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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos, estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo nesta manhã de sexta-feira, hoje dia 29 de maio, acabando o mês de maio. E hoje vamos conversar sobre um comportamento que tem gerado cada vez mais discussão dentro das salas de cinema e teatros. Quem frequenta esses espaços, provavelmente já passou por alguma situação desagradável. É gente filmando espetáculo com celular. São conversas durante o filme. Pessoas cantando alto em musicais, usando flash, dançando na frente da tela e transformando a sessão em uma grande arquibancada. Um comportamento que ganhou força nos últimos anos com a cultura da chamada segunda tela. Aquela mania de assistir alguma coisa enquanto ao mesmo tempo se usa o celular, conversa nas redes sociais ou grava conteúdo para a internet. O problema é que muita gente levou esse hábito de casa para experiências coletivas que exigem atenção, silêncio e respeito. E aí ficam as perguntas: será que desaprendemos a ir ao cinema, ao teatro? Será que estamos perdendo a capacidade de viver o momento sem transformar tudo em conteúdo? E até que ponto o individualismo das redes sociais está afetando a convivência nos espaços culturais? Como é que tem sido o comportamento eh das pessoas que estão ao seu redor diante, de repente de uma peça de teatro ou então vamos lá assistir um cinema e a galera não fica quieta, todo mundo filmando e o filme acaba e você nem conseguiu prestar atenção e ainda sai estressado. Manda mensagem pra gente. Vamos lá, compartilha a sua experiência ou então é, fala pra gente o que que você acha dessa cultura da segunda tela em espaços coletivos, como por exemplo, cinema e teatro. O WhatsApp tá aqui na tela para vocês, 199729377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza uma informação, a previsão do tempo e já já vamos apresentar o nosso convidado que está aqui, que vai conversar com a gente sobre esse comportamento, né, eh, coletivo, eh, esse comportamento diante de espaços coletivos, combinado? Aguardamos a sua participação. E atenção, olha só, a Câmara de Campinas realiza no próximo dia 9 de junho, às 7 da noite, a audiência pública para discutir o projeto de diretrizes orçamentárias para o próximo ano. Então, a gente convida você para discutir com a gente as metas e prioridades da administração pública municipal para o ano de 2027. A sua presença é muito importante. A audiência ela vai ser conduzida pela Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara de Campinas. A sua participação pode ajudar a definir os rumos dos investimentos públicos da cidade. Então, participe, dê a sua opinião, a sua sugestão. Você pode ir até o plenário no dia 9 às 7 da noite ou acompanhar aqui pela TV Câmara Campinas, também no YouTube da TV Câmara Campinas. E você pode também fazer perguntas e sugestões no formulário que está no site campinas.sp.lege. lege.br. A sua participação é muito importante e você será muito bem recebido no legislativo de Campinas. Agora a previsão do tempo chegando para este fim de semana. Vamos lá ver como é que fica o tempo agora na cidade de Campinas. Olha só, hoje, sexta-feira, sol entre nuvens. Ao longo do dia, nós temos aí a noite com o céu parcialmente nublado. A temperatura fica mínima 12, foi de 12, né? A máxima de 22º para sábado, gente. Olha só, nós temos aí sol com muitas nuvens. É parecido com hoje, né? Períodos de nublado, mínima 13, máxima 23º. E para domingo, mínima 13, máxima 23 também com céu azul de brigadeiro. Coisa linda de se ver à noite. A meteorologia diz que tem formação de nevoeiro no domingo, mas mesmo assim teremos aí um dia maravilhoso. E olha só, gente, vamos lá. Eh, nos últimos anos, as redes sociais mudaram completamente a forma como as pessoas consomem entretenimento. Hoje, muita gente parece incapaz de assistir um filme inteiro sem pegar no celular. Acontece com você? Comigo também acontece. E está tudo bem. Esse comportamento, só que o problema é que esse comportamento ele passou a invadir também os espaços culturais coletivos. O debate ganhou mais força recentemente depois de casos que viralizaram nas redes sociais. Um deles envolveu o ator Mateus Solano, que retirou o celular de uma espectadora que filmava a sua peça durante a apresentação. Em musicais como Wickets, a produção precisou pedir ao público que evitasse cantar, filmar, usar flash durante os números musicais. já em sessões recentes de filmes como de Michael Jackson, né, que sobre o filme do Michael, vídeos de fãs dançando na frente da tela e até brigas dentro do cinema, brigas viralizaram nas redes sociais. Mas gente, onde termina a empolgação e começa a falta de respeito? O que tudo isso revela sobre o comportamento, sobre ansiedade, necessidade de exposição e convivência social? Vamos conversar sobre esse assunto. Nós queremos a sua opinião. Você já participou aí de algum, alguma peça de teatro ou foi ao cinema e aí você se sentiu incomodado eh com as pessoas que estão perdendo a noção, estão filmando, estão fazendo fotos. E no filme do Michael, gente, a galera estava dançando na frente da tela, né, para poder produzir conteúdo pra rede social. E aí, o que explica isso? Será que a psicologia explica? Será que alguém que trabalha com um cinema, um cineasta, um produtor, um diretor, pode explicar isso pra gente? Vamos descobrir agora. Por para conversar sobre esse assunto, recebo aqui no estúdio, vamos lá, cineasta, produtor, diretor e roteirista, Hamilton Rosa Júnior. Seja muito bem-vindo. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Tudo bem com você? Maravilha. Vamos conversar sobre isso. Vai contar tudo pra gente? Sim, com certeza. Muito bom. E para que a gente entenda o que acontece no nosso cerebrinho, na nossa mente, quando a gente fica com essa atenção dividida, nós recebemos aqui o psicólogo Rafael Pântano. Ele vai explicar o que acontece, né, com a maioria de nós, seres humanos, com essa cultura da segunda tela. Muito bom dia, seja bem-vindo. Muito bom dia, Rúbia. Muito obrigado pelo convite. Maravilha. Vamos lá, então. Vamos começar eh com o Hamilton, porque acompanha há muitos anos o cinema, o teatro, né? Tá lá trabalhando no MIS aqui em Campinas. Eh, a gente sabe que o Miss exibe eh várias sessões de cinema. E eu quero perguntar para você, você percebe que o comportamento do público mudou nos últimos tempos? Eh, o respeito à experiência coletiva diminuiu? Qual que é a avaliação que você faz sendo cineasta? eh, roteirista, diretor, trabalhando nos bastidores e de repente vendo esse comportamento mediante um trabalho que levou tanto tempo para ser produzido e quando ele é exibido ele é quebrado por conta da atenção à segunda tela. Bom, Rúbia, eh, eu acho o seguinte, né? Eu como cineasta e pensando em no fato de que assim que a gente tem que atrair os espectadores pros filmes. Uhum. Se eu ver por esse aspecto, eu acho que assim é maravilhoso você ter esse tipo de comportamento de você ver assim as pessoas de repente espontaneamente, né, se colocando assim, né? Agora, eh, existe uma questão que é houve duas mudanças que aconteceram na no comportamento do do espectador, que foi uma foi tecnológica, né? A tecnologia mudou muito nos últimos 20 anos. Então hoje todo mundo tem essa segunda tela. Exato. Tem essa segunda tela que é se tá o o celular hoje é uma coisa que assim acompanha a pessoa, né, como se fosse uma parte dela. Uhum. Né? Ela tá ali com o celular o tempo inteiro e ela quer, né? E aí você tem eh o celular, ele traz para você a possibilidade de você não ser só unilateral, de você não só ver, mas de você participar, de você ser protagonista até. Você se torna a sua bolha, você se torna protagonista da sua história. Olha só, interessante esse ponto de vista. Então assim, isso daí eu acho que é uma coisa assim interessante, né? Que para nós, assim, pensando como cineasta aqui, tá? pensando como cinecia, pra gente é um comportamento que a gente tem que estudar e tem que buscar formas, inclusive de eh de trazer, né, eh uma nova linguagem, de buscar essa esse trabalho que não é mais unilateral. Exatamente, né? Eu vejo, por exemplo, eu eu vi um filme da Pixar não há muito tempo, o Divertidamente dois. Sim. O filme é curioso que tem algumas cenas do filme, né, que assim você vê claramente que o personagem ele quebrou a a a quarta parede e ele tá falando com o espectador e aí o espectador conversa com ele junto. Sim, né? Ele pega, ele fala no momento lá, o personagem fala do desenho e fala assim: "Gente, gente, vocês aí que estão assistindo, o que que vocês fariam nesse caso? Digam para mim." E aí a criançada falava: "É, sabe?" E ele falava: "E que tal a gente fazer isso?" E, né? Então são coisas assim que até como roteirista você falou: "Olha, caramba, né? Dá para você quebrar a quarta parede, né? Sair daquela ação, né? Agora isso eu tô falando como cineasta, tá? Agora eu vou falar como curador, né? Que assim, por exemplo, eu sou curador lá no Miss, eu tenho uma sessão lá chamada Pérolas Escondidas do cinema. Au, né? E aí assim chegam os espectadores, tal, a gente tem um protocolo lá que a gente deixa, né? Primeiro a gente tinha escrito, agora nós queremos um vídeo também para ser exibido antes do filme, falando, ó, desligue o celular, né? Eh, essa sala você não pode trazer comida, né? Para, né? Você não pode comer. Porque assim, porque nem, por exemplo, o cinema, um cinema, né? Vou falar separado, tá? Cinema e miss. O Miss é uma, o M é um museu. Exato, né? O M ele tem uma sala de cinema lá que exibe o quê? Exibem filmes. Normalmente são filmes educativos, são filmes formativos, né? Então são filmes de várias nacionalidades e tal. E aí assim, as sessões elas não são corridas, não é como um cinema assim, no cinema, por exemplo, um quinoplex da vida, um quinoplex, por exemplo, a cada sessão entra a faxineira para limpar tudo. Exato. Ela pega e sai, entendeu? No M não é assim, tem uma sessão por noite, se o cara vai lá e come um hambúrguer, poxa vida, e tem gente que vai, entendeu? Porque assim, a sessão começa às 7:30 da noite, o cara pega, ele sai do trabalho e às vezes não dá tempo de comer e tal, né? Vai comer no cinema. Aí o que que a gente faz? No meu caso, ou eu atraso um pouco a sessão falando come aí fora, tal, não sei o quê, aí você entra, né? Ou, né? Ou pega e fala assim: "Olha, é melhor não entrar, tá?" Mas tem gente que fala assim: "Não quero saber, eu vou entrar, sabe? Eu tenho direito e não sei o quê" pá. E entra e senta e você vai falar: "O quê?" Poxa vida, você vai vira um debate, às vezes vira discussão. Uhum. Né? Comportamento. Então é um comportamento assim, né? Difícil. E aí assim, a gente não tem lá, por exemplo, no Miss faxineira, entendeu? De sessão para sessão para limpar, né? Então assim, eh eh eh são coisas que assim estruturalmente você tem que pensar e você tem que trazer ali, porque sabe, não é o mesmo espaço de um cinema, não é um lugar onde você entra e come pipoca e sabe meia hora depois vai entrar alguém, vai limpar. Perfeito, perfeito, né? Ali é uma é um local, né, que você, né, você vai assistir um leva uma água, tudo bem, leva uma água, né, sua garrafinha d'água leva, sabe, uma bebidinha, tal, não sei, tudo bem, mas assim, né, lanche não dá, né, gente? E tem e tem cinemas que você entra, inclusive tem, você pode comer o lanche. Exato, né? Você tem cinemas no no verdadeiro piquenique, né? Você faz o pique. Não, tem tem inclusive o entra o rapaz e faz faça o seu pedido, né? Você tem fácil o seu pedido, mas aí é outra coisa, tem uma estrutura, tem uma mesinha que você puxa aqui, é o espaço pensado para aquilo, né? Espaço pensado para aquilo. Exato. O M é é outra questão, é uma questão mais cultural, é um espaço que você vai assistir ali o cinema, mas é eh você tem que ir com a energia preparada para que o espaço eh te proporciona, né? Então, é como é como você pensar, por exemplo, eu vou numa biblioteca ou numa livraria. numa livraria, né? Você se comporta como o cara tá vendendo o livro. Uhum. Né? Ele tá vendendo os livros e assim tem atendente, tudo numa biblioteca você vai fazer pesquisa, você vai ler quietinho, né? Facet uma imersão. Requer. Exato. E aí o cinema é é como ele como ele tá dizendo, o cinema é um local imersivo. Ele foi, né, criado, né, como também o teatro. Sim, Rafael. Vamos lá. Diga, Rú, do ponto de vista psicológico, explica a gente pra gente, faz a gente entender porque essa necessidade de registrar tudo, de filmar tudo, de postar tudo e de até quebrar protocolos em espaços públicos, aliás, espaços coletivos, né? assim como uma peça de teatro, eh, uma sala de cinema que a gente tá falando aqui e que gera muito debate, confusão, discussão e a gente viu recentemente na questão do filme do Michael, enfim, são vários, várias situações. Aham. Explica pra gente o porquê, o que acontece, por que que ser human desse jeito. Nós estamos mudando e não estamos percebendo. Nós estamos mudando muito e rapidamente, inclusive os neonatos, né? Inve os os os eh os bebês recém-nascidos estão com algumas características amadurecendo mais cedo, verdade, do que outros, né? A gente surpreende com isso. Bom, trata-se de um fenômeno eh que a princípio eu achei que fosse eh local, né? Eh, Brasil, mas trata-se de um fenômeno mundial, não é aqui. É aqui nos Estados Unidos e na Europa também que vem acontecendo esse tipo de coisa. Eh, esse tipo de comportamento, eh, ele começa a ser dividido quando as pessoas passam a ter uma outra instância da vida, que não é a instância física, material, mas sim a virtual. Uhum. Então, é a imagem que eu quero projetar de mim e não de fato o que eu estou vivendo agora. Quanto mais tempo no mundo virtual, menos tempo no mundo real. Perfeito. E as novas gerações que já nasceram com as telas, elas não conseguem mais saber de eh eh, vamos dizer assim, quantificar a importância de um e quantificar a importância do outro. Os dois acabam tendo os mesmos pesos, tá? Isso é um dos aspectos. Então o celular tá sempre presente na vida das pessoas, né? Inclusive dentro dos cinemas. Ah, eu acrescento também alguns outros aspectos, né? com a o afastamento eh da pandemia também com a evolução das redes sociais que acabam tendo ótimos aspectos, se bem utilizado, mas eh como tudo na vida tem ambiguidades, né? Aquilo que me faz muito feliz pode também me fazer muito triste. Uhum. Eh, quando a gente faz uma, quando a gente tá dentro de uma eh dividido, a gente não consegue abrir mão de essa outra persona nossa para fazer essa imersão. Uhum. Tá. Então, não consegui fazer esse tipo de Ah, eu tava falando da pandemia e eu acabei perdendo aqui só para voltar. a gente acabou eh se isolando muito e medos foram criados. Olha isso. E esses medos acabaram contaminando as novas gerações por conta de eh falta de interação social. O que eu mais recebo no consultório são crises eh de jovens que t muita dificuldade na interação eh social. Perfeito. Exatamente. Então, a pessoa não sabe como eh proceder dentro ele ele trouxe a questão do Divertidamente, né, que é um filme que é maravilhoso. E para as crianças, então, toca profundamente o filme divertidamente eh, por exemplo, eh, o, acho que o Galeria ele tem uma sala de cinema que é adaptada para crianças. Uhum. Uhum. Então ele tem pula ele tem aqueles puffs, eh, e tem intervalo. Uhum. Então aquela aquele aquela sala ela é feita para esse tipo de troca, para esse tipo de imersão, para essa bagunça. Perfeito. Já outros filmes não. Por quê? Porque nós estamos dentro de um espaço coletivo e a gente precisa enxergar o outro. Nós não podemos eh querer ser protagonista, porque não é a nossa vez no cinema. Uhum. É a vez de todos. E no caso do Michael Jackson é a homenagem que tá sendo feita à trajetória dele. Sim. Que também é um artista que toca todo mundo. É um artista de de repercussão mundial. Uhum. Né? Então a obra dele é uma obra que toca em todos. Sim. Né? Então eu acho que é por aí, Rú. Mas tem mais. E então, mas muito mais, né? As pessoas filmando. No caso do Michael Jackson, que acho que é é Michael Jackson é acho que é algo assim que que ainda está em discussão, né? É essas pessoas que falam assim: "Ah, eu paguei pelo ingresso, eu tenho direito" e tal. É um pouco da da revela um individualismo que se criou. Isso é é perda então da da do senso do coletivo. É isso. Com certeza. Com certeza. É uma questão assim, eh, eu estou junto com os outros apenas quando eu tô na rede social e quando eu tô no mundo real, só que é sempre um ponto de vista individual. E quando eu tô no mundo real, né, que tem outro aqui do meu lado que eu preciso cumprimentar, olhar nos olhos, né, respeitar os limites do outro, aí é é que tá tendo problema. Olha só, gente. E e Hilton, agora eh vamos lá pro palco, né? para quem tá no palco ou trabalha trabalha com produção cultural e tal, o a luz do celular, o flash, a falta de atenção, a conversa, a brincadeira, enfim, atrapalha essa essa experiência, né, eh artística, atrapalha quem está nos bastidores, quem realmente está trabalhando, porque nós temos situações aqui de eh os artistas, né, pedirem para as pessoas desligarem o flash do celular ou então desligar o celular, porque realmente estaria atrapalhando a execução da peça. Então, qual que é a sua avaliação sobre isso? Quando a gente falar então de teatro aí é dolorido, né? É muito dolorido. Para ambas as partes, sim, né? Porque e eu acho que assim, não pras para ambas as partes, não. Pro cara tá lá como espectador, ele não ele não tá ligado. É exatamente o que a Rafael falou. Uhum. Ele assim, ele tá ali imerso naquela coisa e assim todo toda a volta dele pouco importa. Exato. Então se você não tá ligando pro Uhum. né? E aí assim, no caso do teatro é uma coisa assim porque assim o o o ator, né, ele, pô, ele ele ele ensaiou, ele preparou aquilo, né, e ele sabe, né? É como uma conversa. Nós estamos aqui conversando e eu tô conversando com você. Aham. Sim. Aham. Sabe, é uma coisa, né? Então assim, é uma coisa de educação. Sou como se eu tô conversando com você e eu pego o celular e coloco aqui, quem que tá na frente? O celular. Aham. Exatamente. Quer dizer, o que você tá falando não tem importância. Uhum. Isso soua desrespeitoso. Desrespeitoso. Exemamente, e aí, como é que a gente entende uma coisa? Olha só, a pessoa ela e eh ela vai até o teatro e aí ela vai utilizar a segunda tela para poder filmar, para poder falar, enfim. E aí soa como desrespeito e ela não está conectada com o que está acontecendo ali naquele espaço. Por que que ela foi? Vamos lá, meu psicólogo. Ela foi, ela foi não para que ela pudesse fazer a imersão emocional, porque eu também vejo que as pessoas não têm muita disponibilidade Uhum. Para fazer esse tipo de coisa. E as peças de teatro, e eu sou um ator amador, tá? Aham. Amador, muito bom. Eh, você carece e tem verdadeiras tragédias no c no no teatro que são magníficas, né, e poderosas e e o no cinema também. E você precisa fazer essa imersão para que você acabe fazendo tipo um eh você vai ser tocado por aquilo. Uhum. E você pode ser ferido por aquilo. E as pessoas não têm essa disponibilidade para ser tocado, transformado ou ferido. Elas foram no cinema, a minha hipótese, para aparecer para os outros e não para si própria. Olha aí. Uhum. Né? E isso é complicado, porque daí eu só tô sempre pros outros, eu não tô para mim. Para para pensar numa perspectiva de idades avançadas. Eu tenho 50 anos. Uhum. Você imagina a pessoa que jovem que vai passar a vida assim, vai chegar aos 80 e poucos anos. Eu vivi para quem? Vazo. É um grande vazio. Exatamente. Perfeito. Muito bom. Então isso é realmente eh é mobilizador. Para mim é muito mobilizador e é sintomático, tá? Essas essa questão ela é muito sintomática. Olha só. Eh, a gente tá conversando aqui e claro, muitas vezes as pessoas deixam de viver experiência real para viver uma experiência digital. A gente pode perceber isso em shows, grandes shows, né? As pessoas gravam o show inteiro, filmam, eh, de repente musical e e na no na questão do cinema registram a cena do filme, eh, mas no fundo parece mais preocupada em produzir o conteúdo do que aproveitar aquele momento, né? Aí o Hamilton trouxe essa essa essa visão aí de cineasta que é interessante essa produção, né? Para quem é cineasta, poxa vida, as pessoas estão evoluindo na questão da produção. Agora eu quero perguntar pro eh Rafael o que que acontece com a gente? Uma pergunta bem interessante aqui. Por quê? Ahã por que que nós entendemos que nós precisamos gravar para assistir depois? Porque a maioria das pessoas dizem que estão gravando, exemplo, um show, porque elas vão assistir depois. Mas não seria mais interessante a gente assistir o inédito? Fui no show agora, vou assistir ele e acabou. Assisti, meu cérebro registrou. Aí na próxima oportunidade vou no outro show e vou assistir outro show. Quem quem que grava e que assiste depois? O que que acontece com a gente que a gente sempre tá querendo assistir depois? Mas é, por que não assistir o inédito? Por que não aproveitar a experiência? Olha, não tenho a menor ideia porque as pessoas fazem isso, porque essa não é uma experiência que eh me pertence. Eu não gosto muito disso. Eu não faço muito isso. Eu sou péssimo com redes sociais, mas apesar de não estar por fora, né? Sim, claro. Mas eu vejo que assim, eh, é, é uma necessidade muito mais egocêntrica. Uhum. Hum. né, de eh se colocar naquela situação e se rever. Claro que nós temos hoje também um grande fenômeno do do TDH e essas pessoas elas têm e e é um fenômeno real, né, palpável, mesurável, científico. E essas pessoas junto com outras, elas têm umas dificuldades em memorizar alguma coisa. Mas tirando esse aspecto eh eh clínico, eu não vejo outro motivo que não seja a o registro eh do próprio da própria atuação. Uma questão muito mais eh desculpa, bati no microfone, uma questão muito mais de si próprio, né, de de tá se olhando. É um ego, é um super ego. É, eu estou me olhando naqueles naquela situação. Eu não estou eh vivendo aquela situação. É. São muitos detalhes que precisam ser estudados, né? Nós estamos aí vivendo algo que não estamos tão preparados para isso e a gente tá autodidata nisso tudo, né? Aprendendo com o passar dos do tempo, com a atualização da tecnologia. E é isso. Agora, ô ô, Amilto, tem diferença, explica pra gente, porque tem espaços coletivos assim que a gente pode cantar e eh e curtir diferente, né? Então, eh, exacerbar um pouquinho o nosso comportamento. Explica a diferença pra gente do filme conserto, o musical de teatro ou uma sessão tradicional de cinema, porque aí tem o limite entre a participação e o excesso. De repente, eh, no musical de teatro é algo mais elevado, né? Então, a gente acaba sendo eh eh a energia do lugar é diferente e o comportamento nosso também. Então, eu gostaria que você explicasse pra gente filme, conserto, essa questão do musical e vamos cair lá na sala de cinema de novo. É, eh, ó, eh, é como ele falou, tudo é uma questão do qual é a proposta. Uhum. Né? Qual é a proposta? Que nem você, por exemplo, ele falou do cinema que cinema para criança que tem pula pula e tal. Então, é uma, é, digamos assim, é instagramável, né? Uhum. Então, a vão fazer um espaço instagramável para, né? Eh, é um um uma nova linguagem. Eu acho que é interessante de se trabalhar, tal, né? Mas, eh, é diferente, né? as coisas são diferentes. Acho que assim, na verdade, nós não estamos preparados para isso, não. Nós estamos, nós não estamos preparado para nós estamos vivendo, nós estamos vivendo e tentando se adaptar a coisas que estão surgindo na nossa frente e que a gente, né, vai ter que arrumar co formas, né, de de resolver, né? Mas que nem, por exemplo, eu, os meus filmes, por exemplo, eh eh eu eu em festivais, por exemplo, eles pedem pra gente levar os filmes e e já ter o filme com o o acesso, né, para PCD, né? O que que é o acesso ao PCD? É o acesso, né, pras pessoas que as pessoas que são cegas, as pessoas que são surdas, né? Então você tem a a a linguagem de sinais e você tem também a audiodescrição. Sim. Perfeito, né? Eh, eu fui recentemente num festival e o meu filme tava todo em audiodescrição. Uhum. Eu saí assim muito chateado do filme. Por quê? Por quê? Porque assim, eh é claro que você tem ali um grupo de pessoas, né? Claro que pode ser PCD que tá ali, mas assim, a maioria do público foi lá para assistir um filme, né? E, né? E eu quando eu concebi o filme, toda a linguagem tal dele e tal, ela se perde porque assim, eh, na audição fala assim: "Então, a moça está sentada, né, e ela está pensando, né, e ela está pensando e ela está bebendo água, barulho de folhas." Então, assim, são coisas que para quem eh não tem esse problema, são coisas meio que óbvias, né? E aí assim, o e o filme exige os silêncios. Perfeito, né? Você criou silêncios ali paraa pessoa refletir a respeito, né? Dizem muito e daí tá e aí tá falando, sabe? Então, então, eh, eu acabei saindo meio chateado do filme, fiquei magoado, falei: "Pô, caramba, né?" E aí assim, pro festival eles estavam assim super eh felizes porque eles estavam levando, né? Mas assim, eu não tinha, por exemplo, dentro do festival a opção de ou você assiste o filme assim ou você assiste o filme assado. Exatamente. Separar, né, separar, entendeu? Não tinha essa possibilidade, né? Ou então, né? Eh, tipo assim, tem essa possibilidade, mas o cara tá com fone de ouvido. Legal, né? Aí tudo bem porque aí adaptado para aquilo, mas não era o caso, era coletivo, era uma experiência coletiva, tinha 400 pessoas lá, né? E claro, poderiam ter PCDs ali, mas assim, era um um grupo menor. Então, eh a estrutura não estava compatível para a inclusão de todos. Exato. Inclusão de todos, né? Então, incluindo a minoria, você excluiu a maioria. Examente. Isso mostra, isso mostra que a gente tá caminhando e aprendendo a lidar com toda essa tecnologia, esse monte de coisa que vem pra gente e às vezes a gente não consegue dar conta de assimilar tudo, né? E aí precisamos do quê? Precisamos de orientação, eh, precisamos de de informação, precisamos de estudo. Isso me chama muita atenção, isso que você colocou, porque a importância da inclusão, mas é inclusão para todos. Então, quem precisa do fone utiliza o fone, quem pode ouvir vai ouvir. Então, assim, acho que é é importante a gente tocar nesse ponto, porque a inclusão para todos ela é importante, principalmente quando a gente fala de cultura, né? É, é que nem você vai, você vai ver o, né, o filme lá, a, a menina tá, né, numa situação assim, ela vai ter toda uma reação emocional e no final ela vai chorar, né? Eh, você tá assistindo, fala assim: "Agora a mulher está chorando, né?" Eh, fica um negócio, sabe? Veja, eu não estou eu não estou dizendo que eu não estou partidário a haver esse tipo de a inclusão. Eu acho que a inclusão ela é necessária, mas precisa haver estrutura para inclusão, mas precisa haver estrutura para você não transformar uma experiência que é coletiva. Uhum. né, uma experiência que fica, né, jogada assim, perfeito, né, de uma forma Então, eh, nós estamos vivendo e estamos tendo que aprender autodidatas literalmentatas literalmente e não tem como parar, o show tem que continuar. Exatamente. E a gente vai errando e para poder acertar, né? Porque é com o erro que a gente acerta, não é, Rael? que nem você falou do Mateus Solano, tem também o caso famoso, caso do Antônio Fagundes. Porque o Fagundes assim, ele sabe, ele para tudo. Exatamente. Ele para, ele grita, ele manda embora, sabe? E aí, e como é que faz? Ô, socorro, como faz? Olha só o comportamento, reações, né? É uma ação que gera uma reação. E aí a gente volta de novo naquela questão, estamos aprendendo, precisamos de orientação psicológica. Falar uma coisa só, eu sou professor também. Aham. Sim. E jornalista também, né? Muito bom. Isso. E aí, mas olha só, sabe o que a gente faz na escola? A gente fala, a gente entra na classe e fala assim: "Vamos aos combinados". Uau! Uhum. Então, a gente faz os combinados antes. Perfeito. E aí temos um acordo. Uhum. Né? Eu acho que talvez o o caminho seja por aí. Sim. Vamos aos combinados. Os protocolos. Tá, tá, tá. Entendeu? O combinado é isso, é porque faz a gente pensar em todas essas situações que a gente tá falando aqui, que o público não tem educação, que falta postura, mas de repente falta também um um regra. É, né? Regras. E claro, o bom senso de você seguir a regra e saber que se tem regras elas precisam ser seguidas, não é, Rafael? Exato. Ex. Exatamente. Eh, veja bem, no caso do Fagundes que vocês estão, que vocês trouxeram, ele eh o teatro ele tem um protocolo muito claro, né? Você chega eh antecipadamente, tem três sinais, né? Sempre foi assim. Uhum. Desde a época que as pessoas iam ao teatro de carruagem e cavalos, né? Se a pessoa não sabe disto, né, vamos eh colocar algum tipo de sinalização para ter um pré-combinado. Exato. Vamos colocar no ingresso. Uhum. No ingresso que a pessoa vai comprar. Fala assim, ó. Chegar eh antes, entrar antes da cineta e a partir da terceira cineta você silencia para começar a peça. Sim. Agora, depende de alguns contextos, né? Eu fui assistir um ator que interpreta uma psicóloga que é antipsicóloga, na verdade, né? Que bastante bastante engraçado. E é uma comédia. Uhum. E essa psicóloga que ele interpreta é logo no começo ele fala: "Olha, ele faz até uma brincadeira com filmar e ele quebra essa coisa do filmar e fala: "Fiquem à vontade, filmem e divulguem mesmo". Tipo assim, legal, né? Só não põe luz na minha cara que senão vou ficar pistola. Então assim, já é já, então assim, já quebrou o clima, já ganhou o público. Exatamente, né? No caso do Fagundes, o Fagundes já é um ator consagrado. Uhum. É reconhecido internacionalmente, reconhecido nacionalmente. Eh, ele não vai admitir uma intervenção no drama que ele se preparou tanto por conta de atraso, seja lá quem for. Então, e se você for entrar, você entre em silêncio, você entre discretamente, né? E não atrapalhe. Então é complicado, né? Depende de fazer eh fazer leituras do do de contextos. E nós estamos com dificuldades disso, né? Estamos com muita dificuldade disso porque a gente não sabe se a gente tá no mundo virtual ou se a gente tá no mundo real. A gente tá com dificuldade de ficar desconectado. Temos a questão educacional também, né, que é uma questão que conta bastante, né? O professor, né? Temos um combinado. Combinado não sai caro. É o a frase que a gente sempre fala, né? Então fez um combinado. Tá ali, você não está cumprindo o que você concordou comigo. É previamente. Exato. É isso. Então a gente precisa ser capaz de cumprir a nossa palavra também. Uau! Olha aí, né? Vai muito além do combinado, né? Porque aí depende de você. Você é capaz de cumprir a sua palavra? Você é capaz de cumprir o combinado, né? ou o protocolo para o local onde você se predispôs a estar. Autoconhecimento é tudo, né? é autoconhecimento, equilíbrio. E a gente fala hoje sobre etiqueta no cinema, nos teatros, né, em locais eh que são coletivos, né, e com essa utilização exacerbada das telas, da segunda tela, aliás, que acaba atrapalhando, né, cinema, teatro ou também, né, acaba contribuindo, porque no caso, eh, como você disse, né, tem eh eh atores que vamos lá, publica, pode filmar à vontade, publica e divulga, né, e ajuda, me ajuda aí. E tem outros que não, mas vai aí do bom senso, do comportamento, do senso crítico. Estamos aprendendo, sem julgamentos aqui, tá bom, gente? Porque quem nunca, né, chegou em um lugar e achou legal, sem perceber, é um negócio meio que já que tá no no inconsciente, né? Já a gente vai sem perceber que necessidade, vai lá e de repente você tá com a lusona na cara de outra pessoa. E como você tá só se preocupado com você e com quem você tá interagindo no celular, você não olha pro cara que tá do seu lado. Exatamente. Você precisa olhar para quem tá do seu lado. É, gente. Bom, e eu fui assistir o filme do Michael Jackson, né? Não teve eh gritinho, graças a Deus. Mas, por exemplo, eu tava comendo pipoca, eu tava com a minha família, tal, e nos momentos de silêncio, a minha mulher, minha esposa, eu ia pegar a pipoca, fazia aquele barulhinho. Ela para, para, por favor, para. Olha aí. Tá vendo? Desculpa aí. É, gente, é isso. Etiqueta no cinema, etiqueta no teatro, né? E é tão bom a gente assistir um bom filme, assistir uma boa peça de teatro. Agora 8:45. Vamos lá, pessoal tá participando com a gente. Vamos ver que que o pessoal de casa quer saber, né? Ou então tem alguma experiência para contar. Você ficou com raiva lá no cinema, ficou estressado, foi no cinema para desestressar, acabou saindo de lá antes de acabar o filme, estressadíssimo por conta do comportamento de alguma pessoa que tava lá querendo fazer de repente um vídeo para divulgação na rede social, né? Então vamos lá, gente. Pode colocar na tela, produção, por favor. 8:46. Juliana Novais de Barão Geraldo. Fui a um musical e perdi o clímax da cena porque a pessoa da frente ligou o flash na minha cara. O artista lá no palco também sente esse incômodo com as luzes para você. Vamos lá, Milton. Nossa. Ih, então Rafael até pode continuar essa história, porque assim, o Rafael, o Rafael disse que ele é ator também, né? Ele é ator também, ó. E tem exige, exige-se concentração, né? Então, exige-se muita concentração. Aham. Né? E assim, uma peça às vezes são seis, são 8 meses de, sabe, de ensaios, de estudo, de estudo, né? E e você chega lá e e não adianta, né? No teatro, essa troca ela é muito física, ela tá ali, você sente a energia ali. Uhum. Uhum. Você sente a energia da da E cada espetáculo é único. É único. Exatamente. É único, né? Vai acontecer ali, não vai acontecer mais, né? Cadaquele jeito daquele jeito nunca mais, né? É por isso que tem peças, né? Que você fala: "Ô, hoje foi muito boa. Eu eu a a a minha a minha parceira, ela é ela é atriz, né? Ela é atriz e cantora, né? E assim, e eu vou muitas vezes assistir, né? Porque sempre é diferente. É. E sempre é diferente. Daí ela fala assim: "E hoje como é que foi? Foi melhor que ontem?" Foi. Sabe? E é muito legal de você ver essas, sabe, essas coisas, porque também depende do público. O público ajuda, pode ajudar ou pode atrapalhar o o ator, porque o ator ele tá é uma comunicação, não é unilateral, não é assim porque é muito físico, é muito, você sente, por exemplo, você tá fazendo uma comédia, né? Você sente as risadas, você sente a energia, sabe? Ela ela ela vem para você, ela é jogada para você sem abado. Exato. Ela isso contamina, deixa ele mais positivamente. Agora também pode deixar ele negativamente também porque, né, é uma comédia e ninguém ri. Poxa vida, verdade. Já era, já era, né, pô? Pô, esses espectadores são difíceis. O pessoal fala assim: "Nossa, aquele público era difícil. Olha isso. Aquele público foi difícil, né? Às vezes você sai, você vai, você tá fazendo uma turnê, você sai de um lugar, vai pro outro. Também tô falando isso com uma certa, porque assim, eu fiz cênicas, né? Também fiz cênicas, fiz dois, fiz dois anos de cênicas na Unicamp. Olha aí que top. E teve uma época que eu tava, sabe, ali oscilando, né? Na verdade, tava entre ser jornalista ou ser ou trabalhar com com artes, né? No fim eu acabei agrupando as duas coisas, né? Maravilha. E mas assim você sente essas, sabe, essas coisas acontecendo, né? Como, né? Eu fui ator, eu fui ator em algumas peças no começo lá. Então você sente exatamente isso, né? E quando você vai para um determinado, uma outra determinada cidade e tal, você fala: "Nossa, que diferente aqui pessoal aqui é diferente. É, é cada coletivo que entra e assiste é um coletivo diferente. Olha só, né? E olhando por essa ótica da troca de energias, de teatro, assim, é algo é físico mesmo, né? Aí chega o cidadão lá com celular, né? E uma um mega master flash. no rosto do ator, não. Ou toca o telefone ou tá do lado, né? Colocou, colocou o flash que ela era o público, né? Ela tava no público. A Juliana que falou com Pode colocar na tela de novo, produção, pra gente rever aí a a pergunta. Vamos lá. Jul. Então, assim, ela tava assistindo e o Flash foi na cabada. Então assim, o cara que tava filmando ou a pessoa que tava filmando, ela atrapalhou o outro. Então assim, isso não pode acontecer. Então, bom senso, né? Bom senso. Bom senso. É, você não pode contaminar, eh, atrapalhar o outro porque você quer filmar. Se você quer filmar, você seja discreto. Uhum. Né? Se couber filmar, eu quero filmar um ápice ou é minha filha que tá fazendo teatro, eu não vou botar um flash na cara do do cara que tá do lado. Pois é. É. Enfim. Então, né? Eh, filmagens, ouvir áudios num volume alto, gente. Que que é isso, né? A gente tá no sem noção. Falta no sem noção. Queria até fazer uma pergunta pro Rafael. Acho que você falou, você falou em, em, em ego. Sim. Mas tem também um baita de um narcisismo que cresce, que se desenvolve, né? Aham. É porque assim, a pessoa ela faz Uhum. E ela é advertida e ela se sente indignada porque pela advertência porque ela foi avisada. Ela foi avisada. É. É. Poxa vida, né? E aí individualismo, ego, narcisismo. Mas o que que tem se não oculto a si mesmo nas redes sociais, né? Eh, quantas pessoas nós vemos que estão sempre com um sorriso no rosto, na foto? Sempre. É. Mas ao vivo não estão com uma canção no coração. Adorei. Uma canção no coração. Olha aí. Então elas estão ali eh mostrando pros outros imagem, projetando uma coisa, porque elas querem ter essa projeção, né? O narcisismo, né? Que é o culto a si mesmo, é você se achar com mais importância do que você realmente é. Uhum. e achar que você tem mais importância é do que você realmente tem. Sendo que dentro de um coletivo a minha importância é a mesma com os meus pares, com quem está do meu lado. Eu não posso atropelar. Uhum. Néum? Então, acho que cabe eh a gente ter essa conversa, esse esclarecimento e entender que quando eu estou atropelando o meu próximo, né, eu estou tendo um, eu posso não ser narcisista, mas eu estou tendo um comportamento narcisista. Uhum. Por quê? Porque eu quero chamar atenção, porque eu quero postar eu, eu, eu, eu, eu eu eu e mais ninguém. Olha aí, hein? Então, tá bom. Vamos fazer uma peça de teatro para uma pessoa só para mim. Só vamos fazer uma sessão de cinema só para uma pessoa. Só uma pessoa? Tem sentido. Exatamente. Agora, você quer fazer uma sessão de cinema do Michael Jackson para os fãs do Michael Jackson se descabelarem, gravarem? Poxa, então vamos fazer, vamos estabelecer. Olha esta sessão desse cinema nesta sala, neste horário, sem protocolo. Pô, dancem, filmem, falam: "Uh, yeah, tal". à vontade. Muito bom. 8:53, gente. Vamos lá. Pode colocar mais uma pergunta na tela pra gente, produção, por favor. Vamos ver quem é que tá conosco agora. O Felipe Antunes de Barão Geraldo. Vi uma menina filmando a si mesma chorando no cinema. Só para postar, só para postar depois. Olha, Felipe, porque a gente transformou os nossos sentimentos em um espetáculo público pra internet. Ai, ai. Vamos lá. Vamos lá. Então, o que vocês podem dizer para o Felipe? Ele viu a menina chorando no cinema e se filmando neste momento de lágrimas. O que que a gente pode dizer aí? Narcisismo? Ou então ela tava emocionada e ela queria, ela realmente estava sentindo aquilo. E agora, ô Felipe, ó, fala sério, hein? Abraçou, né? Literalmente apertou sem abraçar, porque vamos dizer o quê? Vai psicólogo de novo, né, amigo? Poxa, sempre é gente, sempre vai. Vamos lá, resolva, por favor. Olha, a gente não pode falar individualmente porque a gente não conhece essa menina, a gente não sabe a idade dela, muito menos a história ação em si, né? Mas nem e nem do que se trata e a a cena. Uhum. Sim. Porém, a necessidade de deixar marcado no mundo virtual aquela o que que ela tava o que tava representando para ela aquele momento real, sendo que não havia necessidade dela filmar, né? Mas é uma necessidade de aparecer, sim. É uma necessidade narcísica assim, né? É uma necessidade de se fazer, é, precisamos estudar mais sobre narcisismo, então, né? De repente a gente se identifica e começa a mudar alguns comportamentos. É uma boa pedida, não é? Porque sim, porque assim, eh eh todos nós temos tudo dentro de nós. Claro. Todos nós somos capazes de dar a vida para salvar um ente querido, alguém, um amor. E também somos capazes de tirar a vida de alguém quando pressionados o suficiente. Então, dentro destes intervalos extremos Uhum. desses dois polos nós temos tudo, né? Então, não necessariamente há o transtorno claro narcisista como descrito num DSM4, DM5 agora, o CID 11, mas temos comportamentos narcísicos. Uhum. E nós precisamos prestar atenção nisso para que o nosso sofrimento, por que que o nosso sofrimento precisa se tornar um espetáculo do outro? Por que que o meu choro? A gente precisa se perguntar, precisa ser eh, precisa ter tantas testemunhas. Será que eu sou tão carente assim? Uau! Muito bom. 8:56, mais uma pergunta. Olha, você que tá participando com a gente, obrigada pela sua participação. Continua mandando aí, produção, pode colocar pra gente mais uma na tela, por favor. Bate-papo legal pra gente fechar semana com chave de ouro. Estamos falando de comportamento, né? É, principalmente o comportamento com a segunda tela em espaços coletivos como cinema e teatro. Marcos Silva do Taquaral. Fãs de franquias famosas costumam gritar e aplaudir quando um herói aparece na tela. Esse comportamento de Esse comportamento de está deio futebol combina com a sala de cinema tradicional. É isso mesmo, Amil? Comportamento do estádio de futebol. Proposta. É a proposta do filme, né? Se não tiver isso também, né? É a proposta do filme, como por exemplo, né? O Rafael tava falando aqui da, né? É, a gente tá vendo a história do Felipe, né, Felipe dizendo da menina que chorou. A gente não sabe nada da menina, mas eu, por exemplo, como diretor cineasta, eu vi se eu ver uma situação dessa e a proposta do filme for essa, você atingiu, caramba, olha que coisa maravilhosa. Olha que coisa maravilhosa que eu atingi. Não sei, sabe o que que mexeu, mas mexeu com ela. Uhum. Né? Então, e poxa, isso é maravilhoso. Exatamente, né? mexeu com ela. Agora tem outro aspecto também, né? Nossa, que falsa, né? Tá lá filmando, se chorando. Filmando, se chorando. Muito bom. Se chorar aí. Ai, ai. E esse comportamento de estádio de futebol, hein? Dentro de um de uma sala de teatro, o que que você me diz? Tá. Não, uma sala de teatro só se se for a proposta do do espetáculo, né? Só for. Agora, se não for, se for a proposta do espetáculo, né? o pessoal levantar e aplaudir, dançar e tal. Eh, eu fui ver a Ópera do Malandro aqui, né? Assim, a Juliana Lau que dirigiu, nós fez um trabalho magnífico, sabe, com quase 60 atores no palco. Uhum. Né? E o final assim levanta a galera, sabe, cantando a música do Chico Boac e é um negócio assim maravilhoso, sabe? Um banho assim de, sabe, de grande espetáculo. É um grande espetáculo que termina com todo mundo levantando, ovacionando. Isso é uma coisa maravilhosa de de você, né? Porque assim, empolgou tanto que no final, né, quando a quando a proposta está para esse comportamento, né, muito exato. Exato. Eles quebram no final do do do da peça, eles quebram a quarta par e aí vira um negócio assim, sabe? Muito bacana, muito bonito mesmo. E todo mundo sai da da peça feliz. Muito bom. Sim. Sabe, mas assim, a proposta era essa. É, quando a proposta fizeram uma catarse. Fizeram uma catar. Exato. Exato. Agora você vai ver uma, né, uma peça, por exemplo, sei lá, Street Bag, por exemplo. Aí, aí você vai para um negócio que é assim, é um mergulho psicológico. Uhum. Né? É um mergulho psicológico. Imersão e não tem como, né? Casa de Bernard da Alba. A casa de Bernard da Alba tem tem suicídio. É, então assim, não tem sentido a não ser você fazer essa catar se sentir. É, você foi para lá para isso, né? E sinta, a gente precisa sentir porque uma parte das redes sociais e da do celular, ele tira isso da gente. A gente já perdeu muito, tá? Exato. Eu acredito. A humanidade já perdeu muito de interação, de falta de paciência, de falta de a noção do tempo, porque o tempo nas redes sociais, o tempo na na internet, ele na rede social, principalmente ele é diferente do nosso tempo. E aí as pessoas acabam se perdendo um pouquinho nessa nessa questão de tempo. E se a gente for parar para analisar, eu não sei não. Mas se a gente for trabalhar com essa questão do tempo para cinema e para teatro, o pessoal tá já vai ficando ah ansioso porque demora a passar o tempo. Exato. Uau, que coisa. No caso da pergunta do, qual que era o nome? Do Felipe. Felipe. Felipe. Eh, a respeito do heróis, né? E existem eh muitos personagens que acabam correspondendo a eh questões mitológicas Uhum. que habitam o inconsciente da psique. Sim. Então, né, e o mito do herói, ele, por exemplo, ele se repete em vários filmes, em vários tipos de heróis. Uhum. Né? E se assim como se repete eh nos mitos gregos, egípcios e celtas, sempre tem é o sacrifício, é o sacro ofícium, né, de eu eh me colocar à prova de algo. E quando você vê, né, a a resultante disso num filme Uhum. né, é empolgante, né? é empolgante e tá tudo bem no futebol. O futebol, quem são os gladiadores? Exato. São os jogadores que estão ali. Uhum. Tanto no futebol quanto no cinema, você tem um movimento de massa onde eu, pessoalmente acabo me dissolvendo perante a massa. Então, eu não sou mais eu, eu sou todos. E todos podem fazer o que quiser, entre aspas, né? Mas isso isso pega, né? E dentro do cinema pode ser que aconteça também. Vamos guardar as proporções. Vamos guardar as proporções dos espetáculos, né? Um jogo de futebol tem muito mais gente aqui no teatro, é um lugar mais aberto, né? Do que num num cinema, né? Então é, de novo, a gente volta para Bom Senso. Bom senso é a palavra que fica desse programa de hoje, Bom Senso. Mais uma produção pra gente poder encerrar. Bora que bora que o bate-papo tá gostoso demais, é muito conhecimento, informação, a gente falando de algo que acontece no nosso dia a dia, mas com pessoas que têm a a especialização, tem a expertise para poder nos orientar, né, sobre tentar entender esse comportamento. Ana Beatriz do Centro, eu mesmo percebo que fica agoniada se deixa o celular na bolsa com medo de perder algo urgente. como quebrar esse vício mental e relaxar de verdade na sala de cinema ou teatro. É isso. É, é aquela questão do da do tempo, aquela questão de da gente tá sempre correndo, correndo, correndo, achando que a gente deve resolver tudo a todo momento, né? E aí uma sala de cinema ou teatro é um lugar onde a gente deve deveria ir para sair um pouquinho desse mundo real e entrar em uma imersão como vocês mesmos se permitir catar-se, né? Uhum. Eh, veja, o trabalho do do dos diretores, dos atores, eh, é um trabalho muito sério, é um trabalho de estudo muito profundo. Dá trabalho fazer uma peça. Uhum. Dá trabalho filmar. Você vai pegar os créditos de um filme, você vê quantas pessoas tem ali. A lista é infinita. Sim. E toda aquela todas aquelas pessoas participaram maior ou menor grau. E, e no teatro é a mesma coisa. tem um compromisso do ator no teatro que assim o o ator não falta no ensaio. É o o ator sério, né? O ator sério, tal, ele não falta no ensaio, ele vai e é extensivo e é uma entrega muito grande. No caso da Ana Beatriz, muito provavelmente ela está padecendo dos mesmos males que nós, se nós não prestarmos atenção, que é o vício em telas. Exato. Eu vejo uma coisa legalzinha. Eu tenho um reforço psicológico no meus sistemas de reforço neurológico, um reforço de serotonina, de dopamina, que são os nossos neurotransmissores do prazer. Eh, eu não consigo mais me livrar daquilo. No caso dela, ela precisa mostrar quem é que manda. É se é esta telinha retangular. ou se é a telinha que manda nela, né? Então vai para você entender que o mundo não vai acabar se ela ficar 2 horas dentro de um teatro ou de um cinema. Muito bem, Hilton. É, não, eu acho que assim, é como nós estamos levando trabalho para casa. Isso. Perfeito, perfeito. Assim, de que horas a que horas você me encontra pro trabalho?Um Perfeito. Sabe, você me encontra para trabalho, entendeu? Das 9 até às 6 da tarde. Depois esse horário, eu eu faço desse jeito, sabe? Depois desse horário eu não atendo. Eu não vou atender uma pessoa, entendeu? Para falar de trabalho depois das 6 horas. Eu acho que é um limite. E aí eu tenho que me permitir isso, porque senão você tá levando trabalho para casa. Exatamente, né? E hoje as pessoas te ligam, né? 10 horas da noite a pessoa te liga para sabe para nó tá não sei o que aquele relatório, sabe aquele, né? E eu tive eu tive um uma ocasião que eu tava trabalhando num filme com com eu tava como produtor, tá? Tava como produtor de assistente de direção. Uhum. E o cara era o diretor e ele me ligou era 11:30 da noite para discutir, sabe? Uma coisa que a gente podia discutir de manhã. Uhum. Hum. Não era urgente, né? Não era urgente, né? E eu saí do filme. Uau. Olha aí. Eu saí porque assim, não foi uma ocasião, né? Aconteceu uma vez, depois aconteceu a segunda, depois aconteceu, sabe? Tem um horário, né? Pré-estabelecido para você fazer aquilo. Exatamente. Você vai, você sabe disso, sim, né? Você tem diárias. As diárias duram quanto tempo? 8 horas. Extrapolou a diária, tá? Tá bom, vamos continuar, tal. Mas assim, existe uma diária. Eu sei que assim, quando a gente vai filmar fazer as coisas, pode estourar. Eu sei disso que pode estourar, mas quando você, entendeu, já foi paraa sua casa, né, tá lá no ambiente, sabe, você é outra coisa. Então, assim, você não se permitir isso, você tá se tornando um escravo. Limite, um escravo de escravo do celular. Você não é escravo do trabalho, você escravo do celular. A gente tá falando do aparelho mesmo, né? aadora ala quer ficar na sala de cinema sem ter que olhar o celular eu eu fui muito reticente a entrar com o celular há muitos anos atrás quando era adolescent Uhum mas minha mãe queria me achar e falou tó me deu um celular daqueles tijolão com com tecla física ainda tal e eu me senti super ultra mega invadido o dia que eu tinha acabado de entrar no banheiro e o celular tocou. Olha aí. Uhum. Ou seja, quer dizer, uma pessoa tem a capacidade de me achar nesse ambiente, então ultra íntimo. Verdade. É, não. Então, a gente precisa aprender a colocar os limites, como o Hilton tava colocando. Muito bem, gente. 97, que conversa maravilhosa, com duas pessoas assim, sensacionais pra gente fechar com chave de ouro mais uma vez, mais uma semana de estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas. A gente agradece você de casa e vamos para as considerações finais. Agradecendo então imensamente aí ao Hamilton. Obrigada pela sua participação, pela contribuição. Bate-papo maravilhoso, viu? Sim. Eu que eu queria só eh acrescentar é que assim, a gente tá conversando sobre várias coisas e que talvez possa suar para alguns espectadores, pô, mas isso daí não tem solução, não é? Na verdade, a gente tá em construção. Estamos fazendo uma construção. Esse debate que a gente fez aqui é um debate de construção. Uhum. Isso eu levo pra minha profissão. Eu vou levar pros meus filmes, pras minhas coisas, porque é uma forma de pensar, entendeu? É uma linguagem que está mudando. Sim, né? Então assim, como é que eu vou me lidar com essa imagem? Então assim, ao ter esse tipo de papo, né, esse tipo de conversa, eu consigo amadurecer. consigo me aprimorar, né? E eu acho que é isso que é assim, a humanidade é assim, ela tá em marcha, né? A gente vai buscar soluções para essas coisas, não são coisas sem soluções, assim como eu acho que o Rafael também, né? Rafael também, como, né, na na área de psicologia, né? Eh, eh, as pessoas acham que vão chegar lá e vão ter o remédio pronto. Toma a receita, faça isol, faça isto e faça isto e você está resolvido de jeito, jeito nunca não existe receita pronta, né? E nem nós estamos querendo impor isto, né? Nós estamos discutindo e é muito interessante que você tenha aberto esse espaço, tá? Pra gente poder discutir, né? Que é um espaço difícil de ter na TV, né? Olha só. nosso programa é de comportamento e a gente só consegue eh realizar esse tipo de de programa com a qualidade desse conteúdo por conta do aceite de vocês. Então, mais uma vez, Hilton, obrigada, Rafael, imensamente muito obrigada pela sua participação, pela sua orientação psicológica pra gente, porque a gente precisa entender essas situações e aprender a conviver com isso. Exatamente. A gente precisa aprender a paciência, né? Tolerância. Vamos tentar aumentar a nossa tolerância, colocar os limites para si próprios, né? Eh, e não nos permitir invadir isso, né? Por aquilo que a gente não quer. Maravilhosos. Nossa, gente, que maravilha. Conteúdo magnífico, está disponível no YouTube já. de repente compartilha, né, com as pessoas aí da da sua da sua convivência, do seu convívio. É super válido, porque estamos em construção e estamos aprendendo. Olha, daqui a pouquinho aí tá chegando aí, trazendo informações atualizadas aqui de Campinas, do legislativo, do estado de São Paulo, Brasil e Mundo. Ao meio-dia temos Câmara Notícia com Gabriel Castro, atualizando informações também eh do nosso legislativo e aqui da nossa metrópole. E na próxima segunda-feira nós vamos trazer aqui no estúdio Câmara algo bem interessante. A gente vai falar sobre memória, cérebro e comportamento humano. Afinal, para onde vão as nossas memórias dentro do cérebro? Existe um limite para armazenar lembranças? O cérebro realmente apaga informações ou apenas deixa de acessá-las? E por que algumas memórias permanecem vivas por décadas, enquanto outras desaparecem rapidamente? Então, a gente vai discutir ao vivo com profissionais especialistas e com formação para falar como o cérebro organiza lembranças, emoções, traumas e informações no dia a dia e também os impactos da ansiedade, do excesso de estímulos e da tecnologia sobre a nossa capacidade de memória e concentração. Então, a gente te espera na segunda-feira a partir das 8 da manhã. Quero lembrar você que a Câmara de Campinas vai realizar no próximo dia 9 de junho, às 7 da noite, audiência pública para discutir o projeto de diretrizes orçamentárias do ano que vem, de 2027. Então você pode participar com a gente porque precisamos discutir as metas e prioridades da administração pública municipal para o próximo ano. E você pode intervir participando da audiência pública que será conduzida pela Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal de Campinas e a sua participação vai ajudar a definir os rumos dos investimentos públicos da cidade. Por isso, participe. Você pode dar a sua opinião e sugestão eh no site da Câmara, tá bom? Ou então você acessa lá campinas.sp.leg.br e pode, claro, participar ao vivo presencialmente no plenário no dia 9 a partir das 7 da noite. Será muito bem-vindo. A gente vai encerrando por aqui, agradecendo a sua audiência, a sua companhia. Lembrando que a programação de final de semana da TV Câmara Campinas está um sucesso, maravilhosa, feita com muita responsabilidade e com muito carinho de toda a nossa equipe, especialmente para você. Grande abraço, bom fim de semana. Se cuide. Se for ao cinema, tenta curtir o aqui o agora, tá bom? E a gente se fala na segunda. Beijo. Valeu. Tchau.