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Mãos Solidárias | Projeto turma do Bem
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Mãos Solidárias | Projeto turma do Bem

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Resumo editorial

No programa Mãos Solidárias, a Dra. Regina Cecília Oliveira, coordenadora regional da ONG Turma do Bem, conta como o projeto começou com um dentista que decidiu tratar uma criança em dor após uma palestra e hoje reúne 19 mil dentistas voluntários no Brasil. A ONG atende gratuitamente adolescentes de 11 a 18 anos em situação de vulnerabilidade social, com tratamento odontológico equivalente ao de paciente particular. Cada dentista voluntário escolhe quantos pacientes quer tratar dentro da própria agenda de consultório.

Descrição do vídeo

A turma do bem - maior rede de voluntariado especializado em saúde bucal do mundo - realiza mega triagem uma vez por ano, que dessa vez aconteceu no Shopping Parque das Bandeiras. Durante a triagem, os dentistas fazem uma avaliação da saúde bucal, e os casos mais urgentes terão prioridade na seleção do programa. Após a triagem, os jovens escolhidos serão contatados pela equipe da turma do bem para iniciar o acompanhamento.

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[música] [música] Olá, mãos solidárias. Começando, vamos juntos conhecer os projetos [música] sociais e hoje vamos falar da Turma do Bem, que tem um trabalho, né, social, que realiza aí triagem de crianças e [música] adolescentes em situação de vulnerabilidade social, mas também odontológica, né, para receberem, ganharem um tratamento gratuito. E a gente vai conversar agora com a Dra. Regina Cecília [música] Oliveira 7. Ela é coordenadora, né, do projeto aqui [música] da regional, né, doutora, seja muito bem-vinda. Aqui solidárias. [música] >> Obada, obrigada. >> Bom, pra gente começar, né, como que foi pensado nesse projeto, nessa iniciativa, né, a idealização mesmo do Turma do Bem. >> Então, a Turma do Bem começou com um dentista, né? Hoje somos [música] 19.000, Mas um dentista que é o nosso presidente que teve a ideia, [música] ele ficou sensibilizado com as crianças que não [música] tem acesso e levou uma criança depois de uma palestra que ele deu. A a mãe muito simples trouxe a criança, falou: "Olha, eu entendi a sua palestra, mas ela tá [música] com dor, ela não dormiu essa noite". Ele falou: "Vai no meu consultório". E lá no consultório ele tratou e pensou, se eu mandar ela embora e nunca mais vê-la, não faz sentido. O ideal é que ela volte a cada seis meses como qualquer, como meu filho, como a gente faria para um filho, né? Então ele tinha mais colegas da mesma clínica, ele era o proprietário da clínica e falou assim: "Chamou todo mundo, falou: "Se cada um pegar um, não vai mudar a vida de ninguém, mas vai mudar [música] a vida de cada um que foi pego lá". E aí começou com oito, nove dentistas e e a ideia é tratar da idade que chega até completar 18 anos. Só que é muita gente paraa de qualquer idade. Então foi feita uma pesquisa de qual é a faixa etária mais, vamos chamar de desprezada pela sociedade são os adolescentes, tá? A criança tem o fato de ser criança, tadinha, tá dodó e tal. O ido também comove muita gente, mas o adolescente ele realmente não comove ninguém. [música] E aí então a turma do bem decidiu tratar de jovens de 11 a 18 anos, né? Completa [música] o 18 anos, perde o direito ao projeto. Mas qual é a ideia? Com 18 anos ele não precisa mais do projeto, né? [música] Ele já sabe se cuidar, ele já não tem mais problemas. Então tá bom. Então como que eu vou ajudar a turma do bem? Então eu eu dentista posso me candidatar a ser dentista do bem, né? Eu sou já dentista do bem, mas se você que tá vendo é dentista e quiser [música] ser dentista do bem, é só entrar em contato com São Paulo que tudo vai dar certo, né? >> Eh, vão cadastrar e tudo mais. E o dentista ele coloca para a organização dessa CIP quantos pacientes ele quer. Então eu normalmente trato de quatro, mas tem gente que trata de um, porque eu vou levando esses quatro dentro da minha agenda normal, no meu consultório, não tenho que me deslocar para lugar nenhum, o que facilita muito. E o paciente vai ser tratado como um paciente particular. Para falar a verdade, tem hora [música] que a gente nem sabe qual é a criança do particular, qual é a criança do projeto, porque eles são parecidos, entendeu? A gente só sabe que não tá pagando aqui no bastidor, [música] mas o que tá pagando tem também necessidade. Então eu atendo, a primeira vez normalmente tem bastante coisa para fazer, na segunda já não tem, então não tem um peso porque eu deixei em ordem. Então [música] daqui se meses é de novo, de novo. Ah, tá. Ele precisa pô aparelho agora. E eu não ponho aparelho. Que que vai fazer? Não, eu ponho aparelho, tá? Mas vamos supor que eu não ponho aparelho. Eh, vai e eu vou achar alguém da turma do bem que não cobre dele, põe aparelho, que é o que eu faria pro meu filho. >> Entendi. É uma rede credenciada, mas assim, são voluntários, >> todos voluntários. Nós somos eh o Brasil todo tem, né? Eu particularmente sou coordenadora em Campinas e dentista do bem. Eu poderia ser só coordenadora, mas eu ainda atuo, então eu quero ser dentista do bem. Então as as crianças [música] vêm até mim para eu fazer o tratamento que for necessário. E a gente não tá só no Brasil, América Latina todinha e Espanha, tá? A gente tem representantes lá. Então é uma ação que quer, na verdade ajudar, mas conscientizar, né, a importância da onontologia. Porque você pensa um adolescente 14 anos, faltando os dois dentes da frente, tá? Você olha, fala: "Não quero para meu [música] funcionário", né? E ele entra no mercado de trabalho já em desvantagem, né? só porque ele não tem os dentes. >> E fora os traumas emocionais, psicológicos, as consequências que a gente sabe que tem biológicas de da ausência do dente, mas eu falando só do emocional e dessa coisa da competitividade no mercado de trabalho, eh, fica mais justo, entendeu? E, e então assim, a gente tem histórias lindas até de exeneciários que viraram dentista, né? Eles acabaram entendendo, viraram auxiliares, tá? Tem muita gratidão. [música] A gratidão a gente ouve demais, porque é isso mesmo, mas a gratidão maior é minha, porque eu tenho a possibilidade de ajudar, né? É uma forma organizada. A turma de bem me organizou para eu ajudar quem realmente precisa, porque às vezes a pessoa pede, mas ela, entendeu? Tem [música] iPhone, não sei que número e quer que eu atenda de graça. >> Não combina muito bem. A Turma do Bem, ela faz uma triagem dessa vulnerabilidade social. [música] >> Que é feita essa triagem, né? Quais são os pontos que vocês mais observam? Existem locais, pontos específicos que vocês atuam nesse [música] mapeamento? >> Então é assim, eu sou coordenadora em Campinas, várias cidades t o seu próprio coordenador, né? Então eu como coordenadora, eu vou atrás desse jovem, eu vou procurar esse jovem e eu posso ir no orfanato, eu posso ir nessas [música] entidades assistenciais que ficam com as crianças no contraperíodo da escola ou na própria escola. Quando eu vou em escola, eu tenho um contato direto com a diretora e ela tem que me autorizar a entrar, [música] né? E aí eu levo a a minha auxiliar, levo outros dentistas para me ajudar e a gente avalia nessa faixa etária de 11 a [música] 17, porque o 17 fica até 18, né? Então não é 11 até 18, 18 ele sai. >> E aí eu são feitos dois questionários, um questionário social e um questionário odontológico. Então o social e ele pergunta coisas que me dão uma ideia de quem é essa criança em termos financeiros. Então, por exemplo, quem dorme na sua cama? Ah, dorm eu, minha avó e meu irmão. Quem dorme na sua cama? Não, eu dormo sozinho. >> Quem dorme na sua cama? Todo mundo. Só tem um colchão na minha casa. Isso já me dá uma ideia, né, [música] de quem é essa criança. O banheiro é dentro de casa ou é fora de casa? Tem carro? Não tem carro, tem moto? Não tem moto. E aí quando a gente vai para a parte odontológica, primeira coisa, se você tá com dor, né? [música] Porque aí vira urgência, né? Você tá com dor? Não, não tô. Mas você gosta do seu sorriso? Não, morro de vergonha. Por quê? Por causa disso, disso, disso. Então eu vou anotando as necessidades das especialidades odontológicas que ele precisa. Ah, precisa pô aparelho. [música] Então, a hora que eu termino, é, hoje é online, né? Eu faço esses dois questionários e envio para São Paulo. São Paulo vai receber, vamos dizer, 400 triagens que eu fiz, vai separar de acordo com os, por isso que é importante ter voluntários, de acordo com o número de voluntários disponíveis. Ah, a Dra. A Regina falou que pode e ela põe aparelho. Já vamos mandar para ela porque uma das necessidades dessa jovem é aparelho. Aí vem para mim e eu faço tudo. >> E se eu não tenho como fazer, eu procuro alguém que faça gratuitamente até ele completar 18 anos e a gente vira amigo, viu? É uma gracinha. >> Acaba sendo essa conexão, né? Essa ligação. >> É tão bonitinho, porque eles acabam com 18 anos e aí começam a trabalhar. E às vezes eu não acabei o aparelho. Falou: "Não, mas agora eu pago". Eu agora eu quero pagar, entendeu? E eu faço, né, aquele precinho só para dar >> aquele precinho camarada, >> é só para ele se sentir gente, sabe? E é um orgulho para ele. Fal assim, ela atendeu de graça, agora eu tô pagando. [música] >> E esse e você tinha comentado, né, que essa questão também do social, né, que o rosto, né, é a vitrine, né, é o cartão de visita. Então, tem sim esse cunho de do primeiro emprego de >> da namorada. Exatamente, né? De ai não encontro. Então assim, vai além do que o próprio tratamento em si. >> Exatamente. A odontologia é muito bacana, né? Ela não trata de [música] dente, ela trata de gente, né? Gente que tem dente, às vezes não tem, a gente põe, né? Então eu sou muito apaixonada por odontologia. Eu gosto demais [música] por causa desse lado emocional e social, né? E a turma do bem, ela me ajudou a organizar isso daí, [música] porque é quem realmente precisa, porque passa pela minha triagem, pela triagem deles, volta para mim, vai pro colega, o colega me chama e assim [música] é uma rede maravilhosa de apoio. Só dentista é um recorde o número de dentistas que [música] tem. A gente tá no Guines. >> Sim. É, você tinha comentado, né? >> É, é porque somos 19.000 dentistas, né? é a entidade não governamental com maior número de mesmas profissões, né? Tudo é dentista, o coordenador é dentista, o secretário dentista, é dentista. Então [música] acabou que fomos pro Guines. >> Mas a demanda é tanta que ainda precisa de mais, não é? >> Pois é, existe uma carência muito grande, né? [música] Eh, o governo põe muito pouco na odontologia, né? Tanto a todos os níveis, né? [música] Federal, estadual e municipal. A odontologia não é vista como uma necessidade. Eh, quando [música] você fala, ah, a pessoa tem autoestima melhor, tal, OK, mas isso é uma consequência [música] de ter saúde, de ter saúde bucal. Um um dente infeccionado pode, essa infecção pode parar no coração, parou no coração, mata, [música] entendeu? Então assim, dente mata, dente mata, vamos dizer um dente não cuidado, né? Concordo com você. O social é importantíssimo. Abre portas, né? [música] Consegue dar mais oportunidade de emprego. Mas a gente tem que lembrar que ontologia saúde. [música] >> E, doutor, aqui, né, por ser coordenador aqui Campinas, na regional, eh, qual que é o número, né, significativo? Quantos atendimentos pela Turma do Bem consegue mensurar essa esses atendimentos que são esses atendimentos [música] que são realizados aqui também? E falando um pouquinho sobre a campanha de conscientização, né, você como coordenadora comentou que tem também essa atuação nas escolas, né? Isso é muito [música] importante também. >> Exatamente. Eh, nós no Brasil já conseguimos atender mais de 70.000 jovens, tá? [música] Eu não tenho os números de Campinas. Exatamente. E também é uma coisa eh que muda, né? Uma hora tem mais, outra hora eh saem dentistas, então para um pouco, mas eh eh a gente procura atender a periferia, né? E e você acredita que às vezes o problema é vir até o consultório, porque [música] quem tá disposto a atender, tem um consultório num bairro que não é o mesmo bairro que a criança [música] mora. Então às vezes ela tem dificuldade de locomoção, de pegar um ônibus, entendeu? para ver que realmente [música] a carência ela vai muito valer. Você ver como a carência é grande. Exatamente. É muito grande. >> E hoje, né, como que você o que que você avalia [música] das dificuldades, dos desafios que o projeto ainda tem? O que que você acha que precisa, né, melhorar no sentido [música] assim de ter essa visibilidade e trazer mais profissionais também? Porque conforme vai aumentando a demanda, [música] vai precisando de mais gente, né? E o que que precisa? Quais são os requisitos para quem tá nos assistindo e quer fazer [música] parte desse projeto? Também >> tem que ser dentista, [risadas] tem que ter ser dentista e ter um lugar para atender, né? Eh, hoje existem salas por horário, assim, consultório, tudo bem, mas você é um profissional da odontologia e quer trabalhar na turma do Bem, é entrar em contato com São Paulo, turmadobem.org, [música] que vai eh ser direcionado, né? a gente realmente tem [música] falta desse material. O que mais falta pra gente é dentista, né? E a divulgação, a gente consegue fazer [música] uma boa divulgação através do nosso patrocinador, tá? Que já há alguns anos, há 8 anos mais ou menos, a Colgate tá patrocinando. Então ela ajuda, mas ela não supre toda a necessidade e por mais que ela possa financiar, a gente precisa de dentista. Então não tem jeito, né? E e essas [música] crianças de periferia a gente acaba achando dentro das escolas públicas, né? As escolas públicas é é assim impressionante o número de de necessitados. Embora como eu tô há muitos anos, eu reparei que vem melhorando a saúde bucal da população. Isso graças ao fluor. O fluor na água e o flor na pasta de dente. O acesso à pasta de dente hoje tá melhor, né? Uma das nossas lutas, porque a turma do bem eh ela tem vertentes e o dentista do bem é uma vertente, né? Ela tem uma vertente que quer influenciar a política pública. Ela quer que coloque fio, passa e escova na cesta básica, entendeu? É uma ideia simples que é muito mais barato que não tá consultório. Então a gente insiste, quando o prefeito, o candidato a prefeito é dentista, a gente vai lá e fala, fala com o novo ministro da saúde e tal, porque precisa acabar o conceito de que odontologia é luxo, não é, é saúde e precisa e é cara, ela precisa de apoio, né? >> Precisa chegar nas pessoas que mais necessitam, né? Que mais necessitam e que mais precisam. Agora, eh, só [música] uma questão também, doutora, que tava tem a faixa etária, a gente sabe, só que, por exemplo, quando vocês vão fazendo essa triagem, esse mapeamento, [música] né, que tem ali a família que tem mais de um filho e tem um kitico que não se encaixa, para vocês deve ser muito difícil essa situação, né, para manter realmente a faixa etária do projeto, mas também vendo que tem alguém que [música] não está nessa faixa, que precisa também de atendimento, é difícil. Particularmente eu trato de crianças no meu consultório particular, né? Eu sou odontopediatra e ortodontista e aí eu não consigo ver e ficar [música] quieta, né? Então quando tem uma solicitação de dor, eu atendo. Eu falo: "Ó, independente do projeto, traz seu irmãozinho que eu vou resolver a dor." E ele vai fazer 11 anos um dia, entendeu? Então assim, tirar alguém da dor é é um presente pra família, né? Porque uma criança com dor não dorme, não come, preocupa todo mundo, né? Fora o risco que ela tá correndo de saúde, porque muitas vezes a dor é uma infecção, você precisa tirar aquela infecção da boca. A gente não pode ter infecção em lugar nenhum do nosso organismo. E do dente é muito sério. A corrente sanguínea pega a bactéria e leva que a gente chama de órgãos nobres, né? Coração, pulmão, né? Você não pode arrancar o coração porque ele tá infeccionado, mas você pode arrancar um dente. Então, a gente resolve da melhor forma possível. e quando ele tiver idade, ele entra no projeto. >> Então, uma mensagem que eu queria que você passasse agora para quem está nos acompanhando daqui a pouquinho, não terminou não, mas daqui a pouquinho a gente tem um outro bloco, mas só pra gente encerrar esse primeiro bloco aqui com uma mensagem sua, então, pra população. >> Então, o que eu gostaria é que a população eh divulgasse isso, entendeu? e a população carente e a população estudantes de odontologia, dentistas. [música] Eh, é muito importante que a gente tenha cada vez mais participantes, porque embora a saúde bucal tenha melhorado, tem muito tempo para ficar uma população que não precisa, né? Uma população que é isenta de problema. Isso aí acho que daqui uns 50.000 anos, né? Mas então, para já é mais dentista, mais divulgação, [música] que a gente vai ficar muito feliz se tiver mais dentista. >> Tá certo, doutora? Muito obrigada pela sua participação. [música] Mas olha, foi um >> foi um prazer. >> Não terminou não, viu? Esse é só o primeiro bloco. No segundo bloco tem muito mais coisa para vocês aí de casa. Então fique com a gente. Voltamos já já. >> [música] >> Mã solidárias de volta. Agora vamos conversar com a doutora Sumara Mamed Chuluque. Ela que faz parte aqui do projeto, é uma das dentistas do bem. Seja muito bem-vinda, doutora. >> Muito obrigada. [música] >> Bom, a gente vai falar um pouquinho sobre outras vertentes também aqui do projeto. A Polônias do Bem. queria que você explicasse pra gente o que é essa vertente também do projeto. >> É, essa vertente do projeto é uma vertente mais recente e e que o objetivo ou o foco principal é tratar mulheres que sofreram violência doméstica, cujass violências geraram um um trauma na face e na boca. Muitas vezes a violência doméstica faz com que a mulher perca todos os dentes, né, alguns dentes. [música] E perder todos os dentes ou alguns dentes e ter deformação facial, com certeza tira essa mulher do mercado de trabalho. >> E como que vocês fazem então esse mapeamento, né? Vocês têm a o projeto Turma do Bem, ele tem uma [música] parceria com outras instituições, né, com também a delegacia para poder trazer essas pessoas ou elas chegam involuntariamente? Como que é feita essa demanda? Da mesma forma que é feito com as crianças, os coordenadores eh hoje buscam as >> instituições, os as instituições de acolhimento, eh as assistentes sociais dessas instituições também procuram a Turma do Bem, buscando uma ajuda para essas mulheres. Então assim, hoje ainda é um projeto mais começando, né? Então não tem ainda uma triagem, uma mega triagem nesse sentido, mas é é um projeto muito bacana, é muito gratificante trabalhar com as mulheres, porque é uma mudança de vida que e faz bem para elas, mas faz um bem enorme para pra gente também, dentista e mulher, né? [música] >> Isso, Mara. Vamos falar então sobre os tratamentos, né? essa parte toda, então, do mapeamento para entender qual a necessidade, né, dessa criança e desse adolescente. Eh, quando chega para você eh o relatório, né, do do que essa essa pessoa precisa, como que você enxerga hoje essa dificuldade, né, das do acesso mesmo ao tratamento odontológico? Ainda assim, é carente mesmo até do tratamento básico? Sim, é bem carente do tratamento básico. Costuma, né, quando chega um paciente da Turma do Bem, os que eu já tratei, eles, a maioria vem com muitas, muitas necessidades, né? E o que é bacana da Turma do Bem é que ela respeita muito o dentista, eh, para que ele faça o que ele o que ele decide. Não existe uma uma orientação, vamos dizer assim, da cúpula, né, ou dos dos diretores da Turma do Bem, dizendo assim: "Olha, quero que vocês faça isso, isso, isso". o dentista ele é totalmente autônomo para ele decidir sobre o tratamento daquela criança. Ela um dia ela teve uma triagem, mas ali naquele momento aquele dentista que assumiu aquele tratamento, ele vai ter total liberdade para decidir o que vai ser, quais são as necessidades daquela criança, o que vai ser prioritário >> e acolher da melhor forma possível, né? E também volto a dizer, é surpreendente, né? E é, [música] eles realmente são muito gratos e é bacana, é bem bacana o projeto. Vale, >> como a doutora disse, né, que a Dra Ca não é conhecida [música] como CISA, que tem pessoas que não conseguem nem se deslocar até o consultório. Isso também impacta muito você. >> Impacta. A gente sente isso, que muitas adolescentes chegam, né, ao ao dentista e o tratamento às vezes tem necessidade de muitas vindas e a gente vê que alguns se perdem aí por por dificuldade de vir, né, de transporte, de valores de transporte, que para eles é muito é muito alto, né? Então eu eu sempre falo eh que as outras instituições, que a política pública, que tudo também possa estar ajudando nesse sentido, né? E hoje falando dos tratamentos, né, específicos, quais são eles hoje assim que vocês mais atuam? O que chega mais para vocês? >> Olha, o que chega mais é realmente o paciente que precisa restaurar os dentes, cari, né? e a maloclusão. Então, a a hoje num consultório particular, as informações estão aí, a gente começa cuidar de uma mordida errada, né, de uma necessidade de aparelho, de ortodontia, muito cedo. E esses pacientes adolescentes e carentes, eles não tiveram isso. Então eles chegam a maioria com muitas necessidades nesse sentido de de de corrigir, né, de aparelho e de tratamento dentário. Tem muitas perdas também, então muitas vezes tem extrações e tem necessidade de recolocação desses dentes e assim de tudo um pouco. E depois desse acompanhamento, né, que vai além do acompanhamento odontológico, né, além do tratamento, né, doutora, [música] tem todo um acolhimento também por trás >> desse tratamento específico, tratamento bucal, né? >> É, com certeza a gente faz muito mais do que simplesmente tratar, né? A gente, muitas vezes a gente vira inspiração para eles e a gente acaba orientando para pra vida mesmo, né? realmente a gente acolhe. >> E tem a questão também da família, né, [música] que traz todo também esse lado emocional, a gratidão por conseguir ter passado nessa triagem, porque eu acho que é um momento também que eles ficam ansiosos, né, para saber se de fato eles vão passar, porque realmente >> para essas pessoas deve ser muito mais difícil, né? >> É, é difícil. E como a coordenadora, né, a cissa, falou, eh, realmente precisava ainda ter mais dentistas, né? Precisava ter mais dentistas para que tivesse mais em mais locais. Então nós estamos aqui, uma pessoa que tá lá na periferia, na periferia tem dentista também, então os se tiver mais próximo dela, da criança, mais fácil dela chegar ao consultório. Então realmente uma cidade como Campinas, uma região metropolitana, caberia muito mais dentistas. Então é o nosso desejo. >> E doutora, você acredita que hoje fala-se muito pouco ainda sobre as doenças, né, da boca, do dente, a falta de um dente, ainda, né, de se ter essa conscientização também nas escolas, na nas casas para trazer a importância da saúde bucal. [música] Eu acho assim, eu tenho 40 anos de formada e eu vejo assim de de quando eu comecei para hoje as informações são maiores, com certeza, né? E chegam mais fácil a todos, né? Mas ainda é pouco, sempre é pouco, né? E com certeza nas a em escola é fundamental, nas instituições, nos projetos sociais todos. E isso que vocês estão fazendo aqui, gente, não tem preço. É muito legal. Então hoje você acredita que o maior gargalo talvez seja a demanda, né, que vai aumentando e ainda a falta talvez de profissionais nesse processo do voluntário tudo. Sim. Uhum. O que eu vejo é que assim, a minha geração, eh, nós, eh, tem mais eh dentistas da minha geração que aceitam trabalhar no projeto. Hoje os mais jovens eh t um pouco de dificuldade para se envolver no projeto. Então, talvez eh isso nas universidades também deveria talvez ser trabalhado um pouco disso do lado social também. Então acho que tem tem trabalho para muita gente aí, né? >> Tem muito trabalho que eles podem contribuir, né, e fazer o bem para quem mais precisa, né? E e trabalhando essa questão também da de do social, né? essa inclusão social, como a Ca falou, que além de ser algo que visa não só a aparência para ingressar no mercado de trabalho, né, mas talvez esse acolhimento, ter toda essa >> com certeza. Eu tive vários que já estão adultos e e alguns que continuam tratando com a gente porque aí se empregou e tem o próprio dinheiro para pagar e quer continuar vindo e não tem problemas dentários porque [música] teve um tratamento de muitos anos e a gente acompanhou, né, >> a evolução, a evolução social mesmo do trabalho, da família e tudo mais. Então é muito bacana. Acho que vale a pena. >> Tá certo, doutora? Olha só, pessoal, a gente inclusive conversou, né, com alguns pacientes que começaram no tratamento, que fizeram essa triagem, né, foram selecionados e tem um material muito legal para você conferir aí. Então, confere tudo, não saia daí. A Turma do Bem, maior rede de voluntariado especializado em saúde bucal do mundo, realiza mega triagem uma vez por ano, que dessa vez aconteceu no Shopping Parque das Bandeiras. Durante a triagem, os dentistas fazem uma avaliação da saúde bucal e os casos mais urgentes terão prioridade na seleção do programa. Após a triagem, os jovens escolhidos serão contatados pela equipe da turma do bem para iniciar o acompanhamento. >> Pra gente é muito importante, né? Porque tratamento hoje em dia tá muito caro e né? Todo mundo que tem condições de pagar, né? E assim, eh, as crianças são as crianças mais vulnerável que mais precisam dessas sção. Eu acho que vai ser muito bom, principalmente pro meu filho. >> Ele tem quantos anos? >> Ele tem 11 anos, >> sabendo que ele pode, né, ter esse tratamento até os 17? >> Sim, até 17 anos, eu tô garantida. >> É, para mim é muito importante, porque pra gente pagar um um denti hoje em dia tá difícil pra gente que ganha aposentada, né? Então, para mim isso foi muito importante. >> Adrian, como você conheceu o projeto Turma do Bem? >> Foi através da escola. Eh, a doutora foi fazer a visita na escola, né? E aí surgiu a oportunidade e eu tô fiz parte, né, do projeto durante um longo período. Aí, >> então, naquele momento, ela fez uma triagem com vocês e tinha uma necessidade de você ter esse tratamento. Qual foi o seu tratamento? Eu tive retirada de dente, tinha muito dente fora do lugar, dentes a mais na boca e teve a retirada, tive a colocação do aparelho, toda o acompanhamento, fiz eh uma cirurgia na gengiva porque a gengiva era muito grande. E é isso. [risadas] >> E nesse período, né, que você começou eh nesse tratamento, nesse processo, pra sua família sempre foi difícil ter o acesso, né, a um a dentistas, tratamentos odontológicos? >> Sim, sim. justamente por conta de custos, né? Eh, é um tratamento muito caro, exige muito dinheiro, muito tempo, né? Demanda muito tempo. Então é uma dificuldade, acho que dentro de muitas famílias hoje em dia, né? >> E como foi para você depois passar da triagem, né? Como que você sentiu na Europa? Eu fui selecionado para esse tratamento gratuito? >> Cara, foi surreal porque é algo que a gente não esperava, tipo, aconteceu, demorou um tempinho, né, até ser aprovado e tudo mais. E foi completamente surpreendente, né, cara? Tipo, eu lá com dos 12 anos consegui, né, todo o tratamento gratuito foi muito bom. >> E você tinha algum assim certo preconceito, receio com o seu sorriso, com a sua dentição? >> Sim, muito, muito. Evitava muito de dar sorrisos e tudo mais. Hoje em dia [risadas] não, mas >> hoje já fala sorrindo, né? >> Sim. todo o tempo [risadas] >> que representa [limpando a garganta] para você então ter feito parte, né, fazer parte desse projeto Turma do Bem. >> Ah, muita gratidão. Eh, a palavra que se resume aí, eu tenho a gratidão à doutora, né, que me ajudou muito nesse período, me apoiou e é isso. Gratidão. >> Clára, há quanto tempo você faz parte aqui do projeto Turma do Bem, né? Como que você ficou sabendo dessa iniciativa? Foi tudo através da televisão. Eu e minha mãe sempre correu atrás desde os meus 9 anos que nós via que o meu queixo era um pouco mais pra frente. Aí ela tava, a Dra. Cista tava passando na televisão no Shopping Bandeiras. Aí nisso a gente foi lá atrás dela. Sorte que deu tempo, que não é toda vez que ela fica lá. E começamos a partir a partir daí dos 9 anos de idade. >> E como foi para você, pra sua família, né, ser selecionado ali naquele momento da triagem? Ah, pra minha família foi muito contente por causa que a gente não tinha muitas esperanças quando nós ia nas clínicas, né? Porque tudo já era custo e já era algo que a minha mãe já sabia que ia ser caro. Assim que nós encontrou com a Dra. Assis, ela foi acompanhando a gente, foi falando que tinha outros projetos que a gente não sabia, que nesses assuntos a gente chama uns legos, né, na parte de benefícios. >> Aí ela ajudou a gente nessa parte. É, graças a Deus tá sendo tudo ótimo depois da cirurgia, por causa que até antes eu tinha problema para respirar, se alimentar, roncava demais também e era estômago também. Futuramente eu vou ter que fazer uma cirurgia no estômago que eu não mastigava direito, mastigava só com os dentes de trás. >> E para você hoje como tem sido, né, depois da cirurgia, depois que passou pros problemas, né, mais difíceis, os desafios? >> Uhum. [limpando a garganta] Ah, graças a Deus, hoje tá sendo tudo bem, né? Pessoa seguindo com sorriso no rosto, antes muito problema para respirar, se alimentar. Agora saio, como bem, graças a Deus, tudo através da doutora C do Dr. Argus Campanha. >> Eu tenho valido a pena para você. Representa muito, >> muito, muito a pena. >> Vocês viram os depoimentos então, né, das pessoas que passaram e também que continuam aqui no tratamento? Isso realmente fez muita diferença, né, da na vida desses jovens. E eles só tm gratidão, né, Dra. Sumária? >> Sim, muita. O que que você tem a dizer então sobre o projeto, né? O que representa fazer parte aqui do Turma do Bem? >> Na verdade, eles têm muita gratidão, mas eu acho que quem mais se beneficia com o projeto somos nós, porque realmente é muito bacana. Quanto mais a gente atende, mais a gente reconhece a importância e é muito bom. >> Muito obrigada, viu, doutora? Parabéns pelo trabalho de vocês, pelo projeto. >> Ob vocês pela divulgação, pelo carinho com o projeto. >> Muito legal. Bom, pessoal, mãos solidárias fica por aqui, então espero que vocês tenham gostado. Curtam então a página do Projeto do Bem. Vai ficar aqui para vocês. Então, as redes sociais, vocês viram o trabalho incrível que eles fazem e também essa carência de voluntários. Então você dentista, se quiser fazer parte desse trabalho, então só se inscrever. a aproveitar, olhar todas as informações no site. Continue então aqui na programação. Temos um encontro marcado na próxima edição do Mão Solidárias. Até lá. [música] [música] เฮ [música] >> [música] [música] [música] [música] >> เ M.
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