Olá, começa mais uma edição do Mãos Solidárias. Hoje vamos conhecer a história do projeto Bent Quero, que tem o objetivo de levar autoestima para as mulheres que estão em tratamento do câncer. Vamos conversar com a Tatiana Martinelli Urbina. Ela que é idealizadora do projeto, vai contar pra gente essa história de como começou tudo isso. Seja muito bem-vinda aqui no programa, Tatiana. Eu que agradeço a oportunidade de poder estar aqui contando um pouquinho da nossa história. O projeto ele começou em 2017 para 2018. Eh, a maior inspiração do projeto foi minha mãe, né? Porque a minha mãe foi diagnosticada com câncer no intestino e na época eu tava fazendo curso de maquiadora profissional e eu sempre quis fazer alguma coisa como voluntariado, mas eu nunca soube, né? E eu falo que Deus ele vai te encaminhando e vai te te direcionando para ver o que você realmente tem que fazer, né? E aí eu lembro que um dia, porque eu convivi muito tempo com mulheres da parte da oncologia ali no hospital, eu fiquei num num andar que onde tinha muitas mulheres com em tratamento e passando por cirurgia. Eh, e eu vivenciei aquelas histórias ali com ela. Eu falei: "Gente, mas eu preciso fazer alguma coisa para ajudar essas mulheres, né? Porque é muito desafiador o tratamento." E eu lembro que era madrugada, eu tive uma crise de choro, né? Porque a gente vai se questionando por com a minha mãe, por que com a minha família? E aí, como eu falei, como o papai do céu, ele sempre dá resposta pra gente. Eh, no outro dia eu acabei abrindo o meu notebook e eu vi que o Hospital de Amor tava vindo para Campinas e aí eu tive um start, né? Eh, na verdade acho que a gente vai virando muitas chaves também, né? E aí eu falei assim: "Já sei o que eu vou fazer". Eu não sabia como eu ia fazer, de que jeito que eu ia fazer, mas eu queria fazer. Aí eu falei assim: "Já sei o que eu vou fazer. Vou levar o chão para as mulheres que passam pelo tratamento contra o câncer". Como eu já tava fazendo curso de maquiadora, né? Então eu unii um briefing para levar pro projeto do que eu queria que fosse o projeto e eles super abraçaram, né? naquele momento e eu fiz bom tempo ali a ação. Então eu reúno mulherada da área da beleza para levar autoestima para essas mulheres que passam pelo tratamento contra o câncer. Então a gente tem cabeleireira, a gente tem manicure, maquiadora, design, terapeutas, enfim. Então é um dia de muito amor, de muito autocuidado que a gente acaba levando para ser as mulheres. E Tatiana, no início era só você ou você já tinha, né, contato com essas mulheres para te auxiliar, para ajudar nesse nesse trabalho, né, tão importante, como que foi o início? Foi com dificuldades, foi um desafio para você? Desafio sempre é para quem tem um projeto, né? Essa busca que a gente tem de buscar apoiadores sempre é é bem difícil, mas eu falo que a gente tem uma rede de conexão, nós mulheres a gente tem uma uma rede de conexão muito grande, né? Então eu já frequentava alguns salões, eu já tinha já tenho amigas que trabalham, né, nessa parte de da beleza. Então é só conectei. No começo a gente começou acho que com umas quatro, cinco mulheres, né? E depois foi aumentando, porque acaba alastrando todo mundo não ficar sabendo do projeto, mas para essa parte de apoiador pra gente é mais desafiador, mas eu falo que eu acabo sempre fazendo o projeto com o que eu tenho nas mãos, eu simplesmente pego, faço e vou, né? E esse é um projeto que ele não tem um espaço físico, né? Vocês se deslocam, né? Reúnem ali os voluntários e vão paraas instituições. Como que é isso para você? Exatamente. A gente acaba eh alguns hospitais acabam convidando a gente para levar o projeto para dentro desses hospitais, né? Então a gente reúne essas mulheres da área da beleza eh para atender os pacientes, né, que estão passando pelo pelo tratamento da da do câncer, que também para eles é um momento desafiador, mas é um momento de na hora que a gente tá ali dando um up para eles, né? E não só o up, mas acho que a gente acaba colhendo, a gente acaba levando muito amor. Às vezes a gente ficar ali escutando, né? Porque tem muita gente que que faz o tratamento, às vezes não tem apoio da família. Então pra gente, eu falo que é a nossa gasolina, né? Toda vez que a gente faz ação, a gente se transforma, a gente evolui como ser humano, enfim. Então é muito gostoso fazer essa ação. Então esse esse tato, né, que vocês têm igualos voluntários que também são pacientes, né, ou que terminaram já o tratamento, isso é um diferencial também para vocês, como realmente tem um impacto social, né? esse eh esse processo também humanizado que vocês levam, como que é para você, como idealizadora do projeto, ter essa conexão também, né, com os pacientes? Sim. Eh, eu falo que eu sempre falo isso, né? Todas as vezes que eu falo eh faço entrevista, eu sempre falo isso. Eh, eu falo que não sou não sou eu que dou a mão, as mãos para elas, elas que me dão as mãos, né? Porque eu já quis muitas vezes e desistir do projeto, né? essa questão da gente tentar buscar apoiador e tudo mais e a gente vê pessoas indo embora, né? Eu ano passado eu perdi uma amiga queridíssima, eu falei que esse ano eu não ia fazer, mas quando eu falo que eu tenho a mão dessas pessoas que me ajudam, né? A gente tem a parte da assessoria, a gente tem os apoiadores que são fixos com a gente, tem a parte da das meninas que fazem voluntariado, então acho que elas elas falam que elas eh eu falo que que eu que acabo dando as a mão para elas, né? mas elas que acabam me ajudando, que elas que me dão a mão para que eu continue com projeto e que eu não desista. Então, acho que é uma eh acho que uma coisa que eu sempre falo também, acho que é a parte do amor, né? A gente a gente precisa de tanto amor no mundo, né? Então essa parte dessa troca que a gente faz, essa conexão eh com essas pessoas, tanto com o voluntário, com quanto com os pacientes, faz toda a diferença na vida da gente. E Tatiana, hoje vocês estão com quanto as voluntárias no projeto? A gente gostaria de trazer todas as voluntárias, né? Mas e o o hospital não comporta, né? Porque aqui, por exemplo, na PUC é e o espacior e tem todo eh o processo do tratamento que o pessoal tá recebendo aqui e mas a gente tem hoje em torno de 50 voluntárias. Hoje aqui no espaço, acredito que a gente tá com umas 15es atendendo aqui, mas no projeto todo mais ou menos umas 50 pessoas. A gente já chegou a ter 70 pessoas já. é um número significativo, mas a ideia é sempre trazer mais pessoas, né? Porque às vezes tem projetos, quantas vezes assim no dia as ações acontecem simultaneamente hoje num lugar e e também um numa outra instituição vocês conseguem fazer esse controle, né, de atendimento. Como sim, como a gente faz as ações duas vezes por ano, que a intenção é é intensificar, né, mais as ações dentro de outros locais, de hospitais e outros meses. Eh, a gente chegou ano passado fazer até para idosos, para você ter ideia. Então, a gente faz em março, que é o mês das mulheres, e outubro, que é outubro rosa. Outubro geralmente a gente faz mais ações, né? Mas agora em março a gente vai fazer para eh em maio, perdão, a gente vai fazer para pro dia das mulheres. Então a gente consegue, a gente tem recebido muitos convites para entrar dentro de outros hospitais para levar, porque a gente precisa ter uma estrutura também para poder fazer as ações, né? É, mas o pessoal acaba eh conhecendo, né, o projeto aí esporadicamente mesmo fora ali do mês que vocês costumam a realizar, acontece o convite, né? Sim. Exatamente. E a gente vai aumentando, porque a ideia é essa, né? A gente é aumentar cada vez mais e obviamente futuramente a gente tem um espaço para que a gente possa ter também toda a estrutura. Mas eu acho que o mais legal é a gente estar dentro dos hospitais meses, a gente poder levar, porque muitas vezes eles não podem sair, né? eh, quando tá, principalmente quando tá recebendo tratamento. Então, o intuito é realmente ter uma estrutura, mas para que a gente possa armazenar algumas coisas nossas, porque a gente ganha muita coisa, né? Eu falo que o papai do céu é muito muito generoso comigo, porque a gente sempre consegue eh no segundo tempo do final da prorrogação, sabe? a gente acaba conseguindo sempre, embora a gente tem os nossos apoiadores fixos hoje, né, que estão com a gente desde o começo. Então eu falo que não é nem quantidade, a qualidade, né, que realmente tá ali com a gente, abraça com a gente todas as ações. Então essa estrutura acho que vai ser importante também pra gente ter futuramente aí. Hum. O pessoal também conhecer de perto vocês também. Exatamente. E quem sabe também futuramente fazer cursos, né, para para ajudar essas pessoas aí, porque quando elas saem do tratamento elas ficam perdidas, né, que muita gente não consegue trabalhar por causa da do tratamento, enfim. Então, de repente é uma uma porta, né, de entrada para um empreendedorismo, né, para ela voltar pro mercado de trabalho. Exatamente. Acaba sendo um nicho aí importante. Além então da da maquiagem, né, que é o setor de o segmento de beleza, quais são os as ações que vocês realizam, né? Manicure, cabelo, qualquer outra, tem massagem, como que funcion? a gente tem aurículo, a gente tem também saling healing, que sal healing é uma terapia eh musical, né, onde faz todo, a gente fala que pro tratamento é é excepcional esse sal de healing, que é onde ele alinha todo ali, quando ela sai do tratamento, a gente faz essa terapia musical em volta do corpo dela. Então são vibrações sonoras que a gente acaba fazendo no corpo e a e a e o paciente acaba saindo mais leve. Aí tem a tem a cabalheireira, tem a manicure. Eh, que mais? Às vezes a gente consegue trazer música também pro, a gente já teve algumas bandas que foram assim, sabe, cantar no dia da da do evento e fora os brindes que a gente faz, tem o coffee break que a gente serve, que a gente ganha de padarias, de eh de outros de outros apoiadores que nos dão pra gente também dar para elas. a gente tem um parceiro super incrível que é um pessoal de Olâmbra que nos doa orquídeas e a gente doa para pras mulheres no dia da ação. Então a gente tem muita coisa boa aí para fazer nas ações nesses dias. E Tatiana, por que do nome B te quero? Na verdade assim foi um eh acho que no momento que eu virei a chave, eu acho que foi a primeira coisa que eu pensei, né? Por que não levar eh o bem para essas pessoas, né? Eh, a gente tá muito carente das pessoas não fazerem coisas para outras pessoas em prol, né? Então, acho que o bento, acho que ele conecta muito essa parte da caridade, de ajudar. Então, o bentero veio nesse momento que eu que eu eu gosto, sempre gostei muito de ajudar o próximo, né? Então, acho que calhou nessa conexão que eu fiz junto com Beatero porque fora que tem muito amor, né? Tem muito muita autoestima. Enfim. Tá certo? Então, bom, pessoal, eh essa é a primeira parte, né, da nossa conversa com a Tatiane, idealizadora do projeto, como ela falou sobre esse esse trabalho, né, incrível de levar a autoestima, de devolver, né, a autoestima para essas mulheres. Então, no segundo bloco tem uma reportagem especial. Eh, nós conversamos, né, também com algumas pacientes, com as voluntárias. Então, o trabalho é muito incrível. Convido você a acompanhar de pertinho esse trabalho então do projeto Bent Quero aqui no Hospital da PUC. Então não saia daí que o Mãos Solidárias volta já já. Mãos solidárias de volta. Continuamos com o nosso bate-papo com a Tatiana Martinelli. Tatiana, vamos abordar agora a questão dessa reação dos pacientes, né? Como que vocês lidam com essa situação também da história deles, como que eles eh demonstram, né, essa satisfação, às vezes eles estão mais tristes. Como que funciona essa relação para vocês? Eu falo que acho que a conexão é de é imediata, né? Porque como eu falei no outro bloco, e essa dificuldade que às vezes que que os pacientes têm do apoio da família, né? Eu eu eu falo por experiência própria, né? A minha mãe, eu acho que se ela não tivesse o apoio da minha da minha família naquele momento que ela tava passando tratamento, para ela também foi muito desafiadora, porque é tão tão desafiador tanto para ela quanto para nós, né? Então, a gente ouve aqui muitas histórias de pessoas que não têm esse apoio. Então, quando a gente chega aqui com o projeto e leva essa ação para essas pessoas, é extremamente acolhedor. A gente tá aqui, a gente eh teve uma outra senhora que teve com a gente aqui na outra ação, ela contou a história dela pra gente e ela falou assim: "Eu queria muito ter visto você antes, né? Então eu tô feliz porque eu consegui fazer a químel hoje aqui no dia e poder participar dação de novo, né? Ela até falou com vocês, então acho que esse momento de acolher é extremamente importante para ela, né? É o o ato do amor mesmo, né? E da o up que que elas precisam nesse momento da da do tratamento, que é bem difícil mesmo. E vocês recebem assim depois um retorno, tem algumas que pedem contato, pedem telefone, vira aquela amizade? Como que é? Sim, sim. Eh, a gente tem algumas, tanto é que a gente tem hoje voluntárias, né, que passaram pelo tratamento, são as nossas voluntárias e viraram nossas amigas. Eh, e a gente tem muitos depoimentos, né? Eu queria até deixar registrado aqui um depoimento que a gente teve. Ela ficou dois anos sem sair de casa, ela fez o tratamento, não saiu e ela foi convidada para estar com a gente no no num numa das ações. E ela ficou tão maravilhada com com ação, ela chorou no dia, ficou muito emocionada, que depois ela mandou um e-mail relatando a importância que o projeto teve na vida dela. Então, a gente ouvir esse tipo de depoimento para eh dessas pessoas só en este nosso coração de alegria, né, que é realmente o propósito que a gente veio para fazer aqui, eh, e poder levar cada vez mais autoestima para essas mulheres. Então, esse é o resultado, um resultado positivo. Isso da força, né? Como você disse no no bloco anterior, que já pensou algumas vezes em desistir, mas quando vem esse retorno, quando vem esse acalento também por parte delas, porque é uma troca, né? Vocês acabam também tendo essa troca, essa parceria com os próprios pacientes. Exatamente. Essa essa conexão que realmente a gente faz, né? Eu falo que eles são a a gasolina da gente para para que a gente possa continuar aí. Bom, agora então a gente vai conhecer um pouquinho desse trabalho. A gente conversou, né, com algumas voluntárias, com pacientes também. Então aproveita, confere aí essa reportagem especial que a gente preparou para você. Em meio ao desafio da quimioterapia, as pacientes estão sendo tratadas como verdadeiras princesas. Maquiagem profissional, manicure e corte de cabelo personalizado transformam sessões de tratamento em momentos de empoderamento e autoestima. Uma iniciativa que humaniza o combate ao câncer, provando que beleza e força andam de mãos dadas. A dona Maria foi diagnosticada com câncer no pulmão e há do anos faz tratamento, mas isso não a impede de cuidar da autoestima. Acho muito bacana, sabe? Porque mulher tem que ser vaidosa, né? Tem que gostar de ficar bonita. E eu gosto muito de sempre gostei, sempre fui veidosa. É o momento de devolver a autoestima. Como que você se sente? Tem alguns dias que tá um pouquinho mais para baixo? Com certeza. Tem dia que a gente fica meio assim, mas aí passa um batom vermelho e volta tudo. Ai é muito importante, é significante porque edifica muito a fé da gente, a coragem, né? Porque veja bem, eh tem dia que a gente parece que não existe, é inútil, mas quando as pessoas nos abraça, nos acolhe, a gente fica feliz. dar mais ânimo, né, para lutar mais um ano, dois anos, né, e saber que a gente tem valor, é útil e tem que cuidar da beleza, tem que continuar sendo vaidosa, tem que cuidar, né? Cuidar do cabelo, o cabelo cai, nasce de novo. É igual o capinho, nasce, morre uma remessa e vem outra, mas a vida continua. E e Deus Jesus no nosso barco, ele não vai naufragar não. A gente vai vencer. Eu venci vários já e vou vencer essa também. Diante de tantas adversidades, a Valdecir é super vaidosa. Está em tratamento há 5 anos, mas no auge dos seus 79 anos esbanja a alegria e encara a situação com otimismo. Esse é o momento de cuidar da beleza. Me deixa linda, bonita e maravilhosa. Obrigada, viu? De nada, meu amor. Fique com Deus. Deus lhe abençoe. Obrigada. Amém. As voluntárias do projeto Benquero dedicam tempo e cuidado para as pacientes oncológicas, oferecendo não só apoio emocional, mas um abraço que aquece a alma. Elas escutam histórias, distribuem sorrisos e constrói pontes de solidariedade, provando que o voluntariado é a força invisível que ilumina os dias mais escuros. O projeto Bent eu conheci por cerca de 2 anos, mais ou menos. Eu tenho uma amiga minha que trabalha comigo, que já fazia parte da ação. E eu sempre fiz essas ações assim, mas eu fazia com a igreja, com outras mulheres em outros locais e a minha amiga me fez o convite para participar da ação e é a segunda vez que eu tô aqui na Ação Bent Quero fazendo parte desse projeto. E para você, o que representa, né, fazer parte dessa ação, ser voluntária? ser voluntária, eh, poder trazer um pouco de devolver autoestima para as mulheres, eh, devolver esperança também. Eu acredito que tá além da da aparência, né, do arrumar, do fazer a maquiagem, mas de poder trazer um pouco mais de carinho para elas. E na verdade a gente vem com esse propósito, mas a gente sai transformada da ação também, porque a gente sai de casa com essa cabeça de vamos fazer o bem, mas elas também trazem uma lição de esperança, de alegria pra gente também. E durante a ação, né, no momento que você tá fazendo uma maquiagem ali, elas conversam, elas contam como que é para você. Sim, sim. Elas sempre compartilham com a gente a história delas, o tempo que elas estão aqui, o como é gratificante para elas est recebendo esse cuidado também, esse carinho e a gente acaba sendo acolhida por elas também como parte da família. Isso é bem bacana. Vale a pena. Vale a pena. Uhum. Conheci a Tati através de uma amiga e ela me, essa minha amiga falou do projeto e eu fiquei apaixonada, encantada. Apesar de não ser como as meninas que já passaram por algum tratamento, eu trabalho na área de cabelo faz muitos anos e e nesse nesse tempo a gente lida com muitas clientes que passaram por isso. E quando a gente tem a oportunidade de fazer voluntariamente em um hospital como a PU, que a gente já fez ações em outros hospitais em que atendem pessoas mais carentes, que às vezes não t acesso a esses tratamentos no dia a dia, pra gente é fascinante. Não é nem bacana, é fascinante ver elas vindo fazer o tratamento. Na maioria das vezes elas saem de casa muito triste e elas não sabem que vai ter ação. E aí quando chega aqui depois de uma uma sessão ou de uma consulta que às vezes a resposta da consulta ali não foi como elas gostariam, aí elas têm acesso a fazer maquiagem, cabelo, massagem, tem a terapia com música, é comer, levar uma orquídea embora. É, é encantador. É um projeto que ao mesmo tempo ele acolhe e devolve, né, a autoestima. Qual que é a mensagem que você acha que passa para esses pacientes em tratamento? Eu acho que a maior mensagem que o projeto passa é de devolver a autoestima e de resgatar na mulher aquela imagem que tava perdida, porque tem mulher que ela nem se olha no espelho, principalmente pelo fato de perder o cabelo, né? Então elas param de se olhar, para de fazer sobrancelha, para de fazer tudo. E aí depois que elas vêm aqui e a maioria das das mulheres a gente já atendeu outras vezes, aí elas voltam já todas, olha, depois daquele dia eu comecei a fazer e não parei mais, olha meu cabelo como tá, eu quero cortar de novo. E é muito gratificante. A Débora foi diagnosticada com câncer de mama e no final do seu próprio tratamento oncológico, ela encontrou uma nova missão, o voluntariado. Hoje ela leva apoio, acolhimento e esperança aos pacientes que enfrentam a mesma batalha. O projeto Bquero e eu tava ainda no finalzinho do tratamento oncológico, que eu tive câncer de mama na mama direita e uma amiga minha foi presenteada pelo projeto da Tatiane e a São Bente quero. E ela me chamou e foi um momento que eu tava com autoestima lá embaixo. Eu não queria, eu falei: "Ah, eu não tô me sentindo bem, não tô bonita. Ela vai lá, vai lá que você vai se sentir muito amada". E eu vim pro projeto, fui, cheguei lá, me senti uma rainha, elas me abraçaram, me deram flores e foi um momento de muita emoção, porque é um momento que a gente tá muito fragilizada, né? Então, um momento de muita eh vulnerabilidade, fragilidade e o projeto Bendero vem e traz esse trouxe esse fresc para mim. Então, depois que eu passei pelo projeto, eu fiquei tão grata, mas tão feliz, que eu queria repassar esse bem que eu recebi para as outras mulheres. E em 2022 eu pedi autorização pra Tatiane para eu participar do projeto como voluntária e estou até então e até quando Deus permitir eu vou participar desse projeto porque eh é em meio a quimioterapia, agulhas, exames, né? a gente fica meio sem sem autorização do nosso corpo para fazer o que quiser e quando vem esses projetos ajuda demais, é um acalento pro nosso coração, pra nossa alma. Então eu estarei aqui com muita gratidão, repassando esse bem que foi que foi dado para mim. Eu me emociono de falar porque é um momento bem delicado, então isso é muito bom, né? você fazer uma maquiagem, porque o momento do tratamento a gente não pode tirar cutícula nem nada, mas pode pintar, né, com autorização dos médicos. Cada caso é um caso, lógico, e quando é autorizado, pode fazer maquiagem, pode, não, a gente não pode tomar sol, não pode fazer nada e quando a gente recebe esse presente é é gratificante demais. Obrigada, viu? Imagina. Sou muito feliz por isso. Gratidão. Fui diagnosticada com câncer de mama aos 21 anos, né, na verdade em 2021. E desde então eu venho fazendo tratamento no Hospital de Barretos, aonde o pessoal me deu total suporte. E é um tratamento, assim, eu falo que é um pouquinho complicado. A gente carrega além de algumas sensações, né, um pouco de tristeza. a gente vê a nossa família sofrendo, mas desde então Deus vem me dando força e eu estou aqui hoje. E eu sou muito grata pelas pessoas que eu conheci ao longo da caminhada nesse tratamento. E uma dessas pessoas foi a Tatiane no projeto, né, que ela vem me ajudado e muito esse projeto ele entrou na minha vida num dia que eu tava em uma consulta mesmo lá no hospital de amor aqui de Campinas. E aí eu fui fazer uma consulta, ela me chamou para mim participar com o pessoal que tava voluntário. Aquele dia eu tava me sentindo triste, desanimada, mas o pessoal veio, trouxe uma alegria para mim, fez minha maquiagem, meu cabelo, aonde que eu dei uma, eu olhei assim para mim, eu olhei para dentro de si, né, e vi que dava para continuar, que tinha esperança, que não tava tudo acabado. E eu mesmo carequinha ali, o pessoal deu um tapinha no visual e foi onde levantou minha autoestima. E aí eu falei pra Tati, eu quero levar isso pra minha vida, ajudar outras pessoas, assim como eu fui ajudada. E hoje eu sou voluntária desse projeto tão lindo que eu espero que não acabe, que leva cada vez mais a mulheres que tá em fase de tratamento. Vocês viram um pedacinho do trabalho incrível que o projeto Bentero realiza nessa ação, né, especial para as mulheres. Bom, Tatiana, é, eu queria que você falasse, né, e explicasse o que representa para você essas meninas fazerem parte desse projeto tão incrível, projeto B Quero. Eu acho que é o que eu falei no no no quadro anterior, eu acho que o maior gesto que a gente pode eh dar em sentimento aqui no projeto é o amor, né? Eh, a gente é muito carente de amor, né? E essas mulheres quando elas estão aqui, elas precisam desse momento do amor, né? do acolhimento, da gente abraçar, da gente ouvir, às vezes, muitas vezes silenciar, né, ou escutar, abraçar. Então, acho que é o amor. O amor é o maior sentimento que a gente pode eh deixar eh como sementinha, né, para dentro do coração dessas pessoas que fazem toda a diferença, né? E hoje é assim falando, né, eh, qual que é o maior gargalo que a o projeto tem, qual o maior desafio? algumas dificuldades que vocês enfrentam que gostaria de mudar esse cenário? Eu acho que é é a parte do do apoio mesmo, sabe? Que a gente precisa. Eh, a gente já faz um bom tempo que a gente não consegue fazer a camiseta porque é um valor maior, né? Eh, mas a gente tem, graças a Deus, a gente tem algum alguns apoiadores que eles já são fixos, estão com a gente desde o começo, mas eu acho que é buscar mesmo apoiadores novos, né? Eh, tem muita coisa que a gente gostaria de trazer pro projeto, eh, como parte de cosméticos, algumas empresas que a gente precisa, parte de camiseta, mas a gente tem muitos projetos aí futuramente que eu sei que isso a gente vai conquistando com tempo, né? Mas eu acho que é a parte do do apoio mesmo da gente conseguir e verba, né, que a gente precisa. a gente faz um coffee break, a gente compra alguns alguns brindes pra gente doar no dia. Então, acho que é isso mesmo. E Tatiana, para quem quiser ajudar, né, de alguma forma, doando, participando como voluntária, sendo parceiro, sendo apoiador, tem as redes sociais, né, do projeto? Como que o pessoal pode entrar em contato com vocês, conhecer melhor esse projeto e essas ações? Eu vou deixar o nosso Instagram, né, que é ação bem quero, que é a cão sem o Ciddilha. E e lá na nossa bill tem o nosso contato, ou quem quiser pode mandar também pelo próprio direct. E quem quiser doar, que seja qualquer valor, a gente tem o nosso Pix que é a
[email protected]. Tá certo, Tatiana? Muito obrigada por ter participado do mãos Solidárias, mostrado um pouquinho só desse trabalho incrível que vocês realizam, tá? Aí, então pessoal, esse é o trabalho do projeto, né? Bem, te quero. Se você quiser conhecer mais, conhecer de perto essas ações, é só entrar então no nas redes sociais do projeto. Também pode acessar a página oficial do YouTube da TV Câmera Campinas, onde eh vai ficar disponível esse episódio, como tantos outros também do Mãos Solidárias. Quero agradecer novamente a sua participação, tá? Eu que agradeço, viu, pela oportunidade da gente poder estar aqui e contar um pouquinho da nossa história. Bom, mãos solidárias fica por aqui. Nós temos um encontro marcado na próxima edição. Te espero. Até lá. เฮ