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Mãos Solidárias | Ip Amarelo: triathlon transforma vidas de crianças
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Mãos Solidárias | Ip Amarelo: triathlon transforma vidas de crianças

118 views Publicado 04/04/2026 HD · 33:59
Resumo editorial

O programa Mãos Solidárias visita o Centro Sócio Esportivo Ipê Amarelo, em Barão Geraldo, Campinas, projeto fundado há três anos por quatro moradores do bairro, empreendedores e pesquisadores da Unicamp que se uniram para devolver à comunidade local apoio social pelo esporte. O diretor entrevistado conta que a iniciativa visa criar ambiente acolhedor e estimulante para o desenvolvimento psicossocial de crianças e adolescentes em condição de vulnerabilidade, com o triatlo como modalidade escolhida pela diversidade que oferece, integrando natação, ciclismo e corrida em um mesmo projeto formativo. A natação é a frente inicial pela importância da segurança aquática e pelo aprendizado motor que beneficia todas as outras práticas esportivas e a vida do aluno. O programa também aborda a parceria com a Unicamp na pesquisa do impacto socioemocional do esporte, a captação de patrocínios, o trabalho voluntário de famílias da comunidade campineira e o caminho que o projeto traçou para combinar inclusão social com a formação de talentos de alto rendimento que representam Campinas em competições nacionais.

Bairros mencionados

Descrição do vídeo

No Mãos Solidárias, visitamos o Centro Sócio Esportivo Ipê Amarelo, em Barão Geraldo (Campinas), e conversamos com Lucas Offenbecker Guerra (diretor) e Maurício Ramos (professor e coordenador técnico). Fundado há 3 anos por moradores locais, empreendedores e pesquisadores da Unicamp, o projeto oferece triathlon gratuito (natação, ciclismo e corrida) para 100-110 crianças de 8 a 16 anos de escolas públicas em vulnerabilidade social. 🏊‍♂️🚴‍♂️🏃‍♂️ Por que Ipê Amarelo? Homenagem à árvore resiliente da região, que floresce no inverno seco – símbolo de superação para as crianças. Em 3.000 m², estrutura inclui piscina coberta de 25m (2 raias), pista de 400m, campinho de futebol, refeitório e biblioteca. Foco: desenvolvimento psicossocial, resiliência, disciplina e inclusão. 🌳💛 Rotina das crianças: Transporte fretado de pontos estratégicos (leve-traz). Lanche saudável (suco, barrinha, banana). Aulas de 3h: aquecimento, técnica, modalidades (turmas de 15-20 alunos, 2 profissionais). Natação iniciada separadamente (6-8 crianças/turma). Competição regional mensal (15-20 alunos). 🚌🍌 Equipe multidisciplinar: 3 diretores, 2 coordenadores, 6 professores/estagiários (Educação Física). Parceria com escolas públicas (matrícula obrigatória). Assistente social e psicólogo para famílias vulneráveis, inclusão (TEA, TDAH) e transição para vida adulta (cursos técnicos em tecnologia/gestão). 📚🤝 Depoimentos das crianças (Sophia Moreli, Joaquim Quintanilha das Neves, Beatriz Otero, Theo Lorenzo Rabelo – 10 anos): "Gosto de correr, pedalar, nadar. Quero correr 42km ou ser dançarina." Aprendem natação, ciclismo do zero; preferem pedalar/nadar. "Treinamos todo dia, ganhamos bolo em aniversários, brincamos." 😊 Impacto: Reduz comportamentos agressivos, melhora rendimento escolar, evita rua no contraturno. Visão futura: alto rendimento + formação profissional. Doações de equipamentos/tênis/capacetes bem-vindas via site. Projeto essencial para inclusão social via esporte em Barão Geraldo, Campinas. Assista depoimentos e veja transformação! 👏 Curta, comente e inscreva-se no Mãos Solidárias! ❤️ Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, mãos solidárias no ar e hoje estamos aqui no Centro Sociportivo IP Amarelo. Vamos conversar com Lucas Offenbecker Guerra, ele que é diretor aqui da instituição. Seja muito bem-vindo, Lucas. Bem-vindo a você aqui ao nosso espaço. Muito legal esse espaço. Queria que você falasse um pouquinho sobre a instituição e do por IP amarelo tem um significado, tem um motivo, né? Legal. Vamos lá. Eh, o centro sócio IP amarelo foi fundado há 3 anos. eh os fundadores eh eles tinham um anseio, né, de ajudar a a comunidade, de fazer essa devolução social ali por como realmente uma contrapartida. E então foram quatro fundadores que que eram aqui moradores, né, da daqui do do bairro do entorno, empreendedores e eh um profissional do esporte, um triatleta e uma pesquisadora da Unicamp que se juntaram e conceberam o nosso projeto. O objetivo aqui do projeto é ter um suporte para um suporte para essas crianças e fazendo com que elas tenham um ambiente acolhedor, um ambiente eh bacana pro desenvolvimento psicossocial delas através do esporte, né? Eh, como um a mais, a gente também desenvolve aí a parte mais de esportes de alto rendimento também entra junto com o projeto, mas o objetivo principal é realmente dar uma oportunidade maior para que essas crianças, muitas em condição de vulnerabilidade, eh consigam, né, eh construir a o seu o seu lado, psíquico, emocional, fortalecer tudo isso para que elas consigam ter um futuro aí bacana na sociedade e através do esporte isso. Isso acaba sendo um diferencial também, porque nem todo mundo tem acesso a essas atividades, né? Sim. O triatlon, ele foi escolhido como uma modalidade porque ele traz essa diversidade eh eh de de modalidades esportivas, né? Então, a natação, a natação é uma frente muito importante, né? Pela até segurança da criança que aprendendo a nadar, ela tem menos risco aí de um afogamento, né? De para uma fatalidade. Então, só o fato dela aprender a nadar já é é uma coisa muito bacana. Aí tem a questão da da bicicleta, do ciclismo, né? Eh, e a corrida, que é o esporte mais acessível dentre as três modalidades. Mas essa complexidade faz com que a criança aqui ela tenha as maiores desafios de disciplina, de planejamento, de resiliência e tudo isso é muito importante na formação eh eh social da criança. Então, essa é essa é uma das razões pelas quais a gente eh escolheu o triatlon como um caminho, né? Além de ser um esporte que tá em ascensão aqui no Brasil, tem bastante gente interessado. Então, uma coisa também que atrai aí olhares e no sentido de apoio e tudo mais. O nob pé amarelo, ele surgiu, né, eh, além de ser uma árvore aqui da região, então, né, como homenagem a a nossa biodiversidade, com esse olhar de sustentabilidade, né, eh, é uma árvore que que inspira muito o objetivo, né, com essas crianças, pois é uma árvore eh que é muito resiliente, né, que que sobrevive em regiões eh com bastante aridez, que flore no inverno, né, que é uma um período seco e difícil, onde que praticamente tá tudo seco, a gente tem a florada do IP amarelo. Então, eh eh a gente enxerga isso como um um o que a gente espera que as nossas crianças tenham aqui também, né, de poder mesmo em situações adversas muitas vezes na vida delas conseguir aí crescer, conseguir florescer e na sua vida e na sociedade. E o espaço sempre foi aqui nessa região? Sim, o espaço foi, esse espaço aqui foi construído para receber o projeto, né? Então a gente fez vários ajustes aqui na nossa infraestrutura desde o início para acomodar melhor as crianças, para permitir que outras atividades além do das atividades esportivas também sejam feitas e para que melhorar a integração entre elas, né? Para ter esse ambiente também eh de do brincar, do se divertir e transformar isso num espaço de melhor convívio e acolhimento, como aqui, por exemplo, essa essa sala que é a nossa biblioteca, onde as crianças no tempo livre, elas podem pegar livros, elas podem levar para casa. Então, a gente busca esse olhar eh 360º aí eh no convívio e na formação desses indivíduos e que vocês trabalham também em conjunto, né, em parceria com as famílias e também com a escola, que é um dos eh pré-requisitos, né, para poder eh ingressar aqui, que tem que estar matriculado. E essa questão social é como se fosse uma extensão mesmo da casa e escola, né, Lucas? Sim. Eh, então a gente tem as parcerias com as escolas públicas da região. Uhum. né? Eh, e a gente seleciona os os as crianças aqui eh eh com maior necessidade dentre aqueles que estão inscritos pro projeto e eh também a gente dá apoio paraa escola, para as crianças que às vezes têm uma necessidade maior de gasto de energia, de dificuldade de concentração. Então são crianças que com a prática esportiva elas têm elas evoluem, elas melhoram o desempenho delas na escola, né? É, e muitas crianças que ficam ã desprotegidas no contraturno escolar também tem aqui como uma alternativa de um espaço, né, que que vai protegê-las aí, né, dos ã né, dos problemas aí que ela vai encontrar na rua, eh, e criam essa perspectiva, né, de crescimento, essa visão de futuro para elas. E, Lucas, quantas pessoas atuam aqui na instituição, né, em todos os os setores, os departamentos, como que é dividido todas as funções? Eh, hoje o departamento ele o o centro aqui ele tem três diretores. Uhum. Eh, a gente tem dois coordenadores, um do da lado esportivo e um do lado administrativo. E a gente tem um grupo de seis professores, entre professores e estagiários, que cuidam de toda a parte esportiva. Então, todo período em que a gente tem atividades físicas, tem um professor de educação física formado, eh, acompanhado por pelo menos um estagiário, às vezes um outro professor, né, ou pelo menos um estagiário. Então, eles estão sempre em dois para cuidar de uma turma de 15 a 20 crianças. Eh, as turmas de criancinhas menores, elas têm um pouco mais de de acompanhamento, são turmas menores ou tem mais professores. As turmas maiores já elas têm um pouco mais de autonomia, então a equipe é menor. Ah, e é o mesmo modelo que a gente trabalha na natação. A natação trabalha com turmas menores de crianças, de seis a oito crianças, com dois professores também. as turmas de natação são pro primeiro aprendizado. Então a gente sabe que essas crianças, a gente aprendeu isso ao longo do projeto, né, que as crianças elas muitas vezes vêm sem nenhum conhecimento de natação. Então entrar no tripon sem nenhum conhecimento de natação, elas começam já eh eh com uma desvantagem, uma dificuldade a mais. Então, a gente introduz as crianças menores na natação e uma vez que elas criam um aprendizado básico da natação, aí elas avançam pra turma do triatulo. E é interessante a gente ressaltar sobre essa questão de ser eh um projeto gratuito, né? As aulas elas são gratuitas para essas crianças, né, Lucas? Sim. O projeto aqui, né, tem uma finalidade social, então a gente busca as crianças de baixa renda, eh oferece alimentação, transporte para boa parte dos alunos. a gente tem também alguns que por a gente não ter condição de transporte, eles conseguem vir por conta própria, mas a maioria vem com transporte financiado. Eh, e a prática esportiva sem custo nenhum, né, para as famílias. Eh, e a gente envolve as famílias também nesse processo de desenvolvimento. Eh, algumas necessitam de acompanhamento psicológico, né, orientação pros pais, apoio ali, né, paraas dificuldades que eles têm, para que realmente essa criança tenha a condição aí de se desenvolver de forma mais plena possível. Então vocês fazem também esse acompanhamento junto com as crianças e encaminha qualquer tipo de dificuldade pros familiares. Sim, a gente tem um contato direto com os familiares, principalmente, né, nas situações ali eh eh de necessidade de atenção e também para aqueles que estão performando bem ou quando a gente quer desenvolver eles, né, eh passar por uma equipe, aumentar o volume de treino ou ir pras competições. Então, essas crianças, a gente também fala com os pais para poder seguir aí o o, né, o desenvolvimento da criança. Então, esse contato é bem rico e direto. Eh, a gente sentiu uma necessidade ao longo desse percurso de ampliar nossa equipe. Agora a gente tá trazendo uma assistente social também para estar aqui com a gente para melhorar, né, esse cuidado. A gente tinha parceria com organizações sociais que trabalhavam na área da psicologia, né, na desse com com esse com essa abordagem mais do psiquê. Hum. eh eh de forma pontual e a gente entendeu que havia uma necessidade de sistematizar isso. Então a gente trouxe assistente social que vai estruturar, ajudar a gente a estruturar ainda melhor os processos que a gente tem. Então, com esse foco, né, de de melhorar o cuidado. A gente sabe também que as escolas públicas estão passando por um projeto, um processo de mudança, entrando período integral. ám aprofundar contato com as escolas para que a gente consiga fazer com que essas crianças permaneçam por mais tempo aqui com a gente, né? Que a gente não tenha uma descontinuidade do processo da criança porque ela mudou de turno e depois não tem turma para ela. Então tem toda uma relação que a gente precisa aprofundar com as escolas, além do cuidado com as famílias, que vai além só do esporte e da comunicação, né? Então, a gente trouxe a assistente social, eh e estamos também agora iniciando esse apoio com a com o o psicólogo efetivo para os casos onde a gente tem alguma situação mais grave e que eles precisam de um cuidado maior. Então, especificamente aí essas crianças que que apresentam essa necessidade ao longo do trabalho, eh, a gente oferece o acompanhamento psicológico também paraa criança e para pai, paraa mãe, né? tem alguma necessidade dentro da família para que para que o ambiente fique estruturado para o melhor desenvolvimento dela, é oferecido o cuidado psicológico. Ter essa equipe multidisciplinar faz toda a diferença aqui pro local, né, e pras crianças também no desenvolvimento. E Lucas, tem alguma ação, algum projeto, eh, que vocês estão pensando em colocar aqui também na ONG, além dessa parte esportiva? Qual a expectativa para vocês a longo prazo aqui do IP amarelo? Legal. Acho que a expectativa mais importante pra gente é conseguir expandir o projeto. Então a gente tem uma estrutura super bacana, né? E a gente sabe que tem muita gente que precisa, então a gente quer conseguir expandir eh eh o projeto aí na na em relação ao ao volume de crianças que a gente atende e geograficamente também. Aqui a gente tem áreas de vulnerabilidade aqui no nosso entorno, mas a gente sabe que aqui eh no município de Campinas, na região metropolitana, a gente tem eh eh regiões muito mais carentes. Então a gente quer conseguir construir parcerias com a prefeitura, né, ou com outras instituições que que a gente consiga trazer essas crianças de áreas mais distantes para para cá, eh, eh, né, para vivenciar o projeto também. eh, e construir uma equipe de alto rendimento a partir desse time de crianças também. A gente conseguir eh com um treinamento iniciando nas fases mais jovens e a gente conseguindo realmente buscar essas crianças que têm uma aptidão para performance, a gente conseguir montar uma equipe de de alto rendimento dentro do projeto e eh como uma visão eh eh de um futuro profissional no esporte, né? em paralelo para aquelas crianças que não t aptidão de performance esportiva, a gente tá construindo parcerias e e e modelos de de orientação pra formação profissional dessas crianças. Então, para a gente atende as crianças aqui de inicialmente a gente começou com de 8 a 14 anos e à medida que as crianças forem forem foram crescendo, a gente foi retendo elas. Sim. Então, hoje essas crianças já estão com 16, 17 anos e a gente tá sentindo, né, se agora o que vai acontecer com a criança. Muitos deles não ingressaram para uma universidade, pro curso técnico. Então, pra gente poder oferecer um um futuro profissional mais atrativo para realmente essa criança ficar bem encaminhada ali eh na vida adulta dela. Então, a gente tá construindo essas parcerias também com formações na área de tecnologia, eh gestão, administração, eh eh a parte técnica, né, as formações técnicas. Então esse processo assistência social vem também para agregar nesse lado e a gente conseguir conduzir essas crianças para essas formações profissionais, porque a ideia é que a gente pegue essa criança ali no início da da formação, né, do indivíduo e consiga fazer ela ingressar aí na sociedade de forma autônoma adulta, eh por um caminho de de sucesso, né, de felicidade para ela ficar bem, vamos colocar assim. Exato. E Lucas, na questão dos equipamentos, né, como que vocês trabalham? Vocês têm parcerias também? que ain contribui também com doações, né, do dos equipamentos, dos aparelhos durante as aulas? Eh, sim, o projeto iniciou eh com os recursos dos mantenedores da instituição, dois dos fundadores que são os mantenedores eh eh fizeram, né, os aportes iniciais e a gente foi expandindo o nosso parque de equipamentos a partir de doações de pessoas físicas, doações eh eh de empresas. O Juraci também, que é um atleta eh do triatlon, que tem uma organização social, também contribuiu, ele recebe bastante doação lá, ele também contribuiu com a gente ao longo desse processo. Então a gente foi expandindo aí os materiais para conseguir atender hoje as castrianças que a gente tem aqui no projeto. É, e a gente tá numa fase de profissionalizar o processo de captação também, estruturando redes sociais, site para que e descrevendo os projetos, né, de lenda do incentivo a esporte, por exemplo, e outros editais, pra gente conseguir e eh captar, né, e recursos para esse processo de expansão e também com olhar aí de de manutenção de longo prazo aqui da nossa instituição. Então, o nosso objetivo é começar a captação de pessoas físicas, a captação eh de recursos, né, financeiros por empresas também e ampliar tanto a entrada de recurso financeiro como de equipamentos e outros materiais aí para suportar as crianças. Então, não só os equipamentos esportivos, mas à elas precisam de tênis, né, para para correr, eh, sapatilha para pedalar, capacete, é roupa esportiva, né, que muitas vezes é cara também, elas não têm dificuldade para adquirir. Então, essas doações ajudam bastante a gente manter as crianças aí municiadas de tudo que precisam para se desenvolver no esporte. Bom, se alguém quiser conhecer, então, né, no site tem todas essas informações, né, Lucas, sobre como a ONG trabalha, como o centro, né, social e esportivo trabalha. Inclusive a gente conversou com algumas crianças também, o Maurício também falou com a gente e é o que você vai ver no segundo bloco. Então, a gente vai para um intervalo rapidinho, na volta você confere tudo. Até já. Até já. เฮ Mãos solidárias de volta. Agora vamos conversar com o Maurício Ramos. Ele que é professor e coordenador técnico aqui da ONG IP Amarelo e foi o primeiro funcionário da ONG. É isso mesmo, Maurício? É isso aí. Eh, os Samuel e a Virgínia, que são os proprietários, eh, entraram em contato comigo através do professor Olival da Unicamp, que é um professor renomado na área do triácato, né? Eu fiz pesquisas com ele, eh, iniciação científica, eh, TCC, e ele me achou a a pessoa mais adequada para esse tipo de serviço, que era basicamente ensinar triaton para as crianças. Eu já trabalhava eh num projeto parecido com esse lá no Taquaral e eh fui chamado para trabalhar aqui, né? E como foi o começo aqui para você? A gente começou eh você mesmo disse, eh eu comecei o primeiro professor e funcionário, então a gente começou tudo do zero, foi muito trabalhoso. Tivemos que detectar os perfis das crianças, eh o perfil o perfis dos pais também. Eh, e ensinamos praticamente do zero tudo, né? Tanto disciplina, eh, respeito, organização e a parte esportiva que é a natação, o ciclismo e a corrida. Então, são quantas modalidades que vocês dão aqui? O triathlon é engloba e essa e respectiva sequência, certo? Eh, natação, ciclismo e corrida. São três. E eles já chegaram sabendo alguma coisa? Como que foi para vocês? Foi realmente do zero, do zero mesmo? Sim. Eh, a corrida é mais simples, né? A gente corre desde que aprende a andar, né? A gente mais corre do que anda, depois a gente aprende a andar. Eh, bicicleta, a maioria sabia, mas tivemos crianças que precisamos ensinar a andar de bicicleta. Uhum. Né? Meu pai não tinha ensinado e e um grande gargalo da operação foi eh a natação, muitas crianças apresentando aquele nado de rio, com a cabeça para fora da água, né, que não era nada eficiente pra modalidade esportiva. Então tive que fazer um trabalho mais difícil que ensinar, que era de eh tirar o vício deles, né, ensinar eles afundar a cabeça, fazer a técnica correta. Eh, e muitos também não sabiam nada, então tive que entrar com eles na água. Isso tomava muito tempo da aula e acabava que não dava para dar o triatlono, que são três. Então, aí surgiu uma demanda, né, que a gente solucionou com também eh turmas exclusivamente da natação. Ah, certo. Então, é separado hoje. É, hoje nós temos a natação. Uhum. iniciação e aí eh uma preparação pro triathlon que é que é a modalidade principal, certo? E Maurício, quanta quantos alunos tem aqui na ONG, né? Como que é dividida a como são divididas as turmas? Quais são as idades? Nós eh nós temos aproximadamente cerca de 100, 110 crianças atualmente. Começou com triathlon. No triathlon a gente tem cerca de 75 crianças. e na natação por volta de 40, 50, né? Sempre varia muito, muita gente para, muita gente começa. É difícil falar exatamente. Então, aproximadamente 100 e 110 crianças e as faixa etárias e são os mais novos à tarde, porque eles estudam, a maioria aqui em Barão Geraldo estuda de manhã, então à tarde são de crianças de 8 a 11 anos. E é assim que eles mudam o turno, aí eles estud começam a estudar tarde e aí as turmas mais velhas dos adolescentes ali por volta de 12 a 16 anos eh são na parte da manhã. E esses alunos eles eles são aqui da região mesmo, somente de Barão Geraldo. Isso é um pré-requisito quando foi escrito o projeto. É, e o pré-requisito residir em Barão Geraldo e estudarem em escola pública. Todos são de escola pública, tá? Então precisa ter essa esse requisito para fazer parte aqui da ONG. Isso. E como que é a rotina dessas crianças? Como que funciona? O que que vocês ofertam, né? Além, é claro, né, de todas as modalidades aí dos cursos? Eh, eles chegam, né, a gente um grande diferencial desse projeto, nunca trabalhei num projeto que oferecia isso e eh e também é um grande eh o que mais demanda da nossa logística e organização é o transporte. A gente faz um serviço de leve trás. Uhum. Então nós eh eh desenhamos alguns pontos estratégicos onde eles onde eles moram, né? Criança, fulano mora perto de cicrano, então todo mundo no mesmo ponto ali do mercado do guará. Eh, aí a gente passa por esses pontos motoristas, né? Uhum. Pegam eles, trazem para cá, projeto, eh, eles chegam e aí a gente de manhã já dá um lanche para eles, para todos recebem lanche, que é um suco e uma barrinha. E tem também banana e tudo. Uhum. É que são atletas, né? São atletas. É tudo fit. Enfim. E é assim que eles comem. Aí a gente começa já a rotina esportiva, um alongamento. Uhum. é um aquecimento ou é tem dia que é aquecimento, parte técnica, coordenativos de corrida e também tem dias eh físicos que aí é abdominal, flexão de braço, essa parte preparatória e aí a gente parte pra parte principal e na de manhã nós temos 3 horas, então é uma hora pra preparação, uma hora uma modalidade e outra hora outra. Eles ficam bastante tempo aqui na É, de manhã, inclusive temos a turma B, que é de terça e quinta e a turma A, que é de eh segunda e quarta. A turma B de terça e quinta são turmas que já estão indo pra competição já. Ah, vocês também têm essa questão da competição, vocês que promovem aqui mesmo? Sim, sim. Então, a gente leva atualmente competições regionais. Ah, legal. Por enquanto estamos e almejando um estadual aí, um paulista, mas ainda tá no papel, né? Que já saiu do papel é é competições regionais e eh a gente vai em peso, vamos por volta de 15 a 20 crianças. Eh, a gente tá ganhando bastante eh visibilidade eh na região com com essas competições. Foi uma uma conversa que eu tive com com o Samuel, que é o o cabeça da do projeto, né? É uma coisa que não tinha no projeto antigo. Eu trabalhava assim, se a gente quiser ser visto, se a gente quiser eh ser reconhecido como escolinha de triathlon eh precisamos ir pras competições. E legal que ele comprou a ideia, a gente hoje a gente praticamente tem uma competição por mês e isso também acaba sendo com certeza importante pr as crianças, né? Porque eles vêm com outra visão do esporte, né? Porque tem a disciplina, tem a competição, que criança gosta também de competição. Isso é bem trabalhado aqui, né? Sim. A gente tem vários relatos. Eh, as crianças, eh, davam trabalho, não gostavam de treinar, a gente levava, tem as crianças que faziam isso naturalmente, lógico, né? Tinha uma disciplina nata, né? Trouxe de casa e tudo mais, treinava firme, né? Claro que não foram que não eram todos da turma, né? Mas os que fugiam desse padrão, a gente levava só para ver a competição. Via que tinha um porquê, via que, ah, por isso que o professor é é exigente, por isso que ele cobra, por isso que o treino é difícil, porque tem uma competição, tem uma prova e eu preciso ir bem, eu preciso passar nessa prova. Então eles fazem a lição direitinho. É, não, todos que vão e vem isso daí mudam, mudam a postura. muito legal a experiência da competição. Eh, eu acho essencial. Olha, gente, a gente vai mostrar um pouquinho então do trabalho que é realizado, né, pelo Maurício aqui na UNG IP Amarelo. E a gente conversou também com algumas crianças para saber a opinião deles e também coletar aí um pouquinho de informações e os depoimentos. Então aguenta aí e confere tudo. Em uma área de 3.000 m² na região do Guará, setor rural de Barão Geraldo, crianças e adolescentes de escolas públicas desenvolve por meio da vivência esportiva os aspectos mental, emocional, social e corporal. A sede possui refeitório, sala de exercícios, piscina coberta e aquecida de 25 m com duas raias, campinho de futebol e uma pista para corrida e ciclismo de 400 m. O projeto conta com atividades lúdicas, jogos, brincadeiras que potencializam a coordenação motora, a socialização, as noções básicas das modalidades propostas e, em especial estimulam o gosto pelo esporte. A corrida é a que eu mais gosto, é muito legal, tudo aqui. Gosto de correr, pedalar, só natação, que eu não sou muito boa, mas também gosto. Mas aqui você tá aprendendo, né? Sim. Tô treinando o máximo que eu consigo. E você pensa em seguir profissionalmente? Eu penso um pouco tentar fazer uma corrida de 42 km, alguma coisa assim. E só, Joaquim, há quanto tempo você tá aqui no IP amarelo? Há do anos. E o que você mais gosta de fazer aqui? Eu gosto de pedalar e nadar. Você já sabia nadar ou aprendeu aqui? Mais ou menos. Mais ou menos. Eu eu aprendi a metade aqui. E você, o que que você acha da instrução do seu professor? Como que você está se desenvolvendo? Bem, você pensa ser a um atleta mesmo profissional, como que é? Sim, eu queria ser um atleta de bike, de nada. Então aqui com as aulas você vai conseguir? Sim. A gente faz, eu gosto bastante de brincar no campinho, a gente nada, a gente pedala, a gente corre. E qual dessas opções você mais gosta? Tem mais habilidade? Pedalar. E o que que você quer ser quando crescer? Tá pensando em ser um atleta de bike? Como que é? Na verdade, eu quero ser dançarina. Dançarina? Mas gosta do esporte, né? Gosto. Ele é muito legal. O iper amarelo. É tão legal. A gente treina todo dia. Na hora que tem aniversário a gente ganha bolo. Aí na alguns dias a gente fica brincando. Que legal. Vocês fazem bastante coisa aqui. Então sim. É ma legal. E do esporte, o que que você mais gosta de fazer? Eu gosto de nadar. Você já sabia ou aprendeu aqui? Eu aprendi aqui muito. O meu esporte preferido de nadar é cru. É, Crau, você aprendeu aqui como que é isso? É só você ficar assim, ó, fazendo assim, batendo nos pés. Vocês acompanharam um pouquinho então do que é realizado aqui na ONG IP amarelo. A gente ouviu os depoimentos, né, das crianças e é interessante falar sobre essa questão também da inclusão social, né, Maurício. Eh, a maioria assim da das famílias em situação de vulnerabilidade, as crianças, né, vem com essa história, com essa bagagem. Como que é para vocês eh lidarem, né, com essa situação? Eh, foi uma, em particular, foi uma uma experiência nova para mim na minha carreira, né? Porque realmente eh a gente atendia crianças e ainda atende, né? Eh, crianças com eh uma vivência muito complicada e delicada que aí a gente percebia isso no dia a dia, né? Né? Nossa, fulano tá tão, né? agressivo, tá? Eh, causando problema aqui. Aí a gente buscava ver aí fala: "Ah, não, tá acontecendo isso eh na casa dele, né? O pai tá eh extrapolando e tudo mais. Tem muito disso aqui. E aí a gente vê também a necessidade de acolher acolher essa pessoa, né? Surge aquela coisa, será? Eh, nossa, será que precisa de uma advertência? é uma exclusão talvez do projeto e a gente conversando com os diretores e tudo mais, falando: "Não, essa essa criança que mais precisa de nós". Uhum. E a gente via depois de um tempo que assim o o processo esportivo, a disciplina e tudo mais eh não deixou ele perfeito, mas ajudou demais. Então assim, querendo ou não, é um papel social que esse projeto aqui eh tem, que a gente vê que é muito importante, que eles vão levar isso pra vida toda, entendeu? E acaba assim transformando mesmo, né? Transformando as a vidas, o comportamento e é feito uma conexão, essa ligação também com a família, né? sobre essa questão também de comportamento, acaba sendo um reflexo do que vocês fazem e chega na casa diferente também, né? É, você usou uma palavra que um diretor nosso gosta muito, que é transformação. Uhum. A gente eh é é um um intuito, né? Uma uma uma a coisa que a gente almeja é transformar a vida deles através do esporte. É um dos nossos slogan assim. Uhum. Então, eh, tanto que muitos deles chegaram aqui com 14 anos, já tem 3 anos de projeto, eh, já estão começando a ter a fazer 17 anos, 18. E assim, eh, é um dilema nosso. A gente joga essa pessoa pra vida, a gente vê, sabe da vida deles e tudo mais. Fez aqui três anos com a gente e agora é tchau e bção, né? E é um é uma intenção nossa eh gerar essa essa transição paraa vida adulta, né, com eh cursos profissionalizantes, que também já surgiu nas reuniões, eh cursos aqui mesmo de capacitação e tudo mais. E com certeza isso vai aumentar bastante, porque agora eles estão saindo de da do projeto, né, indo pra vida real. E Sim, e vocês querem trazer outras situações aqui pra UNG, para que eles mantenham aqui dentro, fazendo parte aqui do time, né? Com certeza. Com certeza. A gente gostaria que saísse um atleta olímpico daqui, né? Intuito do do do esporte, né? É, mas eh nem todos vão sair daqui com a vida de atleta e tudo mais. Então a gente precisa de projetos como esse, profissionalizantes. E e Maurício, vocês também têm aquela adaptação e a inclusão também para crianças que com algum transtorno, transtorno do espectro autista, por exemplo, vocês têm esse trabalho social, né? aparece alguns alguns casos pra gente, aparece assim, eh, alguma alguma criança com algum espectro autista, com TDH e tudo mais, e a gente faz o máximo para incluir eles na aula. Faz o máximo, com certeza. Tá certo? Então, a proposta, né, de vocês, com certeza, transformar vidas, né, eh, transformar essa essa pessoa, esse adolescente em um ser humano melhor e também focar aí no esporte, né, que é algo muito importante que eles precisam fazer, que realmente tem toda essa parte da inclusão social, socialização, né, Maurício? Sim, mais do que nunca, né, né, com celulares e, né, telas. Eh, a gente percebe que se eles não fazem esse tipo de coisa aqui, né, se não se movimentam, se não cansam, não suam, não brincam, eh, a gente vê que não vão fazer em casa, infelizmente, né, na nos tempos de hoje. Muito obrigada, Maurício, pela sua participação aqui no programa Mãos Solidárias. Bom, gente, a gente conversou então com o coordenador técnico, professor aqui de atletismo, né, do esporte triatlon, que acontece aqui na ONG IP Amarelo. Esse foi o nosso programa de hoje, foi o tema, né, muito importante, falando sobre a transformação aí no mundo também do esporte para essas crianças. Nosso programa fica por aqui. Te espero na próxima edição. Até lá. เ
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Mãos Solidárias | Casa de Jesus Núcleo Mãe Maria 30/02/2026

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Mãos Solidárias | Núcleo de ação social - nas

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