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Estúdio Câmara | Psicologia do Pijama: Autoimagem e a Gaveta das Roupas de Ficar Em Casa
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Estúdio Câmara | Psicologia do Pijama: Autoimagem e a Gaveta das Roupas de Ficar Em Casa

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Estamos chegando. Estúdio Câmara, manhã de terça-feira, dia 29 de setembro. Tudo bem por aí? por aqui. Tudo ótimo. Conta uma coisa para mim, já tirou pijama? Então, hoje nós vamos conversar sobre a psicologia do pijama. Você tem aquela roupa em casa que você veste assim que você chega do trabalho, da rua, né?

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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando. Estúdio Câmara, manhã de terça-feira, dia 29 de setembro. Tudo bem por aí? por aqui. Tudo ótimo. Conta uma coisa para mim, já tirou pijama? Então, hoje nós vamos conversar sobre a psicologia do pijama. Você tem aquela roupa em casa que você veste assim que você chega do trabalho, da rua, né? Ou você é do time que gosta de passar aí o dia inteiro de pijama sempre que você pode? Então, gente, entre conforto, rotina e hábitos, as roupas que usamos dentro de casa, elas ocupam um espaço curioso na vida de muita gente. Tem quem guarde aquela camiseta antiga que não sai do armário por nada. Tem quem tem aquele pijama favorito, né? E tem quem transforme qualquer roupa velha em roupa de ficar em casa. Mas por que será que a gente cria essas preferências? O que que existe por trás da nossa relação com as roupas de ficar em casa? É sobre isso que a gente vai conversar hoje. Nossas convidadas já estão aqui no estúdio e a gente quer conversar com você de casa também. Então conta pra gente, você tem roupa favorita para ficar em casa? Você usa um pijama só para dormir ou você passa boa parte do dia com ele? Mande sua mensagem em WhatsApp na sua tela. Olha aí, nossa produção apostos para receber a sua pergunta, de repente até você compartilhar a sua experiência conosco. Daqui a pouquinho as nossas convidadas nós vamos apresentá-las e aí elas vão responder aí a sua pergunta, tá? Então aproveite esse momento que nós temos juntos e participe. 1997829377 tá de pijama ainda? Você vai ficar o dia inteiro de pijama? Como é que você se sente de pijama? Conta pra gente, compartilha conosco a sua experiência sobre pijama e a roupa de ficar em casa. Ô gente, olha, atenção pais irresponsáveis, já está aberto o pré-cadastro para solicitar vagas na educação infantil da rede municipal de Campinas para o ano que vem, 2027. O cadastro ele é destinado a crianças de 0 a 5 anos. Deve ser feito até dia 3 de novembro até às 5 da tarde. O procedimento é obrigatório antes da matrícula e pode ser realizado de duas formas. Atenção, ó, pela internet você acessa lá educa.campinas.sp.gov.br/précadastroinfantil. Presencialmente você vai em qualquer centro de educação infantil da rede municipal e as famílias também podem consultar eh as unidades disponíveis e a localização das escolas pelo mapa infantil de Campinas. Você acessa mapainfantil.campinas.sp.gov.br, tá? E mesmo as crianças que já possuem cadastro ativo para 2026, elas estão na listas de esperas do seis, né? E precisam fazer aí um novo pré-cadastro para o ano que vem. Então, ah, já tem o cadastro. Não, você precisa fazer um novo pré-cadastro, tá? Não deixe pra última hora. O prazo termina no dia 3 de novembro às 5 da tarde. Então, você tem a opção de fazer pela internet ou então ir direto a um centro de educação infantil aí mais próximo da sua casa, tá bom? Vamos lá. Câmara de Campinas hoje realiza a partir das 9:30 uma audiência pública eh da Comissão de Política Social e Saúde para apresentação da prestação de contas do relatório detalhado do quadrimestre anterior referente ao segundo quadrimestre de 2026. O encontro será no plenário José Maria Matozinho. É aberto ao público, tem transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, pelo YouTube também. importante que você assista, porque daí você vai entender o que acontece, né? Eh, é dentro da administração. Tá bom? Agora a previsão do tempo chegando. Vamos ver como é que fica o tempo para hoje. Ô, gente, olha, mínima 20, máxima 34º. Uau! Vai fazer calor. Só que nós temos aí uma previsão de chuva paraa tarde e à noite, tá? Vale lembrar que, segundo o boletim meteorológico especial chuva forte, elaborado pela Defesa Civil do Estado de São Paulo, a nossa região aqui de Campinas está em atenção para as chuvas nesta semana. O alerta vale a partir de hoje, dia 29, e vai até o dia 1eo de outubro, com destaque a possibilidades de chuvas fortes, raios, rajadas de vento e eventual granizo, tá? Então, eh, vale a pena a gente ficar em estado de atenção, né? Você sabe que é uma previsão, não é uma precisão, mas importante que a gente esteja sabendo do que pode acontecer aí no decorrer da semana. Muito bem, volta para mim. Agora a gente fala da psicologia do pijama, nossa relação com as roupas de ficar em casa. Olha só, em 2012, pesquisadores popularizaram o conceito conhecido como cognição vestimentar. é uma linha de estudos que investiga como as roupas podem influenciar atenção, comportamento e percepção. Os resultados despertaram interesse justamente porque sugerem que a maneira como a gente se veste pode ter relação como a com a forma como a gente encara determinadas atividades do dia a dia. Deu para entender? Então, para falar sobre saúde emocional, autoconhecimento e comportamento, a gente apresenta as nossas convidadas de hoje. Quero dar as boas-vindas a psicóloga Priscila Mayumi. Ela é formada em psicologia com ênfase em terapia cognitivo comportamental, atua com foco na compreensão de pensamentos, emoções e comportamentos. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Bom dia. Obrigada pela sua participação e presença. E a gente também apresenta você que um uma mais uma profissional que vai falar sobre a relação entre o cérebro, comportamento e hábitos. É a psicóloga Aline Domingues. Ela é formada pela PUC Campinas, especialista em neuropsicologia aplicada à neurologia infantil pela Unicamp. terapia por contingências de reforçamento. Ela também atua eh com a avaliação neuropsicológica de crianças, adolescentes e adultos, além de trabalhar com transtorno do neurodesenvolvimento e dificuldades cognitivas e socioemocionais. Muito bem-vinda. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Muito obrigada pelo convite. Nós que agradecemos a presença de vocês. Acredito que nós vamos entregar um super conteúdo porque a gente está falando de algo que acontece dentro das nossas casas. acontece comigo, com vocês, com o pessoal de casa. A gente sempre tem uma roupinha específica de ficar em casa, mas por que isso acontece? Esse hábito, né? Então, a gente já começa perguntando para a Priscila por que que algumas roupas eh eh de ficar em casa elas despertam sensação de conforto, segurança, ã, bem-estar, enquanto outras roupas não despertam essa sensação, né? A gente se sente confortável quando a gente coloca um pijama, por exemplo, ou então aqueles shorts, aquela camiseta larga, gostosa, né? Por que essa essa diferença de sensações? É, bom dia mais uma vez, Rúbia. Eh, por um lado, nós temos eh em casa, você tem o hábito de ficar em casa de pijama e você se sente mais confortável, você tem o conforto de estar na sua casa podendo colocar aquela roupinha velha. Mas por outro lado, eh, durante a semana você trabalhando, você tem que performar o tempo todo. Uhum. E nessa performance, isso desgasta um pouco a gente, né? Imagina, por exemplo, você vai sair, tem que se arrumar toda. Em casa não. Em casa você não fica maquiada, você não fica com de salto alto, você fica mais confortável. Agora, o X da questão é a partir do momento em que aquilo não se transforma numa numa eh num momento em que você que você eh deixa de se sentir confortável para aquilo que você deixa de gostar de você, você começa a ter um problema de autoestima, começa a deixar de de se vestir bem, de se cuidar. Aí que tá que começa, pode começar uma ansiedade, uma depressão. Exatamente. A gente tem que fazer uma diferenciação entre o conforto de se sentir confortável, bem, com uma roupinha de ficar em casa leve, e a questão de você se acostumar com essa sensação de conforto que pode vir gerar aí um grande problema, porque o nosso cérebro ele se acostuma, né? Então, se você tá hoje, se sente bem, amanhã se sente bem, você começa a ficar só na cama, ficar só deitado, ficar procrastinando, aí precisa acender um alerta, tá bom? Agora vamos lá. Ali, o nosso cérebro, ele aprende a associar determinadas roupas a momentos específicos da rotina. E isso é interessante. Gostaria que você falasse sobre essa questão da associação. Vamos lá. É, nosso cérebro realmente ele associa, né, como a gente tava conversando um pouquinho aqui antes, a respeito de nosso, a gente levanta e a gente precisa tirar o nosso pijama pra gente começar o dia, né? Então, por mais que a gente fica em casa, que a gente trabalha no home office, por exemplo, é extremadamente importante que a gente tire esse pijama, porque o nosso cérebro faz associação que ele vai continuar repousando, que ele vai continuar descansando, né? Então eu falo muito pros meus pacientes que trabalham de home office, por favor, troquem de roupa assim que vocês levantem. penteem o cabelo, escovem os dentes, né? Façam ali a primeira refeição para iniciar o dia, porque de fato o cérebro ele associa muito, né, essa questão da vestimenta mais leve, mais confortável ao conforto e ao relaxamento mesmo, tá? Então é de fato muito importante que você faça essa rotina mesmo trabalhando de casa. Exatamente. Você tocou num ponto bem interessante porque quem trabalha de home office, ai ai, né? Tem que levantar, tem que fazer igual você faz quando você vai trabalhar fora, né? Porque se você ficar nessa nesse looping de roupinha de ficar em casa, as coisas eh tendem a não caminhar da forma que precisa, porque afinal de contas você está em um trabalho, você tá no momento de trabalho, você não tá no momento de descanso. Agora, muita gente chega em casa e a primeira coisa que faz é trocar de roupa, né? Parece um gesto automático. Eu chego em casa, ó, nossa, eu quero a minha roupa de ficar em casa, né? Mas é é quase um ritual de fim de dia, né? Agora, Priscila, esses pequenos rituais cotidianos assim que a gente faz, tem importância pro nosso equilíbrio emocional? É, é, é importante a gente chegar em casa, a gente trocar de roupa, a gente colocar lá uma roupa de ficar em casa mesmo, isso traz uma sensação de leveza, né? Por que que o cérebro ele gosta desse tipo de previsibilidade criado eh pelos nossos hábitos? Eu costumo dizer que o nosso cérebro, de certa forma, ele é um pouco preguiçoso e ele gosta desse conforto, daquilo que que é previsível. Então, o fato de você tá com aquela roupinha que você tá tá acostumado acostumado, eh, se se é durante a noite você acorda e você sai uma coisa. Agora, se você, por exemplo, você tem o final de semana, chega na sexta, você já coloca aquela roupa, já fica no sábado, no domingo, e aquilo vai, vai liberando uma procrastinação muito grande e você vai perdendo a vontade de sair, de levantar da cama, de se arrumar, de se cuidar e de e a roupa ela tem que ela tem que servir para você se vestir, mas de certa forma ela também ela demonstra a sua a sua personalidade. Então, se você coloca uma roupa bonita, uma roupa bacana, você começa a se sentir melhor. Agora, se você fica o tempo todo de pijama, aquilo vai trazendo uma indisposição, uma ansiedade, de repente, até mesmo por durante muito tempo. Sim. Pode, eh, progredir uma depressão. Uhum. Exatamente. Gente, agora eh tem uma um uma explicação assim emocional é para esse apego que algumas pessoas desenvolvem eh em determinada peça, né? Porque se a gente para para pensar ali, tem pessoas que têm na gaveta uma camiseta surrada, mas surrada mesmo, um shorts, uma bermuda que nem elástico tem mais, né? E a pessoa ela ela tem essa roupa com apego assim muito, é um apego, é uma coisa sentimental e ela só se sente bem se ela vestir aquela roupa para ela ficar em casa. Então, eh, em relação a essa questão da o apego, né, o que que a gente pode falar referente às emoções no apego das roupinhas ali que são de ficar em casa mesmo? Bom, eh, tem muitas pessoas que são apegadas a determinados itens, roupas, porque trazem a memória afetiva, né, de um determinado momento. Então, aquela roupa eu utilizei quando eu tinha 15 anos de idade e aí de repente eh eu acabo trazendo, né, essa informação à tona, né, de como era bom aquela época. Então eu não quero me desfazer daquele item, justamente pensando que eu preciso ficar com aquele item para acessar essa memória afetiva, mas a gente consegue acessar essa memória afetiva de um outro jeito, né? Não necessariamente a gente precisa ficar com essa camisa sorrada, com essa camisa rasgada, né? Que já tá na hora de jogar fora, não dá nem mais para virar panos de chão, né? Então é uma questão de você pode acessar essa memória de uma outra forma, né? Então essa questão do sentimento, desse apego em excesso também é prejudicial, né? A gente como psicólogo a gente entende por que essa pessoa tá tão apegada a esse item, né? O que que tá tá trazendo pra gente, né? É um apego extremo, é um apego nessa fase em específico, né? Dessa vida, o que que marcou tanto, né? Então tudo isso traz informações muito importantes pra gente. Muito bem. essa questão do apego, né, Priscila, a gente precisa eh eh reforçar, porque o apego ele é legal até um certo ponto, porque ele eh eh se a gente aprofundar nessa questão do apego como a Alin trouxe, a gente vai entender que tem algo lá atrás. E se o que tem lá atrás que trouxe esse apego pra gente não for uma experiência boa, com certeza esse apego também não será bom. Então a gente precisa saber diferenciar e tomar cuidado, principalmente quando a gente fala de roupas, né? Porque a roupa tem uma conexão, a roupa de ficar em casa, que a gente tá conversando hoje, tem uma conexão do quê? de que representa pra gente cama, filme, eh sofá, né? Então, se eu tenho um apego à aquela roupa, aquela roupa me traz um conforto, eu vou acabar entrando numa bolha que pode me levar a uma patologia. Então, gostaria que você explicasse pra gente eh como a gente diferenciar o apego da sensação de conforto que a roupa traz. Eh, a roupa durante muito tempo, eh, nós nós pensamos muito na roupa que a gente vai sair, que a gente vai passear, que você vai pro shopping, vai para algum lugar, mas para ficar em casa, como já foi dito, nós usamos a pior roupa, aquela roupa que você pensa, não, eu não posso sair na rua. As pessoas não podem me ver lá fora, mas quando eu chego em casa, você quer se vestir de qualquer forma e aquilo faz faz mal pra sua própria autoestima, pro seu próprio selfie. Uhum. E eu costumo dizer que você pega a roupa e você começa a baixar ela de cargo. Você fala: "Essa roupa é para sair, essa roupa eu posso, eu posso ir pro shopping, eu posso ir para vários lugares." Daí você começa a falar: "Não, essa roupa ela só serve para eu ir no mercado". Daí você vai você vai rebaixando ela, só que você nunca quer mandar ela embora, você nunca quer ela descartá-la. Então, e ela vai ficando, vai ficando e aquilo vai acumulando, você vai olhando no seu guarda-roupa, chega um momento que você fala: "Meu Deus, eu não tenho mais roupa". Só que na verdade aquela roupa ela tá ali junto com aquelas outras e faz 10, 12 anos que você tem aquilo ali. O que aquilo significa para você? Significa algo que você gosta se você pegasse aquela roupa, você compra um vestido. Às vezes quando você tem 20 anos de idade, você chega nos 30, você tá com aquele vestido ainda. Você tem que olhar para ele e falar: "Esse vestido ele me representa hoje?" Uhum. Ou esse vestido ele simplesmente é algo que me representava quando eu tinha 20 anos de idade? E aquilo traz um apego para você que você não quer se desfazer, que é algo como se fosse algo, é mais emocional. Uhum. Só que em compensação você fica, você e você acaba tendo tantas coisas e acaba não tendo espaço para mais nenhuma. Nossa, que profundo. Você vê, a gente tá falando de um pijama, de uma roupa de ficar em casa e nós estamos indo para um caminho que nos leva a desapego, não é? Eh, aquela questão do guarda-roupa super lotado com roupas que você não usa, mas que você acha que vai usar e acaba tendo dó, um sentimento estranho quando você pensa em desapegar e quando você menos espera, você está se tornando aí um acumulador de peças, de roupas que você acha que tem, mas você não tem e não dá espaço para novas. Complexo. Aline, olha isso. Explica pra gente essa questão do desapego e a importância, né? Porque nós estamos falando do pijama, mas a gente caiu dentro do guarda-roupa e o guarda-roupa tá como a Priscila tava comentando, eh, determinadas roupas tem para determinados lugares, né? Então, tá tudo bem você ficar com algumas roupas, sim, mas é muito importante que você abra espaço para as novas virem também, né? A gente não é a mesma de 20, 10 anos atrás, né? Então, essas roupas foram muito importantes sim para aquele ciclo da sua vida, mas que agora você precisa desapegar e o que importante a gente também passar paraa frente essas roupas, né? Então tem uma questão muito do do desapegar no sentido de a gente também precisa entender que tem outras pessoas que também precisam dessas roupas que obviamente estão em boa qualidade, né? E que a gente precisa desapegar para uma questão de não pertence mais quem eu sou hoje. Exatamente. Muito bom. Agora voltando a à questão do pijama, né, das roupas de ficar em casa, vamos lá. Domingo você levanta, você acorda, você toma um cafezinho, está de pijama, bem gostoso, né? Domingo é meu dia, só que daí você passa o dia inteiro de pijama e você percebe que seu dia ele não rendeu. Ah, mas não é dia de eu trabalhar não. Ele não rendeu nem pro seu lazer. Aí chega na segunda-feira, você continua de pijama e o seu dia também não rendeu. Aí chega na terça, você continua de pijama e o seu dia não rendeu. Quando você vê, a semana passou, você ficou de pijama e você não fez nada. Aí você fala assim: "Nossa, mas eu não tô me sentindo bem". Gente, a roupa que você veste, ela vai determinar para você como vai ser o seu dia. Ruben, isso é verdade. É verdade. Você levanta de manhã, Priscila, bota, toma um banho, se arruma. O que que seu cérebro entende? O nosso cérebro, ele ele trabalha eh ele não sabe distinguir o que é bom ou ruim, né? Mas ele entende a reação do nosso corpo. Então, explica pra gente a importância de você se vestir bem da forma que você pode, claro, mas ter um movimento de se vestir para poder encarar o dia eh disposto. Acredito que isso traz a disposição, a forma que a gente se veste também tem conexão com a nossa disposição no dia, né? Como você mesma falou, quando você acorda, você se arruma minimamente, você se arruma, toma um banho, lava o rosto, aquilo, você mostra, já mostra pro seu próprio corpo, pro seu próprio cérebro, já mostra pro seu corpo que você tá bem com você, que você tá se cuidando, você tá preparada para desenvolver o seu dia. Agora, quando você pega, por exemplo, hoje a gente vive muito nessa era do celular, então você pega o celular, você já tá ali de pijama, chegou domingo, você já pega o celular, você já começa a rolar o feed ali o dia inteiro, você fala: "Não, daqui a pouco eu vou almoçar e já são 8 horas da manhã daqui a pouco vira meio-dia, uma, duas, quando você vê, passou 5 horas da tarde, você fala: "O que eu fiz no meu domingo? Você não fez nada". Uhum. E daí vem aquele peso, aquela cobrança, porque você pensa: "Poxa, o meu único dia de folga e eu não fiz nada". Então, só o fato de você chegar, você acordar, você se arrumar, você falar: "Não, agora eu vou fazer alguma coisa". Daí depois não tem problema nenhum. Todos nós gostamos, né, de ficar em casa e ficar confortável. Mas essa essa questão de você ficar em casa eh só com celular, você ficar em casa só deitado, só de pijaminha, por um lado é muito gostoso. Mas eu acho que é a questão do tempo, o tempo que você fica, se você fica lá uma hora, meia hora dentro de casa, deitadinho, é uma coisa. Agora, quando isso e procrastina para muito tempo, Uhum. inteiro. Agora daí já começa a ficar preocupante. Então, e como é que a gente percebe, né, eh, Aline, eh, se a gente passa do normal, né, do dia a dia com pijama ou com uma roupa de ficar em casa, eh, qual que é o primeiro passo? Como, como a, como a gente perceber isso? Geralmente a gente não percebe, não é? é quem percebe é quem está à nossa volta, porque a gente vai procrastinando tanto, a gente vai ficando tanto confortável, entre aspas, que a gente só vai eh eh no looping, né? Agora, quem tá à nossa volta é importante, hã perceber e sinalizar também que, de repente o tempo que você tá passando de pijama, com a roupa de ficar em casa, deitadinho, com o celular, já é um tempo exacerbado que está passando do normal, não é? É exato. Eh, a gente percebe que isso pode estar passando do normal, né, assim, do começando já pro patológico, justamente quando a gente entende que isso pode estar afetando outras áreas da vida também, né? Então essa roupa ela ela tá servindo para quê? Ela é para você ficar confortável, porque você tá eh eh uma questão sensorial, né? Então o nosso corpo às vezes quer se aliviar naquele momento que a gente chega do trabalho, que a gente quer colocar uma roupa mais leve, OK? Mas passar o dia todo, às vezes até, né, o próprio home office aí o tempo todo com esse pijama ou então se procrastinando muito com essa roupa muito muito mais confortável, a gente já começa a pensar aí numa questão de que pode ser uma patologia, né? Então é importante a gente entender o tempo que essa pessoa fica com esse determinado, esse determinada roupa, né? examente confortável, isso acaba afetando o social, o familiar, relacionamentos, o trabalho. Então, quando eu começo a afetar outras áreas da vida, é importante a gente perceber e de repente, né, tirar o pijama, tomar um banho, né, coloca lá uma roupa que você goste, se arruma, você vai ver que seu cérebro vai falar: "Opa, tá pronta para mais um dia, né?" Agora, se você ficar de pijaminha lá, pode ter certeza que você vai querer ficar mais e mais e mais, porque é maravilhoso ficar de pijama, né? Ficar com aquela camiseta que você gosta, aquela bermuda que você gosta, mas eh para tudo tem o seu tempo, né? Então você vai lá, fica, descansa, mas já se ajeita para poder eh seguir, porque o seu cérebro vai entender que você está pronto para, de repente ir trabalhar ou de repente fazer uma caminhada. Importante, tá bom, gente? é a gente controlar essa questão aí, porque o pijama é delicioso e tudo que é bom a gente gosta e se deixar a gente vai ficar de pijama. Mas o grande problema é que o nosso cérebro entende que se a gente tá de pijama a gente vai ficar descansando. E o descanso ele também tem um tempo, assim, a gente não pode descansar por muito tempo, porque senão a gente vai acostumar, né? E daí vai ficar um pouquinho difícil de você levantar para poder eh fazer aí a a as suas eh funções do dia a dia, tá? 8:31. Eh, nós temos algumas perguntas, produção, pode colocar na tela, por favor. Pessoal tá participando com a gente. Vamos lá. Nós vamos hoje até 5 para as 9 e a produção já tá me avisando que tem perguntas, então já vamos conversar com o pessoal de casa, né? A Camila Rodrigues do Swift, olha só, guardo minhas roupas boas para sair e em casa uso só o que está velho. Por que me arrumar só para ficar em casa parece um desperdício. Ah, boa, Camila. Vamos lá. Eh, Priscila, tipo assim, ah, tô em casa, não vou me arrumar, eu vou, tô em casa. Mas por quê, né? Parece um desperdício. O que, o que que tem na nossa ideia de achar que para ficar em casa a gente não precisa se arrumar? Olha, eu vou te dar um exemplo de meu mesmo. Eu quando eu vou tomar banho, quando eu tomo banho à noite, eu chego do trabalho, eu tomo um banho, eu gosto de tomar banho, fazer skincare, passar perfume para dormir. Daí as pessoas podem pensar: "Mas você passa perfume para dormir, por que, né, você vai dormir?" Aham. um um sentimento tão gostoso de amor, de carinho por mim mesma, que eu acho muito bom, muito prazeroso. Pode segurar, não tem problema, não. Pode segurar, segura e vai falando. E o dia que eu não faço isso, eu parece que eu não cuidei de mim mesma e eu não gosto de, por exemplo, eu pego o notebook e quando eu tenho que trabalhar no home office, cliente online, eu não gosto de ficar, por exemplo, em casa na cama. Então, se eu tenho paciente, eu prefiro ficar lá na minha mesa, ter meu escritório. Se eu ficar muito tempo na cama, eu começo a procrastinar, eu começo a ficar enrolando, enrolando, enrolando. Quando você vai ver, passou muito tempo, então eu já tenho que acordar, tomar meu banho, me arrumar toda e ficar lá no escritório. Depois ou depois eu vou pro meu consultório. Muito bem. Olha só, né? E é isso, Camila. A gente tenta se arrumar para ficar em casa para você ver que gostoso. É bom de vez em quando, né? Nem nem sempre, toda hora, mas de vez em quando você ajeita para ficar em casa, que é uma delícia também, tá? Você parece que fica mais ágil assim. E outra, né? Se olhar no espelho assim, fala: "Poxa, olha só, olha para mim", né? Sabe aquela coisa de de se olhar, de de se de sentir aquela coisa de pertencimento, né? De ver você bem? Então, é bom ficar de pijama, mas é bom se arrumar também para ficar em casa. Tá bom? Vamos lá. 8:33. Mais uma pergunta. A gente vai direcionar então pra Aline. Vamos ver quem é que tá conosco. Pode colocar na tela, produção. A Daniela Souza do Jardim Eulina. Minha filha adolescente gosta de ficar de pijama nas férias e eu acabo cobrando que se troque. Como conversar sem transformar eh uma preferência em briga? Eh, principalmente os adolescentes, os jovens, não é? Ali o pessoal gosta de ficar de pijama em casa. E aí, a mãe como é que faz? como é que ela conversa sem transformar a preferência, né, da filha em uma discussão. Sim. Eh, é importante conversar com essa adolescente, né, para que ela entenda a importância de de se arrumar dentro de casa também, né? A gente entende uma questão aí de autoestima, né? Então, é bastante importante que você converse com a sua filha, olha, olha, você precisa trocar por uma questão de vamos viver esse dia, né? Então, tem coisas aí para viver nesse dia também, pessoal. É muito gostoso ficar de pijama, né? Mas pode trocar para uma roupa confortável, mas que não necessariamente seja um pijama. Pode fazer aí uma uma troca. É, agora você veja, né, como como que é o nosso o nosso cérebro. Ele é fantástico, porque assim, a filha adolescente, né, ela tá de férias e aí ela quer ficar de pijama. Então, como tem tudo a ver, né, eu tô de férias, então eu estou descansando. Aí o cérebro já entende está descansando. Então, para eu descansar mais, eu vou fazer o quê? Vou colocar um pijama e aí vem aquela sensação de férias. Tem tudo a ver, gente. Só que ficar de pijama o tempo todo, você acaba perdendo de repente momentos legais que você pode ter nas suas férias. Então, bota lá um short, uma camiseta, vai dar uma passeada, vai curtir um pouquinho e sai do pijama. É maravilhoso, mas todo o excesso tem uma falta, né? Então a gente precisa cuidar com o excesso do pijama também, tá? 8:35. Pode colocar mais uma na tela pra gente, produção, por favor. Eduarda Martins do Chapadão. Vamos lá. Coloco roupa de academia para me animar a caminhar, mas às vezes continuo no sofá. Como fazer essa preparação virar uma ação de verdade. Então, Eduarda, como é que a gente faz, Priscila? A gente tá falando que a roupa ela traz uma conexão eh de de ação, né? que nós vamos ter o pijama, lembra o quê? Traz o quê? O descanso. A roupa da academia deveria trazer pra gente uma conexão de movimento. Agora, a Eduarda tá dizendo que às vezes ela coloca a roupa de academia para se animar a caminhar e fica no sofá. E agora como é ela, como é que ela faz essa preparação de colocar a roupa virar em uma ação de verdade? Eh, tudo vem do comportamento e de pequenas ações. Eh, por exemplo, no meu caso, eu acordo quando eu vou pra academia, eu já coloco meu minha roupinha da academia e nada mais gostoso do que a gente coloca aquele lookzinho, né, diferente compra um look. Eu acho que até é bem bacana a mulher de vez em quando a gente comprar um look novo, daí você fala: "Nossa, eu vou colocar um look novo". Já dá aquela animada, daí você já coloca aquele look novo, toma um um suplemento, toma alguma coisinha, come, né? Tem uma refeição bacana, vai se preparando. Sim. Quando você vai ver, você já tá animada. Agora, se você ficar, por exemplo, o tempo todo em casa, o tempo todo descansando, olhando a tela, olhando televisão, você acaba desanimando muito fácil. É, né? Tem um preparatório para você. Exatamente. É verdade. A gente precisa, você percebe as falas de vocês trazem pra gente o quê? A preparação é importante demais. O nosso cérebro ele precisa dessa previsibilidade. Que impressionante, porque a a no caso da Eduarda Martins, ela coloca a roupa para caminhar, só que aí ela continua às vezes, né, continua no sofá. Só o simples fato de você trocar de roupa e ir pro sofá já vai te prender. É isso, Alice. É isso mesmo. O que eu poderia, né, até dar de sugestão pr pra Eduarda é justamente vá, coloque a roupa e vá e vá. Não senta no sofá, não se permita ficar rolando a tela, rolando o feed, porque isso vai sim te prender, né? A função muitas vezes do celular é nos prender e quando a gente vai ver, já passou uma hora, duas horas, ah, não dá mais nem tempo de ir na academia. Então, coloque a roupa e vá. É porque a partir do momento que você coloca a roupa, o seu cérebro já entendeu ali, né? Opa, ela vai caminhar, então bora que bora. Agora sentou, filho, já era, acabou. Então, coloca a roupa e sai sem pensar. Sem pensar. tem que fazer isso eh eh de uma forma assim meio que eh eh no susto mesmo. Colocou a roupa, foi. Quando você viu, quando você lembrou de rolar o fit, você já tá na metade do caminho. É mais ou menos assim que funciona, né? É isso mesmo. Que coisa, gente. Vamos lá. 8:38. Mais perguntas pra gente, produção, pode colocar na tela. Nós estamos ao vivo conversando aqui sobre a roupa de ficar em casa, aquele pijama delicioso, aquela aquela camiseta, aquela bermuda, né, que tá lá surrada, mas que você gosta dela. Você sabe que isso é maravilhoso, mas acende um alerta porque também traz uma sensação de conforto e essa sensação de conforto ela pode eh eh ficar aí eh te trazendo uma procrastinação e a gente precisa cuidar com isso, tá? Ricardo Mendes da Vila Nova. Olha aí o home office. Trabalho em home office. Costumo ficar de pijama até a hora do almoço. Trocar de roupa mesmo sem sair de casa pode me ajudar a entrar no clima do trabalho? Olha só, Ricardo Aline falou sobre isso e esse negócio de ficar de pijama trabalhando aí não sei não, hein. E aí, Aline? Eu trocaria de roupa justamente e Ricardo, bota a roupa de trabalhar, menino. O nosso cérebro tá ô vai entrar numa confusão aí, não é? Exatamente. Entra nessa confusão porque o pijama, como a gente fala, né? O cérebro lhe associa que você vai ficar descansando. Então por isso é importante trocar a roupa. Como eu falei, pode ser uma roupa confortável também, mas troca esse pijama, né? É uma roupa de ficar em casa. Você tá trabalhando home office, tá tudo bem? Você colocar uma outra uma outra roupa confortável, mas tira esse pijama que você passou a noite inteira com ele. Olha só, né? Interessante, porque será que a gente, o nosso cérebro consegue pensar, eh, raciocinar e eh o que a gente precisa, né, na na no na nossa Ele tá trabalhando home office, então ele trabalha de manhã, então claro, ele tá raciocinando, mas ele tá de pijama e aí acho que dá umas bugadas, não dá não, Priscila. No caso, eh, muuit das vezes a gente fica muito tempo no celular, no feed e aquilo libera uma dopamina muito rápida. É, então é muito prazeroso você ficar ali, você fica olhando, cada hora aparece uma notícia, uma coisa, uma coisa diferente, você vai ficando mais animado com com tudo aquilo e até você sair de casa, você ir até a academia, muit das vezes a gente fica com um pouco de preguiça. Então o nosso cérebro, você precisa, nosso corpo, você precisa tá mudando e moldando, né, os caminhos para que você consiga todos os dias eh ter um um horário certo para você treinar. Isso é muito importante. Você ter uma rotina, você colocar o despertador. Quem eu acho que tem essa teoria da da procrastinação de hoje em dia, você precisa ter o seu hábito certinho, seu horário certo, porque senão você acaba atropelando tudo e acaba não fazendo nada. É verdade, gente. 8:40. Agora, eh, essa roupa favorita de ficar em casa, eh, a gente já falou que pode significar um apego emocional ou não? E você precisa tomar muito cuidado com a questão eh eh de juntar as roupas, né, de de eh acumular, é isso, acumular as roupas. As roupas que a gente escolhe para vestir pode parecer apenas um detalhe de rotina, né? Mas os hábitos que a gente constrói ao redor das roupas, né, ajudou a contar um pouquinho da nossa relação, do nosso da nossa emoção. E é por isso que a gente trouxe hoje esse tema que é a psicologia do pijama, né, que a gente tá entendendo agora o que as roupas eh eh trazem pra gente referente à nossa rotina, ao nosso descanso, à nossa disposição. Então, é, eu gostaria que você desse uma olhadinha aí no seu guarda-roupa e se você tem realmente aquela roupa que te traz algo bom, guarda ela com carinho. Mas se você tem uma outra peça, outra ali que você já sabe que de repente não vale a pena guardar mais, que você pode mudar, porque a gente tá em movimento o tempo todo, né? E a mudança acontece. Hoje eu tô de uma forma, amanhã eu já não sou mais a mesma pessoa que hoje. Então, eh, de repente vale a pena você, desapegar dessa roupa e ver como que o seu cérebro se comporta diante desse desapego. Agora se traz para você aquela procrastinação em que você acaba se culpando de ter ficado o dia todo de pijama e não ter feito o que você gostaria de fazer ou que você planejou. Aí sim é importante que você busque ajuda, né? busque um uma terapia para você entender como o nosso cérebro funciona e de repente eh encontrar maneiras de ir moldando o seu comportamento para que você saia desse looping que parece infinito, né, Aline? É importante a gente entender que a terapia em alguns momentos ela vem para nos orientar, né? para nos orientar no caso dessa questão do pijama, que tem a ver com a procrastinação, que tem a ver de repente com eh eh algo um pouco mais além, uma patologia eh que pode ser uma depressão, uma questão de ansiedade. Então, a gente precisa se atentar e buscar uma terapia que na terapia a gente consegue aprender a lidar com essa sensação. É isso. Exatamente. A terapia a gente consegue equilibrar, né? o importante o equilíbrio das emoções, justamente pra gente conviver bem, viver bem, né? Então assim, é bastante importante a terapia nesse momento, né? Muito bem. E e você no consultório tem algumas questões eh sobre esse tema que a gente tá trazendo hoje? Porque a gente traz o tema, mas a gente não tem noção se realmente pessoal de casa está vivendo essa situação. Tem essas questões dentro de consultório, tem bastante, principalmente quando eu tava falando, né, no home office, alguns pacientes, a maioria dos meus pacientes trabalham home office. Então eu sempre falo, vamos, vamos lá, vamos fazer uma rotina, né? E começando justamente por tirar esse pijama e colocar uma outra roupa, né? Tem alguns que não precisam aparecer na câmera, né? Não precisam necessariamente estar ali eh super arrumadinhos, né? Então tá tudo bem colocar uma outra roupa mais confortável, mas é muito importante. É é além para tirar o pijama, né? Então é escovar os dentes, arrumar o cabelo, passar uma água no rosto, não precisa necessariamente passar uma maquiagem, passar um protetor solar, enfim, né? Então se arrumar mesmo. Então sim, aparece bastante essas questões no no consultório, né? E aí quando a gente entende que isso já tá passando, né, do ponto, aí a gente começa a entender que pode ser uma patologia, mas geralmente é uma questão mais de organização de rotina mesmo. Uhum. Muito bem. Previsibilidade, organização de rotina, como é que é para você, né, você psicóloga eh eh trabalha com essa questão de comportamento, né? Eh, você no dia a dia, você lida com essa psicologia do pijama? Eu acho que isso veio muito da pandemia. Exato. Durante o período da da pandemia, as pessoas elas ficaram muito em casa, até mesmo quem não trabalha home office. Muita gente ficou às vezes desempregada, muita gente não não pôde trabalhar porque tinha atendimento ao público. Então começou ali essa cultura do pijama, de ficar muito tempo em casa e isso trouxe até os dias de hoje. Você vê que muita gente hoje em dia, final de semana tá você, antigamente você via rua lotada, parques. Hoje em dia as pessoas elas preferem muit das vezes ficar em casa, ficar em casa vendo um filminho, só que aquilo vai trazendo eh um pouco de desânimo. E esse desânimo, como eu falei, um, dois dias é uma coisa. Agora, se se isso percorrer uma semana inteira, um mês inteiro, já começa a ficar algo preocupante que pode vir a uma patologia de um transtorno de ansiedade, uma depressão. Eh, então é isso, gente, a gente precisa se atentar. E você trouxe algo bem interessante, que é a questão da pandemia mesmo, né? Nós temos aí um mundo antes pandemia e pós pandemia e a partir da pandemia nós adquirimos alguns hábitos, né? E a internet, essa questão de de rede social ficou bem mais forte, as pessoas interagindo pela rede também ficou eh eh mais forte depois da pandemia. E aí quando você interage pela rede, você não precisa sair de casa. E ficando em casa, você acaba ficando com uma roupa confortável. E essa roupa confortável pode trazer para você uma procrastinação que às vezes você nem está percebendo e você só vai perceber quando você entender que você não tá saindo mais de casa, que isso tá te trazendo, de repente uma tristeza, uma sensação, sabe aquela sensação ruim que você um looping mesmo de você ficar na cama? Então a gente precisa olhar com mais cuidado e com mais carinho. Agora 8:47 a gente não temos mais perguntas, né? Então a gente vai encerrando o programa de hoje, a gente tem que entregar mais cedo. Então quero agradecer a sua participação aí de casa, né? Você que tá de pijama, já correu para trocar o seu pijama, que eu sei, parabéns. Tá bom. E o pijama é isso, gente. É pra gente dormir confortável, usar de vez em quando, né? Aí não é a roupa que a gente que que vai ã nos trazer de repente, qual é a palavra que eu posso usar? Ação, né? Porque no seu dia a dia você tem um momento de descanso, descanso, mas você precisa de ação também. Então quando vai descansar bota o pijaminha. Quando precisa de ação, vai lá, se olha no espelho, se arruma, prende o cabelo, vamos que vamos e bora que bora, porque as coisas vão dar certo, né? Os hábitos, gente, os hábitos eh eh fazem todo sentido. A previsibilidade, o nosso cérebro ele gosta disso. Então, a gente precisa entender como que o nosso cérebro entende a nossa relação com descanso, com conforto e com a organização do nosso dia a dia. Gostaria de agradecer a participação de vocês. Muito obrigada pela presença, pela contribuição, né, pelas informações. Priscila, muito obrigada pela sua participação. deixar uma mensagem aí pros nossos telespectadores que de repente já levantaram, já trocaram de roupa, mas tem alguns que estão de pijama ainda, então importante a gente repetir. Vamos lá. Primeiramente eu agradeço pela participação, eu amei. E eu quero falar pros pros telespectadores, a gente levanta hoje, vamos se arrumar, vamos curtir esse esse dia tá lindo e aproveitar a nossa vida, né? Porque a vida ela é muito curta. Uhum. É isso mesmo. Para quem precisar, faz uma terapia, tá se sentindo ansioso, tá se sentindo triste, vem pra terapia que a gente vai cuidar de vocês. É isso mesmo, gente. Muito obrigada mais uma vez, viu Aline? Obrigada por você ter vindo, obrigada por compartilhar com a gente, né? São são assuntos importantes de se conversar, porque são coisas de dentro de casa, do nosso dia a dia, que às vezes a gente nem percebe, a gente vai vivendo no automático e tipo assim, o meu pijama tá me fazendo mal, poxa, mas eu gosto tanto dele, né? E às vezes a gente precisa de conversas como essas, eh, com pessoas especialistas que vão fazer a gente virar a chave, cair a ficha, fala: "Opa, pera aí, vou experimentar tirar o pijama hoje". Então, muito obrigada pela sua participação, deixa uma mensagem pro pessoal de casa e gratidão por ter vindo. Eu que agradeço o convite. Adorei participar do programa e é isso, né? Como a a própria Priscila já falou, vamos tirar o pijama. Vamos começar o dia. O dia tá muito bonito, né? Como a gente viu aí na previsão do tempo, né? Então vamos começar o dia. É ação. Hoje ainda terça-feira, então tem bastante coisa ainda pela frente. É ação, gente. Bora que bora. Vamos lá. Agradecendo a sua audiência, a sua companhia. Lembrando que ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com Gabriel Castro. A programação da TV Câmara Campinas segue, sempre feita com muita responsabilidade e também muito carinho de toda a nossa equipe, especialmente para você. Nós temos eh eh também atividades na Câmara ao vivo. Nós vamos transmitir aqui pela TV Câmara Campinas também no YouTube. Você está convidado para assistir, para participar também presencialmente no plenário, tá? E amanhã nós temos Estúdio Câmara novamente. Bom, vamos lá. A pergunta para você, você consegue ficar desconectado? Hum. Bom, vamos lá. Celular, internet, redes sociais, a gente sabe que faz parte da nossa rotina, mas será que a gente precisa estar conectado o tempo todo, hein? Tem gente que prefere ficar longe das redes, sabia disso? Outras pessoas acabam limitando o uso de celular e escolhem resolver a vida de forma mais presencial. Mas em um mundo cada vez mais digital, até onde vai essa escolha, né? Quando estar desconectado, deixa de ser uma opção e pode significar dificuldade para trabalhar, se relacionar e até acessar o serviço, porque tudo tá na palma da mão no celular. Então, no próximo estúdio Câmara, a gente vai falar sobre limites da conectividade e os desafios de viver em uma sociedade cada vez mais digital. Você sabe que tem gente que já tá trocando de celular. eh, escolhendo um que já não tenha mais internet, que só está voltando, retrocedendo, né, voltando com o celular só de fazer ligação. Tem pessoas que estão eh saindo das redes sociais e tem pessoas que continuam, mas tem gente que está entendendo que, de repente desconectar das redes conexão consigo mesmo. Então, a gente vai conversar sobre isso amanhã, a partir das 8 da manhã em mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Um grande abraço para você, fique com Deus. Um ótimo dia, se cuide, tá? Tira o pijama, bora viver, bota uma roupa, se ajeita, sacode a poeira, dá a volta por cima e vamos que tem um dia lindo esperando por você. Valeu, gente. Beijo, se cuide. Até amanhã.
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