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Estúdio Câmara | Medo pode ser um incentivo?
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Estúdio Câmara | Medo pode ser um incentivo?

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Resumo editorial

O programa discute como o medo pode funcionar como incentivo para mudanças de comportamento e tomadas de decisão, diferenciando quando protege de quando limita as escolhas. Aborda a distinção entre agir por consciência versus agir pelo receio de consequências, reconhecendo o medo como parte integral da experiência humana.

Descrição do vídeo

O medo pode funcionar como incentivo, e não apenas como paralisia: esse é o fio condutor do Estúdio Câmara apresentado por Rubia de Oliveira nesta quarta-feira, 14 de outubro. As psicólogas Giovanna Fusaro, mestranda em Psicologia, e Carolina Coneglian Lopes, pós-graduada em Psicologia Transpessoal, debatem quando o receio de perder o emprego, adoecer ou decepcionar alguém vira estímulo para agir, e quando essa mesma emoção passa a travar decisões. O público participa pelo WhatsApp enquanto a equipe que toca a rotina de produção da emissora conduz o programa ao vivo.

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Olá, muito bom dia pra você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando Estúdio Câmara no Ar nesta manhã de quarta-feira, dia quatorze de outubro. E você, como está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Agora eu quero te convidar pra gente conversar Sobre o medo. Exatamente. Mas aquele medo que pode se tornar um incentivo. A gente sabe que o medo é uma emoção que nos alerta para o perigo e também é essencial para a nossa sobrevivência. Mas ele nem sempre paralisa. Às vezes o medo funciona como um empurrão para a gente tomar uma decisão, mudar um comportamento ou até para que a gente possa sair da nossa zona de conforto. E você aí de casa, já estudou mais por medo de perder o emprego? Já marcou uma consulta porque ficou com receio de adoecer? Ou então já cumpriu uma tarefa que vinha adiando por medo de decepcionar alguém? Tá vendo só como o medo pode também nos incentivar? E hoje a gente aborda como o medo funciona, quando ele protege, motiva e quando deixa de ajudar e passa a limitar as nossas escolhas. Então, participe conosco, mande sua dúvida, sua experiência e conta aí para a gente qual foi a última decisão que você tomou por medo. Ela te protegeu ou te prendeu? Queremos você participando conosco, o WhatsApp na tela, 1997-829-3776, enquanto você participa, a nossa produção já vai recebendo a sua mensagem, a gente atualiza algumas informações, há previsão do tempo e daqui a pouquinho vamos apresentar as nossas convidadas do programa de hoje. Olha só, gente, a Câmara de Campinas vai receber neste sábado, dia 17, o seminário TEA e TDAH, etapa Campinas, das 8 da manhã e 5 da tarde no plenário. O encontro vai reunir profissionais, famílias, educadores e cuidadores para discutir a neurodivergência, a inclusão, direitos e apoio às famílias. A programação é aberta a toda a população, os convidados estão, os interessados, perdão, estão convidados a participar. Mais informações pode acessar lá o site da Câmara de Campinas. E hoje, na Câmara, tem a reunião ordinária de número 58. Você não pode perder, tá? Então, você é convidado todo especial. A primeira parte da reunião é em comemoração ao primeiro ano da lei que instituiu a Semana Municipal de Conscientização do Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem, o TDL. Esse primeiro encontro acontece antes da reunião ordinária, tá? É uma iniciativa do vereador Luiz Fossini, presidente do Legislativo, e vai contar com participação de profissionais de áreas de educação, saúde, que vão discutir o transtorno, o diagnóstico precoce e a importância do tratamento adequado. A atividade, então, começa por volta das cinco da tarde, é aberta ao público, será realizada no plenário da Câmara com transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas e também pelos canais digitais da TV Câmara Campinas, tá certo? E depois tem, então, a reunião ordinária de número 58, que você também está convidado a participar. Agora sim, a previsão do tempo chegando para hoje, vamos ver como fica. Olha só, gente, nós temos aí uma previsão que diz que, olha isso, mínima 19, máxima 27, mas a gente tem tudo em um só dia. Nós temos o sol aparecendo, temos um dia nublado também, à tarde, pancadas de chuva e à noite ocorre temporal. Então faz o seguinte, leva uma roupinha de frio, leva o guarda-chuva, enche sua garrafinha e bora que bora trabalhar nesta quarta-feira que você tem aí um dia abençoado, maravilhoso, combinado? Agora sim, a gente volta para o nosso tema central, quando o medo vira incentivo. Você já percebeu que em algum momento da sua vida esse medo que você tem pode te impulsionar, né? O medo pode fazer, sim, a gente recuar, adiar decisões, evitar situações difíceis, mas também o medo pode nos alertar, despertar a vontade de mudar, nos dar um impulso, assim, que faltava para agir. Então, por que será que, diante do mesmo medo, algumas pessoas ficam paralisadas, enquanto outras encontram forças para seguir em frente. A gente precisa aprender como funciona o medo e como transformar a insegurança em incentivo sem ignorar os riscos. E é sobre isso que a gente conversa hoje no Estúdio Câmara. Eu quero dar as boas-vindas às nossas convidadas. Está com a gente aqui no estúdio a psicóloga Giovanna Fusaro. Ela é psicóloga clínica mestranda em psicologia e especialização em gestaltoterapia. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia. E agora também com a gente pelo Zoom, vamos conversar com a psicóloga Carolina Coneglian Lopes, ela é formada pela Universidade Paulista, pós-graduada em Psicologia Transpessoal e especialista em Terapia de Ressignificação de Memórias, seja muito bem-vinda, obrigada pela sua participação, bom dia. Bom dia, é um prazer estar aqui com vocês, com você, Rúbia, com você, Giovana, com quem aí está nos acompanhando, e ainda mais por falar desse tema, né, tão rico e importante que é o medo, e que gera tantas dúvidas, né, nas pessoas. Então, vai ser um prazer. O prazer é todo nosso. E a gente já começa, então, o nosso bate-papo. Queremos conectar com você que está aí em casa, então já manda para a gente a sua pergunta, ou então a sua experiência, a gente já pergunta para a Giovana. Ô Giovana, pra gente começar, o que acontece com a gente quando nós sentimos medo? Por que essa sensação pode tanto nos proteger, quanto nos fazer recuar diante de uma oportunidade? Rubi, então, o medo, ele é uma emoção que é sentida normalmente diante de uma situação de risco, de perigo. Então é natural que a gente sinta o medo, né? Tem até uma questão corporal quando a gente sente o medo. O nosso corpo fica de uma maneira diferente. realmente diante de um perigo então nosso corpo ele vai agir de uma maneira diferente mas aqui eu acho que é importante a gente olhar pra esse medo e ele vai ser vivenciado de uma forma individual pra cada pessoa então é importante a gente ter essa consciência de que cada pessoa vai vivenciar esse medo de uma maneira diferente e aí tem pessoas que vão utilizar esse medo muitas vezes como um incentivo, né, então tem uma questão, uma importância pra esse indivíduo por exemplo, o emprego é importante o emprego pra mim então eu vou me dedicar mais a isso mas tem algumas pessoas que vão acabar fantasiando muitas coisas em torno desse medo que esse é um ponto que eu acho que acaba que muitas pessoas vivenciam muito bem a gente fantasia quando você tá com medo, você imagina um monte de coisa a nossa mente parece que não tem freio quando você está com medo, você imagina você sente sensações você sente uma ansiedade você sente um suor um calor, o coração palpitando são várias sensações que a gente sente diante do medo, então como a nossa entrevistada disse, duas pessoas podem enfrentar a mesma situação, mas reagir de maneiras completamente diferentes agora Carolina uma sente medo de falar em público por exemplo, e desiste, enquanto a outra sente o mesmo medo, mas encara esse desafio, o que acontece na nossa cabecinha, no nosso cérebro, que faz essa diferença do mesmo medo, mas formas diferentes de agir quando ele chega? Isso, então é assim, eu gosto de pensar no medo, então vamos imaginar, eu tenho medo e tem uma coisa que sou eu, que tem a ver com o meu poder pessoal, tem a ver com o que é o poder pessoal aqui. Então, a minha segurança, a minha coragem, a minha coragem de enfrentamento, de lidar com frustrações. Então, quando a gente fala em falar em público, veja, talvez eu não vou agradar todo mundo, mas eu estou segura de mim, de quem eu sou. Então, nesse caso, eu tenho um medo que está aqui e a minha força pessoal está aqui. Eu vou sentir medo. Lógico, e aí você falou uma coisa interessante, eu vou me ficar ansioso, então só para a gente, não tem como a gente falar do medo sem falar da ansiedade, então vamos imaginar o seguinte, o que é ansiedade? É sempre uma projeção do futuro, então, bom, hoje você me convidou para vir aqui, então o que eu fiz esses dias? Eu estava ansiosa, bom, então o que eu vou falar, o que pode ser importante? Então veja, é uma ansiedade do bem, em que eu faço uma projeção, e aí então eu tenho esse medo, mas eu tenho aqui a minha força pessoal, eu consegui me planejar, então eu vou lá e eu enfrento esse medo. O problema é quando o medo, ele está muito grande, e o meu poder pessoal, ele está aqui, então o medo vem, ele me engole, ele me paralisa, não paralisa, ele me paralisa. e tem uma outra coisa que é interessante da gente pensar, então vamos dizer que o medo veio, me engoliu e chegou na hora, eu não dou conta de entrar, eu fiquei em pânico e eu não consigo entrar isso pode acontecer aqui ao vivo, já que a gente está falando do falar em público agora vamos imaginar que esse medo, então eu tenho a minha força pessoal aqui, meu poder pessoal e eu tenho esse medo e aí eu falo, não, eu vou entrar eu preciso enfrentar, mas a minha ansiedade está a mil. Então, eu estou aqui falando com você, mas sentindo todo o estresse da ansiedade. Então, o que vai diferenciar é isso, é a gente pensar no medo versus o meu poder pessoal frente a essa situação que me é dada. Muito bem. É interessante porque é um sentimento que todos nós sentimos, eu acho que umas duas vezes por dia ou mais, você já sentiu medo de alguma coisa? Às vezes a gente acha assim ah, eu tô com receio, mas é, pode ser um medo e é isso, o medo ele nos faz tomar atitude por exemplo, vamos lá, procuraram um médico, você sentiu alguma coisa aí você, nossa, mas o que será que eu tenho vou procurar um médico, porque você tá com medo aí você tomou uma atitude mudaram o comportamento, saiu de uma situação ruim, mas a gente precisa perceber quando que esse medo ele nos ajuda a agir e quando ele começa a nos limitar, sentir esse medo, Giovana, que nos limita em situações cotidianas, aí já é algo que a gente precisa nos atentar, não é? Exatamente, essa que é uma grande questão, pensando até numa psicoterapia, a gente vai olhar para esse medo e para o significado que esse medo tem para essa pessoa. então a gente vai olhar pra todo esse contorno na história de vida dessa pessoa que fez ela estar vivenciando e sentindo esse medo, e aí a gente vai entender juntos, né, se isso tá sendo benéfico pra ela ou se tá impedindo dela vivenciar a vida, vivenciar o que precisa vivenciar porque é importante a gente viver as nossas experiências, né, o medo ele vai fazer parte das nossas experiências mas é até que ponto que isso fica uma limitação pra aquela pessoa e aí é importante a gente se perceber nisso pra gente se perceber, a gente precisa entender como é que a gente funciona e nomear o que a gente sente, as emoções quando o medo chega e entender se esse medo nos paralisou qual que é a sensação que o medo trouxe pra gente, nós já falamos da ansiedade agora Carolina, antes de uma entrevista de emprego por exemplo, de uma conversa difícil ou de uma mudança importante, a gente já imagina tudo dando errado porque a gente está ansioso. Então, como evitar que o medo do que pode acontecer nos impeça de tentar? Como é que eu vou controlar isso? Eu preciso nomear as minhas emoções, mas a partir do momento que eu vou nomear elas, o que eu faço com esses nomes? Então, vamos imaginar o seguinte, né? Vamos imaginar que a gente tem aqui duas pessoas. Uma que tem esse medo incontrolável, né, essa ansiedade benéfica, e aí o que eu vou fazer? Eu vou pra uma entrevista de emprego, então eu vou planejar, poxa, né, o que é essa empresa, talvez o que eles esperam desse cargo, como é que eu posso me vender, como é que eu posso mostrar as minhas habilidades, isso é um planejamento. Vai chegar no dia, nossa, vai dar aquele gelo na barriga, né, eu vou sentir essa ansiedade, esse medo natural de algo que é desconhecido para mim. Veja, isso é perfeitamente natural, todos nós sentimos. Agora, quando eu vou nesse mesmo movimento, mas, de novo, o medo é enorme, aí, sim, os meus pensamentos são sempre muito ruins. Então, ao invés de eu planejar, eu vou fazer a mesma coisa. Eu vou entrar, vou planejar, vou vir aqui em empresa, mas a cada vez que eu faço esse planejamento, eu sou permeada de pensamentos ruins nossa, eu vou chegar lá, eu não vou saber falar, essa empresa não é pra mim eu não tenho essa habilidade então eu vou sempre me colocar pra baixo então por isso que o medo ele é muito maior do que o nosso poder pessoal por isso que ele vem e engole então eu chego lá, eu vou ficar nervosa com a certeza de que não vai dar certo acho que não sei se ficou claro mas essas são as duas diferenças, né, porque senão fica parecendo que o medo e a ansiedade, elas só são ruins, e não são, todos os sentimentos são humanos, e todos nós sentimos, o que muda é a intensidade, é isso que a gente precisa entender, por quê? Porque se aquilo tá muito grande, e tá me limitando, me prejudicando, aí como a Giovana falou, é hora da gente procurar uma ajuda, uma psicoterapia. muito bem, muito bem agora Giovana a gente fala sempre que o medo paralisa o medo paralisa e aí, se eu estou diante de algo que é o divisor de águas na minha vida, aí eu sinto aquele medo e eu vou paralisar aí depois disso eu vou ver a oportunidade que eu perdi como é que eu faço pra lidar com esse sentimento que vem após a paralisação que o medo pode ter me causado? Nossa, é uma pergunta difícil essa. É uma experiência, assim, que se paralisa, eu acho que vai demorar um tempo pra pessoa entender o que aconteceu, né? Sim. Porque era uma coisa importante pra ela. Exato. E isso paralisou, né? Mas eu fico pensando que talvez depois ela possa entrar em contato com isso, entender, nossa, esse medo me paralisou, né, então o que aconteceu aqui, o que eu posso fazer de diferente da próxima vez então eu fico pensando que tem essa questão de se olhar e entender o que aconteceu, pra depois bom, tá, agora eu tenho consciência disso o que eu posso fazer da próxima vez pra não deixar com que isso também tome conta, né, porque se paralisa, deixa de vivenciar uma coisa que é importante pra ela acho que isso que eu fico pensando sobre esse medo, até que ponto isso é saudável ou não e o medo, gente, ele paralisa a medo, se a gente parar pra analisar aqui vamos lá, não vamos tão longe de repente você dirige e você sofreu um acidente, tem gente que não volta pro volante nunca mais, então a gente pode colocar que o medo que ela sente de pegar a estrada paralisa, por quê? Porque ela não consegue, ela sente pânico, ela sente ansiedade em dirigir, né, então paralisou a pessoa e a gente precisa ter esse entendimento, mas com essa paralisia, Carol, vem a culpa e como é que a gente faz com essa culpa? a gente percebe que isso só vai aumentando, vai crescendo e tomando uma proporção que a gente vai precisar parar e fazer uma autoanálise e, de repente, uma intervenção de terapia, porque se o medo paralisa, ele vai me culpar também. Isso, é verdade, é verdade, porque tem uma coisa assim, e nesse caso você está trazendo algo interessante, que é o trauma. Então, muitas vezes, na clínica, o que a gente escuta? Então, a gente recebe o exemplo que você deu, olha, eu não consigo pegar a estrada, eu tenho medo. Então, a primeira coisa que a gente vai investigar, existe um trauma aí? Por quê? Porque, veja, nós somos feitos de experiências, né, então o que essas experiências me trouxeram? E quando eu falo de experiência, então eu tenho uma situação e eu tenho como eu senti e percebi. Então, um acidente de carro, é lógico, eu fiquei traumatizada. E aí, eu me bloqueio. E vem a culpa, por quê? Porque eu vou perdendo oportunidades que eu tenho consciência de que eu estou deixando de fazer e talvez deixando de acompanhar, vai, a minha família. Então, por isso que nesses momentos eu preciso olhar para aquilo e trabalhar dentro de mim. Porque sozinha é muito difícil. Então, em alguns casos extremos, a gente vai precisar, sim, de um medicamento para ajudar a controlar o tamanho desse estresse, principalmente quando a gente tem esses traumas muito fortes e marcantes, e a psicoterapia, que vai me trazer o quê? A psicoterapia, ela vai justamente, vai me trazer novamente o meu poder pessoal. Do tipo, caramba, eu tô com medo, mas eu dou conta, eu consigo enfrentar. E a cada enfrentamento, eu vou trazendo mais poder pessoal. Eu vou me fortalecendo. Enfrentamento, né? Aí é você com o seu medo. E é necessário esse enfrentamento, porque a partir do enfrentamento, você sai da zona de conforto. E o nosso cérebro, ele costuma nos proteger, né? Vocês sempre ensinam pra gente, a gente vai aprendendo dia a dia com vocês, nossas convidadas, o nosso cérebro, ele nos protege. Então, de repente, quando você tá com medo, ele vai te proteger ainda mais e vai fazer você se afastar daquela situação. Agora, vamos lá pra uma situação de trabalho, né? Você é cobrado diariamente, você, de repente, se faz o melhor, mas para os seus superiores não está legal aí você vai ficar com o que? com receio com receio ou com medo e aí de repente você também acha que você não está entregando o suficiente você começa a duvidar de você gostaria que você falasse um pouquinho sobre esse exemplo principalmente na área do trabalho quando a gente acaba perdendo a confiança em nós mesmos por conta de um medo de entregar algo que não esteja de acordo com a política da empresa, por exemplo. Então, aí me veio também essa questão da ansiedade, né? Que aí vive muito desse futuro, né? Desses pensamentos que não tem controle, de não saber como vai ser. e aí nessa situação de trabalho eu fico pensando como isso pode interferir também esses pensamentos, esse medo e se eu for demitida, e se acontecer alguma coisa, esses e se's são muito essa vivência da ansiedade fica uma linha tênue entre o medo e a ansiedade até uma questão que eles explicam a psicologia, que o medo ele tem um objeto Então, a gente sempre consegue definir o que a gente tem medo. Já a ansiedade é um medo subjetivo. Então, fica uma experiência um pouco mais difícil de ser nomeada e dizer, né? Parece que já se mistura com muitas coisas. Interessante. A gente, conversando sobre o medo, e aí a gente já consegue pontuar algumas situações que o medo faz a gente sentir, né? A gente sente culpa, a gente sente vergonha, a gente, de repente, se sente incapaz e a gente acaba duvidando de nós mesmos por conta do medo. E tem aquela questão também, Carol, gostaria que você conversasse com a gente sobre isso, aquele medo de ser rejeitado ou desagradar, né, é um medo que pode alterar o nosso comportamento, né, Porque se a gente para para analisar, se eu tenho medo de ser rejeitada, eu vou falar sim, querendo dizer não, para eu evitar qualquer conflito, para não perder o afeto de alguém. Então, a gente também precisa pontuar esse medo que traz para a gente essa sensação de rejeição. É mais um ponto que está atrelado ao medo. Sim, sem dúvida, né? Porque é justamente isso. Quando a gente pensa no medo, então a gente vai ter esse medo físico e um medo de proteção psicológico, emocional. E aí tem uma coisa muito interessante da gente pensar, eu acho que os nossos primeiros medos ali lá da infância é justamente o medo de ser rejeitado, porque a criança é isso, ela quer o tempo todo agradar os pais, por quê? Porque ela precisa ser amada. E quando a gente está, talvez, ali num ambiente mais inseguro, ou que a criança não se sentiu amada o suficiente, ela tende a desenvolver, sim, esse medo da rejeição. Então, ela quer agradar o tempo todo, e aí ela fica em estado de alerta. Isso que é interessante da gente pensar. Então, eu estou conversando com você, eu estou te olhando e eu falo, nossa, será que eu estou agradando? Será que a Rúbia está gostando do que eu estou falando? E isso vai me deixando cada vez em estado de alerta. E isso eleva a minha ansiedade E o grande problema Que eu acho que é bacana da gente pensar A ansiedade Imagina uma montanha Você vai escalando Como se você fosse mesmo um alpinista Você está escalando, ela vai aumentando E lá em cima A ansiedade máxima Me leva à síndrome Do pânico E isso cronicamente A ansiedade cronicamente Ela me leva à depressão Por quê? Porque o cansaço mental leva a gente à depressão. Olha só, interessante. Como a gente viaja pelo medo. É algo que a gente sente e que tem aí as suas vertentes. Ele pode paralisar, ele pode te impulsionar. Quando a gente sente medo, a primeira coisa que a gente pensa é e agora, o que eu faço? E se der errado? e se não der certo e o que eu vou fazer agora a gente precisa substituir essa preocupação pra que a gente possa começar a caminhar e pegar o medo e colocar no bolso mais ou menos isso, como que a gente faz pra substituir Giovana essa preocupação como que a gente faz pra tirar da nossa cabeça essa questão de, e se tudo der errado você trouxe os ICIs da vida O medo está atrelado em várias dúvidas, em várias perguntas que a gente faz para nós mesmos. Então, vamos lá, eu tenho uma mudança e tenho um novo emprego e eu preciso ir embora daqui. E é uma oportunidade legal, mas e se der errado? Como eu faço para substituir essa preocupação e essa ansiedade que vem oriunda do medo antes de eu tentar a situação? Porque pode dar certo também. Mas por que eu penso que vai dar errado? Olha, Rubi, eu acho que nesse caso, eu fico pensando que o mais importante é ter consciência de. Então, você entender que esse medo faz parte na sua experiência. Não vai ter como... Eu fico pensando, não tem como a gente também não sentir o medo. É uma experiência que vai fazer parte. mas tendo esse autoconhecimento e se conhecendo e tendo essa consciência de tá, eu acho que isso tá mais na minha imaginação são mais os meus pensamentos do que algo concreto, do que algo que possa acontecer então se entendendo nesse movimento assim, acho que em todas as áreas da vida, né pensando numa experiência humana que ela é complexa a consciência de você mesma, eu acho que é um processo que vai ajudar nisso porque aí você vai conseguindo tá, eu acho que isso aqui são os meus pensamentos será que vai acontecer isso mesmo ou sou eu que estou imaginando muitas coisas é, e a gente imagina Carol, essa imaginação fértil e fervorosa que vem quando a gente sente medo como é que a gente freia isso o que a gente faz com isso a gente sente, a gente para para tentar colocar cada coisa na sua caixinha, o que nós fazemos com esse monte de pensamentos que vem quando a gente tem esse sentimento do medo? Então vamos imaginar justamente isso, eu sou uma pessoa ansiosa, eu tenho uma ansiedade importante, então a minha imaginação vai ser muito fértil e sempre negativo, então eu vou viver sempre em estresse, em estado de alerta, porque foi isso que eu aprendi, lá atrás a gente falou um pouco disso então é o que você falou, a mente a gente vai pelo aquilo que eu aprendi o que eu conheço então eu aprendi a estar nesse estado eu vou estar, e uma coisa interessante da gente pensar é assim a pessoa demora pra entender que ela precisa de ajuda porque é como se esse estado fosse o normal eu não conheço outro, eu tô o tempo todo permeada de preocupações, de se vai dar certo e sempre com esses pensamentos intrusivos. Então, a gente precisa, sim, perceber, e aí entra o autoconhecimento, as reflexões, por isso que é tão importante a gente tirar um tempinho do nosso dia, sabe aquele tempinho que você não faz nada, você só senta, respira, e aí é como se fosse uma autoreflexão, porque é nesses momentos que talvez a gente pode ter um insight de, nossa, será que é normal eu me sentir assim o tempo todo? Não sei se eu respondi. Perfeito, perfeito, a gente precisa recuar um pouquinho e olhar o medo de uma forma mais ampla. Será que é isso mesmo? Será que eu preciso atrelar o medo a tudo que é de ruim? Porque o medo ele pode nos inspirar, o medo pode alavancar a nossa vida, só que para isso a gente precisa olhar o medo com outros olhos e entender que diante do medo, sim, a gente vai sentir ansiedade, mas a gente pode sentir ansiedade boa se a gente olhar no lado positivo, mas como a gente tende, quando está com medo, olhar o lado negativo das coisas e vem um mix de emoções e pensamentos que a gente não sabe de onde, aí a gente pode se perder nesse caminho e paralisar e recuar. Então, é importante a gente olhar com o medo com os olhos positivos, de repente. Não é isso, Giovana? Isso, acho que é entender, se perceber, entender se isso não está tomando um rumo muito grande, muito intenso. Muito bem. Agora, como que a gente faz para a gente transformar o medo em incentivo, Carolina? A gente consegue fazer isso de forma, deixa eu pensar aqui, o medo ele é algo que vem e a gente não controla, ok. Agora, se a gente para para analisar o medo como forma de incentivo, A gente consegue trabalhar isso De forma assim que a gente entenda Que a gente precisa pegar o medo Botar na sacolinha e seguir a vida Como que funciona essa questão de trabalhar o medo E fazer ele virar impulso na nossa vida Então, aí vai ter a história das experiências Então imagina que eu sou ali Eu estou tomada de um medo E eu não consigo Imagina, vamos colocar assim eu tive esse convite de vir aqui conversar com vocês. E aí eu falo, poxa, que bacana, que oportunidade legal de trocas, de conversas e conhecer pessoas. Mas eu sou tomada pelo medo e chega na hora, eu paraliso e não consigo participar. E aí é o que você falou lá atrás, eu me senti culpada, poxa, eu perdi uma oportunidade. Então, isso vai fazer com que eu mude uma chave de querer me conhecer melhor e querer me tratar. Então, eu acho que ele vai impulsionar justamente quando você fala, caramba, chega, eu não quero mais me sentir limitada, porque é isso, o medo vai fazer com que a gente perca oportunidades. Então, é entrevista de emprego, é relacionamento, são amizades, exposições. Então, cada um... E aí, se a gente for aqui listar, a gente vai passar a manhã inteira, listando os possíveis medos, porque cada um vai ter um. Então, talvez, a força vem justamente dessa vontade de enfrentar. Então, eu vou buscar ajuda, eu vou... E N situações aí, como é que eu enfrento e a cada... Isso que é importante. A cada pequeno enfrentamento, isso vai me fortalecendo. É o pequenininho que vai construindo dentro de mim a minha autoestima, a minha força. tem gente que fala se tiver medo, vai com medo mesmo pega o medo, bota na mala e fala medo, fica aqui, eu tô indo e tudo bem, você não quer largar de mim tá beleza, vai comigo só que quem está no controle, entre aspas que a gente sabe que a gente não tem controle de nada mas quem controla essa situação agora sou eu e a gente precisa ter forças pra isso agora, pra que isso aconteça a gente precisa do autoconhecimento pra entender até que ponto esse medo, a gente consegue dominar ele. Então, pra isso, claro, o autoconhecimento é imprescindível, gente. A gente precisa parar, analisar, olhar o que estamos sentindo, nomear as nossas emoções, entender cada uma delas, e aí seguir com o medo ao seu lado, porque é algo que está com a gente o tempo todo, principalmente se a gente para pra analisar o medo. Ah, mas como assim? Tá com a gente o tempo todo, criança, quando a gente é criança Giovana, a gente sente medo a gente sente medo de muita coisa sente medo do escuro, sente medo de cair, sente medo então isso vem com a gente pra nossa vida adulta sim, vai acompanhando esse medo, né não tem como controlá-lo assim, de uma maneira tão formal e direta eu acho que é uma coisa que vai fazer parte da experiência, mas com autoconhecimento a gente vai se dando conta de nós mesmos das nossas relações, como que isso tá nos afetando e aí se conhecendo, se percebendo entendendo esse medo, o significado desse medo porque tá atrelado com outras experiências também e aí a partir disso acho que a gente vai criando vivendo de uma forma mais fluida sem que ele cristalize esse que é o ponto da terapia, fazer com que a experiência de um indivíduo fique de uma maneira fluida, que ele consiga se desenvolver e todos nós temos essa capacidade de nos desenvolvermos muito bom gente, agora 8h42, a produção está me avisando aqui que nós temos algumas perguntas e vamos colocar na tela então para as nossas convidadas a gente está hoje falando do medo o medo que incentiva a gente sempre fala que o medo paralisa, mas ele também incentiva, a gente precisa entender aí os lados os dois lados do medo e seguir a vida com ele, porque faz parte da gente. A gente percebe que desde a nossa infância, a gente sentiu e continua sentindo medo. Diferença é que tem gente que assume e tem gente que não, né? Mas está tudo bem sentir medo, gente. Não tem problema nenhum, não precisa sentir culpa nem vergonha. É um sentimento que nós temos, né? 8h43, pode colocar na tela a produção, por favor. Vamos lá, então. A Luciana Martins, do Jardim Guanabara. A gente direciona essa pergunta para a Carolina. Morro de medo, olha aí, morro de medo de envelhecer e não conseguir fazer tudo o que planejei. Será que essa preocupação pode servir de incentivo para aproveitar melhor a vida? Muito bem, Luciana. Carol, olha só a pergunta da Lu, né? Medos, os medos que nos acompanham por toda a vida. Ela, por exemplo, tem medo de envelhecer e não conseguir fazer tudo o que ela planejou. Então, nesse caso, o que eu diria para a Luciana? Primeira coisa O medo de envelhecer Então assim, como é que eu quero envelhecer? Então, eu quero ter autonomia Então eu vou fazer exercícios físicos Eu vou ter uma alimentação bacana Eu vou ficar magra Porque a gente sabe que obesidade Ou sobrepeso com o tempo Traz uma série de problemas Além disso E a minha parte de cognição Então eu vou estudar Vou fazer alguma coisa nova Porque a cada coisa nova que a gente faz a gente vai criando novos caminhos neurais, então isso é interessante, por isso que com o passar do tempo, a gente tem que olhar como um todo, estou cuidando do meu físico, estou cuidando da minha mente, e para quem tem uma fé, estou cuidando do meu espírito, da minha parte espiritual, acho que são esses conjuntos de coisas, para a gente envelhecer bem. Muito bem, aí tá vendo? Então, que essa preocupação sirva de incentivo, né? Pra que você possa trabalhar aí de uma forma que, de repente, você encontre um hobby, que você se socialize mais e que você possa envelhecer de uma maneira boa, né? Diferente do que o seu medo implantou na sua cabeça. A gente tem que tomar cuidado com isso. 8h45, pode colocar mais uma na tela, por favor, produção? Vamos lá. Vamos ver quem é que tá com a gente, agora vai pra Giovana. O Gabriel Almeida, do Jardim Garcia, ele diz assim, ó. Meu filho tinha medo de cachorro, mas começou a se aproximar deles depois que conheceu um filhote tranquilo. Uma experiência boa pode mudar um medo antigo, Giovana? Com certeza. Que legal ele trazer essa experiência, né? Eu acho que mostra isso, como a gente pode ressignificar o medo, como a gente pode ressignificar nossas experiências, né? E não deixar com que isso tome conta e que a gente deixe de experimentar novas vivências que são importantes. Então, com certeza, a gente pode ressignificar isso e esse filhote vai fazer com que a gente vive coisas que a gente ainda não sabe, que não viveu. Exatamente, né? Tinha medo de cachorro, trouxe um filhote, filhote é tudo de vão maravilhoso, acabou o medo, é isso. Vamos lá, 8h46, mais uma pergunta na tela, produção, a gente direciona para a Carolina, vamos ver, o Eduardo Souza do Bom Fim, olha só, tenho medo de fazer perguntas no trabalho e parecer que não sei nada, como perder essa vergonha e entender que perguntar também faz parte de aprender, é aquela questão do trabalho que a gente colocou, dependendo da situação você vai se reprimindo, se reprimindo e sentindo que você não está pronto para nada, né? E aí a questão dele é as perguntas. Poxa vida, tem dúvida? Pergunta. Agora, Carolina, como é que a psicologia pode trazer uma resposta aí para o nosso colega Eduardo Souza? Então, Eduardo, nesse caso, né, trabalhar, né, a psicoterapia, por quê? Porque a gente vai ter que trabalhar aí a autoestima, né? Aquela história da inadequação. Muitas vezes, quando a gente tem medo de perguntar, tem a ver com, olha, será que eu sou inadequado? O que estão achando de mim? Será que não sou bom o suficiente? Então, veja, o problema não são as perguntas, é o problema como eu estou me vendo. E muitas vezes as pessoas estão te vendo ok, mas aí é a nossa ideia, né? Que ideia eu tenho sobre mim? E aí que está essa disfunção que a gente vai trabalhar na psicoterapia, né? Que ideia eu tenho sobre mim, no aqui e no agora, misturado com o medo que também traz um monte de imaginação e ideia que a gente perde o controle, aí fica difícil, né? Então, o medo, gente, o medo é algo que faz a gente parar para pensar, né? Como o nosso cérebro é impressionante que consegue trazer vários tipos de pensamentos e sensações em pequenos momentos, principalmente nessa questão que ele colocou aí do trabalho. E um adendo que a gente pode fazer é ele não se sentir invalidado, né? Tipo assim, estudou, estudou para aquilo, mas aí diante de uma oportunidade de fazer uma pergunta, ele acha que ele não está preparado, ele nem sabe a resposta que a pessoa vai dar. Está vendo? Só o medo antecipa, o medo traz ansiedade, vai criando cenários na nossa cabeça que nem existem, que a gente nem sabe se vai ser assim. então, autoconhecimento sempre e aí fico pensando que a gente deixa de viver o aqui e o agora que também é a única certeza que a gente tem que é esse momento presente é isso mesmo, o medo tira da gente a oportunidade de viver o aqui e o agora 8h48, pode colocar mais uma na tela pra gente, produção, por favor vamos ver quem é que tá conosco, pode colocar aí a Carla Mendes Barão Geraldo tenho medo de deixar meus filhos fazerem algumas coisas sozinhos Como encontrar coragem para dar mais liberdade e deixar que eles aprendam? Ô, mãezinha, esse aí é o medo de todas nós, mães, né? Quando o filho nasce, para engravidar, quando você está grávida, você fica com medo. Quando você vai fazer a cesárea, o parto normal, é aquele medo. A criança nasce, você tem medo. A criança começa a desenvolver, você tem medo. Esse medo que segue a gente por toda a vida. Como é que faz, então, Carolina? é deixar os filhos fazerem as coisas sozinhos, vai ter que deixar, vai ter que soltar e vai ter que segurar a onda. Exatamente. E nesse caso, quando a mãe é permeada de tantos medos, então, de novo, está na hora dela procurar ajuda. Por quê? Porque é o que você bem disse, o medo faz parte. Então, conforme a criança vai crescendo, a gente vai dando pequenas autonomias. E por que é importante a gente dar autonomia? porque como a gente disse lá atrás, a gente vai criando a experiência, se eu não faço nada, se eu sou criado numa bolha, a chance de eu desenvolver ansiedade e medos vai ser muito maior, porque tudo é perigoso, minha mãe fica em estado de alerta com tudo, então a criança vai lendo esse ambiente de que tudo é muito perigoso, então essas pequenas autonomias, de acordo com a idade das crianças, são muito bem-vindas. Então, acho que nesse caso, mãe, tem que procurar uma ajuda, né? Não se sinta só, porque tem como relater. É verdade. É um receio, né? Acho que de todas as mães, é essa questão da criação dos filhos. Mas a gente vai ter que deixar que eles experimentem, que também sintam medo, para poder entender que a frustração faz parte, que o medo faz parte e que está tudo bem. a gente só precisa entender esses sentimentos e conseguir seguir a vida com eles, né? 8h51, acho que é a última pergunta, produção. Pode colocar na tela, por favor. A gente direciona para a Giovana. Felipe, do Nova Europa. Será que o medo pode nos prender tanto a uma situação que só percebemos como ela nos fazia mal depois que criamos coragem para mudar? Olha só que interessante. Faz muito sentido, sim. eu acho que sim, acho que a gente ter essa consciência depois é isso que a gente estava conversando de entender que isso me limitou de vivenciar uma experiência que eu gostaria muito mas perceber que esse medo paralisou e o que eu posso fazer agora para mudar diante disso interessante ele prende a gente em uma situação porque o medo paralisa, você fica preso naquela situação e depois quando você consegue sair você consegue olhar de fora a situação que você estava, né? E é importante a gente refletir sempre sobre o medo porque faz parte das nossas vidas e influencia até nos nossos relacionamentos. Agora, eu pergunto para a Carolina sobre a questão da rede de apoio, Carol, porque quem convive com uma pessoa que tem um medo exacerbado, ela precisa tomar um pouquinho de cuidado na forma da comunicação, né? Para comunicar de uma maneira mais leve, sem julgamento, porque quem sente medo sente culpa, porque perde oportunidades. E, de repente, não sabe como sair desse ciclo vicioso de ter oportunidade, sente medo, perde oportunidade, sente culpa, sente frustração, daí vai, se levanta de novo, daqui a pouco medo de novo, e assim vai seguindo. E a rede de apoio pode olhar isso e pensar, poxa vida, mas não tem uma atitude, né? Como que a rede de apoio pode proteger, apoiar, sem julgar? E qual a importância disso? É uma coisa, isso que você falou é muito importante, porque assim, entendendo que o medo exacerbado, ele vira um patológico, então é como a ansiedade, a ansiedade exacerbada, ela vira uma patologia que a gente vai ter que tratar. Então, diferente da doença física que você vai lá, que você vê, a psicológica não, ela está escondida e traz muito sofrimento. Então, a rede de apoio é, sim, acolher. A primeira coisa, acolher e saber que hoje tem muita ajuda e que a pessoa pode ter uma qualidade de vida muito melhor. Então, a primeira coisa, eu acho que é empatia, acolhimento e a gente entender que todos nós podemos, em algum momento, desenvolver isso. Porque é o que você falou, a vida está aí, a vida está posta, a vida é feita de muitos desafios. Então, todos nós estamos sujeitos a isso. Então, acho que é isso, é esse acolhimento e é estender a mão para ajudar a pessoa. Muito bem. Agora, 8 horas e 54 minutos. A gente vai encaminhando para o fim do programa. Quero agradecer a audiência do pessoal de casa, a participação de vocês duas, nossas convidadas tão especiais, nos orientando sobre algo que está presente no nosso cotidiano e que dispara um alarme no nosso corpo, no nosso cérebro e que pode nos proteger e até nos empurrar para uma zona de conforto também. Ou então nos impulsionar para a vida. Estamos falando desse medo que faz parte de nós. seres humanos. Então, eu quero agradecer a Carolina, gostaria que você deixasse uma mensagem, Carol, para quem está em casa agora, pensando e tem alguma decisão para tomar, tem um passo a mais a ser dado e está sentindo medo nesse momento e se identificou com o que nós estamos falando aqui. Então, uma mensagem, considerações finais, por favor. Bom, primeira coisa, muito obrigada pela oportunidade dessas trocas, né, que são sempre tão ricas e a gente sempre aprende. E pra você que sente esse medo, pensar que a sua força pessoal, o seu poder pessoal, ele é tão grande ou maior que o seu medo. Então, sempre atrás de um medo, tem uma força e um potencial que talvez você ainda não tenha visto em você. Acho que é isso. Muito lindo, porque todos nós somos capazes, né? E de repente o medo que ele pode estar te bloqueando de enxergar o quão grande e capaz você é. Ô, Carol, muito obrigada pela sua participação. Viu? Gratidão mesmo. Eu que agradeço. Maravilhosa. A gente se despede também da Giovana, né? Trazendo aí seu conhecimento pra gente, nos orientando sobre algo que faz parte da nossa vida e que nos protege, nos impulsiona ou nos paralisa. E é todos os dias que nós sentimos ele, um momento ou outro você vai sentir um medinho analisa o seu dia hoje faz a conta aí de quantas vezes você sentiu medo, seja ele pequeno ou grande, né, e de repente é importante pra você parar analisar, falar, opa, o que eu tô fazendo com esse medo que eu tô sentindo, né, então eu quero agradecer você, obrigada pela sua participação obrigada, Rubem, obrigada, Carol deixa uma mensagem pro pessoal de casa né, que precisa desse incentivo de entender que o medo faz parte da vida de repente quem sente medo fala, nossa só comigo que acontece isso, não não, não, é uma experiência compartilhada não se sinta sozinho e também entenda que ela é uma parte de você mas que ela não é a totalidade da sua experiência, de quem você é você é muitas coisas além desse medo às vezes só tá difícil de enxergar isso, mas sim, você é uma totalidade muito bem, muito obrigada pela sua participação gratidão mesmo e a gente agradece você aí de casa também por estar conosco, por participar com a gente. Eu quero lembrar você que hoje nós temos reunião ordinária, mas antes nós temos a primeira parte, você é convidado para participar, tá bom? E a programação da TV Câmara Campinas, ela é feita sempre com muita responsabilidade, com muito carinho, especialmente da nossa equipe, para você aí de casa. Ao meio-dia, Câmara Notícia com Gabriel Castro. E amanhã nós temos mais Estúdio Câmara, a partir das oito da manhã. E olha só, a gente vai falar de algo tão interessante, eu já começo com uma perguntinha aqui. Você sabe aquela pessoa que pensa assim, se não for do meu jeito, não está bom. Você já parou pra pensar? Você é assim em casa? Pode ser na organização da casa, no trabalho, na cozinha, ou até na maneira de, de repente, arrumar uma mala pra viajar, né? Se não for do meu jeito, não tá bom. Se você quer bem feito, faça você mesmo. Já ouviu isso? Já falou isso? Por que é tão difícil, gente, a gente aceitar que existem outras formas de fazer a mesma coisa? Quando a busca pelo certo acaba virando uma necessidade de controle e começa a gerar conflitos, a gente precisa parar para olhar o que está acontecendo. Então, no próximo Estúdio Câmara, nós vamos conversar sobre perfeccionismo, controle e vivência. E eu já pergunto para você que está do outro lado. Você é desses que se não estiver do jeito que você quer, não está bom? Você já parou para analisar que somos únicos e cada um de nós temos as nossas maneiras de executar as coisas, as situações? E aí, como é que fica? Será que você é perfeccionista? A gente vai conversar sobre isso amanhã, a partir das 8 da manhã, em mais uma edição do Estúdio Câmara, aqui na TV Câmara Campinas. Um grande abraço para você, uma ótima quarta-feira, fique bem e até lá. Tchau, tchau. Transcrição e Legendas Pedro R.
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