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Hoje estamos aqui na Associação Uma Vida que fica no Residencial Vila Olímpia. Ao meu lado está a Maria Alves, ela que é a coordenadora e assistente social aqui da associação. Seja muito bem-vinda, Maria. Obrigada. Eu que agradeço a oportunidade da TV Câmera da gente tá podendo, né, falar um pouquinho sobre a nossa associação. É importante, né, a gente mostrar pra população esses espaços, né, que tem para uma para divulgar obviamente o trabalho de vocês e outra também para mostrar pra população que existem, né, locais para as famílias em situação de vulnerabilidade, né, Maria? queria que você explicasse pra gente então quando, né, que foi fundada a associação e como que foi pensado nessa nessa estratégia, nessa iniciativa. Sim. Bom, primeiro a ONG, ela as ONGs elas atuam no terceiro setor, né? Então a gente costuma entrar numa numa demanda que às vezes o governo não consegue atuar, né, por ser uma demanda demanda muitas vezes alta. Aí entram as ONGs, né, que a gente entra justamente para preencher essa lacuna que talvez exista, né, a nossa ONG. Bem oportuna essa pergunta, inclusive, porque esse ano ela completa 10 anos. Hum. Então, em 2016 nós iniciamos os nossos trabalhos. Ela foi pensada, foi planejada e antes, né, em 2015, a gente já começou a pensar por quê? Nós conhecíamos aqui a comunidade através de um trabalho que nós temos aqui de uma igreja, né? Nós conhecíamos a comunidade e víamos aqui a necessidade de atuar em algumas áreas. Então, a gente começou com alguns projetos sociais, né? Eh, eu estava junto, eu um grupo de pessoas, quero citar aqui o nome do nosso pastor, pastor Kelson Dib, ele é o pastor titular da igreja, né? Pastor Paulinho também, ele estava junto e nós eh idealizamos, né, uma idealizamos, na verdade ações sociais, sim, né? Só que o bairro nos acolheu e nos aceitou muito bem. Então, a gente começou timidamente com alguns cursos, começamos com alfabetização de adultos e sempre nesse espaço, Maria ou não? Não, não, esse espaço veio depois. É, nós começamos a usar o espaço disponível que nós tínhamos da igreja. Ah, tá. Da igreja. mesmo. Isso. Começamos com o curso de alfabetização de adultos, né, que aqui existe uma demanda para isso. Começamos com curso de informática. Por quê? Porque nós queríamos preparar melhor os jovens, os adolescentes da região aqui do do bairro e da região pro mercado de trabalho. Nós queríamos que eles fossem melhor preparados pro mercado de trabalho. Então, a gente começou com esse curso de informática, né? Eh, só que daí começou a chegar algumas alguns outros cursos. Aí nós começamos com o Gilgits e o pessoal começou a procurar, né? Já conheceu ali de boca um falando pro outro. E aí vocês colocaram outras atividades, começamos outras atividades. O principal foi o Gilgitsu, que hoje a gente tem cerca de 50, 55 alunos. É um curso grande, é o nosso carro chefe aqui da ONG, né? E o Gilgitsu, a gente sempre costuma falar que ele vai além tatame, né? A arte marcial ela trabalha muita coisa no indivíduo, né? Disciplina, humildade, resiliência. Quando você tá ali num momento de desconforto, né? Eh, de sufoco, vamos assim dizer, você tem que ter uma certa resiliência. E a gente trabalha isso com as crianças, assim, com muito orgulho, né? que eu gosto de falar que do nosso grupo de adolescentes nós temos crianças que nos acompanham até hoje, hoje já são as jovens, né? Legal. Sim. E que nós não perdemos nenhum paraas drogas, não perdemos gravidez, eh, aquela gravidez precoce que normalmente tinha muito aqui no bairro, graças a Deus não temos. No nosso grupo tivemos um caso para dizer dizer que não tivemos nenhum, né? Porque a gente sempre está trabalhando com aquele fortalecimento de vínculo que é aquelas conversas que a gente tem antes das aulas, ah, reforçando, né, o apoio a à escola, a importância da escola. Então, eles estão assim conseguindo acompanhar essa visão e essa ideia. Então, voltando lá no início, né, nós eh eh colocamos o o Gilgitsu, depois foram chegando outros cursos, foi chegando inglês, foi chegando o artesanato, foi chegando eh um grupo de idosos que a gente acolheu pra gente fazer uma roda de conversa com os idosos também. Bom, a igreja ficou um espaço pequeno daí porque tinha a igreja com seus serviços normais e tínhamos nós, né? turma já estava grande demais, né? Isso, já tava grande demais. Aí essa casa aqui estava à venda. Nós, com ajuda de algumas de alguns colaboradores, conseguimos comprar essa casa. Obviamente ela não era como ela está hoje, né? Ela era uma casa muito simples, né? Muito humilde, reformaram. Nós passamos um bom tempo na reforma, reformando, né? colocando a mão na massa, literalmente, todo mundo colaborando. E hoje a gente tem esse espaço aqui que nós atendemos vários cursos, né? Hoje a gente tem teclado, a gente tem cursos profissionalizantes, temos, vamos ter agora um curso de básico de eletricista, a gente vai, a gente tem roda de conversa com as mulheres, que é um trabalho importantíssimo aqui pr as mulheres do bairro, só as mulheres. Só pras mulheres. Essa roda aqui é uma roda só, só para pras mulheres, né, Maria? Cada ela acontece quantas vezes? A cada 15 dias. E elas são temáticas. vocês eh escolhem os temas, como que funciona? Sim, de acordo com a necessidade das mulheres, né? A nossa terapeuta, ela escolhe um tema e ela vai trabalhando. Agora, ela tá trabalhando a autoestima das mulheres, né? Então é é muito legal. A gente tem assim testemunhos, né, de mulheres que saíram da depressão. Eh, tivemos o casos assim mais graves, né, que graças a Deus assim foram vencidos através da roda de conversa, que é uma terapia em grupo, né, se a gente for assim dizer. E temos o o Gil, né, que eu já citei, o Gil Gitson, ele é o carro chefe da associação. Mas quais outros cursos você falou que tem dentre, né, artesanato que foram esses outros cursos foram chegando por conta da demanda mesmo, né? Sim. alfabetização de adulto, que é um curso extremamente importante que nós temos aqui. Ele acontece toda quarta-feira à noite, onde nós recebemos cerca de 10 adultos, né, que vem para aprender a ler e estão lendo. A gente tem assim cada testemunho que eles dão maravilhoso, que agora eles conseguem conseguem identificar o ônibus que eles têm que tomar, sabe? É uma coisa assim muito legal de ouvir, né? Temos alfabetização infantil que acontece de sábado de manhã. Sábado de manhã, tá? Sábado de manhã. Temos eh atendimento psicológico que acontece cada 15 dias. Também temos plantão jurídico, inclusive amanhã nós temos, né, orientações, tudo acontece aqui. Tudo acontece aqui. E esse pessoal, Maria, essas pessoas que atuam aqui, que trabalham aqui, são todos voluntários? Sim, são voluntários. Todos os professores são voluntários. professores voluntários. Hoje, como que você enxerga essa questão mesmo do voluntariado? Ainda existe aquele receio? As pessoas porque tem isso, né? Muitas pessoas ainda fica pensando, ai será que que vale a pena? Mas o final disso é muito gratificante, né? Eu acho assim que o voluntariado, o voluntário, ele tem essa vontade de ser voluntário. Uhum. O que às vezes as pessoas ainda não compreendem é o que vem, o que vem junto com o ser voluntário, que é a responsabilidade de ser um voluntário. Sim. O compromisso. O compromisso. Porque quando a gente tem um um professor voluntário, a aquelas aqueles alunos estão aqui, estão esperando por ele. Então ele lá onde ele está, ele tem que ter o quê? o compromisso, a responsabilidade de estar aqui. Então isso é uma coisa que, graças a Deus aqui na ONG a gente conseguiu vencer várias várias barreiras, né, em relação a isso. O pessoal começou a entender melhor esse compromisso de estar aqui. E eu acho que é tão gratificante você estar aqui fazendo alguma coisa para o seu próximo. Uhum. Que é bíblico, né? Ama o teu próximo como a ti mesmo, né? Então, eh, acho que é tão gratificante isso que o compromisso existe. E Maria, além, né, dessa situação do voluntariado, hoje vocês recebem doações ou não? Como que funciona toda essa parte, né, em relação às aulas também? Eh, quais são os desafios que vocês enfrentam hoje, né? E os e os dergalos também da associação. Sim, sim. É assim, as nossas a nossa principal mantenedora é nossa igreja. Igreja da família cristã que fica ali no taquaral, né? Ela é nossa principal mantenedora. Além disso, a gente faz bazares beneficentes com doações que nós recebemos, né? Isso nos ajuda também com recurso, porque tudo vai o recurso financeiro, né? Acho que esse é o nosso gargalo maior, né? É você ter o o recurso para você poder implementar aquele curso que você gostaria, né? E nós temos uma parceria com o Tenda Atacados, onde eles nos doam mensalmente 50 cestas básicas. E essas cestas básicas nós conseguimos através de uma entrevista que eu faço com as famílias fazer uma triagem, né? Eh, nós conseguimos doar essas cestas básicas, não só aqui pro Vila Olímpia, doamos também pro Osiel, Parque Cidade, que é aqui próximo também, né? E hoje a associação atende eh quantas famílias, né? Você como assistente social tem esse mapeamento, né, de de fazer o controle das famílias que são atendidas. São apenas aqui da desse bairro mesmo ou vizinhos também? Não, não. Nós atendemos famílias aqui do da Vila Olímpia, atendemos famílias do Parque Cidade e atendemos famílias do Osiel também, tá? Então, essas famílias elas chegam até nós através de ou porque ouviram falar através de algum meio de comunicação, através da rede social, né? E quando elas vêm, elas têm uma conversa, uma entrevista. Se é para doação de cesta básica tem um perfil econômico que a gente faz, né? Aquela entrevista de perfil econômico. É claro que nós estamos em uma comunidade, né, eh, de que precisa, sim. Mas entre os que precisam tem os que precisam mais. E a gente tem que fazer essa triagem porque não temos como atender todo mundo, né? Então, eh, através disso que a gente faz esse mapeamento, né? O cadastramento de todas as famílias, a matrícula de todos os alunos. Aí a gente consegue ter um controle de todo mundo que a gente atende. E Maria, ah, voltando um pouquinho na questão dos cursos, né, o curso profissionalizante que vocês têm, né, e vocês fazem também essa recolocação, talvez jovens no mercado de trabalho ou até mesmo, né, a primeira ali oportunidade para eles. Como que é visto isso dentro aqui da associação? Nós não temos hoje ainda, né, eh, esse trabalho de colocar alguém no mercado. A gente tem mais esse trabalho de preparar essa pessoa pro mercado de trabalho. Mas como a ONG ela é uma ONG que ela está em evidência atualmente, muitas empresas nos procuram. Olha que legal. Já é o o primeiro passo. Isso. Exatamente. Isso é muito legal. E a gente pode daí indicar aquela pessoa que a gente sabe que tá procura do primeiro trabalho, que está desempregado, a gente conhece o perfil das pessoas, né? Quais quais tipos de trabalhos elas se encaixam. Então a gente pode ir dando essa esse direcionamento. Sim. E é visto isso tanto nessa divulgação, né? como a associação, ela já é reconhecida, porque o que o que vale também, né, Maria, essa questão do boca a boca, né, as pessoas acabam falando, né, olha, eu conheço aquela associação muito legal, tenta contato. E isso acaba viralizando, né, de uma certa forma, com certeza. E nessa hora a rede social ajuda muito também, né? E além do boca a boca, eu acho que o boca a boca foi o nosso foi o que fez a ONG começar, né? a ONG começar a ficar em evidência. As pessoas que vêm aqui são bem atendidas, porque nós gostamos de dar esse fazer esse acolhimento de uma forma muito honrosa, muito amorosa para eles também, né? Então eu acho que eles se sentindo acolhidos, eles vão levar isso até o amigo, até a família. Cada vez mais vai chegando pessoas e isso é o mais importante, o mais gratificante para vocês. Com certeza. É para isso que a gente tá aqui, né? Exatamente. E Maria, pensando agora, né, nesses 10 anos, né, como que você enxerga a associação daqui pra frente? Tem alguma proposta? Tem algum projeto em vista que vocês já estão estudando possibilidades, né, de trazer para cá, pra associação? Sim, sim. A gente hoje, você falou do gargalo, né, em outro momento, e hoje é o espaço também, porque hoje a gente já vê possibilidades de crescer mais, né? Então, hoje nós queremos muito, temos um sonho de montar uma escola de oficinas. Ah, legal. para preparar melhor o a as pessoas pro mercado de trabalho, aqueles que ainda não estão e aqueles que já estão, porque às vezes está num trabalho que não se identifica, precisando de um curso, de um aprimoramento. Então, o nosso sonho é daqui alguns anos montar essa escola de oficinas e para para atender aqui toda a nossa região. E Maria, a gente tava falando sobre o voluntariado, né? Para quem quer participar, quem quer ser um voluntário, basta vir aqui na associação, tem que também passar por uma triagem, como que é? Sim, com certeza, né? Tem que nos procurar, vir até a associação, conhecer, verificar a distância que é que isso é muito importante, né? Quanto tempo eu vou gastar para ir até lá? Cabe para mim fazer isso, né? para eu fazer isso. Então, eu acho que a pessoa tem que vir até aqui, conhecer nossa ONG, conhecer nosso trabalho, verificar onde é que ela se encaixa, né? Passar por uma entrevista comigo, né? E depois aí sim, se nós tivermos oportunidade, será muito bem-vinda. E Maria, essa questão das crianças, né, que você tava comentando, que também tem eh as orientações, o acolhimento, isso também é perceptível nessas famílias, né, que vocês acolhem. essa ligação com a casa, a associação e escola também que faz toda a diferença, né? Sim, sim. Hoje já no bairro a escola já nos conhece, a gente conhece a escola, né? Então existe esse vínculo, né? E até com outras ongas que tem no bairro também existe esse vínculo hoje, essa troca, né? Então as famílias têm confiança em deixar suas crianças aqui. Então a gente tem uma troca muito legal hoje. Tá certo? Então, Maria, queria que você deixasse uma mensagem para quem está acompanhando esse primeiro bloco do mão solidárias, algo que você queira destacar aqui da associação. Aham. Olha, a associação ela é uma ONG que ela foi projetada para pensar no próximo. Uhum. Então, acho que se cada um de nós pensar no próximo e pensar eh no que você quer dar para o seu próximo, eu quero já até deixar aqui um um versículo, né, que ama o teu próximo como a ti mesmo, a gente nos ama, né? A gente quer cuidar de nós, não quer? Com certeza. Então, se a gente projetar isso pro nosso próximo, acho que já vai est de bom tamanho. Eu acho que a a ONG ela consegue alcançar isso. E se nós também como ser humano também pensar isso, acho que daí a gente vai chegando cada vez mais longe. Parabéns pelo seu trabalho, tá bom, Maria? Muito obrigada pela sua participação. Foi um prazer, foi uma honra. Bom, para você aí não acabou não. A gente vai dar uma pausinha, temos o segundo bloco, então daqui a pouco a gente volta com muita informação aqui da Associação Uma Vida. I, como psicanalista, né, em algum momento você precisou atuar também nessa frente, né, com algumas mulheres? Como que é também essa questão aí desse trabalho? Sim, quando eu vejo uma necessidade, eh, tanto quando eu mesma percebo ou quando elas me me procuram para ter realmente um atendimento individual como psicanalista, sim, existe umas salas aqui que a gente pode atender individualmente, até online, já atendi algumas e assim a gente tem aquele olhar clínico de ver qual é a necessidade de cada um. Mas às vezes elas têm uma necessidade de da gente conversar sobre um uma questão de saúde física. Então eu oriento em relação a médicos que você deve procurar, eh vitaminas, é é mais ou menos um trabalho integrativo que eu faço aqui. Eu não não necessariamente faço um trabalho individual de psicanalista, mas quando precisa, sim. Certo. E como que funciona a parte mesmo da roda de conversa? É separado por temática? você traz situações reais, né, do mundo lá fora, como que é feito todo esse trabalho, o processo? Eh, durante um determinado momento, até que elas realmente eh criassem um vínculo com o nosso trabalho, eh eu deixava muito aleatório a conversa, né? Eu sempre perguntava: "Você tá bem? Como é que você tá na sua casa, qual como é? Quando são novas, eu quero, eu quero entender como é que é a dinâmica dessa família. Eu pergunto quantos filhos tem, se é casada, eu eu deixo bem um espaço aberto para eu que eu possa eh conhecer a necessidade de cada uma delas, certo? Mas depois de um tempo eu trago temas, por exemplo, eu tenho trazido muito tema. Eh, as mulheres têm muitas demandas, né? Eu trabalho paralelo a esse com outro projeto que é baseado em autoestima. Então, eu tenho trazido de um tempo para cá, a gente fala bastante de autoestima, da autoestima feminina, e também falamos das questões que envolvem a mulher. a gente fala muito dessa violência de relacionamento tóxico, a gente fala de das questões de de feminicídio que estão aí, né, na mídia todo o tempo. E eu posso, nesse momento de compartilhamento orientá-las em relação a isso. E qual é a importância então desse projeto, né, para essas mulheres que fazem parte aqui do projeto? algumas estão vindo pela primeira vez, né, para você. Então, qual que é a mensagem que fica atuando, trabalhando na linha de frente com essas mulheres que também podem, né, passar para outras, né, eh, essa informação que que é repassado aqui. Como que você se sente nesse processo também de auxílio e de suporte na vida dessas pessoas? Olha, é muito provedor, é uma, é algo assim muito promissor quando eu vejo que tem retorno, mas é algo assim extremamente importante, extremamente para mim gratificante, porque eu vejo algumas, por exemplo, que passavam pelo posto de saúde buscando psicólogos, porque a roda ela funciona mais ou menos como uma terapia de grupos. Uhum. E hoje elas não precisam mais. Eu já tive vários feedbacks que que precisava passar por psicólogo, tomava um remédio e hoje estão bem, porque como eu trabalho nessas frentes de delas olharem para ela, delas eh olharem para elas, delas buscarem autoconhecimento, elas acabam desenvolvendo isso, melhorando a autoestima e tendo uma qualidade de vida melhor. Para você, então é muito gratificante, principalmente quando elas trazem esses resultados positivos, né, Sim, com certeza. E tem trazido bastante muito, muita questão de dependência emocional. Nós ficamos durante um tempo trabalhando muito esse tema, porque muitas trazem questões de às vezes estarem até em relacionamentos tóxicos, em relacionamentos abusivos, no qual elas colocam até a vida delas em risco por conta de uma dependência emocional. Então eu trabalho bastante nesse foco e já teve muitos feedbacks positivos de pessoas que conseguiram se desgrudar desse lugar, estarem vivendo bem hoje, bem melhor e com essa terapia, né, digamos assim, com esse momento de descontração também para elas, nessa troca de experiência, elas acabam tendo mais voz ativa, né, para lidar com as situações adversas aí dentro da própria casa, com filhos, aquelas que não tem, mas tem um relacionamento abusivo. Sim, porque na verdade o tema principal que eu trabalho é o autoconhecimento. Eu trago para elas o conhecimento, façam elas olharem para dentro delas para buscar o autoconhecimento. E através desse conhecimento, de tudo que eu trago, de todos os temas, elas eu coloco elas para pensarem naquele lugar que elas estão naquele momento, naquele relacionamento, naquela situação. E é onde elas conseguem olhar e ver que realmente tem uma uma luz no fim do túnel que elas podem mudar a história delas, tá certo? Então, Val, muito obrigada pela sua participação e o pessoal de casa agora vai acompanhar um pouquinho também do seu trabalho, um pouquinho dessa roda de conversa e também tem alguns depoimentos aí. Então, confere tudo, não saia daí. A roda do compartilhar, por meio da escutativa e do suporte psicológico, fortalece a saúde emocional e devolve a dignidade de cada uma dessas pessoas. Mais do que uma assistência, o que elas buscam é a construção de um novo projeto de vida. Mayara, há quanto tempo que você participa aqui da associação uma vida, né, que você conhece aqui o projeto? O projeto em todo eu conhecia através de outros cursos pros meus filhos, só que através da roda eu comecei desde o primeiro dia que teve. Quando você conheceu aqui a associação, você trouxe os seus filhos para participarem dos projetos, dos cursos. Isso. Começou com balé, entre outros cursos, até que surgiu a roda, a oportunidade e eu vim. E como que foi a participação dos seus filhos aqui na associação? O que que você tem a dizer em relação ao desenvolvimento deles? Maravilhoso. Foi questão tanto o desenvolvimento, tanto da educação, da postura, do falar, tudo evoluiu muito, assim, a disciplina em si auxiliou até mesmo no desenvolvimento escolar. Para você valeu a pena e eles participam ainda? Sim. Em relação à roda aqui de conversa com a Val Morais, né? Por que que você tomou essa iniciativa de começar aqui nesse projeto de do compartilhar? Na verdade, eu vim de uma relação abusiva há um tempo. Eu cheguei participar de outras eh como que eu posso dizer, rodas através do gama e só que ficava muito longe. Com essa oportunidade eu falei assim: "Por que não tentar?" e conhecendo outras histórias, outras mulheres, isso ajudou muito a iniciativa que ela teve. E como você se sente hoje diante disso, Mayara? Super bem, graças a Deus. A evolução que eu tive foi maravilhosa, assim, pelo menos assim, particularmente para mim, tanto no pessoal quanto no profissional ajudou muito. O que representa para você, então, a associação enquanto uma vida que teve também essa ponte aí no desenvolvimento dos seus filhos e também a participação na roda de conversa. maravilhosa. É uma iniciativa ótima, não só tanto quanto a roda, mas quanto outros projetos e cursos que eles têm aqui, porque acaba auxiliando pessoas que não t a princípio, eh, uma oportunidade de tá pagando e isso aborda muito e acolhe muito a todos. Para você é importante fazer parte aqui desse time? Sim, sem dúvida. Aqui é um um cantinho que desde o começo eu gostei sempre de estar presente, né? A gente começou com cursos também e desde então eu tô por aqui e a gente compartilha, né, com todas as mulheres presente. A gente sempre tá unida para, né, se ajudar uma a outra. Bom, eu gosto de tudo, mas o que eu mais gosto é quando elas dão o curso de de artesanato, né, que aí eu gosto mais ainda. Já fazia antes ou aprendeu tudo aqui? Não, já fazia antes. Já fazia e faço em casa, né? Costura um pouco. É isso. Então aqui é é o momento de descontração, de não ficar ociosa em casa. É parecendo um pouco, né? tem a palavra de Deus, de Jesus, né, que é muito bom para nós, né? Então assim é ótimo para nós. E hoje é encara como um compromisso, né? Um compromisso. Para Pâmela, a associação é muito mais do que um projeto. Há 8 anos, ela encontrou o acolhimento que precisava e, acima de tudo, a oportunidade de oferecer um futuro diferente para seus filhos longe das ruas. A ON é um projeto que vem da Maria do Final do Valmir para tirar as crianças da rua. Então ter um propósito fundamental para as crianças, um espaço que ele se sente acolhido aqui dentro. a gente vê eh acolhimento e segurança. Então o curso é mais para meus filhos, tá aprendendo muito mais, tirando da da rua, do mundo, dos crimes, que a gente vem observando hoje muito. Então eu optei por ele estar participando para ter um, tipo assim, uma mente mais melhor daqui para diante, uma ocupação para eles, né? E você percebeu a o comportamento diferenciado, desenvolvimento depois que eles começaram aqui. Sim. Que aqui é muito acolhador, né? Então para eles hoje a mente deles são totalmente diferente. Então eu agradeço muito. Sou muito grata também. Tive o meu companheiro teve preso, a ONG veio, me acolheu, me ajudou muito na como na vida pessoal, como material. Então não tenho nada que que sempre só tenho que agradecer mesmo. E a roda de conversa a gente sempre traz uma e outras, as meninas sempre participando, casos e casos. Uma caso é uma história, das meninas são outra. E a gente sempre tem trazer sim para conhecer aqui um pouquinho de cada uma. E é importante, né, esse compartilhamento, né, das das experiências, porque cada uma vai ajudando a outra, né, realmente é uma rede de apoio. Isso, com certeza. uma rede de apoio. Vocês acompanharam um pouco só do trabalho que é realizado aqui na associação uma vida, desse projeto, né, compartilhar. Tanto é que vocês ouviram, né, e viram também os depoimentos, né, dessas mulheres que participam aqui dessa roda e a importância que é na vida de cada uma, né, Val? Sim, com certeza. Eu diria que tem mudado a vida de muitas mulheres. Já mudou e tem mudado a vida de muitas mulheres. Então eu deixo aqui um convite a você que de repente tá passando uma fase difícil, uma fase de reflexão na sua vida, busque ajuda. Tem várias outras ONGs que trabalham com essas frentes. É muito importante que você se conheça e possa aí de repente fazer uma mudança de vida. Muito obrigada, Val, por ter participado aqui do nosso programa. a você de casa. Então, continue aproveitando a programação da TV Câmara Campinas. Mãos Solidárias fica por aqui. Te espero na próxima edição. Até lá.