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Mãos Solidárias | Instituto Som e Arte transforma vidas com música no Campo Grande
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Mãos Solidárias | Instituto Som e Arte transforma vidas com música no Campo Grande

458 views Publicado 26/01/2026 HD · 41:50

Descrição do vídeo

O Mão Solidárias desta edição vai até o Distrito do Campo Grande, em Campinas, para mostrar um projeto que nasceu da coragem, da escuta e do afeto: o Instituto Som e Arte, localizado no Residencial Colina das Nascentes. Idealizado pelo casal Ricardo e Telma, o instituto surgiu literalmente dentro da casa da família, em meio a dificuldades financeiras, incertezas e muita vontade de transformar realidades por meio da música e da cultura 🎵❤️. O que começou como um sonho, hoje atende 168 crianças e adolescentes, com lista de espera de mais de 200, oferecendo aulas gratuitas de violão, piano, bateria, escaleta, musicalização e canto coral. 🎼 Ricardo compartilha sua trajetória na música, iniciada ainda na infância, passando por igrejas e instituições sociais de Campinas, até o momento em que decidiu criar um espaço com identidade própria, voltado ao território onde sempre viveu. Já Telma relembra sua vivência como aluna de projetos sociais e explica por que acreditou, desde o início, que abrir a casa para a comunidade era um passo necessário — mesmo sem recursos. 🏠 Durante a reportagem, o público conhece cada detalhe da transformação do espaço: quartos viraram salas de aula, a área externa virou estúdio, instrumentos foram conquistados por doações, parcerias e até pela venda de bens pessoais. Tudo construído com as próprias mãos, solidariedade e apoio da comunidade. 🥁 Um dos destaques é o trabalho com instrumentos feitos a partir de materiais recicláveis, como tambores criados com madeira reaproveitada, tecido e cabos de vassoura. A prática une música, consciência ambiental e criatividade, mostrando que o acesso à arte não depende de estruturas caras, mas de propósito. 👨‍👩‍👧‍👦 No segundo bloco, o Mão Solidárias acompanha de perto a vivência das famílias atendidas. Pais, mães e crianças relatam como a música impactou a rotina, reduziu o tempo de tela, fortaleceu vínculos familiares, melhorou a concentração escolar e ajudou no desenvolvimento emocional. 💬 Os depoimentos revelam histórias emocionantes: crianças que não queriam tocar e hoje não largam o instrumento; famílias inteiras participando do coral; talentos descobertos onde antes não havia oportunidade. A música aparece como ferramenta de inclusão, pertencimento, disciplina, expressão emocional e transformação social. 🌱 O episódio reforça que projetos como o Instituto Som e Arte são verdadeiros celeiros de talentos e humanidade, especialmente em regiões com alta vulnerabilidade social, onde o acesso à cultura ainda é desigual. 📺 Assista até o final e conheça de perto como a música pode mudar trajetórias, fortalecer famílias e criar novos futuros. 💬 Curta, compartilhe e comente: 👉 A música fez diferença na sua vida ou na vida de alguém da sua família? Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[música] [música] [música] C L T A. Sou sua amiga bicicleta. C [música] L A. Sou sonha [música] se eu quem te levo pelos parques a corri te ajudo [música] a crescer em todas as rotas vezes em cima de mim o mundo te escorrecer [música] você roda em mim o mundo embaixo de você olá o mão solidárias de hoje está no distrito do Campo Grande mais precisamente no residencial Colina das Nascentes, onde onde funciona o Instituto Som Arte. Ao meu lado, o casal Ricardo e Telma. Eles que são aqui [música] os idealizadores, os trabalhadores, fundadores, os organizadores, ou seja, são multitarefas aqui no instituto [música] que nasceu a partir de um desejo que eles vão contar agora um pouquinho dessa trajetória. Ricardo, [música] me fala um pouquinho de o que que tem a ver o Instituto Somart, a música com a sua história de vida que veio um pouquinho antes do instituto. Conta para nós. Então, vamos lá. Eu sou, eu vim do interior de [música] de São Paulo, estup paulista. A minha vida musical começou dentro de uma igreja, né? Aquela época a gente não tinha tanto acesso igual tem hoje, então [música] a gente aprendeu a tocar muita luta, muito sacrifício dos nossos pais também. [música] E depois que eu aprendi a tocar um instrumento, eh, eu conheci uma instituição chamada Instituto Anelo, [risadas] aonde lá eu comecei dar aulas, né? Fui me identificar com a vinilância cultural e social também. Eu [música] fiquei durante se anos Instituto Anelo. Depois instituto Anelo, fui pro Ana, Ana Brasil, né, que é uma instituição da Nazareno. E eu trabalhei lá durante 5 anos [música] também. Depois fui para uma outra instituição, trabalhei lá durante 2 anos e depois nesse rolê todo, é assim, já existia essa semente dentro do meu coração de tá fazendo esse trabalho em várias outras instituições, mas eu eu tinha necessidade de fazer da forma que eu entendo e que eu acredito também. Então foi daí que surgiu o Instituto Somet. [música] É, inclusive Mão Solidária já mostrou aqui também no Instituto Anel o trabalho. Nós temos também o trabalho do Ana. [música] E a partir de qual momento que você, inclusive quando a gente uma vez falou com o pessoal do Instituto Anelo, [música] eles disseram o seguinte: "Distrito do Campo Grande é tão tão tão grande, aliás é o mais populoso de Campinas, [música] nós precisamos de vários trabalhos ligados à social [música] e à música também nesse território. Mas a partir disso, quando você decide com toda essa expertise, [música] com toda a sua experiência, transformar parte da sua casa, da casa do casal, Sim. Em um instituto, como foi esse chamado e esse essa coragem, digamos assim? Sim. É, e aí essa coragem veio meio em meio ao caos, [música] né? Eu trabalhava em um outro lugar, a instituição teve alguns problemas financeiros, então a gente, eu estava seis meses sem salário, né? E aí a Silviane, que é assistente social, amiga da gente, eh, falou: "Cara, tá na hora de você, né, fazer o seu próprio, né, seu próprio trabalho. Você tem, você [música] consegue e trazer a a instituição das outras pessoas, por que não idealizar a sua?" E aí [música] foi que a gente pensou, vamos fazer, então imagina, a gente meio ao caos, né, financeiro, porque não tinha grana, como que a gente ia idealizar isso? Aí a gente pensou na região, né? Porque eu eu sempre fui morador da região, então eu não tive essa oportunidade. Quando eu era criança não existia um anelo para trazer a música, né? Então eu falei: "Poxa, por que não eu tenho isso para oferecer mesmo que eu não recebi? Por que não entregar aquilo que eu não recebi?" [música] Sim. Então aí a gente vamos alugar um espaço. Falei: "Não vou fazer dívida, não tenho dinheiro, como é que eu vou fazer isso?" [música] Falei assim: "Então vamos fazer". Aí a minha esposa, né? Falou assim: "Vamos fazer em casa". Então, aí eu eu demorou um pouquinho para mim filtrar isso, né? Falei: "Como é que eu vou transformar minha casa numa instituição?" [música] E a gente foi conversando e não tinha grana também. Ô Telma, mas e aí quando o Ricardo tinha todas essas angústias de, claro, fazia um trabalho, não recebia por esse trabalho, tem as contas de casa, tem tudo e mesmo com isso, olha, a gente vai ter abrir um instituto que tem um trabalho social sem fins lucrativos. Que loucura. E como que foi você pensar [música] junto com ele essa dar esse passo. Então, [música] eu participei de um projeto que ficava lá no Jardim Santa Lúcia, era a Fundação Norça e eu participei da banda Batilapo. [música] Então, eu também fui assistida por uma instituição, né, e aproveitei todas as oportunidades que foram me dadas, que eu acredito que é o que todas as crianças e adolescentes têm que fazer, aproveitar, porque não volta mais. E aí quando o Ricardo colocou essa ideia, eu falei: "Eu tô com você". E aí eu falei: "Vamos procurar um salão baratinho". Aí ele falou: "Não, nós não temos dinheiro. Eu tô sem receber salário e eu também não tô trabalhando." Eu peguei e falei: "Mas eu tô com você". Eu falei: "Então vamos fazer assim, pra gente eh não ter que ter uma dívida com aluguel, vamos abrir mão de alguns cômodos de casa e a gente faz aqui. Pelo menos a conta de aluguel a gente não tem, né?" E aí Deus foi trabalhando de uma forma assim espetacular, que é, [música] mas aí eu pergunto, vocês não tinham dinheiro, deviam ter dívidas? Sim. É, como foi então conseguir parcerias [música] ou amigos? Como que foi essa história de trazer cada instrumento, [música] de reformar o ambiente? Me conta um pouquinho desse passo a passo, cara. [música] Vamos lá. Então, aqui, pessoal, onde a gente tá aqui agora, era a nossa área, [música] não tinha cobertura. Esse, essa parte aqui que é a parte de bateria era nosso quarto. E lá onde a recepção, onde que a gente mudou era a sala. também era sábado e nosso quarto. E aí a gente teve que mudou totalmente, virou uma bagunça a nossa vida, porque a nossa casa ela tem uma estrutura para sobrar, mas nosso quarto não não tava pronto também. E aí tem aí eu falo para você que tudo tem um propósito, né? E acho que quando a gente pensa [música] positivo em trabalhar e com coisas boas, acho que os caminhos vão se acertando, né? Eu não sou pedreiro, mas tudo que tem aqui foi eu que fiz, gente. É tudo Mas quem ensinou ou foi [música] meu pai? Seu pai. Desde pequeno eu aprendi com o meu pai os trabalhos, mas eu nunca tinha feito, [música] tá? Então a ajudava o pai na reforma da sua própria casa, porque antigamente as famílias faziam muito isso, né? Meu pai é pedreiro, criou eu como pedreiro e eu sempre acompanhei ele, né? Piso, pintura. Então eu [música] eu fiz aqui não não tinha esse esse essa parte aqui também. A gente, eu ergui o [música] quarto, eu fiquei obismada comigo mesmo, mas é Deus que capacita a gente para isso. A gente foi telhado, aí a gente foi lá para cima primeiro [música] antes de começar aqui e aí começou a quebrar, quebrar e a gente não tinha grana, né? Eu falei para você. E aí eu vendi o meu piano porque eu sou músico, né? Então eu vivo [música] disso. Então eu tinha um piano de armário e eu vendi esse instrumento [música] e tinha um piano elétrico também. Eu vendi os dois instrumentos para est investindo o dinheiro aqui na na reforma da instituição, certo? E aí foi foi trabalho, [música] foi muito trabalho. E aí minha esposa também não parou de trabalhar, né? Porque eu não tinha renda, eu tinha as dívidas. Sim. E a gente continua trabalhando, tocando em casamentos. [música] Eh, é porque fora isso você atua como músico no mercado. Sim, sim. Atuo como músico. E aí foi acontecendo, [música] né? Foi tipo assim, tem umas fotos lá no no site, eu acho que isso seria legal. A gente vai mostrar daqui a pouquinho essas fotos também. É. E ver, tipo assim, [música] é loucura. E como foi de certa forma nesse período todo? Quanto tempo demorou para vocês reformarem tudo aqui [música] e lançar oficialmente o instituto? Eu acho que foi uns três meses. Foi rápido. Foi rápido. Foi muito rápido. Rápido. Isso porque a não estava trabalhando, né? Então eu tava todos os dias aqui, então trabalhei bastante, mas nós trabalhamos, né? Ela chegava do trabalho, ajudava também. Não, eu trabalho em home office, né? Eu trabalho em home office [música] de telemarket. Eh, e aí toda oportunidade que tinha trabalhava eu, ele, minha filha e meu filho. Então, todos trabalhavam juntos, né? Sim. [música] E nesse tempo em que vocês também iam formatando aqui fisicamente, também tem uma questão que esse instituto precisa nascer juridicamente. E eu vi que inclusive vocês ganharam uma ajuda para formalizar esse trabalho. Como foi? A Dra. Gabriela, que é advogada amiga nossa, na verdade eu vim com a proposta de ela desenhar pra gente, né, [música] o estatuto e tudo mais. E aí ela começou a fazer, falei: "Ah, meu Deus, ela tá fazendo, né?" Aí quando ela terminou e mandou: "Ricardo, tá pronto". Falei: "Nossa, Gabi, mas quanto que é isso, né? Porque eu posso te pagar a parcelada senão [música] o presente para você". Então, além de fazer toda a parte jurídica de abertura do instituto [música] também o estatuto tudo prontinho. Tudo prontinho. Um presente. Um presente que hoje é muito caro pra gente, caro pra caramba. eu fiquei assim, quando ela falou, falei: "Nossa, [música] quando Deus quer fazer as coisas, ele vai desenhando e colocando pessoas boas, né, na nossa direção." E a partir disso, como foi então [música] anunciar para essa comunidade, pra comunidade do entorno, que esse trabalho tava começando e [música] que era uma oportunidade para muitas crianças e adolescentes, eh, nós não tínhamos conhecimento de nada, né? Só tinha isso no coração. Então, a gente falou: "E agora como que a gente vai fazer para divulgar, né? E aí meu sobrinho Leonardo, eh, ele é o [música] vice-presidente da instituição, ele falou: "Tia, eu vou ajudar vocês". Então, ele montou um link aonde nós começamos a compartilhar, né? Até então o Ricardo já tirava foto, fazia vídeos falando de toda a construção da instituição. Desde já tinha rede social a instituição ainda não era de vocês. Na rede social de vocês, pessoal. Tá? E aí o Leonardo montou esse link e a gente começou a compartilhar que era a inscrição, era pelo link. Pelo link, isso. Tá. Aí a gente começou a compartilhar nos grupos dos amigos, no grupo das igrejas, do bairro, eh, do daqui do bairro Colinas. E a gente começou e um compartilhava com o outro. Sim. E aí de repente começou a aparecer muita gente querendo fazer as inscrições. Aí foi [música] onde a gente não tinha mesa, nós não tinha armário, não tinha nada pra recepção. Início vocês lembram [música] mais ou menos assim quantas inscrições foram? Foi muito assim. Comportava todo mundo. Não, não. Hoje a lista de espera tem mais de 200 crianças. E hoje vocês têm quantas crianças e adolescentes [música] aqui? A é ativa é 168. 168 em quantos turnos? Então a gente trabalha [música] de segunda a sábado, então passar comercial. Isso. E à noite tem turma à noite também. Canto coral. Sexta-feira canto coral. E a partir [música] disso, então, qual é a proposta do instituto que une essa questão social com a música? Como você trouxe esse formato que você já conhecia, por exemplo, do anelo e da sua experiência em outras instituições, [música] mas como foi então pensar, olha, tem criança que vai tocar o teclado, tem criança que vai tocar violão, tem criança que vai cantar, tem criança que vai tocar bateria, como que foi [música] isso aí? Como é feita essa triagem? Então, a gente trabalha com interesse, né? Então, o pai quando [música] traz a criança aqui, a criança já tem um algo em vista. Então a gente tem o curso de piolão, [música] piano, bateria, o canto coral, musicalização. Então o pai traz a criança direcionada já. Ele não se descobre aqui. [música] Entendi. Então ele vem pro piano. Mas não pode acontecer dele vir a falar: "Eu quero tocar violão". que ele fica olhando, assistindo [música] a aula de teclado, falando aconteceu outra coisa de uma aluna que tá aqui. Ã, ela veio, [música] o pai ficou sabendo, né, que tinha umas inscrições abertas e veio fazer inscrição para ela, a Brenda, e ela não queria fazer violão, não tinha o instrumento que ela queria. E aí o pai falou: "Filha, vamos tentar, né? Ou tem um violão em casa, vamos tentar. Se você não gostar, você para." Eu falei: "Ah, vamos tentar". Aí ela não dava um sorriso e hoje a Brenda se destaca. A mãe fala mesmo, a mãe fala que ela sai na calçada para tocar e o tempo todo ensaiando. [música] E você percebe que ela ama o que ela faz. Sim. E como também é colocar nessas crianças e adolescentes esse sentimento [música] de que eu posso posso isso. Eu tenho eu tenho uma uma frase, eu falo [música] para eles assim: "Erar faz parte do processo". Eu falo para eles: "Calma nas apresentações, se errar, tá tudo bem". Já tiveram apresentações? Duas, dois recitais. Dois recitais. Onde foi? Então, [música] a gente eh usa um templo religioso que é uma igreja aqui mesmo, tá? [música] a gente vai citar is porque a gente não tem espaço, né? A gente tem muita dificuldade para conseguir. E aí o pastor disponibilizou a igreja pra gente fazer os dois recitais que foram feitas no mês de junho de 2025 e no mês de dezembro. Dezembro. Eu acredito que tinham mais de 300, 400 pessoas. Tinham 300. Uau. Várias crianças. Foras crianças. [música] Sim. E com isso vocês me falaram 168 pessoas [música] atendidas, uma lista de espera de mais de 200. Como que é para vocês terem esse sentimento de que um ano e pouco depois é algo que vocês imaginavam que seria tudo isso ou não? É tudo isso mesmo que a gente imaginou e a gente quer mais? [música] Me conta. Então é, eu aprendi assim, ó. Ninguém faz nada de graça, né? [música] Se eu faço trabalho é porque eu vejo graça, né, que eu tô fazendo. Então não tem preço, né? [música] Pode falar, Ricardo. Fique à vontade. Respirar é não não tem preço, né? Então é, a vontade é de aumentar, né? Atend todos. Mas é. E você, inclusive, Ricardo, me contou que para poder construir tudo isso, você vendeu dois instrumentos. [música] E quem tá vendo a gravação hoje e daqui a pouco vai ver, inclusive tem [música] o pessoal que vai tocar aqui pra gente, vai mostrar uma das atividades. Nós temos vários instrumentos [música] aqui. Como que foi aos poucos ter esses [música] instrumentos? Quem foram as pessoas? Foram vocês? Foram parceiros? Foi gente que foi analisando e vendo o trabalho, falou: "Olha, eu tenho um instrumento para fazer parte". [música] Como que foi isso daí? Eu eu ganhei algumas coisas, eu ganhei sim, outras eu já [música] tinha, né? A gente vai adquirindo músico. É assim mesmo, compra um negócio aqui, outro ali. Mas a gente ganhou um piano, né? As pessoas, tem pessoas que não gostam de se identificar, [música] tá gente? Que acho muito lindo isso, né? Sim. A gente ganhou um piano elétrico também. Os dois foram. Isso. A gente ganhou alguns teclados também que daqui a pouquinho [música] vocês vão ver. Vão ver. É, violões a gente teve pais que doaram também. A bateria a gente já tinha. Acústica da bateria foi doada. Foi doada. Um amigo do Ricardo falou: "Ah, eu quero montar um estúdio, só que eu tô com umas espumas aqui. Aí eu vou doar para você". Aí ele doou para nós [música] e foi onde foi feito toda a acústica, porque aqui tem que tem isopor nas paredes, né? Sim. Lá tem. [música] Aqui na recepção, na parte também tem. Sim. Então foi tudo também isopor. Aí o Ricardo compartilhava, né? Olha, nós precisamos de espuma, a gente precisa comprar a o os isopores. Então ele compartilhava no grupo de transmissão do celular dele e eu também. E aí Deus usava as pessoas e ele falava: "Ah, vou fazer uma doação". E foi assim que aqui foi muito legal. Esse forro também foi eu que fiz, tá? Eu não entendi. Olha, aprendi. Eh, a gente não tinha iluminação aqui. E aí tem um rapaz que a gente conhece na internet, ele tinha uma empresa e aí eu postei, ele falou assim: "Cara, como é que tá o projeto de iluminação do espaço?" [música] Eu falei: "Não tem projeto, tem projeto nenhum." E falou assim: "Cara, me passa o seu endereço então e a metragem para mim". Ele foi, eu que eu não lembro [música] o nome da da empresa dele, mas ele foi, mandou um motoboy, o cara chegou aqui com as començado. Olha, então as coisas foram [música] acontecendo assim de uma forma não planejada, mas com caminho certo. Sim. E hoje, qual é o maior desejo de vocês, [música] Ricardo? É, o maior desejo nosso é ampliar o trabalho, né? [música] Atender mais. Nós somos novinhos, né? Estamos caminhando, mas assim, a gente é muito feliz com o que a gente alcançou até hoje, né? Pode ver que o nosso espaço é muito bonitinho, [música] porque se for para fazer mal feito, a gente não faz. Agora, uma pergunta, futuramente vamos mudar de casa ou vão mudar de sede? Ai Deus, que desenho. [risadas] Aí é com Deus, a gente só tá no propósito. Mas, mas eu já pensei, já falei pra tela, depende. A gente precisa de apoio, né, financeiro, [música] porque a gente não tem apoio financeiro, é só eu e ela. A gente não tem uma atendedor, não tem [música] apoio. Então assim, não tem problema nenhum de sair dessa casa, [música] né? Já pensa em balério, penso um monte de coisa. Eu penso um monte de coisa. Tem um monte de coisa ainda para acontecer. Então, tem um monte de coisa. Tem, tem uma moça que ela dá aula de balé. E ela falou que [música] se precisar ela daria aula de balé aqui na instituição, mas a gente não tem espaço porque eu sou doida, né? Então Ricardo, eu não entendo nada, eu não sei nenhuma cifra. Não entendo. Você não toca nada, você não fez a aula lá de nada não. A gente só cantava, mas eu não fazia. O que que eu fiz? Foi só um tempinho com a fono, porque tinha que gravar o CD, mas eu não entendia nada. Eu não entendo nada. Eu não sei nada do que tá acontecendo aqui. Às vezes as crianças chega, fala: "Tia, lembra eu que nota?" Falei: "Filho, em nome de Jesus, não faz isso não." Pergunta pro professor Matiano não sabe então hoje você é o único professor? Tem mais alguém? Sou o único professor. Tem é o único. E o coral? Você também quem tá à frente do coral? Você faz mais a parte administrativa? É, é de organização com as crianças, quando os pais chegam, recepcionam, ficam com eles na recepção sobre as inscrições. É quando alguém procura para falar sobre alguma coisa. É isso que eu ajudo, porque eu não entendo nada de música, né? Hoje o Instituto Sonhos já tem, por exemplo, rede social, já tem, [música] tem rede social e tem até site. Eu fiz o site. Você mesmo quem fez? Fiz um site no Google, né? Eu não sabia. Foi direcionando e um amigo meu colocou [música] aí, não sei como é que fala lá que é para fazer wwwitto. Ele foi lá e colocou isso aí pra gente, tá? Olha que legal. Então, [música] hoje é um ano e meio depois, um ano e meio depois, funcionando aqui no residencial Colina das Nascentes que fica no distrito do Campo Grande, [música] que é uma das regiões mais populosas de Campinas e também uma das que tem um maior número de vulnerabilidade social, a gente vê que tem gente que põe a mão na massa, transpõe todos os desafios e [música] obstáculos e ainda tem muito Muito, muito sonho. Tem muito que sonhar. E olha, no próximo bloco a gente vai mostrar um pouquinho das famílias atendidas aqui, [música] também das crianças e adolescentes que fazem da música aqui uma mudança e um propósito. Não saia daí que o Mão Solidárias volta já já. [música] [música] E neste segundo bloco, nós vamos mostrar o trabalho do Instituto Som e Arte na Prática. Estamos aqui em uma demonstração. Daqui a pouco essa galera vai tocar o tambor. Mas olha só a curiosidade. O Ricardo construiu cada um desses instrumentos que a molecada vai tocar. me fala um pouquinho dessa concepção de tocar o tambor ou melhor de fazer o tambor, né? Sim. Na verdade, esse instrumento a gente é um material reciclável, né? Que a gente achou isso no lixo e transformou em arte, né? Todos esses outros também são recicláveis. Todos são recicláveis. São trores que provavelmente alguma empresa usa para trazer algum tipo de material e depois que usa esse material descartam esses tambores, tá? E quando que você percebeu que isso dava para ser utilizado nas aulas? gerando o mesmo efeito de um comprado, digamos assim. Sim. É, na verdade assisti alguns vídeos, vi algumas ideias com baldes, né? E aí eu comecei fazendo essa atividade que foi no Ana, que lá a gente não tinha instrumento, ritmo para dar aula. Então eu comecei a usar umas barricas, tinha uma professora de artes que tinha barrica de argamassa, esses negócios. Eu cortei uns cabos de vassoura e comecei a usar na barrica. Aqui é cabo de vassoura, é isso. Cabo de vassoura, tá? E aí nas barricas, só que era como é plástico, era muito leve. Aí um dia passando no ferro velho, vi um monte desses negócios no lixo, tá? Eu parei no ferro velho e perguntei se o cara aqui é lata e o que aqui é papelão. Papelão. Aqui é OK. Hum. E aí? Aí como a gente usava lá e rasgava a a o plástico, eu falei, não dá para fazer na madeira, porque eles batem isso aqui com a força, gente, vocês t noção, tá? Daqui a pouco vocês vão ver. [risadas] E aí eu catei tecido velho, roupa, né? A gente cortou, fez um pomponzinho, passa com fita e se transformou na baqueta que faz o nosso som, nossa música, tá? Então vamos lá, vamos ver esse pessoal fazendo o som. Eu vou tirar o tambor aqui agora, ó. Ricardo vai coordenar essa galera. Vamos lá. Posso ir? 1 2 3 boi. Dois três, boi. Dois três cabra. 2 3 2 3 4 5 6 7 8 Iso. Isso vai acabar. 1 2 3 E você já pensava em tocar tamborô antes ou não? Uhum. antes do som oradora do bairro mesmo, né, onde é a instituição. Então a gente ficou sabendo e logo meu filho teve bastante interesse e eu também, né? Porque aí tinha aula de canto, aí eu traz trago ele na semana, três vezes na semana, ele adora. E eu também, né? Aproveitou não só para ele, para você também. Sim, também. E o que que a música desperta em você quando você vê que é possível aqui perto de casa ter essa oportunidade? É, infinitas, né? Eh, traz felicidade, um monte de emoções. Que que você toca? É piano, escaleta, tambor. Mas você, quando você pensou em estudar aqui, você pensava em todos esses instrumentos? Sabia que tinha tudo isso aqui já ou depois você foi conhecendo cada um? Fui conhecendo cada um e amos três. Aham. Aó que traz mais, acompanha mais por conta da minha correria. Mas aí hoje, né, por eu estar em casa, eu gosto, adoro música, sou apaixonada e quando eu vejo ele tocando, eu fico feliz demais. E a iniciativa então foi dele ou foi você quando soube que tinha essa possibilidade, falou para ele: "Ai, vamos lá fazer uma aula de música, me conta essa história". Foi dele e pela avó dele também a gente ficou sabendo da instituição e aí ele falou: "Não, mãe, vamos, vamos, vamos, vamos lá". Eu tá apoiado, super. Adoro, adoro quando ele toca a música. Tu ocupa muita cabeça, né? Étimo para ele. É ótimo. E nem no excesso de tela também, que é outra preocupação hoje. Sim, com certeza. Muito, né? Eles adoram uma telinha. Ajuda muito. Eu soube que no início você não queria muito tocar violão e que hoje você ama violão. Me conta essa história. Verdade. Depois que meu pai descobriu Som arte, aí ele falou assim: "É, Brand, vai lá tu aprender a tocar violão com o professor Ricardo". Aí f assim, eu não quero, não quero. Aí depois que eu fiz o teste, né, a primeira aula, aí gostei. Aí continuei. Agora faz um ano já que eu tô fazendo a aula. Hoje não largo o violão por nada, não. Por nada. [música] Fico ele, pego ele o dia inteiro, fico com ele lá tocando as músicas, procuro música nova, aí eu tô aprendendo. Aí então além das aulas aqui, você também procura músicas novas, aprender coisa nova, vai na internet, tá? Ai, como que eu vou? Tirar aquela música. É isso. Uhum. Positivo. É isso mesmo. Procuro no YouTube, eu tento escutar a música para tirar, entendeu? No viorão. Com a ajuda do meu irmão, eu consigo tocar. Conta um pouquinho como que é tocar a escaleta. Conta para nós. Muito legal. Ricardo é um professor muito bom. É, ele fez um sonho para mim que eu sempre queria tocar. E como que é essa questão de você às vezes inclusive tirar alguma música junto com a sua irmã que eu soube que às vezes vocês fazem uma parceria? É verdade? Sim. Ela fica chamando: "Bria, vem, vem tocar." Aí fala: "Não, BR, não quero." Aí ela vai lá, às vezes eu vou lá, toco com ela, aí eu tiro as notas lá e consigo. No começo ela mesmo, ela não queria mesmo fazer aula. Ela ganhou um violão do tio dela. Ela tentava puxar algumas notas no YouTube. Aí começou a ficar meio difícil. Aí a gente descobriu, né? Estão são em arte. Aí a gente veio trazer ela. Chegou aqui, ela não queria mesmo realmente fazer, tava brava. Nós falava assim: "Vai, Brenda, faz um teste, né? Você gostar, você continua, senão você não vai mais". Aí ela veio, realmente ela gostou, ela toca toda hora de meia meia hora tá pegando o violão dela e tocando. Ela vê algumas músicas no YouTube, vai puxando algumas umas notas. Chega que ela fala: "Ó, professor, prendi isso". Ela mostra e com a ajuda do meu filho também, que é o Brian, né? Que faz também um ano que ele está aqui, também toca a escaleta. Os dois pega as notas juntas e fica tocando. Para mim foi muito gratificante, né? Eu não faço nenhum instrumento, né? Também não faço aula daqui de canto, mas eu tenho maior prazer em trazer eles aqui. E essa participação deles, mudou alguma coisa em casa? Você percebeu que também o jeito deles em casa, isso melhorou? Sim, melhorou bastante. É uma que eles não ficam também em celular, né? Graças a Deus eles não ficam. Ela só mexe no computador para ver coisas de escola e também de música e ele também para ver coisas de música. Então isso ajudou bastante os dois. É muito legal. Ah, é? Uhum. E e como que é cantar também? Canta. Mostra para mim. Canta um pouquinho para ela. Você toca a escaleta e fora isso você faz mais alguma coisa, canta também como sua irmã no coral. Me conta toda essa história, hein? Eu tô com a escaleta bumbo e eu vou tocar teclado esse ano. Olha, então tem aula nova esse ano? Sim. Você gosta muito? Ah, e a escaleta? Como que surgiu? Ah, vou tocar a escaleta. Você conhecia esse instrumento antes ou é novidade? Nunca é novidade. Mas ama. Amo muito. E cantar no coral também ama? Amo muito também. Eu gosto muito de cantar. Quem contou para você que tinha esse curso? Como que você ficou sabendo? Ah, fiquei sabendo através do dos amigos do meus pai, dos meus pais, eu acho. E aí você falou: "Ah, eu quero aprender uma música". Você já tinha um instrumento, você não tinha? Me conta como começou essa história aqui no instituto. Não, não tinha nenhum instrumento. Mas você já pensava em tocar alguma coisa quando você chegou aqui que você escolheu? É, não pensava, não pensava em coisar, coisar não. Aí quando cheguei aqui, eu fui escolhendo. E desde então você toca o que aqui? Eu toco um monte de coisa. Eu toco bateria, tambor, escaleta e coral. Gosta muito? Gosto. E eu soube que o pai do Davi, a partir da participação dele, também se interessou em participar da aula de musicalização. Me conta um pouquinho dessa experiência, como foi isso? É, realmente foi. Eh, meu filho, a gente vem a trazer ele aqui, né? E aí o o professor, a Telma, né, falou pra gente da musicalização. Aí a gente se interessou e aí assim nós conversamos. Aí hoje faz eu, minha filha, meu filho e minha esposa. Já tinha pensado em cantar antes ou nunca tinha imaginado? Não, eu nunca cantei. É a primeira vez. Tá gostando? Muito. Muito bom. É muito bom. E como é viver essa experiência do acesso à música, que trabalha também o social e trabalha tantas coisas que vão além do tocar e do cantar? E hoje vocês trabalham isso em família, né? É, cantar é vida, né? Eh, depois que a gente começou, mudou muito, foi muito bom. É assim, eh, ajuntou mais a família, né? Nós vi, a gente vem juntos, canta, volta junto para casa. Isso é muito bom e é gratificante e é um é uma terapia, né? E é uma terapia. Você trabalha o dia todo ali. Quando você chega aqui, que você entra aqui, você esquece todos os problemas lá fora. Que momento você falou: "Ah, eu vou também participar". Então, aí primeiro começou meu filho, né? Aí depois meu esposo e minha filha. E eu vi a paixão deles pela música e eu falei: "Gente, eu quero entrar nisso também, né?" Aí eu resolvi fazer parte da aula de canto, né? Estou amando. Tá sendo muito bom e a família toda participando. Seu marido inclusive comentou que isso uniu mais a família. me fala desse processo. Sim, uniu porque a gente sair em casa, a gente participa, canta, é muito gostoso, viu? Comprei o instrumento pro meu filho, comprei escaleta, ele treina em casa e assim tá sendo maravilhoso. Ele tem amado, tá amando muito. Antes vocês imaginavam que teria acesso de uma forma tão plena assim à musicalização, aos instrumentos? Então, a gente não imaginava. Aí quando a gente faz parte, a gente vai se apaixonando cada vez mais. [música] [música] [música] [música] Kauan, me conta, você tá aí hoje fazendo um solo de asa branca? Como que foi esse início? Parece que no começo sua mãe que queria que você fizesse aula de violão e hoje você ama. Me fala disso. Ah, eh, no início a minha mãe tinha tinha falado que que aqui tava eh para para mim para mim é como que eu falo? Para mim se eu queria aprender alguma alguma música aí. Eh, eu não, eu não achava que aqui tinha muitos instrumentos. Ela, aí ela falou que eu podia fazer aula de violão, porque lá em casa tem um violão. E no começo, é, eu acho, eu achava difícil, mas agora muito fácil. Você gosta muito? Muito. Valeu a pena sua mãe insistir, então. Valeu. Você toca, de quais aulas você participa? Eu toco tambor e musicalização. Ah, é? E essa escaleta aí com você também toca? Sim. Gosta? Eu gosto. Dá para fazer um pouquinho aqui para eu ver como é. Pode fazer. [música] Muito bem. E pra mãe, como que é ver tudo isso? a partir do momento que você soube que tinha esse trabalho aqui. Ai, é encantador ver eles tocando porque expressa sentimentos, né? Então é muito bonito, é muito lindo. Quando eu fiquei sabendo, nossa, nossa, correndo. Mas eles já imaginavam ou era algo seu que hoje também se tornou deles? Om. É, meu pai hoje eu não, ele não tá aqui, mas ele tocava violão e eu me encantava com o violão, né? E tanto que meu filho eu coloquei no violão e perguntei para ele se ele queria porque meu marido tinha ganhado um violão. E aí surgiu a oportunidade porque teria o violão em casa para est treinando, né? E ele ficou meio assim, né? Mas rapidinho ele pegou o jeito, ele busca na internet, ele procurou, tem o filme do Mário que tem os toquinhos do joguinho do Mário. Ele na internet foi, buscou na internet e conseguiu fazer e é grande a as notas, né? E ele conseguiu fazer. Então isso é o que encanta, é o que é a gratidão que é o retorno, né, que a gente tem. [música] [música] [música] [música] [música] [música] Antes eu não gostava tanto eh dessa área de música, de arte. Eu não me identificava tanto com essa área. Aí quando a minha mãe me apresentou, ela falou assim para eu dar uma chance. Aí eu olhei assim: "Tá bom". Aí eu vim para cá e o e a minha mãe me apresentou o piano junto com o professor Ricardo. Aí eu olhei e toquei um pouco. Fiz uns dias de aula, eu me apaixonei por um instrumento que eu nem sabia que eu tinha um talento, que eu me olhei assim que eu mudei de de um tempo para outro. Como a minha paixão pela música mudou, pela arte, pela como que eu posso nem tenho palavras para escrever com hoje. Você vê a música de uma outra forma que antes você não observava? Sim, de maneira bem diferente. Como olhava antes, nunca foi a mesma coisa. E como é para você tocar cada um desses instrumentos, participar do coral? Me fala. Para mim é uma forma de expressar sentimentos. Então você gosta de tudo que tem aqui? Sim. E esse ano o que que você vai aprender um novo instrumento ou vai se aprimorar nos que você já está? Vou me aprimorar no que eu estou. Muito bem. A gente vai conversar também com a mãe que além de trazer os filhos também entrou nessa de musicalização. Me conta. Lá no início eu tava procurando alguma atividade além da escola para que as crianças não fiquem eh em tela, que tivesse um pouco mais de atividades para desenvolver eh a socialização, enfim. E aí o que aconteceu? Eu falei: "E agora?" Porque pagar não é fácil, eu tenho dois. E aí surgiu eh através de eh eh dessa instituição Sonharte a oportunidade. E aí as pessoas foram falando: "Olha, surgiu uma ONG, uma ONG". Eu falei: "Aonde?" E aí assim que eu fiquei sabendo, corri para cá e falei: "Meu Deus, eu preciso dessa vaga". Até porque a gente sabe que hoje no meio que nós estamos, tecnológico, muito assediador para as crianças, pros adultos, mas para as crianças principalmente. E aí conseguimos a vaga e aí o Lucas inicialmente não queria e eu falei: "Filho, tenta". A Maria Luía, ela topa tudo e ela falou: "Mãe, eu vou, eu quero entender como que funciona". Veio e aí eu vi como eles mudaram em relação a que disciplina. dedicação, que eles entenderam o seguinte, eh, que quanto mais dedicação, mais eles iam se aperfeiçoando. E aí eles começaram a fazer, surgiu e a proposta da Telma, fala assim: "Olha, tem aula de canto". E aí eu falei: "Maravilha, né? Será que sai alguma coisa daqui, né?" E aí ela falou assim: "Olha, todo mundo tem um potencial. Nem eu sabia que existia um potencial dentro de mim". Na verdade, nós não sabíamos, né? E aí eu falei assim: "Nossa, vamos ver o que que sai". E saiu uma voz e estamos aqui muito grato por essa oportunidade, por esse espaço. Eu costumo falar que a instituição sonh arte, ela é um celeiro, onde eu costumo olhar para eles como uma semente, uma semente que o o professor Ricardo tem sido muito um professor muito dedicado, tem tirado deles algo que nós pais não sabíamos que eles tinham talento. Porque quando a gente olha para uma criança, pequena ou grande, a gente acha que eles é só criança inocente que não tem potencial. Eles tm um potencial tremendo. E aqui a gente descobriu que eles têm até nós depois de certa idade, né, tem potencial. E aqui é um espaço que eu falo que é um é um celeiro. São flores que estão desabrochando. Porque ele fala, gente, a música ela vai despertar na criança, não apenas eh ah, eu vou tocar mais um instrumento, vou ver se se vai ou não. ela, a, a criança vai trabalhar tanto a timidez, o relacionamento, vai descobrir as características que ela tem, que tá como se fosse incubada, entendeu? A criança, ela se torna uma outra criança. O aprendizado na escola é outra, a concentração muda, as funções cognitivas vão fluindo de uma maneira que você fala assim: "Cara, vale a pena se as pessoas tivessem a dimensão do que a música, do que uma instituição dessa causa na vida de um ser humano, na vida de uma criança, investiria muito. เฮ [música] [música] [música] [música]
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