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Mãos Solidárias | Projeto Alfa e Ômega: jiu-jitsu que transforma vidas em Hortolândia
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Mãos Solidárias | Projeto Alfa e Ômega: jiu-jitsu que transforma vidas em Hortolândia

151 views Publicado há 3 semanas HD · 34:05
Resumo editorial

O quadro Mãos Solidárias visita o projeto Alfa e Ômega, iniciativa em Hortolândia que usa o jiu-jitsu para transformar a vida de crianças, jovens e mulheres da região. Nascido no início da pandemia em uma igreja local, o projeto começou com aulas no chão do templo aos sábados e cresceu para incluir atividades funcionais, libras e turmas separadas para crianças, adultos e mulheres. Mais que ensinar a arte marcial, a iniciativa oferece um caminho de superação para vencer depressão, ansiedade, medos e desafios cotidianos. Hoje funciona em parceria com escolas da rede pública.

Descrição do vídeo

No Mãos Solidárias, da TV Câmara Campinas, você conhece o Projeto Alfa e Ômega, iniciativa socioesportiva do Jardim Nova Europa (Hortolândia) que atende +100 crianças e adolescentes com jiu-jitsu, balé, boxe, funcional, futsal, Libras e desenho — totalmente gratuito para famílias carentes! 🥋✨ Lucilene dos Santos Silva, presidente, e Vinícius Assis Pimentel, vice-presidente, contam como o projeto nasceu na pandemia no chão da Igreja Congregacional, inspirado no Apocalipse ("Alfa e Ômega" — começo e fim). De tatames improvisados à escola Samuel Mendonça, hoje ocupam espaço próprio na Rua Floriano Peixoto, 2011. 15 voluntários (incluindo faixa-preta Régis, Jeferson Santos da Cruz, Daniela Mayer e Maria Clara) transformam vidas há 5 anos. 🕊️ Impactos reais: Samuel (autista) saiu de medicações após inclusão Thaís Fernandes ingressou na faculdade via Libras com Raelelly Caroline Rossi Luz Iago (barbeiro de Joyce Camargo) brilha após acidente Mães relatam fim de crises de ansiedade em filhos 🥰 Estrutura atual (seg-sáb): Jiu-jitsu (3+ anos) — carro-chefe, empoderamento feminino Balé (Letícia, voluntária) e boxe (Jeferson) Libras (escola parceira) — acessibilidade total Sábado Social: 100% grátis para mães solo/desempregadas Parcerias locais: barbearia, sushi, padaria Rio Verde, construção Desafios e sonhos: vôlei, basquete, horta comunitária, zumba, capoeira, dança do ventre. Buscam virar ONG para captar recursos, remunerar professores e expandir. Comunidade abraça: rifas, doações mantêm quimonos e eventos. 💪 Depoimentos emocionantes: "Olhar diferente no Iago após acidente — brilho nos olhos!" — Joyce "Jiu-jitsu é ferramenta psicológica/física. Superação!" — Régis "Nunca me imaginei fazendo, mas viciei!" — Daniela (instrutora) "Inclusão para todos. Raelelly foi meu norte!" — Thaís Venha conhecer! Instagram @alfa_e_omega2022. Aberto à visitação. Projeto cristão (não impositivo) foca caráter, escola e família. Transformação social em ação! 🥅📚 Assista completo, salve e compartilhe com quem precisa! Comente: qual esporte mudou sua vida? 👏💬 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, mãos solidárias começando e nessa jornada de conhecer as associações, os projetos socioeducativos, hoje Vamos conhecer o projeto Alfa e Ômega. Estamos aqui com a Lucilene dos Santos Silva. Ela que é presidente aqui do projeto, vai compartilhar um pouquinho do seu conhecimento e também dessa história. Seja muito bem-vinda, Lucle. Obrigada. Eh, para mim é uma honra, né, e um privilégio estarmos aqui. Eh, bom, pra gente começar então esse nosso bate-papo, queria que você explicasse pra gente como que surgiu esse projeto e por desse nome Alfa e Ômega, tá? Começamos no início da pandemia, né? Surgiu quando tudo se fechou, tudo parou, todo mundo dentro de casa, né? Temos ali um desafio de sair de casa, né? Meu esposo estava em casa também, porque ele tinha uma academia de jits na época e a primeira ordem era fechar, né? E ali em casa ele pensou o que fazer para saímos de para fora e trabalhar com essas crianças, né? Então ele sentou, né? Eh, está lá em Apocalipse, né? Fala sobre o alfa e ômega, o começo e o fim. Começo de muitas coisas boas e encerrar aquelas coisas são ruins, depressão, ansiedade, medos, desafios, né? que achamos que não vai dar conta. E somos, é, sou da igreja contrangular. Uhum. E aí conversamos com o nosso pastor na época, ele cedeu o chão da igreja, né? E ali conversamos, fizemos uma reunião com alguns homens, né, na minha casa, na minha residência, né? Na época era era o pastor Jefferson, né? O Guilherme, eh, o Jeferson, né? Que hoje é genro do pastor Luiz. E ali chegamos num como um acordo de iniciar com Jitos, porque o Régis ele é faixa preta. Ele iniciou o jit com 17 anos, né? Quando eu o conheci, ele tinha 25 anos, ainda era faixa azul, né? E com os olhos dele, vendo ele aprendi a amar o jugitos lá em Minas Gerais, São Lourenço. Tudo começou lá, né? O projeto dele e tal. E aí a gente, né, estamos aqui já há 22 anos aqui, né, em Otolândia, né, e a gente nesse momento estamos agora é a hora, né, já estamos tentando anos atrás, né, na época fazer o projeto, mas nunca nunca teve aquele sucesso, né? E aí com essa com esses homens, né, a gente falou: "Vamos, vamos". E tinha um jovem chamado Víor na época na igreja que ele tinha uma tia lá em São Paulo que não cedeu tatame, né? O pastor Luiz cedeu o chão da igreja. Então, como que era esse projeto? Todo sábado das 9 à 1 da tarde nós tínhamos atividades lá, né? Foi onde iniciamos com jitos, a princípio só com criança, né? A partir de de 5, 6, 7 anos. Só começou a aparecer também pessoas maiores, começou também a aparecer mulheres, né? E nós temos muitas, muitas opções ainda para colocar em prática e uma delas era o circuito recreativo, que é o funcional, né? Então ali na igreja naquele tempo com a pandemia, né? Aferindo febre com máscara, ali nós tínhamos o jugitos, né? Eh, também tínhamos ali o funcional. Uhum. A Libras, que foi onde eu conheci a Raelle na época, né? Eh, ela veio com a Libras também, de sábado, tinha uma salinha pequenininha que é das crianças, então usava aquele espaço na igreja. É. E aí conforme foi chegando os adultos, meu esposo fazia quando não tinha culto, né, na semana com os adultos. Foi aonde surgiu a ideia com a professora Daniele, que é esposa do Vinícius, de assumir uma turma de mulheres na época, né? Eh, na época também tínhamos o Eric, que nós temos o Infanto Juvenil, que é o a maior turma, né? Aí ele tem muita prática com criança. Então o Érica assumiu a turma de crianças na época, né? O Ré a de adulto e a Daniele a de mulheres, né? Meninas, mulheres na época. Eh, ficamos aí na igreja por um ano, todo sábado e na semana à noite, quando não tinha culto. E era um desafio num espaço pequeno, a turma aumentando. Total. Sim. E aí quando eu tive a oportunidade de conversar na escola aqui de Samuel Mendonça, né? na época era diretora, eh, Cristiane, ela também é do esporte, ela fazia moitai na época e ela achou super interessante, né, na comunidade, um trabalho com botado para criança e ela cedeu a escola para nós. Então, fiquei na escola por dois anos e ali na escola eu abrangei um pouco mais o projeto, né? Eu eu separei por idade, separei por turma e eu fazia de de semana à noite, né? Por isso que meu meu maior fluxo é a noite, que é onde já chegaram em casa da escola, né? os pais do trabalho conseguem trazer, atender, como você viu aqui hoje tem pais aqui porque eles gostam de estar presente. Mas a demanda maior é na parte da noite, né? Porque o pessoal já trabalhou, já estudou. Noite. Sim, é a noite. E aí fiquei lá por dois anos, né? Lá começamos com futsal, né? Começamos a fazer um trabalho maior ali com as crianças quando tive a oportunidade o ano passado de alugar esse espaço, porque nós não temos nenhum recurso de fora, né? É tudo aqui mesmo, próprio meu do meu esposo e agora não, agora com a comunidade e aí surgiu esse espaço, né, que foi em abril que eu aluguei, iniciei 5 de maio, né, aqui do ano passado. E aí assim, como eu tinha o futsal, já tinha o jits, meu sonho era colocar para meninas o balé. Ah, né? E eu tenho aqui agora o balé para meninas, tenho Jess, né, também que a Letícia que atende, né, uma uma doce de de adolescente, uma jovem ainda, né? Ela que dá ela que é voluntária e professora do ela não poôde estar aqui que ela trabalha agora de manhã também, mas ela que dá aula que é a Letícia. Então hoje eu tenho aqui bastantes atividades agora de segunda a sábado. Sábado é só o social. O que é o social? é aquele pai, aquela mãe que não consegue, né, contribuir com o valor simbólico que temos para manter esse espaço aberto, né? E aí eu faço o trabalho de sábado, tanto para mulheres quanto para as crianças e adolescentes. Como que é esse trabalho? Eh, porque é totalmente gratuito, né? Porque assim, eh, a mãe chega e fala: "Ah, eu tô desempregada, sou mãe solo, né? Eu eu às vezes só um bolso família que eu tenho para para ajudar em casa. E aí tem dois, três filhos, então ela não paga nada, não colabora com nada, né? falando. E aí a gente tem o nossos colaboradores que a gente corre para ver um quimono, né, para ajudar aquela criança para vestir ela no caso, né, porque o jit quimono fica difícil porque tem a faixa, tem a graduação, precisa, né, né? É um acessório importante, não é obrigatório no caso. Sim. Então eu tenho uns parceiros que é o Felipe, né? O Vitor aqui da frente que é da barbearia, eu tenho o da em casa quando eu faço uma rifa eles doa é um pombo que é sushi, né? Pra gente fazer uma ris. Sim. Tem o salão de cabedeira aqui na frente também que faz uma parceria, dá um desconto pr as mulheres também. Ah, quero fazer uma escova lá, então dá um escondinho para elas também, né? Para se arrumarem, né? Eu tenho o Jeferson, que é o aluno de de box, né? Também é um parceiro nosso também. Ele tem uma uma casa de mat de construção, então ele ele ajuda também quando que eu preciso. Vai cara, quero competir. Como eu faço? Cada um ajuda um pouquinho, ajuda ali na inscrição. Aí pode também ali fazer a competição, né? Uhum. Temos o LM que desde quando eu comecei, né, há 5 anos atrás, né, muito parceiro que nos dá um refrigerante, ele ainda fala: "Lu, se não for ter aula, pega mesmo assim e faz aí um estoque para um evento maior, né?" né? Então, e tem também o parceiro da padaria Rio Verde, que é com os pães quando eu preciso também, né? Então assim, devagarzinho a gente vai trazendo para perto a comunidade, para perto dos comércios e eles abraçaram a causa, né, conhecendo a história de como começou, não podia também parar com aquele sonho do seu esposo e aos pouquinhos as pessoas foram ajudando e colaborando e as turmas estão aumentando, né? A demanda é grande. Sim, sim. Assim, se eu tiver procura, tem procura, né? Tem bastante que eu falei, se eu tivesse como ter um apoio professores, manter eles aqui no projeto, eu falo de fan, poder pagar algo para eles, um exemplo, né? Eu conseguiria atender de manhã até à noite, porque assim, nós quando iniciamos nós tínhamos 14 atividades, então tem atividade que não sai do papel ainda. Ah, e quais são essas atividades? Tem vôlei, basquete, tá engavetado ali para poder ter um espaço maior. Sim. A horta, porque a gente quer ensinar para eles desde o planteil da do do mexer na terra até colher para levar para casa, né? Então assim, e tem propostas, né? Ontem mesmo uma proposta da dança do ventre, elas que eles querem colocar, as mulheres pedem para ter zumba, então assim, né? Eu quero tua capoeira e eu tenho a parceria da escola, né? Então tenho, hoje eu não tenho só esse espaço, eu tenho também a escola, que é onde eu tenho o desenho. Mas ah na escola também você exerce essa a a outras atividades, sim. Que é o desenho, a Libras e o futsal. Em uma escola aqui, aqui na em Ortolândia também. Sim, pertinho aqui na aqui no bairro mesmo. Aqui aí são outros alunos ou alunos que participam daqui também podem participar lá. Sim, tem for porque é atividade diferente, né? Sim, tem. Eu tenho, inclusive no Libras, eu tenho adultos, né? Uhum. Pessoas que trabalham, que veio por para ter esse esse esse recurso, né? da Libras para atender, né? Porque geralmente na empresa tem, né? Tem lá o surdo e precisa ser compreendido ali, atendido. Então o o nosso projeto ele abrange, né? Como eu tenho uma aluna que vocês vão vão poder falar com ela também, que é a Thaís, que até entrou na faculdade através do projeto. Então assim, a gente não só realiza um sonho nosso de ajudar, mas também eh inspira nas pessoas a colocar em prática o sonho deles também. E isso é muito nítido, né, de ver, porque as pessoas, né, tanto crianças e adolescentes que não têm esse acesso, né, fácil, como você falou, um valor simbólico, né, e isso pode crescer eventualmente, a pessoa ela pode, eh, se tornar, né, um atleta profissional, porque esse é o objetivo de vocês também, né, além do mais também de tirar aquela e as crianças que ficam muito ociosas, que são na escola ou vão pra rua. Então tem toda uma inclusão social também, né? Sim, sim. É, esse é o nosso foco futuro, né? De fazer o inverso. Enquanto a criança tá em casa, ela não ficar em casa, ela vem pro projeto. Por isso que eu tento o máximo de atividades para eles. E eles fazem, né? Eles fazem aqui o jit na terça-feira e corre para fazer lá em cima o desenho e tem criança da sai do desenho e vai para Libras. Então aí eles chegam em casa com a cabeça um pouquinho menos vazia e cheia de conhecimento, né? que eu falo sempre falo para meus meus professores, eh, ter um olhar, né, para nossas crianças, porque eles saiam de casa, você não sabe como que foi o dia dele. Sim. Você a gente não sabe qual é o desafio que ele teve para aquele dia, qual é a vivência que ele passou na naquele dia, então é como tá a casa dele. Então, achei que ele tem que ter um abraço e tem que ter um olhar diferente, tem que ter um cuidado diferente, né? Eu tenho também muitas crianças tá típicas, né? É, inclusive um deles não queria muito estar aqui hoje, mas ele estuda, mas ele trabalha. Eles vão fazer um vídeo de mandar para vocês, né? Que é a mãe do Samuel, né? ela ela ele trabalha com a gente aqui com pernas de Hortolândia, né? O Samuel é um menino que tem que tem e tem uma enfermidade, né? E não só pela enfermidade, ele é uma criança que quem olha fala: "Nossa, não, pela condição não poderia, não pode." Nós que às vezes, né, nos limitamos, então ele ele é autista. E assim, a qual minha maior alegria que quando ele foi conosco, ele tinha medicações e hoje ele teve altas medicações, ele não toma mais remédio, né? E se você olhar para ele, você fala: "Não, esse é o Samuel que você falou que teve, né, que tem essa condição, né, a condição não paralisa ele. E aí nosso maior foco é esse, não deixa a sua condição atual te paralisar. E você percebeu que o desenvolvimento dele foi diferente, né? Que ele conseguiu se desenvolver através aqui do projeto, através das atividades, a inclusão mesmo, né? Exatamente.É, não limitar, não. Não limita. A gente as mães chegam, elas chegam meio com medo, né? Ai, como é que vai ser? Eu falei: "Fica tranquilo, tá no lugar certo, né? Aqui eles podem ser eles, né? Inclusive eu tenho uma uma atividade só com os kids, né? que a turminha começa com 2, 3 anos, porque se começa trabalho cedo, quando chegar um adulto fica mais fácil, né? Porque você pensa que não, mas toda sua infância, se ela não é boa construída, bem construída, como ele será um adulto, né? Com qual equilíbrio ele vai ter? E a nossa geração é uma geração que veio da pandemia. Então, a pandemia teve, deixou muitos danos, muitas marcas, muitas perdas. E eu louvo a Deus que nesse tempo eu e o Réges tivemos coragem junto com os colaboradores nossos de colocar a nossa cara, nosso corpo, né, o nosso trabalho ali, nosso amor, nosso empenho para ajudar esse momento. Foi um momento que quando todo mundo se fechou dentro de casa, a gente teve coragem de sair e falar: "Não, agora é a hora de um se ajudar e um um ter o outro, né?" E aí que eles têm são, eles são, eu falo que eles são nossos nossos melhores, né? Eles sabem que aqui eles podem contar conosco mesmo. É assim, vocês tiveram coragem, não tiveram medo e enfrentaram, né? No momento que todo mundo ficou assim recluso, vocês enfrentaram aquilo de uma outra maneira e hoje colhe aí os resultados, os frutos e também tanto as famílias, como que você eh recebe, né, o depoimento dos familiares, dos pais e responsáveis das crianças e adolescentes? Ah, eu fico muito feliz porque, ó, já tive relatos de crise de ansiedade da mãe pegar a criança três vezes com a boquinha roxa, tipo, já sem ar. E hoje ele consegue vir, consegue sorrir, consegue brincar, treinar, né? Eh, consegue participar das atividades com alegria, né? Fal a minha maior alegria quando eu vejo eles sorrindo, né? É f nosso nosso projeto ele é diferenciado. A melhor parte que eu gosto deles quando da atividade é quando eu vejo eles sorrindo. Porque essa hora eu entendi que tudo que é difícil naquele momento não tem. Toda dificuldade não tem todo problemador saiu, tá lá fora e que valeu a pena todo o sacrifício de vocês, né? Valeu a pena. E são muitos, hein? Tem muitos muitos testemunhos, né? Tem uma mãezinha também aqui hoje para poder falar com vocês também que é a Jois, né? Então assim, esse o nosso foco, mostrar porque assim o juiz quando ele vem na vida do Ris, ele ainda era um adolescente, né? Tinha só 17 anos. Sim. Né? E aí o mestre mostrou para ele essa arte, ensinou isso para ele. Então além da arte. Então o Rég ele hoje ele faz o quê? Ele passa aquilo que um dia foi passado para ele, né? Foi também numa comunidade também na época também era uma associação de moradores na época, né? Só que tava mais com jovens, né? E o resto tem esse olhar de cuidar dos menores, né? de ampliar também, mostrar que é possível para todo mundo, né? Todo mundo pode e deve, né, participar desse esporte que vai além de um esporte, né, transformação de vida, né, assim, e a gente cobra, a gente quer que eles estejam bem na escola, que eles não briguem, que eles não não fiquem na rua, se não se não for para brincar, né, vocês acompanham também isso, né, uma extensão, né, aqui no centro de treinamento e também em parceria com a família, casa, escola. Sim. para manter todo mundo aí no mesmo nível, né? É porque são exemplo, né? Fala, vocês são um exemplo de vida para vocês. Então vocês têm que pensar assim, antes de fazer qualquer coisa, eu carrego um projeto, falo para eles, mas lembro de vocês, amanhã futuramente vocês vão ter vontar numa empresa ou vão ter uma empresa, vocês vão ter uma família, como vocês vão se comportar no meio, né? Então a gente ensina não só um atleta, ser um atleta, mas ter ser um homem uma mulher de caráter lá na lá no futuro, tá certo? Parabéns pelo seu trabalho, bom pela associação, mas não acabou ainda não. A gente vai para um rápido intervalo, na volta a gente tem mais uma entrevista e mostra tudo para você do trabalho que é realizado aqui. Então não saia daí que o Mão Solidárias volta já já. Mãos Solidárias de volta. Agora vamos conversar com o Vinícius, ele que é vice-presidente aqui do projeto e vai compartilhar um pouquinho também das ações, das atividades. Seja muito bem-vindo, Vinícius. Obrigada. Obrigada. Bom, a gente sabe, né, que o carro chefe, então aqui da associação, da instituição, é o Gilgitso, né? Isso para você, como também tem o filho que participa, né, dessa atividade, como que você enxerga, né, essa atividade na vida dessas crianças, dos adolescentes eh o desenvolvimento delas? Bom, como pai, e eu fico vislumbrado de poder ver o desenvolvimento do meu filho, né? Mas hoje est na frente do projeto, vê o desenvolvimento de outras crianças, entendendo é que elas podem desenvolver novas habilidades, né? Poder integrar isso pra sociedade de uma forma positiva, para mim é muito bom. e saber o impacto que esse projeto tem hoje aqui no nosso bairro, no Jardim Nova Europa. Eh, isso é assim, me deixa muito feliz e acredito que traz aqui para nós assim uma um efeito muito positivo. E esse é o principal objetivo, né, que você vê tanto a a instituição como um todo e também as atividades. Exatamente. Acredito que, infelizmente, a gente sabe que muitas crianças acabam se perdendo por conta de referências e trazendo referências positivas, né, de um trabalho que, ao ver de muitas pessoas é simples, mas que tem um impacto muito grande socialmente. Então, saber que a gente pode contribuir, né, na vida de pessoas, de famílias, eh, e mudar destinos, isso é muito positivo. E como que foi pensado, Vinícius, né, trazer o Gil Gitso para cá? Obviamente que a gente tem depois, né, uma entrevista aí completa, a gente vai acompanhar um pouquinho do trabalho. Mas por que foi pensado no Gilgitos para essas crianças e aqui nessa região? Bom, o mestre, né, o professor mestre Réges, eh, ele já tem uma longa caminhada, então isso começou há um bom tempo, né, com ele ali e é a porta de entrada hoje do nosso projeto. Ah, eu acredito que o Gilgito ele traz muito ensinamento, não só como uma arte marcial, mas para coisas da vida, né? Então, a gente tem ali eh a questão da pressão que a gente sofre no tatame, mas no nosso dia a dia não é diferente, né? Seja num trabalho, seja com as questões do dia a dia. Então, eh eu acredito que assim, o jit ele agrega muito, não só dentro do tatami como uma arte marcial, mas também como outros pontos que nos ajudam a levar a vida de uma maneira diferente. E Vinícius, quantas pessoas atuam aqui? Todas são voluntárias, né, do projeto. Sim, hoje a gente tem um quadro totalmente voluntário. São mais de 15 pessoas atuando de maneira voluntária dentro do projeto, né, entre professores, pessoal da diretoria e a gente tem mais de 100 crianças que também fazem parte desse projeto. 100 crianças. É. É. Qual que é a faixa etária? Então, quem pode participar? A gente tem desde os pequenininhos, né, 3 anos de idade, que é com a instrutora Maria. E aí você tem os mais adultos que aí não tem idade, né, que tem ali com o mestre, só que a gente tem outras oficinas também que agregam eh seja o futsal, seja o balé. Então assim, é tem uma variedade de faixa etária muito grande aqui. E as outras oficinas elas acontecem também nesse mesmo espaço? Sim, nós temos oficinas que acontecem aqui, por exemplo, como o balé, o box, muiti, né, que são eh atividades que a gente consegue contemplar aqui. Mas a gente tem também aula de Libras, aulas de desenhos, que aí a gente utiliza da estrutura da escola aqui próximo, né, onde a gente consegue desenvolver esse trabalho também. E Vinícius, como vice-presidente, né, como que foi pensado nessa triagem, né, das aulas e também das crianças e adolescentes, né? vocês fazem o mapeamento daquelas e daquelas famílias que mais necessitam, né? Como que é feito esse papel de vocês mesmo aqui na comunidade? É, na verdade, o cérebro pensante por trás de tudo isso é a Lu, né? Então, ela tem um coração imenso e traz eh isso para dentro do projeto. Ah, não tem uma distinção, né? Hoje esse é um projeto solidário, aonde a gente tem como objetivo alcançar vidas, né? E através disso, eh, a gente tem sim um cunho cristão dentro do projeto que a gente propaga, né, a nossa fé, mas não de uma maneira impositiva, mas dentro dos nossos exemplos do dia a dia, né, e aberto e dependente de crenças e valores, né? Ah, e aí assim o o objetivo realmente é mais dentro disso, né? fazer com que a gente tenha um impacto positivo, seja dentro do jit balé ou de uma aula de desenho, mas que a gente possa devolver isso pra sociedade de uma forma positiva, né, formando cidadãos aonde venham de fato ali entregar algo, né, pras pessoas de volta. e o foco e esporte, né, pensando, né, nesse nos esportes, né, no geral, eh, em situações que muita gente não tem um acesso tão fácil, né, Vinícius? Exatamente. Eh, eu acho que a gente vê muitos projetos, a gente vê por aí outras instituições, mas a ideia é fazer com que, pelo menos o nosso bairro tenha eh um acesso diferente com pessoas que estejam comprometidas também. Eh, esse projeto ele já tem 5 anos, né? Então assim, eh, a ideia é que a gente realmente perdure por gerações, eh, utilizando até mesmo as pessoas que fazem parte hoje, talvez como aluno, como foi o meu caso, eu comecei como aluno e hoje, né, posso estar aqui, eh, desempenhando esse papel, né, passando também para de geração em geração, né? Exatamente. Então, acredito que a ideia é essa, é que sim, talvez a gente possa expandir com uma outra unidade, com outro bairro, mas a ideia é a gente fazer deste bairro aqui também um modelo para que a gente dissemine boas boas culturas, né? E Vinícius, hoje, né, pensando na construção toda aqui do projeto, eh, tem alguma, algum gargalo que vocês ainda precisam, né, eh, levar paraa frente, alguns desafios que vocês ainda querem, né, eh, desenvolver nessa, no sentido de ter mais pessoas atuando aqui, mais voluntários ou um espaço maior, algo do tipo? É, eu acredito que essa sua pergunta ela é fundamental porque não é só a boa ação que vai trazer a mudança de certo modo, né? A gente sabe que recurso ele é importante, então seja pra gente ter um tatame, um saco de pancada ou até mesmo, né, os tules pras meninas que estão aqui fazendo balé. Eh, porque hoje ela é uma obra totalmente voluntária, né? A gente tem sim alguns patrocinadores que hoje nos nos ajudam aqui a fazer esse projeto andar, seja, né, com com alimento, aonde vão dar, né, ali um refrigerante pra gente poder colocar na mesa, né, e de alguma forma confraternizar. Mas a gente sabe o quão é importante aumentar o espaço, né? Poder às vezes remunerar um professor que tá aqui para que a gente tenha um profissional mais capacitado e até mesmo capacitar as pessoas que hoje fazem parte desse projeto, né? Então a ideia é que o poder público também possa olhar para nós. A gente busca hoje virar ONG, né? A gente tem esse projeto. Sim. Se Deus quiser, logo logo acontece. para que a gente realmente possa captar recursos, né? Uma das minhas atribuições também é que a gente possa buscar sim recursos privados, porque isso é muito importante pr as empresas que participam disso, né? Mas a gente tá em vias d para que isso possa se concretizar o quanto antes, tá certo? Então, muito trabalho realizado aqui, né, pela Alfa e Ômega. E olha, a gente vai mostrar agora um pouquinho desse trabalho. Hoje a gente acompanhou então a aula de Gilgitsu. A gente vai ver as crianças, né, nesse momento de descontração. Tem uma entrevista também muito especial, então não saia daí que a gente volta já já. Confere tudo. Além dos tatames, o Gilgitso transcende o esporte ao atuar como um estilo de vida que desenvolve resiliência, disciplina, autoconfiança e inteligência emocional. Eu tenho contato com o Jitso desde 2004, né? Eu parei por conta de futebol um período, depois eu retornei, né? Esse ano eu chego na minha graduação de faixa preta. E o que eu tenho para dizer em relação ao gitso é que ele é muito mais do que um esporte, né? Ele é muito mais que o esporte. É, a gente tem diversos e tipos de aluno aqui. A gente tem aluno que usa como terapia para emagrecimento, para competição. Alguns só vêm mesmo para poder ter um hobby. Mas a grande questão é que o gço hoje ele é uma ferramenta muito importante, né? Eu digo isso por questão do nosso bairro, da do público que a gente tem. A gente tem muitos pais, mães aqui, crianças que tinha dificuldade na escola, né? E os pais e confiaram estar aqui com a gente, porque o jurício ele traz esse princípio de honra, ele traz esse princípio de de você superar os desafios, né? Então assim, eh, para mim, para mim, eu tenho hoje, eu, minha esposa, minhas duas filhas treinam e eu tenho essa, essa oportunidade de ver essa evolução, esse crescimento particular de cada um através da modalidade do gits, né? Então, para mim é o gitso é mais do que uma questão só de um esporte, ele é uma ferramenta muito importante para pro trabalho psicológico, físico, né? E a comunhão também. Tudo muito bom para isso. Para o público feminino, a modalidade promove o empoderamento de forma prática e real. A mulher passa a entender a força do próprio corpo, aprende a controlar as emoções e descobre que é capaz de se defender em qualquer situação. Eu tenho 4 anos de jitso aqui e 3 anos de instrutora. Por que que você optou por essa arte marcial? Na verdade, eu nunca quis. Meu marido veio e ele falou assim: "Vai lá que você vai gostar". Eu nunca nem me imaginei fazendo. No primeiro dia que eu vim, eu falei: "Meu Deus, é muito bom". Que às vezes a gente olha, a gente fala: "Ai, nossa" e pega aqui, pega ali a gente é, a gente acha que não é, mas quando a gente tem a experiência, aí a gente pega um gosto assim inimaginável. Então, a primeira vez que eu vim, eu já falei para ele, eu vou fazer e eu não parei mais desde que eu vim. Aquela sensação, por que não comecei antes. Exato. Eu até falei: "Nossa, eu devia ter entrado criança". Porque adulto é mais difícil fazer um rolamento. Tem coisa que adulto tem mais dificuldade. A criança faz muito fácil. Então eu falei para ele: "Nossa, se eu soubesse tinha começado lá atrás, porque seria muito mais fácil, né?" Então eu não me via fazendo, mas quando eu fiz, eu falei: "Meu Deus, eu devia ter feito sempre". é uma arte que te ajuda a desenvolver muita autoestima, muita confiança. E no mundo onde a gente vive é muito bom a gente poder se defender, né? Então é uma arte que você aprende a a ter autodefesa e é um esporte onde meu pai pratica também, né? Então já tem esse laço familiar e eu me identifiquei com esse esporte. Aqui o aprendizado vai muito além. No coração deste projeto, as mãos também ganham voz com o curso de Libras, um diferencial do Alfa e Ômega. Oi pessoas, tudo bem? Bem-vindos ao projeto Alfa e Ômega. Eu sou a professora Raele e esse é meu sinal na comunidade surda. Eu sou surda, parcial, oralizada, bilíngues. Bem-vindos. Raia, há quanto tempo você atua aqui no projeto Alfa e Ômega? Desde 2021 eu entrei no projeto como professora de Libras, mas também como surda parcial oralizada bilíngue. Na época eu não conhecia nenhum projeto que ainda tinha acessibilidade. Eu não falo só de Libras, eu falo de todos os tipos de deficiência. receber um cadeirante, receber um autista, como lidar com essas crianças dentro da comunidade. E é isso que a gente faz no projeto. A gente faz a diferença na comunidade, não só na surda, mas com todas as deficiências. E para você, quando começou no projeto, né, que começou a lidar com as crianças, adolescentes, o que que você sentiu? Qual foi a carência que você percebeu aqui na associação? Não só nessa, mas tantas outras, né, que não existem a acessibilidade, infelizmente a falta de conhecimento, porque ah, é surdo mundo, é mudinho, sabe? esses termos que são pejorativos por falta mesmo de conhecimento, infelizmente não é divulgado. São cursos caros de Libras, não tem cursos acessíveis pra comunidade. O Jardim Nova Europa em Ortolândia é uma comunidade carente. Então a gente viu a necessidade de introduzir a Libras num projeto social sem custo. Todo o custo vem do nosso bolso. O material sou eu que produzo, sou eu que faço. São aulas dinâmicas, aulas lúdicas que toda criança, adolescente ou até adulto pode aprender. Joice, qual foi o pontapé inicial pro seu filho começar aqui no curso de Libras? Bom, a ideia foi que os meus sobrinhos que têm oficina, eles queriam e fazer o curso porque vê a necessidade de alguns clientes. E eu comentei com o Iago: "Olha, os meninos vão começar o no projeto Alfa e Ômega. Que que você acha?" E ele: "Nossa, mãe, também quero fazer Libras. Só que depois eu vi o Iago na segunda aula chegando com um olhar diferente, um brilho nos olhos e foi encantador. Eu estava jantando com o meu filho, com o meu outro filho. E aí eu olhei pro Miguel, falei: "Miguel, você tá vendo esse olhar? É um brilho diferente, né?" Ele falou: "É verdade". E fazia muito tempo que eu não viago desta forma depois que ele teve um acidente. E eu acho que ele está revivendo nessas aulas e tá sendo incrível e inspirador também. E eu acho que de repente pode virar uma profissão. Pelo que eu tô vendo, o Iago ele é barbeiro, mas eu acho que de repente breve um intérprete também. Oi, tudo bem? Muito prazer em conhecer a TV Câmera de Campinas. Eu sou a Thaí, eu sou aluna do curso de Libras do projeto Alfa e Ômega. Desde os meus 10 anos, né, na minha quarta sé eu descobri o amor pela Libras e a Raelle, ela foi o norte para mim poder desenvolver isso, porque eu penso que a inclusão deve ser para todos. Então, foi isso que me despertou o amor nas Libras. Muito legal esse trabalho, não só a aula de Gilgitson, mas aqui a associação tem outras atividades também. E você pode visitar, pode acompanhar também pelas redes sociais, né, Vinícius? Exatamente. Tá aberto o espaço para poder conferir as nossas atividades, as oficinas que a gente tem aqui, né? Então, a gente tá localizado na rua Floriano Peixoto, número 2011, aqui no bairro do Jardim Nova Europa, né? Ficam aqui junto com a Camburiu, né? Eh, e acesse também o nosso Instagram que é Alfa e Ômega 2022, né? Então, para vocês poderem conferir ali as atividades, aquilo que a gente vem postando, tá certo? Muito obrigada pela sua participação, por compartilhar também, né, esse momento com a gente, mostrando, compartilhando aqui para mão solidárias, né, que o esporte também faz toda a diferença, né, na vida de cada um. que você pode conhecer então através das redes sociais e fique ligadinho também na TV Câmara Campinas. Pode acessar as redes sociais que lá tem todos os episódios também aqui do Mão Solidárias. Então te espero na próxima edição. Até lá. He he he
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