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Mãos Solidárias | Espaço Crescer e Vencer
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Mãos Solidárias | Espaço Crescer e Vencer

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Espaço Crescer e Vencer atua há 35 anos na região leste de Campinas, promovendo o desenvolvimento integral de mais de 500 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. A organização oferece Educação Infantil regular credenciada pela Prefeitura e o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), com oficinas de esporte, cultura, artes e circo, além de apoio psicológico e social às famílias.

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Olá, sejam muito bem-vindos ao programa Mão Solidárias. Hoje estamos aqui no distrito de Souzas, no espaço Crescer e Vencer. Vamos entender como tudo isso foi possível e é até hoje com a coordenadora Eline Amaral. Seja muito bem-vinda. Obrigada. Como que a gente pode, né, descrever esse espaço, crescer e vencer? E de fato, 35 anos é um desafio, né? É um desafio. Nós começamos a no ano de 91 lá no Flamboian, que é a nossa sede. Nós começamos com nosso nome era e ainda é serviço social Nova Jerusalém e o nosso nome fantasia é o espaço crescer e vencer. Eh, quando nós começamos lá, éramos 20 pessoas e nós somos, a nossa mãedora a Igreja Presbiteriana Nova Jerusalém. E nós começamos apenas um grupo de sábado fazendo tipo uma escola bíblica para as crianças e nós começamos a entender a vulnerabilidade deles. Entramos no bairro do Flamboian, ali também no chamado buraco do sapo. Começamos a cadastrar as famílias e entendemos que a gente precisa fazer alguma coisa. E as famílias foram muito receptivas naquela época, não éramos, só tínhamos CNPJ. Uhum. Não éramos os, né? Nós passamos a ser ONG, depois OSK hoje, mas não éramos. Então, fazemos o trabalho assim muito voluntário, ninguém ganhava nada e mas a coisa foi crescendo de tal forma que a gente precisou se estruturar. Sim, isso a em 91. Aí nos estruturamos, tivemos uma diretora que é a Zenete Fick, que começou lá com a gente, que era a nossa diretora e fomos estruturando tudo, tanto serviço. Agora a gente está enquadrado na assistência, que é fortalecimento de vínculo, né, com as crianças. E lá eles atendem eh 210 crianças de 6 a 15 anos e mais cento e poucas de do ABC que é creche o dia inteiro. Aqui nós temos 180, certo? De 6 a 15 anos, temos quatro oficinas e aqui nós temos 10 anos só. Aqui no distrito Somos. Então o tudo começou porque a gente entendeu que a gente precisava fazer eh acolher, ter o acolhimento da família, ter o acolhimento das crianças, mudar o pensamento, transformar a vida delas. Então, realmente esse é o nosso propósito. Nós somos dentro da assistência, nós somos um serviço de convivência, fortalecimento de vínculo básica, certo? Tá? Então a gente previne para que eles não cheguem a média complexidade nem a alta. Eh, a gente atende as famílias. Nós temos 180 crianças, mas nós temos atendimento a 142 famílias. Então, eh, nós vamos até a casa das famílias. Aí você vai entender a vulnerabilidade social ali, qualquer tipo de vulnerabilidade. E é mais um braço, né? Temos trabalho aqui também com as mulheres. Nós tivemos com a FEAC um ano e meio trabalhando. Empoderamento das mulheres. Foi muito bom, acabou agora. Então nós temos alguns mantenedores, a igreja presbiteriana é uma mantenedora. Fazemos projeto aprovados para FIAC, então faz a manutenção do projeto. Temos a Renovo, que é da chára primavera, que é quem também eh nos ajuda bastante com connect. Uhum. É, a gente prepara os jovens, conecte eh a mídia para que quando eles saiam daqui, são os mais velhos, eles já saiam preparados pro mercado, é, pro mercado. Eles não estão profissionalizados, mas eles já estão entendendo bem da mídia, da internet, tá? E nós temos as crianças de 6 e 7 anos que elas estão aqui nessa sala que é Brincarte. Sim. Que dão um apoio escolar para para elas, porque elas vêm da estão começando na alfabetização, estão na primeira infância, né? Exatamente. E aí tem esse acolhimento, eh, pra gente é um trabalho assim gratificante. Eu tô há 35 anos, eu estava lá na sede, estou há 35 anos lá, eh, com esse trabalho. E quando a gente vê o impacto que causa tanto no bairro aqui, quem com quem a gente trabalha? com a COAB e com as famílias que são os eh trabalham no reciclado e temos as crianças também de fazenda que elas ficam distante. Então é uma prioridade por causa do isolamento social, entend que ali acontece muitas vulnerabilidades. E Elane, essa questão toda dessa triagem, esse mapeamento, vocês que fazem por aqui, vocês vão de fato, como você mesmo mencionou, até o local para identificar essa necessidade dessa família? Então, eh, a gente pode, a gente recebe as crianças, eh, uma demanda espontânea, quando a mãe entra aqui e pede a vaga. Aí a gente faz a visita para saber a realmente a veracidade de tudo e tendo a vaga ela é aceita. Temos também o encaminhamento. CRAZ, o Conselho Tutelar, o CRAME, quando a criança já tá na média complexidade é encaminhada. E nós, por ser prioridade, nós temos que dar a vaga. Entendi. Tá. E também eh quando você vai fazer visitas, na verdade, você conhece as outras crianças do bairro. Sim. E aí você já, a gente, a assistente social e eu, nós já fazemos a leitura que aquela família tá precisando ser acolhida. Uhum. Entende? Aqui na nossa frente, nós temos também uma coisa muito importante, um impacto muito bom. Eh, quase aqui em frente, hum, eu estava convidando as mulheres para fazer parte do trabalho aqui, que a gente ia ter um ano e meio empoderamento eh arte, terapia com as mulheres. E numa casa bati, uma mãezinha falou para mim: "Ah, tudo bem. E aí a gente você vai conversando e você aí essa fui eu que fui buscar. É muito interessante. Então tem de todas as maneiras. elas chegam aqui e essa mãe tá em fase terminal de câncer, essa menina tem 9 anos e ela é prioridade mesmo que more aqui no bairro e nós a acolhemos e estamos fazendo todo o processo da criança de despedida da mãe e tá tem sido muito bom. Ela tá bem, então causou um impacto numa hora de necessidade. Eh, tem poderia estar aqui contar vários casos, várias histórias e são histórias de superação e transformação, né? São de formação e quando a o coração da gente se alegra muito quando você vê e a gente vê mesmo, nós temos a diretora aqui do lado que ela quer que todos os alunos da escola venham para cá e que não tenho vaga para todos. Eu tenho 60 eh na lista de espera que que é que é demanda reprimida. E aí ela fala: "Ah, eu não sei mais o que fazer com essa criança. Por favor, me dê uma vaga aí". É difícil. Ao mesmo tempo que é legal receber esse feedback, por outro lado, não dá para acolher todo mundo nesse momento, né? É, é um desafio. E e é um desafio porque a gente precisava de um psicólogo o tempo todo. É também o a mão de obra e é a maneira que você trata as crianças. Nós temos um diferencial, nós temos uma linha cristã. Uhum. É. E nós temos assim, temos que eh empoderar essas crianças. Elas t que aprender a sonhar, a querer sair da onde elas estão, entendeu? enxergar que elas podem, que elas são. Então, a gente saímos paraa apresentação delas, elas conhecem um outro mundo. E é isso, realmente que para mim é um privilégio. Sinceramente, eu acho que eu nasci assistente social, mas o trabalho aqui, eh, eu acho que não tem dinheiro que pague. Porque você vê as vidas transformando, você vê as mães na hora que ela, a mãe às vezes tem um problema com marido que a gente não tem nada a ver com isso, ela vem para cá pedir socorro. Então é o acolhimento. É verdade. E como as crianças chegam, quando elas chegam elas têm que ser acolhida. É o acolhimento, você falou, é o acolhimento da criança, da família. E aqui é uma extensão, né, da casa, porque é o contraturno, né? As crianças elas estudam em um período, vem para cá e isso acaba se estendendo até paraas próprias residências, né? L esse é o foco. É, a gente conhece todas as famílias. Eu sou bem categórica nas visitas das famílias, porque como que nós vamos mudar? Como é que nós vamos transformar as vidas se você não conhece a necessidade, né? E aí você começa a correr para suprir a necessidade dentro do que você consegue, dentro do que, porque é um desafio. É um desafio financeiro, é um desafio eh com os profissionais, você precisava ter mais profissionais, mais captação de recurso, né, mais políticas públicas que iam, né, ainda assim é desafiador nesses 35 anos. Qual que é o segredo então para manter muito amor com tantos desafios assim? muito amor, né, no coração. E quando você vê uma transformação de vida lá na sede, agora nós vamos ter o jantar de 35 anos, nós vamos ter também, vamos abrir dia 27 de outubro para toda a comunidade daqui vai para lá e tudo para comemorar. Nós temos alunos que já estão trabalhando com a gente, nós temos alunos que estão morando nos Estados Unidos, então nós temos, entendeu? Então tudo isso e eu acho assim eh impulsiona a gente a continuar porque você vê o frutoquilo que você sofreu, né? Não é? Então ainda tem muitos anos pela frente ainda do espaço para colher essas crianças e essas famílias. E além do mais é uma geração, né? Vai saindo uma turma, vai vindo outra. Exatamente. Nós temos hoje eh são crianças que os pais estudaram com a gente lá, né? E aí eles, os filhos estão lá agora, né? Então há uma continuidade. Eu digo assim que a gente não deve desprezar o pequeno começo, porque quando a gente começou, a gente começou lá na sede com um terreninho pequenininho. Hoje nós estamos até a esquina lá e agora já tem esse outro espaço aqui. Já tem outro espaço aqui. Então Deus nos abençoou porque eh eu creio que toda a honra é a ele mesmo, né? E e de profissionais que trabalham aqui também. Eh, você, como você mesmo comentou, que às vezes o desafio um gargalo também seria nessa questão de ter mais, ter mais profissionais, né? Essa equipe multidisciplinar também, né? Exatamente. Porque tem horas que você tem uma situação muito difícil. Nós tivemos uma situação, acho que foi o ano passado, que a mãe de uma menina foi esfaqueada e eu precisava de uma psicóloga aqui imediatamente. Uhum. Entendeu? Mas aí você banca tudo. Você é psicólogo, você é tudo e não e não é o correto, né? você teria que ter uma equipe, alguém para só captar recursos também, né? Então esse é o maior desafio hoje no cenário, hoje são os profissionais que vão, né, eh nos ajudar em tudo. Eu creio que esse o maior desafio, ter mais profissionais, né, e ser para poder cumprir melhor a tarefa. Uhum. Helene, a gente tá encerrando o nosso primeiro bloco, então queria que você deixasse uma mensagem, eh, o que representa, né? Você já falou um pouquinho, mas agora uma mensagem mesmo nesses 35 anos, como que você enxerga, né, o cenário atual hoje aqui desse espaço tão importante? Eu sempre falo assim que o mais importante não é como você começa, é como você termina, né? Eu tenho 35 anos de serviço social, tenho 70 anos de idade e eu vou terminar feliz porque a gente começou do nada, o terreno lá era um galinheiro e um quintal de uma casa e lá agora nós temos até a esquina, temos um espaço maravilhoso, um um prédio com quatro andares e aqui também o o espaço é muito bom. Então, o importante não é como você começa, o importante é dar continuidade à aquilo que você eh começou. Então, para isso, você tem que ter perseverança e muito amor. Isso aqui para mim é uma obra de amor. E cada criança que entra aqui, eu digo isso, e cada família foi Deus quem nos trouxe. Então, nós somos responsáveis sim por elas, né? Então a gente tem que dar os nossos pulos, derramar muito amor, muita paciência para continuar e continuar. E é bom continuar, entende? Você é feliz, eu acordo feliz por ter, para mim é como o Samuel falou, eh, é um privilégio, faz me faz bem, é dando que você fica feliz, né? Todo ser humano é assim. E é uma troca, né? Vocês aprendem muito também com as crianças, né? Faz é a gente aprende com as crianças. Correto, Elane, muito obrigada pela sua participação, mas ainda não terminou. Esse foi somente o primeiro bloco. O segundo bloco a gente tem uma entrevista também muito importante e vamos mostrar um pouquinho das atividades que são realizadas aqui no espaço. Então aguarda aí, não saia daí que o Mão Solidares volta já já. B Solidárias de volta. Agora vamos conversar com a Bruna Souza. Ela que é orientadora social, vai explicar um pouquinho pra gente como que funciona toda essa questão das oficinas. Seja muito bem-vinda, Bruna. Bom dia. Obrigada. É, eu sou Bruna Souza, sou a orientadora social daqui. Vou falar um pouco das nossas oficinas. Nós temos quatro oficinas, certo? Nós temos o Connect, que são adolescentes, né, pré-adolescentes. Eles ficam aqui com a gente entre 11 a 14 anos e 11 meses no Connect. Aqui eles fazem a mídia, eh, trabalham Canva, W, Excel, eh, a gente trabalha muito também com eles no Connect, a questão da segurança, né, na navegação, porque hoje a gente tem muito essa questão, né, de pedofilia, então o educador ele trabalha muita segurança da navegação. é os jogos educativos, todos online, todos digitais. Temos uma lousa interativa agora de 85 polegadas que ajuda muito. Eh, temos o Brincate, que é essa sala que nós estamos, ele atende as crianças de seis a 8 anos, né? Às vezes estourando, dependendo da dificuldade da criança até nove. Ela trabalha, é uma psicopedagoga que trabalha a brincadeira com a arte. Ela não trabalha a alfabetização, mas ela trabalha o letramento das crianças através dos jogos e das artes. Temos a oficina do Start aqui do lado, que ele trabalha a musicalização, o teatro, o coral, os instrumentos musicais que são crianças de 9 a 10 anos, dependendo da demanda até uns anos, ela fica no start. E temos o nosso carro chef, que é o nosso judô, né? O nosso judô, ele é um judô onde eles conseguem fazer algumas competições, né? Eh, é a nossa sala mais lotada, ela não tem uma idade, né? Ele pega dos seis aos 14 anos e 11 meses, porque a gente entende que consegue trabalhar o todo, né? No judô ele trabalha a disciplina, ele trabalha a autoestima da criança, né? Pro atendimentos. E são essas quatro oficinas. Então, a gente atende de 6 a 14 anos e 11 meses um público de 180 usuários aqui com a gente. E no geral é isso, o nosso trabalho. A gente tem, eu como orientadora, também orientadora pedagógica, a gente faz toda segunda-feira o planejamento das aulas, né? Eh, como que esse educador vai trabalhar em cada turma, como ele vai atingir o maior público possível. como a atividade vai ter de fato ênfase ali. Porque a o que a gente precisa aqui quando a gente pega essa essas crianças com vulnerabilidade é fazer elas terem autonomia. A gente precisa, a gente, a gente evita que elas fiquem de 6 a 14 para que elas ensina elas a ter autonomia aqui com a gente, para que elas possam ir, que elas possam ir com segurança, navegar com segurança, estejam letrados, que elas possam aprender a se defender, que elas possam entrar num coral, que elas possam seguir a vida delas. E Bruna, nesse sentido do desse planejamento, né, que vocês realizam aqui, eh, tem parcerias com as escolas, por exemplo, vocês seguem também um cronograma de aula que essas crianças já têm aí nas escolas estaduais, municipais, como que funciona para caminhar, né, essa interação, esse vínculo, essa socialização também eh igual, né, no segmento da da escola também. É, a gente tem sim, a gente tem parceria com as escolas no sentido assim, ah, hoje a gente vai fechar a escola, né? Hoje a gente vai fechar isso, a gente tá trabalhando dentro da assistência social, a gente trabalha os eixos, né? Eu comigo, eu com o outro e eu com a cidade. Então, quando, por exemplo, a gente tá trabalhando, quando a gente tá no eu com a cidade, a gente pede e informações de como tá na escola, eh, do convível. Eh, a gente tem sim essa interação com as escolas aqui que nos rodeiam para ter esse acompanhamento mesmo, né, do que tá sendo feito para ser uma algo assim meio que unificado, né, para que as crianças falem a mesma língua e você percebe, né, como orientadora social essa transformação, desenvolvimento, eh, como que elas agem aqui, o que elas trazem também. Tem essa essa escuta também, essa demanda da própria criança. Tem tem bastante. A criança, a gente tem a devolução da escola, inclusive a gente, pra gente é muito gratificante escutar uma escola de assim: "Nossa, o que que tá acontecendo aí no Crescer e Vencer?" Eh, salvo engano, na quinta-feira eu atendi uma mãe de alguma situação que aconteceu aqui, que ela falou assim: "Nossa, minha filha fica sem escola, mas não fica sem eu crescer e vencer". Eu não posso deixar de uma dela para cá. Quando eu arrumo de manhã, ela é pra escola, eu não vou, mas no horário da tarde ela quer vir. Então assim, isso pra gente é o impacto que tá causando. A própria escola, ela fala com a gente, ela diz assim: "Gente, tem alguma coisa acontecendo aí, porque a gente teve uma melhora significativa no comportamento, né, na na questão das regras, né, como a Elene falou, nós somos uma instituição, eh, somos pautados pela igreja presbiteriana. Então nós temos algumas regras e então é isso, a gente sente sim, a gente sente o impacto na vida das crianças, né, de quando eles vêm trazer pra gente o dia a dia deles, de como houve uma melhora. E é isso que eu falei, o que a gente busca sempre é ver essa criança com autonomia, se adolescente com autonomia. E é interessante, né, como a gente tava conversando, né, com a Elane sobre essa questão do contraturno, que a criança ela passa essa parte aí no período que está na escola, depois vem para cá, uma continuidade e isso também de fato é algo que transforma mesmo para não ficar na situação de de abandono, sozinhos e também ociosos, né, tendo em vista todo esse aprendizado aqui. Inclusive, a gente até tem relatos, né, que a gente conversou com algumas crianças que elas já até pensam assim nas profissões, no que elas querem ser. Então, realmente essa é a missão e o foco de vocês que tons resultados. O resultado positivo de tudo isso é que essas crianças a gente entende como impacto que elas vêm na gente o futuro para elas, né? elas conseguem enxergar que tem algo a ser feito, que elas têm um caminho a ser trilhado, que elas conseguem ir longe, que elas não são limitadas. A gente precisa fazer com que elas entendam que elas não são limitadas. Eh, elas gostam desse lugar aqui, elas esperam por esse lugar, elas veem isso aqui como algo a mais na vida delas. Ou seja, eu estou lá, eu posso ir mais longe. E é essa é a nossa intenção. A intenção do nosso trabalho é fazer com que elas veem o mundo de forma diferente. Existe um mundo para elas brilharem, né? Existe algo lá fora para elas e a gente precisa impulsioná-las, dar autonomia para que elas cheguem nesse lugar. Maravilha, Bruna. E olha que a gente tem uma entrevista bem legal. A gente conversou com algumas alunas, algumas crianças, né, meninos também. educadores sociais, então confere tudo que tá muito legal. A instituição vai muito além do ensino básico tradicional. No contraturno escolar, os alunos participam do serviço de convivência e fortalecimento de vínculos. As oficinas artísticas, esportivas, artes marciais e culturais estimulam o protagonismo e a criatividade. Robert, há quanto tempo você atua aqui no espaço Crescer e Vencer? Bom, eu atuo aqui há do anos já como educador social. E você veio com essa proposta mesmo da informática? Isso, eu sou formado em marketing, né? Então eu fui contratado para dar aula de informática, para ensinar o básico ali para eles, para eles ingressarem no mercado de trabalho. Então já irem preparado com um pacote Office, com algumas ferramentas que hoje eles usam muito no trabalho. Então a gente aqui tem aula toda semana, né? Então eles aprendem um pouco sobre eh Word, Excel, Canva, essas coisas que que eles vão utilizar no futuro. E dentro dessa proposta, você trabalha algo assim da da atualidade, como que você eh acrescenta, né, esse conteúdo para eles? Sim, a gente sempre volta a atividade para algo que tá acontecendo na atualidade, né? Então, a gente vai fazer uma atividade no Canva, a gente puxa alguma coisa que aconteceu, alguma notícia, a gente tá trabalhando a Copa agora do mundo que tá tendo, então a atividade é relacionada à Copa para eles, além de aprenderem eh o material pedagógico, né, que é o que eles vão utilizar, mas também entenderem o que eles estão fazendo na atualidade, principalmente os adolescentes, né, que estão sempre conectados, então a gente tenta instruir eles da melhor forma. E você percebe essa transformação, esse desenvolvimento? Ah, com certeza. A gente recebe alguns adolescentes aqui que eles aprendem a ligar o computador desde o básico e hoje eles já fazem atividades sozinhos. Então, a gente sabe que esse trabalho desenvolve muito essa questão deles e desenvolve também utilizar a internet da forma correta, né? Porque eles, a maioria têm utilizado a internet não tão legal. Então a gente converte isso para que eles possam navegar com segurança e com inteligência. E Nicole, o que que você tá fazendo hoje aqui na aula? Qual que é a atividade? A gente tá fazendo sobre um projeto, como seria a sua cidade ideal. E para você, como seria então a cidade ideal? Ah, eu acho que seria tipo, eu gostaria de colocar mais ciclovias, um pouco mais de segurança e mais lixeiras para poder jogar o lixo e tals. E o que representa participar e ser, né, aluna aqui do espaço? Ah, eu acho que tipo é bem, sei lá, não sei explicar de vergonha. Você gosta? Gosto. É importante para você? É porque antes, tipo, eu não tinha tantos amigos, só que agora que eu tô aqui, agora tenho bastante assim. Sofia, qual foi o conteúdo, né, o projeto mais legal que você fez aqui? Ah, eu gosto bastante do Canva e foi até agora o meio ambiente. Você já sabia utilizar esse programa? Você aprendeu tudo aqui? Eu aprendi tudo aqui com a ajuda do Robert. E o que você quer ser quando você crescer? Eu quero trabalhar com desenho. Qual o desenho que você gosta de fazer mais? Ah, escultura. Escultura. E o que que você já fez de escultura? Ah, bastante coisa. Samuel, conta um pouquinho da sua trajetória, quando que você iniciou aqui. A maneira que eu cheguei aqui no serviço foi bem curioso. Eu moro aqui na frente, né? E um dia eu tava escutando as crianças cantarem uma música, bati na porta e pedi para conhecer o espaço. E tinha tudo a ver comigo, a o ideal, a visão, eu sou professor de música e aí concorri a uma vaga e me sinto sortudo de fazer parte desse time aqui e poder trabalhar com elas todos os dias, com canto, com dança, com todo tipo de manifestação artística. Então, o que representa para você e como que você enxerga, né, vê o desenvolvimento das crianças durante as aulas, né, tudo aquilo que você ensina para elas. Eu percebo que elas são iguais à gente, só muda a a aquilo que torna mais complexo as coisas, né? Eh, todo dia eu vejo elas se superarem, aprenderem a fazer coisas novas, a ir além dos seus limites. E a a música ajuda isso, né, a a se superar. E na verdade elas que me ensinam, né, porque eu levo isso pra minha vida também, vendo elas a se superarem e eu busco fazer isso comigo mesmo. É uma transformação para você e para elas, né? Sim, concordo. Eh, com certeza eu eu vim de uma outra área, né? Eu trabalhava com negócios no mercado financeiro e me surgiu essa oportunidade e isso isso me melhorou como pessoa demais, né, de estar junto, essa troca, o calor humano de estar com eles, aprender com eles e só me fez bem. Eu me rendo ao seu amor. Eu me rendo, eu meu Senhor, estela da manhã, cordeiro de Deus, Santa Príncipe da Paz, grande, santo, conta para mim um pouquinho da das atividades que você faz aqui. Eu faço um monte de coisa. Eu danço, canto, faço culinária, a gente aprende um pouquinho de circo, a gente joga videogame, a gente faz um monte de coisas muito legais e a gente tem um coral também, a gente aprende muito e a gente fica cantando sobre Deus, a gente fica falando sobre Deus. E o que é mais importante para você quando você tá aqui? a presença de Senhor Senhor e também a presença dos meus amigos que eu sinto muito melhor aqui e dos meus professores. E também quando eu estou aqui, eu me sinto mais paciente. É. Então você percebeu que você teve uma transformação vindo para cá. Uhum. Lá no outra escola que eu tinha, eu não sentia nada. Agora quando eu vim aqui, eu sinto mais calma e mais habilidades. E o que representa vir para cá todos os dias? Experiência muito legal. E o que você mais gosta de fazer? Você já dançava, já cantava antes ou aprendeu tudo aqui? Aprendi tudo aqui. E qual a atividade que você mais gosta? Quando a gente vai fazer lá no parque, a gente faz os a queimada. Eu gosto muito. Essa é a nossa sala do brincarte, né? onde a gente tem o foco que através de atividades lúdicas, né, a gente traz o desenvolvimento da criança, o desenvolvimento da coordenação motora, né? Nós trazemos a atenção, nós aprendemos a eles a desenvolver a agilidade, o foco de uma maneira mais leve, brincando, né? Então é um trabalho muito lindo, onde a gente percebe o desenvolvimento dessas crianças até na facilidade delas da aprendizagem. Paza sobre nós. Toma o teu lugar. Eu gosto de brincar aqui com meus amigos e eu gosto quando a professora tá brincando pra gente, pra gente brincar, brincar no parquinho, brincar com brinquedo e fazer as atividades legais. Eu faço atividades de vivo ou morto. Aí depois das atividades nós vai pro parque brincar e também nós brinca com brinquedo. E o que você mais gosta de fazer aqui no espaço? Ai, eu gosto de brincar de vivo morto. Eu gosto de brincar de massinha com a minha professora. Quais outras atividades que você faz aqui? Aí eu gosto de brincar com meus amigos, de quando que quando que a Simone gosta de dar brinquedo pra gente e eu gosto muito dela. M. Já tô aqui há 10 anos. Já tô aqui há 10 anos. No começo isso, isso aqui ainda nem existiam ainda, né? Eram todos os bebezinhos ainda. E o que te trouxe até aqui? Cara, a gente foi muito esforço e dedicação, tá? E a gente sempre tem um objetivo, a gente almeja muito, né? A nossa, é ver essas crianças, né? O caminhar deles, o crescimento deles, a gente trabalhar todas as áreas deles para que venha um desenvolvimento muito grande. Esse é o nosso foco na na nas artes marciais. E você veio para cá já com esse foco das artes marciais? Sim, porque eu trabalhava lá na outra na outra sede lá do Flomboiã e de lá, como já tava desenvolvendo o trabalho para lá, eu só fui apenas transferido pro lado de cá, trabalhando em Souzas. E qual que é a importância da arte marcial, né? O que que ela muda? O que transforma na vida de cada um? É que eu tava comentando com eles hoje, né? O importante deles, na verdade, não é ser um atleta, não é ser campeão, né? É ser campeão pra vida, é preparar eles pro mundo, né? Porque isso aqui, na verdade, eles estão em fase de desenvolvimento. Então, a gente trabalha isso sobre eles, o desenvolvimento sobre a vida deles para que eles sejam, né, adultos, né, sejam aqueles adultos do bem, adultos tudo capacitados, né, totalmente físico, moral e tudo na vida deles que eu falo, né, porque é gostoso ver isso, isso é importantíssimo para eles. Eu fico contente demais, né, quando a gente faz esse trabalho e a gente vê o desenvolvimento deles. Eu tava comentando com eles hoje a respeito de três alunos meus antigos, né, que eu fui no mercado. Aí cheguei lá, eu vi outros três lá. Eu falei: "Cara, que gostoso". Porque a gente vê que eles entenderam, estão trabalhando, não estão perdido no mundo, não estão perdido nas drogas, estão fazendo a coisa correta. Nossa, eu fiquei, falei: "Nossa, uau, isso é importante, gratificante". A parceria com a comunidade é o pilar da sustentação dessa história que soma mais de três décadas. A escola reafirma o compromisso com a segurança e a excelência pedagógica e com muitas expectativas para os próximos anos. A nossa expectativa é que esse lugar continue crescendo, né? Nós estamos aqui em Souza, na unidade dois há 10 anos e que continue crescendo e que a gente continue expandindo e que mais pessoas consigam nos ajudar. Ver de fato que aqui é um local de cura. Aqui, na verdade a gente as alguém pode alguém pensar, elas cuidam das crianças e dos adolescentes? Não. A grande verdade é que a gente enxerga isso aqui como eles curando a gente, eles tratando a gente. Então esse lugar de fato é um lugar de cura e que a gente continue esse trabalho, porque é bom para eles e é bom pra gente. Ah, muito obrigada pela sua participação, pela mensagem e parabéns pelo trabalho incrível que vocês realizam. Obrigada. Bom, o programa Mão Solidárias fica por aqui. Temos um encontro marcado na próxima edição. Você confere também esse episódio no portal tvcamaracampinas.com.br. Até a próxima edição. Até lá.
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