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Mãos Solidárias | Associação Alecrim em Flor transforma vidas em Campínas
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Mãos Solidárias | Associação Alecrim em Flor transforma vidas em Campínas

101 views Publicado 07/03/2026 HD · 37:47
Resumo editorial

O programa Mãos Solidárias visita a Associação Alecrim em Flor, organização sem fins lucrativos no bairro Recanto dos Dourados em Campinas, que desenvolve trabalho socioeducativo para crianças, jovens, adultos e famílias em situação de vulnerabilidade. A fundadora e presidente entrevistada conta que vem de família com tradição em voluntariado, com pais que atendiam pessoas em situação de vulnerabilidade desde sua infância sem usar o termo voluntário, prática de cuidado natural com o próximo. Em 2017 ela deixou o emprego CLT e participou do Grupo Mulheres do Brasil, onde coordenou ações em bairros e comunidades, conexão que viabilizou o primeiro edital para reformar o espaço da associação e iniciar oferta de cursos profissionalizantes. As iniciativas seguem as ODS da ONU como referência metodológica. O trabalho atende centenas de famílias com cursos, atividades culturais e apoio social, fortalecendo a rede de proteção a populações vulneráveis em Campinas com modelo replicável em outros bairros da cidade.

Bairros mencionados

Descrição do vídeo

🤝 No Mãos Solidárias de hoje, você vai conhecer o trabalho inspirador da Associação Alecrim em Flor, uma organização sem fins lucrativos que atua no bairro Recanto dos Dourados, em Campinas, com ações voltadas para crianças, jovens, adultos e famílias em situação de vulnerabilidade social. 🌿 A fundadora e presidente Joana Souza conta como nasceu a associação e relembra que sua trajetória no trabalho voluntário começou muito antes da formalização do projeto. Com CNPJ há 3 anos, mas com uma atuação social de mais de duas décadas, a iniciativa vem construindo uma rede de acolhimento, formação e pertencimento para a comunidade. 🏘️ A associação atende principalmente moradores do Recanto dos Dourados, Gargantilha, Carlos Gomes e Monte Belo, regiões que enfrentam desafios como distância do centro, dificuldade de acesso ao transporte, falta de opções de lazer, cultura e qualificação profissional. Nesse cenário, o trabalho desenvolvido no local se torna ainda mais importante para aproximar oportunidades de quem mais precisa. 📚 Ao longo do programa, mostramos os cursos e atividades oferecidos pela associação, como informática, gastronomia, confeitaria, elétrica, futebol, jiu-jítsu, capoeira e outras ações pensadas a partir das necessidades da própria comunidade. A proposta vai além do ensino técnico: o objetivo é acolher, fortalecer vínculos e abrir caminhos para o futuro. ⚽ Um dos destaques desta edição é o impacto das atividades com as crianças e os jovens. Além das aulas esportivas, a associação também aposta em iniciativas de formação humana e social, criando um ambiente seguro, afetivo e educativo para quem muitas vezes não tem acesso a espaços adequados de convivência e desenvolvimento. 💡 O programa também mostra o curso de empreendedorismo infantil, conduzido pelo empresário e voluntário Diego Araújo. A proposta incentiva as crianças a criarem marcas, desenvolverem ideias, aprenderem sobre vendas, marketing, precificação e trabalho em equipe, tudo de forma adaptada à realidade delas e com foco em autoestima, autonomia e visão de futuro. ❤️ Outro ponto forte da reportagem é a presença do voluntariado. Mães da comunidade, professores e apoiadores ajudam como podem para manter as atividades funcionando, seja no cuidado com as crianças, no apoio aos eventos, na oferta de cursos ou nas ações do dia a dia. A associação mostra como a união de esforços pode gerar transformação real. 👩‍👧‍👦 Joana também fala sobre os desafios de manter o espaço ativo, muitas vezes contando com recursos próprios, doações e apoio pontual de parceiros. Mesmo diante das dificuldades, o trabalho segue com firmeza, sempre com foco no acolhimento, na formação e na criação de oportunidades para crianças, jovens e famílias inteiras. ✨ Esta edição do Mãos Solidárias é um convite para conhecer de perto uma iniciativa que faz a diferença em Campinas e mostra a força da solidariedade, do cuidado coletivo e da transformação social feita a partir da comunidade. ▶️ Assista ao programa completo e conheça a história da Associação Alecrim em Flor. 💬 Comente o que mais te inspirou nessa reportagem. 👍 Curta, compartilhe e se inscreva no canal da TV Câmara Campinas para acompanhar mais histórias como essa. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

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Olá, mãos solidárias. Começando hoje daqui da Associação Sem Fins Lucrativos Alecrm em Flor, que desenvolve um trabalho sócioeducativo para crianças, jovens, adultos. pensando, né, com foco nas famílias em situação de vulnerabilidade. Ao meu lado está a Joana Souza. Ela que é fundadora e presidente aqui da associação, vai contextualizar, trazer um pouquinho dessa história. Seja muito bem-vinda. Muito obrigada. Agradeço a todos vocês, a quem está assistindo, porque nosso trabalho é realmente ajudar o próximo. E Joana, pra gente começar então, né, queria que você voltasse um pouquinho o tempo, né, resgatasse lá na memória como tudo isso começou. Na verdade, eu venho de uma família que a vida inteira fez trabalho voluntário lá na minha infância, que a gente não nem achava, não sabia esse nome voluntário, né? E então meu pai atendia várias pessoas, minha mãe ajudava, botavam para dentro de casa. Então assim, eu tenho isso meu, faz parte de mim. E quando eu vim morar aqui nessa região, eh, eu comecei a participar da comunidade, né, que nós temos aqui e vi que precisavam de muita ajuda. E aí eu comecei, eu trabalhava CLT e aí eu comecei a a fazer dentro daquilo que eu conseguia. Então, doava alimentos, roupas, eh, até que você chegou um momento que isso foi em 2022, que eu, na verdade, 2017, eh, eu saí do meu emprego, do meu trabalho CLT e, eh, fui convidada a participar do grupo Mulheres do Brasil. E através do grupo Mulheres do Brasil, eh, eu era coordenadora de bairros e comunidades e eles me apresentaram uma empresa que, eh, nos ajudou muito no primeiro momento através de um edital onde a gente poôde reformar esse espaço que a gente tá hoje e começar com cursos. Então, esse edital a gente sempre eh quando participa é sempre dentro das exigências das ODS da ONU. Uhum. E a gente foi contemplado com esta eh sede, vamos dizer assim, com esse barracão de atividades. E com isso a gente não parou mais. Há quanto tempo tem então a associação, Joana? A associação tem 3 anos com CNPJ, mas o trabalho da Joana 24 anos. O trabalho da Joana sempre com esse olhar, né, diferenciado, principalmente com foco nas famílias em situação de vulnerabilidade. Você é filha única, como que é? Não, eu sou a sou a caçula de cinco irmãos. Uhum. E eu saí muito cedo para estudar. Eu sou gaúcha. Eh, eu atuo atuei, né, na área de saúde. E então assim, sempre essa coisa de de coração mesmo, de olhar o outro como parte de mim, como eu não sei fazer diferente. Então assim, a vida inteira eu sempre ajudei um ao outro e quando eu me vi aqui foi foi surgindo naturalmente, não foi uma coisa pensada e projetada. Eu vou fazendo e a coisa vai acontecendo, graças a Deus, sempre com muito sucesso. processo para mim e como pessoa, para os outros, como a minha doação pessoal, uma realização, né, de fato, aí como você sempre teve esse olhar diferenciado, né, para para esse cenário, essa situação de vulnerabilidade, levar um pouco também de conforto para essas pessoas, além de ter toda a questão do profissionalismo, né, de ajudar ali a a essa essa criança a enxergar o mundo de outra forma também, né? Sim. Eh, inclusive, eh, a minha sobrinha esses dias estava conversando comigo e me falou o seguinte: "Tia, você já pensou que você tá plantando pra próxima geração?" Eu digo, "É verdade". Sabe? Então, assim, se eu conseguir mudar e melhorar uma vida, eu tô satisfeita. Mas eu acho que a gente consegue e muito mais. do que isso no dia a dia, porque você vê um sorriso e esse sorriso eh, nossa, te retribui em muitas energias positivas. É uma coisa assim que eh toca muito fundo o coração. E Joana, aqui a associação, ela está localizada aqui no bairro Recanto dos Dourados, que abrange outros bairros também, né? Eu queria que falasse um pouquinho sobre essa questão da divisão dos bairros, como que é feita essa triagem, né, das pessoas que vocês atendem aqui. Na realidade assim, eh, nós atendemos, a princípio, quatro bairros, que é o Recantos Dourados, Gargantilha, Carlos Gomes e Montebelo. Então, sempre que tem algum evento, alguma coisa, a gente sempre publica e e chama o pessoal a participar desses bairos, mas nada impede que venha da vila industrial, que venha do Jardim Miron. Isso para nós não interfere. Eh, eu me dedico mais aqui perto porque as dificuldades são as mesmas, né? Então, é um perfil eh que a gente busca atender aqui. É uma região que tem essa carência mesmo, né, de de infraestrutura, de lazer, de a parte cultural, né, embora e tenha bastante assim, é bastante povoado, tem as pessoas assim em volta dos outros bairros, né, na parte de cima já é um pouquinho mais a gente Exatamente. Mas ainda assim tem essa carência. Você acha que isso acaba dificultando um pouquinho também? Dificulta muito. Porque assim, ó, o que que eu faço ao ao buscar trazer cursos, lazer, escolinha de futebol para cá? Porque qualquer transporte para sair daqui são pelo menos dois ônibus, né? Se você for de carro daqui até o centro de Campinas são 25 km. Então assim, não existe nada aqui perto. Então você propiciar um curso, um momento de lazer, um evento, um encontro, isso é muito importante para todos, né? É, é mais acessível, vamos dizer assim. E Joana, quais são as atividades, né, que vocês eh têm aqui na associação, tanto de curso, o que que esses jovens adultos eles buscam quando eles chegam aqui para você, né? E também queria que você falasse a questão também da do trabalho mesmo. Você trabalha sozinha, tem pessoas que trabalham com você que ajudam de alguma maneira, né, a manter esse local de pé diante de algumas dificuldades. Olha, eh, vamos falar assim, primeiro de tudo, eh, ao atender a comunidade, eu vivencio o dia a dia, né? Eu tô junto, eu tô andando sempre no meio da comunidade, então assim, converso com muitas pessoas, eu sei da dificuldade de da maioria, então assim, eu sempre busco alguma coisa que seja de interesse deles e que possa contribuir pro futuro, né? Então, a gente já fez vários cursos de informática, de gastronomia, agora estamos com confeitaria, com elétrica, eh tem o futebol. Agora nós estamos com a com professores voluntários para começar jitso, capoeira. Então, assim, ó, tudo isso eh surge como um presente de verdade para nós, porque nós estamos aqui fazendo sem dinheiro, né? É, é com vontade mesmo. Temos eh algumas pessoas, essa empresa, essa fundação americana que nos ajuda uma vez por ano, que a gente escreve um edital pro semestre. Eh, mas temos assim rifas, temos pessoas que eh depois eu vou falar para vocês, tem aqui uma pessoa maravilhosa que nos ajuda muito, é voluntário, é professor com as crianças, entende super as crianças e eu busco sempre pessoas que possam formar, sabe? Não é aquela coisa de de só corrigir, porque eles não precisam só, né, a correção. A gente busca a parte educacional, mas a gente busca acolher. O objetivo do alecrm em flor é acolhimento e pertencimento. É ter um lugar onde eles se sintam à vontade e que saibam que possam contar com a gente, porque eles já vêm de uma situação já difícil, né, Joana, né, por parte assim da da própria região e também a questão familiar, isso acaba contribuindo também bastante, né? Sim. Eu acho que a criança é o, isso já é um jargão, né? Mas eh a criança é a mola propulsora de mudanças, então a gente investe bastante na criança e eu tô aqui todo toda vez que as crianças estão aqui, todo dia, toda hora, exatamente para que eles possam sentir essa proximidade, esse amor, eh, porque é um objetivo e e é de coração. E quantas crianças você atende hoje aqui nessas atividades, né? São várias. Então, eh, como que é o funcionamento na prática mesmo aqui da associação? Eh, eu monto um projeto, né? Eu escrevo e muitas vezes assim, até nem escrevo, tá escrito aqui na minha cabeça, porque como eu não tenho parceiros, não tenho pessoas que possam eh financiar esses projetos, muitas vezes eu faço na cara e na coragem, porque eh eu sinto que existe a necessidade. que não tem uma área de lazer, não tem eh calçada, não tem quintal para as crianças brincarem. Muito muito difícil. Então aqui é uma área de lazer, aqui é uma área que eles podem ter algum, por exemplo, agora vou vou dar um exemplo. Nós estamos fazendo curso de confeitaria, né? Esses dias as crianças vieram no curso, tia, tia, a gente vai ter curso também de cozinha? A gente aí eu digo, vou fazer, sabe? vai surgindo da das próprias da dos próprios usuários, vão surgindo as ideias, né, de curso. Exato. Em 2018, eu fiz uma pesquisa com 150 famílias, com ajudas de agentes de saúde, eh porque eu participo também do conselho de saúde aqui da zona leste e eles me ajudaram pra gente entender um pouquinho da necessidade da região, não só aquela coisa do dia a dia de você sentar e perceber, né? e a gente mapeou bastante coisas. Então, eh, muitas vezes, eh, até num evento, por exemplo, outubro rosa, dia das crianças, ao conversar com as mães, com os pais, você vai, né, buscando aquilo, ah, que que você acha da gente fazer tal coisa? Nossa, é muito legal. Então, assim, como eu já conheço, eu sei se realmente aquilo vai impactar ou não. Então, a gente acaba eh fazendo e e antigamente eu botava carro de som, a gente fazia folder eh botava nos posts que a corte é proibida, né? proibido mais. É, colocava em fazia um monte de propaganda para anunciar os primeiros cursos. Eles não acreditavam que tinha alguma coisa sendo feita para eles. Hoje, em dois dias, eu loto uma turma. Antes gerava até uma dúvida, né, se de fato era aquilo mesmo ou não. Exato. Hoje não. Hoje eles confiam no nosso trabalho e e eu sinto que eh a gente tem essa confiança mútua, eles com a gente e a gente com eles. E quantas pessoas mais ou menos tem em cada curso, né? Tem em torno de 80 que você me disse que é do do futebol. São 120 que nessa inscrita, aparecem em média 80, 60, depende do dia. E nos cursos para aproveitamento eu faço normalmente de três a quatro turmas. Por exemplo, informática, a gente montou seis meses um curso em que a gente formou 54 pessoas. Eram para serem eh jovens e veio mães, veio tias, veio pais. Então, a gente mesclou as turmas. Eh, agora no Elétrica nós vamos formar 30 pessoas, então são turmas de 14, 15 pessoas, tanto homens quanto mulheres. E o curso de gastronomia, a cozinha não comporta, embora tenha uma ilha que a gente fez pensando em pessoas ficarem de um lado e de outro do fogão, eh, não comporta mais do que 12, 14 pessoas. Então a gente limita para que realmente seja bem aproveitado o curso, né? Mas tá sempre tendo alguma coisa. E assim, Joana, qual que hoje, né, que você pode dizer assim que é o a maior dificuldade que você enfrenta, né, para continuar levando essa esses ensinamentos, né, para essas pessoas, levando esses cursos, a inclusão social também, né, aqui eles têm aquele vínculo, né, de amizade, acaba sendo uma família mesmo, né? É uma família. E e qual que é a em algum momento passou assim aquela aquele pensamento de de desistir? Talvez não tenha tanta ajuda assim. Como que é para você? Gente, eu não me não me passa pela cabeça jamais desistir. Eh, é uma família. Eh, vocês vão ver que tem algumas pessoas aqui comigo e e é um é um carinho recíproco. Eh, em momento nenhum eu não sinto a dificuldade, embora eu não tenha eh parceiros, não tenha eh como é que eu vou te dizer? Eu tiro o dinheiro do bolso para pagar água, luz, mas tem pessoas que me ajudam no lanche das crianças. Vocês recebem doações? recebo doação de roupa, só que assim, eu não tenho feito eh eu deixo as roupas ali para as pessoas pegarem. Às vezes eu faço bazar porque é um dinheirinho que ajuda, mas eu o meu objetivo é ensinar pescar. Então o bazar toma muito espaço aqui do barracão. Então eu não consigo. Eh, no início do ano passado eu fiz acho que um mês de bazar e eu fiquei acho que uns três dias sem dormir. Eu dizia: "Meu Deus, por que que eu tô assim, né?" E eu tava pensando, porque eu tô deixando, porque ocupa muito espaço bazar, né? Eu tô deixando de fazer curso para fazer um bazar que vai me ajudar financeiramente, mas ao mesmo tempo não é o meu objetivo, sabe? Então, eh, parceiros são muito bem-vindos. Eh, tanto em doações, em dinheiro, seja 30, 100 ou quanto quiser, quanto em voluntariado, a gente precisa muito para poder ajudar nessa questão com as crianças, né? Eu vi que vocês tinham, não me corrija se eu tiver errada, ou vocês ainda fazem eh palestras de autoestima para as mulheres, têm voltado assim para um início específico ou não? Hoje já não vai, a gente começou com isso, sabe? Eh, hoje eu trabalho muito com a parte de formação, mas a gente não deixa de atender nesse lado emocional, mas mais individual e naquela coisa de relacionamento mesmo, porque montar grupos eh é um objetivo ainda, tá, de apoio, mas ainda não fiz, ainda não consegui. nas palestras de autoestima, eu não estava aqui neste local, eu atuava em outra eh era num outro local num templo e a gente fazia, tinha um auditório, a gente começou com essas palestras, mas não tinha muito a a não evoluía muito, sei, né? Então, esse foi o primeiro momento que eu comecei esse trabalho. Então, a gente fez, por exemplo, enquanto as mães estavam na palestra, as crianças estavam no leitura na praça, então a gente colocava livros à disposição para leitura. Também não tem esse foco nas crianças. Hoje eu tenho um monte de livros aí que a gente faz, eles, mas é realmente para incentivo para criar esse esse vínculo com a leitura. né? Mas são coisas assim que foram sendo tentadas e hoje eh se a gente conseguir, por exemplo, no outubro rosa, quando a gente faz, a gente traz muito campanhas, né? É, mas ainda ainda tenho que fazer um um grupo só de mulheres. Esse tá no meu radar já, porque eu acho que a gente vai ter muito sucesso. Hoje, especificamente falando, então, Joana, qual que é o principal objetivo do Alec em Flor? E também queria saber o porqu desse nome, se tem um um significado, né, para você, pra sua história. Tem eh o alecrm eh significa foco espiritualidade. E eu foco muito sempre nas minhas metas, nos meus objetivos. Eu acho que é por isso que eu não desmotivo nunca, sabe? é uma coisa assim que é do coração, é espiritualidade também, né? Eh, eu tenho um lema na minha vida que pensamento positivo atraças positivas. Então eu acho que o alecrim tem tudo a ver com isso. E em flor, alecrim em flor é porque é o desabrochar. A flor é o é o desabrochar. Eu quero que essas pessoas desabrochem, se encontrem eh e façam acontecer, cresçam na vida. E qual que é hoje assim o resultado que você tem disso, né? As famílias elas representam bastante para você. Qual que é a mensagem quando eles chegam com as crianças? O que que você tem percebido diante desse trabalho até hoje assim aqui na associação? É um vínculo de confiança, de carinho, sabe? Eu acho que eles sabem que eles podem contar comigo e eu sei também que eu posso contar com eles. Então assim, se eu inventar de fazer alguma coisa aqui, um evento, eu digo: "Fulana, você vem aqui para me ajudar? Uhum. vem para me ajudar. Só não vem se não puder, se tiver trabalhando, se tiver em alguma outra atividade. Mas assim, eh, existe um um carinho, recipio e uma confiança. Isso que é importante. Bom, a gente vai continuar então esse nosso bate-papo no segundo bloco, porque tem muitas entrevistas vindo por aí. A gente vai falar um pouquinho e também mostrar o curso de empreendedorismo infantil. Então, tá super legal o segundo bloco, você não pode perder. Daqui a pouquinho a gente volta. Vamos conversar agora com o Diego Araújo. Ele que é empresário e é voluntário aqui também da Associação Alecrinha em Flor. Seja muito bem-vindo, Diego. Obrigado, Cin. Queria que você explicasse pra gente e na sua área como empresário, né? onde que você atua e por sentiu essa necessidade de ser voluntário aqui na associação? Sou empreendedor desde bem cedo. Me lembro meus 16 anos quando eu comecei a empreender uma escola, dava aula com 16 aninhos e vem de uma família muito com muita dificuldade financeira. Passei muitas dificuldades na infância, família pobre e na época eu sentia muita dificuldade de pessoas estenderem as mãos e poder contribuir e ajudar. E participei na época, na infância, me lembro, de diversos projetos como o Alecrm Flor, que me ajudaram estender a mão. Tive oportunidades, são oportunidades que a vida nos dá e nós fazemos as nossas escolhas para seguir. E quando eu conheci a Joana através de um grupo de empresários, né, achei, foi maravilhoso conhecer ela, um trabalho incrível, eh, criamos junto, ela tem uma mente muito e fértil pra criação de projetos e eu também. E aí quando a gente juntou, não tinha como deu, não tinha como virar algo diferente do que eh aconteceu. E eu falei, Joana, vamos fazer um projeto com as crianças. Então, algumas oportunidades que eu não tive na infância, das dificuldades que eu já passei também e para chegar até onde eu cheguei, eh, me fez criar essa ideia, né, para estender a mão para essas crianças, para que elas possam ter a oportunidade que eu lá atrás não tive e que outras pessoas também não tiveram, né? Então, partiu dessa da da minha experiência de vida, poder compartilhar todo o conhecimento que eu tenho da minha história para eles, não só do conhecimento técnico, daquilo que eu posso agregar à vida deles para que eles possam adquirir esse conhecimento, mas da minha experiência de vida, para que eles possam acreditar, se sentirem incluídos também no mundo e falar: "Cara, independente da minha situação, da minha realidade, da minha família, eu tenho a oportunidade de poder chegar em algum lugar assim como o Diego, com a minha o meu testemunho de vida, assim como cenário que você viveu, né, e que você quis mudar essa realidade. Exato. Muitos na época nem estão mais entre nós aqui porque fizeram escolhas erradas. Então, tento passar isso para eles também, não só o conhecimento técnico, mas cara, se você fizer sua escolha correta, você vai ter oportunidade na sua vida. E hoje nesse curso empreendedorismo infantil, né? Qual que é a quais são as áreas? São diversos segmentos que você passa para eles? Como que é o no dia a dia mesmo? Eu achei maravilhoso eh quando tive a primeira aula que a Joana falou: "Se prepara que as crianças são porreta". E eu falei: "Não, deixa comigo". Cheguei aqui e me surpreendi, assustei. Mas foi muito legal. Então, a gente pega a eh um conhecimento bem aberto para todos os tipos de mercado. Uhum. Porque cada criança vai se identificar um com a parte de tecnologia, outro com a parte de criatividade, de marketing, outro com a parte de eh vendas. Então, a gente cria empresas junto. É legal. Inclusive, hoje a atividade vai ser essa. Eles a gente coloca cargos de diretor, eh, a parte do financeiro, do administrativo, o marketing da empresa. E dentro da característica técnica de cada criança, a gente vai eh colocando os cargos para que eles possam desenvolver, se criaram marcas já, empresas com uma estrutura de uma multinacional. É bem assim, é a realidade mesmo de como funciona uma empresa que você coloca em prática com eles. Falei, não vou vir para brincar, a gente vai vir para trabalhar. E inclusive eles têm cargos aqui, então a gente coloca cargos para que eles possam executar as funções. E eles executam mesmo, eles agem ali, você percebe que eles realmente estão entusiasmados, que eles querem seguir isso demais. Inclusive, eh, me surpreendi com as apresentações, né? Teve uma das aulas que a gente eh eu desafiei eles a apresentarem essa empresa que foram criad, tanto tem que criar nome, slogan, eh identidade visual da marca, precificação, ensinei eles a precificarem um produto, por como que vai precificar? E aí eles fazem a apresentação e aí tem o vendedor que depois veio tentar me vender e entre eles gerou uma competição que foi bem legal. aquele que conseguisse eh me convencer, eu compraria aquele produto. E eu comprei o produto. Bem legal. Então a gente faz várias tarefas, várias atividades para que eles possam ter esse desenvolvimento. E isso é e isso é é interessante porque assim, tem essa base aqui, né, que você passa todo esse conhecimento como empresário. Isso juntando com a questão de educação mesmo na escola, né, que eles estão na escola, acaba tornando algo pro futuro mesmo, algo promissor, né? Se de repente alguém aí pode virar um empresário de sucesso, né? Todos. O meu desejo é que todos empreendam, todos consigam alcançar o sucesso, realizar os seus sonhos. E também eu trago a realidade. Uhum. que não é nenhuma Disney, é é simples, é maravilhoso. Então, desde cedo você já ouve que não é fácil, que você vai ter suas dificuldades, eh, que exige resiliência e no primeiro desafio que você tiver, não desanim, continue, porque faz parte do processo. ensinar para eles esse processo e que não tem milagre, é muito suor, é muita dedicação, é noites em claro. Eh, traz a realidade para eles do que é o mundo lá fora para que depois eles não saiam, se frustrem e aí desistem e acabam fazendo escolhas que talvez não sejam as melhores. Sim, pr pra vida deles. Então essa essa é a ideia desse projeto. E Diego, queria que você falasse, né, pra gente o que representa ser voluntário dessa associação, eh, e, e falar mesmo como, qual é o papel do voluntariado, né? O que que representa para você e também o que fica aí de sementinha para essas crianças. Há uma inversão de valores muito grande. Eh, mais do que a gente ajudar essas crianças, é ao contrário. projeto nos ajuda quando a gente sai da nossa zona de conforto e a oportunidade não é a eles de eh terem acesso esse conhecimento, mas sim de nós empresários que vivemos a nossa bolha, né, do da loucura que é do dia a dia dentro do mundo dos negócios e ter essa oportunidade de se desligar e é a gente que ganha e não eles. Então para o Diego, eu vejo dessa forma. É, eu agradeço muito a Joana, eu sempre falo que para mim é uma honra estar aqui, é um privilégio est aqui, né? Não são as crianças que estão ganhando, quem tá ganhando sou eu. E para o projeto, eu recomendo você que tenha algum conhecimento, que você possa compartilhar algo ou agregar algo, desde como a Joana disse, né, doações, eh, patrocínio, apoio financeiro, mas às vezes e vindo aqui participar de uma atividade, né, tem diversas atividades no decorrer do ano, estar aqui, estender a mão, participar, nem se for para contribuir apenas com a sua presença e ou compartilhar um conhecimento de fato. Exato. Professor, se você é professor, consegue eh trazer um conteúdo para que agregue não só para as crianças, né, mas para adultos também, que o projeto aqui é é gigante. Então você tem oportunidades para você compartilhar o seu conhecimento com famílias e transformar famílias. E quando você transforma alguém, você é transformado também. E isso vira uma um ecossistema pequeno aqui, mas que vai potencializando, vai potencializando e se cada um faz um pedacinho, eh, o mundo se torna o mundo melhor. Tá certo? Obrigada. Imagina. Obrigado eu pela oportunidade. Obrigada pela participação. Obrigado. Paulo, quando que você percebeu a necessidade de fazer esse curso de empreendedorismo infantil? Bom, então, desde quando começou o curso, né, que começou no passado, eu comecei a perceber, primeiro veio ela e o pessoal, aí eu queria vir também. Eu falei assim: "Não, também quero vir, né?" Aí eu vim junto com elas, porque eu também queria vir. Eu queria aprender sobre empreendedorismo também. Muito legal. E o que você mais gosta do curso? Eu gosto mais de atividades e das aulas que ele faz a gente criar empresas através de problemas. A gente tem que criar um sapato para Só que aí a pessoa paraplégica, a gente tem que criar um caso pro paraplégico conseguir se equilibrar no tênis. Mas você tá aprendendo bastante coisa, tem gostado bastante, então sim, muito. Eu acho muito legal essas aulas que a gente faz aqui. Pensa empresária, tem minha própria marca, né, Isabela Isabela Makeup. É isso. Aum. E você, o que que representa essas aulas aqui que você tá tendo com o Diego? Ah, então, eh, eu acho que eu aprendo várias coisas também de criar as coisas. Eu também gosto de das dinâmicas, que a gente também aprende várias coisas com as dinâmicas. Gosto quando a gente faz coisas em grupo, né, porque às vezes, né, ajuda, tem como um ajudar o outro e eh eu quero ser eh eu quero ser modelo e eu quero ter minha própria loja de roupa. Além do curso de empreendedorismo infantil, o esporte também faz parte da rotina dessa turminha. Cerca de 80 pessoas estão inscritas nas aulas de futebol que são ministradas pelo professor William. Eu tenho dois times no bairro de society Campão, certo? Eh, uns anos atrás a gente teve um espaço de futebol, só que com o tempo eles tomaram, tomaram assim, né? Era alugado, o cara tomou o terreno. Aí como eu tenho os dois times, ela me procurou e eu automaticamente já aceitei, porque a gente precisava de um campo para treinar também, né, para jogar, fazer nosso futebol. Aí ela me procurou, aceitei e estamos aí. Já faz dois anos com as crianças. Só de tirar eles da rua já tá muito satisfeito. A Adriana e a Solange, chamadas de mães da comunidade ajudam como podem na associação, no cuidado com as crianças durante as atividades, mas destacam a importância do voluntariado. Eu tenho neto, eu prefiro ver meus netos que fazendo um curso, olha lá como eletricidade, como fazer um bolo, que eu também não sou bolo em bolo, né? Mais um curso de maquiagem, manicure, tem coisas boas para oferecer. E como a Joana disse aqui é um espaço que é o único também que tem para essas crianças aqui na região, né? Não tem nenhuma atividade, não temos nada que aqui nós é esquecido. Eu tô com a dona Joana há uns 4 anos, né? Eu ajudo ela de canas com as crianças, entregas de lanche, acompanhar em passeios, em o que ela precisa, sabe? E e é isso. Só que a dona Joana, ela precisa de voluntários para tá ajudando ela a melhorar. a trazer mais recursos, mais cursos pra gente, sabe? Porque ela é sozinha, entendeu? Então, se parecesse uns braços solitários para ajudar ela abraçar essa causa, ela ia poder trazer melhorias para essas crianças, para nós adultos também, né? Que não é só as crianças, é a nós também. E é isso. Então, a gente precisa de ajuda para dar continuidade, de trazer coisas melhores, conhecimentos que ela dá oportunidade da gente conhecer coisas que a gente não teria eh como fala esses benefícios, a gente não teria condições. Viu só quanta coisa legal que acontece aqui na Associação Alecrim em Flor, uma associação sem fins lucrativos. A gente está aqui novamente com a Joana. Joana, muito interessante esse trabalho que vocês realizam. Então, queria mais uma vez que você falasse pro pessoal, quem quiser conhecer aqui a associação, falar o ponto, né, que está localizado aqui, Recanto nos Dourados, que abrange outras regiões também e deixar essa mensagem mesmo, né, pro público conhecer de perto esse trabalho incrível que vocês realizam. Eu gostaria de convidá-los a vir conhecer eh aqui no bairro Recanto dos Dourados, nós temos uma comunidade, o Núcleo Recanto, que agora está fazendo parte do REURB. Eh, nós temos aqui uma média de 500 famílias com uma média de três filhos. Então assim, é nessa população que a gente foca o nosso trabalho. E queria que vocês conhecessem, estão convidados a vir aqui eh perto do antigo solar das andurinhas. Se vocês perguntarem pela Joana, todo mundo já sabe onde é. Eh, queria que vocês olhassem o nosso trabalho no Instagram, é @alecrinemflor oficial tudo junto. E nós temos um site contando um pouquinho da nossa história, que é o www.criflorcampinas.com.br. Bom, Joana, quero agradecer a sua participação aqui no Mão Solidárias, né? Parabenizar pelo trabalho incrível que vocês realizam, né? junto com as mães da comunidade, também com os professores voluntários. E você aí de casa também pode acompanhar esse episódio e também acompanhar de perto o trabalho da Joana aqui da Associação Alecrim em Flor pelas redes sociais ou então pelo canal da TV Câmera Campinas, no canal do YouTube também. Mã Solidárias vai ficando por aqui. Agradeço novamente a sua participação e temos um encontro marcado na próxima edição. Até lá. Muito obrigada. Venham nos conhecer.
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