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Ah, muito bom dia pra você que está aí acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando, Estúdio Câmara no Ar, ao vivo, hoje, quarta-feira, dia trinta de setembro, último dia do mês de setembro. Gente, estamos chegando em outubro, novembro e dezembro. O tempo tá passando rápido demais e a gente tá conectado demais. Será que isso está acontecendo mesmo? O programa de hoje traz uma reflexão sobre a conectividade, né? Hoje nós vivemos em um momento, em um mundo onde todo mundo está conectado, mas em contrapartida, tem algumas pessoas que estão preferindo se desconectar, estão adquirindo aparelhos que apenas fazem ligações e estão se desconectando das redes, você sabe que tem até pessoas que já não tem mais contas nas redes sociais não utilizam mais o WhatsApp e aí quando você pergunta o porquê a resposta é simples eu estava me sentindo presa a algo que estava me fazendo mal mas esse despertar da consciência ele demora um pouquinho pra chegar porque com essa conectividade a gente vai vivendo no automático e a gente não percebe que nós estamos esquecendo do aqui e do agora e vivendo de forma conectada o tempo todo. Em casa, no trabalho, na rua, na academia, em todo lugar, nós estamos conectados. E o programa de hoje traz essa reflexão, essa análise, essa hiperconectividade, né? Você aceitaria viver a vida em modo avião? E aí? Isso também pode trazer alguns prejuízos, então a gente precisa de equilíbrio, é sobre isso que a gente vai conversar hoje. Então, manda pra gente a sua mensagem, WhatsApp na tela, nós gostaríamos que você compartilhasse a sua experiência e de repente se você tem alguma dúvida, pode mandar a sua pergunta, porque os nossos entrevistados já estão conosco e daqui a pouquinho vamos apresentá-los e nós vamos falar hoje sobre esse mundo conectado, essa hiperconexão que nós estamos vivendo e o que isso traz de impacto para as nossas vidas. Então, mande a sua mensagem. 19-97829-3776. Enquanto você manda a sua mensagem, a gente atualiza algumas informações à previsão do tempo também. E daqui a pouco a gente apresenta os convidados do programa de hoje. E olha só, gente, quero convidar você para participar presencialmente no plenário ou então aqui pela TV Câmara Campinas, também no YouTube da TV Câmara Campinas, da reunião da Comissão de Finanças e Orçamento, que acontece hoje, quarta-feira, a partir das nove e meia. É uma audiência pública para a apresentação das metas fiscais do município referente ao segundo quadrimestre, tá? Então, você pode participar ao vivo lá no plenário, você pode participar também através do YouTube, tá? Pode mandar a sua mensagem lá e você vai ter, sim, a sua resposta. e é importante a sua participação, porque aí você fica sabendo de tudo o que acontece no meio do Brasil, também muito, e a gente precisa passar pela semana, combinado? Vamos para o terminando o tempo, pessoal? Vamos lá então ver como é que fica o tempo nessa quarta-feira. Nós temos aí, de acordo com as meteorologistas, previsão de instabilidade, porque está vindo uma frente fria para a China, daqui para o estado de São Paulo, E aí você já sabe, né, frente fria, nós temos aí possibilidade de vento forte, chuva, mas isso a partir da noite de hoje. O dia hoje fica com mínima de 19, máxima 32, o sol aparecendo de vez em quando, né, mas as nuvens tomando conta do céu, E assim nós temos aí um dia com sol entre nuvens, tá? Então com mínima de 19, máxima de 32 graus aqui na metrópole. 8 horas e 19 minutos, volta pra mim. Vamos aí então ao nosso tema central, né? Essa hiperconectividade, a conexão e esse mundo tecnológico que nos obriga a estarmos conectados. Quando eu digo nos obriga, é porque nós, sem perceber, nós fizemos uma imersão nesse mundo tecnológico da conexão, porque tudo está na palma da mão, tudo está na rede, até pagamentos você faz através de uma conexão. Então, nós fomos inseridos nesse mundo e tem muita gente querendo sair dele, porque tem causado impactos negativos. Então, a gente vai conversar hoje sobre a presença da tecnologia no nosso dia a dia, A gente colocou aqui vida em modo avião, porque nós vamos falar sobre as pessoas que decidiram, que optaram por uma vida sem tecnologia ou então uma vida com a tecnologia mais equilibrada, tá certo? E para a nossa conversa de hoje, nós recebemos aqui no estúdio a neuropsicóloga Giovana Gil. Ela atua em desenvolvimento humano, avaliação neuropsicológica e saúde mental de adolescentes e adultos. Quero dar as boas-vindas, o bom dia e agradecer a sua presença com a gente aqui hoje. Obrigada, bom dia. Bom dia, Rubi, obrigado pelo convite. E estou muito feliz de poder estar colaborando aqui com vocês. Muito bem. E olha só, para completar a nossa dupla de profissionais que vão nos orientar aqui no Estúdio Câmara, a gente recebe pelo Zoom, ele que é neurocientista, o José Gonçalves Júnior, ele é especialista em neurociência. neurociência do comportamento, ele é pesquisador de relações entre comportamento humano e ambiente e também tomada de decisão. Adoro o Cortex pré-frontal. Seja muito bem-vindo, José Gonçalves Júnior, bom dia! Bom dia, obrigado a todos, obrigado pela honra do convite, obrigado a nossa amiga neuropsicóloga e eu espero que seja uma jornada boa de alerta e de crescimento para todos nós. Muito bem, vamos embora, porque você acordou, de repente você já acordou, pegou o celular, está com o celular nas mãos e nem percebeu que a primeira ação do seu dia foi se conectar novamente, né? Às vezes a gente deita para descansar e a gente nem percebe também que nós vamos dormir conectados, a gente acaba apagando, não dormindo, a gente apaga porque nós somos vencidos pelo cansaço, e aí a gente acorda, a primeira coisa que nós fazemos é nos conectar novamente. Percebe esse looping infinito que nós estamos vivendo? Então, nós vamos conversar sobre isso e eu pergunto primeiro aqui para a Giovana essa sensação de a gente precisar resolver tudo, acompanhar tudo que está acontecendo e estar conectados. A gente apaga, não dorme, e você apaga com o celular na mão conectado e você acorda com o celular na mão conectado. esse hábito de estar sempre conectado traz um impacto pra nossa saúde mental o que você pode trazer pra gente sobre esse mundo que nós fomos inseridos sem perceber e hoje tem muita gente querendo fazer essa desconexão sim, perfeito o que acontece, essa conexão essa facilidade na verdade da gente estar sempre muito acessível esse fácil acesso traz também um pouco desse paradoxo né, da disponibilidade. Então, automaticamente parece que a gente tem que estar disponível. Então, antes o que era natural você não conseguir responder alguém, né, era natural você conseguir deixar o celular lá e fazer ali a sua refeição e fazer esse momento ali de sono. Não existe mais, porque a gente atribui o significado nessa ausência de resposta. Então, automaticamente essa pessoa não quer falar comigo ou não tô sendo tão importante assim. e aí acaba que desconecta a ideia que era pra auxiliar e acaba mais prejudicando porque a gente meio que não tem mais o direito da desconexão uau verdade, exatamente olha só que interessante e faz sentido e é grave, né nós não temos mais o direito da desconexão por quê? porque essa conexão faz a gente estar presente entre aspas, né E disponíveis, essa é a palavra, essa conexão faz com que nós estejamos disponíveis o tempo todo, independente que horas são. E aí, de repente, pode ser por esse motivo que tem algumas pessoas que estão escolhendo desconectar. Agora, vamos perguntar para o José, o cérebro humano, José, ele consegue adaptar esse fluxo constante de notificações, de informação, de interrupções, ou existe um custo para esse monte de informação que o nosso cérebro acaba recebendo? Olha, o cérebro humano está mais que comprovado que ele não consegue, tá? A quantidade de informação que o cérebro consegue processar no dia aí, a média dos estudos de neurociência, chegam a 50 bytes, 55 bytes, tá? E a quantidade de informação que chega, né, hoje, várias medidas feitas, por exemplo, na Universidade da Califórnia, no MIT, dizem que é o seguinte, nos chega todo dia algo em torno de 1 a 2 terabytes de informação. Então, isso é insano pro cérebro. O cérebro não consegue, hipótese alguma, não só processar, porque não é só informação, é emoção, né? Você tem cada chamada ali no celular, qualquer pop-up que abre ali, não tem só uma carga de informação, tem uma notícia que em dois segundos quer reter a sua atenção, e o cérebro, ele não suporta essa carga. Gente, olha só, interessante demais. está vendo como é gostoso, a gente aprende todo dia é emoção, a gente está falando aqui da conexão das mensagens que chegam e você conectado e você recebendo, você disponível você respondendo, só que a gente não percebe que isso acaba afetando o nosso sentimento as nossas emoções, mexendo com o nosso equilíbrio, com o nosso psicológico, com a nossa saúde mental é algo que ficou natural, mas tem uma complexidade intensidade imensa, né, emocionalmente, Giovana, essa rotina de interrupções, né, o que ela pode provocar, pode contribuir com a irritação, com a ansiedade, aquela sensação de esgotamento que a gente tem, sabe quando a gente fala assim, ah, tô cansado, mas você não tá cansado fisicamente, você tá cansado, a cabeça tá cansada. Exatamente, muita informação, né. Exato. E o José trouxe algo muito interessante, porque hoje em dia, quando você se pergunta ou se percebe, percebe, as maiores dificuldades das pessoas hoje é a tensão, né? Tanto que hoje tem tido muito altos diagnósticos de PDH, né? Sim. Na verdade, é até uma dificuldade na clínica, porque vem muito desse ambiente, né? Do que você tá se colocando, então por quê? É as mesmas regiões do cérebro que dificultam a tensão dessa quantidade de estímulo. Então, às vezes, não é necessariamente um transtorno. Às vezes, é só a qualidade de vida que você tá se colocando que tá prejudicando, né, então a sua atenção, a sua a parte da dificuldade de conseguir focar a dificuldade de você conseguir recordar não sei se você já se percebeu, as pessoas aí se já se perceberam esquecendo nossa, eu tinha que falar alguma coisa esqueci, e acaba atribuindo isso a algum transtorno mas não necessariamente, às vezes é porque a gente não tá mais treinando o nosso cérebro a guardar informações, porque tem alguém guardando pra gente, né que é o celular então a gente precisa ir a algum lugar tem o Waze, a gente precisa falar com alguém, ligar uma reunião tá anotado, tá lá no WhatsApp, eu entro lá eu lembro quem é o nome da pessoa, vou lá e converso então a gente tá perdendo essa capacidade de reter informação exatamente como o José trouxe, o cérebro não tem essa capacidade de guardar tanta informação com tanto estímulo ao mesmo tempo né, e é onde que o emocional também acaba sendo influenciado porque aquela sensação às vezes de náusea, você fica no sol o dia inteiro aí depois você fala, nossa, tô meio estranho vocês são estranhos assim mal estar, é esse efeito do celular da tela ali com você e também tem uma utopia essa conectividade do emocional que você trouxe traz uma falsa sensação de proximidade é, verdade influenciadores, blogueiro ali no agora, no curto prazo tem a impressão que você tá participando daquilo então é legal acompanhar tudo o que tá acontecendo só que aí depois, mais tarde vem a frustração na verdade eu não tô vivendo tudo isso e vem a comparação, né, então às vezes quem não tá tão conectado não sente tanto porque não tem como se comparar, né, nossa é a quarta viagem do ano que aquela pessoa faz é o segundo carro que a pessoa troca e fica nessa será que eu tô fazendo certo, tô na escolha certa então emocionalmente tem muita influência assim, nesse impacto muito bem, e talvez seja por isso que algumas pessoas estão decidindo se desconectar, né, isso, quando você opta por se desconectar, mas assim, não vamos demonizar a internet, nem as redes sociais, porque tem coisa boa, é importante, a conexão, ela faz parte da nossa vida, mas é importante manter um equilíbrio, a gente sempre trabalha com equilíbrio aqui, e é um ponto bem interessante, porque manter o equilíbrio é desafiador, a gente tem que aprender a como manter o equilíbrio com as situações do nosso dia a dia, aí a questão da conectividade é um ponto interessante para a gente exercitar o nosso poder de equilibrar as situações porque tem pessoas se desconectando ou tentando se desconectar e criando momentos de pausa, criando momentos de pausa deixando o celular de lado ou até desligando a internet ou até desligando o celular temporariamente, né? Porque aí você vai vir pro aqui e o agora e você vai ver que dentro de uma hora você consegue fazer tanta coisa e se você para pra analisar em uma hora no celular você nem percebe que o tempo passou. Então o tempo conectado e o tempo no aqui e agora eles são diferentes, o nosso cérebro capta de uma forma bem diferente. Agora, José, explica para a gente. Quando a gente reduz esses estímulos por um período ou então a gente muda essa questão do celular, vamos lá, vamos colocar o celular para carregar em outro cômodo à noite, vamos desligar a internet ou desligar o celular ou então sair um pouquinho, dar um tempo das redes sociais. O nosso cérebro, como que funciona aquela questão da atenção e da recompensa, porque a gente sabe que todas essas informações nos oferecem e nos estimulam a ter aquela dopamina, aquela sensação gostosa de pertencer e tal. Tem uma pesquisadora que eu estudei muito ela, e sigo muito ela nos Estados Unidos, que é a Anna Lempick. E ela escreveu um livro chamado Nação Dopamínica. E ali ela expõe que as redes sociais, a internet, o que que acontece? Gera, de fato, a microdopamina, então a pessoa quando ela entra na rede, ela se cadastra lá no Instagram, no Facebook, ela cria um perfil. O nosso cérebro, ele tem um lado chamado cérebro social, então praticamente metade do nosso cérebro, ele é dedicado a ouvir feedback. Metade do nosso cérebro precisa do retorno externo. Só que o que acontece? As redes sociais, a internet, né, ela acaba sequestrando esse cérebro e aí quando você se cadastra ali no Instagram, você começa, não só a seguir os outros mas começa a ser influenciado pelos outros por isso que vem a figura da influência eu acho engraçado, eu sou da década de 70, eu sou um xisão e na década de 70, eu falo uma piada que é uma pura realidade a gente ia lá na loja no centro de Campinas e comprava uma roupa legal legal, bacana trazia para casa, você mostrava para a mãe mostrava para os irmãos mostrava para alguns amigos e antigamente ninguém saia na rua batendo de casa em casa a pessoa sairia lá fora e você escuta, estou bonito verdade e a gente faz isso no digital então assim o digital ele criou costumes anômalos, é um absurdo exemplo típico, o sujeito vai num restaurante elegante, ganhou um prêmio, ele vai no restaurante e ele come um prato especial, toma uma cerveja especial, ele posta. É como se eu, em plena década de 70, 80, batesse palma na porta de um amigo distante no bairro e falasse, olha que cerveja linda, dá um like. Ele ia me xingar, ele ia falar, cara, o que você está fazendo aqui? É louco. Então, o que acontece? existe essa necessidade de aceitação social e gradativamente, ao longo dos últimos 20 anos, as redes sociais foram introduzindo no ser humano, quer dizer, gradativamente trabalhando essa recompensa que no cérebro, toda forma de recompensa, ela se torna dopamina. A dopamina é a substância da recompensa. O pessoal fala que é o citocina, serotonina, nada disso, é a dopamina. O grande problema aqui, que eu vejo, é que essa recompensa ela torna-se viciante. Então, no fundo, no fundo, o que a Ana lembra, que vários pesquisadores, no Brasil, Pedro Calabresi, Miguel Nicoleles e um monte de neurocientistas aqui em Tóquio, é que isso se torna vício. Então, ao longo do tempo, você não é só curtir, não é só a curtição ali da garota bonita que o cara tá esperando, do cara bacanão, se tornou vício. Então, nós estamos lidando com uma questão de vício digital que, inclusive, depois eu vou falar, que gerou um processo enorme contra a meta, recentemente, tá? Muito bem, é verdade que é completar, Giovana. Não, eu pensei aqui, enquanto ele trazia, exatamente essa questão da dopamina, essa recompensa imediata, né, então esse curto prazo, por isso que a gente se pega vendo, rolando, a gente para pra resolver algo imediato, assim, rapidamente se perde ali em 40 minutos. Exatamente por causa dessa dopamina, dessa recompensa imediata. E depois, mais tarde, no longo prazo, que a gente fala, nossa, perdi mais um dia que era pra resolver tal coisa, né? Então, essa sensação de frustração a longo prazo ainda não é reforçadora o suficiente. Porque o que mantém o nosso cérebro, o que mantém a gente nesse comportamento é esse imediatismo. Isso dificulta. essa sensação de bem-estar que a dopamina traz uma sensação de bem-estar, é gostoso você se conforta, e aí você fica ali na internet, quando você volta pro aqui e pro agora você percebe o tanto de tempo que você perdeu tudo que você deveria ter feito e você não fez e, detalhe se você for parar pra analisar tudo que você leu, tudo que você viu tudo que você assistiu, você não vai lembrar de nada não vai lembrar de nada porque é tudo muito rápido E o cérebro não dá tempo de a gente processar, entender e guardar a informação que nós tivemos ali, rolando no feed, ou enfim, na internet, lendo alguma coisa. Então você passou duas horas ali do seu tempo só recebendo dopamina barata, ativando a sua ansiedade, porque a dopamina ela traz aquela euforia, aquela sensação de ansiedade, e depois você vem com a frustração porque você perdeu o tempo, você não lembra de nada, e fim. Mais uma vez o loop infinito. agora, vamos lá Giovana a gente está falando da desconexão para quem está tentando desconectar claro que vai aos poucos mas a gente sabe que como o José trouxe infelizmente nós nos acostumamos, não posso dizer que é vício, que não são todas as pessoas que tem essa situação do vício mas nós temos aí um costume, porque o cérebro se acostuma, então nós estamos acostumados a estarmos desconectados. Muito bem, agora vamos começar a desconexão. Ah, isso vai trazer um impacto. E vai ser ruim no início. Eu gostaria que você trouxesse isso pra gente e nos explicasse, nos ensinasse, pra que a gente possa entender que a decisão da desconexão é uma decisão que vai impactar. E bastante. Sim. Essa ideia da desconexão, você mesma trouxe. Quem já consegue ter essa escolha por si só, porque percebeu né, você trouxe logo isso, percebe já que não tá fazendo bem teve ali uma decisão saudável porque foi uma, teve uma autonomia né, então provavelmente, essa pessoa que tem já, começou a ter esse controle maior, ela tem já esse benefício de não se comparar então ela consegue sentir esse bem estar também, de não estar o tempo todo conectado, mas como que a gente tenta fazer isso? como que a gente faz isso? Porque se for parar pra ver, é muito difícil quando a gente depende só de nós até porque as plataformas os aplicativos, eles foram criados de uma forma que não tem fim então antigamente por exemplo, a gente quando tinha que ler um jornal, a gente sabia o final então a gente tinha, na análise do comportamento a gente tinha o estímulo pare a gente sabia o final então a gente ali já estava lendo, acompanhando sabendo o final daquilo hoje em dia, com os aplicativos não tem o final né, já que não tem o que a gente pode fazer? Eu pensei aqui agora até nos exemplos de série estamos vendo série ali se a gente não faz nada no controle já vai o próximo episódio, porque a ideia é que não dependa de nós né, então como que a gente pode tentar meio que substituir esse final? Colocar timer, né, ou então colocar ali um tempo deixar mais difícil o acesso na hora de dormir, na hora das refeições, que são os momentos ali que a gente já se percebeu estando junto com o celular. Então, talvez é a gente tentando colocar esse falso controle. E uma coisa também que funciona quando é algo coletivo, né? Por exemplo, nas escolas, agora, tá tendo esse controle. Sim, verdade. E por que que funciona melhor? Porque é algo coletivo. Então, não é um pai ou uma mãe que é chata. É uma regra que foi estabelecida que tem que ser seguida. Porque também se proíbe pra uma única pessoa, aquela criança pode ser também excluída, aí já vira um bullying. então quando é coletivo funciona melhor interessante, muito bom agora vamos lá, nós estamos aqui tentando desconectar, né então vamos desconectar vamos deixar o celular ali de lado ok, nós conseguimos, mas aí uma notificação vai nos chamar a pegar o celular uma notificação é suficiente pra que a gente quebre aquela nossa escolha, aquela decisão que nós tomamos de estarmos desconectados, de desconectar. E agora, José, como é que a gente faz? Por quê? Que apenas uma, uma, né, uma simples mensagem pode despertar a vontade da gente pegar o celular e fazer com que a nossa ideia de trabalhar com a desconexão ela caia por terra. Olha, primeiro tem um lado muito poderoso das redes sociais, porque assim, vamos ter por conveniência aqui, a gente está lidando com o Vale do Silício, a gente está lidando com equipe de neurocientistas norte-americanos que trabalham ali dedicados naquelas grandes Big Techs, né, e que, de certa forma, desenvolveram técnicas que levaram hoje, por exemplo, o cérebro hoje humano, ele está até sofrendo de uma síndrome, surge uma síndrome nova que saiu no CIT, na Classificação Internacional de Doenças, e é a FOMO, é a síndrome de fear or missing out, é a síndrome de estou perdendo algo. Então, o que que acontece? O cérebro humano, ele é treinado. Então, o nosso cérebro, isso é importante citar que a neurociência é muito clara, o nosso cérebro prefere entrar no automático, porque ele quer economizar energia. O cérebro é feito para fazer você viver bastante. E uma das questões que ele precisa realizar é um sistema de economia de energia. Então, é por isso que a minha amiga neuropsicóloga colocou que é difícil individualmente você fugir desse esquema e a escola tem que entrar com ações, tem que ser coletivo. Por quê? Porque são anos de adestramento. Então, aquele adolescente, aquela criança, eu dei aula muitos anos na pós-graduação e aquele pós-graduando ali na minha frente ele pega o celular na minha cara eu tive cenas em sala de aula que a pessoa pegou o celular ela estava sentada na carteira da frente ela pegou o celular e ficou olhando para o celular e eu fiquei olhando a cena ali eu falei, algum problema, você precisa atender alguma ligação não professor então qual o problema, vamos lá você já está com um cérebro É sequestrado, você já está viciado, é um vício, literalmente, então a fomo admite o vício. É importante lembrar que o vício, para o cérebro, ele não quer saber se é álcool, se é cocaína, se é maconha, o que seja, ou se é sexo, ou se é digital. Vício é vício, então o cérebro, ele quer, vamos lá, primeiro, economizar energia, então ele quer entrar no automático. Então, ali você tem YouTube, você tem informações de feeds, tem milhares de feeds, você tem os outros pra tirar dúvida, ou você tem um automático ali, pra que que eu vou, né? Inclusive, consultar uma biblioteca, pra que que eu vou abrir um livro? é um exemplo clássico é para que eu vou ler o livro se eu posso simplesmente abrir um YouTube e pegar esse pessoal que resume o livro em cinco minutos então aí o problema é mais grave, porque é uma pessoa que está primeiro acostumada a viver no automático nesse meio segundo, um cérebro que se torna preguiçoso já tem uma doença muito perigosa que é a brain root o cérebro podre que é já o cérebro até acostumado a esse sistema horrível. E aí, no momento que a pessoa quer abandonar isso, ela vai sofrer abstinência. É a síndrome, é o fórmulo. Então, qual a dica? Uma dica principal. Eu acho que é você se conscientizar que você está viciado. Ah, mas só eu não. Todos estamos viciados. entendeu, então é preciso tratar o assunto com seriedade então, aquela aquele, né aquele toquinho do celular que diz tem mensagem eu preciso adestrar meu cérebro, é adestramento adestrar meu cérebro dizendo se for emergência alguém vai ligar, antigamente, né década de 80 se alguém passasse por emergência o telefone tocava, foi foi emergência e esse toquinho aí Não é que a pessoa está em emergência, é que ela quer que você dê atenção para ela naquele momento, naquela hora. Então, é preciso ter a consciência, eu acho que é do vício, é isso. Muito bem explicado e impressionante como nós não percebemos que fomos inseridos nesse mundo e agora a gente está tentando desconectar, né? Mas a gente percebeu que um simples toque já desfaz essa nossa vontade da desconexão eu tirei o barulhinho do meu celular, ele não toca e ele não faz nada, de vez em quando eu pego, dou uma olhada, vê se tem alguém ali, e eu também estou me desconectando das redes, eu consegui já e assim, eu fico feliz comigo cada dia é uma vitória, porque eu estou conseguindo fazer isso, e eu percebo que eu estou tendo mais tempo pra mim então, quando o José trouxe essa questão do FOMO, né que é o medo de ficar de fora, em contrapartida nós temos o jomo, que é isso que eu estou tentando fazer. A gente está tentando se desconectar e aí a gente vai sentindo o que o jomo traz, que é a presença, que é o aqui e o agora, que é você ter mais noção do tempo, porque, Giovana, como que a gente perde a percepção do tempo quando a gente tá conectado, né? Por que que isso acontece? O que você trouxe agora é a questão da consciência, né? É isso. Foi uma escolha consciente. É verdade. Exatamente, porque saiu do automático. Então, eu acho que é isso. Quando você consegue ter esse controle e de, foi o que o Jusa trouxe, a questão do treino, é um treino. Você vai ter que treinar, você vai ter que programar, né? Nem que você tenha que escrever, né? Eu preciso, neste horário, silenciar solar, né? Pra você começar a sentir os efeitos, né? De perceber que conseguiu render mais, teve mais tempo nem se for pra descansar, que também é produtivo, né? E conseguir reconhecer esse benefício, já vira, já entrega pro cérebro uma motivação pra manter esse comportamento. É verdade. Como faz pra gente manter um comportamento? Entendendo o benefício dele, uma recompensa, né? Uma recompensa saudável, nesse caso. Porque, às vezes, a dopamina que vira o vício é recompensa negativa, né, o reforço negativo mantém, mas diminui, tira vários estímulos, né, então eu acho que é entendendo esse benefício mas é isso, começando, treinando e experimentando dando essa chance pra conseguir manter e virar novamente um hábito é isso mesmo que acontece, lembrando mais uma vez que a gente não vai demonizar a internet nem a rede social, nem o celular nem nada disso porque faz parte da nossa vida hoje e que bom que a gente está evoluindo, que bom que nós temos a tecnologia, mas como fomos inseridos nesse mundo sem aprender muito sobre esse sistema a gente só foi e agora a gente está aprendendo que às vezes é interessante darmos um passo atrás, olharmos com um olhar mais amplo e aí a gente consegue entender e ver o que faz sentido para cada um de nós e tomarmos atitudes diferentes em relação à conexão, porque é algo que faz bem, mas também faz mal. Aí a gente precisa do quê? De equilíbrio. Agora, 8h47, esse tal do equilíbrio, ele é desafiador pra todo mundo, a gente tá tentando manter ele sempre, mas não é sempre que a gente consegue. E tá tudo bem, o importante é a gente continuar tentando manter o equilíbrio. Vamos lá, produção, pode colocar na tela, por favor, nós temos algumas perguntas, e aí vamos ver quem é que tá com a gente, né? Nós Estamos aqui hoje falando sobre a conectividade, estamos com o José e a Giovana, são especialistas em saúde mental e estão nos orientando referente ao tema do nosso programa. Vamos lá, Mariana Lopes, do Proença. Antes de decidir qualquer coisa, mando mensagem pedindo opinião. Ter alguém sempre ao alcance pode fazer a gente confiar menos nas próprias escolhas? Olha aí, Ivana, vamos responder a Mariana. a gente se acostuma exatamente isso, algum momento ela não mandava mensagem começou a mandar mensagem e aí ela foi reforçada nesse comportamento das pessoas responderem e ela ser validada porque quando alguém traz, não, acho que é melhor assim ou faz dessa tal forma você meio que joga a responsabilidade no que a pessoa trouxe então isso elimina um peso então é mais fácil conseguir perguntar, o José trouxe também hoje em dia no Instagram, a gente faz as coisas e, gente, o que vocês acharam no meu look? Antes não existia isso. É, é verdade. Então, se hoje existe esse comportamento dela mandar essa mensagem, é porque de primeiro momento ela foi reforçada. E acabou que, de alguma forma, trouxe essa impressão de que a escolha dela talvez não fosse suficiente. Mas às vezes também, agora é retomar isso. Talvez começar a treinar novamente, a tentar se decidir pelo que faz sentido pra você, não pelo que você espera que o outro aprove, né, em relação a essas mensagens que você trouxe, que manda. Exatamente. Agora, o José pode entrar nessa resposta em conjunto aqui com a Giovana, porque ela cita, antes de decidir qualquer coisa, ela manda mensagem pedindo opinião. E aí, como é que fica o poder da tomada de decisão nesse caso, José? O que a neurociência traz pra gente? O nosso córtex pré-frontal, ele está tendo uma dificuldade de trabalhar e por que, no caso da Mariana? Então, a gente tem que avaliar e tomar cuidado, porque a gente tem um cérebro social, então assim, a gente tem uma necessidade sim, de ter feedback, só que o problema eu estou comparando décadas, décadas de 80 e hoje, tá? Década de 80, eu estava lá estudando em São Paulo, ia para a USP e pegava minhas malas, pegar as minhas coisas e estava lá na Praça da República esperando o ônibus para ir para a faculdade e eu tinha que tomar a decisão sozinho eu não tinha celular não tinha telefone, nada nenhum contato, tinha orelhão isso seria um absurdo naquela época eu decidi se eu chego atrasado ou se eu passo na Biblioteca Mário de Andrade eu paro no orelhão para ligar para um amigo falar escutou aqui no orelhão eu vou para a Biblioteca Mário de Andrade ou vou para a USP? Primeiro que ninguém atender Horário comercial, ninguém ia me atender. Então, tem esse aspecto. Antigamente, a gente tomava decisão, a minha geração, antes do advento das redes, a gente tomava decisão, talvez com uma namorada, com uma noiva, talvez com a mãe, quando dava. E o que eu acho hoje absurdo, que me assusta e preocupa, é que existe uma preocupação excessiva, por exemplo, com o look. É um absurdo isso, a gente gasta uma fortuna, e como se fala de looks ou de carro, você gasta uma fortuna com roupa, gasta uma fortuna com carro, às vezes pensando que todo mundo está olhando e ninguém está olhando. Então, você sai desfilando ali, o carro na Avenida São Paulo, ninguém está olhando para a tua cara, ninguém está dando bola, ninguém está dando like. E nas redes sociais a gente pensa que as pessoas estão dando like, não. E aí eu vou colocar um ponto, inclusive para a Mariana. Ela precisa exercitar a capacidade de decisões individuais, porque eu vou dar um recado bem claro. Na vida, Mariana, você, em vários momentos difíceis, dificílimos, muito raramente vai ter alguém que precisa sobre você. Tem gente que vai falar, não, esse é difícil, não quero opinar. não vou entrar nisso, e você vai se sentir sozinha, não é para se sentir sozinha, é para você lembrar que você tem que exercitar, sim, a característica de tomar decisões, isso forma caráter, forma habilidades, isso forma até a capacidade que o cérebro tem, que o nosso modo metacognitivo chama, que é a capacidade de você avaliar todo o contexto, avaliar a situação, avaliar as pessoas e meditar, refletir, tomar decisão. Essa capacidade está se perdendo. Exatamente. Nós estamos perdendo essa capacidade. Por quê? Porque nós estamos no automático, porque nós não estamos exercitando a nossa capacidade de raciocínio, de tomada de decisão, de, de repente, diferenciar uma coisa da outra. Nós não estamos mais exercitando o nosso cérebro, ele tá ficando preguiçoso, né nós, quando nós não fazemos exercício nós temos aí a possibilidade de perder a massa magra né, e no cérebro se ele não se exercita, ele também vai meio que atrofiando, e isso, gente é verdade, não é? tem que trabalhar, né tem que trabalhar, né tem que criar, tem que treinar é um treino, é um treino muito bem, mais uma pergunta na tela pra gente produção, por favor, vamos lá Nossa, é tão importante a gente falar sobre algo que a gente não entende com pessoas, com os convidados, que têm a ciência e que podem nos orientar. De repente, essa noite, você vai deixar o seu celular lá no outro cômodo para você dormir e você vai ver que você vai dormir melhor. Aí você desconecta um pouquinho hoje, um pouquinho amanhã, vai treinando, como a Giovana trouxe para a gente, e aí, de repente, pode ser que você consiga ter dias com mais aproveitamento, tá bom? Bruno Almeida do Bom Fim quando peço uma entrega, abro o aplicativo várias vezes pra acompanhar, mesmo sabendo que vai demorar, eu também pode conferir tudo na hora poder conferir tudo na hora pode tornar a espera mais difícil ah, eu acho, porque eu também fico nessa vamos lá, Giovana a gente pede lá o aplicativo, você sabe, tá lá, ele fala vai demorar 40 minutos e aí você fica, daqui a pouco você vai lá e clica não passou 40 minutos, mas você quer saber se tá chegando, né, o que que é isso por quê? É que isso vai depender também muito ali da, de repente, da fome eu acho que isso influencia mas também essa necessidade de controle né? Isso! Mas os aplicativos hoje eles até auxiliam nisso, né? Porque aparece o mapinha, né? Do do iFood, quando saiu do restaurante, tá chegando pra sua residência isso de alguma forma já ajuda com a previsibilidade. Exato! Mas ainda assim, às vezes não é suficiente mas é mais por conta dessa ansiedade mesmo uma questão da ansiedade É entender que eles deixam um tempo, então, conseguir, talvez, respeitar aquele tempo de espera. Vai fazer outra coisa, né? É, vai aproveitar aquele momento pra fazer outra coisa. Porque essa questão de controle aplicativo já dá pra gente. É mais a questão nossa de tolerar essa ansiedade. É isso. E a gente perde a noção do tempo e a gente quer ter controle sobre tudo. Porque nós estamos nesse loop infinito de rolagem de feed, de internet, de todo mundo conectado, da tecnologia. E aí a gente tem uma sensação que nós temos o controle, mas nós não temos o controle de nada, né? E isso vai despertar o que na gente? Ansiedade, aquela, né, excitação, aquela coisa não chega, não chega, não chega, e você tá lá, vai chegar daqui 40 minutos. Você percebe como que a gente fica meio desconectado de nós mesmos? Sem aproveitar esse tempo. Exatamente, é isso. Ô, produção, tem que encerrar às nove, é isso? É? Então a gente já vai pro encerramento? Deixa eu ver, vamos lá, dá tempo para mais uma? Rapidinho? Será que dá? 8h56 agora? Então tá bom, vamos lá. Renato Ferreira do Taquaral, minha família se acostumou a acompanhar minha localização pelo celular, quero desligar isso, mas dizem que é por segurança. Como conversar sobre privacidade sem parecer que estou escondendo algo? Ô José, e agora? O que o Renato pode fazer nessa situação aí, hein? Olha, a gente tem que ponderar que, assim, nós vivemos um momento de insegurança bastante elevado, né, então a gente tem situação, de fato, hoje que os bairros são perigosos, então essa estratégia de acompanhar pelo WhatsApp, né, manda o localizador, ela é válida, né, você pensa que você tem um filho aí de 18 anos, que foi para São Paulo, né, então isso é importante, é um meio é um recurso de segurança agora precisamos lembrar que existe um excesso de ansiedade um pesquisador chamado Jonathan Hyde ele escreveu um livro que eu indico todo mundo ler pra ontem urgente, chama-se Geração Ansiosa então o que que ocorreu as redes sociais, a instantaneidade da vida, ela imprime uma necessidade de controle exatamente o que a minha amiga falou, a necessidade de controle. Então, pais, irmãs, cônjuges, estão ansiosos, então eles querem saber onde você está, localização, mandar, e nem sempre em questões de segurança. Então, a gente precisa ter um discernimento o seguinte, é questão de segurança? Ok, vou fazer um deslocamento, vou fazer uma viagem, estou sozinho, eu coloco o localizador e mando, tá? Mas, vou para a faculdade, Eu preciso mandar localizador o tempo todo? Eu vou para o clube, eu preciso mandar localizador? Então, é preciso ter discernimento, porque estamos ansiosos e queremos acompanhar instantaneamente tudo, inclusive a entrega do iFood. Isso já é doença. Recomendo a leitura de Jonathan Haidt, A Geração Ansiosa, que é um bálsamo para nos iluminar nesse momento bastante turbulento. Excelente, José. nossa gente, quanto ensinamento quanto informação compartilhada no programa de hoje, de situações que nós estamos vivendo eu, você, até os nossos convidados também, você sabe que isso é o mundo todo e a gente precisa aprender a desconectar a dar o primeiro passo, tomar a primeira iniciativa e de repente pode ser isso, você colocar o seu celular pra carregar lá no outro cômodo, você desconectar de vez enquanto, tenta não tirar foto toda hora pra postar lá você vai fazendo experimentos com você mesmo de repente você encontra alguma forma que faça sentido pra você quero agradecer nossos convidados obrigada pela sua participação Giovana, pela troca, pelas informações por nos orientar deixa aí consideração final pro pessoal que tá assistindo em casa e mais uma vez gratidão obrigada pra quem acompanhou mas a ideia, como você trouxe a conectividade tá aqui pra ajudar tem muita coisa que ajuda hoje em dia é só a gente entender com consciência qual a função disso, onde isso tá ocupando tá ocupando os lugares na refeição o momento de sono é entender com consciência a função desse momento pra você qual que é o objetivo desse tempo que você tem tomado nas suas telas então entender de forma mais consciente o seu próprio comportamento porque tem que ter esse equilíbrio então a gente tem que entender, olhar o lado bom, que isso vai nos trazer os benefícios e também perceber os malefícios, quando existe um exagero exatamente, é isso muito obrigada mais uma vez quero agradecer também o José muito obrigada José por nos indicar vários livros adorei, por trazer informações por nos orientar gratidão pela sua participação e pela sua presença com a gente aqui, mesmo através pelo Zoom, você está presente com a gente aqui, então muito obrigada deixe uma mensagem para os nossos telespectadores Obrigado, é importante assim, vou fazer uma reflexão rápida da mesma forma que nos últimos 40 anos, alimentos supermercados cresceram exponencialmente você vai no supermercado, tem milhares de tipos de bolachas, cervejas de nuggets, de tudo que é tipo esse aumento de alimento não vê você comer e consumir tudo porque você vai ficar doente Então da mesma forma As redes sociais, o celular Também tem o excesso Então assim, é útil? É útil Mas você não vai consumir tudo Então lembrando, hoje o brasileiro Passa por ano, 3 meses Olhando o celular, são 6 horas por dia 3 meses por ano 30 meses em 10 anos Ou seja, você fica 2 anos e meio olhando o celular Você está perdendo a tua vida Você está doente Então toma cuidado com isso Uau, José que informação fechamos com chave de ouro e acendendo um alerta para todos nós nos voltarmos para o aqui e para o agora, a gente está vivo a gente está nesse mundo, bora respirar bora viver, bora contemplar e claro, estamos conectados, mas não precisamos ficar todo esse tempo que o José trouxe aí porque eu assustei agora gente, vamos entregando então aqui o nosso Estúdio Câmara de hoje agradecendo a sua audiência, a sua companhia lembrando que ao meio dia tem Câmara Notícia com o Gabriel Castro, lembrando também que nós temos audiência pública na Câmara de Campinas hoje, quarta-feira, tem reunião ordinária então assim, fique conectado com a gente, porque tem informação mas você também pode ir presencialmente no plenário se você quiser, será muito bem recebido por todo o pessoal lá da Câmara de Campinas tá bom? Grande abraço pra você, amanhã nós temos mais Estúdio Câmara e vamos falar sobre a construção da personalidade e a liberdade individual na infância, né? Como é que estamos trabalhando na construção da personalidade dos nossos pequenos? E será que estamos oferecendo liberdade para eles? Ou, aliás, será que eles têm liberdade demais? Vamos conversar sobre isso amanhã, a partir das oito da manhã, em mais uma edição do nosso Estúdio Câmara, ao vivo, aqui na TV Câmara Campinas. Um grande abraço para você, fique bem e até lá. Tchau, tchau. Transcrição e Legendas Pedro Negri Legenda Adriana Zanotto