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Mãos Solidárias | Projeto Bunekas leva acolhimento, proteção e voluntariado
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Mãos Solidárias | Projeto Bunekas leva acolhimento, proteção e voluntariado

31 views Publicado 22/04/2026 HD · 40:23
Resumo editorial

O programa Mãos Solidárias desta edição conhece o Projeto Bunekas, iniciativa nascida em Campinas que utiliza bonecas de pano como ferramenta de proteção à infância, acolhimento emocional e conscientização sobre abuso sexual infantil. A idealizadora compartilha a história que começou há dez anos, quando recebeu convite para integrar como psicóloga uma equipe de profissionais de saúde brasileiros que doam férias para missões humanitárias no continente africano. Impossibilitada de viajar por ter um filho de dois anos, decidiu agir do Brasil enviando bonecas de pano para crianças em comunidades vulneráveis. A iniciativa cresceu, ganhou estrutura formal, virou projeto nacional e hoje articula uma rede de voluntárias que costuram bonecas usadas em escolas, abrigos e redes de proteção. As bonecas funcionam como aliadas no diálogo sobre temas difíceis, na prevenção de abusos e no acolhimento emocional de crianças em situação de vulnerabilidade em Campinas e além.

Descrição do vídeo

No Mãos Solidárias, o episódio apresenta o Projeto Bunekas, iniciativa idealizada por Michelli Bordinhon que utiliza bonecas de pano como ferramenta de proteção à infância, acolhimento emocional e conscientização sobre abuso sexual infantil. O programa mostra como uma ação voluntária nascida de uma experiência humanitária se transformou em um projeto com atuação no Brasil e em outros países. 🎀🌍 A conversa explica a origem da ideia, a escolha do nome Bunekas, a importância da boneca como objeto de projeção na psicologia infantil e o cuidado em representar diferentes culturas, como a africana, a indígena e a indiana, para que cada criança se reconheça naquilo que recebe. O episódio também destaca como a boneca ajuda na autoestima, no diálogo e até em encaminhamentos de proteção quando há sinais de violência. 🧸🧠 O programa também mostra o trabalho dos grupos de voluntárias em Campinas, a produção artesanal das bonecas, a importância das doações e a força do voluntariado como experiência de transformação pessoal e coletiva. A coordenação local, liderada por Monique Costa, reforça que o projeto acolhe pessoas de diferentes idades e histórias, unindo cuidado, escuta e propósito social. 🤝✂️ Se você quer conhecer uma história de solidariedade que conecta arte, psicologia, infância e mobilização social, este episódio do Mãos Solidárias traz uma conversa inspiradora sobre como o brincar também pode ser uma forma de proteção e dignidade. 🌟 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

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[música] [música] Olá, mãos solidárias começando. Hoje vamos conhecer o projeto Bonecas, esse projeto que tem uma expansão no Brasil todo. Vamos conversar com a Michele Bordinhon, ela que é idealizadora aqui do projeto, né, Michele? Seja muito bem-vinda. Muito obrigada. Uma honra. Obrigado pelo convite. Bom, o pessoal de casa tá curioso, né, para saber esse projeto bonecas, como que foi pensado nisso? O que que tava lá na sua mente quando pensou em criar e fundar essa esse projeto com esse nome bonecas? Então, essa história começa 10 anos atrás. Eu recebi um convite de uma organização que leva profissionais da saúde daqui do Brasil pro continente africano. Eles doam suas férias uma vez por ano. Uhum. E aí eu fui convidada para estar com [música] essa equipe como psicóloga, para dar assistência eh psicológica para a equipe. Por o que que acontece? Os profissionais de saúde quando saem do Brasil e tem contato com essa população que é considerada a mais pobre do mundo, quer dizer, ali acontece uma desestruturação emocional, né? Não tem como a gente, eu digo assim, a bolha fura, a nossa bolha fura, a gente entende [música] que existem histórias muito piores que as nossas dores muito maiores. E está diante dessa fome que é a pior do mundo, essa pobreza que é a pior do mundo, realmente não é fácil. [música] Então eu estaria nessa equipe para dar assistência psicológica. Nessa época eu tinha, [música] eu tenho três filhos, mas eu tava com meu menor com 2 anos. ele iria junho. Só que daí por n motivos a gente entendeu que não daria para levar uma criança de 2 anos e eu não pude estar nessa nessa equipe. Ah, tá. Mas eu digo assim, pense numa [música] psicóloga em depressão. Eu aqui no Brasil cada vez que eu recebia uma foto da equipe, eu chorava. [música] O coração apertava, né? ficava arrasado. E eu pensava assim, o que eu poderia fazer estando no Brasil sem necessariamente estar em África, porque não é tão simples, né? E aí então eu começo a pensar várias várias formas, né, de poder ajudar, principalmente as crianças. Mas aí eu recebo da equipe uma foto. É uma foto que tá acontecendo um jogo de futebol na aldeia. Sim. E quando eu falo aldeia, é uma aldeia muito parecida com a aldeia indígena mesmo. A forma de sobrevivência ali é muito parecida. Fisicamente é muito parecido. [música] E aí os meninos eh brincando com uma bola que eu digo que é uma bola indigna porque ela é feita de papel, tecido amarrado num barbante, ela então é meio quadrada, mas existe uma brincadeira, né? Eles brincam, todo mundo para para assistir e nessa foto a própria equipe parou de fazer o atendimento para assistir os meninos jogando bola. Mas o que me chama atenção nessa foto é que em trânsito tem meninas muito pequenas trabalhando. Então são meninas com bebês amarrados nas costas, que é a forma como a mulher africana carrega, né, seus [música] filhos. meninas muito pequenas com lata de água na cabeça, com lenha na cabeça e elas andam quilômetros com as mulheres da aldeia para trazer depois eh todo esse material, [música] né, para fazer a comida no chão. Enfim, isso cortou profundamente, não só como mãe de três crianças, mas como mulher, como profissional da da psicologia, como cidadã do mundo, né? Eu eu digo assim, eu não consegui dormir mais tranquilamente [música] pensando nisso. E a infância, né? Onde tava a infância dessas crianças, né? E aí eu digo assim, [música] a infância roubada, né? Por uma cultura que além dessa menina muito pequena trabalhar como uma mulher adulta, ela também é um objeto sexual, porque nas aldeias a função da mulher é uma reprodução, né? Então, é comum que elas tenham [música] 10 filhos, 12 filhos, isso é isso é cultural. Agora, se a menina tem a mesma função da mulher adulta, então ela também é um objeto sexual. [música] E isso assim aí eu pensei, ok, temos que respeitar toda e qualquer cultura, mas a violência contra a criança não. Então é aí que surge a ideia de fazer a boneca, uma boneca que tem as características, né, da menina africana. Então, o cabelinho parecido, tomele, uma roupinha simples. Eh, é uma boneca de projeção, a gente diz. Bem, nessa, nesse período eu tava participando de um grupo de pesquisa eh de psicologia infantil. Então, aí eu boneca nos moldes da psicologia infantil, ou seja, é uma boneca de projeção, porque isso é utilizado na clínica eh infantil e aí é uma é um rostinho neutro, então a boneca não tá sorrindo, né? a boneca não tá triste e com isso facilita muito o o aprendizado, todo o relacionamento ali com a criança, porque ela vai projetar na boneca exatamente o que ela [música] sente. Então, se a gente pensar num grupo de crianças que passam pela violência infantil e se é uma boneca de projeção, por isso [música] que ela é de tecido, porque ela pode inclusive ser destruída, né? Então, eh, ela foi pensada para isso, pr pra criança ela ter aquela a esse objeto, a boneca como um algo para ela se identificar nos próprios sentimentos também, né? Exatamente. Então, além da representatividade [música] de que essa menina se vê nessa boneca e isso para autoestima já é extremamente importante, então a gente tem ainda esse combo, né, dela ser de projeção e facilitar muito, inclusive a própria criança poder narrar o que aconteceu com ela. Então, a partir disso, a gente consegue dar até um fazer um atendimento psicológico, meio que um plantão psicológico ali com a criança e fazer os devidos encaminhamentos, [música] né? Por exemplo, no Brasil a gente atua há menos tempo que em África, mas já tem [música] uns 5 anos que a gente atua no Brasil. Isso facilita muito a gente fazer um laudo e a [música] gente encaminhar toda a questão de denúncia, né? Porque a boneca facilita muito que a criança coloque para fora o que ela tá sentindo, o que ela passou, enfim. Mas [música] foi assim que começou o projeto e começou assim mais com você mesmo, né? Sim. Depois que foram surgindo as outras pessoas para você foi um desafio logo no início. Como que eu vou passar isso pra frente, né? Como que foi? Examente. Não foi uma loucura, porque primeiro que eu começo a idealizar essa boneca nos moldes da psicologia infantil, mas não sabia costurar nada. Aquela pessoa que costura o botão e o botão cai, sou eu. [risadas] Não, já não ia dar muito certo, né? Para Então, mas aí, graças a Deus, eu tenho tias que costuram maravilhosamente bem, minha mãe também costura. [música] E aí eu chamo a minha família para me ajudar e explico para elas a necessidade dessas crianças, a realidade da criança africana, da menina africana. E elas prontamente abraçaram a causa e a gente ficou dias costurando, né? Eu para idealizar a boneca, eu demorei dois meses para pensar no molde ser como que eh que boneca seria essa que daria conta de uma menina de 2 a 10 anos brincar, se projetar e ter como referência, né? E ela também é algo assim decorativo, né? Não, né? Ela fica também de de uma maneira assim para decorar assim o quarto, não é? Sim, sim, sim. Não, ela é bem bonitinha, mas eu sou suspeita, né? Porque [risadas] eu acho ela maravilhosa. Maravilhosa. Exatamente. Então, o pessoal da sua família ajudou na confecção e e era na sua casa que você fazia antes de ter o espaço cedido da igreja, tudo, né? Sim. Porque daí eu começo a confeccionar [música] em casa com a minha família. A gente confecciona as 30 primeiras bonecas que [música] vão paraa Guinebalum para esse local aonde eu não pude estar. E eu achei que ia acabar aí, ia fazer essas 30 bonecas e acabou. Mas quando a gente teve a experiência de [música] ver a reação da criança africana recebendo a primeira boneca [música] da vida dela, a única e última, né? Porque a criança de aldeia, ela não tem acesso muitas vezes à escola a nada, porque eles estão muito distantes da parte urbana. Sim. Então, não tem acesso à saúde, não tem acesso a saneamento básico, energia elétrica, é realmente eh alta vulnerabilidade. Então, o que a gente sabe das bonecas que elas têm é muitas vezes bonecas feitas de barro, bonecas feitas às vezes de pata de animal. Quando o animal morre, é comum que a mãe retire as patas, retire ali aquele couro, coloque para secar, envolve um pano africano e a boneca dela. Então, uma boneca onde ela pode se projetar e ter como referência, de fato, ela não tem acesso. Então, quando a gente viu a experiência, né, dessa menina, que a gente diz que é uma experiência de amor, porque nesse dia ela recebe um vestido igual da boneca, ela recebe calcinhas também, porque todas as bonecas têm calcinha, porque isso facilita a gente falar sobre a proteção ao abuso. Sim. Eh, é muito lindo assim, porque ela fica parecendo uma princesinha, né? Ela ganha uma roupa nova também pela primeira vez. Todo o nosso material é borrifado com óleo essencial de bergamota, que daí eu fui estudar, óleos essenciais, que ela faz aí uma memória olfativa afetiva, que é aquele cheirinho, né, que quando a gente sente a gente transportado para algum lugar. E o óleo de bergamota, ele é uma fruta cítrica e é o que elas têm lá, né, geralmente uma vez por ano, limão, laranja. Então, toda vez que ela [música] sentir um cheirinho de uma fruta cítrica, ela vai lembrar a memória afetiva, né? A memória afetiva. Exatamente. É uma forma disso ficar internalizado dentro dela. Por isso que a gente diz que é uma experiência de amor. E como que é a parte assim mais burocrática falando, né, no sentido da entrega das bonecas? Ah, e uma coisa também que a gente [música] não pode deixar de falar o porquê bonecas, por que foi pensado nessa denominação mesmo, na escrita. Tem algo significativo assim, diferencial? Sim, até eu sempre digo, gente, não tá, nós não estamos escrevendo errado. [risadas] Sim. É que bonecas com U [música] e K é em Então é boneca em E é um dialeto falado em vários países africanos, como o Guinébsal foi o primeiro país a receber as bonecas. E é um dialeto que 90% da população fala, então por isso que é como se fosse uma homenagem, né? Mas é boneca em por isso com u e k. Perfeito. Explicado. Então, porque a gente, né, precisa também dizer porque sempre tem esse significado, né? sempre tem algo que está eh pensado realmente na história de quem tá recebendo. E queria que você explicasse então essa parte burocrática, eh, como que é feita essa entrega, se vocês atuam também em parcerias, né, com outras instituições, como que é feito depois o pedido, a triagem, eh, para onde essas bonecas vão, como que funciona? Então, há 10 anos, então, a gente envia para o continente africano e a gente também sai do Brasil como equipe do projeto bonecas. Essa equipe sempre vai ter profissionais da saúde, psicólogos e voluntários em geral. Eh, geralmente [música] a gente leva aí por volta de 1000 a 2000 bonecas cada vez que a gente vai. Ou seja, a gente precisa de uma equipe grande para que a gente tenha direito [música] a muitas malas. direito, entre aspas, porque tudo a gente paga. Então, a última vez que nós estivemos no continente africano, a gente levou uma tonelada de material. [música] Nossa, muita coisa, né? Dentre material de saúde odontológico, que é um material muito pesado, as bonecas, os vestidos, as bermudas, as bolas, enfim, todo o material que a gente utiliza lá na atuação com a criança deu uma tonelada. Eh, essa parte burocrática é simples. A gente tem que pagar do próprio bolso, porque todos nós somos voluntários, né? Nós não recebemos nenhum tipo de recurso financeiro para isso. Hoje a gente tem uma fila de espera de organizações [música] que atuam no continente africano, que conhecem o nosso trabalho lá e pedem o nosso [música] material, certo? Sempre a gente vai atuar com organizações que trabalham com crianças. Então a gente não chega nos locais entregando bonecas aleatoriamente. A gente sempre vai estar vinculado com organizações que tem o compromisso e que vestem a camisa da proteção, né, pra criança. É uma forma de validar o o trabalho deles também. É uma forma de vincular a criança com esses profissionais, com esses voluntários, né? Então a gente também faz essas parcerias ajudando essas organizações. Então quando alguém tem uma organização e tem interesse, entra em contato. A gente faz toda a triagem, faz lá, né, tudo que precisa, todos o o registro dessas organizações e depois conforme a gente tem a produção, que são de voluntários também no Brasil, a gente vai distribuindo. Então é por isso o quão é importante, né, trazer o voluntariado, a importância das pessoas participar e reconhecerem esse trabalho também como uma troca de experiência, né, para fazer o bem a quem mais precisa. Sim. Eh, eu sempre digo, é fazer o bem sem olhar a quem, porque essas menininhas africanas, elas nunca vão estar aqui no Brasil para dizer muito obrigada, né? Então, a gente faz sem querer nada em troca mesmo, nem o a gratidão delas, elas são muito gratas, mas para as voluntárias que estão aqui no Brasil, elas nunca vão receber esse abraço, né, da menina africana. Mas eu digo assim, gente, eh, só de ver a foto, a reação da menina já é tão gratificante, já muda tudo, né? E eu digo assim, a partir desse tipo de voluntariado, eu encontrei o sentido da vida. E aí eu digo, eu não quero parar nunca mais. [risadas] E vai expandir aí para muito mais locais, né, para todos os cantos do Brasil, fora do Brasil, porque já não tá mais no só no Brasil, né? Já alcançou aí outros continentes e é isso que importa. Bom, pessoal, a gente vai dar uma pausa bem rápida. Espero que você continue aí porque tem muito mais no próximo bloco. Então, mãos solidárias volta já já. [música] [música] [música] [música] Estamos de volta. Agora vamos conversar com a coordenadora do grupo de voluntários aqui da cidade de Campinas, a Monique [música] Costa. Ela que atua, né, nessa nesse projeto há muito tempo [música] já, né, Monique, queria que você explicasse pra gente um pouquinho [música] do que é ser eh coordenadora desse projeto. Seja muito bem-vinda. Obrigada. Obrigada pela oportunidade [música] de estar aqui. Eu venho coordenando, né, o grupo de Campinas há 4 anos, né, [música] conheci o projeto através de uma viagem de ajuda humanitária lá pro sertão. E através dessa viagem eu me conectei com [música] o projeto, né, de uma forma assim que me arrebatou. Eu eu costumo falar isso e desde então [música] nós trouxemos aqui para pro espaço da Primeira Igreja Batista a o início da confecção [música] das bonecas, né, que vocês vão conhecer daqui a pouco. Então, eh tem há 4 [música] anos que a gente vem trabalhando com as confecções das bonecas. E para você, qual foi o momento, né, que você [música] parou, pensou, não, eu quero fazer parte desse projeto porque de alguma forma vai contribuir [música] para outras pessoas, mas paraa minha vida também. Sim. Eh, o projeto tem como, né, o principal objetivo a proteção da criança [música] e do adolescente. E na época, né, 4 anos atrás, eu eu ainda [música] era estudante de psicologia, né, e dentro da temática da psicologia, isso me chamou muita atenção, poder [música] contribuir. Eu já fazia parte de alguns trabalhos sociais e sempre me envolvi com causas de crianças [música] e adolescentes. Então, quando eu pude conhecer que através de do resgate, do brincar, através de [música] uma um objeto que traz de volta essa possibilidade pra criança brincar e ainda também eu posso falar de proteção nos dias de hoje, isso eh encheu [música] meu coração assim, essa causa me comoveu e eu vi muito sentido, vi muito sentido paraa minha vida e vi muito sentido também [música] para o outro, né? Porque os grupos de bonequeiras, como a gente gosta de chamar, eh, são mulheres, né? Não só mulheres, mas também homens, [música] que procuram os nossos grupos e e se apaixonam também e [música] começam a confeccionar bonecas porque entendem ali que estão colaborando um pouquinho que [música] seja para essa causa da proteção que hoje é tão importante, não só pro Brasil, mas também pro mundo, né? Então, quando isso tudo, [música] eu tive conhecimento de tudo isso, eh, isso me fez um, me deu um sentido muito grande, [música] né, de poder colaborar na para a criança e o adolescente para [música] para que ele também possa eh um dia não só aprender [música] a se proteger, mas também passar isso paraa sua geração. Então, eh, isso foi o meu maior objetivo, [música] né, tanto eu como meu esposo, que também é meu é coorden coordenador junto comigo. Uhum. E isso eu tenho percebido, [música] né? as mulheres que sempre estão procurando, que ficaram, que vem [música] e ficam, elas estão aqui não só também confeccionando uma boneca, não só costurando, mas [música] elas também estão encontrando um sentido na vida, um sentido de poder colaborar de alguma forma com a sociedade, colaborar com o Brasil, colaborar com outros lugares do mundo. Elas encontraram um outro significado [música] também pra vida de acordo com as suas necessidades, né? de acordo com cada uma vive ali. Então elas encontraram uma motivação também [música] maior, né? Examente. É porque hoje o grupo de bonequeiras, né, o grupo de confeccionar bonecas, [música] ela tá colaborando para que o projeto cresça, né? São mais de 400 voluntários no Brasil [música] e até fora do Brasil, mas também não só colaborando, mas eu também gosto de falar que o grupo ela é [música] um momento de terapia, né? que você vai encontrar mulheres aqui que estão se recuperando de um luto, [música] que estão se recuperando de um abalo emocional. E aí depois que eu me formei [música] em psicologia, isso ficou mais forte para mim de perceber que o grupo também é um momento aonde ela se conecta com pessoas, ela [música] se conecta com a causa, ela também sabe que ela faz parte disso, né? E a Michele gosta de falar que [música] são digitais ali indo nessa boneca, né? digitais que vão colaborar para essa proteção chegar [música] até uma criança africana, até uma criança indígena, até uma criança que tá no sertão, nos lugares tão vulneráveis que [música] precisam ouvir de alguma forma sobre proteção, né? Então, toda essa mulher que vem aqui, que chega aqui, às vezes [música] ela chega também com uma história por trás e essa história ela ela de alguma forma ressignifica [música] aqui. Então, são mulheres que estão ressignificando as suas histórias aqui, confeccionando uma boneca, [música] né? Então, eh, muito além, né? Então, isso tudo me conectou muito ao projeto e [música] e tudo isso faz muito sentido para mim, porque eu vejo outras pessoas também encontrando sentido na vida. E a questão do [música] sentido também é interessante a gente falar quando as bonecas elas chegam até essa [música] criança, quando elas chegam no destino, porque as crianças, adolescentes, quem tá [música] recebendo a boneca, ela se sente acolhida e representada, né? Esse é um ponto específico também, né, de toda a construção da boneca. É, a gente passou por isso [música] agora esse ano, né? Eh, nós estamos com um desafio muito alto, que é o desafio da boneca indiana, que é essa boneca [música] aqui, né? E nós tivemos essa oportunidade como grupo de aprender sobre a as [música] características da cultura indiana, né? A gente fala eh ouviram, a gente vocês [música] vão ouvir muito sobre a boneca preta, que é a boneca idealizada paraa África, mas a boneca [música] indiana que a gente teve essa experiência esse ano de estudar as características [música] da cultura. para confeccionar uma boneca que a criança se sinta representada, que a criança se identifique, porque quando eh quando o projeto é idealizado paraa África, ela tem todas as características da cultura africana, né? Vocês fazem esse mapeamento também da [música] cultura para poder transmitir na hora ali da confecção, na hora da costura. É, o cabelo tem [música] uma textura que vai te lembrar, o turbante tem a história da cultura, a roupa colorida do vestido da da boneca [música] também tem toda essa idealização. E quando a gente trouxe a boneca indiana, que hoje é o nosso desafio para 2026, foi um desafio porque nós queríamos que a criança indiana [música] se sentisse representada através dessa boneca. Então, o cabelo mudou, né? O adereço [música] de cabelo mudou, o estilo da roupa mudou, é uma roupa que tem mais aproxim aproximação com a criança [música] indiana. Então isso tudo trouxe paraas mulheres do grupo um crescimento muito [música] grande. Elas começaram a olhar até paraa cultura de outras crianças ou cultura de outros países, né? E isso fica muito, deixa um grupo muito rico, né? É, a gente também tem vivenciado [música] isso com a boneca indígena, com a boneca e dos países aqui da América Latina que a gente [música] tem idealizado. Então, o grupo cresce com isso, né? Quando ele olha pro outro, ele olha pra causa do outro, quando ele [música] entende que o outro também precisa, a gente precisa enxergar o próximo, né? Então, isso tudo faz muito sentido pro grupo. E Monique, [música] quantas pessoas eh trabalham hoje, né, que são voluntárias aqui no Polo de Campinas e também qual é o desafio [música] desse eh deste ano, né, para qual país que eh vão ser destinadas [música] as bonecas e também queria que você falasse um pouquinho da quantidade, se tem uma quantidade mínima [música] que vocês fazem nessa confecção durante a semana, como que funciona o planejamento de vocês? o começo, né? Vamos lá. Por semana às vezes é difícil a gente colocar aqui em números. Por quê? Porque [música] é tudo feito à mão. Cada boneca, cada detalhe, o vestido, né? Esse, [música] essa boneca, ela tem uma calcinha, ela tem um sapatinho, são turbante, o cabelo, tudo é feito à mão. [música] Então, eh, por semana a gente não consegue colocar talvez aqui um número, mas a gente tem alguns [música] números desafios, né? que a gente tem alguns desafios pro nossos, pras viagens que a gente tem como [música] desafio. Eh, no ano passado, vou contar um pouquinho de como foi aqui, né? No ano passado nós tivemos um desafio para Gnebsal [música] na África. Então, nós levamos 1500 bonecas. Não só o grupo de Campinas, mas os outros grupos da região todos se mobilizaram para confeccionar e nós levamos 1500 [música] bonecas para Guinéis Salvo. Foi um desafio altíssimo. E aí, esse ano, né, nós estamos com uma média aqui nesse grupo de Campinas, [música] eh, nesse espaço, entre 25 e 30 voluntárias. Lembrando também [música] que nós temos mais dois grupos de confecção de boneca em outros dois lugares aqui em Campinas [música] também com eh bonecas sendo confeccionadas. Então a gente tá com desafio de 100 bonecas indianas, [música] que são essas bonecas aqui. Eh, então tudo isso contar na roupa também da criança, né? Exatamente. Toda boneca [música] eh vai um kit, né? é a boneca e mais a roupa da criança, porque a gente [música] eh toda vez que entrega uma boneca, a gente também entrega essa roupa paraa criança se identificar ainda mais, se se sentir ainda [música] mais ali conectada com a causa, né? Eh, isso tudo é confeccionado à mão, costureiras, mulheres que às vezes chegaram aqui [música] sem saber até pegar na agulha. Ah, Monique, precisa saber costurar. Lógico, isso vai ser vai contribuir muito. Porém, nós já [música] nós temos pessoas aqui que colaboram de diversas maneiras. Tem muita coisa dentro bonequinha aqui para fazer. Então, a cada semana você pode colaborar de um jeito, né? E os desafios não param, né? São desafios [música] altos, aonde a gente tem desafios aqui também no Brasil, principalmente no sertão, no Nordeste, [música] né, em regiões do Sul, nas aldeias indígenas e e temos muitos desafios para fora também. Então, eh, como grupo, esses 400 voluntários, a gente tem [música] muitas, muitas demandas, né? Então, a cada semana a gente vai equilibrando, né, essas demandas e tentando [música] chegar nos nossos números desafios. E falando em desafios, né, Monique, como que é para vocês [música] sentir a necessidade de ter mais voluntários também, porque a demanda vai aumentando, precisam [música] de braços, precisam de pessoas contribuindo e na questão também do recebimento, né, desses adereços, dos materiais, como [música] que é para vocês, como que vocês enxergam esse cenário hoje? Sim, eh, eu já falo logo, né? Você é muito bem-vinda a estar aqui no espaço da Primeira Igreja Batista de Campinas. Você pode vir participar toda quarta-feira acontece [música] o no horário das 2 horas até às 4:30. Eh, esse espaço é [música] para você, você pode vir, você vai ser muito bem-vindo. Então, a gente precisa de mão de obra e precisamos [música] também do material. Toda essa boneca, ela é confeccionada sem fins lucrativos. Então tudo que você tá vendo aqui é [música] doação, tudo é doado. Então se você, a Monique, eu tô vendo esse essa essas reportagens, isso me chamou muita atenção. Eu quero ajudar. Você pode trazer aqui no espaço [música] eh materiais como tecidos, a gente usa muito tecido de tricoline, né? [música] E outros adereços que nós usamos também, enchimento para encher a boneca, eh feltro para fazer as os sapatinhos [música] e demandas assim da costura, né? Linha, agulha. Então, tudo isso é muito bem-vindo e a gente recebe [música] mesmo com coração aberto, pode trazer também podemos receber a doação financeira, [música] né? Mas eh sabemos que às vezes é difícil a pessoa doar financeiramente, [música] porém você pode trazer o material aqui que você vai ser qualquer ajuda é bem-vinda, né? Quem trabalha com artesanato, que viu a necessidade [música] de contribuir ou que então tem o material lá que a pessoa já usou, tá parado, então traz para cá que realmente faz toda a diferença, né? É, a gente fala até que [música] a gente contribui com o meio ambiente, reciclando também esse material, né, que muitas vezes as [música] pessoas descartam de qualquer jeito. Nós temos um grupo específico aqui em Campinas também, que também faz parte [música] aqui, que recicla camisa social masculina. Olha só, a camisa social ela se transforma num vestido pra menina. Então, olha que interessante, a gente tá contribuindo ainda pro meio ambiente, fazendo essa reciclagem de tecido. Então, de um projeto, olha, vão [música] surgindo outros também que é pro benefício de todo mundo, gente. E olha, para a gente acompanhar um pouquinho [música] de perto o trabalho aqui do grupo, né? Como que são realizadas essas confecções e como [música] que elas trabalham fazendo toda a triagem, elas trabalham por ilhas. É muito legal esse [música] trabalho. Então você vai acompanhar a partir de agora. Não saia daí. As meninas do voluntariado já estão aqui, olha só, a todo o vapor. Elas estão divididas em ilhas de produção. Vamos conversar agora com a Sofia Helena, que está na Ilha dos Sapatinhos. Tudo bem, Sofia? Tudo bem, hein? Nós aqui, cada uma faz um determinado trabalho. Você pode vir sem saber costurar, que a gente tem trabalho para todo mundo. E cada sapatinho, cada boneca é feita com muito amor, sempre pensando na criança que vai recebê-la. E Sofia, quanto tempo você faz parte aqui do grupo? Eu acho que uns do anos já faz parte. Como conheceu esse projeto? até através aqui da igreja mesmo, né? A Monique, ela ela trouxe esse projeto pra gente e nós abraçamos com muito amor. O que representa o projeto Bonecas pra senhora? Para mim significa a dignidade de uma criança, né? A gente tem esse instinto maternal. Nós quando fazemos aniversário aqui ganhamos uma boneca. Então é uma alegria tão grande a gente pegar uma boneca que nós mesmos fizemos, né? Eu imagino, nós imaginamos aqui a alegria que sente uma criança, né? Que talvez nunca tenha tido a possibilidade de ganhar uma boneca. Vale a pena. É muito amor envolvido. Kate, há quanto tempo você faz parte aqui do projeto Bonecas? 2 anos e meio mais ou menos. E o que tem representado para você fazer parte dessa comunidade? Eu acho que para mim é chegar em lugares que eu não conseguiria sozinho, que a gente consegue através do projeto, chegar em pessoas, em comunidades, em em crianças que a gente nem sonha. E para você é uma troca de experiência também, né? Conviver com outras pessoas que eh que carregam outras histórias também. Sim, sim. Cada uma vem, chega por um motivo, mas no mas no fim assim, todas têm o mesmo objetivo, a mesma vontade, né? Os mesmos sonhos e a gente consegue juntar isso com pessoas improváveis, né? Muitas mulheres hoje buscam, né? Que nem trouxe hoje a Marl, uma amiga minha, e assim, puxa, o que eu vou fazer durante o dia? Só que nós temos muita coisa para para ajudar e o abuso sexual é algo que sempre, né, foi bem divulgado, foi algo que eh a gente vê na televisão, vê no jornal, mas o que a gente faz para colaborar para que isso diminua? E o projeto a Michele trouxe isso, essa conscientização sobre o abuso sexual, que nós não podemos fechar os olhos e deixar que passe em branco. Então isso, esse senso de pertencimento de que eu faço parte, que nós fazemos parte, é algo assim incrível. Eu estou me sentindo muito bem porque eu estava apática na minha casa, assim, com vontade de fazer algum trabalho, sabe? Aí me convidaram para vir para cá, eu vim, eu tô muito feliz, tá fazendo muito bem paraa minha saúde e tô gostando muito de est colaborando com uma causa muito boa, né? Eu sou membro desta igreja 65 anos. Eu vou fazer agora em julho 89 anos. Então eu estou me sentindo assim útil de poder colaborar, de trabalhar, né? E eu agradeço muito a Deus porque nessa idade eu estava me perguntando antes, né? Ai, será que eu sou capaz ainda de trabalhar num projeto, né? E então eu tô vendo que eu sou capaz. Vocês acompanharam um pouco do trabalho do grupo de voluntárias aqui fazendo, né, as bonecas, confeccionando e eu vou também ficar com a minha, que a minha é albina, né, un exatamente, é albina. Eh, porque temos um uma alta população [música] na África de albinos e a gente também leva a boneca albina para representar essas [música] crianças. E olha só, pessoal, que legal. Vocês viram todo esse trabalho da confecção das bonecas, mas também não podemos esquecer dos meninos que eles também recebem todo acolhimento, todo o carinho também, né? É, além da entrega da boneca, elas recebem uma palestra, [música] né? Uma palestra sobre proteção, a conscientização da proteção. E os meninos participam também, porque às vezes pensa assim: "Ai, só a menina que vai receber a boneca?" Não, o menino também recebe uma bola. [música] Eh, essa bola eles ficam alucinados, né? Porque todo menino gosta de uma bola e também recebe uma bermuda, né? Como [música] as meninas recebem o vestido, o menino recebe uma bermuda. Então todos são contemplados [música] também nessa nessa entrega. Maravilha. Monique, eu quero agradecer a sua participação, trazer um pouquinho do seu conhecimento [música] para nós, mostrar também todo esse trabalho, a importância do [música] voluntariado, né? a a importância de levar essa mensagem de [música] carinho, de acolhimento. Então, eu queria que você deixasse uma mensagem do que representa o projeto Bonecas [música] e também deixar o endereço, deixar as redes sociais pro pessoal acompanhar de perto também e conhecer um pouco mais o trabalho. Eu agradeço [música] muito a oportunidade e poder falar do projeto para mim é [música] muito satisfatório. Eu já vivo o voluntariado na minha vida há mais [música] de 20 anos e eu incentivo você a fazer parte de um voluntariado. E eu gosto de falar que é uma experiência de amor, como diz a minha líder Michele. [música] E sim, você vai ter uma experiência de amor frequentando talvez um grupo aí perto da sua [música] casa, porque hoje o projeto tem crescido, né? E o projeto transformou a minha vida, a vida da minha família, [música] me fazendo crescer, né? crescer como profissional de psicologia hoje e também [música] trazendo para mim uma ideia de que eu posso transformar a vida de uma [música] criança. Se eu conseguir que uma uma menina um menino entenda sobre proteção, eu já tô com o meu coração assim. E ele poder passar [música] pra sua pra sua geração que ele pode ser protegido, isso para mim não tem preço. E venha fazer parte com a gente desse projeto. Você será muito bem-vindo aqui. Muito obrigada. Munique pela mensagem. [música] Bom, pessoal, esse foi o mão solidárias de hoje. Nós vamos ficando por aqui, então te espero na próxima [música] edição. Vou ficar com a minha bonequinha. Tchau. Que que é o abraço? [música] [música] Amém. [música] [música] [música] เฮ [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] เ เฮ [música] [música] [música] เฮ [música] [música] [música] [música]
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