Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Olá, Mãos Solidárias começando hoje daqui do Núcleo da Adra, na região do Bom Sucesso, o núcleo que atende 90 crianças de 6 a 14 anos, com foco no nicho social. Ao meu lado está o Renato Leria, ele que é coordenador administrativo aqui do núcleo, e vai contar para a gente a história aqui do núcleo, como que surgiu. Seja muito bem-vindo, Renato, aqui no Mãos Solidárias. Olá, Cassiane, muito obrigado pela oportunidade. Podemos participar do programa Mãos Solidárias A ADRA é uma agência humanitária da Igreja Adventista Hoje ela está aí presente em mais de 110 países Com diversas frentes de trabalho, de atendimento Desde respostas à emergência, em questão de catástrofe Segurança alimentar, apoio a pessoas em situação de rua E aqui em Campinas nós temos uma unidade da ADRA Que trabalha com serviços de convivência que atende as crianças de 6 a 14 anos, conforme você mencionou. Certo. O Núcleo começou em Campinas em 1997, então, ano que vem completa 30 anos de atividades sociais. E ele começou através de uma professora, chamada professora Cássia Rodrigues Lasca, que é a fundadora do projeto para Campinas. E o Núcleo recebeu o nome dela ainda em vida. Uma homenagem. Uma homenagem a ela. E vem desenvolvendo esse trabalho tão bonito, tão importante para a comunidade aqui, para o Jardim Bom Sucesso e alguns bairros aos arredores. Bom, 90 crianças, muitas crianças que participam aqui das atividades, como que você enxerga o núcleo hoje, principalmente aqui na região, que tem esse foco mesmo de atender famílias, crianças em situação de vulnerabilidade E é um complemento da escola também, né, Renato? Como coordenador administrativo, como que você analisa todos esses anos a existência e a participação na vida dessas pessoas? Cassiane, o problema social aqui no município, muita gente conhece, acompanha. Nós temos muitas ONGs, muitas OSCs em Campinas, que fazem esse tipo de serviço de baixa complexidade, que é o nosso. É um trabalho muito importante, porque se essas crianças não estivessem no núcleo, elas estariam aonde? Talvez em casa algumas, para algumas crianças o quintal dela é a rua, poderia estar em situações de grande risco. Então, ao virem para o núcleo, elas têm a proteção das ruas, recebem as oficinas que nós oferecemos, diversas atividades, alimentação, e isso colabora não só para a formação dela cognitiva, mas também para a parte emocional e acima de tudo é o fato de eles estarem conosco aqui em segurança então tudo aquilo que a gente faz acaba proporcionando para elas oportunidades de reflexão e isso influencia também no futuro delas para você ter uma ideia nós temos crianças que atendemos aqui que são filhos de quem já foi atendido pelo núcleo há anos atrás Então isso foi importante para os pais, tanto que eles procuraram a gente e os filhos estão aqui conosco. É uma referência não só na cidade de Campinas, como outras unidades também. Quantas unidades existem do núcleo, Renato? Aqui no estado de São Paulo nós somos 18 unidades que prestam serviço, parecido conosco, mas como eu disse que a ADA é uma agência internacional, Então, nós estamos espalhados por mais de 110 países. E essa referência, como você mencionou, muitos pais que hoje trazem os filhos já participaram das atividades. Então, eles têm realmente aqui como uma segunda casa, extensão do lar que serve de fato como uma proteção mesmo para essas crianças. um local de proteção, é assim que vocês avaliam? Exatamente, porque o fato de elas estarem conosco, estão protegidas talvez da influência da rua, das situações que tem fora do ambiente da casa, da escola ou até mesmo do núcleo. Então, além dessa proteção, tem as atividades que ajudam a desenvolver na criança, o aspecto cognitivo, atividades que possam ajudar para a formação escolar também, aprendizado. Então, é um trabalho que dá trabalho, porque precisa ter esse comprometimento. Nós temos uma equipe pequena, mas muito comprometida. E tem um detalhe muito importante, talvez alguém pense, como é que é mantido esse trabalho da ADRA? De onde vem as fontes e recursos? Então, uma das fontes é da nossa parceria com o Governo Municipal de Campinas. Nós temos também doadores da sociedade civil que ajudam, nós chamamos de doadores mensais ou padrinhos, que fazem a sua colaboração. E tem uma outra fonte de captação de recursos que é através da nota fiscal paulista. Essa é muito interessante porque a pessoa pode ser um doador sem tirar um centavo do bolso. Ela precisa ter o cadastro, a nota fiscal paulista, cadastrar o CNPJ de uma entidade social. Nesse caso, a gente passa as informações como você pode ser um doador aqui da área de Campinas. E toda vez que ele usar o seu CPF para comprar alguma coisa, que é a nota fiscal, uma parte do imposto recolhido vem para a gente como doação. Isso é incrível. E Renato, hoje falando sobre esses recursos que você acabou de mencionar, as parcerias, Mas tem algum ponto que você pode questionar no sentido de desafio que a Adra enfrenta hoje ou durante todos esses anos de existência? Já teve um momento em que vocês tiveram também dificuldades em manter aqui a instituição que nada mais é do que um auxílio para essas famílias. Então, existem 90 crianças, famílias, adolescentes que dependem daqui, desse espaço, de alguma forma. Cassiane, são vários desafios que a gente enfrenta para quem trabalha nessa área. Mas eu penso que o maior desafio que temos é o recurso financeiro, porque é ele que vai financiar todas as atividades, toda a proposta de trabalho que nós temos. Já houve momentos que nós tivemos poucos doadores E graças a Deus a parceria com a prefeitura foi fundamental para o nosso trabalho Nós também temos parceria com a Fundação FEAC Recebemos também recursos de projetos com o Conselho Municipal da Criança, o CMDCA Mas hoje a maior fonte de captação está sendo da sociedade civil através da nota fiscal paulista Então, graças a Deus, hoje a gente está muito bem financeiramente, nesse sentido de ter o apoio, fazer uma boa administração do investimento dos recursos. Inclusive, nós fizemos uma reforma no ano passado, no prédio. Depois as pessoas poderão ver aí pelas imagens. Foi feito um alto investimento, mas deixamos um ambiente bonito, agradável para atender as nossas crianças e as famílias também, que são atendidas aqui. Certo. E Renato, como que é feito esse mapeamento das crianças e das famílias atendidas? Existe um requisito para as famílias participarem aqui? Como que é realizada essa triagem com essas famílias? São somente famílias aqui do bairro mesmo, do Bom Sucesso, ou é estendido para outros bairros também vizinhos? A maioria das famílias atendidas são do bairro aqui do Jardim Bom Sucesso. Normalmente os pais procuram a unidade Na intenção de colocar o filho Colocar o seu filho aqui Porque o atendimento é no contraturno escolar Mas nesse caso Desencaminhamento também Pelas escolas que estão aqui aos arredores E como que você enxerga Então hoje a sua participação Aqui No núcleo Diante dessa Desse trabalho Tão incrível e essencial Para essas famílias o que você leva em consideração ser coordenador aqui dessa instituição e ter todas essas crianças e essas famílias também como uma parcela, uma pontinha aí da extensão da sua família também, né, Renato? Cassiane, eu acho que a responsabilidade é muito grande de administrar, a gente tem que ter o compromisso do que faz, nós somos exemplos, referências Para muitas crianças, para as famílias Mas com a responsabilidade Vem também o privilégio de servir Então Como cristão, eu entendo que Esse é o exemplo que Jesus deixou para a gente De servir ao próximo, de amar o próximo E o amor não pode ser Mostrado apenas teoricamente Tem que ser na prática Então é uma oportunidade que a gente tem De desenvolver esse amor pelo próximo De servir o próximo Ainda mais as crianças Que são tão especiais e que representam o futuro da nossa cidade, da nossa nação. Renato, eu queria que você falasse para o pessoal de casa, para quem está nos assistindo, como fazer para conhecer a instituição, para ajudar de alguma forma, se vocês aceitam doações, como que funciona essa parte mais burocrática, no sentido de receber também algum tipo de ajuda, algum recurso? Ok. Bom, nós aceitamos doações, seja em recursos financeiros ou seja em espécie. Às vezes, algumas pessoas entram em contato, olha, eu posso fazer uma doação de roupas, calçados? Pode. Posso fazer doação de cesta básica? Pode. Até porque nós damos um suporte para as famílias e, às vezes, eles precisam de cesta básica mesmo. Vez ou outra, alguém procura a nossa assistência social e fala, olha, estou precisando de uma cesta básica. então, se nós não temos no momento para providenciar eu corro atrás, entro em contato com meus amigos nós temos alguns parceiros que são as igrejas adventistas para fornecer esse alimento mas você pode ser um doador entrando em contato conosco vai ter o nosso contato no telefone pode visitar também a nossa rede social o Instagram, que é o arroba lucro.campinas lá vai obter mais informações é o canal que nós postamos as nossas atividades então Então, a maioria das nossas atividades, nós fotografamos, registramos e ali divulgamos, então, para as pessoas acompanharem. E, Renato, vocês realizam algum tipo de evento, assim, durante o ano, que é o ano letivo, vocês param? Porque é um complemento da escola também, né? As crianças, elas têm que estar matriculadas para frequentar aqui o núcleo. Como que é essa questão do funcionamento mesmo da associação? A gente não fecha. Não tem férias, né? É direto, funcionamento. Eu posso dizer que existe um evento que nós fazemos para as famílias das crianças. Ah, legal. Que é uma cantata de Natal que acontece no início do mês de dezembro, né? Porque faz parte também das atividades. A criança se envolvendo no canto coral aqui do núcleo. Então é um momento muito especial que a gente faz de agradecimento a Deus, né? Agradecimento aí aos colaboradores e também às famílias que confiam a gente, né? O cuidado com os filhos deles. Tá certo, olha só gente, esse foi o primeiro bloco do Mãos Solidárias A gente conversou com o Renato Leria, ele que é coordenador aqui do Núcleo Adra Mas no próximo bloco tem muito mais por aí, a gente vai conhecer as atividades Tem uma entrevista muito legal, então você não pode perder Mãos Solidárias volta já já Mãos Solidárias de volta, agora vamos conversar com a Joyce Anclan, ela que é coordenadora técnica aqui do Núcleo. Adra, seja muito bem-vinda. Obrigada. Joyce, qual é a sua principal atribuição aqui no Núcleo? Então, eu atuo diretamente na elaboração dos projetos sociais junto com os nossos educadores. E quantos educadores vocês têm aqui hoje? Nós trabalhamos, como nós temos 90 crianças, nós temos um educador a cada 30 crianças. Então, nós temos três educadores sociais no momento. Certo, Joyce, e como que vocês fazem esses projetos? Como que é pensado nas atividades, de acordo com as necessidades de cada criança? Como é feito esse estudo? Então, para a gente elaborar os nossos projetos, nós envolvemos alguns cunhos. Cunho recreativo, social, socioeducativo e de artesanal. Dentro desses cunhos, nós envolvemos três eixos muito importantes, que é o eixo eu comigo, onde nós vamos estar trabalhando questões pessoais de identidade e em relação à criança. O eu com o outro, onde nós envolvemos questões ligadas à família, ao social, ao convívio social. E o terceiro eixo é eu com a cidade, onde nós trabalhamos essas questões de escola, o social, o bairro. Então, em cima desses três eixos, nós elaboramos essas atividades. As atividades, na verdade, é um meio para que a gente possa fortalecer os vínculos sociais e familiares da criança. Então, a criança, muitas vezes, ela vem pra cá achando que ela só vai fazer atividade de recriação, é só diversão, é só brincadeira, né? Mas o nosso objetivo é que através dessa brincadeira, dessa atividade de artesanato, de atividade, às vezes, na sala de informática, onde ela vai estar aprendendo o convívio com outras crianças, nós vamos estar fortalecendo a identidade dela, né, trabalhando questões de autoestima, a questão de saber esperar, o conviver em grupo. Então, são diversas atividades que nós utilizamos para trabalhar essas questões sociais e fortalecer esses vínculos sociais e familiares. Então, nessas atividades, vocês trabalham também a questão do desenvolvimento, das habilidades cognitivas, tudo isso faz parte dos projetos aqui desenvolvidos. Isso. A questão das famílias, Joyce, como que funciona? Vocês têm momentos assim de parceria com os familiares também, palestras, vocês desenvolvem atividades com as famílias, como que funciona? Sim, na verdade o trabalho em parceria com as famílias é fundamental para funcionar o projeto. Muitas vezes as famílias também têm o núcleo como referência. Às vezes são questões fora do núcleo, questões às vezes escolares, em casa, e eles pedem a nossa ajuda para poder estar ali mediando, conversando, trabalhando com a criança, tanto na atividade quanto conversamos com a família. E nós fazemos também palestras, sempre quando a gente consegue, palestras com temas importantes sobre saúde, sobre prevenção, sobre cuidados, sobre orientações e encaminhamentos para os diversos serviços que nós temos em Campinas também. também temos a apresentação das atividades, porque nossos pais, eles ficam super orgulhosos de vir aqui e ver a apresentação, às vezes uma um teatro ou uma música, né então eles gostam muito a gente percebe que quando a gente tem essa parceria com a família, o projeto ele cresce muito mais ele se desenvolve muito melhor E aqui é um complemento, como a gente estava conversando, o Renato falou sobre isso, essa questão de ser um complemento da escola e também da casa, do lar, porque aqui é um outro ambiente, mas que ao mesmo tempo ele também está tendo esses aprendizados, está se desenvolvendo integralmente em todas as áreas, porque é que vocês trabalham nisso, né, vocês fazem esse fortalecimento em todas as áreas dessa criança, desse adolescente, né, e isso acaba levando impactos também positivos, né, pros familiares e também pra escola, né, você acredita nisso? Isso, isso. Na verdade, o nosso trabalho, ele tem caráter primordial e preventivo, né, pra que a criança, ela não fique em uma situação de vulnerabilidade social. Então, quando você trabalha com a família, quando você trabalha o social, você está evitando que ela fique numa situação de vulnerabilidade e proporcionando um ambiente mais adequado, onde ela possa estar trabalhando essas relações sociais, familiares e de convívio social, como na escola, na comunidade. E Joyce, é na questão do acompanhamento socio-familiar também, na questão de psicólogos, um acompanhamento especializado para cada necessidade de uma criança ou comportamental, como que vocês fazem também esse alinhamento? Como que é? Na verdade, assim, nós ainda, infelizmente, não temos um atendimento psicológico específico, né, que faz parte daqui do projeto. Mas nós temos alguns parceiros, que são as faculdades e, no momento, nós temos também uma psicóloga voluntária que vem fazer os atendimentos em grupo com as nossas crianças, né. Mas nós temos parcerias com algumas faculdades próximas, que vêm os estagiários fazer o estágio aqui, né? Temos na área da medicina, na psicologia, odontologia, e às vezes quando nós precisamos... Aqui nós não fazemos atendimento da criança, muitas vezes com a dificuldade cognitiva, às vezes ela tem uma dificuldade de aprendizado específico. Nós não temos como atender aqui no núcleo, mas nós conseguimos, através da parceria com as faculdades, de fazer o encaminhamento para que facilite e consiga fazer esse atendimento em outras instituições, para conseguir fazer as avaliações. Perfeito. E no caso, assim, Joyce, das atividades, né, voltando a falar um pouquinho aí das oficinas, elas são pensadas, né, de acordo vocês têm esses projetos, e elas têm temas diferenciados a cada período, tem uma periodicidade que vocês vão trocando, né, essas atividades, o tema, a temática delas para o desenvolvimento, acompanhando também o processo da escola, como que é organizado tudo isso. Nós elaboramos os nossos temas a partir da escuta da criança Então a criança, o adolescente, eles é que vão estar sinalizando para a gente O que nós vamos estar trabalhando, o que eles querem trabalhar Por exemplo, as crianças, os nossos adolescentes Tem muitas questões ali ligadas à sexualidade Ao acontecimento às vezes social, então nós vamos elaborando em cima dessa necessidade da criança, além dos temas temáticos das épocas, a época de mês das crianças, então nós trazemos algum tema relacionado, a época de eleição nós trazemos algum tema relacionado, Teve, na nossa eleição passada, de anos passados, nós montamos aqui uma urna eletrônica, todo o processo de um ano eleitoral. Então a gente construiu com eles o título de leitor, entender por que é importante votar, por que é importante a sua participação, como você provoca mudança nessa atuação na sua cidade, no seu bairro, no seu país. Então foi muito legal, porque nós simulamos exatamente igual, colocamos uma urna, fizemos a salinha e eles faziam as votações e era muito interessante, porque eles começam a entender que eles são agentes que participam e são importantes nesse processo de mudança social. Bom, Joyce, você falou um pouquinho então sobre as oficinas, chegou o momento de mostrar para o pessoal de casa então o que é feito aqui, quais são essas atividades e o trabalho incrível que o Núcleo realiza junto com essas crianças, então não saia daí, confere tudo. Estamos aqui na sala de artesanato, vamos conversar agora com a educadora Marta Calduro, ela que ajuda, auxilia essas crianças aqui de 9 a 11 anos a iniciar no artesanato, né Marta? Também. Aqui, a ADRA, a gente trabalha, é um serviço de convivência. Então, a gente trabalha com várias áreas. E hoje a gente está trabalhando com artesanato. Na verdade, a gente está trabalhando com artesanato, que é um brinquedo. É o início da robótica, que seria o movimento manual. Então, aí a gente faz um brinquedo, que se chama escada de jacó ou treque-treque, E aí esse brinquedo, ele é tanto lúdico como também ele serve para a gente fazer outros trabalhos. Além dessa atividade, qual outra atividade que também aí leva o seu conhecimento? A gente trabalha, como é a turma toda, é um trabalho de convivência, um trabalho de formação de vínculo. Na verdade, o que a gente trabalha? A gente trabalha vários conteúdos, vários cunhos ligados, sócio-educativo, cultural, recreativo, artesanal. Então, a gente engloba todas essas atividades em diferentes horários. E, Marta, como você avalia o comportamento e também o desenvolvimento dessas crianças durante as oficinas? Olha, essa turma é maravilhosa, não tenho o que falar deles. E eu acho que o mais legal é que a gente consegue fazer acordos. Então, tem a hora de falar, tem a hora de trabalhar, tem a hora de brincar. Tudo tem sua hora. E eles são uma turma que colabora muito. Eu sou professora aposentada, trabalhei 32 anos na rede municipal. E, querendo voltar a trabalhar, me ofereceram essa oportunidade aqui no Núcleo. apesar de não conhecer muito bem o trabalho, eu aceitei e tem sido uma bênção em minha vida. O que representa para você, então, estar aqui? Eu aprendo muito com essas crianças e quando a gente vê a situação de vida deles, isso toca fundo no coração da gente e a gente sente mais ânimo ainda para estar aqui, para ajudar. Dentre as atividades que você auxilia e ajuda as crianças, quais são elas? Nós trabalhamos com os cunhos sócio-educativo, cultural, arte-cultura, contação de histórias, artesanato e a informática. E você tem percebido que eles se desenvolvem? Como é para você o aprendizado deles? Sim, desde que eu entrei aqui em 2023, eu trabalho com a turma 1, que são os menores. E a gente vê nitidamente o crescimento deles, o quanto eles aprendem. E isso é muito gratificante. Eu encontrei o Núcleo graças a um chamado que me fizeram. Eu sou administrador de profissão, mas me chamaram para esta atividade muito bonita que eles fazem para as comunidades, para os meninos, que eles precisam desenvolver mais. Me chamou a atenção e desenvolver cunhos como socioeducativo, cultural, artesanato, recriação mesmo, que agora estão vindo, é algo que me chamou a atenção. Então, esses quatro âmbitos, acho que são importantes dentro das crianças, para fortalecer, para aumentar esse valor que eles têm. Você acredita que em algum momento desse aprendizado, dessa troca de experiência entre as crianças, há algum desafio, Oscar? Eu acho que o melhor desafio que a gente tem é que eles demonstrem que são de verdade. Eles têm um bom coração. Eles têm muito para dar à comunidade, para dar à cidade, para dar ao país. mas eles às vezes se sentem coibidos por alguma coisa que aconteceu na vida, mas quando eles chegam a explotar as qualidades que eles têm, eles são incríveis. Então, isso que motiva a gente a melhorar cada dia. E o que você mais gosta de fazer aqui na Adra? Quais são as atividades que você realiza aqui com os educadores? Ir para a quadra, jogar bola e ir para a informática. E dentro da sala de aula, o que você faz? Atividade. Maquininha de cartão. Carrinho. E só. Eu gosto de brincar, eu brinco de lego. Ah, eu gosto muito de fazer isso, a gente cola, recorta, faz várias atividades com recorte, cola, é muito legal. E lá na sua escola, você leva também o que você aprendeu aqui, conversa com seus amigos lá? Sim, levo. O que eles falam? Ah, eles falam que é legal, tem muita gente também que queria estar aqui, né? Aí você fala o tanto que você aprende aqui? Sim, falo. Nossa, eles amam lá na escola. A Yasmin e o Robert frequentam diariamente o núcleo e participam das atividades. A Yasmin começou quando tinha apenas 6 aninhos e hoje, com 13, só tem a agradecer. E você Yasmin, o que você tem a dizer da Adra, o que você tem aprendido? Aprendi muita coisa, principalmente a educação, por causa que aqui a gente trabalha em equipe e para mim foi muito bom vir para o Núcleo. E das atividades, quais são as que você mais gosta de fazer, aquela que você acredita que você se desenvolveu melhor? Bom, ir para a recriação, com certeza, jogar vôlei, que é o meu esporte preferido. Na sala a gente também faz várias atividades que eu gosto bastante. A minha professora, por exemplo, Marta, ela passa alguns brinquedos para a gente jogar e é muito da hora. E você acha que com as vindas aqui, você aprendeu outras coisas, assim, é um complemento da sua escola, por exemplo? Aprendi, por exemplo, no curso de informática eu aprendi a mexer com o Canva, que afinal na escola a gente mexe, que antes eu tinha muita dificuldade, só que agora eu sei. Então são atividades, são experiências que você pode levar aí para a sua vida, até vida profissional, né? Sim, foi muito bom para mim E é, muito E informática também é muito legal, a gente joga, a gente faz pesquisa também É muito legal, a gente estuda, faz tudo, é muito legal Para mim, na época, quando a Yasmin veio primeiro, ela tinha seis anos de idade eu precisava voltar a trabalhar, então o núcleo para mim foi um apoio à mãe, e é o que representa para a nossa comunidade, para mim como mãe, eu tenho um tititico em casa também de 4 anos, que eu espero que também vá vir para cá, então no geral para mim, educadores maravilhosos, que dão atenção, que amam, que cuidam, que zela, que está sempre presente, se você precisa de algo para conversar, um conselho, e é isso, para mim, Sabrina, é o que eles significam para nós, é um apoio, é uma mãe, é uma mãe, então é isso. Garantir os direitos das crianças, fortalecer os vínculos familiares São algumas das atribuições da Jéssica Que tem um papel fundamental dentro do núcleo como assistente social Para mim é muito importante representar a Adra O papel do assistente social também é muito importante É onde a gente busca fortalecer os vínculos A maioria são carentes, sofrem muita vulnerabilidade, negligência Então, o nosso apoio, o nosso trabalho é de fundamental importância para construir um dia a dia melhor, um futuro melhor. É um lugar de apoio onde essas crianças podem se fortalecer, tanto o vínculo familiar como a comunidade como um todo. Então, a gente enfrenta diversos desafios. Muitas vezes a gente não gostaria de ter uma rede de apoio maior para oferecer um trabalho mais especializado, um suporte maior para essas crianças, mas mesmo em meias dificuldades a gente consegue dar um suporte que elas precisam e no final fazer com que elas tenham uma experiência boa daqui. No final a gente consegue entregar um trabalho de excelência. Então eu acredito que todos aqui têm um papel fundamental no amanhã de cada um, de construir um amanhã melhor. Muito legal, pessoal, esse trabalho incrível que esses educadores têm para passar para essas crianças, para esses adolescentes. Então, Joyce, um trabalho que vocês realizam com muito carinho, com muito amor e é perceptível quando a gente vai conversar com as crianças sobre as atividades. Então, eu queria que você deixasse uma mensagem, o que essas famílias precisam levar em consideração aqui do Núcleo. eu agradeço pela sua oportunidade de estar mostrando um pouco mais do nosso projeto aqui do Núcleo eu considero que a parceria com as famílias ela é primordial para que o projeto tenha sucesso sem essa parceria com as famílias com a nossa comunidade nós não teríamos sucesso porque tudo é um trabalho de se ajudar então isso é primordial para que a gente consiga levar esse projeto para frente Muito obrigada por ter nos recebido por participar aqui do programa Mãos Solidárias e compartilhar todo esse trabalho que vocês realizam aqui no Núcleo Adra Muito obrigada pela participação Eu que agradeço, obrigada bom pessoal, mãos solidárias então fica por aqui nós temos um encontro marcado na próxima edição até lá Legenda Adriana Zanotto Legenda Adriana Zanotto Amém.