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Olá, seja muito bem-vindo. Começa agora mais um na ponta do lápis. E olha só, na hora de comprar um carro, muitas vezes a população leva em consideração apenas a parcela e o combustível, mas impostos, manutenções e até mesmo a desvalorização do carro tem que entrar nessa conta. E é isso que a gente discute hoje no Na Ponta do Lápis. Estou aqui com o professor de economia brasileira aqui da Facamp, Vittor Young, que vai trazer mais detalhes pra gente sobre esse tema. Professor, seja muito bem-vindo para mais um na Ponta do Lápis. Muito obrigado por convidar para estar aqui com vocês na Ponta do Lápis, professor. E a primeira pergunta que eu vou fazer é: quando as pessoas vão comprar um carro? O que geralmente elas esquecem de colocar na conta final? Bom, tudo depende se a pessoa vai comprar o carro parcelado ou se ela vai comprar o carro à vista, né? A pessoa, a primeira coisa que ela tem que ver é se ela tem real necessidade de utilizar esse carro, né? Não adianta você comprar um carro e deixar ele na garagem, ele tem um custo, né? Ah, hoje se você compra um carro parcelado, né? O juros vai de 1 a 2% ao mês. É. E se você fizer uma em parcelas, por exemplo, de até 60 meses, pode ser que no final você chegue a pagar até quase o dobro do valor do próprio carro, né? Depois de mais ou menos uns 5 anos. Então essas parcelas elas já têm um custo, né, eh, do próprio juros que você paga ao financiar esse carro. Então é importante, né, que antes do consumidor, né, decidir pelo carro, ele considere esse valor de parcela, considere e esse valor da parcela dentro do seu orçamento, né, e outros gastos também que estão, né, que incluídos, né, na própria manutenção do carro. por exemplo, eh, gastos com impostos, como IPVA, licenciamento. Um carro popular hoje, né, se você comprar ele zero, ele tem mais ou menos um gasto de 1000 a R$ 2.000 só nesses impostos, né? Tem também a questão da manutenção, né? Você tem que ter sempre fazer a manutenção preventiva, troca de óleo, né? pneus que não são não são itens baratos e também considerar que você pode fazer a manutenção para eventuais itens que podem quebrar, né, durante o uso do veículo. Você pode muito bem passar em cima de um buraco, quebrar uma parte da suspensão do seu carro, né? Ah, pode eventualmente e andar com carro numa estrada de terra, tem alguns problemas, né? E e aí será um custo a mais. Então isso depende muito eh de quanto que você tem de renda e de quanto você deseja despender dessa renda, né, sem comprometer comos seus gastos essenciais. Então, professora, a partir do momento em que eu decido, eu olho para a minha rotina, planejo a minha rotina e realmente faz sentido ter um carro, eu tenho mais gastos com outro tipo de transporte do que se eu tivesse um carro. Como eu faço o cálculo certo para o meu orçamento para conseguir comprar esse carro? Então, eh, você tem que pensar o quanto que você precisa de mobilidade com esse carro, quais são suas necessidades, né? Se você eh tem um idoso em casa e precisa muito ter esse carro para levar, muitas vezes eh quando a gente tem cuida de um idoso, né? Eh, a gente tem que levar ao médico eh o quanto que você usa para fazer compras, qual que é o tamanho da sua família, quais que são as distâncias que você tem que percorrer, distância do do trabalho até sua casa, distância dos eh dos locais onde você realiza compras. Então, é importante você pensar, né, nessa necessidade real desse carro. H, e verificar, por exemplo, hoje nós temos aí transporte por aplicativo, se o transporte por aplicativo não resolveria boa parte desses problemas por um custo menor. Vou dar um exemplo. É um carro hoje popular, né, o que a gente chama 1.0, chamado carro popular, que não é o que tem um custo até elevado de R$ 70, R$ 100.000, né? Se você for pagar esse carro à vista, eh, você vai deixar, por exemplo, eh, de fazer uma aplicação financeira com esse dinheiro que você vai gastar nesse carro. Então, você tem o que que os economistas chamam de custo de oportunidade. Você deixa de fazer uma aplicação financeira e deixaria de ganhar ali 10, 11% numa aplicação e conservadora ali, né, por ano. Então, se você tem R$ 70.000 ou R$ 100.000, R$ 1.000, você deixaria de ganhar eh mais ou menos uns R$ 8.000, R$ 11.000 por ano, porque você não aplicou esse dinheiro e usou no carro. Por outro lado, o próprio carro tem a sua depreciação. Você compra um carro zero imediatamente após a compra, né, um mês depois ali ele já desvalorizou e vai desvalorizar, né, de 7 a 10%. Então, digamos assim, você tem dois custos, um aquele que você deixa de o dinheiro que você deixa de receber e o dinheiro eh que você vai eh e o custo que você vai ter com a própria depreciação do veículo. Entendi. Então, realmente não existe um um uma conta certa para gastar. Mas tem algum indicador de quanto por cento do meu salário eu posso gastar com um financiamento e com todo esse gasto que um veículo vem junto? Seguinte, eu consideraria aí eh se você tiver um espaço, né, considerando os gastos que você faz, 5 a 10% no máximo, né, da sua renda, né, desse fluxo que você tem para comprar um veículo, né, se isso tá ultrapassando, né, talvez seja melhor esperar um pouco, né, porque eh tudo depende realmente da renda, né, digamos, eh, alguém com uma família que tem uma renda de R$ 10.000 R$ 1000 e em conjunto, né, pode ter um espaço, né, esses 10%, né, dado o os gastos essenciais, né, que você tem com saúde, gastos que você tem eh com supermercado, eh com lazer, com escola, né, são gastos geralmente que levam boa parte da sua renda, né? Então, eh, se você consegue encaixar ali no máximo, eu diria, né, assim, uns 10% disso, comprometendo, né, no pagamento de parcela o pagamento do desses custos que o carro tem, eh, seria mais ou menos o o que eu penso, particularmente, como recomendar, né, considerar esse limite, porque você pode pôr em risco outros, pode comprometer dependendo, né, desses outros gastos. você ainda não tem uma casa própria, pagar, então é importante, né, assim como o programa, colocar na ponta do lápis, né, e verificar, né, nesse fluxo que você tem de renda se ele não acaba sendo comprometido com uma parcela às vezes elevada, né, de financiamento, mais os gastos que ele tem. Ô professor, e muitas vezes o que muitas pessoas podem fazer é a questão de ao longo dos anos juntar um dinheiro, mesmo que compre um carro um pouco mais antigo e já compre esse carro quitado, compre com ele à vista. Um carro quitado é necessariamente mais barato, leva em consideração que muitas vezes esses carros são mais antigos. Eu considero que é a melhor opção, né, em função do fato de que eh os juros são muito altos, né? Eh, então, eh, às vezes vale a pena, né, guardar um dinheiro, comprar o carro à vista ou mesmo entrar com uma boa entrada, começar, né, o pagamento com um com quase todo o valor do carro ou pelo menos ali 50, 60% do valor do carro e financiar só o restante, né? Isso para aqueles eh consumidores que eh precisam com mais urgência pro veículo, né? A questão do estado eh do veículo é uma questão de de analisar, de de repente convidar um especialista, um mecânico da sua confiança para verificar o carro que você eh no fim ali ficou interessado. Isso é importante, ajuda, né, a a você tentar evitar eh custos em função do de do carro ser usado e muitas vezes exigir manutenções caras. Então, eh eh eu recomendaria, né, tentar pagar a vista a maior parcela possível, né, se não, se não for todo o valor do carro, né, e verificar realmente o estado do veículo, até acredito que já vi muitas vezes eh podcasts, na televisão, né, algumas dicas, né, que o serviço de de comunicação dão, né, para na hora de você comprar um carro. esses exercícios. Professor, e aproveitando um pouco do gancho dessa questão do pagamento, qual melhor estratégia para eu comprar um carro? Quando a gente fala de financiamento, muitas pessoas podem se deslumbrar por conta de um valor que aparentemente pode ser pequeno na parcela do financiamento, mas só que levando em considera assim que são muitos anos pagando essa parcela. O financiamento pode eh atrapalhar, me atrapalhar de cumprir objetivos a longo prazo, seja como, por exemplo, comprar um imóvel ou algo do tipo. É, tudo isso depende muito da renda, né, que a família tem. Eh, eu acho que se você vai financiar o carro quando a gente fala em 5 anos, até 5 anos pode ser menos, né, do que isso, isso já é um financiamento de longo prazo, né, assim, em termos do consumidor, em termos da renda do consumidor médio, né? Então, enquanto ele tá envolvido, né, no pagamento das parcelas desse veículo, dependendo da renda, né, vai uma renda até distir entre R$ 5.000 e R$ 10.000, R$. Eu acho que a parcela é um valor elevado se você financiou o carro totalmente e ela eh deve eh limitar muitas vezes, né, a capacidade que essa família tem de adquirir um imóvel. Então, uma parcela ainda mais elevada. Um imóvel, ele também eh pode ter um um um comprometimento na renda ainda por mais longo prazo, 5, 10 anos, sendo que muitas vezes quando você compra o imóvel, você geralmente tem que dar uma boa entrada, né? E ao longo, né, do do do dos parcelamentos, há parcelas mais elevadas, né, que você vai complementando, né? Então você tem ali parcela, digamos ali, eh, R$ 3.000, R$ 4.000 no imóvel. Tem um momento ali que você vai pagar R$ 20.000, porque você tem uma parcela do meio ali na qual você se comprometeu. Então, aí esse eh consumidor, ele tem que ser muito mais organizado financeiramente, né, muito mais disciplinado nos seus gastos, né, e tomando para tomar cuidado para não perder o controle. Se ele fizer um planejamento muito bem feito, tiver uma garantia de renda eh estável, né, é possível ele se organizar para isso, se organizar financeiramente, né, se planejar, verificar exatamente mais ou menos quais são as parcelas no futuro, né, fazer esses pagamentos de acordo com aquilo que estava planejado, né, e conseguir eh eventualmente as duas coisas ao mesmo tempo. Mas isso é, volto a dizer, tem que ser aquela pessoa bastante disciplinada mesmo, né? Agora, às vezes nós muitas vezes reconhecemos que não somos tão não somos tão disciplinados. Eh, às vezes não temos tempo de organizar as finanças dessa forma, eh, em função da da das atividades, com família, trabalho, né? Então, eh, eu recomendaria, eh, a partir de uma perspectiva mais conservadora, né, que a pessoa primeiro concluísse o pagamento de de um bem mais caro para depois pensar num outro bem mais caro, né? Caro também, né? Um bem durável, que a gente fala que é um bem que necessita de financiamento e que muitas vezes o próprio salário não é suficiente para comprar esse bem numa parcela só. Então, eh, sempre planejamento financeiro, disciplina e, se for o caso, eh, paciência, né? Então, primeiro, eh, se compromete com o pagamento de uma se compromete com uma determinada dívida para depois começar outra, porque eh eh imprevistos podem acontecer, né? E aí você tá comprometido com dívidas elevadas. Tá certo? Tá certo, João, professor. Muito obrigado. Digamos então que paciência e planejamento pode podem ser as palavras chaves para para a pessoa que está pensando se realmente vale a pena ou não comprar um automóvel. Sim, com certeza, né? Essa é a minha recomendação, certo? Na ponta do lápis de hoje, então, você descobriu como, quanto realmente custa ter um carro e se realmente cabe ou não rotina realizar uma compra tão importante como essa. Na ponta do lápis de hoje vai ficando por aqui, mas eu volto semana que vem. Até mais.