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Mãos Solidárias

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Hoje viemos conhecer o Instituto Semear, que fica no Residencial Vila Olímpia. Vamos entender como esse espaço funciona com a coordenadora técnica Andrea Tibes. Ela que está ao meu lado e vai contar um pouquinho da trajetória. Seja muito bem-vinda, Andreia. Muito obrigada.

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Olá, mãos solidárias no ar. Hoje viemos conhecer o Instituto Semear, que fica no Residencial Vila Olímpia. Vamos entender como esse espaço funciona com a coordenadora técnica Andrea Tibes. Ela que está ao meu lado e vai contar um pouquinho da trajetória. Seja muito bem-vinda, Andreia. Muito obrigada. Muito obrigada pelo convite de estar participando do programa com vocês. É um prazer recebê-los aqui para expandir, para que outras pessoas tenham conhecimento de como funciona uma OSC, como funciona esse atendimento às nossas crianças, adolescentes, mães, famílias. Bom, queria que você explicasse um pouquinho pra gente, pro pessoal de casa também conhecer esse espaço, há quanto tempo, né, existe aqui essa unidade e falar um pouquinho sobre a proposta, né, a missão, o objetivo desse lugar. Bom, é um prazer trabalhar como coordenadora, fazer parte dessa equipe maravilhosa do Instituto Semear. é uma instituição que foi fundada lá em 2002 e ela inicia com o programa Viva Leite. Então, olha que interessante, as famílias iam para buscar o leite e as crianças elas ficavam ali meio desocupadas, vamos dizer assim. E essa instituição aí a na verdade a igreja ela começou a colher essas crianças com alimentação e aí foram inserindo atividades e aí surge o serviço de convivência. E em 2011, eh, já é identificada a necessidade aqui no território de ter um apoio pro público, de ter um apoio pra população, porque é um território isolado. Então, por ser esse território isolado, então são pouquíssimos recursos, né? É bem escasso. O que a gente tem aqui no bairro, uma escola, aí tem alguns pontos de igrejas e uma praça. E nós desde 2011 aqui do Instituto Semiar Vila Olímpia. Então é muito gostoso trabalhar aqui, atender essas crianças e as suas famílias. Uhum. Então, nós ofertamos diversos programas no decorrer do tempo. Então, tem alguns que a gente trabalha contínuo e tem outros que são as oportunidades que surgem, né? Então, são empresas que ofertam pra gente alguns projetos para que a gente possa estar participando e a gente vai topando, né? Vai estudando cada proposta as possibilidades. Quais são esses projetos, Andreia? Nós temos uma parceria com a FEAC, então recentemente eh encerrou um projeto chamado Baites de Mudanças, que é um projeto de inserção ao mundo digital. Então, não é aula de informática, é realmente a inserção ao mundo digital, que nós começamos esse projeto bem pequenininho para as crianças, né, de 6 a 14 anos, o nosso serviço de convivência, mas a gente viu a necessidade de tá estendendo, então nós fomos estendendo ao público do CCI, ao público idoso, que é os que têm mais dificuldade hoje em dia com as tecnologias. Então, até hoje, se eles precisam, a gente dar esse suporte, ah, eu preciso imprimir uma conta, eu preciso acessar um documento. Então, a gente dá esse suporte às famílias e ao território eh em relação a esse mundo digital. Então ele começou pequenininho, depois ele encerra a parceria com a FEAC, mas a gente continua eh trabalhando com o nosso público, trabalhando com o território eh por meio desse projeto que iniciou aqui. Então aqui é um espaço que acolhe tanto as famílias no como um todo, justamente porque são atividades para todas as faixas etárias. Sim, nós trabalhamos todas não, a partir dos 6 anos. Isso. Então, a gente trabalha no serviço de convivência e fortalecimento de vínculos com crianças de 6 a 14 anos, sempre no contraturno escolar. Então, quem vai aqui pra escola de manhã vem para cá à tarde, quem vai pra escola à tarde vem para cá de manhã. Então, a gente faz o acolhimento dessas crianças, né, e adolescentes. Aí a gente oferta de manhã, café da manhã para quem chega e é um bom café da manhã. E aí eles fazem diversas atividades voltadas para serviços de convivência e depois a gente oferta o almoço e aí também é um bom almoço. E aí depois eles vão para casa, vão pra escola no período da tarde e quem foi pra escola de manhã vem. Aí a gente acolhe. Eh, serve o almoço para quem tá chegando e depois fazem as atividades e no final da tarde eles tomam o café da tarde antes de ir para casa. E Andrea, quantas atividades existem assim num total, né? Tem as oficinas, os oficineiros, né? Como que é distribuída as eh como são distribuídas as atividades ao longo do dia? Então, a gente sempre busca tá trazendo aquilo que atrai mais, principalmente as crianças e adolescentes, falando de serviços de convivência. Então, nós temos sete oficinas que vai contemplar eh inserção a informática ao mundo digital, né, que é a nossa oficina bytes de mudanças. E aí a gente tem a oficina de de cunho sócioeducativo, que a gente traz a roda de conversa com as questões que acontecem no território, que acontecem na região, que acontecem no mundo. Por exemplo, o tema agora vai ser seleção brasileira. Então a gente vai trazendo com eles por meio de diversas atividades, conhecimento de outras culturas. Aí a gente fala muito, a gente aproveita o futebol, por exemplo, para falar muito sobre a questão eh do coletivo, do respeito, né, do um perder, o outro ganhar, que é essa frustração que faz parte da vida. Então, a gente sempre trabalha com o objetivo de formar cidadãos de bens e valores. Então o que a gente traz para ele, né, nosso principal desafio sempre vai ser trazer atividades que é trazem essa reflexão para eles do mundo como ele é, né, com as coisas boas, às vezes com as coisas não tão boas, mas que tudo faz parte da vida, que a gente tem que ter resiliência e sempre tá respeitando o próximo, independente da situação que acontece. Mas a gente também tem atividade esportiva, a gente tem atividade de dança. Ai, que legal. amam, inclusive eles estão participando, vou abrir uma brecha aqui nesse momento, claro, de um projeto muito legal que é parceria com cafec também, que chama arte e cultura. Ai, que legal. Então, esse projeto é um projeto muito grandioso, eh, junto com outras sete instituições da região de Campinas, mas as a atividade ela acontece especificamente aqui, os treinos, a, a dança, é daqui mesmo. Isso nós temos, cada instituição tem um grupo, né, de até 20 participantes. Então, nós temos os 20 participantes e os ensaios são feitos aqui às sextas-feiras. Então, outras instituições vem para cá na sexta-feira e é um grande musical que eles apresentam no final do ano no Teatro Oficina do Estudante e também no Teatro Castro Mendes lá em Campinas. E aí vem ônibus fretado, levam todas as famílias para assistir. Então você vê a grandiosidade desse projeto, que ele traz tanto a cultura para os atendidos, traz também essa essa inserção à sociedade de outros territórios, de outrasqus e também na apresentação leva as famílias para acessar essa parte cultural e para ir lá morrer de orgulho do filho, da filha, do sobrinho, do neto. Ele pode levar toda a família para est participando, para est assistindo. Então eles vêm para cá e o nosso educador que é o Wellington, o nosso educador faz assim um trabalho espetacular com eles de dança. E Andreia, você percebe então, né, nítido, né, como você também fala, né, com essa alegria, com essa emoção, o objetivo mesmo, né, a missão que é o Instituto Semear, da transformação para essas crianças, adolescentes, jovens e também esse vínculo, né, fortalecimento de vínculo, como vocês mesmo eh dizem, em relação às famílias, porque tem de fato esse trabalho, não só com as crianças, mas também esse fortalecimento que é o mais importante, né? Qual que é o maior desafio para vocês, eh, para manter o espaço e para continuar levando essa transformação para essas famílias e tantos assistidos aqui? Então, a gente tem aí muitos desafios, né? temos desafios diários e temos os desafios gerais, que seria eh a questão até financeira que a gente fala, porque a gente sempre tá dependendo de doações, de voluntariado, mas eh a gente depende bastante também de participação de pessoas que queiram estar fazendo doações ou prestar serviço, mas também de empresas, né? Porque as empresas quando elas vêm, elas vêm com um projeto que contempla toda a instituição. A gente tem um padrinho que nos ajuda, que é o Juliano. Juliano Ferrares, um beijo. Obrigada. Eh, a gente tem esse padrinho que ele vem aqui, ele nos ajuda, ele doa eh brinquedos pras crianças para que a gente possa fazer gincana. É, a se a gente precisa às vezes de instrumentos mesmo pro trabalho no dia a dia, como bola que eles amam. Então aí o nosso padrinho nos ajuda, mas né, o padrinho é um só, é uma pessoa física, né? E aí a gente convida todo o público para vir, para est participando. Você que sente no seu coração que você gostaria de fazer parte de um projeto social, vem com a gente no Instituto Semear que você será muito bem recebido, de braços abertos e com sorriso no rosto. Ah, muito legal, viu, Andreia? Porque de fato eh as atividades e tudo que vocês proporcionam aqui para as crianças e para tantas famílias tende a a se expandir cada vez mais, né? Algo que outros programas vão surgindo, outras atividades e realmente tendo braços, né, nessa ajuda constante faz toda a diferença. Com certeza. É isso que faz movimentar a instituição diariamente. É uma doação que a gente recebe aqui de uma roupa, né, que a gente eh consegue dividir com as crianças, com as famílias. são doações de alimentos diversos, de brinquedos e também ehem valores em espécie que a gente consegue contemplar as nossas necessidades, porque eh a manutenção da instituição, a gente depende dessas doações para essa manutenção, né? Então, quando quebra alguma coisa, quando a igual agora no momento, a gente pode ver que a gente precisa pintar a instituição. Uhum. Então, se a gente consegue voluntários que venham tanto na ajuda da prestação do serviço, quanto na compra das tintas, na doação das tintas, é aí que a gente consegue trazendo melhorias pra nossa instituição. Então, a gente eh sempre tá nessa expectativa, né? Por isso que a gente convida todo mundo que queira, que sente no coração. A gente tem bastante ajuda também das igrejas, né? dos voluntários das igrejas, não, dos voluntários das igrejas que gostam de participar dessas ações sociais. Então, às vezes a pessoa, ó, ontem mesmo a gente recebeu uma doação de uma pessoa que tem um sítio e aí, ah, agora tem limão, tem abacate, então eles trazem, vendo a necessidade e aí a gente faz pras crianças e não só isso, mas a gente também dá pras crianças levarem para casa quando a gente vê, ah, veio muito, né? fazer aqui ainda vai sobrar. Então essa sobra, na verdade não é uma sobra, a gente distribui paraas famílias, né? Então toda a doação sempre é muito bem-vinda. E a gente também faz o nosso bazar solidário. E o bazar acontece quando? O nosso bazar a gente vai fazendo mais ou menos a cada dois meses, mas agora na nessa época de inverno, então a gente sabe que várias famílias têm uma dificuldade, tem a vulnerabilidade econômica, então a gente tá montando o espaço e vai deixar como se fosse uma lojinha para que as mães, os pais, as avós, os tios, eles possam vir aqui no horário que eles têm disponível. E aí a gente faz assim um valor simbólico e esse valor é convertido para ações paraas crianças, transformando vidas mesmo que a gente atua todos os dias. Por isso que a gente fica com esse sorriso, porque ah, o sorriso estampado no rosto, não tem motivo melhor, né? É um trabalho muito bonito, é um trabalho que você vê o resultado, você vê a alegria da criança quando ela recebe algo que não faz parte muitas vezes da rotina dela, né, que é um uma alimentação diferente, é um brinquedo diferente, é uma estrutura diferente às vezes que vem para cá por meio de alguma doação. Então, eh, são atividades que trazem alegria, pertencimento e trazem também, eh, eu acho que essa questão da resiliência, de ver esperança, de entender o seu papel na sociedade, né, de ver que muitas coisas boas acontecem. E além das nossas crianças, que eu tô falando de 6 a 14 anos, a gente atende também o CCI, que é o Centro de Convivência Intergeracional, Integrado Intergeracional. que a gente atende 15 mais, mais de 15 anos, tem mais de 15 anos, pode vir, pode participar. É aí que a gente tem o artesanato que foi uma identificação do território para essas mães e mulheres que vêm aqui. E é uma terapia para elas. Além delas aprenderem um ofício, ainda tem a questão da socialização, que acaba sendo uma terapia em grupo ali. E e também a gente tem aula de alongamento e a gente também tem aula de dança e o pessoal vem e aproveita e curte bastante, ou seja, são muitas oficinas, muitas atividades e por falar então nesse grupo de mulheres no artesanato, a gente inclusive conversou com algumas delas e olha, o resultado é surpreendente mesmo. algumas vieram por questões assim de necessidades e hoje elas já empreendem, conseguem ali ter o lucro, né, vender os trabalhos, os prodos, né, que elas fazem. Então, tá muito legal. A gente vai para um rápido intervalo, na volta você confere tudo. Há quanto tempo você atua aqui no Instituto Semear e por você veio para cá? Bom, eu sou educador social aqui há dois meses, mas já tenho experiências em outras instituições. Eh, eu escolho essa área da assistência social porque é uma área muito importante, principalmente pra região de Campinas, onde a gente se encontra com algumas regiões de extrema vulnerabilidade social. Então, é um sentido meu de vida, é eu algo que eu me vejo importante em fazer. Eh, eu gosto bastante de trabalhar nessa área porque eu tenho uma vivência com teatro, então eu gosto de trabalhar também junto à questão das artes, sendo um sócioeducador que possa tá eh ampliando o repertório dessas pessoas, esses atendidos que merecem eh todo tipo de acolhimento, todo tipo de desfrutivos que a gente tem para oferecer. E aqui então no instituto, qual que é o nicho de atuação? Ele é mais voltado para essa parte mais cultural? Isso. Na, no meu caso, eu estou aqui como educador social, então eu fico responsável por duas turmas, uma no período da manhã, outra no período da tarde. Eh, o nossa, o nosso ponto enquanto OSC é justamente garantir direitos, dar a eles essa percepção de como trabalhar o a sociabilidade, trabalhar o respeito, à educação. Eh, a gente não tem como papel educativo no sentido, porque esse é um papel da educação. Nós estamos aqui mesmo na área da do social para acolher, para ouvi-los, para ajudá-los. Eh, nesse sentido mesmo que eles vêm justamente para sociabilizar, fortalecer esses vínculos, trabalhar a empatia, trabalhar o respeito com o próximo, trabalhar a cidadania, entender os seus direitos, entender que o papel da saúde ele é fundamental, eles precisam eh buscar esse papel da saúde, papel da educação e também o do social. Eu acho que esse é o nosso principal papel aqui, indicar o que é da educação é da educação, o que é da saúde é da saúde. O que é da assistente social é aqui com a gente. Geralmente eu gosto de vir para cá para ah para ficar com meus amigos, para jogar bola, para brincar, se divertir e geralmente eu vem para cá, mas geralmente mesmo é para mim jogar bola. E me conta, Dylan, o que que você gosta de fazer aqui. Fala para mim. Quadra. Quadra. Que que você faz lá? Jogar bola. Vôlei. O que que você faz aqui no Instituto Semear? Por que que você gosta de vir para cá? Porque eu gosto de brincar com meus amigos, comer, tomar café da manhã e desenhar. Eu participo da aula de dança, do futebol, do É. É teatro e também e eu também aprendo hip hop, aprender mais e brincar mais com os amigos. E o que que você aprende? Muitas coisas. Você sabe dizer o quê? Educação física, artes, brinquedoteca e também eu sei desenhar muito bem. Com um olhar atento e acolhedor, as professoras guiam cada atividade. Elas sabem que, por trás de cada jogo e dinâmica, existe um estímulo vital para o desenvolvimento motor, social e emocional de cada pequeno. Através do lúdico, as crianças exploram o mundo, testam limites e descobrem novas habilidades, fortalecendo a autonomia e a autoconfiança desde cedo. Eu estou atuando aqui no instituto há dois meses, trabalhando com a turminha Sementes do Bem, um, né? E é um trabalho que exige muita dedicação, muito amor, né, e paciência. Mas e aqui nesse esse ano a gente tá trabalhando com a temática diga não a violência. Nós trabalhamos principalmente a questão do acolhimento, do respeito ao próximo. Eh, o serviço de convivência e fortalecimento de vínculos se dedica em trabalhar temáticas eh referente à cidadania, eh respeito ao próximo, convivência com a comunidade, né, e dentro e fora da instituição. Então, é um trabalho que exige dedicação, esforço e as crianças são totalmente acolhedoras. Eh, nesses dois meses trabalhando no serviço de convivência, eu pude perceber que as crianças elas precisam do do nosso apoio, da dedicação de um adulto, né, a que tenha um olhar voltado para elas e dê voz a elas, né? Aqui, especificamente na sala, a gente trabalha com crianças de 6 a 9 anos de idade. Trabalhar no serviço de convivência sempre foi algo que esteve no meu coração. Então, hoje a gente, às vezes, a gente chora por diversas coisas que saem da nossa rota, que saem do nosso controle, mas hoje eu percebo que estar aqui era algo que esteve no meu coração um tempo atrás e hoje está se realizando, se concretizando e tem sido prazeroso. E o que que você gosta de fazer aqui? De desenhar e pintar. A oficina de cá é muito boa porque nós aprende várias coisas e tem mais pessoas chegando para cá. Novas pessoas também. Qual a oficina que você mais gosta de fazer? A de informática. Gosto de pra informática. Pra informática. E o que que você aprende lá? Eu aprendo, eu, eu aprendo a fazer um monte de coisa. Você faz desenho também? Sim. E das professoras, você gosta? Elas são legais? Como que é? Ela é legais. Tá certo. Então, e você, qual que é o seu nome? Ana Júlia. Com quantos anos você tem? Nove. E você, Ana Júlia, o que que você gosta de fazer aqui? Eu gosto de brincar com tinta. Com tinta? E o que que você faz? É bandeira Brasil, eh, bola, coração de arcoí, um monte de coisa. O programa Viva Leite, ele é um programa que é do estado de São Paulo, né? Eh, a gente faz parte desse programa que a gente é um ponto de referência, um ponto de entrega para eles, né? Então, assim, os leites eles vêm normalmente durante amanhã cedo, 7 horas da manhã já chega o programa Viva Leite da Prefeitura. né? Tem várias instituições e nós somos um ponto de entrega. Recebemos eh atendemos 80 famílias. Eh, são crianças de 6 meses a 6 anos completos, então que está em situação de vulnerabilidade social. A, o programa Viva Leite, eles faz essa triagem, né, essa análise, se encaixa ou não se encaixa no programa e aí se encaixa no ponto de referência que é mais próximo da família. Então a gente fica aqui no Vila Olímpia, mas a gente também atende outros bairros como CDHU, o San Martim, o Parque Cidade, todo esse território aqui a gente atende as famílias e eles vêm fazer essa retirada toda terça-feira das 10:30 às 11 a gente faz essa entrega aqui no na nossa sede, né, do no semear aqui. Hoje em dia as coisas tá muito difícil, né? E aí já tem criança pequena e aí ajuda bastante, né? Por causa que as coisas tá tudo caro e aí tem vezes que a gente não tem uma renda assim tão boa, né? Aí ajuda bastante, mas toda terça-feira vem buscar porque ajuda bastante. É nessa sala que as mulheres usam toda a sua criatividade no artesanato. Elas compartilham histórias, tiram dúvidas e se apoiam. E algumas são empreendedoras como a Leila. Eu tô já faz dois anos aqui também, entendeu? E aprendi bastante coisa. Eu, tipo, eu queria ter a oportunidade de aprender, entendeu? para poder eu vender, conseguir fazer o que eu gosto de fazer, que é meus panos, meus guardanapos. E aí consigo vender bastante, como eu aprendi aqui, eu já faço em casa, já vendo, dou risada com as as meninas, brinco, mas em casa tô fazendo meu trabalho para vender muito mais, que é muito legal. A gente sabe, às vezes sai de casa sem ânimo para nada. Quando chega aqui o ânimo já sai, nós já tá muito bem para continuar nosso trabalho, aprendendo cada vez mais coisa diferente, coisa nova que nós faz, é muito legal. Então aqui além de transformar a sua vida no sentido de do ânimo mesmo, de ter força e ainda de quebra você aprendeu e consegue ainda ter um lucro através do artesanato. Isso aí me ajuda bastante. Esses panos que eu faço em casa, que eu vendo, já me ajuda bastante. Então tem valido a pena. Tem valido muito a pena. Para mim foi uma alegria porque eu comecei quando eu tive que fazer cirurgia, daí eu fiquei mais tempo parada em casa, né? E aqui eu encontrei amizade com as meninas, a gente conversa sobre tudo, sobre nossos filhos. Aí cada uma tem seu tipo de dificuldade, uma ajuda a outra. Às vezes até fazemos orações, sabe? É bem legal. Aniversários mesmo, tem muitas que não tem. Aí aqui eles dão uma festinha pra gente aqui. É bem legal. Aí chora junta, todo mundo, sabe? Uma anima a outra. E é um aprendizado. Cada dia a gente aprende uma coisa diferente, né? Nossa professora que cada dia ela traz coisas diferentes pra gente fazer e tudo. Muita coisa que a gente não sabia, a gente aproveita agora de tudo. Você acha um pedaço de pano, a gente já faz alguma coisa, né? Então a gente é uma ajudando a outra e a gente tem uma fonte também de renda, né? Igual as meninas já estão vendendo bastante. Eu ainda não tenho coragem de vender minhas coisas. Eu gosto muito das minhas coisinhas, mas elas produzem bastante, aí acaba vendendo, uma compra da outra. É bem legal, uma ajudando na outra. O semeano arte ele começou para atender as mães que têm os filhos aqui, né, e que tem um tempo livre para aprender uma atividade, né? O principal foco do artesanato que a gente faz aqui é é artesanato lucrativo. Então é para fazer disso uma fonte de renda para ajudar em casa. Então, todos os artesanatos que a gente faz aqui há do anos, é, o foco é esse. Então, tem algumas eh meninas que já tão vendendo as coisas que estão fazendo. Como que funciona? Eh, começa em janeiro, não tem férias, então é direto e tudo que é feito a gente a gente guarda no fim do ano, em novembro, dezembro tem uma exposição e aí elas podem inclusive vender as peças que foram feitas, que são todas doadas pelo instituto. Todo material é tudo doado pelo instituto. Então elas têm esse tempo delas, até o brinco, falo para elas, deixa o problema lá fora e vem participar para ter um tempo de qualidade. Então é mais para capacitar mesmo, ter um tempo bom aqui para elas, né? Que elas possam eh interagir entre elas, conversar, né? Um tempo de amizade, um tempo, sei lá, sem pensar em problema, né? Então é é para garantir mais assim, eh é a parte emocional, a parte financeira, abrange tudo. Esse é o é a finalidade. Para mim é muito bom, né? Eu me sinto assim como profissional realizada, né? Fora que a gente pega amizade, né? E a gente vê a diferença, né, de eh quando algumas meninas eh entraram, como elas eram e como elas são hoje. Então, a gente consegue ver a diferença em tudo, até na parte emocional, na parte, ah, eu já tô vendendo isso. Então, assim, pra gente que é professora assim, que ensina, é muito gratificante você ver que você ensinou e a pessoa é assim, conseguiu fazer, se capacitou e tem aquela independência agora. Então, é gratificante quando a gente ensina e você vê que tá dando resultados positivos. Segundo bloco do mão solidárias começou mostrando para vocês tudo que acontece ou melhor, né? Um pouquinho só do que acontece aqui nesse espaço, algumas das atividades, as oficinas, né? Os depoimentos dessas mulheres, das famílias que aqui atuam também, né? No sentido de ter uma ocupação, né? E uma transformação de vida mesmo, né, André? é sobre isso, é sobre a transformação que a gente vê eh na vida de cada atendido que a gente tem aqui e também das suas famílias, porque eh nem sempre as pessoas têm oportunidades de ter orientações, de ter o acolhimento no momento de dificuldade, porque muitas pessoas confundem serviço social com assistencialismo. E a gente trabalha aqui com o serviço social, que é o acolhimento, a escuta qualificada, a orientação. Então é um trabalho muito bonito e um trabalho que complementa a vida das pessoas no dia a dia, dá direcionamentos. Então é muito prazeroso e é muito rico trabalhar, né? Eu me sinto abençoada de trabalhar num espaço como este. Então é muito gratificante para nós também conhecer esse espaço, né? viver no olhar também de cada criança, de cada pessoa que também trabalha, que atua, né, como oficineiro, como voluntário, porque realmente a transformação existe e existe para todo mundo, porque é uma troca de experiência, né, para todo mundo. Eu acho que é uma, qual que é a mensagem para você que você deixa para tantas pessoas que querem conhecer de perto o o espaço, conhecer o Instituto Semear ou até mesmo ajudar de alguma forma. Andreia, bom, primeiramente quero convidar a todos que sentem no seu coração, sabe aquele momento que você deseja, aquele momento da sua vida que você deseja fazer o bem ao próximo? Então eu convido você para vir conhecer o Instituto Semear. Nós estamos aqui no Residencial Vila Olímpia em Campinas, então é uma uma área de diversas vulnerabilidades, mas que também tem muita alegria, né? tem o pessoal que que tá sempre de mãos dadas, que se ajudam e nós estamos aqui justamente para transformar vidas, para que fazer com que essas pessoas eh tenham eh várias oportunidades para que eles tenham conhecimento e acesso a essas oportunidades. Então eu convido você, não é sobre dinheiro só, né? O dinheiro a gente precisa, mas não é só sobre isso, porque o voluntariado ele vai além. Então, tem serviços que podem ser prestados, de repente algum voluntário que tem alguma habilidade específica de oficina que queira fazer um trabalho. Então, a gente tá sempre recebendo aqui de braços abertos, sorriso no rosto e que essas pessoas possam vir, queiram e possam vir fazer parte da nossa história. É, muito obrigada por ter recebido a gente, recebido mão solidárias e conhecer um pouquinho do espaço e o trabalho de vocês. And e parabéns pelo trabalho realizado aqui com tantas pessoas. Eu agradeço muito vocês também dessa oportunidade da gente mostrar um pouquinho da nossa rotina, um pouquinho do nosso trabalho e do da das famílias aqui do Instituto Semear. Muito obrigada. Bom mão solidárias fica por aqui. Você pode acompanhar esse episódio também pelas redes sociais e no portal tvcamaracampinas.com.br. br. Temos um encontro marcado na próxima edição. Até mais. เฮ เฮ
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