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Olá, [música] [música] o Mão Solidárias de hoje está no centro de Campinas para falar de um trabalho, olha, bem legal e por muitos até desconhecido. [música] em 2021 começou a atuar aqui na nossa cidade e trata-se de uma associação sem fins lucrativos que atua no combate ao déficit habitacional através do modelo de locação social. Quem vai conversar com a gente [música] é a Helena White, que é voluntária e representante aqui do Conselho Administrativo, e a Patrícia Sart, também voluntária. Meninas, sejam bem-vindas. E eu já vou perguntar a Helena, conta para nós o que é essa associação. Olha o haja, o fundo [música] aja, aja habitação, aja com H, viu, gente, de habitação já. Isso. A gente tem um tripé, a gente quer ocupar o centro, né? Que as pessoas [música] eh gostem do centro, moram, morem no centro, usam, usem o centro. A gente [música] quer eh reaproveitar os eh imóveis antigos para valorizar o nosso patrimônio. Tem cada prédio antigo, casa antiga no centro caindo aos pedaços. [música] Então a gente compra e restaura para valorizar nosso patrimônio. E em terceiro lugar e mais importante é [música] o aluguel solidário. Oferecer aluguel de um pequeno apartamento por 1/3 do salário mínimo. Sim. Agora, quando vocês tiveram lá em 2021 essa ideia, como surgiu? A gente sabe que inclusive o centro, apesar de todas as iniciativas do poder público e mesmo da, né, das empresas, do comércio central, há muito essa discussão em torno da moradia no centro da [música] cidade. Como que surge essa ideia lá em 2021? Olha, a gente precisa ou a gente já tem fundos ou a gente precisa conseguir fundos para comprar imóveis no centro para que tenha esse [música] essa, digamos que aí essa missão. Como foi isso? Olha, foi um grupo de arquitetos urbanistas [música] e junto com eles um grupo de amigos historiador, sociólogo, psicólogo, um grupo de pessoas indignado com a fila de espera. [música] A gente tem 18.000 1 famílias na fila de espera da Coab. E por um lado, por outro lado, a um monte de casa abandonada. [música] São 54.000 imóveis abandonados e desocupados em Campinas na cidade toda. Na cidade toda, sendo que 500 são no centro [música] e muitas vezes com valor histórico. Então é uma incoerência. Tem casa e tem gente morando na rua e tem uma fila imensa na [música] Coab. Então, foi com esse esse desejo de uma cidade mais inclusiva, [música] justa e igualitária que esse grupo tinha e tem até hoje [música] ao ver a cidade por serem urbanistas. E juntando essas duas coisas, nós temos os imóveis e temos as pessoas, então eles tiveram essa ideia sem dinheiro nenhum. Aí sim que eles foram levantar o recurso. [música] Eu digo eles porque eu entrei em 2022. Você entrou em 2022 e ela já faz parte da tesouraria. É isso [música] sim. É. Daqui a pouco você conta mais pra gente. Agora, Patrícia, como que você entra nessa história? [música] Quem te convidou? Como você conheceu? E parece que a Patrícia entrou, gente, e tá com tudo, hein? Conta para nós. Então, já era um projeto meu de após a aposentadoria eu me dedicar [música] a alguma atividade de voluntarismo. E aí eu conheço uma amiga que já é, fazia parte do Aja, que dos meus tempos de faculdade de Unicamp. que convidou, olha, existe o Aja que eu tô participando e é muito bom, venha conhecer. E foi daí um ano e meio atrás que eu comecei e já estou em três frentes que nós dividimos [música] eh em frentes de trabalho, que a gente chama de grupos de trabalho, né? Então, um grupo de trabalho de captação de recursos, o grupo de trabalho de [música] pessoas, o grupo de eventos, né? E nós temos uma série de atividades relacionadas a esses grupos especificamente. Agora, Helena, quando você diz: "Olha, 2022 eu cheguei aqui, naquela época qual era a estrutura que você tinha?" Até porque você diz: "Olha, o nosso objetivo é comprar uma casa, né, um imóvel que seja, e alugar por 1/3 do salário mínimo, correto? Como que foi então a partir daquela ideia? Primeiro buscar qual seria esse móvel, buscar o dinheiro para comprar esse móvel e depois gastar um outro dinheiro investindo na reforma desse imóvel. Me fala um pouquinho desse [música] processo, tá? Foi uma ideia muito boa que esse grupo teve. Primeiro foi estudo. Vamos estudar quais são esses imóveis. São professores [música] tanto da PUC quanto da Unicamp. Então alguns alunos ajudaram, fizeram estudo. [música] Quais são esses 500 imóveis? eh desocupados no centro. Então, primeira vez esse levantamento. Segunda coisa é quem mais precisa. E foi feito todo [música] um estudo de que mãe solo é o grupo de pessoas vulnerabilidade social que mais precisa de [música] moradia. Então tava escolhido público. E aí foi foi tido a ideia de fazer uma SPE, uma sociedade de propósito específico. Então foram 20 ou dois, duas pessoas que se reuniram para fazer o investimento [música] social. colocaram dinheiro nessa sociedade sem pensar em ganhos de [música] nem de correção monetária, nem de lucro, e de um dia ter esse dinheiro de volta, mas principalmente que esse dinheiro pudesse tanto comprar a casa, que na verdade foi barata, R$ 200.000, porque casa [música] vazia e antiga, e principalmente a reforma, que aí foram outros R$ 300.000. [música] A reforma custou mais caro que a casa. Sim, porque é uma casa antiga e a gente fez quatro estúdios lá dentro, uma cozinha coletiva e uma área de serviço coletiva, [música] mas todos os móveis. Tá definido então qual seria o público nesse primeiro, podemos chamar de projeto piloto ou não? Sim, pessoal. É, [música] nesse primeiro projeto piloto. Inclusive, gente, uma curiosidade antes, as meninas estão com uma camiseta que tem um desenho. É o primeiro projeto, é a casa que daqui a pouco vocês vão conhecer. É a Vila. É isso. Aham. Isso. Partiu do princípio então que eram mulheres vulnerabilidade. Onde procurar essas mulheres? Vocês foram direto em, por exemplo, mulheres que estão em situação de rua e que precisavam de uma moradia, mulheres que já tinham passado por algum tipo de serviço já, digamos que aqui da nossa cidade, seja ele no se em algum outro serviço de acolhimento. Qual foi o caminho então? Uhum. Olha, a palavra-chave para projeto social com sucesso é parceria. [música] Então, a primeira coisa que a gente fez foi fazer parceria. Fizemos parceria com a Casa da Gestante do [música] Instituto Padre Aroldo e com a Casa Santa Clara do Cáritas. Então, são duas [música] casas de gestantes. Procuramos também a as Laudelinas, que é um grupo muito forte aqui em [música] Campinas. Procuramos o sindicato das empregadas domésticas e procuramos as PLPs, as [música] promotoras ilegais populares. Então, fizemos parcerias com esses cinco e as duas primeiras é que tinham [música] mais facilidade de indicar mulheres que já moravam um ano e meio nas casas [música] e já estavam para sair. As suas crianças já estavam com 10 meses, 11 meses, elas já estavam para sair. [música] Então, a gente só recebe moradoras indicadas por esses parceiros, porque daí já tem uma uma base, digamos assim, né? [música] E Patrícia, você falou desses grupos de trabalho, quando você chegou, em quais dele deles você atua e qual e é cada linha de cada grupo? [música] Então, eu entrei inicialmente no captação de recursos, que é fundamental. a gente precisa desses recursos entrando constantemente, que pode ser feito de várias formas, né? [música] desde torne membro do aja, pagando uma anuidade que é pouquíssimo, é menos do que duas refeições num bom restaurante e outros recursos que são, por exemplo, voluntariado. Então você pode [música] ser só membro ou membro voluntário, que aí você dá o seu tempo, doa o seu tempo, as suas atividades, né? [música] a o grupo de eventos que promove eventos com o objetivo de arrecadar fundos além de de divulgar o a grupo de pessoas que eu também estou, no qual nós interagimos com essas mães solo e tratamos [música] especificamente de cada necessidade de cada família. Então, varia muito. Às vezes é uma [música] roupa para uma criança, uma mochila para ir pra escola. Eh, outros pequenos detalhes que a gente consegue como doações, [música] usando os nossos networks, né, os nossos amigos, os nossos familiares e e é muito rápido, né, porque o povo brasileiro é muito solidário quando se [música] trata de uma campanha. Uhum. Então, vem daí. Então, captação de recursos é uma frente. Uma frente. Qual é a outra que você atua? De eventos. Eventos e pessoas. [música] Eventos. Vocês fazem o quê? Algumas festas para arrecadação de fundos. O que que é [música] festas? eh palestras, exibição de filmes que não são cobrados [música] ingressos, mas é um chapéu que passa entre as pessoas que estão ali na plateia assistindo [música] o filme. Vocês fizeram alguma coisa em 2025 nesse sentido? Fizemos normalmente o tema relacionado a o nosso propósito que é [música] habitação, tá? O que que fizeram? Conta pra gente, conta [música] do padre Júlio. Eh, fizemos o evento do padre Júlio. Ah, quando ele este aqui, vocês que fizeram em parceria com o C Petro, sindicato [música] dos petroleiros, porque a gente já sabia que ele atrai uma grande eh multidão, né? E foi muito positivo. [música] E por que ele, né? porque ele já fazia parte do FICA em São Paulo e o aja é um espelho do FICA, correto, né? Nós eh nos baseamos no FICA para [música] desenvolver inicialmente o projeto e agora estamos em plena atividade com muito sucesso na primeira casa [música] e a segunda casa que vai ser eh inaugurada em março, assim que terminar a a reforma. A reforma. Uhum. Terceira frente, você falou então de pessoas pessoas que é que é o quê? É você é atrás dos voluntários. É isso ou não? Não. É cuidar delas, das moradoras, aquelas das moradoras. Mas cuidar em que sentido? Nisso que você falou, precisa de uma mochila, precisa de alguma coisa. É isso. É verdade. É o seguinte, né? Eh, não basta [música] fornecer a moradia, não basta fornecer a cesta básica, elas precisam de um pouquinho mais, principalmente de um apoio psicológico, [música] né, de um tratamento dentário que nós cedemos para as moradoras da Vila Saul, que faz toda a diferença, que aumenta [música] essa autoestima, eh, trabalhar os currículos delas, [música] prepará-las em cursos profissionalizantes e ajudá-las a a uma recolocação no mercado de trabalho. [música] Isso tudo fazendo a transformação além do ato solidário. [música] Sim. De moradia em si, né? Então, eh, o [música] voluntário que está no age é aquele que põe a mão na massa mesmo, né? [música] Não é só adquirir coisas, mas é dar toda uma assistência completa. Hum. Sim. Agora, quando a gente pensa nisso, Helena e a Patrícia já deu um spoiler que nós teremos aí uma nova casa, essa primeira casa [música] que é a Vila Sal, que são as mulheres, então, como você diz, da casa da gestante. É isso. [música] Essa segunda casa são mais mulheres vindo de uma dessas instituições que vocês mencionaram. A gente fez parceria com a FEAC para essa segunda [música] casa e a FEAC trouxe para nós uma preocupação muito grande dela de uma um outro grupo de pessoas com muita [música] vulnerabilidade também em Campinas que são crianças, jovens e adolescentes abrigados. Crianças e adolescentes e jovens que moraram em abrigo a vida toda, que [música] quando faz fazem 18 anos tem que sair do abrigo. Campinas tem duas repúblicas assistidas apenas. [música] Seis vagas para uma menina, pras meninas, seis vagas pros meninos. E quando eles fazem 21 anos, de novo, eles estão eh eh sozinhos na vida, eles não têm família, né? Então a Fé que falou: "Olha, a gente precisa muito de moradia para esses meninos". Então essa segunda casa que é de 1947, [música] esqueci de falar, mas a primeira é de 1929. Essa, inclusive, só um parêntese rápido, essa é um algo a mais do nosso parceiro Fica que a gente trouxe toda a ideia, a gente é incubado por eles, a gente aprende muito com eles. A gente teve assim algo a mais em Campinas que é restauro de imóveis antigos. Então o primeiro de 1929, agora 1947. [música] A parceria com a FEAC. Lá a gente fez eh três apartamentos com sua cozinha, seu banheiro e dois [música] quartos. Que então cada apartamento vai ter o quê? Quatro pessoas? Não, só duas. Ah, duas. Cada um vai ter o seu quarto separado. Porque assim é um pedido para elas. Eu tava até conversando [música] com você antes, né? Quando a gente vai fazer o bem pras pessoas, a gente não pode achar que a gente sabe o que é bom para elas. A gente tem que perguntar. As pessoas sabem. Você muitas vezes elas não sabem falar, mas você tem que ter toda uma metodologia, pedagogia, psicologia [música] para entender o que as pessoas, para quem você quer fazer o bem. quer. [música] E nós fomos conversar com as meninas e os meninos moradores de República. E a primeira coisa que a gente percebeu [música] é que eles iam morar sozinhos. Eles moraram a vida inteira num quarto com três beles, quatro belixes. [música] Foi tudo muito coletivo. Isso. Eles querem individualidade. E essa segunda casa a gente estava pensando em fazer a cozinha [música] coletiva. É mais barato, né? Você faz um estudiozinho só com banheiro e e quarto e faz uma cozinha coletiva. Arrepiou os meninos. Olha, chega de cozinha coletiva, a gente não aguenta mais. Aí a gente refez todo o projeto. São apartamentos com a sua própria cozinha, banheiro e dois quartos. São [música] pequenos, mas cada menino ou menina vai ter o seu quarto, porque sua cama e seu guarda-roupa. Exatamente. Sim. E aí [música] quando E é no centro também. Também no centro. Perto do apartamentos no centro. É. [música] É. Quando a gente pensa no investimento e como convencer as pessoas [música] a investir num projeto desse, que não é um projeto de curto prazo, é de médio a longo, correto? Como convencer você, por exemplo, que vai atrás dos recursos, Patrícia, me conta. Primeiro que nós temos que mostrar [música] o quão estruturados nós estamos, né? eh que os nossos projetos são bem realistas, né, muito bem desenhados, né, e com um propósito muito claro, né, que é exatamente a o fornecer a moradia digna a essa população em vulnerabilidade, sejam as mães solo ou sejam os jovens, né? Eh, e segundo que eh essa parceria, esse recurso, né, que a gente busca, ele pode vir de qualquer lugar, né, de um grupo de pessoas, pessoas físicas ou de empresas que [música] estejam tenham também uma campanha de solidariedade, de colaboração. [música] E, evidentemente que isso é tudo muito bem estruturado, escrito. [música] é, fornecendo os dados, né? No caso da FEAC, por exemplo, eles acompanharam [música] a obra da segunda casa, fiscalizaram tudo, né, para ver se estava realmente. A segunda casa que vocês falam é esse são os três apartamentos, isso que é no mesmo edifício. É isso ou não? Não, separado, são casas separadas que nós estamos chamando de casa das juventudes, [música] porque são então são três endereços diferentes, não só dois. É o Vila Sal de 1929 [música] com as mães sol e a segunda casa na Falcão Filho, que tem os três apartamentos dentro. Ah, é isso. Quando eu falei apartamento ficou parecendo prédinho. É, ficou parecendo pr não é uma casa de 1947 [música] que a gente dividiu a casa em três partes e são três. A cada um vai ter o seu lugar individualizado. Isso. Ou entradas separadas. Ah, as entradas também. É como se você em casa tivesse alugado um imóvel que tem uma casinha de fundo com a entrada dele, a outra casinha num cantinho com a outra entrada e cada um vive a sua vida individualmente. Se quiser ter amizade, pode ter, mas se não quiser não é obrigado. Cada um pode ali dentro daquela falar: "Agora, esse lugar é meu". Isso. Esse lugar é meu. Eu tenho a individualidade, eu tenho [música] as cores e os móveis que eu quero. Eu vem nisso mesmo. Só a lavanderia coletiva. E tem uma laje também [música] em cima da idícula. Você acertou, tem uma edícula mesmo. Em cima da idícula vai ter um chuveirão, vai ter uma uma área comum também para lazer, [música] certo? Como se fosse um pequeno condomínio. Isso. Perfeito. E aí na primeira casa foram R$ 200.000. Nessa segunda quanto? Olha, não tô com os números de cor, mas [música] em média é em média. Essa casa também foi baratinha, acho que foi 240.000 só. E a reforma tá saindo nos 300.000. [música] É os 300.000. E aí, nesse caso do segundo projeto, são os mesmos eh patrocinadores ou não? Vocês estiveram aqui atrás de novos patrocinadores? Sim, novos. O primeiro foi um grupo de amigos, né, que inclusive fez a [música] sociedade, eh, investimento social, inclusive agora eles estão doando. O projeto deu tão certo que a gente foi conversar com os 20 amigos. Porque até a gente juntar o dinheiro só com aluguel baixinho, esse aluguel que eu te falei de 1/3 de salário mínimo paga internet, água e luz além [música] do aluguel. Então, a pessoa gasta só 1 terç mesmo com a casa. Imagina quantos anos nós vamos trabalhar para o o pouquinho que sobra. eh, ou comprar a próxima coisa ou pagar o investimento. Então, as pessoas viram que deu certo e estão [música] doando. Tá sendo muito bacana. Mas a sua pergunta, o segundo projeto foi a FEAC que nos nos apoiou. [música] A gente ganhou uma pessoa física, nos deu de presente a casa, porque gostou muito do projeto, nos deu a [música] casa e a FEA que tá dando só a reforma que tá entre 300 e 400.000, Realmente eu tô sem esse número. Está nos dando eh eh nesse nesse projeto [música] dinheiro para contratar uma assistidrativa para poder cuidar disso tudo e o aluguel de 6 meses 100% para esse jovem entrar tranquilo. O segundo se meses ele vai pagar só 25% do aluguel porque a FEA vai pagar outra f. É projeto tá incluído isso. Olha que bacana. No terceiros 6 meses 75%. [música] Ele vai pagar 50%. E nos quartos, 6 meses, 75. [música] Então, durante 2 anos, ele vai aos pouquinhos aumentando esse aluguel. Só depois de 2 anos que ele vai pagar o aluguel completo, que vai ser por volta de 340 por menino. Tá? Mas e aí, terminado [música] esses dois anos, eh, tanto as mulheres da primeira casa quanto os jovens da segunda casa? Isso é por isso tem um período ou não? Depois que ele conseguir pagar, ele pode continuar na casa como se tivesse, como sendo um inquilino normal. Qual é a ideia? É essa inclina normal. [música] É um contrato que não precisa. Existe um contrato de aluguel que a gente fala pr pras inquilinas o que a gente [música] espera delas e o que elas podem esperar da gente. Estando aquilo sendo [música] combinado, o combinado sendo feito, é um aluguel normal, vai renovando e elas podem ficar quanto elas quiserem. [música] E aí a Patrícia falou que tem algumas coisas, né? Tem tem o custo, me conta os combinados. Então, claro que existe essa possibilidade deles [música] permanecerem ali por mais tempo, mas a ideia é que não, né? Que eles tenham [música] eles, os jovens e as mães também. Então, incluímos a a população das duas casas, [música] que eles tenham oportunidade de uma formação educacional técnica, né, com [música] esses parceiros que nós temos na cidade, que nos ajudam muito, oferecendo uma bolsa de 100% dos cursos, onde eles podem participar com num período de 1 ano e meio, no máximo 2 anos, eles já têm uma formação técnica [música] e estão preparados para o mercado de trabalho. A gente ajuda também na eh organização do currículo, [música] na indicação de vagas. As mães conseguem, por exemplo, vaga em creche, em escola? Vocês também auxiliam nesse sentido? Sim, de preferência [música] eh próximo. E aí essa ideia é fantástica, [música] né, doja, em manter a sempre essas moradias no centro [música] da cidade para facilitar a locomoção. Trabalho casa. [música] Sim. né, e escola das crianças e todo o resto, mercado, farmácia, [música] né, sem precisar utilizar um transporte público e ter mais um custo além do que elas já têm. [música] Sim, né? Então, seria muito interessante que novos parceiros, por exemplo, o poder público pudesse eh nos ajudar e trabalharmos juntos, fazendo com que isso se torne uma pauta pública, uma política pública de Campinas. de Campinas, né? [música] Porque estrutura nós temos, vontade, nós temos voluntários, membros, eh, doadores, né? E as a realidade, o número de pessoas procurando moradia. Nesse sentido, eu vejo como bem interessante aí uma opinião pessoal essa questão do acompanhamento, porque a gente já conhece alguns projetos inclusive de aluguel social em que a família recebe o aluguel e aquilo não é supervisionado, aquilo não é visto, não se sabe nem que situação aquela família tá vivendo. [música] E no caso não, vocês participam sempre da rotina dessas pessoas, correto? E agora pensando nesse [música] público, pensando nessa caminhada, uma segunda casa agora em 2026, que vem pela frente, Helena? Uhum. A gente [música] quer a terceira casa, claro. Inclusive, a primeira conversa que a gente fez com a Feque foi de duas casas, para meninos e para [música] meninas. Essa é de meninos, né? Essa era de meninas. E a gente percebeu que hoje tem oito meninos nessas repúblicas, sete ou oito meninos precisando de casa. E só tem uma menina. Então nós vamos fazer essa casa para meninos. Vamos mudar. [música] Estão ainda conversando com a FEA. Temos que Eles são os que completaram 18 ou que já completam de 21? 21. [música] 21. Então eles já saíram. Eles viveram no serviço de acolhimento de criança e adolescente, tão na república para jovens e agora completados 21 anos não tem em tese para onde ir. Isso. E eles [música] vão ter então a moradia social. A nossa regra não é os 21, a nossa regra é os 18, mas é claro que a gente prefere o menino mais velho para que ele fique de 18 a 21 numa república assistida com [música] essa equipe de pedagogo, psicólogo e assim social. O nosso projeto temos esse esse acompanhamento voluntariamente e para aproveitar aqui a entrevista, pedir pros nossos eh [música] as pessoas que estão nos assistindo, a gente precisa muito de apoio para ter essa equipe também. gostaria de ter condição de contratar assistente social, psicólogo e senso social, mas por enquanto não temos. Então a gente prefere o menino de 21 anos, mas pode ser de 18 também. Nessa listinha que eu falei, acho que tem uns 18 que [música] saíram do abrigo há pouco tempo, que é do aldeias infantis. Entendi. Agora quando você pensa já na terceira casa, né, vocês já começaram a se articular para isso? Sim, com certeza. Primeiro, [música] a gente tá prestando contas para FEAC perfeitamente. Nossa prestação de contas, nosso relacionamento com a FEA tá ótimo. A gente faz tudo super certinho. [música] Sim. Ã, e segunda coisa, a gente tava começando a ver uma outra casa que a gente tá atendendo os meninos, precisamos atender as meninas, provavelmente os meninos, tá? Ainda estamos pensando, ainda vamos conversar com a Feat, mas vamos atender só um gênero, não precisa atender o outro, né? Esses meninos, eles já trabalham ou ainda não? também vai ter que fazer esse trabalho, por exemplo, da profissionalização, [música] mesmo que os que trabalham, ah, não, mas eu tô trabalhando em alguma coisa, mas eu quero sim, ter uma profissão, tem [música] tudo isso, porque também é aquilo que a Patrícia falou, não basta dar amor a dia, a gente tem que fazer com que eles, ah, eu quero [música] aspirar por algo melhor, querer depois lá na frente ter independência também, né? Isso, exatamente. [música] E a gente já tá conhecendo esses meninos porque a gente, o nosso principal knowhow é restauração de móveis [música] antigos, né? A gente faz parte do AJA, o um arquiteto que estuda lá em Pisa, [música] que faz parte do grupo que tá restaurante a catedral. Então, a gente ofereceu esse curso para eles. Os meninos [música] fizeram desde maio até agora um curso de pintura de restauro, pintura em madeira, em alvenaria e agora estão em ferro, [música] aprendendo como restaurar uma uma janela antiga, por exemplo. E convivendo com esses meninos é que a gente viu, às vezes eles passam pouco tempo no no [música] emprego. Volte, eles estão desempregados, eles são jovens, eles não sabem bem o que querem da vida ainda. Alguns deles se apaixonaram pela pintura, muitos deles [música] não. estão procurando outros cursos, a gente quer ajudá-los a fazer outros cursos. [música] Então é isso, é acompanhar essa juventude para que descubra o que realmente gosta, para que trabalhe para alcançar o que gosta e para conseguir uma emprego no que gosta. Ou seja, tem muito trabalho a fazer no grupo A, gente, muito, muito, muito. E quem tá em casa e quer entender, quer conhecer, quer ser voluntário, quer saber como ajudar, onde encontra o grupo Aja? Isso. Vamos lá. O fundo aja, viu, gente? né? Grupo fundo a bom primeira coisa é Instagram e site nós temos que já tá aparecendo aí no seu vídeo, hein? Isso é fundoja, o site Instagram. [música] A gente tá sempre falando dos nossos eventos. Um evento muito legal para vir conhecer a gente e aproveitar e ganhar alguma coisa. A gente tem feito caminhadas pelo centro, chama pelas ruas da cidade. [música] A gente convida um especialista, por exemplo, a gente convidou um especialista que entendia tudo de ferroviária, trem ferroviário, quando foi [música] construída a nossa ferroviária malha de trem. E a gente ficou andando em volta da ferroviária nossa lá, estação cultura e ele contou um monte de história legal. [música] Então a gente tem uma vez por mês esses passeios. É, é Instagram, drone, Instagram, a gente tá sempre divulgando isso. [música] E a pessoa então eh descobre que a cidade é bela, ele aprende um monte de coisa da cidade e aprende mais da gente [música] para conhecer, para ver como que ela pode ser voluntária. Então, no Instagram e no site tem essas informações. É um passeio gratuito, muito bem assessorado por especialistas, como a Helena disse, né, historiadores, eh, realmente pessoas [música] que conhecem sobre aquilo que estão falando. E o mais interessante é descobrir a cidade, né? Porque às vezes a gente mora na cidade [música] a vida toda e alguns bairros, alguns prédios nunca parou para olhar, uau, [música] que bonito que é isso, qual é a história atrás desse prédio, né? Então, além de salvar esses [música] prédios históricos que nós fazemos, adquirindo, reformando e oferecendo a moradia digna a essa popula a essas populações vulneráveis, nós estamos colaborando proizamento [música] da cidade, pela história de Campinas, né? E fechando assim com chave de ouro, estaríamos com todo o apoio do poder público participando junto [música] com a gente e a gente já se coloca aqui à disposição para contar esse outro capítulo quando ele acontecer. Combinado? Combinado. E olha, já já a gente vai mostrar inclusive essa primeira moradia, né, que é a Vila Sa. Nós vamos lá conhecer como é que essas mulheres vivem dignamente aqui no centro de Campinas. Não saia daí que o mão solidárias volta já já. [música] [música] E neste segundo bloco do mão solidárias, a gente veio aqui na Vila Sal, que fica bem no centro de Campinas, conhecer um pouquinho do que é essa oportunidade de moradia social. Eu tô aqui com a Madson, ela que é uma dessas moradoras. Ela tem dois filhos, um deles mora aqui com ela. Fala um pouquinho que como foi, como surgiu essa oportunidade [música] de morar aqui, como que era a sua vida. Conta pra gente. Eh, minha vida foi bem difícil, desde os meus 16 anos, saí de casa bem nova. Então, eu vi uma oportunidade bem grande quando eu vim para cá. Você é de Campinas ou não? Não, eu sou nascida em Ubatuba e criada em São Paulo. E eu vim para cá que eu conheci o pai dos meus filhos e vive uma oportunidade de crescer em algum lugar diferente da minha vida e acabou não dando tanto certo. Eu acabei indo morar em algum abrigo, é um abrigo para mulheres aqui em Campinas mesmo. E foi de lá que surge a proposta de morar aqui na residência do Aja. Eh, é uma uma proposta muito legal, uma coisa [música] assim. Você tá aqui desde quando? desde 2020, final de 2024, acho que foi isso. Eu sou uma das primeiras moradoras aqui também. Tô aqui desde a inauguração do projeto. E aí, você morava nesse outro lugar com seu bebê e você queria realmente ter uma oportunidade de começar de uma forma diferente. Aqui foi essa oportunidade, então? Sim, tive muitas, muitas oportunidades novas com esse lugar. [música] Eh, eles acolhem bastante gente. Eh, é uma iniciativa que que eles estão muito do nosso lado. Eles estão eh eles têm muitas iniciativas eh sociais com eh para juntar eh doações, eh algumas alguns fundos pra gente para ajudar na manutenção da casa, para ajudar até mesmo com que as crianças estão precisando. Fralda às vezes um suplemento alimentício aqui pra casa. Você falou que inclusive seu filho estuda aqui perto numa creche. Queria que você falasse também de retomar essa rotina e essa oportunidade de olha, eu vou levar meu filho na creche, eu vou [música] buscar, eu tenho que cuidar da casa. Me conta um pouquinho dessa rotina. Ah, nada melhor do que ter uma autonomia, né, gente? Porque o abrigo ele dá muita oportunidade pra gente, só que tira esse esse direito assim [música] do não que tira, mas deixa mais restrito o direito da gente sair, da gente ir, da gente voltar. Eh, é muito minucioso, tem que ser tudo relatado. E aqui não, aqui a gente se sente em casa, a gente sabe [música] que a gente tem nosso lar, que a gente pode sair, levar nossos filhos na escola, voltar, a gente consegue trabalhar, deixa nossas coisas em segurança, porque aqui é nosso lar, a nossa casa. no fim das contas. E de toda forma você inclusive me contou que é tatuadora e que pretende inclusive voltar a trabalhar nesse ofício que você parece que gosta bastante. Fala um pouquinho desses planos para mim. Então, tenho muitos planos ainda e um deles já tá caminhando. Tô voltando a tatuar, tô voltando a treinar. Inclusive aqui estar morando aqui foi uma dessas oportunidades que eu treinei bastante enquanto eu tava morando aqui. Então, outra coisa também que já me possibilitou, que outros lugares eu não, quando eu morei no abrigo eu não poderia estar fazendo isso, então aqui me deu essa possibilidade de treinar bastante para me voltar a tatuar, eh, até artesanato, decorar minha própria parede, colocar planta pela casa. Eu acho que tudo, sabe, tudo que tem o nosso tal, que é nosso, assim, é mais aconchegante ter esse direito de escolha, sim. Nosso direito de, de escolher o que a gente [música] quer, o que como a gente quer. Eu acho que isso é muito importante. E daqui pra frente, quais são seus planos, né, Ed? Então, eu não tenho planos tão tão futuros no momento que eu tô começando agora de novo depois de algumas algumas mudanças na minha vida, mas o o primordial é sempre manter meu filho na estabilidade junto comigo, é continuar treinando, né, tatuagem, porque é o emprego que eu tenho no momento. Então, eu quero, eu quero ser muito bom um dia. E a gente faz isso treinando. E e é isso, cuidar do meu cantinho para continuar sempre méd e ter a moradia, [música] ter essa oportunidade de ter uma casa, como você falou, que você coloca a sua planta, que você coloca o seu jeito, [música] eh, arruma como você quer. Isso foi e é essencial [música] para essa reconstrução da sua vida, essa oportunidade que você fala: "Olha, eu quero seguir, eu quero fazer mais coisas". Ah, com certeza, né? Eu acho que não acho só, mas eu tenho certeza que é fundamental para todas nós que estamos [música] aqui hoje, porque você ter um endereço, você ter uma segurança de você ter um lar, é, é excepcional, né? Você saber que você vai chegar, vai ter essas coisas. E foi tirado isso da gente por muito tempo. Eh, cada uma tá aqui por um motivo diferente, cada uma passou por uma coisa diferente, mas no fim das contas tá todo mundo lutando, tá todo mundo no mesmo foco, que a gente quer se erguer e quer continuar tendo o nosso espaço, nosso cantinho para continuar evoluindo e progredindo. Ah, tá certo. Então a gente continua então com a entrevista e com essas mulheres do Fundo explicando um pouquinho mais [música] sobre esse trabalho. Inclusive, a gente tá aqui, ó, nessa casa que é a Vila Sal, que é o projeto número um, mas daqui a pouquinho vocês vão ver imagens do outro projeto que começa a nascer aqui em Campinas, mas para um outro público, os jovens que até então viviam em serviços de acolhimento. [música] [música] E a gente que viu aí a casa da MED e de outras mulheres, [música] aqui no centro também tem um espaço comercial que é uma loja colaborativa e claro tem o trabalho do fundo aja. Me fala também dessa parte, dessa parceria também para as lojas colaborativas como essa. Isso. A gente tem essa primeira casa nossa, né, que são os quatro estúdios e tem esse área comercial. E como não poderia deixar de ser, a gente procurou um parceiro também movimento, também projeto social e achamos o movimento Rosalina. A gente tem muita admiração por esse movimento, porque são mulheres empreendedoras negras que vendem coisas lindas. Inclusive eu convido o pessoal a conhecer o movimento Rosalina, principalmente pelo Instagram. E é uma parceria muito boa, porque são objetivos em comum, né? A gente, a nossa, a o aja e o movimento Rosalina tem muitas coisas em comum, até porque quando a gente fala em trabalho, a gente também fala em emprego, em moradia, faz tudo, digamos que dos direitos básicos de todo ser humano, né, Helena? Verdade. Quem sabe uma das nossas inquilinas querem se tornar uma empreendedora, né? Então elas estão sempre conhecendo aqui, já são amigas, já t essa parceria de me ajuda disso, me ajudar naquilo e quem sabe elas também se tornam empreendedora, né? Então mais uma missão importante aí, né? Uhum. Sim. A gente tá muito feliz com essa parceria com todas as empreendedoras da Kia, a Mariana, o movimento Rosalina é admirável. Olha, e assim a gente encerra o Mãos Solidárias de hoje, mostrando um pouquinho desse trabalho também para o direito essencial, que é o direito à moradia. E Campinas, como a Helena explicou, a gente tem esse projeto aqui que restaura de alguma forma as casas e outros imóveis no centro da cidade para que eles possam ser ocupados por moradia [música] social. Até um próximo programa. [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]