinho, o seu horário certo, porque senão você acaba atropelando tudo e acaba não fazendo nada é verdade gente, 40 agora essa roupa favorita de ficar em casa a gente já falou que pode significar um apego emocional ou não. E você precisa tomar muito cuidado com a questão de juntar as roupas, de acumular, é isso, acumular as roupas. As roupas que a gente escolhe para vestir pode parecer apenas um detalhe de rotina, mas os hábitos que a gente constrói ao redor das roupas, ajudou a contar um pouquinho da nossa relação, da nossa emoção. E é por isso que a gente trouxe hoje esse tema, que é a psicologia do pijama, que a gente está entendendo agora o que as roupas trazem para a gente, referente à nossa rotina, ao nosso descanso, à nossa disposição. Então, eu gostaria que você desse uma olhadinha aí no seu guarda-roupa, E se você tem realmente aquela roupa que te traz algo bom, guarda ela com carinho. Mas se você tem uma outra peça, outra ali que você já sabe que, de repente, não vale a pena guardar mais, que você pode mudar, porque a gente está em movimento o tempo todo, né? E a mudança acontece. Hoje eu estou de uma forma, amanhã eu já não sou mais a mesma pessoa que hoje. Então, de repente, vale a pena você desapegar dessa roupa e ver como que o seu cérebro se comporta diante desse desapego. Agora, se traz para você aquela procrastinação em que você acaba se culpando de ter ficado o dia todo de pijama e não ter feito o que você gostaria de fazer ou o que você planejou, aí sim é importante que você busque ajuda, né? Busque uma terapia para você entender como o nosso cérebro funciona e de repente encontrar maneiras de ir moldando o seu comportamento para que você saia desse looping que parece infinito, né Aline? É importante a gente entender que a terapia, em alguns momentos, ela vem para nos orientar, para nos orientar no caso dessa questão do pijama, que tem a ver com a procrastinação, que tem a ver, de repente, com algo um pouco mais além, uma patologia, que pode ser uma depressão, uma questão de ansiedade. Então, a gente precisa se atentar e buscar uma terapia que, na terapia, a gente consegue aprender a lidar com essa sensação. É isso. Exatamente. Na terapia, a gente consegue equilibrar, né? O importante é o equilíbrio das emoções, justamente pra gente conviver bem e viver bem. Então, sim, é bastante importante terapia nesse momento, né? Muito bem. E você, no consultório, tem algumas questões sobre esse tema que a gente tá trazendo hoje? Porque a gente traz o tema, mas a gente não tem noção se realmente o pessoal de casa está vivendo essa situação. Tem essas questões dentro de consultório? Tem, tem bastante, principalmente quando eu estava falando, né, no home office, alguns pacientes, a maioria dos meus pacientes trabalham home office. Então, eu sempre falo, vamos lá, vamos fazer uma rotina, né, e começando justamente por tirar esse pijama e colocar uma outra roupa, né. Tem alguns que não precisam aparecer na câmera, né, não precisam necessariamente estar ali super arrumadinhos, né, então tá tudo bem colocar uma outra roupa mais confortável, mas é muito importante, é além de parar de tirar o pijama, né, então é escovar os dentes, arrumar o cabelo, passar uma água no rosto, não precisa necessariamente passar uma maquiagem, passar um protetor solar, enfim, né, então se arrumar mesmo. Então sim, aparecem bastante essas questões no consultório, né, e aí quando a gente entende que isso já tá passando, né, do ponto, aí a gente começa a entender que pode ser uma patologia, mas geralmente é uma questão mais de organização de rotina mesmo. Muito bem, previsibilidade, organização de rotina, como é que é para você, você é psicóloga, trabalha com essa questão de comportamento, você no dia a dia, você lida com essa psicologia do pijama? eu acho que isso veio muito da pandemia durante o período da pandemia as pessoas ficaram muito em casa até mesmo quem não trabalha home office muita gente ficou às vezes desempregada muita gente não pôde trabalhar porque tinha atendimento ao público então começou ali, essa cultura do pijama de você ficar muito tempo em casa e isso trouxe até os dias de hoje muita gente hoje em dia, final de semana antigamente você via a rua lotada, os parques hoje em dia as pessoas elas preferem muitas das vezes ficar em casa fica em casa vendo um filminho, só que aquilo vai trazendo um pouco de desânimo, e esse desânimo, como eu falei, um, dois dias, é uma coisa, agora se isso percorrer uma semana inteira, um mês inteiro, já começa a ficar algo preocupante, que pode vir a uma patologia, de um transtorno de ansiedade, uma depressão. É, então é isso gente, a gente precisa se atentar, e você trouxe algo bem interessante, que é a questão da pandemia mesmo, né, nós temos aí um mundo antes pandemia e pós pandemia, e a partir da pandemia nós adquirimos alguns hábitos, né, e a internet, essa questão de rede social ficou bem mais forte, as pessoas interagindo pela rede também ficou mais forte depois da pandemia, E aí, quando você interage pela rede, você não precisa sair de casa. E ficando em casa, você acaba ficando com uma roupa confortável. E essa roupa confortável pode trazer para você uma procrastinação que às vezes você nem está percebendo. E você só vai perceber quando você entender que você não está saindo mais de casa, que isso está te trazendo, de repente, uma tristeza, uma sensação... sabe aquela sensação ruim, um looping mesmo, de você ficar na cama, então a gente precisa olhar com mais cuidado e com mais carinho. Agora 8h47, gente, não temos mais perguntas, né, então a gente vai encerrando o programa de hoje, a gente tem que entregar mais cedo, então quero agradecer a sua participação aí de casa, né, você que tá de pijama, já correu pra trocar o seu pijama que eu sei, parabéns, tá bom? E o pijama é isso, gente, é pra gente dormir confortável, usar de vez em quando, né, e não é a roupa que a gente, que vai nos trazer, de repente, qual é a palavra que eu posso usar? Ação, né, porque no seu dia a dia você tem um momento de descanso, mas você precisa de ação também, então, quando vai descansar, bota o pijaminha, quando precisa de ação, vai lá, se olha no espelho, se arruma, prende o cabelo, vamos que vamos e bora que bora, porque as coisas vão dar certo, né, os hábitos, gente, os hábitos. fazem todo sentido. A previsibilidade. O nosso cérebro gosta disso. Então, a gente precisa entender como que o nosso cérebro entende a nossa relação com descanso, com conforto e com a organização do nosso dia a dia. Gostaria de agradecer a participação de vocês. Muito obrigada pela presença, pela contribuição, pelas informações. Priscila, muito obrigada pela sua participação. Deixa uma mensagem aí para os nossos telespectadores, que de repente já levantaram, já trocaram de roupa, mas tem alguns que estão de pijama ainda, então é importante a gente repetir. Vamos lá. Primeiramente, eu agradeço pela participação, eu amei. E eu quero falar para os telespectadores, a gente levanta hoje, vamos se arrumar, vamos curtir, esse dia está lindo, e aproveitar a nossa vida, porque a vida é muito curta. É isso mesmo. E para quem precisar, faz uma terapia, está se sentindo ansioso, está se sentindo triste, vem para a terapia que a gente vai cuidar de vocês. É isso mesmo, gente. Muito obrigada mais uma vez. E Aline, obrigada por você ter vindo, obrigada por compartilhar com a gente. São assuntos importantes de se conversar, porque são coisas de dentro de casa, do nosso dia a dia, que às vezes a gente nem percebe, a gente vai vivendo no automático e tipo assim, o meu pijama tá me fazendo mal, poxa, mas eu gosto tanto dele. E às vezes a gente precisa de conversas como essas, com pessoas especialistas que vão fazer a gente virar a chave, cair a ficha, falar, opa, peraí, vou experimentar tirar o pijama hoje. Então, muito obrigada pela sua participação, deixo uma mensagem pro pessoal de casa e gratidão por ter vindo. Eu que agradeço o convite, adorei participar do programa. E é isso, como a própria Priscila já falou, vamos tirar o pijama, vamos começar o dia. O dia está muito bonito, como a gente viu aí na previsão do tempo. Então vamos começar o dia, é a ação. Hoje ainda é terça-feira, então tem bastante coisa ainda pela frente. É a ação, gente. Bora que bora! Vamos lá, agradecendo a sua audiência, a sua companhia. Lembrando que ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com Gabriel Castro, A programação da TV Câmara Campinas segue, sempre feita com muita responsabilidade e também muito carinho de toda a nossa equipe, especialmente para você. Nós temos também atividades na Câmara ao vivo, nós vamos transmitir aqui pela TV Câmara Campinas, também no YouTube, você está convidado para assistir e para participar também presencialmente no plenário, tá? E amanhã nós temos o Estúdio Câmara novamente. Bom, vamos lá. A pergunta para você. Você consegue ficar desconectado? Bom, vamos lá. Celular, internet, redes sociais. A gente sabe que faz parte da nossa rotina. Mas será que a gente precisa estar conectado o tempo todo, hein? Tem gente que prefere ficar longe das redes, sabia disso? Outras pessoas acabam limitando o uso de celular e escolhem resolver a vida de forma mais presencial. Mas, em um mundo cada vez mais digital, até onde vai essa escolha, né? Quando estar desconectado deixa de ser uma opção e pode significar dificuldade para trabalhar, se relacionar e até acessar os serviços, porque tudo está na palma da mão no celular. Então, no próximo Estúdio Câmara, a gente vai falar sobre limites da conectividade e os desafios de viver em uma sociedade cada vez mais digital. Você sabe que tem gente que já está trocando de celular, escolhendo um que já não tenha mais internet, que só está voltando, retrocedendo, voltando com o celular só de fazer ligação. Tem pessoas que estão saindo das redes sociais e tem pessoas que continuam, mas tem gente que está entendendo que, de repente, desconectar das redes é uma conexão consigo mesma. Então a gente vai conversar sobre isso amanhã, a partir das oito da manhã, em mais uma edição do nosso Estúdio Câmara. Um grande abraço para você, fique com Deus, um ótimo dia, se cuide, tira o pijama, bora viver, bota uma roupa, se ajeita, sacode a poeira, dá a volta por cima e vamos que tem um dia lindo esperando por você. Valeu gente, beijo, se cuide, até amanhã, tchau, tchau. Legenda Adriana Zanotto A audiência pública, que vai ser realizada no dia 29 de setembro de 2026, terça-feira, às 9h30 da manhã, no Plenário da Câmara, para apresentação pelo gestor do Sistema Único de Saúde, o SUS, da prestação de contas e do relatório detalhado do quadrimestre anterior, referente ao segundo quadrimestre de 2026. A audiência será realizada em cumprimento à lei federal. A população poderá participar da audiência presencialmente à entrada do plenário pela Avenida Engenheiro Roberto Manji, número 66, no bairro Ponte Preta, e também através de link na página inicial do site campinas.sp.leg.br. A transmissão é ao vivo pela TV Câmara Campinas, através de sinal digital 11.3 do canal 4 da Claro e do canal 9 da Vivo Fibra, com retransmissão simultânea nas fanpages da TV Câmara Campinas e da Câmara de Campinas no Facebook, no canal da TV Câmara Campinas no Youtube, no portal da TV Câmara Campinas e no streaming do site campinas.sp.leg.br. Medicações anti-inflamatórias, medicações que possam interferir com coagulação, com atividade plaquetária, que possam aumentar risco de sangramento. Então, essas medicações a gente orienta a não tomar. As apostas online são um problema causam dependência, te endividam e destroem sua família acesse o meu SUS digital, faça o autoteste a consulta por teleatendimento se necessário procure uma UBS ou CAPS o SUS oferece apoio pra ajudar você a sair da rota das apostas sem julgamento Ministério da Saúde, Governo Federal Bom, vamos lá pessoal, o quadro de olho na educação E a gente vai falar sobre um aplicativo bem bacana Que é o GuiaVoz Quem vai explicar pra gente é justamente a responsável por esse aplicativo Que é a Giovana Tudo bem, Giovana? Beleza? Tudo, prazer O nosso aplicativo GuiaVoz é pra pessoas com sensibilidade e deficiência visual Ele é composto pelo Bluetooth Low Energy, que é um Bluetooth que é baixa energia, que consome menos E é ideal para esse projeto, é ele que vai ficar nos obstáculos e conectar no celular E o celular vai avisar para a pessoa, o obstáculo está na frente, alertar, cuidado com vibrações também Caso a pessoa prefira, e tudo isso no aplicativo, ele pode escolher, a gente está aprimorando mas a ideia principal é que o celular que avise tudo junto com o bluetooth no obstáculo Boa, porque nós estávamos inclusive conversando antes, né Giovana, antes ficava no braço, né, agora não é mais assim? Não, a gente queria trazer algo que não fosse tão incômodo para as pessoas porque pode ter pessoas que não vão querer usar ou se sentir desconfortável então a gente queria colocar no celular, todo mundo tem para ser mais acessível também e é isso. Boa, como surgiu a ideia, quem fez, você sozinha, com o orientador, com o pessoal da faculdade, como foi isso, Giovana? Primeiro surgiu a ideia para o TCC, que seria algo, eu queria já ser voltado para as pessoas no geral, para a acessibilidade, para a inclusão e eu conversei um pouco com o professor, eu tive a ideia de só colocar um alerta nas escadas, mas a gente foi conversando e a gente falou, que tal colocar num aplicativo, conectar no celular e aí a gente foi aprimorando tive a ajuda de outros alunos do mesmo curso que eu, pela parte da manhã, e com isso a gente foi construindo, mas o aplicativo foi eu que fiz tudo sozinha, do zero Bom, e é só pra pessoas que têm deficiência, ou não serve também, às vezes, pra um lugar desconhecido, como funciona Pode ser até usada para outras pessoas, mas o público-alvo principal é as pessoas com deficiência visual, que a gente escolheu justamente para incluir elas. Como eu digo, inclusão nunca é demais, acessibilidade é importante. Com certeza. E quanto mais tiver, eles vão agradecer, eu diria. Eles vão ter maior independência, maior segurança, e é para todos os lugares, não necessariamente para a faculdade, para praças, para eventos, enfim. Muito bom, que legal. Qual faculdade você faz? Eu faço na FATEC Campinas, Análise e Desenvolvimento de Sistema, e eu estou no meu último ano. Ah, é? E por que escolheu esse curso? Eu escolhi porque a FATEC é mais voltada para a prática, são três anos, é tecnólogo, então ela tem mais atividades de prática, ela te fortalece para o mercado de trabalho. Bom, e até em cima desse aplicativo que você fez, existe, de repente, a possibilidade de você também fazer outros assim nessa área? Você pensa nisso? Você é o primeiro de muitos? Ou já fez algum outro? Não, é o primeiro. É o primeiro de muitos. É o primeiro de muitos. Isso. Você pensou o que daqui pra frente, assim? Por agora, eu quero aprimorar o aplicativo, porque é o meu TCC, então eu gostaria de deixar o mais robusto possível, mas se quando a faculdade acabar, com mais tempo eu posso pensar em outros projetos, com mais gente e é isso Bom, qual o principal objetivo do aplicativo? O que você espera na prática para as pessoas? Que as pessoas gostem tenham a opção de se sentir inclusos, seguros independente e que a gente consiga trazer mais inclusão. O meu objetivo principal é que as pessoas tenham mais acesso a qualquer ambiente. Como vai fazer? Você vai lançar ainda? Quem tiver interesse ou não? A princípio é um projeto da facul? Como é que é? Começou com um projeto de TCC, eu estou percebendo que pode ser algo bem maior, bem mais pra fora, mas por enquanto eu não penso assim, não tenho planos, eu estou focada mais na faculdade ainda, mas vamos vendo. Como ele foi desenvolvido? A gente desenvolveu com o Arduino, De primeira, o hardware, que conecta com o Bluetooth e junto com o Bluetooth vai conectar no celular. E o aplicativo que faz tudo, ele procura qual que é o Bluetooth que está mais perto, se conecta e vai mostrando a distância para você, se tiver uma pessoa com você. Tem opções de você não ter voz, só ter vibração, se você quer só alerta, enfim. E você pode colocar no seu bolso que ele funciona normalmente e você vai andando. se você chegar perto num nível muito crítico, ele vai te alertar e você vai ter mais cuidado você pode ter mais segurança E quanto tempo você durou? Quanto tempo durou pra você fazer esse aplicativo? Um ano passado inteiro Um ano então? Isso Não foi fácil, né? Não Muito estudo Muito estudo. O aplicativo foi, acho que, a parte mais difícil de fazer porque eu não tinha tido a aula de aplicativos mobiles ainda, então eu tive que estudar desde o zero sozinha pra conseguir fazer o aplicativo E é uma bandeira essa que você sempre gostou, defendeu essa envolvendo deficientes visuais? Eu sempre tive interesse, porque eu acredito que qualquer ambiente tem que ser acessível pra todos e por que não usar a tecnologia a favor disso e sempre foi um interesse meu assim Boa, agora bora então conversar com o orientador do projeto o Diogo isso, é o instrutor valeu, muito obrigado pois é galerinha, como eu disse agora com o Diogo, que é o coordenador do curso, também ajudou na orientação tudo bem Diogo, beleza? tudo bem, como é que vocês estão? bom, certamente é um aplicativo bem bacana e bastante útil eu quero saber de você, que é o coordenador do curso, como foi tudo isso? Então, os projetos são desenvolvidos durante o curso, o curso é o curso de análise e desenvolvimento do sistema aqui da FATEC Campinas, então dentro do curso a gente procura passar para o aluno um conjunto de informações, disciplinas que fortaleçam o seu conhecimento. O curso já é voltado à parte prática, a nossa ideia é sempre a aplicabilidade prática, e aí a gente busca dentro disso o que é que a gente pode ajudar dentro da sociedade. Então o GuiaVoz veio de uma forma que foi meio instintiva, no sentido que o aluno buscava trabalhar ou fazer um projeto e a gente tinha a ideia de...