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Mãos Solidárias | Projeto Vida Em Ação
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Mãos Solidárias | Projeto Vida Em Ação

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O Mãos Solidárias vai mostrar a união de moradores para fazer o bem. É que vamos mostrar como o projeto Vida em Ação tem mudado a realidade na região do Jardim Florence 2

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Olá, sejam muito bem-vindos. Programa Mãos Solidárias no Ar e hoje daqui do Jardim Florense 2, vamos conhecer a história do projeto Vida em Ação, que atende cerca de 100 famílias em situação de vulnerabilidade. Mas quem vai contar toda essa história pra gente, né, desde quando iniciou aqui esse projeto, é o fundador desse projeto tão especial, Mauricélio Lopes. Ele que vai nos receber agora. Muito obrigada. Bem-vinda ao nosso projeto, viu, Cane? Obrigada. Vamos então conhecer e você vai me contar um pouquinho de tudo isso, como que funciona. Vamos lá, vamos acompanhar tudo. Bom, Mauricell, pra gente então contextualizar, né, esse espaço e também o projeto, quando que foi fundado tudo isso e por você teve essa iniciativa. Bom, o projeto ele foi fundado em 2014, né? Eh, o projeto ele iniciou, na verdade, no fundo da minha casa. Eh, o o objetivo principal desse projeto é, eu tive uma, na verdade, eu não tive uma infância, né? Nós somos em 12 irmãos e minha mãe, ela cria os os 12 irmãos sem pai. Então, a nossa infância, na verdade, foi trabalhar. Então, a gente não teve tempo de lazer, de esporte. Então, tudo aquilo que eu não tive, eu tô tentando de alguma forma compensar, né? eh contribuir para que a nossa comunidade, inclusive essa comunidade aqui que é bem carente mesmo, eles possam ter. Hoje o projet o objetivo principal é esse. E hoje vocês atendem cerca de 100 famílias em situação de vulnerabilidade, né? E sempre foi nesse espaço aqui no Jardim Florence 2 ou vocês começaram em um outro ambiente de uma outra maneira? Sim. É, nós na verdade, como eu falei, a gente começou no fundo da minha casa, né? eram, a gente compartilhou a casa com o projeto, aí o projeto começou a criar corpo e aí não tinha como mais ficar dentro de casa, porque aí tirava um pouco a nossa privacidade e aí nós começamos a a buscar outro espaço maior e aí nós realizamos esse espaço sempre na região do Campo Grande, né? Aí nós estivemos ali no Parque Floresta um espaço bem reduzido. Esse é um espaço maior porque o projeto ele não para de crescer. Hoje, como você falou, nós já estamos com mais de 100 família e estamos com a lista de espera e é um projeto social. E o interessante, Cien, que o projeto e os pais já vieram conversar comigo, fal: "Ó, Mauricélio, esse local aqui, esse projeto tem tirado as nossas crianças da rua". Uma coisa que me chamou muita atenção e me comooveu muito foi uma criança, né? uma criança de 12 anos que o pai, o pai ele, ele falou: "Mauricélia, minha filha estava sendo usado como mula e pelo e através do projeto social. Hoje a minha filha quer estudar, minha filha mudou completamente a cabeça." Então esse é o nosso pagamento, a nossa satisfação em ter esse projeto e continuar com esse projeto. É um projeto que ele veio para transformar vidas, né? para trazer mais também eh tranquilidade aos pais, segurança, porque é um local acolhedor, né, que tem esse esse esse projeto mesmo, esse incentivo, né, Mauricélio, é um projeto que transforma vidas, né, que tem de passar aí pros pais responsáveis também essa segurança de um de um local acolhedor, né, que acolhe essas crianças, adolescentes. Quais são essas atividades, né? O que que vocês ofertam e incentivam esses jovens a vir para cá? Bom, as atividades, inclusive, eu quero te mostrar agora. Posso? Vamos lá. Claro, vamos lá. Então, aqui acontece a mágica, né? Aqui é um espaço um pouco, graças a Deus, maior do que o espaço anterior. Então, aqui acontece as aulas de Gilgitson, nós temos as aulas de Gilgitson, né? aula de capoeira, que olha, inclusive nós estamos aí eh em torno de quase 100 crianças na capoeira, né? E nós temos as atividades também da pintura em tecido. Então as mães eh essa ideia de montar as oficinas é porque as mães vinham para cá trazer as crianças e ficava sem fazer nada. Eu falei: "Então vamos juntar o útil agradável". Ela traz as crianças em contrapartida, elas têm as oficinas que ela é uma forma de terapia e algumas Ciene elas também estão fazendo não só terapia, mas também tem sido algo para vender, para para pro sustento delas. Elas se tornam empreendedoras. Então aqui tem esse feio também. Exatamente. Tem sim. Eh, nós estamos aí com os projetos também futuro de hip hop, já pro próximo semestre agora, né? e formar uma nova turma também de eh violão. Então, as criançadas me pediram, queremos aula de violão. Então, já estamos procurando o professor para que possa ministrar essas aulas. Então, vocês têm eh terão, né, o hip hop, tem o gilitso, tem pintura em tecido pras mães que trazem os filhos e também vai ter agora capoeira e aula de violão. Capo? Violão também. E as demandas vão chegando dos próprios alunos também. Exatamente. Exatamente. E é muito gratificante porque eh é o nosso combustível é isso, é o feedback dos pais, né? Então os pais vão dando feedback, vão passando o retorno do projeto e isso nos motiva, né, a a abranger mais outras atividades aí. Inclusive tá tendo agora aula de pintura em tecido, né? Vamos dar uma olhadinha lá na sala. Vamos lá. Vamos lá. Bom, e ao lado então dali onde acontece o Gil Gitsu já tem o espaço da pintura em tecido. Pintura. É aqui que acontece a mágica, né? Aí as nossas princesas, tem um príncipe ali também, todo mundo trabalhando, fazendo atividade. Mauricélio, qual que é a periodicidade das aulas, né? Elas acontecem todos os dias? Como que funciona? É, hoje a pintura e tecido a gente tá só uma vez por semana, toda terça-feira, né? A ideia mais paraa frente, se Deus quiser, tendo condições, é estender mais, mas hoje acontece uma vez por semana, toda terça-feira, das 9, das 8:30, na verdade às 10 horas. E é isso aí, é uma terapia e algumas fora a terapia ainda consegue ainda ter uma renda, eu espero, né? É, elas aqui é o momento que elas podem colocar em prática e ainda empreender, né? Exatamente. Aprender tudo, vender o que elas aprendem aqui, né, nesse projeto tão especial. E Mauricélio, qual que é assim, eh hoje, né, a ajuda que vocês têm para manter esse espaço, como que funciona nesse sentido dos desafios também? Porque acredito que nesse tempo de 12 anos, mais ou menos, que existe, né? 12 anos, esse ano completamos 12 anos. Eh, esse, como você mesmo disse, é um grande desafio, é um dos principa desafio, na verdade, a área financeira. Hoje o projeto, por mais que ele tenha 12 anos de existência, eh, infelizmente existe muita burocracia na questão de legalizar, onde ela tem CNPJ há 12 anos e agora esse ano que a gente conseguiu o CMDCA, né, aquela licença e nós estamos agora priteando a a licença da assistência social, tá? Tá difícil, é muita, como eu disse, burocracia, mas eu acredito que se Deus quer vai dar certo. Então hoje o projeto ele é sustentado quase 100% por voluntário. Então hoje todos são voluntário. A questão de aluguel, de água e luz, a gente chega junto com os voluntários, rateia e aí cada um paga uma coisa e o projeto existe por causa disso. E ainda assim você percebe que tem alguma dificuldade para trazer voluntários, pessoas que queiram atuar nesses projetos também? Então, Cassene, eu eu assim eu tive muita sorte, posso dizer isso, né? Graças a Deus que o nossos voluntários, porque a ideia de voluntário aí fora é: "Ah, eles vêm quando eles querem e tal". aqui não. Graças a Deus a gente consegue ter voluntários realmente dedicados, como a Naiara, que tá aí sempre se dedicando. A Naiara, por exemplo, foi ex-aluna do projeto. Ela é ex-aluna do projeto e hoje é professora do projeto. Então, eh, graças a Deus, eu não tenho essa dificuldade, mas lógico que no futuro aí a gente quer, queremos, né, no futuro aí, eh, não ser só voluntário, né, ter pessoas aí realmente eh eh assalariada pelo projeto. É o nosso sonho, se Deus quiser. Marcélio, além dessas atividades, né, a gente vai conhecer agora outros espaços também. E vocês têm outros trabalhos, né, voltados também pra questão de da assistência social mesmo, né? Então, como que funciona nesse sentido de vocês fazerem essa triagem, esse mapeamento das famílias que são assistidas aqui no projeto? Bom, e nós temos sim, fora da ONG, Cen, nós temos outros projetos chamado, o nome do projeto chama é ação pela ação pela vida, ou seja, é um trabalho que a ONGA ela faz fora das quatro paredes. Então, a gente tem atividade fora que a gente leva lá eh distribuição de roupa, que a gente ganha muita roupa, né? A ONG, doação de roupa, agasalho. Inclusive este ano nós lançamos a campanha do agasalho 2026. É, todo ano a gente faz isso, né? Por exemplo, nós tivemos agora esse episódio lá na a Iubá e Juiz de Fora, nós fomos lá, a gente entende que o projeto ele pode estender a mão, ele pode alcançar outros povos, né? Não somente aqui dentro. Então nós fomos lá para Juiz de Fora, teve aquela aquele episódio também no Rio Grande do Sul, graças a Deus, com parceiros que a gente fez e também com a comunidade, a gente conseguiu arrecadar aí seis caminhões para levar para lá de doações. E também a gente realiza eventos fora também, como por exemplo doações de roupa, né? Inclusive agora a gente vai levar pros moradores em situação de rua, vai fazer um sopão para eles. Então o projeto entende que não é só internamente que acontece, tem que exatamente, tem que trabalhar fora e a gente para nós é um privilégio poder ajudar a nossa comunidade. E e quais são os próximos projetos, né, daqui paraa frente, além, é claro, desses que já funcionam aqui dentro, né, dessas atividades, as ações aqui voltadas para as famílias também, crianças, jovens e adultos e essas outras também em outras áreas para justamente vocês serem reconhecidos, né, com esse trabalho. E quais são os outros projetos? Então vocês também têm essa parceria com o Cras, né, com esses outros órgãos também, justamente para poder ter esse trabalho reconhecido de ajudar quem mais precisa, né? Exatamente, Cene. Inclusive, você tocou num ponto muito importante. A gente já nós já estamos em contato com a faculdade auera, inclusive eu fiz lá minha faculdade, sou formada em psicóloga e e nós queremos fazer parceria com as faculdades, com as instituições, para que eles possam trazer os seus estagiários para cá, né, para poder dar uma uma atenção para nossas crianças, aos pais também, eh, tanto na questão da da área da psicologia, como também na questão da enfermagem, né, na área da saúde. Então nó os próximos passos nossos é é a gente fazer essas esses essas alianças com essas instituições. Eles ganham porque tem os o estagiário, né? Pode fazer seus estágios e a a a entidade ganha porque vai ter esse essa assistência aqui no nosso projeto. Legal. Então a ideia de vocês é ampliar, é ter multiprofissionais também para atender essas famílias e nesse espaço, né? que acaba sendo um facilitador também pro pessoal aqui da região. E as famílias aqui, é, somente aqui da do Jardim Florense, em alguns outros bairros aqui do distrito, né? Sim. Projeto Vida em Ação. Antes da pandemia, por exemplo, a gente tinha a sede e mais cinco núcleos. É, a gente tinha outros em outros locais, né? a gente utilizava as igrejas, que cedia seus espaços, que não estava sendo utilizado, as escolas, mas infelizmente veio a pandemia e como a gente nós o projeto de vida, ainda não tem questão financeira própria, a gente acabou ficando ficando limitado essa situação, mas hoje, graças a Deus, estamos aqui no Jardim Florense, porém se vier pessoas de outros bairros, o projeto também atende aqui. atende também, não é somente o pessoal aqui da da região, né, mesmo porque tá sendo ele tá expandindo cada vez mais o projeto, né, indo para outros lugares, né, alcançando aí outras fronteiras. E a maior mensagem então dessa desse projeto Vida em Ação, qual que é para você, Mauricélio? Bom, ai você vai fazer eu chorar, hein? Na verdade, eh, é pouco que a gente faz. É pouco que a gente faz, né? É um projeto, é são atividades que a gente sabe que era, isso compete ao governo fazer, às autoridades políticas fazer, mas eh a gente faz, a gente faz que a gente tem paixão. Cassene, até agora deu certo, não fechou. Mesmo que a gente com muita dificuldade financeira não fechou. Eu falo assim como porque a gente faz com paixão. A gente vê aquelas crianças abraçando a gente, a gente vê um pai chegando pra gente falando assim: "Ó, meu filho, eh, se eu não fosse o projeto minhas filhas hoje, meu filho hoje não sa não sabia onde que estaria hoje." Então isso nos dá prazer e tudo que é feito com prazer, com alegria, dá resultado. Então a mensagem que eu digo é: "Não desista. Você que tem desejo de abrir um projeto, abrace, amigo. Abrace como nós abraçamos aqui e vamos continuar abraçando. Tá certo? Não vai desistir. Em algum momento já pensou em desistir mesmo com as dificuldades, mas o amor falou mais alto. Certo. Com certeza. O abraço, o carinho delas vai falar mais alto, o retorno delas vai falar mais alto. E hoje a tendência é crescer cada vez mais velho. Se Deus quiser, se Deus quiser. Bom, pessoal, olha só, não terminou por aqui não. A gente tem muito mais ainda para mostrar. a gente vai conhecer as atividades. A gente conversou com algumas pessoas também que fazem parte aqui do projeto para você também entender um pouquinho sobre esse retorno, né, o quão gratificante é para as pessoas também que atuam aqui nesse espaço. Então é só um intervalo rápido aqui que a gente volta já já. Então segura aí. Mãos solidárias volta daqui a pouquinho. vão solidárias de volta nessa jornada de conhecer os projetos que atendem crianças, famílias, jovens, adultos em situação de vulnerabilidade aqui do Jardim Florense 2, projeto Vida em Ação. E esse nome, Mauricélio, como que foi escolhido? Foi você mesmo que escolheu? Foi eu que escolhei. Tem tudo a ver, né? Vida em ação. A vida ela não pode parar em nenhuma circunstância. Ela pode parar. Nós temos obstáculo, temos dificuldade, como eu tive muito, como eu falei, sou filho eh tem são 12 irmãos, foi muito desafio, mas não parei. Então, vida em ação. E olha, pra gente então traduzir um pouquinho desse trabalho Vida em Ação, nós separamos uma reportagem especial também com as mães, com as pessoas que fazem parte aqui do projeto. Então, confere tudo aí. O projeto Vida em Ação atua no desenvolvimento pessoal, utilizando a disciplina das artes marciais para afastar os jovens da ociosidade e da violência, ensinando respeito, hierarquia e cidadania. Mais do que golpes e técnicas de autodefesa, o Gilgitso entra em cena aqui no Vida em Ação como uma verdadeira ferramenta de transformação social. A arte marcial, conhecida como arte suave, ensina, acima de tudo, resiliência para enfrentar os desafios da vida fora do tatame. O objetivo principal do projeto é formar cidadãos conscientes. Os jovens encontram no esporte um espaço seguro para descarregar a energia, aprender o valor da persistência e construir um futuro com mais oportunidades. Tatame. Prontos para iniciar mais uma jornada? Eles se preparam para colocar em prática tudo que aprendem. O som do berimbal dita o ritmo e chama a comunidade para a roda. Aqui no projeto, as aulas de capoeira misturam esporte, cultura e ancestralidade. Essa expressão artística que nasceu como um símbolo de resistência hoje funciona como uma poderosa ferramenta de inclusão social e resgate da cidadania. Cores que ganham vida e transformam traços simples em verdadeiras obras de arte. As aulas de pintura em tecido trazem leveza, criatividade e um novo colorido para a rotina dos participantes. Mais do que uma atividade artística, cada pincelada funciona como uma terapia para a mente. Para muitas mulheres que chegam até aqui, o projeto representa o início de um novo capítulo. Diante do desemprego, da falta de perspectivas e da sensação de estar sem um norte, este espaço surge como um porto seguro. Muito mais do que aprender uma técnica artesanal, elas encontram aqui um caminho de acolhimento e reinvenção, como a história da Naiara, que era aluna e hoje atua como professora de pintura. conheci o projeto. Eu morava perto do projeto que era antes na casa dele, né, quando começou lá. E aí eu fiz a aula lá com eles. Eh, três, três meses mais ou menos eu fiz de aula. Aí depois eu comecei a auxiliar a professora e desde então não paramos. Aí estamos aqui junto no projeto dando aula pro pessoal, incentivando eles a aprender a pintar, a ter uma fonte de renda, né? E é isso. E como foi para você nesse momento que você começou lá com ele, que ainda era um um espaço pequeno? Quando eu comecei lá com ele, eu tava, eu tinha ganhado minha filha, eu tava em casa, tinha eh saído de serviço, né? Então, acabou que foi também uma terapia para mim. tava ainda com ela pequeninha, que ela tava com seis meses, aí eu tava ainda naquele processo de pós-parto e tudo. Aí acabou sendo uma terapia para mim, ajudou bastante. Mas ainda naquele início você não tinha pretensão de ser professora, começou como aluna. Sim, eu só comecei como aluna. A intenção era só seguir como aluna, né? Aluna sou até hoje porque acaba que a gente vai aprendendo, né? Novas técnicas, vai tendo outros aprendizados. Então acaba que aluno nunca vou deixar de ser. Mas foi muito importante para mim. Aí depois só eu só peguei e assumi a turma porque a professora acabou ficando doente. Então aí ela falou assim: "Não, já que você já tava de me ajudante, segue com a turma". E para você esse processo, né, de ser aluna e professora, o que representa, né? Qual o significado disso? Ah, representa muito para mim. É uma gratidão imensa para mim. Eu tenho uma gratidão a Deus porque ele me deu esse dom, porque é ele que tem me dado a capacidade de aprender e de ensinar, porque eu coloquei dentro de mim que da mesma forma que eu aprendi de graça, é de de graça que eu tô ensinando. Em algum momento você pensou em desistir ou não por alguma situação? Ah, várias vezes a gente já deu aquela parada, né? Não desistir, porque eu falo que acaba que eu vou levar pro resto da minha vida, que vai ser a pintura, vai ser a terapia da do do meu futuro, né? de lá na velice vai ser a minha terapia, porque acaba que eu não deixo de pintar, eu paro, fico um tempo sem, aí depois eu acabo voltando, retornando a fazendo aos pouquinhos. E para você é algo que te motiva vir, né, todos os dias para ensinar e aprender ao mesmo tempo? Sim, sim. É uma é um aprendizado muito grande para mim. Tem sido um aprendizado, tem sido uma terapia, uma por causa do meu processo que eu estou agora, né, que eu se encontro num tratamento de câncer de mama, então acaba que tá sendo uma terapia para mim também vim fazer dar aula com as meninas. É uma conversa, a gente conversa aqui e faz a pintura ao mesmo tempo e é muito gostoso, prazeroso. É um espaço acolhedor que acaba eh as experiências, né, também vocês vão trocando conhecimento. É verdade. A gente vai trocando as conhecimento, a gente fala de todos os assuntos aqui. Aí se uma já chega mais ou menos, a gente já incentiva a outra a ficar melhor, motiva, né? Então, a gente estamos uma incentivando a outra aqui. que essa é a função do projeto. Nenhum projeto caminha sozinho. A transformação começa dentro de casa. A decisão dos pais de inscreverem os filhos no projeto Vida em Ação é o primeiro passo para uma grande parceria. Eliane, quanto tempo você e o seu filho frequentam aqui o espaço Vida em Ação? Então, é, tem um ano, vai fazer um ano agora no dia 28, tá bom? Quais são as atividades que ele faz? Então ele faz pintura em tecido, ele faz o jitso e ele faz a capoeira. Ele pratica todos os portes que tem dentro da ONG. E por que você decidiu vir conhecer esse espaço e trazê-lo para cá? Ah, para mim é um prazer muito grande. Por quê? porque ele sofre com problema de ansiedade. Então isso tem ajudado muito na no problema, no processo dele. E ele e aqui é uma extensão assim da casa e também da escola, né? É um espaço que ele pode vir fazer as atividades e é uma segurança para você. Isso, muito. Eu aqui eu me sinto segura, né, com ele, eh, tanto na pintura em tecido com a professora Nayara, tanto no professor de Jitso e tanto no professor de capoeira. Muito importante aqui. Você percebeu o desenvolvimento dele? Então isso, muito desenvolvimento se porque até quando ele chegou aqui na pintura em tecido no projeto, ele chorava muito e hoje tudo isso foi embora, graças a Deus. Então vale a pena. O que representa para você esse espaço? Ah, representa tudo de bom na minha vida, na vida do meu filho, da nossa família. Mudou totalmente através desse projeto. Lado a lado, adultos e crianças dividem os mesmos pincéis. Uma troca de afeto e sensibilidade, mostrando que a imaginação não tem limite e nem idade. Luí, qual a atividade que você mais gosta de fazer aqui no projeto e por quê? A capoeira pelo mestre que é muito bonzinho, relaxa. Dá para aprender muito bem com isso. Você já fazia antes ou aprendeu aqui? Aprendeu aqui. Aprendi tudo aqui. Sobre isso com a Naara também. Pintura em tecido você já tinha feito ou não? Não. E qual o desenho que você gosta de fazer? Eh, pode ser qualquer desenho, qualquer tipo, desenho animado, qualquer coisa. E no Gilgitson você faz também? Faço. E você gosta? Gosto muito. Gosta de tudo? Então é, é isso mesmo. Eu gosto de tudo mesmo. Gosta de vir bastante para cá. Todos os dias você vem? Venho só se eu fim doente mesmo que eu falo. O resto eu venho sim. Por enquanto eu só tô fazendo tecido mesmo. E você já gostava antes? Aprendeu aqui? Como que é? Aprendi aqui e eu gosto de fazer. E você vai levar isso pra sua vida profissional? Uhum. Eu vou levar. A arte em pintura é uma ferramenta poderosa de transformação e cura que oferece uma nova perspectiva para quem mais precisa. Ela funciona como um canal de expressão emocional e desenvolvimento de novas habilidades. No começo foi meio difícil, agora tô me acostumando mais, né? E e ela é uma pessoa muito importante pra gente que ela ensina muito bem. Tem hora que eu me atrapalho porque tenho problema na visão, né? Então, mas no momento assim, eu tô muito feliz, né? E tinha época aí que eu tava querendo sair, ela festivou eu para mim não sair, né? Mas eu aprendi muita coisa, fica sem, né? Sem pano de prato e eu devo muito a ela. E é, a gente pegou amizade com o pessoal daqui, com as meninas, né? E graças a Deus tá dando tudo certo. Eu eu tinha loucura para mim arrumar um lugar, mas condições de pagar não tinha. Mas aí acertei aqui, né? Porque a minha memória anda muito ruim, anda falhando. Eu digo pelo menos uma fisioterapia para cabeça. Então para mim foi muito bom. Foi não, é muito bom. Agradeço muito a Deus e agradeço quem tá fizendo. E aqui no Pintura, então na Pintura em Teco, é o momento que a senhora consegue voltar à memória, consegue relaxar. Exatamente. É, exatamente isso é bom. A Janete acompanha a Naara há bastante tempo. Ela viu na pintura em tecido a oportunidade de uma fonte de renda em um momento em que mais precisava. Faz eu nem sei quanto tempo que ficou lá. Acho que ficou um ano e pouco, foi dois lá e acho que é uns dois anos lá, fechou lá e ela veio para cá e eu resolvi vir também, né? Uhum. Que na realidade eu tô com problema de saúde, né? Então não tenho condições de trabalhar registrado, né? CLT eu tô com herne de disco, então tô buscando a minha aposentadoria, né? Então eu não posso trabalhar CLT, né? E aqui uma terapia, né? Me ajuda bastante, né? não pensar nas coisas que não deve pensar, né? E aqui é uma opção também, uma alternativa até para empreender, né? Isso, né? De vez em quando eu vendo os meus panos, né? Tá me ajudando, né? Para manter as minhas contas, né? Que na realidade eu não tenho nenhum, né? Todos que eu fiz já vendi todos, né? Então tá me ajudando bastante. Só tenho que agradecer a Naara e o Mauro Célio, né? E vocês que estão aqui hoje, né? Olhando essas calas bonitas e maravilhosas. O projeto Vida em Ação também amplia seus horizontes e realiza atividades ao ar livre, levando alegria para a criançada. Mais do que ocupar tempo, o projeto resgata a essência da infância. Vocês acompanharam um pouquinho, só um resumo do que acontece aqui no projeto Vida em Ação. Vários depoimentos, depoimentos emocionantes, né, Mauricele? Muitos. Vocês quase era de chorar. É isso mesmo. Mas eu tô muito feliz. Eu agradeço a vocês, pessoal da TV Câmera. Nossa, é um presente para projeto Vida em Ação, viu? Poder divulgar nosso trabalho, né? trabalho como esse não pode ficar eh fechado, guardado, tem que tem que ser divulgado mesmo, até porque para chegar nas pessoas que amam o projeto social e também possa nos ajudar. E essas pessoas, né, que querem saber um pouquinho mais como que funciona, a gente vai deixar o endereço aqui o do espaço para quem quiser contribuir de alguma forma. Sim, sendo voluntário ou uma outra alternativa também é importante, né? Com certeza. Você que sabe alguma fazer alguma arte esportiva, qualquer modalidade, vem nos ajudar e também na questão financeira pode ajudar o projeto, é bem-vindo, tá bom? Então a gente eh pode encerrar, né, Mauricélio, dizendo que toda a ajuda é bem-vinda e é mais importante ainda também para quem tá ajudando, né, receber esse retorno também que é uma transformação de vida, né? Você falou algo muito importante também, porque quem recebe somos nós, né? O voluntário. Eh, e esse é o discurso do nosso voluntário aqui. Ele tá sendo ajudado, como vocês viram, a professora de pintor e tecido, ela teve câncer e no caso, mesmo com a dificuldade dela, falou: "Maurélio, eu tô ganhando quando eu estou fazendo as minhas atividades." Então é muito gratificante, viu? gratificante. Parabéns pelo trabalho, Marcélio, por abrir as portas aqui do seu projeto para nós, né, conhecermos e mostrar também pro pessoal de casa o quão importante é é manter essas ações, esses espaços, né, para atender essas famílias que mais precisam. Nós que agradecemos. Obrigada, parceria. Muito obrigada. Bom, pessoal, Mons Solidárias fica por aqui. Esse episódio você pode assistir também no canal TV Câmara Campinas. Te espero na próxima edição do Mão Solidárias. Até lá. Ciao. Ciao.
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