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Mãos Solidárias | Abadá Capoeira
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Mãos Solidárias | Abadá Capoeira

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Descrição do vídeo

O Centro Cultural e Educacional Origens é um importante espaço dedicado ao ensino e preservação da Abadá-Capoeira, localizado no bairro Jardim Nova Europa, em Campinas - SP. Coordenado localmente pelo Professor Canela, o centro promove a inclusão social, a cidadania e o desenvolvimento comunitário através da musicalidade, história e movimentos dessa arte marcial afro-brasileira.

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Olá, mais uma edição do Mão Solidárias no Ar. Hoje daqui do Jardim Nova Europa viemos conhecer o Centro Cultural Educacional Origens, que tem como foco uma das atividades a capoeira. Ao meu lado está o Alan Rodrigues Marcelino, conhecido como Mestre Canela, ele que é o professor e fundador também aqui do do projeto. Seja muito bem-vindo. Obrigado. Bom, Alo, primeiramente pra gente iniciar esse nosso bate-papo, primeiro contar da sua história, né? como que foi a sua infância, falar um pouquinho também sobre a capoeira e o que te motivou, né, a criar esse espaço. Perfeito. Olá a todos. Então, eh, a, o nome aqui Origens é devido à história, né? Eu morava na casa ao lado, que é a casa dos meus avós. Eu tô com 40 anos, completei esse ano. Então, minha vida toda foi no Jardim Nova Europa, em Campinas. Comecei capoeira com 12 anos, né, ainda na na adolescência. Hoje eu completo 27 anos da prática da capoeira. Comecei na escola Abadá. Aí o meu professor ele acabou se desligando. Eu fiquei 10 anos em outro segmento acompanhando. Em 2009 eu retorno para Abadá, aonde agora eu já estou aí há mais de 17 anos, seguindo a filosofia do mestre Camisa, que é o criador da escola B da Capoeira. Sim. E foi em qual momento que você decidiu então criar, né, esse espaço? Foi em algum momento que você viu a necessidade de desenvolver também essa arte para as crianças, adolescentes, adultos, porque aqui é para todas as idades, né? Todas as idades. Então, eu sempre tive o sonho de dar aula, ter um trabalho. O nosso mestre sempre incentivou não só a treinar, ser um atleta, mas também que é a nossa continuidade, né? A capoeira tem que ter essa continuidade quando eu partir que fique que a gente deixa a semente plantada para que essa geração possa continuar trabalhando. Aqui foi na época da pandemia, 2000 2020, né? Conseguimos comprar o terreno. Tem ajuda de vários familiares, minha tia, inclusive gostaria de agradecer ela que o primeiro passo foi dela. Ela comprou o terreno, meu pai me ajudou também na questão da construção material, minha mãe, a família toda me ajudou. tive o apoio, não sei se eles entendiam o que seria, né, um ponto de cultura, que eles incentivavam, ah, constrói uma casa para você morar e ter sua casa própria. Mas é um sonho de criança, né? E eu sabia que eu não estava brincando de fazer capoeira. Hoje é uma realidade, estamos transformando num ponto de cultura. Quero agradecer especial aos meus familiares, como tem minha tia, o meu pai e a minha mãe que me apoiaram e apoiam até hoje. Eles não praticam capoeira, mas aqui tem muita coisa que é parte deles, né, que foi o incentivo deles. Então, de 2019 para cá, construímos, registramos, já tem 3 anos de registro. Hoje atendemos todas as faixas etárias, né? Tem crianças, adolescentes, adultos, terceira idade, pessoas com necessidades especiais. A, o projeto ele não tem nenhum apoio governamental, então a mensalidade ainda nós cobramos, estamos escrevendo um projeto para que possa ter um projeto que é onde a pessoa não precise disponibilizar, né, pagar uma mensalidade. Sim. É um bairro nobre, mas nem todo mundo tem condição de estar pagando uma mensalidade. O próximo passo é ter um projeto assim, mas já temos também pessoas que no projeto social que a gente vem atendendo. E o projeto social, fala um pouquinho dele, o Alan. O que que você inclui nesse projeto social? E também queria que falasse um pouquinho a respeito das pessoas que te ajudam, né? Você disse que foi uma ajuda assim da sua família também, um sonho, né, que acabou sendo realizado justamente para trazer com você também outras pessoas e transformar vidas, né, através desse movimento cultural, né? Então esse é o foco eh principal nesse sentido, correto? Sou muito grato, né, aos meus familiares, eles sempre ouviram essa história, acreditando ou não na capoeira, mas de tanto a insistência ver que, né, que eu tinha esse sonho da capoeira, treinar, não só treinar sem um atleta, que o mestre falou uma frase muito importante que é ser campeão na vida, né? Ve você ganhar um troféu e não ser um bom ser humano. E o principal pilar da escola é a formação do cidadão, um cidadão de bem. Então é o que a gente passa dentro do projeto social é trabalhado isso. A criança tem que estar na escola, o adolescente tem que estar na escola para que possa estar graduando e futuramente já despertar essa vontade que eles possam também dar uma aula e ter um projeto, porque aí a a Campinas a metrópole que tenham 10, 20, 30 pessoas trabalhando dentro da filosofia do Mestre Camisa e da Abadá, que não seja só o Canela, certo? E professora, aqui você tem alguém que te ajuda nessa questão mais burocrática, na triagem das pessoas que fazem parte aqui do movimento. Você comentou agora que precisa ter um pré-requisito para poder frequentar aqui o espaço, né? Então, tem alguém que te ajuda ou é só você mesmo aqui no projeto? Eh, eu tenho alunos ajudando. A parte administrativa tem a graduada Pitanga, deixar um abraço para ela, que já trabalha em colégio, então tem toda uma formação, consegue tá auxiliando de uma forma suave, né, sem a pessoa entender que é uma cobrança, sabe lidar com as palavras, é jogar capoeira com as palavras. Então, deixo esse agradecimento especial a Pitanga que vem ajudando. Ela é graduada, veio da Alemanha para o Brasil. Uhum. fala o português fluente, fala muito bem, treina com o filho, o filho dela adolescente, ela ajuda nessa questão e tem várias pessoas já ajudando na parte de projetos sociais, tem um instrutor cavalo branco, tem o instrutor navalha, instrutor tatu, pessoas que estão auxiliando para que possam futuramente ter um trabalho deles com o apoio da nossa associação e da Abadá no modo geral, né, que a Badá está em todo o território nacional, em mais de 60 países. Perfeito. fala um pouquinho então das atividades além da capoeira, né? Quais são os outros movimentos culturais que você ensina para pro seu público, né? Tanto os jovens, adultos, crianças, né? Todas as faixas etárias. Perfeito. Semana passada nós tivemos um evento que foi de Jongo, né? Uhum. Com a manifestação cultural que foi com a professora Perla do Rio de Janeiro e também uma palestra com o professor Batman. Ele falou sobre alimentação e treinamento, já lançou um livro, são capoeiristas que estão há muito tempo seguindo a filosofia do mestre camisa. Uhum. E foi muito produtivo. Ele falou da importância de tomar água, os alimentos que nós temos que estar consumindo, né? Fazer aqueles ajustes, ainda mais quem é atleta, quem não é atleta, um sedentário, quem às vezes o pai e a mãe veio, já pegou muitas informações. Então foi importante para todos. Fora o Jongo e essas questões das palestras de alimentações que todo o evento da Badá tem um tema, reflorestamento, câncer de mama, câncer de próstata, campanha do desarmamento. Essa nós focamos no Jongo e no maculelê, mas tem o samba de roda, tem o maculelê, a puxada de rede e a capoeira no modo geral, que só a capoeira é uma arte que vai envolver várias artes. de cantar, de confeccionar um instrumento. Podemos falar só das madeiras, que são madeiras para poder fazer birimá, o pandeiro, o ataque, que é o tambor, a cuia e o agogô, palma e o canto, né? Um jogo específico de floreio, movimentações de chão, a capoeira luta, a capoeira falada para montar um um projeto e concorrer a um edital. Então, dentro dessas artes, cada pessoa se destaca em uma e e a gente vai tentando ter uma média em todas. E o Ala, então dentro da atividade que você administra aqui também tem essa questão da realidade lá fora, né? Vocês sempre estão associando também com essas temáticas tão importante também para trazer a conscientização, né? Correto. Como eu falei, às vezes tem a campanha do feminicídio que tá em alta na nossa cidade. Então a gente vem conscientizar que às vezes são pessoas que não respeitam o pai e a mãe, trabalhando com todas as classes sociais. aqui ele vai respeitar o professor e vai ter esse entendimento que nós vamos trabalhar para que ele tenha, porque senão o que ele tá buscando aqui, que é a evolução da capoeira ou uma graduação, não vai ser possível ele dar continuidade e nem ter uma boa convivência com os demais capoeiristas. Então, o principal pilar é é esse, a pessoa tá estudando, saber respeitar o próximo, um comportamento que seria dito normal na sociedade, nada demais assim. E você percebe essa transformação da de quando a pessoa chegou naquele primeiro momento, foi fazendo as aulas, foi participando das atividades. Para você é gratificante ver esse resultado também diante dos seus alunos? Sim, a gente percebe não só eu como professor, mas os alunos também, né? Às vezes um modo de falar, um linguajar vai mudando, vai se interessando em outras coisas, interagir com com outras pessoas de mundos tão diferente, apesar de estar às vezes na mesma cidade. É importante dizer que o nosso trabalho, só o nosso aqui do Centro Cultural Origens, não tá só em Campinas. Eu tenho alunos em Conchas, Valinhos, Vinhedo, Sumaré, Hortolândia, Itatiba, Atibaia. São mais ou menos algumas das cidades que eu lembro. E eles estão sempre se reunindo aqui. É um ponto de encontro, de cultura e trazendo várias cidades. Já estiveram aqui o mestre camisa o ano passado, mestre Cobra, mestre Pernil Longo, o mestre Camisa que é o presidente fundador, mestre Cobra, que tem uma grande história que saiu de amparo para morar no Rio de Janeiro. Uma carreira excepcional, um exemplo para todos nós como ser humano e capoeirista. Sou muito fã do mestre Cobra. falo dele assim de verdade assim admiração, mestre camisa que é uma grande referência. Então, tendo referências, tô trabalhando para ser uma também, às vezes sem perceber, não foi uma coisa que eu esclá um dia eu quero ser referência, isso vai acontecendo, porque você também tá seguindo bons exemplos, não beber, não fumar. E hoje quem bebe e fuma, a gente vai adaptando e a pessoa entender que se ela quiser um alto rendimento ou só uma melhores de vida, ela vai ter que pelo menos diminuir isso daí. Para ser um exemplo pro filho, né? Não adianta falar e não o filho vê que você não está fazendo. É igual o celular, né? Consumo do celular excessivo, a capoeira ajuda. Não dá para fazer a capoeira pegando o celular. E aí vocês conseguem também ter esse essa extensão, né, do espaço e também na casa. É como se fosse uma extensão da casa, né, do lar. As famílias elas também têm que e falar a mesma linguagem com vocês, né, para poder dar certo essa mensagem, não é isso? Exatamente. Hoje aqui é um ambiente familiar, tem o Fred, vem com as duas filhas, com a mulher, né? Minha filha vai fazer 7 anos, já treina, já participou de de festivais, que são as competições infantis. ganhando premiação. Isso você vê no no brilho no olhar dela e de todos que participam. Temos ali algumas medalhas que são vários capoeiristas que já competiram. Queremos fazer uma um espaço ali só para troféu, medalha de todo mundo que compete. E isso também é um fruto que eu que eu sempre competi e a gente vem incentivando. E o principal, como eu falei, não é só ser campeão de jogos, né? É ser um campeão da vida, ver que a pessoa saiu de um projeto social, hoje trabalha. Ou tem um lemão aí que tá aqui, ele vende um projeto, hoje é casado, tem um carro, tem uma casa, tem uma moto, é um bom pai, é um bom marido, tá se dedicando, a alimentação vai melhorando, o comportamento. Isso eu fico muito feliz e nós temos a prova viva inclusive alguns alunos aqui hoje que dá até para conversar com eles, é que são exemplos nisso daí há 15 anos me acompanhando, então viram toda uma mudança no meu comportamento também, porque há 15 anos atrás era outro pensamento, outra cabeça. O professor também é um ser humano, não é perfeito, mas vai acompanhando falhas, né? Exato. E a gente vai evoluindo vendo, ô, errei aqui. Às vezes eu errei tentando acertar projeto social. Às vezes eu dei muita coisa e o aluno ficou muito acomodado. Hoje todo mundo tem uma função, pega uma vassoura, eh, vamos pendurar uma bandeira, vamos distribuir panfleto na rua. Ensina também a responsabilidade, né, que tem que ter. Exatamente. E aqui é como se, pelo que eu tô percebendo, né, da sua fala, que é um ambiente que não é só seu, é de todo mundo. Se todo mundo contribui um pouquinho, né, pra melhoria do espaço. Exato. Correto. E isso é realmente para todo mundo, porque todo mundo está utilizando. Sim, né? O Centro Cultural Origens foi criado para isso, assim como o mestre Camisa tem o Semb que é centro educacional Mestre Bimba, é, é da Abadá Capoeira. Claro que ele é o fundador, mas eu nós também usufímos muito. A gente vai lá, leva minha filha, levo minha mãe, tem cavalo, né? Tem bastante cavalo lá, é uma área verde, bonita, cachoeira. Então aqui é um espaço que uma das dificuldades que eu vejo na cidade de Campinas falando assim: "Eu nasci e cresci aqui." Uhum. Dificuldade para espaço, um espaço bacana para você fazer um evento com uma boa estrutura, estrutura básica, banheiro, pessoa poder parar o carro, ficar seguro. Então aqui nós temos um espaço onde não tem um problema com o horário. Se ah, a atividade do Jongo passou meia hora, não preciso pagar o aluguel mais. É um espaço pra capoeira. Quero fazer um samba, um samba raiz, um samba tradicional, né? Um jongo, maculelê, um festival de capoeira. Quero trazer uma competição para Campinas. Então é um espaço próprio para algumas certas eventos vai ficar pequeno uma competição, por exemplo, para trazer 200, 300 capoeirista. Aí a gente precisa ter esse apoio da da prefeitura governamental. É importantíssimo pra cidade porque vem capoeiristas do mundo. Aqui já esteve também o mestrando Cabuenha que é de Angola, esteve aqui na sede, trouxe toda a questão da da cultura, né? Ele é de Angola, pesquisador. Então, passaram aqui muitas pessoas, historiad historiador Mazinho que é de São Paulo. E isso enriquece o ambiente Sim, e culturalmente os alunos de projetos sociais ou não. E tem que resgatar, né, esses projetos e também essa cultura, né, que é pouco falado e que é tão importante também para nós e trazer esse desenvolvimento. essa parte que você comentou sobre essa essa dificuldade, essa falta de espaços, esse é um dos gargalos que você enfrenta hoje, trabalhando com projeto social e tendo esse espaço, né, para trazer as crianças, os jovens e adolescentes tirar também das ruas. Tem toda essa questão, né? Em algum momento você pensou em desistir por conta disso, desse desafio? É, eu tenho 27 anos e não podemos também falar mentira. Eu já pensei em parar. Não sei se eu conseguiria, que eu não sei se eu consigo viver sem a capoeira, porque treinar é gostoso, mas viver exclusivamente da capoeira, como eu fiz em alguns momentos, acreditei e fui, você passa muita dificuldade. Ela é uma arte, eu já tive a oportunidade de viajar mais de 10 países, muito valorizada na Europa. Uhum. Vários amigos meus, fiquei orgulhoso de ver que ganham bem, carro bacana, casa bacana, mas no Brasil ainda tem muita dificuldade. Campinas é uma cidade difícil. Se você for olhar a realidade dos mestres de capoeira em Campinas, né, quantos, se fizer uma pesquisa, quantos vivem exclusivamente de capoeira e dignamente, né, com formação capoeirística correta, com trabalho desde criança até adulto, com graduados, professores, instrutores, dá para contar nos dedos, infelizmente, sem levantar a bandeira. Então, a barda capoeira é uma escola que eu admiro, tem fundamento, né? tem tradição, tem um mestre que pensa em capoeira 24 horas. Então, não que todo mundo tenha que pensar 24 horas em capoeira. Ah, é importante falar que através da capoeira eu fui estudar, terminei a escola, fiz uma educação física na PUC, que também foi um choque cultural. Eu caí numa escola pública já entrar na PU foi um fiz ali consegui com muito sacrifício, outra visão, abriu minha mente e convivo com pessoas formado lá em fisioterapia, uma área muito importante que eu acho hoje de pedagogia. Eu acho que o estudo ele é infinito, né? Nunca acaba, ninguém tira, né? Estudo conhecimento, isso ninguém tira, é o que fica, né? Ola, correto. E incentivo os alunos a estudarem, ter uma profissão bacana, não precisa, eu não incentivo ninguém a viver de capoeira. Mas se partir do aluno, ele está qualificado para dar uma aula em qualquer colégio, um colégio bacana, escola, projeto social, porque também não tem diferença de uma escola que você ganha muito bem e um projeto social que você vai voluntário. Se você se propôs a dar aula num social, tem que dar uma boa aula, tem que dar atenção, não pode faltar e mostrar o resultado no dia do evento. No dia do evento você vê a criança gingando, você fala: "Ó que projeto bacana". Temos aqui um projeto no Jardim São José, escola Benevenuto, com 40 crianças. Sim, o projeto tá fluindo. Outubro é o nosso evento em Campinas. Estamos vendo um local para fazer o evento. Até se tiver alguém que tenha interesse em apoiar o evento, vai ser no último final de semana de outubro com crianças do projeto social e aqui do Centro Cultural Origens. E quantos alunos você tem aqui no seu espaço? Aqui nós temos turma de manhã, à tarde e à noite. Então é movimentado o dia todo. O dia todo. Mais ou menos. Tem ideia de quantas pessoas passam por aqui diariamente? É, muita gente, né? Matriculado, tem mais de 40 alunos. Mais de 40 alunos. É, só da associação. Aí tem os dos projetos que não faz em diretamente parte da utilizam o espaço para Isso. Mas não tem a não tá vinculado à associação, mas está na nossa supervisão. Tá certo? Bom, pessoal, olha só, ainda não finalizou. A gente tem muito assunto ainda, ele vai trazer mais informações pra gente, só que no segundo bloco. Inclusive, a gente vai mostrar um pouquinho do trabalho que é realizado aqui. Então, não saia daí que o Mão Solidárias volta já já. Mãos solidárias de volta nesse nosso bate-papo, mostrando aqui o trabalho incrível desse pessoal. Inclusive, gente, uma informação muito importante também relevante. O Alan ele vai paraa Angola, né? O Alan tem um evento muito importante lá. Queria que você contasse pra gente contextualizasse um pouquinho e como que foi também esse convite, né? Eh, boa tarde. Primeiro, eh, esse convite veio do mestrando Caboenha, que é um grande amigo nosso. Ele já esteve em Campinas 2019 com a peça Calacaiá, um mestrando, pesquisador também e já tinha feito convite em outras oportunidades, mas ir para Angola não é fácil, né? Eh, essa questão é mais, às vezes é mais fácil ir paraa Europa do que e ali é um sonho, porque quem pratica capoeira tem que conhecer o continente africano, principalmente Angola, que é a nossa ancestralidade. Então, vai ser um sonho realizado, eh, um grande evento, porque são 30 anos de abad Angola, vai ser a comemoração e o primeiro jogos africanos, né, sediado em Angola. Lá nós vamos em algumas províncias, eu vou na cidade de Benguela, onde tem um museu, vamos para pontos históricos, né, culturais. E eu vou voltar com muita bagagem e importante dizer que tá levando o nome da cidade, o nome do projeto. Estão indo alguns amigos também que é importante citar o nome, o historiador Mazinho de São Paulo, o professor Desenho que é de Minas, tá sempre aqui, o professor Velho de Porto Alegre e o professor pé grande, Mess Cobra do Rio de Janeiro vai estar presente também. Então vai ser um um grande evento. Ah, como já está se aproximando, a ansiedade vai batendo, vai batendo, né? Coração acelerado, vai passando filme na cabeça. Eu já sonhei que eu estava em Angola. Hoje e vê que o sonho pode se tornar realidade, vai se tornar, se Deus quiser. Eu fico muito feliz. É difícil falar em palavras, né? Tem coisas que o sentimento é difícil você falar. Sim. Vivenciar ele. Quero vivenciar da melhor forma. Espero que seja a primeira de muitas oportunidades, que eu possa estar pisando lá novamente, levando a capoeira do Brasil e passando isso para os alunos, que alguém um dia possa fazer esse mesmo caminho que eu estou fazendo hoje, inclusive até antes da idade que eu tenho, que vá com 20, com 30, com 40, se for com 50 também, que possa ter essa vivência. Vai ser um evento histórico, vai ser no mês de de julho e tem que ter foco tem que acreditar que as coisas acontecem, né, quando a gente quer, né, o ala e aí lembrando que aqui continua normalmente eu com a sua ida paraa Angola, né, os alunos aqui em Campinas continuam tendo aulas normalmente nesse período. Exato. Exato. Não tem parada igual férias escolares aí, igual eu falei, tem uns instrutores, instrutor navalha tá sempre ajudando, um caporista antigo, cavalo branco, a turma vai continuar a turma da manhã, turma da tarde, turma da noite. Importante dizer, temos um projeto social no Parque das Águas. Todo sábado quem quiser fazer capoeira gratuitamente. Gratuitamente. Olha, é adulto, infantil, às 16 horas, todo sábado no Parque das Águas. Tem estacionamento, igual eu falei, tem uma estrutura básica, tem banheiro, lugar, o o local é uma cobertura, é um quiosque, um galpão comprido. Então, fazemos eventos lá, fazemos atividade do mês, que é a roda do mês sempre faz lá. Todo terceiro domingo a nossa atividade. Aí ela tem um tema, né? Uhum. Então, todo terceiro domingo, o mês de março, teve o tema das mulheres. Trouxemos várias professoras para falar um pouco da da mulher na capoeira. A Badá já tem eventos específicos para as mulheres. Então é uma realmente é uma escola diferente de falar grupo de capoeira. É uma grande escola que tem várias temáticas. Todo mês nós estamos abordando uma que tem a ver com o momento que o mundo tá vivendo ou o país ou a cidade de Campinas, né? E várias pessoas envolvidas ajudando, acreditando nessa transformação e também na educação, né? que nada mais é do que uma eh passar, transferir esse projeto para as pessoas também que nunca tiveram contato, nunca tiveram esse acesso, correto? Néa? Então é importante realmente esse projeto se expandir cada vez mais. É uma ferramenta, né, de inclusão. Como eu falei, eu já fiz um trabalho com deficientes visuais que foi muito importante pro meu crescimento como ser humano entender que às vezes a gente fala: "Ah, eu te entendo". Aí um cego falou assim para mim: "Você não entende". Uhum. só entende quem realmente não enxerga. Eu fiquei com aquilo na cabeça. Então, muitas vezes nós falamos: "Eu entendo você, eu entendo o que é ser mulher, né? A causa do negro no Brasil vem um branco." Eu entendo. Só entende quem quem passa. Então a capoeira vai me ensinando a ter também jogo de cintura, saber lidar com pessoas com opiniões totalmente diferente, porque você vê a nossa sociedade é muito fácil, as pessoas querem resolver tudo com briga, conflito. E a capoeira me deu esse, porque o nosso mestre sempre fala, quem luta não briga. A gente dificilmente um lutador vai brigar com alguém porque uma divergência, não concordo com isso, com aquilo, ou time de futebol, ou a nossa religião não é a mesma. Importante também dizer que eu vejo aqui na cidade de Campinas e no Brasil preconceito com a capoeira. As pessoas sempre me perguntam: "Mas qual a sua religião?" Fal: "Minha religião é Deus". Mas quem tem religião não é a capoeira e a pessoa que pratica. Quando a pessoa me procura, eu não pergunto o emprego com que ela trabalha, não pergunto a religião, porque a gente nós aceitamos todas. E claro que todas as pessoas vão ter que ter um comportamento adequado com o ambiente. Sim. saber se posicionar legal. E não é só a causa dele que é importante, são todas as causas que nós estamos vendo. Mas eu acho que talvez isso seja também até uma falta de conhecimento, né, da própria Exato. da cultura e de toda essa movimentação, né, o Alan. Bom, a gente vai mostrar um pouquinho agora, então, pessoal, o que é realizado aqui, um pequeno resumo dessa atividade e depoimento dos alunos também. Então, segura aí e confere tudo com a gente. Dentro da roda, os praticantes desenvolvem disciplina, respeito ao próximo e, acima de tudo, identidade. Uma realidade vivida pelo Gabriel, que veio de um projeto social e viu na capoeira a transformação de vida. Eu iniciei no aqui com o projeto com Canela em 2013 e foi quando ele abriu o projeto aqui no no Jardim Nova Europa na SAB. Eh, foi quando eu iniciei em 2013 e aí eu fiquei um tempo com ele, acredito que 4 ou 5 anos. Eh, foi o período que eu fiquei no projeto. Como que é para você? Quais são as suas atividades aqui? O que que você tem a dizer em relação à transformação de vida, ao desenvolvimento? Tá, eh, quando quando eu comecei, eu era adolescente, né? Então, assim, eh, a única coisa que eu tinha que fazer era a escola. Então eu ia pra escola no período da manhã, chegava, almoçava, ia pra sede. Isso ficava lá o dia todo treinando, participando, a gente, né, treinava instrumento, musicalidade, isso. Então a gente participava dessa forma. Hoje em dia, né, depois de a gente cresce, então tem trabalho, tem os compromissos. Hoje em dia, né, a capoeira me ajuda muito na questão de físico, né, quando eu retornei para cá, eh, de de quando eu retornei para cá, eu perdi 10 kg. Então, assim, questão da da saúde, a capoeira ajuda muito, eh, a questão de de estar junto com o pessoal, né, de de ter essa união entre entre os capoeiristas, não só capoeirista, mas como vira virar amigo. E acho que o mais importante pra gente é isso mesmo, tá junto, poder contribuir, assim como eu nasci num projeto social, eh, eu acho interessante a gente manter eh esse vínculo, né, sempre que eu posso, eu tô indo lá no projeto Visital Canela, eh, ajudar com com as crianças, tudo. Então acho que isso é importante, é poder contribuir, é como como eu comecei num projeto, eu preciso regar essa semente para que isso floresça e e assim outro que iniciou no projeto lá na frente consiga ajudar de alguma forma também. A capoeira e entrou na minha vida aos 7 anos através da minha mãe, levando até a aula, né, onde foi assim uma paixão eh de de cara, né, assim, a gente, eu e meu irmão, e desde então, entre indas e vindas eu faço o mesmo percurso que minha mãe fez comigo lá atrás. Prazendo a minha família, né? Hoje minha esposa e minhas filhas. A gente busca nós, mas o casal em si, qualidade de vida, né? Condicionamento físico e as meninas um desenvolvimento motor, né? Eu entendo que como atividade física, modalidade esportiva, a capoeira hoje ela agrega muito no desenvolvimento motor das crianças, na na minha qualidade de vida, né? Então, só recomendo com a capoeira, com o círculo de amizade, com a disciplina que a capoeira ensina, com condicionamento físico que você vai adquirindo, eh, e tudo que ela inspira, o que ela traz por ser tão completa, ela me ajudou em todos esses momentos. E trazer a família, né, esposa e filhas, para fazer parte dessa inclusão também é algo que vai aí mudando de geração para geração, né, Frederico? Com certeza. Eu espero que elas continuem passando. Esse é um momento único que eu tenho com elas, eh, junto com uma atividade física, uma modalidade esportiva, muito importante para mim. A capoeira é uma prática transformadora para o desenvolvimento infantil. Muito mais do que uma atividade física, ela une música, cultura e expressão corporal. Nas aulas, os pequenos trabalham o equilíbrio, a coordenação motora e a autoestima, além de aprender eleições valiosas sobre cooperação, respeito à diversidade e história afro-brasileira. Eu gosto desde pequena, porque meu pai era professor, aí ele sempre falava para eu fazer e eu fazia. E o que que você aprende aqui? O que que você mais gosta de fazer? Eu gosto de fazer ponte a um. Eu achei que fazer capira vai achar uma coisa muito boa para mim. E tá também já na parte do esporte, na parte da a saúde, essas coisas. Aí eu vi muita gente fazendo, aí fui ver se isso mesmo era tão tão essas coisas mesmo. Aí achei: "Ah, nossa, é muito legal fazer capoeira". Então eu fui indo nas aulas pra primeira na minha escola. Agora tô aqui para fazer outro treinamento professor Canelo. Tentei muito. É muito bom galera. Só foi um resumo do que acontece aqui, né? Vocês viram que o Alan disse que tem projetos em outros espaços também tem na praça, tem vários lugares e isso com certeza vai se expandir cada vez mais, né? O Alano, muito interessante os depoimentos também, a transformação das pessoas. Então, queria que você deixasse uma mensagem final para quem também tiver interesse em conhecer aqui o espaço, fazer uma aula experimental, né? É importante também deixar o pessoal a parte de tudo isso. Pessoal que quiser fazer a capoeira, lembrando, é uma arte que envolve várias artes, a luta, a dança, o jogo, a confecção, composição, homens, mulheres, crianças. Eu recomendo a capoeira vem fazer uma aula experimental no Centro Cultural Origens, Parque das Águas, projeto, né, voluntário, social, para quem não tem uma condição ou não sabe o que é capoeira, quer fazer a num ambiente de natureza, um lugar bonito, com segurança, com estacionamento. Temos aqui também no Jardim Nova Europa um grande parceiro e apoiador há muitos anos, que é o Du da Academia Vênus, também tem capoeira lá terça e quinta à noite. Então eu indico esses lugares, fácil o acesso, né? Eh, nosso Instagram é abadá Campinas SP. O pessoal que quiser fazer contato por lá. E o contato é 1998207353. Professor Canelo. Tá certo, Alan? muito obrigada pela sua participação, parabéns pelo seu trabalho. E é importante a gente mostrar pro pessoal de casa, para quem está nos assistindo, que sim, existem projetos, né, especiais voltados aí paraa cultura, para para esse movimento todo, né, dessa dessa história, resgatar um pouquinho essa história. Então é muito importante que você também conheça um pouquinho e faça parte se você tem interesse, como ele então disse, né? Venha, conheça um pouquinho desse espaço tão incrível. Então, mais uma vez, muito obrigado pela participação. Eu que agradeço. Muito obrigado. Muito obrigada a todos. Tá certo, Alan? Muito obrigado pela sua participação. Bom, pessoal, mãos Solidárias fica por aqui. Você continua na programação da TV Câmera Campinas e pode acompanhar esse episódio também pelas redes sociais. Te espero na próxima edição. Até mais.
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