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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando. Estúdio Câmara no ar ao vivo hoje, segunda-feira, dia 13 de julho. E você que está aí ligadinho com a gente, é uma satisfação ter você conosco, viu? Olha, conta para mim como é que tá sendo o seu início de semana. Tá tudo certo por aí? por aqui. Tudo ótimo. Hoje nós vamos conversar, gente, sobre algo que tem chamado atenção de especialistas, porque muito se fala sobre burnout. E eu te pergunto, você já ouviu alguém dizer que passou por um burnout, pediu demissão, tirou férias ou ficou afastado do trabalho, mas continuou se sentindo exausto, ansioso? capaz de relaxar. Hoje nós vamos falar sobre isso, porque muitas pessoas acreditam que o burnout desaparece, eh, assim, que a fonte de estresse ela é removida, mas a ciência tem mostrado algo bem diferente. O cérebro de quem passou por esgotamento severo pode continuar funcionando em modo de sobrevivência por muito tempo, mesmo quando o problema aparentemente acabou. Então, hoje a gente vai entender o que é o que realmente acontece com o cérebro depois do burnout. Por isso, nós temos as nossas convidadas aqui já com a gente. Daqui a pouquinho vamos apresentá-las. Enquanto isso, quero pedir para você para que você participe conosco, né? Manda sua mensagem pra gente, fala com a gente sobre essa questão do esgotamento. Você já passou por algum processo de burnout? Você sabe realmente o que isso significa? Mande sua mensagem pra gente, 1997293776. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações e daqui a pouquinho vamos apresentar a vocês as nossas entrevistadas do programa de hoje. Olha, gente, a Câmara Municipal de Campinas está em recesso parlamentar. é o período em que ficam suspensas as reuniões ordinárias e também das comissões permanentes. Apesar da pausa nas atividades legislativa em plenário, os gabinetes dos vereadores e os setores administrativos, eles seguem funcionando, atendendo normalmente, tá? O atendimento ao público é realizado de segunda a sexta, das 9 às 6 da tarde. Durante o recesso, os parlamentares também mantém aí o trabalho nos gabinetes com atendimento. Então, se você precisa, né, eh eh de algo lá na Câmara de Campinas, o atendimento segue normalmente somente as sessões que estão suspensas por conta do recesso parlamentar, tá, gente? Vamos lá. Olha, férias escolares estão aí e Campinas tem opções de lazer para crianças e as famílias, né? A cidade conta com 25 espaços públicos de playgrounds, pistas de caminhada, áreas esportivas e locais para piqueniques. Entre as novidades deste ano está a liberação da entrada de pets nos parques municipais, com exceção do bosque do Jequetibas e também do Parque das Águas. Os destaques estão aí nos bosques dos alemães e também bosques da paz que são eh que foram reabertos, né, após uma revitalização. E o bosque do Jeque de Bas que reúne uma área verde, mini zoológico, museus e um aquário municipal. Os parques funcionam diariamente, só o bosque do Jeas que fecha as segundas-feiras, tá bom? Então, uma ótima opção aí para você e para a galerinha que já está em casa de férias. Vamos lá. A previsão do tempo para hoje. O dia tá meio diferentão, né? Tá meio nublado. Mas é isso mesmo. Ó, de acordo com a previsão, nós temos sol com algumas nuvens durante o dia, períodos de nublado, mínima 11, máxima 19º. Então a gente percebe que não vai esquentar muito hoje não. Afinal de contas a gente tá no inverno, né, gente? Então bora curtir, toma aí um chocolate quente, né? E vamos fazer desse um dia maravilhoso e uma semana sensacional para todos nós. Bom, vamos lá então, porque hoje a nossa conversa é sobre o que acontece com o cérebro depois do burnout. Como muitos já sabem, né, a Organização Mundial da Saúde reconhece o burnout como uma síndrome associada a estress crônico no ambiente de trabalho que não foi administrado com sucesso. Então, gente, isso preocupa, preocupa muito entre a, os principais sintomas estão aquela exaustão física, emocional devastadora, o distanciamento mental do trabalho e também a sensação de redução de capacidade profissional, né? Mas os especialistas alertam, o burnout ele não afeta apenas o humor ou a produtividade. Isso vai muito mais além. pode provocar alterações físicas reais em áreas cerebrais relacionadas à memória, à tomada de decisões. E a gente precisa falar sobre isso. O programa de hoje vai abordar essa questão, como que fica, né, o cérebro da pessoa que teve esse desgaste emocional. Eh, o que acontece quando o burnout passa? Aliás, ele realmente passa ou deixa marcas permanentes no nosso cérebro? Então a gente precisa entender, né, o que acontece. Então por isso nós convidamos aqui duas pessoas especialistas. Eu quero apresentar eh aqui no estúdio Câmara comigo ao vivo a médica psiquiatra Karim Peterman. Seja muito bem-vinda, doutora. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia, Rúbia. Obrigada a TV Câmara. É um prazer estar aqui e eu acho a gente tem muita coisa para falar sobre o Bern. maravilhosa. Vamos conversar e para fazer dupla com a doutora, hoje a gente recebe eh por Zoom, né, a terapeuta integrativa, especialista em neurociência Marlete Plaut. Marlete, bom dia, seja bem-vinda. Obrigada pela sua participação. Bom dia. Bom dia e agradeço muito o seu convite. Nós que agradecemos a presença de vocês, né, a doutora também a Marlete, porque nós precisamos conversar sobre algo que muito se fala, mas será que a gente realmente entende sobre o que estamos falando? Então, pra gente começar, eu começo com a Dra. Karine, doutora, quando a gente fala em burnout, nós estamos falando apenas de um esgotamento emocional ou a gente já pode considerar uma condição que provoca alteração real no nosso funcionamento cerebral? O que é especificamente esse burnout? Então, vamos lá. Burnout é uma doença hoje considerada uma doença ocupacional, mas também é uma doença neuroquímica. Então, o que acontece no cérebro? Então, se a gente voltar lá atrás, da onde surgiu esse nome? Bernaldo surgiu em 1974 com o psicólogo alemão, Dr. Herbert Freudenberg, mais difícil o meu nome. E e ele já colocou esse nome. Então, Bornout seria eh eh se lembrar do inglês, borne queimação, uma queimação de fora, mas na verdade é um é um esgotamento do cérebro. O que que acontece? Nós temos regiões no cérebro que são responsáveis pelas nossas emoções. Então, o sistema límbico é o principal eh eh eh é a principal estrutura, fica bem lá no meio do cérebro. Eu falo assim pros meus pacientes, é como se fosse o caroço do pêssego, proporcionalmente falando, o cérebro eh seria, né, toda a polpa do pêssego e aquela região do centro seria o sistema límbico. No sistema límbico, olha que interessante, existe uma região chamada hipotálamo. É a região que controla vários eh eh núcleos, né, e do nosso funcionamento emocional e também do funcionamento fisiológico. Então, no hipotálamo tem o centro do prazer, tem o centro do apetite, né? Tem, olha que interessante, tem o centro da temperatura corporal, né? E tudo isso tá interligado à hipófise, que é a glândula mãe dos hormônios. Então, olha que interessante, os hormônios, né, interagem com o sistema emocional e vice-versa, tá? Então, por isso, olha que interessante, a gente tá antes de começar o programa, a gente estava falando de mulheres, por isso que as mulheres têm três vezes mais depressão que os homens, porque elas têm mais alteração hormonal durante a vida, tá? Então, na quando ela menstrua, depois na gravidez, depois no pós-parto e depois na menopause, né? Nós não somos privilegiados nesse assunto. E o burnout é uma, infelizmente, é uma condição profissional, é um esgotamento mental e físico que pode, eh, apesar de ser tratado e tudo mais, ele pode perdurar durante a vida eh toda. E tem estudos mostrando até 10 anos pós bernut, pós tratamento, que a pessoa pode ter sequelas. Uau! Olha só. Muito bem, doutora. Muito bem. explicado pra gente poder entender, né, essa palavrinha que causa um impacto na nossa vida, que a gente já percebeu pela fala da doutora, que é um impacto devastador. Agora, Marlete, eh, muitas pessoas acreditam que basta tirar férias, né, ou então pedir de eh pedir demissão para se recuperar. A doutora trouxe pra gente aqui que o cérebro ele continua, né, em estado de alerta, mesmo quando a fonte de estresse, depois que você é diagnosticado eh com o burnout. Como a terapia pode ajudar quem passa por essa situação? E como que você avalia essa questão? Eh, eu passei por um burnout, então eu fiquei afastado e agora eu volto para o mesmo lugar. Será que é possível? Então vamos lá. Eh, o famoso burnout. Então, o que que eu vejo e também dentro da medicina germânica, né? O que que nós tratamos e de que forma que nós tratamos? Tudo na nossa vida existe um porquê. Então, não é à toa que a que a pessoa passou por um burnout. E eu vejo assim que a pessoa quando ela está com burnout é aquela pessoa que assim, você sabe eh, a luz quando tá em meia fase, né? Ou o teclado do seu computador, ou você aperta o off ou você aperta o on. Então, a pessoa ela fica meio assim num estado depressivo. Eh, então esse estado em alerta, o que que significa? Existe também uma ansiedade por detrás, né? igual a doutora ali falou, que liga todo ao nosso sistema límbico. E eu vejo também que o burnout ele é tratado um pouco de forma errada, eh porque nós tratamos como uma depressão, mas existiu o porquê e geralmente em todos os meus atendimentos que eu fiz até hoje, eh, em relação ao burnout, é uma pessoa que ela se doa demais para os outros, né? ela para ela, ela se cansa demais, ela tá num estado de esgotamento eh ao máximo, mas ela vai atrás dos objetivos das outras pessoas. Então, é uma pessoa que ela se doa demais, mas ela cansa eh tanto que ela não cuida dela mesmo. Então, é um esgotamento físico, mental, é patológico, é fisiológico. Então, após um burnout, né? Então você percebe que a pessoa nunca tratou, ela só tava só ali eh só tapando sol com a peneira, porque existiu uma memória por detrás desse burnout. Então o que que nas terapias, né, no meu protocolo eu faço? Eu encontro essa memória ligada com o seu burnout e a gente ressignifica isso, porque existiu eh algo aonde iniciou esse cansaço físico, não é do nada que a pessoa teve isso. E geralmente hoje é muito tratado dentro da NR1, né? Ela veio devido ao burnout. Então, é uma é um assunto muito muito polêmico, é um assunto muito sério, porque é uma pessoa que é tratada de uma forma errada, mas ela volta pro trabalho igual do jeito que ela saiu. Então, não é que ela tratou, ela só tava só usando algo que fosse paliativo. Isso é no meu ponto de vista. Muito bem. Agora, doutora, o que que acontece? A doutora falou do hipotálamo, tal, explicou bem certinho, né? Achei bem interessante a sua explicação, mas nós temos o córtex pré-frontal, né, que é aquele que que garante a nossa tomada de decisões. É isso. Então, e o que acontece no nosso córtex pré-frontal diante do burnout, porque tarefas simples acabam parecendo tarefas difíceis de se serem realizadas. O córtex pré-frontal também é impactado com Barnut. Excelente eh colocação, né? Mostra que você realmente estuda. Parabéns. Parabéns. Então, o que acontece? Nós temos vias, né, que são eh vias tálamocorticais. Que são isso? É como se fossem caminhos de neurônios, estradinhas de neurônios que comunicam o sistema límbico, lembra do caroço até o córtex pré-frontal e córtex frontal, que é essa parte aqui do cérebro, do raciocínio, da execução. O que acontece? Essa via, né, tamanha a judiação que acontece, tamanho estress que a pessoa passa, essa via começa a ter uma diminuição de química. Então nós temos três dias principais conhecidas, a serotoninérgica, então a serotonina que faz o caminho, a dopaminérgica a dopamina que faz o caminho e a noradrenérgica que é a noradrenalina que faz o caminho. O que acontece nessas vias? Começa a ter uma diminuição dessa química. Então olha que interessante, né? a pessoa e eh que tá sofrendo burnout, ela tá sendo cronicamente judiada porque aumenta um hormônio chamado cortisol, que é o hormônio do stress. Esse hormônio cai na corrente sanguínea, ele é produzido, né, secretado pelas glândulas suprarrenais, tá? Os rins t em cima como se fosse um chapeuzinho, chama glândula suprarrenal, elas produzem esse hormônio do stress. Esse hormônio do stress caindo todo dia na corrente sanguínea, vai lá em cima do cérebro, lembra que nosso o nosso organismo é um só, tá? Então a corrente sanguínea tá passando o tempo todo, chega lá no sistema límbico, sistema eh eh córtico frontal e faz diminuir essa química. Só que essa química é responsável pela pelo nosso desempenho, pelo nosso raciocínio, pela nossa agilidade, pela nossa iniciativa e principalmente pela nossa produtividade, o que é cobrado todos os dias de quem trabalha, né? Enfim. Então o que acontece? Como existe uma diminuição dessa química, existe uma e a gente chama de hipofrontalidade. A gente começa a ter o quê? Alteração da memória, alteração do raciocínio, né? diminuição da iniciativa da dos reflexos. Então, a pessoa vai ficando mais lentificada e coitadinha e ela vai se sentindo eh mais incapacitada. Ao mesmo tempo ela é super cobrada e isso continua. Então é uma é uma infelizmente é uma alteração neuroquímica ligada a tanta cobrança, principalmente hoje em dia, né, com tanta competitividade. Então as pessoas têm que alcançar metas e tem que além do do horário de trabalho, tem que trabalhar em casa e tem que responder WhatsApp o tempo inteiro, tem que responder e-mail. Então é uma cobrança muito além do que o cérebro consegue suportar. Uau, muito bom. com como é gostoso ouvir vocês falarem, porque a gente começa a ter o entendimento sobre o bornout, que parece algo assim, eh, quando a gente não tem essa visão ampla que vocês têm, parece que é algo, ah, eu tô sobrecarregado, eu tô estressado, cansado, então eu vou descansar e daqui a pouco eu volto e vou continuar rendendo e a gente tá percebendo hoje que não, porque são eh eh vários várias ligações, é um circuito dentro da gente, funcionando de uma maneira totalmente errônea, diferente, e que isso vai impactar no nosso dia a dia, na forma como que a gente desempenha as nossas funções, na forma como que a gente se relaciona. E aí eu pergunto pra Marlete, no dia a dia, Marlete, essa hipervigilância causada pelo burnout vai aparecer na nossa rotina? E aí, de que forma isso vai impactar quem somos, não só no trabalho? Porque às vezes a gente eh quando alguém pergunta assim: "Quem você é?" "Ah, eu sou jornalista". Opa, pera aí, eu tô falando do meu trabalho. Não, mas eu sou uma pessoa além do meu trabalho. Então, acho que eu sou primeiro a Rúbia, depois a jornalista. E nessa rotina muito louca que a gente vive, a gente esquece quem somos. E quando a gente está diante de um burnout, aí a gente precisa lembrar de quem somos e a gente vai paraa nossa base, que é a nossa família, o nosso eh eh a nossa rede de apoio. E com o burnout essa rede de apoio fica afetada. Eu gostaria que você trouxesse pra gente eh qual o impacto de uma pessoa que burnout, né, e precisa de conviver e do apoio da família. Então, o impacto, né, essa pessoa que tá passando por isso, eh, eu vejo que ela passa por uma falta de identidade. Ela, às vezes, ela parece que ela não consegue mais se identificar, então ela fala: "Ah, eu vou, eu vou mudar". Só que ela tenta mudar, mas não é que ela não queira mudar, porque parece que o cérebro ele fica sem força. Então, quando e ela vem, né, para esse ramo familiar, vamos falar assim, dentro eh das constelações, também falam que nós temos memórias ligadas aos nossos familiares e consequentemente, claro, todo mundo vai querer te ajudar, mas ela, essa pessoa, ela se culpa demais, porque às vezes ela, ela se vitimiza demais porque ela acredita que o problema tá nela mesmo. né? Então, quando chega a esse ponto, o que que a pessoa ela começa a ficar mais depressiva, porque ela tenta sair daquele daquele estado, mas ela não consegue. E também ela aciona gatilhos ansiedade. Ela é esse estado em alerta, né, ligado com o nosso sistema límbico, ligado com a famosa, né, com o famoso hipotálamo. O hipotálamo, ele é o centro das fobias, né? Então vai ligar os medos, vai ligar a insônia. E com certeza a pessoa que ela tem, ela passou por isso ou ela está também nesse, nessa fase do burnout, é uma pessoa que ela não consegue às vezes raciocinar direito. Então ela já vem com uma bagagem. O que que eu vejo? Como que eu trato burnout? Existe uma memória, né? Existe um subconsciente, existe um consciente, existe uma mente. E não é só físico, porque se você analisar, né, o ser humano ele é corpo, mente e espírito. Se nós pudéssemos, ah, eu vou tirar o meu corpo da minha cabeça, vou tratar antes a minha cabeça para depois tratar o meu corpo, você não vai conseguir. Então, existe aí uma tríade, né? Então, existe o ramo familiar, que às vezes os familiares não sabem como ajudar essa pessoa, porque às vezes eles vão falar o seguinte: "Ai, porque ela ela faz isso muito, então ela é sobrecarregado, sim, existe um estresse crônico, então é uma pessoa que já vem às vezes de 10 anos, de 15 anos sofrendo com o estress crônico." E daí chega uma hora que o corpo fala: "Olha, ô fulano, a gente vai ter que resolver aquele conflito lá atrás". Então eu vejo que o ramo familiar ele é muito importante, né, pelo acolhimento, mas as pessoas não sabem como tratar, como ajudar esse familiar que está passando por isso. Então esse programa, esse assunto é um assunto muito sério e é um assunto muito envolvente porque envolve a o corpo, envolve a mente, envolve o espírito. Então para você conseguir voltar, para você conseguir se curar, existe uma tríade. Você tem que tratar os três, né? Primeiro a pessoa vai tratar o corpo, tá errado? Não, mas ela tem que tratar a mente e o espírito. Então eu vejo que é uma tríade para pessoa conseguir chegar, ah, voltei, entendeu? porque ela tá num estado de meia fase. Para ela tanto faz como tanto fez. Mas não que ela não queira sair dali, ela não sabe sair desse conflito que é um conflito ativo que ela tá vivendo. É um conflito que a gente percebeu pelas falas da doutora, que é um conflito bem intenso entre eh dentro do nosso corpo, né, doutor, os hormônios, tudo eh em conflito, tudo bagunçado. E como é que a gente faz para arrumar isso? Muito bem. Então, a o primeiro tratamento, quando a pessoa nos procura, eh, a gente tem que afastá-lo do fator estressante. Então, essa pessoa tem que ser afastada. Então, ou ela vai tirar férias, tá? Ou ela vai ser, a gente faz um afastamento eh pelo menos de 15 dias, se for necessário, a gente prolonga esse afastamento, tá? Eh, uma pergunta que fazem que é muito comum, eu não sei se você vai fazer, eu sou imperativa, me adianto, mas assim, eh, o pessoal fala: "Ah, posso processar a empresa?" Depende, né? Se for estabelecido o nexo causal, sim, tá? Senão, não, porque hoje em dia, praticamente todo mundo tá em Bernal, né? Hoje a as as circunstâncias mundiais nos obrigam, né? Se a gente quer trabalhar, sustentar a família, não é? praticamente a gente tá induzindo aí um um burnout, né, sem querer, obviamente. Mas qual quais seriam os tratamentos científic cientificamente comprovados? Então, vamos lá. Primeiro lugar, afastar o paciente desse desse trabalho, tá? Segundo lugar, eh, a terapia cognitivo comportamental. Então, em todos os estudos científicos no mundo se fala da terapia cognitivo comportamental, né? é feita por psicólogos eh que se especializaram nessa área e que podem ajudar o paciente a fazer uma dessensibilização, até porque esse paciente tem que voltar pro mercado de trabalho, tá, né? Não tem como ele ficar eh eh para sempre afastado. Então, e existe o processo de dessensibilização até eh o paciente conseguir voltar. Fora isso, entre o tratamento medicamentoso, tá? No tratamento medicamentoso, a gente geralmente trata insônia, porque o paciente ele já vem com insônia. O que que é o burnout? Como é uma disfunção química, ele vem com vários sintomas. Então ele vem com dores, dores de cabeça, dores no corpo, ele ele vem com flashbacks da do trabalho. O o pensamento ele fica repetitivo, intrusivo só sobre coisas do trabalho, situações do trabalho. É como se fosse um transtorno obsessivo compulsivo, eh, só do trabalho, né? Ele não consegue relaxar no momento de família, ele não consegue relaxar num culto, numa missa. Ele é o tempo todo pensando no trabalho. Ele deixa de participar de festas em família por por conta de pensamentos do trabalho ou ele tá lá mexendo no seu no seu computador resolvendo problemas do trabalho, né? Então o tratamento também medicamentoso, ele visa tratar essas sequelas. Então a insônia, depressão, ansiedade, que são muito comuns. Uma o mito que a gente tem que tirar e por isso que é muito importante o seu programa, né? Eh, sobre medicações psiquiátricas, porque as pessoas acham que todas as medicações psiquiátricas vão levar dependência. É um erro. Hoje o que a gente menos tem é medicação que leva dependência, tá? A a psiquiatria evoluiu muito, né? Graças a Deus. a gente brinca que é o recém-nascido da medicina, porque é uma área que só tem 60 anos para medicina, é uma área bastante nova e e tem várias medicações que a gente pode usar, inclusive para desatenção, que é uma sequela que fica, né, no burnout, a pessoa sente a autoestima vai lá embaixo, ela começa a ficar desatenta, ela acha que ela é TDAH, que ela tem o de atenção hiperatividade. Errado. Muitas vezes é uma sequela daquele burnout que precisa ser tratada, tá? O antidepressivo é uma meditação que não leva dependência e melhora a cognição. Olha que interessante. E tem antidepressivo que meio que faz tudo. Ele ajuda na insônia, ajuda na libido, que é outra coisa que diminui muito, né, na na no burnout. E e ajuda em vários sintomas. Então, depois você quiser que a gente fale um pouquinho sobre isso. Tem tem ansiolíticos também novos, então tem bastante novidade nessa área. Muito bem. Olha só que interessante. Agora, Marlete, vamos lá. a terapia para quem eh como que a pessoa ela sentiu que ela tá estressada no trabalho, sentiu que tá com uma carga, né, muito pesada e aí começou a ter aí essas sensações de hipervigilância no trabalho, que eu não sou bom, que eu não consigo entregar, sempre negativo. Aí ela vai buscar uma terapia, né, na sua avaliação, essa pessoa, ela tem essa autopercepção para buscar a terapia, como é que ela vai entender que ela realmente está entrando em um estado de burnout? Como é que a gente percebe isso? Quais são os primeiros sinais? O que que a neurociência traz pra gente? Porque como a doutora trouxe, nós estamos eh eh em plena produção, é o tempo todo produzindo, trabalhando, trabalhando, mas isso não sou só eu, não é só você, é o mundo. Nós estamos assim, a tecnologia, tá todo mundo hiperconectado, né? E o mundo ele vai na velocidade da luz. E às vezes a gente nem percebe que uma insônia, que uma dor de cabeça, que uma sensação de baixa estima, né? Pode ser sintoma de burnout. E aí, como é que a gente faz para entender que aqui deu e a partir de agora nós precisamos de buscar uma terapia e buscar um atendimento psiquiátrico para que a gente possa ressignificar e de repente voltar sem danos futuros. Então vamos lá, né? Eh, levando em consideração que Brasil é o povo mais ansioso do mundo, né? E é igual você falou, todo mundo tem que trabalhar, todo mundo tem que pagar as contas, todo mundo às vezes trabalha até 14, 15 horas por dia. Então, como que uma pessoa sabe? Na verdade, a pessoa ela só vai se ligar quando o sintoma aparecer. É muito difícil a pessoa que ela vem para terapia só para tratar questões emocionais. comigo, por exemplo, eu vou falar da minha terapia e do meu protocolo, como que funciona. A pessoa nunca vem quando já tá começando a sentir uma insônia, o medo, né? O medo do medo, o medo do desconhecido, não. Ela só chega quando ela tá arrebentada. Geralmente é aquela pessoa que já tá sofrendo há 5 anos, há 10 anos, há 15 anos. Eu nunca consegui pegar uma pessoa até hoje que já faz praticamente ali 8 anos de atendimento, uma pessoa que, ai, olha, faz uns 20 dias que eu não tô dormindo bem, eu preciso de terapia. Não, o ser humano ele não tem consciência que ele precisa de terapia, ele só vai para a terapia ou é quando o psiquiatra fala, porque também mudou muito, né? Antigamente eh, os psiquiatras eles tinham outro olhar sobre os terapeutas e hoje terapeuta e psiquiatra trabalham juntos. Então, ou eles só vê por indicação, olha, você vai ter que tratar o teu lado emocional também. Então, a sua insônia existe o porquê. Não é somente tratar o sintoma, é tratar a raiz desse sintoma. Então, se você analisar, eu vejo tudo liga à ansiedade, né? eu já consegui datar 180 sintomas ligados diretamente à ansiedade. Então não é um assunto para que a gente coloque para debaixo do tapete e fica tudo bem. O medicamento eu não sou contra, né? Eu sou muito a favor, mas não a longo prazo. É igual a doutora falou, né? Já tem medicamentos que eles eles não se tornam dependência. Você precisa usar no início. Mas também a pessoa tem que ter consciência. Poxa, eu não tô dormindo bem, eu tô sofrendo com isso. Ah, isso que eu fazia hoje, eu já não tenho mais vontade. Então, eu preciso ir sim atrás de uma terapia, mas uma terapia que te dê resultado. Não aquela terapia que você fica 5 anos, 10 anos, 20 anos falando a mesma coisa e e sai dali sem nada. Então, já na primeira sessão, a pessoa já tem que ter ciência do que ela tá passando no teu emocional. Porque se você analisar Bruce Lipton, né, pai da epigenética, eh, tudo vem através do emocional. Mais de 98% das nossas doenças vem do emocional. Então, se nós tratarmos essa parte das emoções, você consegue tratar outros lados da sua vida, porque se você analisar a sua vida hoje, tá tudo na palma da sua mão, né? Então, é aquela dopamina barata, é aquela, é aquela situação que o teu cérebro não para. E a dentro da neurociência, ela fala muito que o ser humano não foi projetado para isso tudo. Então é muita coisa, é muita informação, é uma velocidade muito rápida. E aí o ser humano acaba assim, né, dando eh é mais ou menos assim, apagou a luz o seu carro e é problema no motor, você vai arrumar o motor ou você vai arrumar apenas a luz? Então a luz do seu carro, né? Então é um conjunto e a pessoa sim, ela tem que ter ciência, mas mas o ser humano não tem ciência disso, que tá sofrendo com ansiedade, que tá precisando de ajuda. Então os primeiros sinais, né? Ah, eu não tô dormindo bem. Ai, eu não tô produzindo o que eu produzia antes. Vai atrás dos seus objetivos e procura, sim, uma terapia que te dê resultado. Excelente. Agora vamos lá, doutora burnout. OK. Eh, fui diagnosticado burnout, estou afastado, iniciei o tratamento, né, com a psiquiatra, com a terapia, estou sendo medicado, passou o tempo determinado ali para que eu volte ao trabalho. Como é que vai ficar o meu cérebro a partir disso? A pessoa ela ela tem realmente capacidade psicológica e mental de retornar para aquele local de onde ela foi afastada por conta de um impacto na saúde mental. Muito se fala de gatilhos. E aí, como fica? Excelente pergunta. Então, vamos lá. Eh, quando a pessoa tem o diagnóstico, a gente tem que pensar o que vem antes disso. Uhum. Tá? Então, todo mundo pode ter burnout, o esquizofrênico, o bipolar, o paciente com pânico, eh eh a mãe que voltou, né, da da licença à maternidade. Então, todo mundo pode ter burnout. O burnout não é algo exclusivo, tá? Então, vamos lembrar que é o esgotamento profissional, né? Então, por isso que é importante passar com o psiquiatra, tá? Quem trata, quem trata burnout é o médico psiquiatra e os terapeutas, claro. Mas vamos lá. O que que acontece? A gente tem que fazer o diagnóstico de base. Então, o burnout pode ser é um esgotamento, mas de alguém que já estava sofrendo anteriormente. Entendi. Muito bem. Tá. Então, o que que a gente tem que ver? Se essa pessoa tem uma depressão de base, se essa pessoa tem uma bipolaridade, se essa pessoa tem síndrome do pânico, se ela tem ansiedade generalizada. Então são outras patologias, né? Como disse a Dra. Maete muito bem, o o Brasil é o país mais ansioso do mundo, é o país que mais consome rivotril do mundo, né? E que triste. E agora o que tá um dos que mais tá consumindo as drogas Z, que são opidensiclona, que são para insônia. Então assim, é sem orientação médica, tá? Sem prescrição médica. Então como que a gente trata esse paciente? Então, primeiro afastou, voltou, a gente faz a reavalia reavaliação. Ele não está bem, ele não volta a trabalhar, a gente prolonga esse atestado, vai cair no INSS, enfim, coitado dos autônomos, né, que não tem não tem não tem escolha. Mas o que que a gente faz, né? Então, a gente tem que tratar essa patologia aí de base. Geralmente o burnout evolui para uma depressão, tá? Então, a gente usa os antidepressivos, tem várias classes de antidepressivos, né? os que aumentam serotonina, os que aumentam noradrenalina, os que aumentam dopamina e eles ajudam e muito. Em geral, a gente faz um tratamento, né, segundo a gente segue eh a Associação Americana de Psiquiatria. Então, o Brasil é signatário eh da Associação Americana, que é que eles são bem modernos, então eles orientam que a gente trate por um ano com medicação, mesmo o paciente estando bem. Por quê? Porque o cérebro precisa refazer essas vias todas. refazendo tudo isso, aí a gente tira gradualmente as medicações e dá alta para o paciente. Se ele tiver alguma recaída, ele volta. Tem pacientes que às vezes pela doença de base lá atrás tem que tomar mais tempo de medicação, os bipolares esquizofrênicos, por exemplo, tá? Eh, ansiedade generalizada, a gente trata geralmente se meses ou um ano e e tira medicação. As medicações são bem seguras. Eh, antigamente tinha medicações que engordavam, davam muita sonolência de urna, tal. Hoje a gente tem medicações que são bem leves, né? São medicações assim eh muito promissoras, né? E e as medicações também que são estimulantes pro sistema nervoso central. Então, a pessoa com TDH, perdão, a pessoa com burnout, ela levanta cansada, ela levanta esgotada, né? E tem medicações que estimulam o cérebro, como a cafeína, né? é uma substância química dependência, tá? Inclusive tem no sid lá dependência à cafeína. Uau! É sério? É sério. É sério. Tem pessoas que tomam café ao dia inteiro. E a gente tem medicações como a modafinila, por exemplo, que aumentam a dopamina sem causar dependência. Ó que bacana. Então, a pessoa consegue se tornar eh ágil durante o dia, perspicaz, eh rápida, produtiva, com medicações, entre aspas, bem mais leves que a cafeína, tá? Então tem que desmistificar eh e eh essa questão de medicação, né? As medicações elas vieram para ajudar e a cada ano elas vem melhores, com menos efeito colateral, né? Independência. Então a gente tem que desmistificar isso. Exato. Quando a gente fala em medicação é interessante porque assim, eh, a doença mental é algo que não se vê, né? Então, quando você tem a algo, um burnout, uma depressão, que você precisa de medicamentos, eh, como é algo que não se vê e não se fala, estou tomando meu remédio antidepressivo, igual você fala: "Ah, tô tomando remédio para pressão alta". Então, para pressão alta, OK. Legal, vou tomar, né? Estou tomando o meu remédio para pressão alta. Eh, até vão colocar uma aspas normal, mas as pessoas quase não não falam muito. Estou tomando meu antidepressivo? Por que não, né? Por que não se é um medicamento que vai alinhar, né, você de volta, colocar você de volta no prumo, né? Por que não a medicação? A medicação sempre, gente, sempre com orientação médica, tá? por favor, porque são medicamentos que precisam de uma orientação médica para que sejam tomados. Mas importante a gente se conscientizar se a medicação está aí para melhorar a sua qualidade de vida, fica a pergunta, por que não, né? Desde que com orientação médica. Agora, Marlete, vamos ressignificar todo esse momento de burnout que tivemos, que passamos e voltamos para a empresa. Eu vou te perguntar a mesma coisa que eu perguntei pra doutora. Na na neurociência, na terapia, como é que a gente faz pra gente poder ressignificar os gatilhos? Então você só vai poder ficar livre quando encontrar a raiz, quando encontrar a memória ligada com esses gatilhos. Então, dentro da neurociência, né, o por que que o por que que uma pessoa ela é afastada do trabalho, ela vai tratar e aí depois ela volta pro trabalho e aí ela começa às vezes com os mesmos sintomas ou sintomas piores, né? Como pode ser uma crise de pânico, como pode ser, tipo, eu não quero mais olhar para minha sala onde que eu trabalho, tipo, ela volta com os sintomas, mas aí se você analisar o período que ela ficou fora, ela não tratou. Ela só teve o quê? Só amorteceu aquela memória, só amorteceu os sintomas. Então ela voltou, ela continuou, ela não tratou certo. E hoje em dia também existe muitos suplementos, como é muito usado o NAD, né? O NAD ele é muito usado também para o burnout, para a depressão, enfim. Mas a pessoa volta para o seu trabalho, ela tá ainda, existe uma memória ligada, existe uma situação de autodesvalorização, de não ser o suficiente. às vezes essa pessoa é uma pessoa que ela que ela tá mais acima do peso, porque teoricamente dentro da medicina germânica, né, e dentro da neurociência também, os estudos comprovados, é uma pessoa que ela se guarda demais, ela se blinda demais, mas automaticamente ela se doa demais. Então existe aí conflitos ligados com medo, com autodesvalorização, não se sentir-se suficiente, tipo, eu preciso ser reconhecido. Então o ser reconhecido, ele acredita que é trabalhar mais e também pode ter conflitos ligados ao seu chefe, mas às vezes nem é o seu chefe de de hoje. Então a base é ir lá na raiz, aonde isso começou. Então não começou agora. Isso você já tá em sofrimento silenciosamente há muito tempo. Pode ter tido uma traição, pode ter tido um abuso no trabalho. Então, eh, se a pessoa, né, os conflitos ligados, se a pessoa sente isso no trabalho, então existe uma memória, existe um conflito ligado com o seu trabalho. Isso não significa esse trabalho que você tá hoje. Então, existiu no teu subconsciente e lá no teu subconsciente você tá revivendo esse trauma. Então, por isso que enquanto você toma os medicamentos isso vai amortecer ou você volta para o teu trabalho, o conflito é ligado de que forma? Com uma cor que você olha que liga aquele conflito, um cheiro. Então, isso tudo, se você analisar, eh, o ser humano, o cérebro é muito fantástico, né? Então, o sintoma que você sente é o que a sua mente te cala ou te calou a tua vida inteira. Então, para você ficar bem, para você se curar, para você voltar ao teu trabalho, existe uma tríade, né? O corpo, a mente e o espírito. Não adianta você só usar medicamento se você não ir atrás da sua raiz. Tá, mas esa aí o por que que eu tô assim? Então, existiu algo que iniciou em você por esse sofrimento que você tá hoje. Excelente. Muito bom. A gente vai entendendo, né, aos poucos como funcionamos. O nosso cérebro é fantástico, né, doutora? É, é, é algo assim impressionante. Cada dia que passa me apaixono mais por esses temas de saúde mental, porque é importante entendimento para pra gente poder eh melhorar, né, e levar uma vida mais leve, saber o porquê dos gatilhos, saber o porquê da necessidade do tratamento, do medicamento, de repente, eh, do distanciamento, né, e aprender a voltar. a gente precisa voltar. Independente de qualquer coisa, a gente precisa voltar. E é por isso que nós temos profissionais que nos alinham de novo, nos colocam no prumo e faz a gente dar aí o primeiro passo novamente. Agora 8:47. A produção tá me avisando aqui que nós temos algumas perguntas, tá? Então eh, a doutora e a Marlete vão responder vocês que estão em casa. Eu quero agradecer já a participação de todos. Pode colocar na tela pra gente, produção, por favor. Vamos ver quem é que tá conosco. Vamos lá. Eh, a Helena Silveira do Proça, olha só que interessante. Ela diz assim, ó: "Minha irmã teve burnout, mudou totalmente de personalidade, ficou depressiva e afastada. Como posso fazer para ajudar ela no dia a dia?" Olha aí, doutora, por favor. Então, vamos lá. Eh, infelizmente isso é muito comum, né? eh a depressão e o afastamento. Eh, como que a pessoa vai voltar para um eh para um trabalho, por exemplo, onde ela sofreu um assédio sexual, né? Eu já tive pacientes que o que mulheres, né, que o que o que o chefe passou a mão nelas e tudo mais, como que ela vai voltar e o chefe continua lá, né? Então é algo assim praticamente impossível. Então ela tem que continuar afastada, né? Eh, e por e a depressão, então vamos lá. A depressão em geral acontece após uma uma essa crise de esgotamento. Então o que não é que ela mudou de personalidade, ela teve essa sequela. Então a pessoa não muda de personalidade. A personalidade é formada até os 18 anos, tá? Depois a personalidade é a mesma a vida toda, né? Boa, ruim é a mesma. Mas assim, o que que tem que fazer? Eh, como ajudá-la? Primeiro compreendendo, não pressionando, tá? Lembrando que o tratamento eh do burnout é multidisciplinar, então é o é o médico, é o terapeuta, é a parte religiosa, é a família, mas o o mais importante é o acolhimento, conversar com ela, ver o que está acontecendo e como poder ajudar em termos de tratamento. Então, levá-la para para uma consulta psiquiátrica. Então, ela tem que passar por uma avaliação psiquiátrica onde ela onde vai ser oferecido eh um antidepressivo, né, se for só depressão. E aonde ela vai conseguir sair desse quadro. Mas assim, é terapia, é medicação, é religião, é família, né? E e lazer, né, gente, que a gente tá esquecendo do principal, né? É verdade. Atividade física, né? Atividade física é remédio. Então, todo mundo tem que fazer desde a infância, né? atividade física e repédio. Tá bom. Muito bom, doutora. Agora, faltando 10 minutinhos para as 9, pode colocar outra pergunta na tela pra gente, produção, por favor. Posso ele voltar naquela, naquela pergunta ali? Pode, pode sim. Vamos lá. Volta lá, por gentileza, produção. Ó lá de novo na tela. Helena Silveira do Proça. Pode falar, Marnete. Tá. Então, olha só, primeira pergunta. A sua irmã, ela teve algum água? Pode ser um afogamento, pode ter sido uma enchente e depressão também. Geralmente a pessoa sofre com esôfago. Então, às vezes quando trata o esôfago, ela vai ficar livre da depressão. Então, era só isso que eu gostaria de perguntar. Se tiveram algum problema na vida, a família com enchente perderam tudo. Por que que eu falo isso? De todos os meus atendimentos, todo mundo que eu trato com depressão, 98% tiveram problema com água ou afogamento, ou parto, enchente. E tem problema no esôfago, que são as coisas, né, o engolir, quantas coisas que engoliu e fica tudo ali nessa parte. Então era só um complemento mesmo. Tá muito bem. Tá certo. Esse negócio de engolir sapo, né? O sapo a gente não engole, ele não desce, ele fica escorregando aqui assim e tem uma hora que ele vai querer voltar. É mais ou menos por aí. Vamos lá. Pode colocar outra na tela, produção, por favor. Vamos ver. A Priscila Diniz do Suspark. Fui promovida e a depressão aumentou. Como diferenciar o que sinto? Como diferenciar se o que sinto hoje é apenas ansiedade normal de um novo desafio ou se o meu cérebro já está reativando os gatilhos da burnout? Então vamos lá. Eh, a Marlete responde, depois a doutora traz paraa gente o que a ciência nos diz. Vamos lá, Marlete. Como é que ela vai fazer agora, né? Olha só que interessante. Ela foi promovida. Foi promovida, mas será que ela tá com gatilhos? Como é que ela faz para entender isso? Então, olha só, ela foi promovida, mas a pressão aumentou. Então, a pressão psicológica, né, a eh a carga nas costas, então aumentou essa pressão. Então, bá, eu fui promovida. Então, geralmente a pessoa era, ela iria ficar muito feliz, muito alegre. Então, eh, mas esses gatilhos do burnout, então essa ansiedade, né? O medo do medo, medo do desconhecido que vai acontecer daqui para a frente. Então, né, é a parte frontal que mexe com os nossos medos, mexe com o nosso sistema límbico. Então, esse novo desafio para ela trouxe o quê? Trouxe um gatilho. Então, em qual o momento da vida dela que ela teve que enfrentar e não queria enfrentar? porque agora é uma, ela foi promovida, então é uma pressão diferente. E às vezes existe aí um gatilho ligado com alguma promoção que ela teve lá atrás no passado, né? Então, de que forma que ela vai fazer? Então, uma dica muito importante, esse medo que eu tô sentindo, porque ele liga os medos, ele é um medo real ou ele é um medo imaginário? Não, é um medo real. Eu tô passando por um medo, eu tô vendo o medo. Não, ele é o medo imaginário. Então, ela pode indo, começando falar a seguinte maneira: "Eu não estou mais nessa situação de perigo." Aí consequentemente esse burnout, esse medo, ele vai começar a diminuir, porque o teu cérebro ele ele vai entender que ela não tá mais naquela situação de perigo. Então, eu vejo muito isso da pessoa iniciar por esse lado, mas se ela precisar ajuda, sim, ela vai ter que correr, né? a medicamentos, a terapias e etc. Muito bem. Agora, nessa nessa fala aqui da Priscila, doutora, ela diz, né? O meu cérebro já está reativando os gatilhos do burnout, então significa que ela já teve burnout. Então, aí agora ela teve, ó, olha só, vamos analisar a a pergunta. Ela teve burnout, pelo jeito foi tratada, né? Agora ela foi promovida, a pressão aumentou e ela tá sentindo ansiedade novamente. E aí, será que é uma recaída? Com certeza. Então, vamos lá. O cérebro leva 4 meses para se adaptar a uma nova situação, mesmo sendo uma promoção. Olha que interessante, quatro meses. Então, ela pode ganhar melhor, ela pode ter mais status, ela pode ter eh uma série de benefícios, porém para o cérebro é um novo estresse, tá? Mesmo sendo uma coisa boa, né? Eu lembro eh que eu eu lembro tive um paciente que ele ganhou dois carros naquela época do Dubingão do Faustão e aí eu fiquei muito feliz, falei: "Parabéns, que bacana". E ele já estava com Bernal, ele falou: "Doutora, isso é um grande problema para mim, porque eu não tenho onde colocar, eu não tenho o que fazer com esses carros, agora eu vou ter que vender." Eu, então, era uma grande dor de cabeça para ele. Então, assim, eh, o burnout ele ele eh meio que proíbe a pessoa de ter esse sentimento de prazer, essa alegria, né, que seria natural. Mas vamos lá. O que acontece? Como a ela teve essa recaída, isso é uma recaída, tá? Ela tem que novamente se tratar, né? Por isso que é muito importante a terapia cognitivo comportamental para ensiná-la a dessensibilizar, tá? Então tem algo errado acontecendo que ela vai ter que aprender a dessensibilizar isso, né? A medicação é uma amuleta, medicação ajuda, mas a terapia cognitivo comportamental é fundamental para ela, ela deve fazer, tá bom? Então é é por aí. Nossa, gente, você veja, né, o o burnout, ela passou pelo burnout aí eh tomou um medicamento, vamos colocar aqui porque se a pessoa né, está no tratamento do burnout, precisa tomar um medicamento e e a terapia, tudo bem. E aí de repente tem mais uma oportunidade maravilhosa na vida, né, que que é eh eh ser promovida e tá o burnout novamente ali, a recaída, o gatilho. Mas é importante a gente ter o autoconhecimento para de repente a gente conseguir manejar os desafios que a vida nos impõe, né? Então a gente precisa sim de autoconhecimento, é desafiador. E se você passou por uma vez, você sabe que você vai de repente em algum momento ter essa recaída, mas aí com autoconhecimento a gente ressignifica e segue, porque a gente precisa seguir, né? 8:56, mais uma pergunta pra gente chegando. Vamos lá, vamos ver quem que tá conosco. Vamos ver. Marcelo Cruz do Jardim Garcia. O burnout pode afetar permanentemente a nossa qualidade de fala e a capacidade de encontrar palavras simples durante uma conversa. Pois é, a gente percebeu aqui com as falas da doutora que a nossa mente, o nosso cérebro é afetado, né? Então a nossa capacidade de fala também, doutora. Sim. Então vamos lá, né? Se a gente lembrar dessa hiperfrontalidade, né? E tem uma área do cérebro chamada área de brocar, que é responsável pela fala, né? Mas o o cérebro é um grande complexo circuito, né, que funciona ao mesmo tempo, né? Imagine, a gente tem mais de 100 bilhões de neurônios e eles estão todos interconectados. Por isso que a gente fala, não tem como não acreditar em Deus, né, com algo tão perfeito. Não tem como não acreditar, é só estudar o cérebro que passa a acreditar. É lindo. É. Então, o que acontece? A fala e principalmente a fala está ligada à memória, né? Então, se você tem uma alteração, né, nesse circuito todo, você vai ter uma alteração de memória, principalmente a memória recente. Então você vê que a pessoa depois do burnout, você tá conversando, ela fala assim: "Ai, doutora, como é que chama aquilo que é algo cotidiano dela, sei lá, o computador, ai, como é que chama doutora? Aquilo é ela usa todo dia. Ela esquece o nome do monitor, ela esquece o nome de de de coisas básicas, né? Então, eh, essas o que ele tá falando, essas palavras simples, eh, são em decorrência desse déficit cognitivo, tá? Então, infelizmente, isso acontece. Então, o que que é défic cognitivo? Alteração da memória, da concentração, da orientação, tá? Então, eh eh isso é uma sequela também, mas tem tratamento, né? A gente também tem que ver se o paciente não tem um déficit de atenção anterior e isso piorou com o burnout, tá? às vezes era um défic de atenção funcional, ou seja, ele funcionava mesmo sendo imperativo, desatento e depois o burnout, isso aí piora e ele passa a ser um um TDH eh disfuncional, ele não funciona mais. Então aí você tem que entrar com medicação e tem várias medicações para ter DH hoje. Inclusive tem uma que não é mais faixa preta chamada atomoxetina que é ótima, é de uso diário, a gente usa desde a infância, eh, adolescente, adulto, idoso e é uma medicação com pouquíssimo efeito colateral, uma belezinha e melhora muito isso, tá? Melhora essa e essa dificuldade aí de encontrar as palavras. Nossa, gente, quanto impacto no nosso cérebro, né? Quanto impacto por conta de um esgotamento, né? É um esgotamento, é por isso que a gente precisa. Olha, final de semana, né, passou, o que que você fez no seu final de semana? Ficou pensando no trabalho? Ficou lá hiperconectado ou saiu para contemplar? Eu gosto de contemplar. Contemplar é bom. O nosso cérebro ele dá uma respirada, né, doutor? Uhum. É. Ó, tanto é que os japoneses, os japoneses trabalham muito, né? Eu estive no Japão no passado e pude comprovar. Eles trabalham muito, né? E eles não reclamam, tadinhos, porque as leis trabalhistas lá são bem diferentes. E se eles se afastarem, eles não ganham. Então eles não se afastam, eles morrem. Tem até um termo em japonês, eles morrem eh trabalhando, tá? Então nós vimos a vários motoristas de táxi, de Uber, tal, com 90 e tantos anos trabalhando, senhoras com cento e poucos anos trabalhando, né? Então, se é correto ou não, eh, a gente não pode julgar. É outra cultura e é outra economia, né? Então a gente não tem como interferir. Mas o que acontece? Os japoneses inventaram eh essa contemplação, é uma terapia com a natureza. Eles vão pros parques, né, quando eles têm tempo, né, quando eles podem e eles ficam contemplando a natureza. Os parques lá são lindíssimos, lindíssimos. Recomendo. É uma viagem que vale muito a pena e eles ficam contemplando a natureza, né? É uma forma deles acharem Deus ali. Eles não usam esse termo, né? a maior parte lá eh eh do Japão tem tem outras religiões, enfim, mas eles ficam contemplando a natureza, tá? Então isso é uma terapia e funciona muito bem. Indico que faz muito bem. Aliás, indico outra coisa, não só contemplar a natureza, como mexer com plantas, cultivar, ver crescer, adubar, podar. Isso ajuda muito, né? É algo que você faz com as mãos, que você ajuda muito seu cérebro. Muito bem. Vamos lá. 91. Mais uma pergunta, a gente passa pra Marlete agora. Vamos lá, produção. Pode colocar na tela, por favor. Estamos quase encerrando o programa. Vamos lá, Marlete. Olha só, o Renato Silveira do Nova Europa. Muitos dizem que a, olha aí o que a gente acabou de falar, muitos dizem que a natureza ajuda a curar o cérebro. Caminhar nos parques sem celular funciona como terapia integrativa ou é apenas um passatempo que não muda a química cerebral? O que que a neurociência traz paraa gente, Marlete, falando com a doutora aqui sobre contemplação, é porque me veio à mente essa questão da gente sempre eh eh sobrecarregado, mas nós tivemos, saímos aí de um final de semana e às vezes a gente acha que a gente só eh é bem visto se a gente estiver entregando, né? Mas até que ponto, né? a gente precisa parar, respirar e a contemplação para mim é algo que funciona muito. E agora vem aí o Renato falando, né, sobre a natureza, se ela ajuda a curar o cérebro, curar, não sei, mas autorregular, isso funciona? O que a neurociência traz pra gente referente a isso, Marled? Então, vamos lá, Renato. Eh, a neurociência fala que o ser humano para ele eh ficar bem, ele tem que ter contato com a natureza. Eh, e então assim, a natureza, o respirar, se você analisar o nosso cérebro, ele é igual uma massinha de modelar, né? A neuroplasticidade fala muito nisso. Então, é você saber regular o teu sistema nervoso, mas é através do quê? da sua respiração. E se você analisar, a nossa respiração é gratuita, mas às vezes você tá nesse nesse sistema de aceleração que você nem percebe que você respira e essa respiração é gratuita. Então tá, não consigo ir num parque, né, como São Paulo. Aí eh, é difícil, né, você encontrar um parque puro, vamos falar assim, né, porque aí tem muita poluição também, como é normalo. Então, o que que você pode fazer todos os dias pela manhã? Respira, nem que seja, ah, não gosto de fazer meditação. Respira pelo menos um minuto. Começa com um minuto, põe ali despertar. A primeira coisa que você faz, respira e você vai eh você vai sentindo o que que os teus pensamentos traz. Deixa passar. Ah, amanhã começa com 2 minutos, 3 minutos. Então isso é o contemplar a natureza também, né? Mas a natureza tá onde? Tá dentro de você. Porque por mais que a sua vida esteja um furacão aí fora, mas dentro de você tem que tá bem. Então, parques, natureza, cachoeira, nossa, isso aí é fantástico. Mas não consigo. Começa com meditação, com reprogramação, porque quando você reprograma o teu cérebro, tudo começa a mudar na sua vida. Às vezes os pequenos detalhes que você vai perceber o que que é o contemplar. Às vezes o contemplar você chegar em casa e você estar com seus filhos. Então isso às vezes é uma contemplação para você. Então, de que forma que você leva a sua vida? Então isso eu levo muito em consideração. Excelente. Excelente. É isso mesmo, contemplar aquilo que faz sentido para você, né? É o que ela disse, porque a Marlete falou, às vezes você chega em casa, vai pra cozinha, chama toda a galerinha pra cozinha e vamos contemplar, fazer uma janta em família, isso também traz aí uma autorregulação. Olha, 9:4. Doutora, considerações finais a gente precisa encerrar. Eu, por mim, ficava aqui falando, conversando sobre isso, sobre o nosso cérebro, sobre como nós funcionamos a manhã toda, porque é magnífico a gente eh ter um pouquinho de conhecimento, né, sobre como funcionamos. Eu quero agradecer a sua participação, a sua contribuição com a gente aqui, trazendo conhecimento, nos orientando, ã, a forma de viver um pouquinho mais leve, né, de repente depois do burnout ou até reconhecer que você já está chegando ao seu limite e buscar uma ajuda. Considerações finais, fica à vontade. Dicas eh para as pessoas que estão assistindo a gente agora, por favor. Então, eu que agradeço, né? Um prazer estar aqui, te conhecer, uma pessoa inteligente. Que gostoso, que gostoso. Mas assim, eh, lembrar que o burnout, então, é um é uma doença, né, hoje considerada ocupacional, inclusive está no CID, né, Código Internacional de Doenças, 11ª edição, pela primeira vez está no CID, tá? É QD eh 85, né, o o o a simbologia, né? Então, vamos lá. Aí, e o que que a gente pode falar? Então, o tratamento é multidisciplinar, né? Eh, não esquecer a tríade, como a doutora falou, né? Eh, corpo, mente, espírito. E uma dica que eu dou para meus pacientes sempre, tenha prazeres todos os dias, mesmo que sejam eh pequenos. Por exemplo, você começa o dia, tá difícil, mas pensa que à noite você vai encontrar seus filhos, você vai brincar com eles. Pensa que você pode assistir um seriado que você gosta, pensa que você pode fazer aquela salada gostosa, né? É porque a gente tem que ser fitness, né? Aquela salada gostosa, né? Pensa que no final de semana você vai comer aquele brigadeiro que você tá com vontade. Então assim, você dê pequenos presentes todos os dias, né? Pode comprar uma roupinha de vez em quando também, né? Um sapato, né? Uma delícia. É. É. Cuidado com com a compulsão, né? Que é outra doença. Mas é isso, é brincar. O que eu digo sempre tentar levar a vida com humor, né? Com alegria, né? Ninguém tem culpa dos nossos problemas, ninguém tem. Então, chegar e dar um sorriso, falar bom dia para todo mundo, né? Ninguém é diferente de ninguém, ninguém é melhor que ninguém. Então você já começa um dia gostoso, você termina um dia gostoso e lembrar do principal, né? Deus é que comanda tudo. Agradecer todos os dias, no início e no final do dia. Muito obrigada. Uau, maravilhosa, doutora. Obrigada demais pela sua participação, pela sua presença e pelos seus ensinamentos pra gente aqui hoje. Tá bom? que agradeço, ô Marlete. Quero te agradecer também. Muito obrigada, né, por eh compartilhar seu conhecimento com a gente, por disponibilizar do seu tempo para nos orientar, para formar essa dupla maravilhosa de hoje aqui com a doutora. Muito obrigada. Deixa uma orientação, né, para quem acredita que desacelerar eh não é preciso e que não sabe por onde começar. Então, primeiramente quero te agradecer. você é uma pessoa inteligentíssima, sabe muito sobre o assunto. Parabéns. Obrigada. Então, e hoje em dia, se você analisar, nunca foi tão falado sobre saúde mental como nós estamos falando hoje, né? Então, ô burnout, as doenças elas não são umas doenças, elas começam com uma ansiedade, mas elas viram uma doença se você não trata sua ansiedade. Então, eh, o meu documentário final, né? O ser humano não sabe o que que é ansiedade. Se ele soubesse o que que é ansiedade, ele já estaria tratando a base. Então, de que forma que você começa? O básico é entender os teus conflitos, as tuas situações, porque é igual a doutora falou, né? As pessoas não têm eh culpa dos seus problemas. Então, o que que eu vejo hoje? O que você tá passando hoje foi as emoções que você passou do teu passado. A sua doença hoje é algo que o teu cérebro, teu corpo falou assim: "Ó, o fulano, você vai ter que parar e você vai ter que se tratar". Então, você nunca se deu esse tempo de hoje vou respirar porque hoje em dia tá muito rápido as coisas, né? Então, o teu futuro vai depender do teu presente. Então, se hoje você esteve aqui nesse programa, ouviu tudo que isso que a gente falou, você não pode mais negar que você não sabe sobre esse assunto. Então, você pode iniciar sim uma nova vida, com certeza, sem sombra de dúvida, mas aprender a respirar. Lembra? A nossa respiração é gratuita, mas você não dá atenção para isso. Se você ficar 5 minutos sem respirar, o que que acontece? 3 minutos você morre. Claro, desde que você não tenha, né, outras formas é aprender a respirar mais longo tempo, mas se você analisar 3 minutos sem respirar, você morre. Então, o teu corpo é a base do que é da sua respiração, vai regular o teu sistema nervoso central, né? Mas então, inicie por um autoconhecimento. Você se conhecer, você pode anotar quais são as situações que mais te gera ansiedade, mas a base é a ansiedade. Muito bem, Marlete. Obrigada mesmo pela sua participação, pela sua contribuição. E é isso, pessoal. Obrigada a você de casa que participou conosco nessa manhã de segunda-feira de muito entendimento, né, muito ensinamento aqui pelas nossas convidadas. a gente chega ao fim de mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Eh, entendemos que o burnout não termina quando acaba o expediente, quando chegam as férias ou até mesmo, gente, quando acontece uma demissão. O nosso cérebro ele precisa de tempo, cuidado e estratégias adequadas para reconstruir conexões afetadas pelo estress crônico, tá? Então, cuide-se com carinho, olhe para você com mais cuidado e com mais carinho, tá certo? Olha, agradecendo então todo mundo que participou com a gente, lembrando que nós temos Câmara Notícia ao meio-dia com Gabriel Castro. A programação da TV Câmara Campinas segue trazendo muita informação para você. E amanhã, gente, nós vamos falar de Campinas. É, Campinas completa 252 anos, uma cidade reconhecida pela força da inovação, pela qualidade de vida e pelo jeito acolhedor de receber quem chega. Então, amanhã nós vamos discutir a identidade social de Campinas. O que dizem os moradores que nasceram aqui e como é a experiência de quem, assim como eu, escolheu essa cidade para viver. Vamos falar sobre pertencimento, amizade, convivência e os desafios de criar vínculos em uma das cidades mais importantes do interior paulista. Então, nós te esperamos a partir das 8 da manhã em mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Um grande abraço para você, cuide-se, uma semana linda para todos nós. Fique bem e até lá. Ча.