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[música] [música] Olá, começa agora mais uma edição do programa Mão Solidárias. Vamos juntos conhecer [música] a sociedade prómenor que fica aqui em Barão Geraldo, que atua desde 1983 [música] com famílias, crianças e jovens, adolescentes, né, trilhando esse caminho para ajudar o próximo. Vamos conversar com a Maria Alice Pedrone [música] Mercante, que está há mais de 20 anos aqui na sociedade. Seja muito bem-vinda. Obrigada. Muito tempo, né, Maria Alice? Muito tempo. [música] Faz há mais de 20 anos já atuando. Isso. Como que [música] foi? Eh, a gente fazendo a pesquisa, né, descobriu que anteriormente era uma [música] creche. É isso mesmo? Isso foi assim, eh, duas amigas, a dona, a Sheila e a Cleusa, que perceberam a falta de um lugar para as mães que vinham trabalhar, né, no bairro, deixarem as crianças, [música] mas resolveram se juntar e criar uma creche. Então, aí criou-se a pro Menor, né? Começou ali mesmo no centro de Barão, numa casinha. Uhum. algumas crianças. Com o tempo foi chegando mais crianças, mais crianças. [música] Aí eles passaram para um um outro imóvel que era da prefeitura. [música] Uhum. Ficaram ali por um tempo. Aí a prefeitura resolveu abrir uma creche em Barão. Então foi [música] aí que eh a as crianças que ficavam na pró foram para [música] essa creche. Uhum. Aí para menor com toda a documentação, tudo certinho, tá? Ficou sem o atendimento, né? Então, nesse [música] período parou de funcionar, parou. As crianças elas foram transferidas para essa [música] ficaram na creche. Isso aí com o tempo tinha uma senhora que [música] também era, já era conselheira na Promenor, ela morava aqui no bairro, [música] era presidente da associação de bairro, a dona Cida, [música] né? E ela já olhando as crianças que ficavam brincando aí pela rua, começou a chamar, acolher essas crianças numa casinha que tinha aqui no campo, né? E acolher essas crianças e começou a dar atividades para elas, né? Uhum. E aí quando ela foi querer eh, como que fala? eh criar mesmo a documentação, criar como [música] entidade mesmo, eh foi aconselhada a juntar com a Promenor, porque a Promenor já tinha todo toda a documentação certinha, já tinha as parcerias, já tava regulamentada, né? [música] Então ela foi aconselhada a a juntar com a pessoa da PR menor e aí veio, né? Então, todo aquelas pessoas [música] que ajudavam na creche passaram a ajudar aqui, né? O prefeito concedeu o terreno e ela conseguiu construir. [música] Ela que juntou a o pessoal que morava aqui na redondeza e conseguiu construir esse prédio, né? Então a dona Cida, muitos ainda falam que é a dona Cida que fundou, né? Porque na verdade a partir do momento que passou a atender [música] crianças de 6 a 14 já era essa. Ela deu aquela impulsionada, né? Foi isso. Isso é ela falou que acolhendo as crianças, ela teve uma visão, quis mudar aquele cenário naquele momento. É, ela falava muito que a criança é o futuro do, né? Então, que a gente precisa cuidar das crianças, é uma frase dela, né? Então, ela fez isso muito bem. [risadas] ela teve aqui. E aí, como eu eu com os meus filhos já [música] estavam crescidinhos, eu comecei a vir fazer voluntariado aqui. E como era bem constante na minha nas minhas vindas, um belo dia ela me convidou para participar da diretoria. Eu comecei a ser conselheira, né, como conselheira. Aí já passei por pela presidência e tal. Então, estamos OK. Passou por várias por vários setores [música] e como é hoje, né, para você olhar e contar essa história de tantos anos, né, de como começou, de como que tá agora esse cenário e essa transformação das crianças, né, que foram chegando, foram saindo das gerações. [música] É assim, sei lá, é um orgulho, né, de poder ter fazer parte dessa história aqui, né, que dá continuidade, né, porque é um trabalho bem difícil, né, a gente precisa contar com a ajuda de todo mundo, né? Então, eu acho que é gratificante [música] quando a gente vem assim para ser voluntário, acho que ninguém pensa que quem vai se sair assim [música] vai sair mais eh vai se vai lucrar mais que é você, né? [música] a gente que acaba se beneficiando mais desse trabalho porque e nesse no decorrer do dos anos, né, desse tempo todo, a programação ela foi se [música] aperfeiçoando, né, Maria Alice, como que foi então para para você fazer parte dessa evolução, [música] desse progresso? Quais eram as atividades anteriormente, né, e como que vocês chegaram até hoje [música] esse cenário atual. É, foi assim, eh, já teve assim, [música] eu não peguei essa fase, né, mas já teve as crianças participavam de ipismo, né? Tinha [música] eh era mais assim como uma terapia, né, com cavalos, né? Teve [música] isso. Eh, pessoal fazer acrobacias em cima do cavalo. Uhum. Então tem até uma criança que foi participar no [música] exterior, na Alemanha, acho que de uma de uma competição e assim foi evoluindo, né? Mas uma [música] coisa que sempre tem é o esporte, né? E atividade com musicalização. Isso é uma coisa que sempre já teve coral também que ganhou prêmios, gravou o CD. Então foi toda uma evolução mesmo. E a gente sempre procurou olhar o que as crianças gostam, né? de de que tipo de atividade [música] eles gostam e e privilegiando essas essas essas atividades, né, para que eles gostem de ficar aqui, né? [música] E esse fortalecimento, né, com as famílias também, fortalecendo os vínculos e trazendo as famílias para mais perto também, né, com diálogo. E vocês têm esse compromisso, [música] né? Sim, sim. Aí a gente tem a a nossa assistente social, né? Temos o psicólogo também que faz [música] todo esse trabalho com as famílias e essa essa interação com as famílias. Qual o segredo, Maria Alice, para manter todo esse espaço, né, e de ver a transformação também ao longo dos anos? É, é perseverança, persistência, né? Acho que a gente tem que tá sempre batalhando e é assim, tá de sempre de braços abertos para receber quem quer vir ajudar, né, que [música] quer vir participar do time aqui da [risadas] da Promenert [música] e isso acho que é importante, né, acolher as pessoas também, né? E e é importante e é curioso também esse trabalho do voluntariado, né? Você começou como voluntária. Isso [música] isso. Sem pretensão algumas. Queria ajudar, queria conhecer de perto e aos pouquinhos foi e e abrindo espaço. Aí falando assim dessa coisa do voluntariado, eh eu lembro bem que [música] eu descobri dons que eu eu mesmo não sabia que eu tinha a partir do momento que eu comecei voluntariado aqui, sabe? Então é isso. É por isso que eu falo que a gente acaba se [música] beneficiando, né? às vezes muito mais assim do que aquilo que você acha que você tá trazendo, né, para pras pessoas. Então eu acho que é isso, é [música] perseverança mesmo, persistência, que a coisa a coisa vai é sonhar. Uhum. E sonhar junto, né? Porque eu acho que assim, a equipe tá sempre junta, a diretoria é uma diretoria que sempre pensa tudo muito junto, né? E com com os funcionários. Então eu acho que isso aí é bem importante ter essa sintonia, né? Tá certo, Maria [música] Alice, a gente vai para um rápido intervalo na volta, então a gente vai conhecer um pouquinho mais do trabalho que é realizado aqui na sociedade pró Menelhor. Muito obrigada, Maria L. Obrigada a vocês. A gente volta já já. [música] [música] Mãos solidárias de volta. Vamos conversar agora com o Gilberto Silva. [música] Ele que é coordenador aqui da sociedade pró Menor, vai contar um pouco pra gente sobre os projetos. Seja muito bem-vindo, Gilberto. Muito obrigado. Boa tarde. Boa tarde a todos. Bom, vamos começar então falando dos projetos aqui da PR Menor, como que é pensada essa [música] distribuição, né, da das aulas, das atividades, como que é esse planejamento, Gilberto? A proposta é sempre voltada pra formação do indivíduo, né? a gente acredita que aquilo que nós temos dentro da PR Menor, eh, que sejam atividades, né, eh, que que tem uma solidez, um objetivo para que essas crianças, adolescentes compreendam o espaço, compreendam eh essa vivência e consiga dentro de si uma transformação. Então, acho que um dos objetivos, um dos pilares principais é essa transformação do indivíduo. E a gente usa como ferramentas atividades, né? Hip hop, a música, o jodô, eh, a informática, a robótica. Então, é um conjunto de atividades das quais a gente proporciona e aparentemente a gente também consegue ver mudanças, né, de dentro para fora e de fora para dentro. E como que vocês eh [música] pensam nessas atividades, né, socioeducativas? vocês têm esse planejamento eh em também parceria com as escolas municipais, estaduais, como que funciona na prática? Sim. Eh, o planejamento é sempre pensado junto com eles, né? Então, a gente busca atividades que que as linguagens se conversam, né? Eh, vou dar um exemplo do do hip hop e do grafite, né? Que a gente tem essas duas oficinas. Então, essas linguagens se aproximam, elas e conversam muito com com as crianças e jovens. Eh, e nesse sentido a gente vai buscando traçar todo um um uma cronograma, né? A gente busca traçar esse cronograma com a participação dos atendidos para que a gente consiga a melhor forma de aproximação, né? É nesse sentido. E e e você me fez a pergunta de parceria com a escola, né? Isso. Eh, uma pergunta muito interessante, porque nós pertencemos à assistência social, né? E tem educação e e também essas duas essas duas vertentes, esses dois universos, eles precisam estar próximos e muito próximos. Então, a gente a gente tá buscando parcerias. a gente acabou de fazer uma parceria com uma escola aqui de Barão, então a gente levou uma atividade e e e eu acho que elas vão se complementando, elas vão se conversando, né? Então quanto mais proximidade, o ganho maior é deles, né? São os atores principais. Sim. Então, Gilberto, você falou dessa dessa escuta, né? como se fosse uma escuta também da da própria criança. Eles trazem também essas demandas que eles [música] querem e vocês aqui fazem essa avaliação. É, a gente a gente tem o uma equipe, né, que é formada por educadores, eh, por mim. Eu tenho um psicólogo que atua junto aquição, um assistente social e então a gente senta, debruça em cima de um cronograma de atividades já pensadas, preparadas, já com observações deles. Então a gente busca essa transformação para atividade. Eh, não dá para sair só de uma cabeça, né? Mas eu acho que essa interseção, ela é muito importante, né, de de ouvi-los, principalmente. Acho que é isso. E ao todo, quantas pessoas atuam aqui com vocês? De funcionário. De funcionários? Nós somos uma equipe de 10 pessoas, mas também tem os oficineiros, né? Eu tenho mais cinco oficineiros que já te falei das artes que eu tenho música, eu tenho hip hop, eu tenho judô, né? eh, informática, robótica e três educadores, uma cozinheira, uma auxiliar de cozinha, um auxiliar de escritório, assistente social, [música] uma auxiliar de limpeza e um psicólogo. Ô, ô, Gilberto, eh, a gente tava conversando anteriormente e você comentou sobre a questão de trabalhar, né, as várias etnias, trabalhar cultura, né, que aqui é muito interessante, principalmente porque [música] vocês têm também um oficineiro, né, que vem de [música] outro país, ele tá 3 anos aqui no Brasil. E essa maneira eh é muito interessante, né, de compartilhar também essas diferenças entre as crianças, né, essa socialização mesmo. Olha, eu acho isso que há de mais que há de mais bonito assim, porque a gente tem um público de refugiados, de imigrantes, eu tenho um educador, né, que ele ele veio da Colômbia, eu tenho um público que é da comunidade indígena, né, que isso dá toda uma diversidade também. E quando a gente trabalha, né, quando a gente consegue enxergar as outras culturas, que não é só aquela da gente propriamente dita, a gente tem uma expansão eh uma uma expansão sensacional, universal, porque eh um umas pessoas que de uma família que veio do Haiti, né, por exemplo, ela ela tem todo ela chega aqui numa situação eh às vezes muito vulnerável, né? Seja por que for, pela língua, né? Pela cor e e e aí eh encontra para o menor, né? E e e a gente é claro e e essencial que a gente abra as portas para essas famílias, né? Eh, e a gente vai também colaborando e aprendendo também, né? e aprendendo. Então, hoje eh eh a gente tem menino do Marrocos, eu tenho dois anantes que moraram nos Estados Unidos, que acabaram de chegar, né, e tem o o as crianças do Haiti, eh, acho que tem um de Cabo Verde, Venezuela também. Então, assim, eu eu acho fantástico esse esse mundo, né? Eu acho fantástico. Então, pra gente culturalmente e e de aprendizado, né, eu acho que o ganho maior é nosso. É nosso. É uma troca, né? Troca de experiências, troca de informação, de cultura, cultura, de diversidade, né? Quando quando a gente quando quando a gente atende a população indígena que veio que vieram lá do São Gabriel da Cachoeira, que é lá na divisa com a Venezuela quase, então quantos costumes, quantas histórias e e eu acho muito importante as histórias das pessoas, né? Então, cada um carregando em si suas as suas suas dores, suas alegrias de deixar ou não o seu o seu habitar natural, né? Eh, eu sou uma pessoa que sou migrante, né? Eu eu eu saí lá de Minas Gerais também. Então, assim, quando a gente deixa o nosso espaço [música] Uhum. e e e tem que conhecer as outras pessoas, as outras culturas, então, como se isso se dá dentro da gente, né? Mas eu acho que é é muito bonito, é muito é muito aprendizado, né? Eu fico emocionado assim de, né? E quando a gente conversa com as crianças, quando a gente conversa com os oficineiros, a gente percebe [música] também que além deles eh trazerem, né, essas informações e passar essa experiência para as crianças, ao mesmo tempo elas que também estão ensinando e muito, né, você vê esse desenvolvimento. A gente acredita nisso, [risadas] a gente acredita muito nisso, né? E esse é um resultado positivo de vocês, né? Penso que sim. [risadas] Penso que sim. Eu acho que esse essa trilha que a gente que que a gente buscou e que a gente busca dentro do do que é possível, dentro de um plano de trabalho, dentro das parcerias das quais a gente tem, que que deixa eu acho que o projeto projeto feliz, projeto alegre, né? Eh, aberto às pessoas, né? Uhum. aberto pra comunidade, para as pessoas que queiram vir conhecer o a sociedade pro Menenor Barão Geraldo. Eh, as portas estão abertas, sempre estarão abertas. E Gilberto, falando nisso, né, vocês têm alguns desafios, sempre tem algum, né, desafio, eh, que [música] você acredita que precisa ser melhorado, algum gargalo, a algum obstáculo nesse sentido para também trazer a população para para ajudar, colaborar de alguma forma, né, e conhecer [música] o espaço. eh, eu acho que a gente tem alguns desafios em relação à comunidade eh de aproximação. Eu eu assim eh a gente tá pensando fazer pensando e vamos realizar idealizar um projeto chamado portas abertas para para que não fique só a que que é pro menor atende o quê? é uma escola, é uma creche. Então, a vizinhança, principalmente a comunidade, ela precisa saber o que é para menor. Então, esse esse é um dos desafios, tá? Esse é um dos desafios. Eh, porque senão você fica um para para um olhar alheio, né? Para quem não conhece, fica, ah, atend crianças, essas crianças faz o quê? Elas são pobres, passam fome, é, é todo um estigma, e toda uma informação que você tem que você tem que abordar e quebrar. Não, aqui ninguém passa fome, aqui a gente não tem, nesse lugar não tem pobreza extrema. A, a gente tem um outro tipo de trabalho e as pessoas precisam conhecer esse tipo de trabalho. Então, esse esse é um desafio que nós enfrentamos. Uhum. E penso que com a colaboração, né, do dos colegas, a gente vai conseguir passo a passo quebrar um pouco desses desses paradoxos. E e Gilberto, quantas pessoas assim, quantas famílias vocês atendem? Quantas crianças tem? Tem uma faixa etária para cada atividade. Sim. Pro pessoal já conhecer um pouco mais também o trabalho de vocês. Sim. O o o o o a gente atende crianças pré-adolescente e adolescente de 6 a 14 anos e 11 meses chamado serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, né? Então a gente atende hoje 90, né? 90 crianças e adolescentes num total aí de umas 70 famílias, mais ou menos. Acho que acho que esse é o é o número e e é um trabalho é contraturno, né, da da escola precisa ter esse requisito, a criança precisa estar estudando para poder participar. Tem também toda uma uma regra, né, por trás disso tudo, né? Sim. Então, então assim, como a gente lida com as vulnerabilidades e que são inúmeras, então a vulnerabilidade não é só passar fome, não é nada disso, mas se você abre esse leque da vulnerabilidade, é uma defasagem escolar, é uma vulnerabilidade. Então a gente enfrenta muitos desses casos, que é uma carência de de alguma forma é uma carência, né? que existem várias, não só e e assim, né, de alimentação, e e carência emocional, tem tudo isso, né? E e onde a instituição entra? Eu acho que ela ela preenche essa lacuna aonde o poder público não não chegou. Uhum. Né? Aonde as pessoas ainda não conseguiram se conectar de alguma forma, né? Então, a a instinção eh é é e ela está para isso, né? Acho, acho que eh eh o o papel social de uma instituição é isso. Eu acho que é abrir as portas para todos e ter e ter um entendimento tanto da escola, tanto das famílias, sociedade, pai, mãe, tio, irmão, é para isso. E e quando se dá a intercessão d de todo isso aí, eu acho que todo mundo cresce, todo mundo ganha, né? Eh, é, mas é um desafio, um desafio também. E Gilberto, como que vocês mantém a instituição, né, a sociedade, eh, diante de alguns recursos, com as pessoas que atuam aqui também? Eh, nós temos uma parceria com o poder público, né, e a parceria também com as pessoas civis, né? Então, eh, são doações, seja ela de qualquer forma, né, pode ser financeira, eh, monetária. Uhum. Eh, mas eh o poder público é um colaborador, né? Então, a gente tem essa parceria, é o que nos mantém de certa forma. Eh, mas a gente também sempre tá buscando outros outros parceiros, né? Outras empresas. A gente tem algumas que que colaboram com conosco. Eh, então acho que é dessa forma, né? E e vocês têm algum momento que vocês realizam ações, palestras, eh, para mostrar também, divulgar, como você mesmo tava, né, dizendo, sobre a sociedade? Acredita que dessa forma, é, incentivando essas campanhas traz o o pessoal para mais perto aqui de vocês? Sim. Eh, nós temos as redes sociais, né? A gente tem o Instagram, que é um veículo, um veículo de comunicação assim [música] instantâneo. A gente promove encontros semestrais, dois no primeiro e dois no segundo. Então, todas as pessoas são convidadas. eh algumas ações mais direcionadas, a gente traz palestras, né, de um profissional ou para falar sobre bullying ou o racismo, eh sobre higiene, sobre alimentação. Então, a gente tem a gente tem um nicho aí que a gente pode apropriar e e e a gente tá sempre buscando essas parcerias que também são essenciais, tá certo? Então, Gilberto, agora a gente vai mostrar um pouquinho do trabalho que é realizado aqui na Sociedade Prómenor. A gente conversou com alguns oficineiros e também mostrou um pouquinho das atividades. Confere tudo aí. Aqui na sociedade prómenor, o [música] contraturno escolar não é apenas um espaço para passar o tempo. É o lugar onde a vulnerabilidade emocional dá espaço ao afeto. E as oficinas de arte, música, dança [música] alimentam sonhos de muitas famílias. Neste refúgio construído pela própria comunidade, o maior aprendizado não está nos livros, está na certeza de que nenhuma dessas vidas precisa caminhar sozinha. Eu sou da Colômbia, nasci lá e desde final de 2022 que eu tô aqui e ah, o que me motivou para vir foi a minha família, meus irmãos já morava aqui também. Aí eu decidi vir para aqui por causa disso, para estudar. Eu faço faculdade de pedagogia, então, mas foi nesse sentido. A gente trabalha bastantes coisas, pintura com tela, com tecido, também trabalhamos pintur cerâmica, eh, pintura simples também, pintar em papel, se expressar um pouco. Acho que a arte ajuda para se livrar. E para você, como que é atuar aqui na pro menor, trazendo essa sua experiência também da arte pras crianças? Ah, aqui a gente consegue ter uma liberdade para conseguir trabalhar, conseguir fazer as nossas coisas. A gente tem bastante apoio da diretoria nesse sentido. Então, é sempre uma uma atividade diferente, alguma coisa nova que a gente pode apresentar e as crianças recebem de uma forma positiva. Você percebe então o desenvolvimento delas nesse sentido, a transformação? Sim, com certeza. Muitas vezes a gente consegue ver algumas coisas que as crianças não conseguem falar ou se expressar por palavras. Muitas vezes eles podem fazer por parte de um desenho, por parte de alguma atividade e aí a gente consegue saber o que que tá acontecendo na vida dela. Pintar com tinta cerâmica. É, qual o desenho que você gosta de fazer mais? De futebol. Eu gosto de pintar aqui. De pintar. Aí é legal você pinta, pega outra cor, coloca, começa a pintar aí e tal, né? Aí fica pintando. Gosto de ficar pintando mesmo ou desenhando. E qual o desenho que você mais gosta de pintar? Tem um desenho específico? Ah, às vezes um aquele tipo aquele que a gente tá que a gente estava pintando agora mesmo, um de futebol. E como que o judô entrou na sua vida? Eh, eu comecei a fazer judô em 2002, eu tinha 9 anos de idade e nunca mais parei, né? Continuei praticando, virei faixa preta aproximadamente 10 anos e também cursei educação física, muito por conta dessa vivência no judô. E hoje eu sou professor e e trabalho exclusivamente com judô, tanto para crianças, né, para jovens, para adultos e idosos, para todos os públicos. E como é para você trabalhar com essas crianças? como que você percebe o desenvolvimento delas, né? O que significa para você essa representatividade? Ah, tem sido muito bom. A gente costuma dizer que o judô não é só um esporte, né? O judô tem uma filosofia educacional por trás. Então, a gente pensa muito na formação integral dessas crianças, né? Não só como atletas ou como esportistas, mas também como cidadãos, como pessoas boas, né? que vão fazer coisas boas pra sociedade. Então, a gente tenta fazer um trabalho nesse sentido. Aqui é uma instituição muito boa e tem excelentes profissionais, tem eh vivências de diferentes modalidades, de esportes, de artes também. E é muito legal que eles tenham essas vivências amplas, né, para que todas elas contribuam para essa formação integral, de fato, né? Então a gente fica bem feliz de participar. Ah, eu gosto muito de brincar com meus amigos. é caminhar um pouquinho lá no campo lá fora que tem lá e muitas coisas. Eu gosto, eu adoro fazer judô, uma das coisas que eu mais gosto fazer aqui da Promenor. E você já fazia antes ou aprendeu tudo aqui? Eu entrei em 2024 e o judô começou 2025 e eu fiquei muito feliz quando começou o judô. Tô sabendo que você é fera aqui no judô. É isso mesmo? Sim. Por quê? Porque toda hora que quando eu vou fazer isodor, eu sempre sou melhor e faço tudo direitinho. E para você, qual que é a expectativa para mudar de faixa? É sabedoria e ter mais jeito com judô. E além do judô, o que que você faz aqui na Pró Menor? Outras atividades que você gosta? Gosto mais de judô e robótica. E a robótica, você aprende o quê? Coisa de tecnologia. Tecnologia e umas coisas para quando nós crescer nós ser alguém na vida. Olha, inclusive eu gosto de fazer mais as atividades e fazer as atividades legais que tem para fazer. E a Promen é um local bem da hora, bem legal para ficar tarde. Eu gosto de todas as atividades que tem aqui também. Eu gosto de fazer o judô para mim aprender a lutar judô e por causa das lutas para mim trocar de faixa, a robótica para mim aprender robótica, a música para mim aprender música. A gente trabalha muito em relação assim com as famílias, né? Então desde o ato que a família procura, né? o serviço de convivência, fortalecimento de vínculos do cadastro, né, dessa entrevista, dessa conversa, que é o primeiro contato, né? Então, a gente explica as oficinas, né, as atividades que nós temos aqui no decorrer da semana, né, do dia a dia. E aí a gente tem essa troca, né, então a gente eh se conhece e também a gente trabalha em relação assim com a rede, né? Então é um trabalho em conjunto com as outras políticas públicas. Então, a gente tá junto com a educação, com a saúde, né, nas intersetoriais, o território. É um trabalho bem assim, árdo, né, desafiador, mas lindo. A gente, eu particularmente amo o que eu faço, assim, então, ao mesmo tempo que vocês têm esse planejamento interno, mas também o mapeamento, a triagem das famílias, elas partem também em conjunto com outras eh instituições da daqui da região. Isso, né? A gente trabalha assim no conjunto com a rede, né? Então aí a gente também tem um sistema onde a gente consegue ver o cadastro social, se a família tem benefício ou não, se tá contemplada, né, nessa questão da rede, do público prioritário, né, das crianças que nós atendemos e também a gente faz o trabalho do da visita domiciliar, que é muito importante, né? Então a gente tá mais perto dessa realidade aqui no território, né? Conhecendo esse público, né? fazendo esse mapeamento. E na verdade eu acho que a questão é mais da violência, né, da violência, das vulnerabilidades, né, de desse tempo mesmo, né, das famílias para com seus filhos, para com suas crianças, né, essa entrega, sabe, esse esse afeto. Então eu acho que a gente não fala muito assim da questão financeira, né? Porque a gente tá falando de um território onde a maioria das famílias têm trabalho fixo, não dependem, né, de benefício, auxílio social, mas a gente fala assim de uma questão mesmo de violência, né? Então de negligência. Então assim, a gente preza muito, né? Para que as famílias trabalhem em em conjunto conosco, né? Que seja uma mão de via dupla aí em prol à criança, né? adolescente. Vocês acompanharam um pouquinho só do que é realizado aqui na sociedade, um trabalho incrível e a gente percebe a transformação das crianças na fala delas e também na nos depoimentos dos oficineiros, Gilberto. Então, há quanto tempo você atua aqui? Queria que você deixasse também uma mensagem, né, do que representa estar à frente disso tudo e ser coordenadora aqui do espaço. Ora, ser coordenadora desafiadora. É. pegar tudo para si. Enfim, eh, eu estou aqui na PR há 5 anos. Eh, bom, esse negócio de representar assim [risadas] é é é é é é é um pouco difícil. Eh, mas digo com toda a certeza que o trabalho do do qual nós exercemos e e e daquilo que que nós confiamos, daquilo que nós podemos fazer, é é uma ferramenta de mudança. Então, penso que eh eu sou apenas um vetor, né? Eu sou apenas um vetor que que que está dentro desse processo todo também de mudança. Eh, então eu fico muito lisongeado, eu fico muito eh feliz em tá tá podendo colaborar com com aquilo ou ou o que eu sei, né, de uma forma ou de outra, direta ou indiretamente. Então, eu lhe diria que eu sou apenas um um um vetor apaixonado nisso que eu faço, né? Eh, com todas as dificuldades e com todas as alegrias também que são as melhores, né? Acho que a gente tem mais alegria do que do que tristeza. Sim, sim. Acho que é isso. Com certeza. Acho que é isso. Muito obrigada, Gilberto, por ter participado do programa Mão Solidárias. Agradeço. Parabéns pelo trabalho e que as pessoas consigam, né, se identificar também, que as atividades e que vocês consigam atingir aí maior número de pessoas possíveis. Então, muito obrigada. Conhecer para menor, estamos aqui. Muito obrigado. É isso aí, gente. Vocês podem acompanhar também o trabalho pelas redes sociais. Vai aparecer para vocês aí na tela, o Instagram também o endereço aqui do Prómenor e você acompanha também a programação pelo portal tvcamaracampinas.com.br. Nosso programa fica por aqui. Te espero na próxima edição. Até lá. [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] เ Ah.