Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Olá, muito bom dia pra você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando Estúdio Câmara ao vivo na manhã desta quinta-feira, dia primeiro de outubro. E aí, como é que você está? Tudo bem? Por Aqui tudo ótimo! Quero te convidar para conversar hoje sobre as nossas crianças. Toda criança começa a mostrar quem é muito antes de conseguir explicar isso em palavras, né? Na roupa que quer vestir, na brincadeira que prefere, no esporte que gosta ou não gosta e até naqueles simples não, eu não quero, que pega muitos adultos de surpresa. Mas quando uma criança faz escolhas diferentes do que os pais imaginavam, estamos diante de um problema ou de um sinal de que ela está construindo a sua própria identidade. É sobre isso que nós vamos falar hoje, a construção da identidade, a autonomia das nossas crianças. Eu quero te perguntar o seguinte, você lembra de alguma escolha da sua infância que os adultos não entendiam, mas que era importante para você? Você já se colocou no lugar da sua criança aí de casa, né? Do seu filho, da sua filha, você que é cuidador de alguma criança, você já se colocou no lugar? Quando a criança escolhe alguma coisa e você diz não, não pode, não vale a pena, enfim. Participe com a gente, vamos conversar sobre isso hoje. Nós já estamos aqui com as nossas convidadas, daqui a pouquinho vamos apresentá-las. E é importante a sua conversa, de repente, a sua experiência, ou se você tem uma dúvida, fique à vontade para conversar com a gente, 19 9782 93776, mande sua mensagem, produção Apostos, para receber você, que é muito importante para a gente, e a gente te convida para participar aqui do Estúdio Câmara. Agora nós vamos com algumas informações, atenção, olha só gente, os ônibus do transporte público coletivo de Campinas, eles serão gratuitos, está no primeiro turno das eleições 2026, neste domingo, dia 4 de outubro. A medida atende à resolução do Tribunal Superior Eleitoral e foi oficializada pelo Decreto Municipal 24.661 de 2026. Então, o horário da gratuidade é das 6 da manhã até as 7 da noite. A Indec vai determinar frota equivalente aos dias úteis, tá? E após o horário, após as sete da noite, a operação vai retomar a escala normal de domingo. Agora, o Pai Serviço vai atender as pessoas com mobilidade reduzida das seis e meia da manhã às seis da tarde, só que é mediante agendamento prévio, tá? E esse agendamento deve ser realizado em dias úteis, das oito da manhã até as oito da noite. WhatsApp para você que tem mobilidade reduzida, que vai precisar aí do atendimento do Pai Serviço. 19, 37, 31, 29, 10, tá? Ou então você diz que é 118 e aí puxa a opção 2, tá certo? E também aplicativo, tá? Então você que vai precisar aí dos serviços, faz serviço, lembre, 19, 37, 31, 29, 10, você precisa fazer um agendamento, tá certo? Muito bem, gente, olha, e Campinas promove a partir da próxima segunda-feira, dia 5 de outubro, a Semana do Idoso. O evento gratuito traz palestras sobre saúde, autonomia, combate a golpes digitais e um baile de encerramento. As atividades acontecem sempre às 9 da manhã no Centro de Vivência do Idoso, no Parque Taquaral, e o baile será na Vila Marieta, tá? Então, não é preciso se inscrever, basta você comparecer e, para conferir a programação completa, você pode acessar o site da Prefeitura. Então, você digita lá, né, o site da Prefeitura, campinas.sp.gov.br, ou então, você liga para o telefone 156 para mais informações. Aproveite, então, a partir de segunda-feira aí, muitas atividades em alusão à Semana do Idoso. Agora, vamos à previsão do tempo. Estamos esperando uma frente fria, será? Pois é, olha só. Hoje, muitas nuvens, com chuva recorrente, pancadas e trovoadas isoladas, especialmente à tarde. Isso é o que diz a previsão do tempo e a gente vai repassando para você, tá? Mínima 19, máxima 26 graus. Então, de acordo com a previsão, a partir de hoje, nós teremos aí à tarde, principalmente, chuvas, né? e amanhã também me parece que já temos mais chuvas consideráveis e aí a gente vai te atualizando porque domingo nós temos a votação, a eleição e aí todo mundo fica perguntando como é que vai ficar o tempo como é que vai ficar o tempo, a gente vai atualizando vocês aqui dia a dia tá bom? Agora sim voltamos ao nosso tema central pode voltar pra mim produção isso aí, olha tema central do programa, personalidade e liberdade na infância. Bom, todo pai, mãe ou responsável deseja ver uma criança crescer segura, feliz, preparada para a vida. E, gente, é justamente por amor que muitas vezes surge a vontade de orientar cada passo, corrigir cada escolha, evitar qualquer erro pelo caminho. Mas tem uma grande diferença entre educar e tentar definir quem uma criança deve ser. A infância é um período de descobertas em gostos, interesses, preferências e formas de se relacionar. Isso começa a aparecer e ajuda a formar a identidade de cada pessoa. Tem uma meta-análise publicada em 2025 em uma revista americana de psicologia que encontrou a associação entre o apoio à autonomia também por parte dos pais e indicadores de bem-estar infantil. Aí tem estratégias baseadas em controle psicológico que aparecem associadas a mais sinais de sofrimento emocional. Então, como é que a gente traduz isso? Essa pesquisa mostrou que algumas crianças sentem um sofrimento emocional por conta da forma que os cuidadores tentam direcionar a educação, a criação, né? São limites, é liberdade, é equilíbrio, é proteção, onde é que a gente está errando? Então vamos tentar entender sobre a personalidade e a liberdade na infância? Para isso, nós recebemos aqui no estúdio a psicóloga Jaqueline Sairaiva, ou Sairaiva, seja muito bem-vinda, ela é especialista em terapia cognitivo-comportamental, análise do comportamento aplicada e desenvolvimento infanto-juvenil. Muito bom dia para você, Jaqueline, obrigada pela sua participação. Bom dia, Rúbia, é Sairaiva mesmo, Sairaiva, é um prazer estar aqui, obrigada pelo convite, bom dia para o pessoal aí de casa também. Maravilha, vamos conversar muito hoje sobre educação, é tão bom a gente aprender como a gente manejar a educação dos nossos filhos, né, às vezes a gente está sendo rude demais e a gente nem percebe, e as nossas psicólogas, especialistas, elas nos ensinam a forma de manejar essa educação para que tudo corra de uma forma mais leve, sabe? Para completar a nossa dupla de hoje, a gente recebe a psicopedagoga Hilary Navarro. A Hilary é formada em psicopedagogia pela Unicamp, é pós-graduada em neuropsicopedagogia e também pós-graduada em psicomotricidade e desenvolvimento infantil. Essas duas conhecem da área infantil e vão nos orientar. Então, queria dar as boas-vindas, obrigada pela sua participação, bom dia. Bom dia, Rúbia. Bom dia, Jaqueline, que me acompanha também. A gente vai falar um pouquinho hoje, então, sobre as infâncias, né? Sobre esse tema tão importante. E só uma correção, a formação é em pedagogia e a especialização em psicopedagogia. Muito bem, tá certo. Vamos lá, então, gente. Olha, na prática, né? Na prática, a construção da autonomia, ela começa em situações muito simples do cotidiano. Às vezes a gente não percebe, mas a gente já vai ensinando, né? A gente já vai construindo a autonomia das nossas crianças, mesmo sem perceber. Analise aí, pequenas escolhas, né? Que parecem ser importância pra gente, pode ter um significado enorme pra uma criança. Então a gente já começa perguntando pra Jaqueline, por que que essas decisões aparentemente simples, que o adulto às vezes não percebe, como escolher uma roupa, escolher uma brincadeira, negar algo que a incomoda. Por que isso é tão importante para o desenvolvimento da identidade infante? Então, Rubia, isso tudo começa desde muito cedo, né? Então, desde o primeiro momento, desde que a criança possa fazer essas escolhas, desde pequenininha, isso já vai ajudando ela a descobrir o que ela quer, o que que ela gosta, e além da identidade, a gente também já começa a desenvolver a autoestima dessa criança, porque ela entende que ela pode fazer escolhas, né, e que ela tem um ambiente seguro pra isso. Então, além disso tudo, né, do desenvolvimento da autoestima, desse início do desenvolvimento de identidade, a gente mostra que ela tem um ambiente seguro, e esse ambiente seguro é o que vai favorecer pra essa construção de identidade e de personalidade, né, porque é uma construção. Então, Essa importância inicia nessa forma de como essa criança se sente. Muito bem. Importante você de casa, sabe, como seu filho, sua filha, né, se sente. Importante a gente tentar entender. Agora, Hilary, momentos nossos, né, de adultos, a gente acaba confundindo orientação com controle, gente. Nós fazemos isso, a gente confunde. às vezes é sem perceber que a gente faz isso então a gente precisa entender e perceber quando isso está acontecendo a gente está confundindo orientação com controle e aí a gente vai sufocando a nossa criança, eu gostaria que você explicasse pra gente como é que a gente faz pra perceber isso, e por que que às vezes a gente faz no automático, sem assim ah, mas eu estou fazendo isso? você está, não, não estou, tem que parar analisar e entender Perfeito. O que acontece muitas vezes é que o adulto tem muitas expectativas sobre a criança e a gente precisa ter esse cuidado em relação ao que a gente espera da criança e essa autonomia que a criança está construindo, então a sua identidade sendo construída. Eu costumo trazer uma reflexão muito importante que vai nortear também o nosso tema de hoje, que é pensar se essa escolha o que eu quero para essa criança na hora de escolher colocar a criança como a criança corre um risco isso causa um risco a vida, a integridade dessa criança ou a escolha dessa criança apenas não corresponde a minha expectativa enquanto adulto então essa é uma boa reflexão para a gente pensar sobre antes de tomar uma decisão pela criança Tem coisas sempre que são responsabilidades do adulto, o adulto deve decidir, mas que a criança também pode ajudar, né? A gente vai falar um pouquinho hoje sobre aonde pode partir essa participação da criança, aonde ela consegue tomar suas decisões e escolhas. Excelente, excelente. Muitas vezes a intenção nossa é proteger, né? Mas o problema é que tentando, a gente tenta evitar as frustrações, os erros, né? E a gente pode acabar ocupando um espaço que deveria pertencer à própria criança. A frustração, ela existe na nossa vida e é algo constante. A gente tem que aprender a conviver com ela. E aí, nessa questão de tentar proteger e evitar que a criança se frustre, será que a gente está ajudando ou a gente está atrapalhando na construção da identidade, né? Agora eu pergunto para a Jaqueline, como é que a superproteção pode interferir na capacidade de uma criança de desenvolver a autonomia e a confiança nas próprias escolhas? Porque se eu escolho para ela, ela de repente não tem autonomia, ela vai se acostumar com isso e não vai escolher. E se ela cresce não tendo autonomia e poder de escolha, como é que ela vai ser como adulta? Então como é que isso interfere na capacidade de desenvolvimento das crianças? a gente sempre tentar super proteger e fazer as escolhas por elas nesse ponto a gente sempre tem que pensar na criança do futuro o que a gente está deixando de ensinar hoje o que isso pode atrapalhar lá no futuro então a partir do momento em que essa criança não tem oportunidades de escolher ela não vai ter ela não vai ter a capacidade ela não vai ter a oportunidade de desenvolver a sua autoestima, a sua autoconfiança e aí a gente vai ver no futuro um adolescente ou um adulto, né, inseguro né, então aquela pessoa que tá sempre dependendo do outro, buscando a aprovação do outro, né e que aí isso gera vários outros transtornos emocionais mesmo, né, então uma criança que vai estar sempre dependendo, um adulto, né no futuro vai estar sempre dependendo de uma aprovação, dependendo de alguém do seu lado, alguém escolhendo por ele, uma pessoa insegura, uma pessoa indecisa, né? E aí são vários pontos que a gente pode evitar, né? Ou pelo menos facilitar desde a infância, desde que o ambiente seja seguro e favoreça isso. Muito bem. Agora, Hilary, a psicologia observa em crianças que crescem com essa pouca oportunidade de decidir coisas compatíveis com a idade dela, o que a psicologia traz pra gente, porque imagina a gente precisa entender que precisa fazer sentido essa escolha, então a criança, ela tem oportunidade de decidir situações compatíveis com a idade dela, mas se mesmo diante do poder de decisão que está compatível com a idade essa criança, ela é impedida de decidir O que a psicologia traz referente ao desenvolvimento, né? Como essas crianças, elas crescem? Bom, é importante a gente pensar que a infância é um momento de descobertas. Então, a criança vai experimentar, vai experienciar as coisas, né? Enquanto adultos, nós devemos dar um ambiente seguro para que essa criança possa experimentar aquilo que ela gosta, aquilo que ela não gosta, fazer suas descobertas no mundo, né? tendo essa proteção do adulto, então um ambiente seguro. O que acontece é que quando essa criança é privada dessas escolhas, ela vai, como disse a psicóloga Jaqueline, ela vai sendo condicionada a uma insegurança, porque ela não consegue desenvolver a sua autonomia, a sua personalidade, a sua identidade. É legal a gente pensar, então, em escolhas cabíveis à faixa etária, a condição cognitiva também dessa criança, né? E também pensar em como essa criança quer se expressar no mundo, né? A gente tem aí muitos documentos que se baseiam nisso, então a gente tem o ECA que é o Estatuto da Criança e do Adolescente a BNCC, Base Nacional Comum Curricular, são documentos que vão falar sobre a criança sobre adolescente, sobre educação que garantem que a criança deve ter um ambiente para experienciar novas coisas, fazer novas descobertas e assim se encontrar no mundo. É verdade, né? Porque nós vamos ensinar, mas a gente deve ensinar que a criança também tem a autonomia e a liberdade de descobrir coisas todos os dias. E a gente precisa, sim, estar ali no apoio, no cuidado, mas, dependendo da situação, não interferir no poder de escolha. dessa criança. Agora, tem uma dúvida bem interessante e bem comum, Jaqueline, entre as famílias, porque a autonomia, ela não significa deixar a criança fazer tudo. Então, como é que a gente vai entender essa questão de autonomia, né? Porque vamos lá, vamos colocar no dia a dia aí. Eu vou dando autonomia pra criança, ela vai entendendo que ela tem o poder de escolha, e aí eu perco a mão. E daí vai causar problema? Explica pra gente como que a gente deve se portar diante desse desafio, né? Porque eu acredito que educar é desafiador. É muito desafiador. É muito desafiador, de fato. Mas dar autonomia pra criança é totalmente diferente de não dar limites a essa criança. Até porque a criança precisa de limites, Ela está aprendendo e ela precisa entender até onde ela pode ir, até onde é seguro ir. Então, essas escolhas, como até a Hilary falou, compatíveis com a idade, de forma segura, mas os pais também precisam entender o que é negociável e o que não é negociável. Então, se a gente pega coisas do dia a dia, por exemplo, tomar banho. Tomar banho é negociável? Eu acho que não. Mas o que é negociável? Talvez o horário de tomar banho? Talvez. Mas não abrir mão do tomar banho, que é o não, o que não é negociável. Então, é necessário entender que a autonomia existe, ela é importante, mas sim com limites seguros, com oportunidades seguras. E mostrando para a criança também o que é seguro, de fato, para que ela tenha essas oportunidades. Então, a gente precisa entender essa diferença realmente, né? De uma educação assertiva e não uma educação liberal, né? Onde a criança faz somente o que ela quer. Muito bem. Você sabe que a gente, parando para analisar a personalidade da criança, ela começa a aparecer quando a vontade dela não corresponde à vontade dos pais, né? Vocês me corrijam se eu estiver errada. E aí o pai vai falar, poxa vida, olha só, a gente precisa também entender que quando a gente dá autonomia para a criança, a gente ensina o poder de escolha para essa criança, pode ser que a escolha dela não seja aquilo que eu escolheria. E aí, será que está tudo bem? Por que alguns pais, Hilary, têm dificuldade de aceitar que os interesses dos filhos não estão compatíveis com os interesses deles? Bom, pode ser bem polêmico, né? Mas é importante a gente retomar a questão da expectativa, né? Muitos pais têm muita expectativa sobre essa criança para que ela seja uma extensão, então, dessa mãe, desse pai, desse contexto familiar, né, onde essa criança está inserida. E, na realidade, a gente cria as crianças para o mundo, então, elas precisam experienciar novas coisas, é claro, sempre trazendo os valores na educação, os pais são fundamentais nesse momento, aí a gente vem com uma rede de apoio também, Então a escola, a família, a comunidade, o contexto todo dessa criança para que ela consiga construir por si própria o seu pensamento, as suas condições, o que ela pensa, o que ela gosta ou não. Mas é importante a gente prestar atenção um pouquinho nessa questão da expectativa sobre o que a gente idealiza para essas crianças. eu posso gostar muito de um esporte e não necessariamente o meu filho vai gostar desse esporte então é necessário a gente dar a liberdade pra que essa criança escolha qual esporte ela quer praticar a música que ela quer ouvir as cores que ela quer usar o brinquedo que ela quer brincar e por aí vai eu queria só complementar que uma eu acho que é legal a gente pensar e sempre lembrar que é inevitável que os pais influenciem de alguma forma, porque a criança ela está o tempo todo observando mas ela é uma observadora ativa então ela vai me observar e ela vai reproduzir o meu comportamento então os pais vão influenciar até certo ponto, mas o que é importante é que essa criança possa em algum momento decidir se de fato ela gosta daquilo que ela está vendo e vivendo com os pais aquela influência, se é realmente aquilo que ela gosta e que ela quer continuar vivendo, ou se ela pode escolher uma coisa diferente, né, então eu acho que é importante lembrar, existe a influência mas a criança precisa ter essa liberdade de em algum momento sair disso se ela quiser Muito bem, agora pode continuar É, só pra continuar Por favor, adoro quando vocês fazem isso Só pra pegar o gancho, a Jaqueline trouxe essa questão da criança ser ativa, né, então isso é uma coisa necessária da gente olhar essa criança tá sendo ativa no seu processo de desenvolvimento porque se a criança tá sendo muito passiva, alguém tá sendo autoritário, né? Alguém tá impondo tudo pra essa criança e privando ela do direito de escolha, da possibilidade de escolher coisas diferentes desse adulto que tá impondo alguma coisa a ela. Então é necessário a gente ter esse cuidado, né? De ver é como essa criança reage aos estímulos do ambiente. Então, é uma criança que tá sempre muito quieta, ela sempre aceita tudo que é dito pra ela, ou é uma criança questionadora, curiosa, porque o normal da infância é ser assim. Claro que existem determinadas e diferentes personalidades, né? Crianças mais quietas, crianças mais agitadas, mas o normal da infância é que as crianças perguntem, é que elas busquem saber das coisas. Então, é uma observação importante. Muito bom. Agora, a gente está falando aqui quando o interesse da criança não é compatível com o interesse do pai da mãe, do cuidador e aí a gente acaba se frustrando um pouco é natural e às vezes até é meio que inconsciente a gente fazer isso agora a criança o que acontece Jaqueline quando essa criança ela só recebe aprovação dos cuidadores quando ela percebe, que aliás Ela só recebe aprovação dos cuidadores quando ela faz aquilo que o cuidador determina. Então, ela tomou uma atitude que, de repente, ela é repreendida, porque ela fez algo que ela decidiu, né? Mas quando ela faz algo que já está pré-determinado pelo cuidador, aí ela é aprovada, ela recebe um parabéns. Então, o que causa na questão mental dessa criança, quando ela só é aplaudida, é aprovada, quando ela faz algo que foi determinado pelo cuidador e não escolhido por ela? Tá. Bom, na análise do comportamento, a gente vai dizer que os comportamentos, eles são aprendidos. E a gente aprende através de reforço. Neste exemplo, essa criança está recebendo reforço social o tempo todo por comportamentos que são esperados por esses pais, né? E aí, quando um comportamento é reforçado, ele se mantém, ele se repete. Então, essa criança vai ao longo dessa vida, dessa história, ela vai aprender que o que ela precisa fazer é aquilo que o outro quer, é aquilo que o outro espera, porque é só assim que ela será reforçada. Isso. então ela vai deixando de pensar e de sentir o que de fato ela quer, o que de fato ela gosta o que de fato ela sente, porque ela precisa agradar ao outro então isso é uma grande problemática de fato, porque aí a gente tem uma criança que não vai desenvolver sua autonomia não vai desenvolver seu autoconhecimento ela não vai ter sua autoestima, sua autoconfiança são muitas problemáticas ali que podem surgir a partir desse ponto e aí a gente já vê o quanto é importante realmente que essa criança tenha essa liberdade e essa segurança e de novo, pensando sempre na criança do futuro e essa criança também possivelmente vai ser a criança que a Hilary falou, passiva que é a criança boazinha aquela criança que aceita tudo que diz amém pra tudo Muito bem. E o impacto, Hilary, de crescer em um ambiente onde a criança sente, né, que pode se expressar sem medo, de decepcionar os adultos, porque a Jaqueline trouxe, é o impacto de uma criança que cresce sendo repreendida, caso ela mostre, demonstre a sua personalidade, a sua decisão de escolha. Agora, e a criança que ela vai vivendo a sua infância com poder de decisão, entendendo os limites, tendo poder de escolha, aceitando e entendendo que a frustração faz parte da vida, essa criança ela vai ter um melhor desenvolvimento de repente na escola, com habilidades sociais, como que é? Com certeza. Essa criança vai demonstrar, né, nas suas atitudes, então, seja na convivência escolar, na convivência familiar, esse poder de decisão, né, de ter as suas próprias escolhas. O que isso pode impactar, né? É muito legal a gente conseguir observar a infância como esse momento de experimentar. Mas sabendo que a criança tem um lugar seguro. Então, ela caiu, ela tem uma mãe, ela tem um pai, ela tem algum familiar que vai poder protegê-la, cuidar dela, né? Então, pensar nesse ambiente onde a criança é estimulada pra ter suas próprias decisões. Assim, ela cresce uma criança com sua própria personalidade, com a sua própria identidade, né? E pode fazer as suas escolhas, sejam elas escolhas mais simples, como um estilo de música que gosta de ouvir, ou até a profissão que ela quer seguir quando ela for adulta, né? Então, qual a importância da gente dar essa liberdade na infância, essa escolha? A gente trabalha muito as funções executivas, né? Então, o escolher é uma das coisas que a gente precisa trabalhar pra que essa criança possa adquirir e desenvolver esse poder de escolha. E como a gente já havia dito, isso é muito cabível a cada idade. Então, claro, uma criança pequena vai ter decisões que impactam menos, né? Então, uma criança pequena pode decidir a cor de uma roupa que ela quer usar. Ela vai crescendo, né? Conforme vai crescendo ela pode ter outros tipos de decisão. Então, o brinquedo que ela quer brincar, eu gosto muito de trazer algumas situações do dia a dia pra gente refletir um pouco, então vamos pensar numa criança num parque né, então ela tá brincando e tal, e aí o adulto tá toda hora falando pra ela, não vai não sobe, você vai cair, vai se machucar, a criança não vai tá à vontade pra experimentar esse mundo é muito diferente de quando a gente tem falas como, pode ir qualquer coisa, eu tô aqui é um ambiente seguro, eu tô aqui pra te ajudar me dá a mão, a gente vai junto né, então é o adulto ajudar a inserir essa criança no mundo, então é voltar praquilo, né, de que a autonomia não é a ausência de limite, mas sim proporcionar esse ambiente seguro e quando a criança cresce nesse ambiente isso vai trazer muitos impactos positivos Olha só, né, essa essa ideia do parquinho, né, que impressionante, você aí pai você mãe, você cuidador faz uma autoanálise eu fiz muito isso, né, leva no parquinho e daí fica repreendendo a criança né, poxa vida, você vai cair, não você vai se machucar, mas é importante deixar cair se machucar, porque a criança precisa entender que nós estamos aqui para proteger né, mas que ela precisa enfrentar o desafio sozinha, é isso né Sim, exatamente, é importante a gente deixar a criança errar porque é errando que a gente vai aprender, né, de fato então, e eu me vi, não me vi, na verdade eu vi o meu filho nessa situação com a avó ali falando, ai ele vai me machucar né, e eu sou muito essa pessoa que fala, Titi, tá tudo bem se ele cair, a mamãe tá aqui, né é, e a gente faz isso, né, eu acho que os adultos fazem isso porque querem proteger e tudo bem querer proteger mas deixar errar deixar frustrar também é proteção, porque também é ensinamento a gente também vai ajudando essa criança a crescer emocionalmente a lidar, a conhecer as emoções entender que tudo bem chorar tudo bem sentir dor tudo bem se sentir feliz também enfim, acho que tem muitas coisas que a gente consegue ensinar simplesmente deixando a criança tentar deixando a criança errar e sempre mostrando que se ela não conseguir, ela vai tentar de novo e tá tudo bem, né, uma hora ela vai aprender, e ela tem alguém ali pra apoiá-la caso não dê certo, né pra apoiá-la caso ela precise que ela tem pra onde voltar, de fato muito bom só pegando o gancho aqui, né, trazendo isso que a Jaqueline trouxe, então de deixar a criança errar É importante que a gente preste atenção nisso também, né? Porque o reforço, como a Jaqueline falou, ele não deve ser só nesse momento de acerto. Então, a criança acertou, ela tem um reforço para isso, para que ela continue fazendo, tendo determinado comportamento. Mas quando ela está tentando também, né? É importante que ela saiba que o adulto está ali preparado para ajudar ela enquanto ela tenta, enquanto ela está em desenvolvimento. Então, a criança fez uma coisa, não necessariamente como o adulto esperou, não deu a resposta esperada que bom que você tentou, parabéns por você tentar, é assim que a criança vai construindo a sua autoconfiança internalizando esse pensamento de eu consigo eu posso fazer, e é daí que a gente cria uma criança de personalidade forte, que vai seguir aí sendo um adulto que consegue se posicionar que consegue decidir sobre a sua própria vida exatamente, essa questão do posicionamento é muito importante porque tem muitos adultos hoje, se a gente para para analisar, vamos lá, vamos ser realistas. Tem muitos adultos hoje que não sabem dizer não, que agradam as pessoas porque sentem a necessidade que precisam estar sempre agradando para, de repente, pertencer a algum lugar, a um grupo. E se a gente para para ver, isso foi criado lá na infância, né? E como é importante a gente entender que tudo começa na infância, a gente pode repetir os comportamentos que nós tivemos na infância quando adultos. Então, por isso que a gente traz esses temas para, de repente, você que tem casa, que é cuidador, você que é mãe, você que é pai, a gente sabe que a gente sempre quer acertar, eu também sou mãe, eu errei. tentando acertar, né, e depois corrigi o erro e fui, e assim é o nosso dia a dia, não vem com um manual de instrução, a gente não sabe mesmo, e tá tudo bem, né, mas é importante a gente entender alguns pontos específicos que vão refletir lá na vida, na fase adulta das nossas crianças, Então, de repente, essa questão da autonomia, de dizer não, de superar a frustração, de entender que eu vou cair mesmo, mas que eu vou conseguir levantar e que, de repente, tem alguém, tem uma rede de apoio para me ajudar. Então, hoje eu não estou bem, amanhã eu melhoro e vamos embora. É muito importante, porque faz parte da nossa vida como um todo, né, Jaqueline? Se a gente para para pensar, a gente vai viver o tempo todo assim, né? Um dia você está bem, um dia você não está, um dia você cai, um dia você levanta. Um dia você se frustra, um dia você tá feliz. Isso começa na infância e perdura pela vida toda. Com certeza, isso é a vida, né? Essa é a vida acontecendo. E é importante que a criança entenda isso também, né? Que tem dias que são melhores, outros nem tanto. E isso também, eu acho que entra num ponto importante, como essa criança vai lidar com isso, que também faz parte de quem ela é, e que também é algo que ela vai aprendendo através dessa observação dos adultos. Então, como é que o adulto lida com frustração? Como é que o adulto que tá ali lida com a raiva? E olhar pra isso é importante porque a criança também tá olhando. A criança tá observando o tempo todo. Então, se o adulto não sabe lidar com essa raiva e com essa frustração, essa criança também vai ter mais dificuldade pra aprender a lidar com isso, né? Com esses dias que não são tão bons. então, acho que é legal a gente olhar pra isso também porque, como a gente já falou, o adulto influencia e essa forma do adulto de lidar com a vida vai influenciar também como essa criança encara as coisas, né, então o adulto que só reclama a criança vai reproduzir esse comportamento também, né então, agora o adulto que tenta e tá ali, né tentando e mostrando isso para a criança, essa importância do tentar e do errar, né? Do quanto isso faz parte dessa construção de quem somos, essa criança também vai ter um modelo muito melhor para seguir, né? Excelente, é verdade, né? Nós somos espelhos para as nossas crianças, elas estão nos observando o tempo todo. Às vezes você acha que não, mas está aqui, estão aqui as nossas psicólogas para dizer para você que sim, as crianças nos observam, nos copiam e guardam, elas guardam na memória tudo aquilo que elas estão vivendo, observando, ouvindo, é muito importante a gente se atentar a isso, né Hilary? Muito importante, é importante a gente estar prestando atenção sempre na nossa conduta como adulto, né? então como a gente age como a gente reage como você disse, né, são desesperos pra essas crianças, então essa criança vai se desenvolver e vai criar a sua identidade personalidade a partir do meio que ela tá inserida, então do contexto e tudo isso vai influenciar então depois quem ela vai tornar esse adulto, né, mas é importante a gente pensar também na criança a gente fala muito, né, da criança quando se tornar adulto, mas reconhecer a criança também como sujeito a criança é em sua totalidade, então as coisas que são importantes pra essa infância a gente tem que olhar com cuidado com carinho, né, é uma uma vida que tá ali tentando, que merece atenção merece cuidado, pra poder experienciar as melhores coisas e também experienciar os sentimentos que não são tão legais, como a raiva a frustração, o medo, mas sabendo que ele tem sempre um adulto ali que vai ajudar ele a lidar com tudo isso. É verdade, dizem que a infância é a melhor fase da vida então a gente tem que aproveitar esse momento com as nossas crianças, com os nossos pequenos e aproveitar que eles estão em uma fase de descoberta e ensiná-los ensiná-los a pegar o volante da vida e se dirigir de uma forma mais assertiva, mas a gente precisa tomar cuidado pra não deixar que o limite seja ultrapassado, mas também oferecer a autonomia quando fizer sentido, de acordo com o perfil, a faixa etária, assim como as nossas profissionais, as nossas entrevistadas nos ensinaram, então a gente tem que manter um equilíbrio, eu acho que hoje a gente pode entender mais ou menos como que a gente deve agir diante dos nossos filhos, para incentivar sem limitar e oferecer um apoio quando necessário, isso deixa cair, se levantar sozinho beleza se não levantar sozinho, vai lá e oferece ajuda, mais ou menos acho que é esse movimento, né meninas? muito bem 8h47, vamos lá então, temos algumas perguntas pode colocar na tela produção vamos ver quem é que está conosco olha só, Rafael Moreira do Jardim Chapadão, algumas crianças ficam sem graça, quando percebem que gostam de coisas diferentes dos amigos, como ajudá-las a se sentirem bem com essas diferenças somos seres únicos não é, Jack? Então a gente precisa ensinar isso também pras crianças mas como a gente faz? Difícil Difícil, né? Eu acho que depende muito também da idade dessa criança Então se a gente tá falando de uma criança aliás, 5, 6 anos ou se a gente está falando de um pré-adolescente porque o pré-adolescente essa questão vai surgir de uma forma muito mais evidente realmente por conta da busca por pertencimento que é uma fase que essa busca é natural mas a gente pode desde a infância ir valorizando essas individualidades e valorizando com essa criança o quanto ela é de fato única e o quanto ela pode gostar de coisas diferentes dos amiguinhos e entendendo aos poucos que com certeza ela não é a única que gosta daquilo ela pode não gostar da mesma coisa que a maioria dos amigos mas provavelmente ela não é a única que gosta só daquilo e também é legal às vezes incentivá-la a conhecer o novo, a experienciar então aquilo que o outro gosta eu não gosto tanto, mas eu posso conhecer e eu também posso apresentar ao outro aquilo que eu gosto e aí isso vai virando uma partilha mesmo, eles vão compartilhando as suas experiências, os seus gostos e isso desde pequeno a gente pode incentivar porque aí a gente também favorece a interação social, as habilidades sociais a assertividade e também a autoconfiança de dizer ok, eu não gostei disso que o meu amigo gosta, eu gosto disso e tá tudo bem a gente pode ser amigo do mesmo jeito exatamente maravilhoso que show incentivar a sua criança a entender que ela pode sim não gostar daquilo que o amigo gosta, ou então ela pode conhecer aquilo que ela pensa que ela não gosta é uma oportunidade bem legal, porque é um momento de descoberta, e aí de repente vamos lá, vamos tentar ah, mas eu não gosto, ah, mas você já tentou? não, então vamos tentar aí de repente tenta e gosta então faz toda a diferença a gente ter esse manejo aí com os nossos pequenos. 8h50, pode colocar mais uma na tela, por gentileza. Produção, a gente direciona agora pra Hilary. Paulo Henrique, do Parque Industrial. Às vezes a criança faz uma tarefa de um jeito diferente do que o adulto ensinou, mas chega ao resultado. É preciso corrigir mesmo assim? Não. Não, né? Não. Chegou ao resultado. Exato. Cada um tem um jeito. Cada um vai achar um jeito de chegar nesse resultado, né? Aí a gente tá falando também de muitas possibilidades, né? A gente tá falando de resolver um problema matemático, ou resolver uma situação da vida, né? O importante é que essa criança consiga criar hipóteses, né? E a partir das suas próprias hipóteses, ela tentar, e a partir da tentativa ela vai achar uma forma de chegar nesse acerto, né? Então, se a criança não consegue fazer essa autonomia, é importante que a gente não corrija, que a gente não prive deixa essa criança explorar deixa essa criança tentar e parabenizar também essa criança por estar nesse processo de desenvolvimento então que bom que ela tentou mesmo que não seja do jeito que eu ensinei mas que ela conseguiu chegar nesse resultado é verdade, você sabe que isso me lembra tarefa de escola tarefa de escola, porque pensa bem, nós aprendemos de uma forma, hoje a educação também teve ali o seu o avanço, e as coisas são diferentes. Aí a criança chega pra fazer uma tarefinha. Aí você fala, não, você tem que fazer assim. Daí a criança, não, mas a tia não ensinou assim. Não, mas é assim que eu sei. Não, mas então, aí gera aquela confusãozinha. Daí a criança, você quer ver como eu consigo fazer? Não é do jeito que você faz, mas eu consigo fazer do jeito diferente? E aí vai lá e dá o mesmo resultado que daria se você tivesse feito do seu jeito. Mas a criança foi ensinada e tem o jeito próprio dela de executar aquela tarefa. E aí? Tá tudo bem, né? Tá tudo bem, tá tudo certo. Ela chegou num denominador comum. Então, vamos o quê? Parabenizar e falar, olha, eu aprendi assim, mas que bom que você aprendeu assim. E o resultado daria igual, sendo do meu jeito ou do seu jeito. Inclusive, isso é uma habilidade muito importante, né? De resolução de problemas, resolução de conflitos. Então, é importante que a gente, de fato, reforce isso. pra que a criança continue descobrindo novas formas de agir, né, acho que isso é muito, muito importante. É, uma evolução até, né, porque não fica parado numa história única, poxa, eu aprendi desse jeito, eu já aprendi de diferente mas o resultado é o mesmo, ó e a gente tem aí duas formas de aprendizagem show de bola, vamos lá mais uma pergunta na tela pra gente produção, por favor, vamos aí ver quem tá conosco a Patrícia Gomes, da Avenida Industrial também, abraço aí pro pessoal da Avenida Industrial acompanhando a gente, hein, a Patrícia a dizer assim, ó, minha filha muda de opinião quando percebe que eu não gostei da escolha dela. Ó, como mostrar que ela não precisa concordar comigo o tempo todo? Ô, Pathy, vamos lá, Hillary, eu quero que as duas expliquem pra Pathy e vamos acolher a Pathy também, porque ela já entende que a filha não precisa concordar com ela o tempo todo, mas mesmo assim a filha muda de opinião. E aí, Hillary? É importante a gente entender, né, em que como adulto nós somos a referência dessa criança, né? Então, ela vai também querer nos agradar, ela vai querer gostar das coisas que a gente gosta, né? Porque é o modelo que ela tem, é o que ela vê, né? Possivelmente é a pessoa que ela tem mais contato, né? Como que você mostra isso pra essa criança, né? Que existe o seu jeito de gostar, as suas individualidades, né? A sua personalidade, é que ela pode gostar do diferente e tentar você também se encaixar nesse diferente. Então, da ideia de, ai, eu gosto de uma música X ou Y mas vamos escutar outra com a mamãe pra gente conhecer mostrar que você também tá aberta pra entrar nesse mundo dessa criança, né às vezes tudo que essa criança quer fazer é realmente te agradar, ter um pouco dessa atenção, então é importante a gente se colocar também nesse mundo de descoberta, como se a gente fosse criança de novo. Sim, sim é verdade, né, e você tocou num ponto interessante, Hillary, a questão da atenção, né? De repente eu vou fazer do jeito que ela gosta pra poder chamar um pouquinho de atenção a ela. É importante também a gente prestar atenção nesse ponto, né? Sim, com certeza. Porque a criança, ela está, né, normalmente em busca de atenção. Todos nós estamos, né, de alguma forma, em busca de atenção. Que é o reforço social que eu mencionei. Então, e você como mãe é a referência de fato dela e é a pessoa que naturalmente ela vai buscar bastante essa atenção e nesse ponto das escolhas eu acho que vai muito também de como isso é colocado que você não gostou da escolha dela, por exemplo olha, achei muito legal a sua escolha, eu prefiro de tal forma, mas a sua tem tudo a ver com você, então colocar pra ela de uma forma que ela entenda que não é a sua escolha, é a escolha dela mas que tenha a ver com ela e que você aprova do mesmo jeito não que precise, né, buscar essa aprovação mas que você acha legal e que você valoriza isso e aí você dá atenção pra essa escolha dela, né e da mesma forma também entra no experienciar de conhecer o que ela quer e ela conhecer o seu e aí ter essa atenção com esse tempo de qualidade, né, enfim então eu acho que é pensar um pouquinho realmente nessa forma de colocar pra ela que você não gostou é, exatamente eu não gostei, não gostei ou só é diferente do que eu escolheria isso, aham, é, nossa que diferença faz isso, hein eu não gostei, não, eu não gostei da sua escolha olha, a sua escolha é diferente do que eu escolheria e essa, a escolha que você fez tem tudo a ver com você, com a sua personalidade parabéns pela sua escolha gente, que diferença comunicação assertiva faz toda a diferença, né? É impressionante a gente precisa aprender formas de comunicar, de falar é bom demais isso aqui gente, eu vou aprendendo com vocês todos os dias é maravilhoso 8h56, mais uma pergunta e a gente já vai pras considerações finais, vamos lá Roberta Fernandes do Swift, minha filha começou uma atividade porque adorava, mas agora diz que cansou como saber quando incentivar a continuar e quando aceitar que ela quer parar é, e aí Hilary? Bom, é importante entender que esse momento da infância é um momento de descoberta e os gostos eles são transitórios então é super possível que uma criança goste de uma coisa no momento e depois deixa de ter tanto interesse e aí começa a gostar de outra coisa, busca novos interesses, né? O que é importante a gente entender? O impacto disso no dia a dia dessa criança. Então, às vezes ela tá muito cansada de fazer essa atividade porque ela tem uma rotina muito puxada, né? Então, ela já tem outras atividades pra fazer. Ou se você espera uma cobrança, né? Se você tem uma cobrança em relação a essa atividade, às vezes o que era pra ser um hobby, né? Uma atividade divertida, acaba virando uma cobrança pra essa criança e aí ela vai pensar diferente sobre isso então é mais uma coisa que ela tem que fazer mais um resultado que ela tem que gerar ou é uma atividade prazerosa então é conversar mesmo com essa criança é importante a gente entender que a criança ela é ativa então é importante ela estar sempre fazendo coisas, experimentando brincando, mas entender também o limite dessa criança e uma conversa, as crianças elas são muito boas de conversa, a gente consegue elas são muito sinceras também Então, a gente consegue conversar direto com essa criança para perguntar, aconteceu alguma coisa para você não estar gostando mais? Você tem alguma coisa? Gostaria de dizer alguma coisa? E estabelecer esse diálogo. Então, é importante a gente saber que existe esse diálogo entre a criança e o adulto. Às vezes, a gente espera muito que o adulto tome todas as decisões e, na realidade, a gente pode escutar essa criança porque ela tem muito a dizer. Excelente, muito bom. agora é importante a gente frisar que a criança ela tá num momento de escolhas né, então pode ser que ela goste do balé hoje, mas amanhã ela quer fazer futebol pra experimentar e depois ela vai pra natação e aí a gente tem que tomar cuidado também porque essa vida tão frenética e tão corrida que a gente leva a gente acaba transferindo essa correria pra criança também, já percebeu? Vamos lá, a criança tem aí o dia inteirinho de atividades. Você acha que essa criança não vai cansar? Ela vai cansar, mas a gente coloca na atividade pra não deixar a criança ociosa, porque a gente também tá trabalhando, então a gente vai lá e coloca na atividade achando que a gente tá fazendo o melhor pra nossa criança. Mas o momento de descanso acho que é importante, né, Jaqueline? Sim, com certeza. O ócio é importante, né? Então, os adultos tendem a querer ocupar essa criança o tempo todo, né? Ter muitas atividades extracurriculares, né? E em qual momento que essa criança é livre pra desenvolver a criatividade, né? E por isso que o ósseo é importante, porque é no ósseo que a gente cria, que a gente pensa, nossa, que saco, não tenho nada pra fazer, o que que eu vou fazer, né? E aí eu vou inventar alguma coisa, eu vou descobrir o que fazer, né? E que aí isso também traz oportunidades para ela desenvolver os seus gostos, os seus interesses, então uma rotina exaustiva para uma criança, a gente também tem que pensar, mas que momento que ela está sendo criança? Porque ok a natação infantil ali é divertida mas ela está cumprindo um protocolo ela está seguindo as orientações, as regras ela não está brincando livre o brincar livre é importante, porque o brincar livre é espaço para desenvolvimento, é espaço para criatividade, né? Então, entender tudo isso, como que está a rotina, né, dessa criança que tempo que ela tem tido pra descobrir novas coisas pra descansar, pra criar pra ficar ociosa, pra ficar entediada, né? Hoje em dia as crianças não ficam entediadas elas não têm oportunidade para se entediar porém, o tédio é importante olha aí é um sentimento uma sensação também importante porque traz essas oportunidades de criação, né, de desenvolvimento muito bom, gente esse tempo ósseo também é importante pra que a criança aprenda a esperar, né na coisa, a gente tem uma vida tão frenética, né, é importante que a criança tenha esse momento, então de ficar sem fazer nada mesmo pra esperar, nem tudo é no tempo dela nem tudo é feito nesse ritmo frenético, né, então é importante ter esse tempo de espera também, pra que a criança consiga construir isso, né? Esse entendimento de que, às vezes eu tenho que aguardar, às vezes eu tenho que esperar não é o tempo todo que eu tenho que estar fazendo alguma coisa. Isso é muito comum na sala de aula, né? Então, acabou uma atividade, a criança já qual é a próxima atividade que eu posso fazer agora? E é necessário esse tempo ósseo de esperar, então ó, você acabou, mas seu coleguinha não então a gente vai esperar um pouco, né? E enquanto você espera, você vai criando você vai tendo esses pensamentos e aí a cabeça vai pra muitos lugares é um momento importante pra criança se desenvolver. É verdade quando vocês dizem sobre o tempo de espera é importante porque a gente percebe que tá todo mundo meio que sem paciência e as crianças estão indo no mesmo ritmo nosso, né? Porque somos espelho e aí se a gente tá sem paciência a gente não quer esperar pra nada a criança com certeza vai estar nesse ritmo frenético então a gente precisa olhar com mais carinho, olhar com mais cuidado e toda criança a gente sabe que precisa de proteção, orientação limites, mas também precisa de espaço para experimentar descobrir as preferências mudar de ideia se for necessário e construir a própria identidade agora 9h02 a gente vai encerrando o programa de hoje, gostaria de agradecer a sua audiência, a sua companhia e agradecer as nossas convidadas que bom quanto conhecimento compartilhado Quanta informação e quantas dicas também para a gente aplicar no nosso dia a dia aí com a criação dos nossos pequenos. Hilary, obrigada pela sua participação, gratidão, viu? Obrigada, Rúbia. Foi maravilhoso. Obrigada, eu que agradeço, Rúbia, Jaqueline. Foi muito importante participar, né? E deixar aí esses pais, esses adultos com essas indagações, né? É importante a gente estar sempre se questionando e pensando nessa criação, né? O exemplo que a gente está dando para essas crianças. E só para deixar aí uma pulguinha atrás da orelha mesmo desses pais, lembrar da pergunta que eu, da reflexão, né? Que eu fiz lá no começo. Então, sempre se perguntar, isso acarreta algum risco a essa criança ou só não corresponde à minha expectativa? Acho que aí a gente consegue caminhar para deixar essa criança ter mais autonomia na hora de escolher. excelente então tá bom gente, olha só quero agradecer também a participação da Jaqueline, né, obrigada pela sua participação, por contribuir com a gente, com informações tão preciosas que a gente precisa levar pro nosso dia a dia gratidão, viu Jaque? Gina, obrigada a vocês pelo convite, foi um prazer também estar aqui, contribuir um pouquinho aí, educação é minha praia, né, eu sou infantil desenvolvimento infantil ali, crianças, então realmente foi uma honra, né, estar aqui e eu espero que realmente os pais aí, os adultos porque todos os adultos participam desse desenvolvimento infantil então que os adultos possam olhar com mais cuidado pra quem é essa criança, quem é esse sujeito essa criança que está na minha frente olhar com carinho e deixá-la de fato ser quem ela pode ser quem ela quer ser, quem ela tem o potencial para ser. Maravilhosas. Mais uma vez, gratidão, viu, meninas? E agradeço você também que está em casa, que aprendeu bastante junto com a gente. Vamos encerrando o programa. Quero lembrar que nós temos meio-dia a Câmara Notícia com o Gabriel Castro, tem informação de qualidade com a nossa equipe do Grupo Mais, que, olha, é muita responsabilidade para trazer para você o que há de melhor, tá bom? Então, fique com a gente e não esqueça que na próxima semana, não, amanhã a gente tá de volta a partir das oito da manhã com mais uma edição do nosso Estúdio Câmara e a gente vai falar do bloqueio social voluntário, mas o que que é isso, né? Então, você percebeu que a gente não conversa mais na calçada? Como conversar na calçada, Rubia? Tá todo mundo isolado, é um isolamento urbano voluntário, que aparece em situações cada vez mais comuns, vamos lá as pessoas caminham pelas ruas usam transporte público, circulam pelos shoppings, mas elas estão desconectadas do ambiente ao redor, né? Muitas vezes elas estão com fone de ouvido para cancelar o ruído, né? Muitas vezes a pessoa está focada em algo, olhando o celular, então ela não percebe quem está do lado, né? Essa hiperestimulação sonora é falta de vontade de interagir, será? Será que a gente está perdendo alguma coisa quando as pequenas interações do cotidiano começam a desaparecer? Mas quanto dia que você não dá bom dia para o seu vizinho, né? Que você não conversa com o cobrador do ônibus, ou então você não conversa com alguém que está do seu lado. Quantas vezes a gente está, de repente, em um shopping e aí você está ali com o fone de ouvido, Alguém passa, também tá com fone de ouvido Outro passa, tá com fone de ouvido Tá todo mundo conectado Com algo E desconectado do aqui e do agora Será que a gente tá cada vez Mais isolado e cada um tá dentro Da sua própria bolha É estranho falar sobre isso Mas a gente vai conversar sobre isso amanhã A partir das oito da manhã Em mais uma edição do Estúdio Câmara Combinado? Então um beijo grande pra você Uma ótima quinta-feira Que seu mês de outubro seja sensacional E a gente se encontra amanhã Se Deus quiser Beijo, até lá Legenda Adriana Zanotto Podemos sorrir, nada mais nos impede Não dá pra fugir dessa coisa de...