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aqui paraa nossa cidade também e para não nos deixar esquecer desses gestos que foram moldando a sociedade brasileira de uma maneira geral. A seguir, TV Câmara ao vivo. Olá, muito bom dia para você que tá aí ligadinho com a gente na TV Câmara Campinas. Seja muito bem-vindo. Estúdio Câmara no ar ao vivo na manhã desta terça-feira, dia 28 de julho. Como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Quero te convidar para ficar com a gente neste programa que vai falar de um tema bem interessante e algo que permeia em todas as famílias, né? Hoje nós vamos falar sobre bronca. É a dosimetria da bronca. Quem nunca ouviu ou disse assim: "Está precisando de uma bronca, mas será que existe uma medida certa para chamar a atenção de alguém, principalmente dos nossos filhos? Quando a bronca educa e quando ela apenas machuca? Hoje nós vamos conversar sobre um tema que faz parte, sim, da rotina das famílias, das escolas, também das empresas e dos relacionamentos, a chamada dosimetria da bronca. E aí, como encontrar o equilíbrio entre autoridade, respeito e acolhimento. Esse é o assunto do nosso programa de hoje. Nós convidamos você para participar conosco, porque o WhatsApp está na sua tela. 199729377. Mande a sua mensagem pra gente e conta a sua rotina aí de casa, né? Como é que você faz? Você dá bronca nos seus filhos, você pune, entre aspas, é uma palavra que soa de uma forma estranha, né? Mas a punição ainda faz parte da educação. A bronca, de que maneira ela pode ser assertiva ou já não existem mais broncas? Qual é a maneira mais fácil e mais assertiva de se obter respeito diante de uma pessoa ou então diante dos nossos filhos, né? É o nosso dia a dia e nós precisamos aprender a lidar com tudo isso. Por esse motivo, claro que nós convidamos duas especialistas para falar com a gente referente ao assunto de hoje. Já estão aqui no estúdio. Daqui a pouquinho vamos apresentá-las. Enquanto isso, você vai mandando a sua mensagem e a gente atualiza algumas informações para você e também a previsão do tempo para hoje. Olha, gente, muito séria, a Guarda Municipal aqui de Campinas está alertando a população sobre uma tentativa de golpe em que criminosos utilizam indevidamente o nome da corporação e da Secretaria Municipal de Segurança Pública para entrar em contato com moradores. Os golpistas fazem ligações e chamadas de vídeo, alegando falsamente que a vítima possui um processo e precisa comparecer a secretaria. Segundo a Polícia Civil, a ação pode ter como objetivo de obter aí o reconhecimento de voz ou então reconhecimento facial das vítimas. A orientação é não fornecer dados pessoais, não aceitar chamadas de vídeos de desconhecidos e confirmar qualquer informações pelos canais oficiais. Em caso de contato suspeito, registre o boletim de ocorrência e acione imediatamente a Guarda Municipal, tá? O telefone é o 19 373500. A Guarda Municipal e a Secretaria de Segurança Pública reforçam que não realizam convocações ou solicitações por telefone ou por videochamada, gente. Então, muita atenção para não cair em golpes e importância aí de você registrar o boletim de ocorrência e entrar em contato imediatamente com a Guarda Municipal. Agora, a previsão do tempo para hoje. Como é que fica o nosso tempo hoje aqui em Campinas? Vamos lá então. Olha só, sol, né? Solzão, céu azul de brigadeiro. Muito bem. Minimal foi de 11, a máxima de 28º. É um veranico que temos aí em pleno inverno, né, gente? Então, vamos lá tomar água, se hidratar e se preparar e fazer desse um ótimo dia. E agora sim, voltando para mim. Isso. E agora nós vamos ao nosso tema central. Vamos apresentar as nossas convidadas de hoje, porque a gente fala da bronca, né? Dar bronca parece algo simples. A gente vem com histórias de broncas de quantas broncas nós levamos na vida. Mas nem sempre é tão simples assim. Pais, professores, líderes e até casais enfrentam diariamente o desafio de corrigir comportamentos sem romper vínculos. Agora, quando há excesso, também surge medo, ressentimento, afastamento. Quando há omissão, podem faltar referências, disciplinas, responsabilidades e aí fica bem desafiador. Então, encontrar esse equilíbrio exige conhecimento sobre comportamento humano, comunicação assertiva e inteligência emocional. Então, para conversar sobre esse assunto, hoje nós recebemos aqui duas pessoas são referências no assunto porque elas eh estudam, né, e são gabaritadas eh na saúde mental, entendem como o nosso cérebro funciona e vão nos orientar. Eu quero dar as boas-vindas à nossa psicóloga Márcia Silo. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação e presença. Bom dia. Muito obrigada pelo convite. É um prazer estar aqui conversando sobre um tema tão importante. Muito bem. E para completar a nossa dupla de hoje, a gente recebe a terapeuta comportamental, a Fernanda Ribeiro. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Muito obrigada pela sua participação e presença. Bom dia, Rúbia. Prazer estar aqui com vocês. Sou terapeuta ocupacional. Muito bem. Então vamos conversar sobre broncas, né? A dosimetria da bronca. Márcia, quando a gente fala e esse termo, né, dosimetria da bronca, do ponto de vista psicológico, do que realmente nós estamos falando, o que a psicologia explica para nós sobre a dosimetria da bronca. Então, dosimetria até um termo que foi bastante usado ultimamente, né? Eh, mas o que a gente tem que para pensar é assim, quando a gente vai pensar em corrigir um comportamento eh ou orientar, é muito mais sobre o que aquela pessoa é capaz de compreender sobre a orientação e a correção a ser feita sobre a intensidade, né, ou do castigo ou da punição, né? Então, antes de qualquer coisa, tem que haver o entendimento de com quem eu estou falando, qual é a que tá em questão, né? Eh, para que ela possa ser orientada e não punida necessariamente, né? A orientação, a condução é o primeiro passo, acho que em qualquer situação. Muito bem. Agora a Fernanda nos explica porque algumas pessoas utilizam a bronca como primeira reação diante de um conflito. Se a gente para para analisar, vamos lá, entre pais e filhos, cuidadores e filhos, crianças, jovens e adolescentes, eles eh têm alguma situação e a primeira reação é a bronca. O que acontece com a gente? Por que nós utilizamos eh a bronca como primeira reação diante de um conflito? Primeiro, a nossa vida é muito corrida, né, Rúbia? Então a gente eh o tempo urge, a gente quer que a criança se vista rapidamente, coloque o tênis rapidamente para poder sair de casa, porque ela precisa entrar na escola, porque a gente precisa chegar no trabalho, porque vai ter trânsito. Então, a questão do tempo, eu acho que ela é bastante determinante nessas relações. Eh, e as coisas têm um tempo, a criança tem um tempo para processar uma informação, a criança tem um tempo para processar as próprias sensações do corpo, a criança tem um tempo para executar os movimentos. Eh, e criança tá no mundo lúdico, né, Rúbia? Então, criança, ela tá brincando, ela tá aqui na sala, mas ela vai tá explorando, ela quer conhecer os objetos, ela tá provavelmente imaginando coisas, ela tá não faz de conta muitas vezes, porque esse é o universo infantil, né, o universo do lúdico. E nós estamos num outro tempo, numa outra demanda. Então, se a gente quer poder ter uma realidade partilhada com a criança, a gente precisa entender isso, que acho que é o que a Márcia tá dizendo aqui também. Eh, quem é essa pessoa, né? Que que momento da vida que ela tá? Tá no momento mais imaginativo do Faz de Conta com esse tempo para aprender, ainda está aprendendo algumas coisas. O tempo dela vestir um calçado, eu como terapeuta ocupacional vou pensando em ocupações, né? Então, o tempo dela vestir um calçado é diferente do meu tempo. Eu já acumulei uma experiência de vestir o sapato. Para mim hoje isso é muito automático. Para essa criança colocar o sapato não é automático. Para essa criança amarrar o caderço não é automático, né? Do ponto de vista físico, uma criança, ela ganha coordenação motora nos primeiros anos de vida. A gente espera uma coordenação motora fina pros 7 anos. Então, às vezes eu tenho uma pressa que ela amarre um cadarço, sendo que ela ainda tá nesse desenvolvimento. E se eu não esperá-la poder ter a experiência, porque a gente aprende com a experiência, se eu não puder esperá-la ter essa experiência, eu posso bloquear processos de aprendizagem, desde coisas, né, do que a gente chama aí de atividade de vida diária, o comer, o vestir-se, o banho, até outras coisas. E eu posso também tá sendo aí um pouco eh rompendo processos de criação mesmo, por processos criativos, né? Esse brincar mais para frente, ele se transforma em outras coisas que vão ser importantes para pro relacionamento humano. Então, se eu não espero esse tempo, não entendo esse processo, eu posso estar aí rompendo diversos processos que ela precisaria poder vivenciar. Uau! bem explicado e faz todo sentido, né, o que a Fernanda trouxe agora, né, Márcia, porque eh são tempos diferentes e quando a gente fala das crianças, realmente eh eh a partir do momento que você precisa que a criança se arrume para sair e se você não ajudar, a criança ela vai, ela é lúdica, ela vai parar, ela vai brincar e aí surge aquele desespero e a bronca vem, né? Mas tem a a diferença entre impor limites, ensinar e traumatizar uma criança a partir da comunicação violenta que pode ocorrer nesse momento da bronca, não é? Com certeza. E acho que passa muito pela angústia dos adultos, né, que estão sempre apressados, estão sempre pressionados também pelo tempo e por uma série de questões e que sem perceber passam muito isso pra criança, né? Então é comum a gente ouvir um pai falar: "Olha, me ajude, você precisa me ajudar", né? E aí se a gente para para pensar um adulto pedindo para uma criança ajudar, né? com a questão do tempo, com a questão, não faz muito sentido, porque a gente tá falando de uma criança que tá aprendendo, como a Fernanda bem falou, a lidar com o tempo, com várias questões, né? Então fica um peso na relação, né, que muitas vezes distorce, né, eh, e a tem um efeito contrário, porque aquela criança, ela fica tensa e se sente culpada, muitas vezes porque ela tá demorando para fazer alguma coisa ou ela não fez com a eficiência esperada, né, e ela se sente culpada e aquilo atrapalha o desenvolvimento. Então, não dá para falar, né, eh, sem pensar nos adultos de hoje, né, na grande expectativa que eles têm em relação às crianças, né, eh, e de como a comunicação com elas eh tem sido falha, né? Ora, muito pesada, né, você me ajuda, olha o que você fez, né? Eh, e às vezes também caindo num outro oposto, né, que é sendo muito tolerante ou fazendo pela criança, tirando a autonomia da criança ou impedindo que a criança desenvolva essa autonomia. Às vezes, então, pela pressa, eu vou fazendo pela criança, né? E aí chega uma hora que eu falo: "Nossa, mas ele não sabe fazer nada". Mas essa criança não treinou, não teve tempo para treinar, não teve ambiente adequado, né, para que ela treinasse isso, né? Então passa muito pela comunicação, pela comunicação dos adultos com a criança e inserido, óbvio, num contexto social onde esse adulto também tá pressionado, porque ele também tem horário e tem compromissos, né? Então, no mundo da pressa, né? Eh, muita culpa distribuída para todo mundo. Uau! E esse adulto também recebe broncas, né? Esse adulto também ele é cobrado e aí de repente eh acaba levando, né, repassando esse comportamento dentro de casa. Agora, eh, o Fernando, o modo como a gente foi educado ou como estamos educando os nossos filhos, claramente vai se impactar quando eles estiverem adultos, os nossos filhos. OK? Então, eh, essa questão da bronca, o que que ela pode, eh, ocasionar quando essa criança ela tá em desenvolvimento, ela vai crescendo, levando broncas, ouvindo eh palavras que vão enraizando e daqui a pouco ela se torna um jovem adulto e daqui a pouco adulto e vai pra vida e vai exercer seu papel social, seu papel profissional. Mas ela foi lapidada por meio de broncas, né, de palavras, eh, de uma comunicação, eh, agressiva, porque se a gente para para analisar, a bronca, ela sempre vem eh em um tom mais forte, mais alto. Ninguém dá bronca assim, ai não faz assim, não é, tá errado, não, não é assim que você vai dar bronca, você vai, a bronca é uma explosão. E a criança que vem com essa dinâmica dentro de casa, qual o impacto que ela terá na vida adulta? Uhum. Tem um termo que a gente usa bastante que é corregulação, né? Então, pra gente se regular, seja emocionalmente, sensorialmente, eh, eu precisei de alguém que fosse um corregulador, né? Então, alguém que tivesse uma estabilidade para que me transmitisse segurança e que me ensinasse a me regular. Então, por exemplo, para eu saber se eu tô ansiosa, que estratégia que eu vou usar, para saber se eu tô tenho uma sobrecarga sensorial, então com excesso de barulhos, com excesso de pessoas, eh essa pessoa é quem vai me ensinando a partir do momento que ela tem uma estabilidade em todos esses sentidos. Eh, e a partir do momento que ela espera eu poder processar as minhas informações e ela me ajuda nomeando. Ah, então você tá triste, então a gente pode fazer isso, você tá ansiosa? Ah, aqui tá muito barulhento, vamos sair. Então, uma uma criança só se tornará um adulto com capacidade de se regular se ela pôde ter esse ambiente favorável quando ela era criança. Pais, cuidadores, educadores, né? Então é uma função muito importante essa da corregulação que a gente promove para uma criança. Parece ser muito simples, mas é o que vai garantir que ela seja um adulto que consiga se regular quando ela for adulta e consiga promover isso para crianças, porque nós estamos cercados de crianças, né? Nós somos tios, nós somos pais, eh somos avós, somos educadores. Eh, então é uma função bastante importante. Eh, acho que mais do que a bronca em si, porque o, a gente não pode confundir talvez a bronca com o limite, né? O limite é algo organizador, né? Sim. Quando uma criança tá lá com muito sono, sou eu que vou dizer para ela, acho que tá na hora de você dormir. Você tá muito, você tá com muito sono. Porque às vezes ela sente um incômodo, mas ela não sabe exatamente que aquilo é sono. Ela pode confundir aquilo com fome, com cansaço, ao mesmo tempo ela quer brincar. Então eu vou nomeando, ó, talvez você esteja com sono, vamos dormir, vamos diminuir a luz, vamos dormir. Eh, então a gente vai nomeando essas sensações e essas emoções para uma criança para que ela possa aprender a a entender o próprio corpo dela, o que que ela tá sentindo, o que que ela precisa a partir disso que ela tá sentindo, né? Então essa esse processo de de corregulação e de nomeando é algo que ajuda a criança no desenvolvimento dela. Excelente. É que cada pessoa aprende a lidar com conflitos observando exemplos ao longo da vida, né? As crianças observam nós adultos, nós somos exemplos e nós adultos observamos observamos de repente uma pessoa em que a gente se inspira e que também serve de exemplo. E muitas vezes a gente acaba repetindo os modelos familiares sem perceber, o que reforça muito a importância eh de uma reflexão antes de agir. Mas como é que a gente vai refletir de algo que a gente não tem o entendimento? Então, Márcia, eu gostaria de eh que você explicasse pra gente eh como que a gente faz para poder entender quais os sinais indicam que uma bronca ultrapassou o limite saudável. Eh, na no caso, nós estamos falando aqui, né, das crianças. Então, eh, como que eu posso perceber e entender, né, o limite de uma bronca, né, ou o limite de estabelecer os limites também? É, essa pergunta é muito importante e eu acredito que isso passa por eu conhecer um pouco a criança que eu fui. Hum. Né? Porque a criança que eu fui, as broncas que eu recebi, o que impacto isso teve sobre mim, né? e o que eu carrego disso? Quais são as feridas que eu tenho disso? Porque se eu tô atenta a essas feridas, a minha possibilidade de ferir é menor, né? Agora, quando eu uso até como defesa uma coisa do tipo, nossa, mas hoje é muito mimimi, ninguém me tratava assim e eu tô aqui, né? Então nós estamos falando de alguém que tá dizendo: "Olha, eu sobrevivi". Né? Mas não se trata só de sobreviver e sim de ser alguém, né, que possa sim ser mais assertivo, mais firme, mas que também tenha acolhimento e que seja capaz de se regular. Uhum. Então, passa muito pelos pais, pela história de vida dos pais e é óbvio, as coisas foram mudando e hoje se educa de uma forma diferente de antes, né? Então, antes eh o que se buscava era a obediência, né? Então era bonito dizer assim: "Ah, meu filho, só de eu olhar para ele, ele se comporta", né? E isso era bacana, era bonito, era sinônimo de ser um bom pai, né? Esse conceito, felizmente, ele mudou, né? Porque a gente tá falando de uma criança sem espontaneidade, uma criança reprimida, uma criança amedrontada, né? E a ideia hoje é que possa se educar sem o medo, né? levando sim a autorresponsabilização, a autorregulação, mas é um processo e como a Fernanda bem disse que passa pela corregulação, né? Então é um adulto capaz de se regular que vai ajudar a criança a aprender esse processo e que vai depender muito da idade dessa criança, né? Então, se eu tô falando de uma criança de até 2 anos, né, que vai é pura repetição, então é o meu comportamento que tá em voga, né? Então não tem isso de eu precisar falar não, dar tapinha na mão, coisas que a gente não, porque eu vou ter que explicar para ela. Ela vai olhar o meu comportamento e esse vai ser o modelo, né? E e essas fases vão mudando, como por exemplo, uma criança a partir dos 2 anos, dos dois aos 4 anos, onde tem as famosas birras, né, onde antes se dizia assim, olha, é de pequeno que se torse o pepino, né, então tinha que regular ali e não podia e deixa a criança no chão chorando que ela aprende, né? E hoje a gente sabe que não, que por trás disso tem um processo neurofisiológico acontecendo, né? Esse cérebro ele não tá pronto para lidar com frustração. Esse cérebro ele é puro impulso. Então quando a criança ela está tomada por esse impulso e por essa emoção tão forte, ela precisa de ajuda para se regular, né? Então ela precisa num primeiro momento do acolhimento para depois o limite. E aí a gente entendendo também que o entendimento desse limite dela vai ser limitado à compreensão, ao repertório que ela tem e que vai crescendo conforme ela cresce, né? Porque esse juízo de começar a entender, refletir mais, ele só vai começar a aparecer a partir dos 7 anos e ele vai começar a aparecer, né? com a nossa ajuda, ajudando a se colocar no lugar do outro. Você acha que que foi legal isso que você fez? E eu conduzo a criança a isso sempre com perguntas acolhedoras e não com acusação, que é muito comum também na nossa cultura. Mas o que é que você fez? Você viu o que você fez, né? E aí quando eu começo já colocando essa culpa, essa cobrança, eu vou inibir a criança de fazer um raciocínio e entender, porque muitas vezes foi um acidente ou algo que não era da demanda dela, era um impulso, ela não tinha intenção, não sabia avaliar a consequência. E ela só vai aprender a avaliar a consequência se eu a conduzir calmamente, né, para esse raciocínio. Nossa, você falando, a gente faz uma viagem, né, no túnel do tempo e e e lembramos de como era realmente, né, há tempos atrás, eh, essa questão de olhar. Então, o pai falava, né, com com eh orgulho, eu só olho e o meu filho já entende o que eu quero dizer. E aquilo ali significa uma punição, né? É um silêncio que também pode ser prejudicial quando alguém eh eh usa dessa desse artifício como uma maneira de se corrigir, né, Fernanda? Hoje em dia já não é mais assim. Que bom que as coisas estão mudando, que bom que a gente vai aprendendo e vai melhorando. Agora, eh, tudo o que a Márcia falou, se a gente coloca hoje nessa questão que nós temos muitas crianças com neurodivergências e essas crianças elas são super estimuladas e às vezes não entendem a questão do limite, ah, como que nós devemos agir e como fazer essa criança se autorregular. sem ter ainda de repente o apoio, né, de de um profissional, porque muitas vezes o pai ainda não entendeu que essa criança precisa de uma ajuda, de uma interferência eh profissional. E ele eh convive com essa criança, entre aspas, eh vamos colocar assim, eh desafiando, né? Porque a criança ela desafia, eh, os pais de uma forma diferenciada. Agora, quando a criança é neurodivergente, ela está com um turbilhão de emoções e ela não consegue nem entender o que ela está passando. E aí vem a bronca. E essa bronca, ela vem como uma forma muito punitiva, principalmente para as crianças que são neurodivergentes. Como que a gente deve ã utilizar de mais assertividade, de mais entendimento para poder fazer esse manejo? Uhum. Eh, acho que a primeira coisa é a gente entender a singularidade, né, da criança. Cada pessoa é uma pessoa. Então é isso, tem uma história de vida, tem um jeito próprio de interpretar o ambiente, tem um jeito próprio de se relacionar. Então, a gente olha primeiro para essa criança para entender como que ela funciona, o que que ela gosta, o que que acalma ela, o que que excita ela. Ela tá mais desperta de manhã ou ela acorda sonolenta, né? Ela à noite ela demora para dormir ou não? Qual que é o melhor período de alerta dela que ela tá mais atenta? Eh, que que que faz ela engajar em algo, ela conseguir prestar atenção, ficar com um nível de alerta bom? É música, é brinquedo, né? É um determinado ambiente? São determinadas pessoas, quem são essas pessoas que ajudam essa criança a se organizar? Então, acho que olhar para essa singularidade de de cada criança, de adolescente, de cada adulto, é bastante importante pra gente poder eh pensar a partir daí, né? Hoje em dia acho que a gente vem muito com muitas estratégias prontas, né? Aí eu como terapeuta ocupacional você vê: "Ai, vamos dar fed toys, ai vamos dar massageador." Sim, muita calma, né? É uma pessoa, antes de mais nada, assim, como é que a gente se relaciona com essa pessoa? Como é a subjetividade dessa pessoa? Depois a gente pensa em recursos, né? Primeiro a gente estabelece um vínculo. Eh, acho que uma coisa também muito importante é previsibilidade. Então, né, vai, a gente vai para, vai sair de casa, a gente já vai avisando antes, a gente já vai combinando antes, dizendo para onde vai, com quem vai, o que vai fazer, o que vai ter lá. Eh, essa criança tem tempo de se organizar para aquilo, então a chance dela se desorganizar, por exemplo, num passeio é menor, porque ela já sabe para onde ela tá indo, o que que vai acontecer. Uso de imagens também é um baita recurso bacana, porque às vezes a criança ainda não tá muito nesse universo das palavras da comunicação verbal. Uso de imagens pode ajudar. Então a gente vai na casa da tia, a gente mostra a foto, por exemplo, da tia. A gente vai no Parque Taquaral, a gente mostra uma foto da Lagoa do Taquaral. Tem na internet, é algo simples, mas a gente pode também buscar outras fontes. Então isso ajuda a a criança a se organizar para aquele momento, esse uso de imagens. Uma coisa que ajuda muito, poucas palavras, né? comunicação com crianças atípicas, ela não precisa ser aquela verborragia toda, aquele excesso de falação, né? Poucas palavras, mais palavras afirmativas do que negativas, né? Então, a já tem estudos que mostram que uma criança aprende muito mais da gente falando de um modo afirmativo do que do modo negativo. Então, em vez de eu dizer assim: "Não faça isso, eu posso dizer: "Faça dessa forma. Olha, essa forma é muito melhor, você vai ficar, vai se sentir muito melhor, você vai conseguir desse jeito. Então, a chance da criança conseguir êxito dessa maneira é muito maior. Então, são estratégias que a gente usa e que a gente orienta os pais também. Muito bem. Pode ser a essa a está aí a diferença entre corrigir, né, o comportamento, estabelecer um limite e atacar a identidade da pessoa, né? atacar aquela criança, utilizar de uma uma linguagem mais eh agressiva, né, uma linguagem mais violenta. Muito bom. É importante a gente falar sobre educação, porque ah a criança ela vai, né, crescer, ela vai virar um jovem, um jovem adulto, depois um adulto e lá na frente ela vai ter os filhos e ela vai repetir os padrões. Então a gente precisa já chega, né, dessa dessas crenças que limitam, dessas broncas que traumatizam. a gente precisa de entendimento para eh de repente levar essa criança a seguir um caminho mais leve e assim sucessivamente. É muito importante a gente falar eh sobre esse tema hoje, dosimetria, né? A dose da bronca, esse esse termo bronca, Márcia, a bronca, a punição, né? a severidade que nós eh ouvíamos muito há tempos atrás. Isso a gente pode falar que são palavras que foram riscadas do vocabulário quando a gente eh fala sobre o termo educação. É, surgiram outras, né? Então, algumas expressões a gente é muito comum ouvir as pessoas falando: "Ah, mas falta limite, falta limite", né? Eh, esses pais hoje estão muito mole ou é muito mimimi, né? Então, surgiram novas expressões, né? Eh, assim como costumo falar: "Olha, psicólogo não, né? Não pode dar bronca, eh, não pode bater." Bater, óbvio que não, né? E, e é a bronca, né? O que a gente sempre fala, né? Que a bronca não pode ter nada de humilhação, né? A bronca, ela tem que ser educativa, então é mostrar consequência e é levar ao entendimento daquela questão, né? Mas é um entendimento real. Há um tempo atrás tinha até um famigerado cantinho do pensamento. Você deixava a criança num cantinho, no cantinho do pensamento para você pensar no que você fez. Meu Deus, né? essa criança ficava abandonada a uma série de sensações ali, sentimentos desconhecidos, desorganizados, né? E só ficava oscilando entre a culpa, a raiva, a humilhação e não se aprendia nada. Então, hoje a gente tem clareza de que o primeiro passo é o acolhimento, né, para que possa haver um entendimento do limite, né? É, então, para que essa criança possa saber, olha, vem cá, vamos ver o que aconteceu, né? Mas eu não, com isso eu tenho que estar perto dessa criança, eu tenho que estar falando baixo com ela, eu tenho que estar sendo afetiva com ela e a afetividade com firmeza, porque essas duas coisas elas não são opostas, pelo contrário, elas têm que andar juntas, né? Eu posso ser firme e afetiva. Em momento algum eu preciso ser desrespeitosa ou ferir a dignidade da criança, porque isso acontece com frequência, sem as pessoas perceberem. Às vezes ridicularizam. A criança tá chorando por algo que pro adulto é tolo, né? E aí ela vai, ela imita essa criança, né? Ela faz uma carinha para ela sem perceber, né? que ele tá ferindo essa criança, porque aquela reação é proporcional ao que ela sente e ao entendimento dela, né? Então é muito diferente quando eu digo: "Olha, eu sei que você tá sofrendo muito por isso, mas olha, eu acho que a gente tem como resolver isso, né? Então eu respeito e acolho aquele sentimento e depois eu dou um caminho. Olha, eu acho que a gente pode resolver isso de outra forma. Vamos pensar no que aconteceu, isso vai passar. Mas antes de qualquer coisa, o acolhimento, né? Senão é castigo no sentido de punição e de raiva, né? do adulto enraivecido porque foi contrariado, porque foi frustrado com uma criança que não correspondeu à sua expectativa. Um adulto que se sente frustrado como um não sendo um bom educador, preocupado com o cartão de visita do pai ou filho. Nossa, meu filho não tá se comportando bem, então eu não sou um bom pai. Então, não é tempo mais disso, é tempo de olhar paraa criança, de respeitar o tempo dela. Bom pai é o pai que respeita o tempo da criança e que age com firmeza e afetividade. Nossa, eh, a gente percebe nas suas palavras como nós evoluímos, né? Como a nossa linguagem eh eh está muito diferente quando a gente fala em educação, principalmente educação das nossas crianças. Agora vamos lá, Fernanda. Como é que a gente faz tudo isso que a Márcia acabou de nos explicar? Como que nós vamos controlar as nossas emoções antes de iniciar uma conversa assertiva e impor um limite diante da ação de uma criança. Essa é uma questão muito legal, né? Porque eh a criança ela ela evoca na gente assim o tanto também que a gente consegue dar com a dimensão do prazer, né, do bem-estar, da fluidez, né? Um adulto que não tem dentro de si um espaço pro pro brincar assim no sentido da da coisa leve, né? no sentido das experiências prazerosas, de ter aquelas lembranças daquilo que traz prazer. E isso na vida adulta, né, Ruby, assim, vem por meio dos hobbies, vem por meio da cultura, né, do das atividades de lazer. Tem adultos que não conseguem ter esse momento, né? Tem gente que não relaxa. Exato. Tem pessoas que não conseguem relaxar, não conseguem ficar sem fazer nada, não vem ali algo prazeroso, não conseguem ter o prazer numa alimentação mais eh tranquila, mais carregada de afeto, de memórias, fica numa funcionalidade muito dura, muito muito sem, né, muito empobrecida às vezes de sentidos, de emoções. Um adulto desse dificilmente vai conseguir entender o universo de uma criança, né? Então assim, acho que pra gente também poder entender o universo da criança, a gente tem que, que acho que é o que a gente disse aqui anteriormente, lembrar como que era quando a gente era criança e poder ter um pouco disso, porque acho que as crianças elas ensinam a gente a a a viver isso também, porque não é porque a gente é adulto que a gente não vive, a gente pode fazer esporte, a gente pode assistir uma peça de teatro, um filme, se emocionar, a gente pode ficar sem fazer nada, a gente pode rir de coisas simples da vida, né? A gente pode ter momentos leves de prazer, a vida não precisa ser dura, né? A vida adulta não precisa ser essa eh seguir regras de um jeito de um jeito seco, né? As regras elas podem ser bacanas, podem ser repensadas, podem ser recriadas, enfim, acho que pra gente poder olhar paraa criança nessa singularidade dela, a gente precisa estar em contato com essa criança interior que a gente tem também. É verdade. E a forma com que a gente se comunica eh pode construir ou destruir pontes, né? A intenção eh é na hora da bronca pode até ser boa, né? Mas a maneira que a gente transmite a mensagem para essa criança vai fazer toda a diferença. Agora, Márcia, bom, nós nos orientamos à maneira mais assertiva de estabelecer o limite, né? Agora, qual é o horário de estabelecer esse limite? Vamos lá, vamos montar um cenário. A criança desobedeceu, aprontou alguma coisa, a mãe ficou muito nervosa e aí ela conseguiu segurar e ela, mas ela precisa falar com essa criança e explicar que aquilo que ela fez não é correto e ensinar a maneira certa de de fazer. Qual é o momento? É depois da ação. Tem que esperar um pouco, porque se a gente for em cima e falar, você vai est lá, né? nervoso e às vezes você age por impulso e vai acabar tendo uma comunicação violenta e a gente vai criar todo esse cenário que nós falamos agora a pouco. Então, qual o momento de eu eh olhar para essa criança e conversar com ela e explicar que aquela situação não foi uma situação legal? E outra coisa que eu queria ver contigo, que muita gente fala sobre a nossa forma de olhar paraa criança, porque você imagina uma criança é pequena, você é grande, aí você vai impor alguma coisa, você vai estabelecer um limite. Eu não quero falar dar bronca, mas é isso. A gente vai dar uma bronca. E daí você vai e olha pra criança lá embaixo e fala: "Você fez isso, isso e isso". Qual o impacto, né, desse olhar cima para baixo? Uhum, com certeza. Eh, bom, e tem variações disso, né? Acho que existem situações que precisa ter uma ação no momento, algo que tem um perigo ali paraa criança, né? Então, eu tenho que ter uma intervenção rápida, porque pode tá havendo risco paraa própria criança, para outra criança. Então, nesse momento, a intervenção é rápida e aí é mais difícil segurar o impulso. Uhum. Mesmo quando isso acontece, né? Eu posso lidar com isso depois. Eu posso dizer paraa criança: "Olha, você viu a mamãe gritou com você ou a mamãe puxou você rápido dali porque havia um perigo e tal". E aí eu retomo isso com a criança, muitas vezes até me desculpando pela forma e dando ênfase no conteúdo, né? Agora, quando não há essa situação de de risco eminente ali, né? Que eu tenho que ser tão rápida, eu tenho que tentar me controlar e respirar. Realmente isso que você falou é muito importante. Se a gente olha pra criança de cima para baixo, já é uma relação autoritária, assustadora e essa criança amedrontada pouco vai compreender ali da situação, né? Então, sempre tá olhando nos olhos da criança, de preferência na mesma altura que ela, para que ela possa sentir ali uma parceria e não uma ameaça, né? Porque não se educa com ameaça, né? A história lá, quando seu pai chegar, você vai ver, você vai ver o que vai acontecer quando eu chegar em casa, né? Tudo isso também faz parte de um passado que precisa ser esquecido, porque a ameaça ela só gera tensão e ansiedade na criança, né? Então, sem ameaça e explicar ali o que aconteceu e colocar muitas vezes uma consequência, né? Olha, isso não foi legal. Isso. Então, tanto explicar, olha o que poderia ter acontecido eh de perigoso, de arriscado ali, de que aquilo não foi legal. E quando aquilo é reincidente, falar: "Olha, eh, eu já te expliquei que isso não era para ter acontecido, você tá insistindo, agora a gente vai ter que sofrer uma consequência em relação a isso." A consequência ela tem que ter a ver com o fato, né? Eh, não adianta, pô, vai, é um mês sem ver, se, né? Então assim, uma coisa longa assim, não, né? É uma coisa eh previsível, uma consequência que já foi previsível, eh curta e que leva só ela entender isso, até para que você tenha a tal da dosimetria, né? Eh, as situações mais graves, situações mais corriqueiras para que ela possa ir percebendo também, né, a intensidade da ação dela, conhecer os próprios impulsos, né? Então, por isso que passa sempre muito pelos pais, né? Porque quando a gente tá tenso, a nossa a nossa tensção passa pela voz, né? Pelo pelo tom da voz, pela expressão facial e tudo isso afasta a criança, né? Então eu tenho que me recuperar um pouco para que eu possa estar mais eficiente na fala com essa criança e que ela possa de fato aprender. Excelente. Agora saímos do mundo infantil e vamos para os jovens e adolescentes, né? É desafiador. E aí o desafio é qual é o maior? É a criança ou o jovem adolescente, Fernanda? Porque ah, são fases da vida e quando chega na na fase da adolescência, eles têm muito a tendência de ficarem mais quietos, né, não responderem tanto. Você pergunta, eles respondem com apenas uma palavra e aí isso acaba eh irritando mais aquela mãe, aquele cuidador que quer de repente iniciar um diálogo, né? E como é que a gente deve eh utilizar a nossa comunicação com jovens e adolescentes para que a gente possa estabelecer limites, para que a gente possa continuar essa educação que nós iniciamos lá na infância? Uhum. É, a adolescência vai ser uma continuação da infância. Então, se você construiu uma relação de confiança enquanto era criança, uma relação de segurança, se você proporcionou um ambiente, né, favorável pro desenvolvimento, eh, claramente, eh, esse adolescente vai ser um adolescente que vai ter uma autoconfiança maior, que vai experimentar algumas coisas eh dessa fase da vida com mais responsabilidade, né, como a questão aí da sexualidade, a questão das drogas, enfim, vai ser alguém que vai ter um cuidado maior Porque como a gente já vem dizendo, é uma pessoa mais que tem uma regulação, já uma pessoa que aprendeu a se regular, aprendeu um pouco a lidar com as emoções, com as frustrações, aprendeu um pouco a lidar com as sensações do corpo, a nomear, a encontrar estratégias. Então, aquilo que a gente construiu na infância vai trazer aí um adolescente mais eh capaz, se é que a gente pode usar esse termo, mas de lidar com alguns desafios dessa dessa fase que é uma fase intermediária, né, entre a infância e a vida adulta. ao mesmo tempo ainda quer brincar, é dependente em algumas questões, já quer ser independente em outras, quer experimentar novos papéis, né? Então, de tarde brinca, à noite se arruma e vai para que na festa, no domingo de manhã brinca com bexiga, à noite fala, né, que quer fazer outras coisas, enfim. Então, eh, é poder também deixar experimentar esses vários papéis ainda, eh, né, relacionados à infância, em alguns momentos já se preparando pra vida adulta. Eh, e tem uma coisa de um recolhimento, né, da adolescência. Então, se na infância a gente se apresenta mais para nomear as coisas, para brincar, na adolescência naturalmente tem um recolhimento que precisa ser respeitado. Eh, o adolescente ele não quer ficar falando tudo que ele tá vivendo, tudo que ele tá sentindo. Às vezes ele conversa mais com amigos, sim, da mesma idade, um pouquinho mais velhos, do que com o adulto. E o adulto tem que lidar com as próprias expectativas, né? Porque a expectativa daquele diálogo, de saber tudo o que acontece, de conversar sobre tudo, é uma expectativa do adulto. Pro adolescente pode ser muito invasivo, né? né? Alguém que tá controlando, alguém que entra no quarto, quer saber tudo que tá fazendo. Então, é mais confiar na relação que se estabeleceu e que vem se estabelecendo. Eh, uma abertura de diálogo, né, para ele tem que sentir que se ele tá com um problema, que ele pode contar, que ele não vai ser julgado, que ele vai ser primeiro escutado, primeiro acolhido, eh, porque se a gente não constrói essa relação de confiança, o adolescente não vai se abrir, né? E mesmo tendo uma relação de confiança, ainda é isso, tem coisas que ele não vai compartilhar, faz parte desse desse momento da vida e tá tudo bem, né? Os adultos vão acompanhando ali, é, mais ou menos próximos, vão vão vendo como que tá a relação com os amigos, que amigos são esses, que coisas vai fazendo, como é que tá na escola. Não há necessidade mais tanto de esto, tudo que tá acontecendo, né, de falar sobre todos os assuntos. É poder respeitar esse momento, essa fase da vida. Eh, e a bronca nessa fase da vida, ela funciona, Márcia? Então, eh, a adolescência é um período muito delicado, né, e cada vez mais delicado. Sim. Eh, porque tem toda essa transformação e essa autorregulação que a gente eh entende que ele foi capaz de ter durante a infância, se ele teve eh foi corregulado e ele desenvolveu, elas têm agora um novo desafio, porque são novos impulsos, né? Impulsos da sexualidade, né? Do estar no mundo de uma outra forma, de como ele vai ser visto de outra forma. Então essa, o adolescente tem outros desafios e os pais eles enfrentam também outros desafios, né? Porque todo mundo sabe os perigos que tem, né, dentro de um quarto, numa internet, né? Eh, e os pais estão mais assustados com isso tudo, né? E aí essa questão do limite, ela fica mais delicada, né? Como isso eh como equilibrar isso entre o respeito, que sim é muito importante, porque o adolescente dentro do quarto, ele recolhido dentro de si, ele tá tentando nomear essas novas sensações, essas novas emoções, só que hoje ele corre um risco, porque ele já não nomeia isso sozinho ou com um grupo de amigo conhecidos. Ele corre o risco de estar sim tentando nomear isso, entendimento disso e ter a interferência de um agente externo, né? Alguém que vem pela internet, que, né, o mundo tá dentro do quarto do adolescente até por conta da internet e interfere nisso. Então tem uma preocupação real dos pais nisso e que eu tenho recebido muitas questões sobre isso, né? Como colocar esse limite, né? E de fato vem de algo construído ao longo do tempo, né, de todo durante esse tempo os limites que foram colocados, mas as conversas que foram estabelecidas, o diálogo, o respeito, a confiança que se estabeleceu, né, eh, para que nessa fase o adolescente entenda melhor, né, os riscos que ele corre, né, ao falar com desconhecidos na internet, o como ele tem que tá eh preocupado eh com a própria privacidade e acima de tudo entender nos pais alguém de confiança que ele pode recorrer caso algo fuja ao controle, né? Uau! É isso mesmo. E nós, pais, temos aí uma grande responsabilidade com as nossas crianças, os nossos adolescentes e conosco. A nossa responsabilidade conosco é entender ã e buscar informações e orientações para que a gente possa ter mais assertividade na educação dos nossos filhos, né, no diálogo e entender que as coisas mudaram, não são mais como eram antigamente. E que bom que não são assim. Que bom que nós e eh temos um entendimento diferente e aprendemos a acolher, aprendemos a nomear as nossas emoções e com isso a gente acho que eh estamos criando pessoas mais eh sensíveis, né? E é importante a gente falar sobre isso porque é orientação e orientação, claro, de pessoas que são formadas para nos orientar. No caso aqui as nossas duas convidadas do programa de hoje, é tanta orientação que o pessoal de casa também quer saber, também tem perguntas, dúvidas. E nós vamos agora falar com você que tá aí do outro lado. Vamos lá, vamos ver de quem é a primeira pergunta do programa de hoje. Produção, pode colocar na tela, por favor. A Juliana Martins do Jardim Aurélia. Olha só, meu filho só escuta quando eu grito. Como mudar essa dinâmica sem passar a impressão de que falando com calma tudo está permitido? Ô, Juliana, só faltou colocar a idade do seu filho aí pra gente poder entender um pouquinho mais. Então, vamos passar pra nossa psicóloga, por favor. Orientação pra Juliana, por favor. Márci, então, Juliana, realmente faltou o dado aí da da idade do filho, porque as questões são diferentes, né? Isso. Eh, às vezes a criança se acostuma com o Brito, sabia, né? A gente vai falando e não vai se sentindo ouvida e vai subindo o tom e vai subindo o tom. E aí a criança realmente ela deixa de ouvir, uau. Porque fica ruído, né? Então ela não vai ouvir porque fala: "Ih, lá vem a minha mãe, lá vem aquilo". E ela deixa de ouvir, né? Então perceber, né, que tá gritando e que ele não tá ouvindo é um excelente passo para tentar mudar isso e a partir daí ter uma conversa com ele. Fala da sua intenção de não mais gritar. Fala da sua intenção de ser ouvida e de que tem coisas importantes para falar. Ouvir como ele se sente quando você grita. se desculpar, inclusive, né, para que juntos você encontre uma nova forma de comunicação. Eu acho que ele vai gostar de perceber que você se importa com ele. Muito bem. É isso, Juliana. Obrigada pela sua participação, viu? Vamos lá. 8:52. Mais uma pergunta na tela pra gente, por favor. Produção, pode colocar. A gente direciona agora para a Fernanda. Vamos ver quem é que tá com a gente. A Priscila Mendes, Fernanda. A Priscila Fernandes, aliás, é do Nova Europa. Como saber quais mudanças? Opa, pera aí, produção. Pulou. É o Eduardo agora. Vamos lá, então. Vai, deixa pro Eduardo. Então, Eduardo, Nascimento do Bom Fim. Algumas pessoas usam ironia e piadas para corrigir alguém. Esse tipo de bronca disfarçada pode ser tão prejudicial quanto uma discussão direta? Vamos lá, Fernando. Com certeza, né? Quando a gente usa de ironia e piada, a gente tá desrespeitando aquela pessoa. Seja ela uma criança, seja ela um adulto, ela é um sujeito, ela é uma pessoa, né? Eh, isso pode trazer para ela a sensação de que o que ela tá fazendo, o que ela tá falando, não é importante, né? que se ele tá brincando, se ele tá fazendo ironia, não é algo importante. Então, como que a criança vai validar o adolescente vai validar as emoções? Se o outro tá tratando aquilo em tom pejorativo, como se fosse algo de, né, de uma brincadeira, ele vai achar que não é importante aquilo que ele tá sentindo, não é importante aquilo que ele tá trazendo. A chance dele não trazer novamente é grande, porque se ele não, aquilo que ele traz não é acolhido, será que ele vai confiar para trazer de novo? Aí depois quando chega na adolescência a gente vai dizer: "Ai, tá vendo? Não tá me contando o que tá acontecendo". Mas quando trouxe antes, foi acolhido para ele poder confiar e trazer novamente aquele tipo de conteúdo ou algo semelhante, né? Não foi? Então, a forma como a gente vai acolhendo as coisas que uma criança traz um adolescente, elas deixam um registro se aquilo que eu, né, que a criança contou, o adolescente foi validado ou não, foi tratado com seriedade ou não, né? Então, se a gente faz ironia e piada, a gente tá dizendo que aquilo não é importante ou que aquilo, ou então que a relação, né, de desrespeito, essa criança vai sentindo que tem ali um tom de desrespeito, ela pode também tratar da mesma maneira um adulto, fazer piada, desrespeitar os pais ou outras pessoas, porque ela vai entendendo que essa é a forma da gente se relacionar, de que esse é o padrão de se relacionar e vai criando um ambiente desrespeitoso, né, seja na escola, seja em casa. Acho que não é o que a gente deseja, né? Muito bem. É isso. Lembrando que eh nós somos exemplos, né, espelhos. Então, se nós eh eh tratamos dessa forma, a criança automaticamente ela vai repetir o que a gente faz. 8:54. Mais uma pergunta na tela, produção. Vamos lá. Pode colocar pra gente, por favor. Aline Rodrigues do Flamboian. Tem gente que chora, trava ou fica em silêncio ao receber qualquer crítica. Isso pode estar ligado a experiências antigas com broncas excessivas. É verdade, Aline. Muito boa sua colocação, Márcia. Com certeza, né? Eh, isso tem a ver com as experiências vividas por essa pessoa, né? É, como eu disse, tem a criança ferida dentro dela, né? Então, o que ela aprendeu, né? é que toda a correção vem coberta de humilhação. Então, ela desenvolve uma autocobrança muito grande, ela mesmo não se permite, né, errar, sai dessa condição humana, né, então fica uma autocobrança muito grande e ela e e é muito triste isso, né, porque isso esconde um grande potencial na maioria das vezes das pessoas, né? Então, sim, sempre tem a ver com o histórico. Muito bem. E quando as pessoas, as crianças choram, né, a gente precisa, eh, analisar também essa questão do choro, porque a gente tem que aprender a validar esse choro, né? Eh, pode chorar, chora mesmo, tem que chorar, não. Tá errado, né, Fernanda? A gente tem que validar, a gente tem que, de repente, eh, a criança, a gente não pode deixar permitir que a criança sofra, porque chorar é uma forma de sentimento. Uhum. Não é? É, chorar é humano, né? O choro pode ser várias coisas, né? O choro pode ser uma dor, o choro numa criança pequena. O choro pode ser uma tristeza. Eh, pode ser muitas coisas o choro. Acho que a gente entender o que é aquele choro, né? Do que eu conheço da história dessa pessoa. O que esse choro é um choro de vergonha porque levou uma bronca na frente dos amigos, né? Me faz repensar se a próxima bronca eu vou dar na frente dos amigos ou não. Eh, essa criança geralmente ela fala, né? Assim, se a gente escuta, é, acho que é isso, se a gente escuta com disponibilidade, eh, e com uma sinceridade, uma genuinidade na nossa intenção, essa criança vai expressar junto com o choro o que que tá eh, né, que tipo de emoção, que tipo de sentimento tá passando ali por trás. Ela vai dizer além de chorar. Então não é, não tem uma regra, né, Rub? Assim, ah, pode chorar, não pode chorar, o choro tem que ser por pouco tempo, depois você tem que levantar e brincar ou você tem que ir pra vida. Eh, tem muitos choros. Acho que a gente entender que choro é esse, por que que tá chorando e ensinar essa criança e esse adolescente como lidar com isso, assim, com o que tá por trás do choro, né? Qual é essa sensação? Qual é esse sentimento? Como é que a gente pode pensar eh caminhos aí para lidar com isso? sem se preocupar com a expressão em si, né, com o choro em si ou com a postura corporal em si, mas se preocupar com que de fato essa criança tá sentindo, o que que ela tá passando, né, e como que ela pode encontrar caminhos aí para lidar com isso. Excelente. Muito bom. Agora 8:57, mais uma pergunta na tela pra gente. Produção, por favor. Patrícia Oliveira do Jardim Chapadão. Tenho dois filhos com personalidades muito diferentes. A mesma forma de correção deve ser usada com os dois. ou cada um precisa de uma abordagem. Uau! Vamos lá, então, Márcia, que que você me diz, hein? Dois filhos com personalidades muito diferentes. Claro, né? São pessoas únicas. E aí faz como é, normalmente as pessoas têm personalidades diferentes, né? E e é importante que os pais percebam isso, né? Eh, porque sim, a abordagem ela é diferente no sentido de que olha, você percebe que esse é mais fechado, né? Então ele é mais sensível, então você tem que ter um uma delicadeza ainda maior com ele, né? Ou aquele que tá meio abrutalhado, que quer parecer forte para se diferenciar do outro, né? Então, também entender o que é que tá passando com aquela criança, né? Então, toda criança, ela tem necessidade de ser ouvida na sua individualidade toda, né? E às vezes um tá parecendo forte, respondão e tá escondendo uma fragilidade, né? E tá pagando um preço alto por isso, né? Então, é sempre importante ver o todo comportamento, ele comunica alguma coisa, ele comunica um sentimento, uma emoção, né? E aí a forma de comunicar às vezes muda de criança para criança. Então, a regra geral é tentar ler o que tá por trás desse comportamento, né? O que que ele tá me dizendo com isso? Porque gritando ou chorando ou desobedecendo, ele tá te dizendo alguma coisa sobre ele, sobre o que ele sente. E aí, se você buscar ouvi-lo, você vai encontrar o caminho. Muito bem, muito bem, gente. Olha só quanto ensinamento, né? Hoje no nosso programa estamos falando da dosimetria da bronca. Tem a última produção pra gente direcionar paraa Fernanda e aí a gente já vai para as considerações finais. Por favor, você que tá acompanhando a programação da TV Câmara Campinas, nós estamos ao vivo aqui com o nosso estúdio Câmara. Pode colocar na tela a última, então, a Priscila Fernandes, do Nova Europa. Os avós devem seguir os limites definidos pelos pais ou podem educar do jeito deles? Ai, ai, ai, Priscila. Vamos lá, Fernanda. Uma grande questão, né? Porque os avós tendem a abrandar um tanto os limites. Eh, os avós tendem a a fazer a fazer um pouco mais, né, o que as crianças querem. Então, em relação à alimentação, né? Sim. Casa da avó pode tudo. Casa da avó pode comer de tudo. Casa da avó pode flexibilizar horários. Depende muito da composição familiar, né? Desde que isso não tire a autoridade dos pais, desde que isso não seja eh um modo dessa criança ir ir achando brechas ali para ela romper as relações, para ela se distanciar dos pais, para romper a relação de confiança, tá tudo bem, né? Porque também são relações singulares. Se as crianças são singulares, as relações também vão ser singulares. Sempre vai ter alguém na família que é mais duro, vai ter alguém que é um pouco mais acolhedor, vai ter alguém que conversa mais, vai ter alguém que conversa menos. Mas tem que olhar para isso, se isso é gerador de algum conflito ali, né? Se é uma brecha para ela romper laços, seja com os pais, seja com outras pessoas. Se não for, tá tudo bem, tá dentro da singularidade das relações. Se isso for uma brecha, se os pais se sentem menos autorizados, se isso enfraquece a relação de confiança, aí a gente tem que olhar com mais cuidado, né? E aí os avós poderem seguir o direcionamento dos pais, que são os educadores principais mesmo. É a importância do diálogo entre as famílias, né? E principalmente com os avós, porque a gente sabe que vô e vó é tudo de bom e que sempre vai ser assim. Mas se estiver interferindo muito, a importância de se manter um diálogo aberto, né, para que os avós também entendam eh qual que é o direcionamento da educação que os pais estão estabelecendo para aquela criança. Agora 9:2, a gente precisa encerrar o programa. Eu quero agradecer demais a presença é da sua participação aí de casa e de vocês, nossas convidadas profissionais. Nossa, quanto ensinamento programa de hoje pra gente poder entender sobre a a dosimetria da bronca, né? estabelecer limites, criar diálogos, eh compreender os sentimentos, acolher as dores, né, dos das nossas crianças, dos nossos jovens adolescentes. Márcia, nossa psicóloga, muito obrigada pela sua participação, pela sua presença e pelas reflexões sobre saúde emocional e educação. Considerações finais, por favor. Bom, eu que agradeço a oportunidade de uma conversa tão gostosa, fluida e importante. E eu só queria fazer mais uma observação. Falou-se muito aqui de acolher as crianças, né, de eh e eu gostaria também de uma palavra de acolhimento para os pais, porque eu sei que nada disso é fácil, porque muitos de nós pais estão temos estamos tendo que oferecer coisas que não recebemos. essa escuta afetiva, esse limite pensado com responsabilidade, é tudo novo. Então é uma construção. Então vocês também precisam ser acolhidos. Sejam também amorosos com vocês mesmos e sempre que possível busquem ajuda. Conversem sobre isso com seus parceiros, com seus amigos. Desenvolvam esse autocuidado também. Excelente. Muito bom. Muito obrigada mais uma vez, Márcia. E a gente agradece também a Fernanda Ribeiro, obrigada por compartilhar, compartilhar sua experiência e contribuir, né, para a educação, contribuir para esse debate tão importante e tão atual aqui no nosso programa de hoje. Considerações finais, por favor. Gostaria de agradecer também a Rúbia, que né, o espaço bastante acolhedora, a Márcia, enfim, acho que foi uma conversa bem gostosa. Reforço as palavras da Márcia, né? Acho que a gente também precisa se cuidar e possivelmente olhar paraa criança que tem dentro da gente também, né? Paraas nossas necessidades mais primitivas, paraas nossas necessidades emocionais, paraas nossas necessidades de de tempos de de mais leveza. Acho que a gente precisa pensar uma vida um pouco mais leve, pro mundo ser bom para todo mundo, mais acolhedor, tanto para crianças quanto para adultos. Muito bem, mais uma vez gratidão pela participação de vocês e é isso, gente. A você que nos acompanhou, o nosso agradecimento aí pela audiência e a gente espera que essa conversa tenha mostrado que estabelecer limites é necessário, mas que respeito, diálogo e equilíbrio são fundamentais para fortalecer qualquer relacionamento. Amanhã nós temos estúdio Câmara a partir das 8 da manhã novamente e amanhã nós vamos tratar sobre um assunto que repercutiu muito nas redes sociais, as despedidas que curam, veló em vida, né? uma prática que ganhou repercussão após viralizar nas redes sociais, que é algo que propõe homenagens, reencontros e e declarações de afeto ainda durante a vida da pessoa. Será que esse tipo de experiência ajuda na elaboração do luto? Quais são os benefícios, os limites e os impactos emocionais dessa proposta? Acho que todo mundo viu, né, na internet, eh, aquele advogado que estava com um câncer terminal e ele já sabia que ele ia partir e por isso ele eh entendeu que encarar essa partida de uma outra forma seria melhor para ele para as pessoas que o cercavam naquele momento. Então, o que ele fez? ele fez um veló em vida, ele fez uma festa de despedida e aí depois de um tempo ele acabou eh eh falecendo. E a gente vai falar sobre essa situação e trazer uma reflexão sobre isso amanhã aqui no nosso estúdio Câmara a partir das 8 da manhã. Lembrando que ao meio-dia tem eh jornal, né, o nosso Câmara Notícias com Gabriel Castro e a programação da TV Câmara Campinas segue feita com muito carinho e com muita responsabilidade de toda a nossa equipe do grupo Mais especialmente para você que tá aí do outro lado acompanhando a programação. Grande beijo, fique bem, se cuide e até amanhã, se Deus quiser. Ciao ciao A cada ano eu tenho a oportunidade de transformar o inverno de alguém. Um agasalho sem uso pode ganhar uma nova história. Se não tô usando, tô do ano. Campanha do agasalho 2026. Presente no inverno e em todas as estações do ano, oferecendo dignidade a quem mais precisa. Participe, doe roupas em bom estado. Realização, Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social. Prefeitura de Campinas. O zumbido no ouvido é uma doença? O zumbido no ouvido é um sintoma e ele tem cura sim. Dependendo de fazer um bom diagnóstico, a gente pode tratar o zumbido e muitas vezes ele pode desaparecer. Olá, começa agora mais uma edição do programa Em Pauta, focado nos trabalhos dos vereadores aqui da Câmara Municipal de Campinas. E hoje o nosso convidado