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Os cânceres de ovário e pâncreas têm índices de mortalidade bastante elevados devido à detecção tardia. Dados mais recentes do Inca, Instituto Nacional de Câncer, e do Ministério da Saúde, registram, no caso do câncer de ovário, cerca de 7.000 novos casos por ano e 4.000 mortes anuais. Os números foram apresentados durante palestra realizada na Câmara de Campinas por iniciativa do vereador Paulo Hadad e com a participação de oncologistas do grupo Sonhe. E falando agora especificamente de câncer de ovário, então, eh, os sintomas e sinais mais frequentemente observados são o inchaço do abdômen. Então, é uma sensação de que o abdômen aumentou de volume, então a barriga, uma sensação de que ela tá maior, né? eh eh e de forma persistente, dificuldade para comer. Então, a doença, a gente sabe, né, o câncer de ovário e outros tumores também, eles podem eh reduzir o apetite. Então, eles produzem várias substâncias inflamatórias, levam o nosso organismo a produzir essas substâncias e isso pode eventualmente diminuir o apetite, a dor pélvica ouabdominal, que a gente já comentou, né? Então, às vezes é só um desconforto, uma sensação um pouco vaga, nem sempre é aquela dor aguda. Isso geralmente acontece quando já a doença já tá mais avançada. E a urgência urinária. De acordo com dados estatísticos, no cenário do câncer de pâncreas, o volume de diagnósticos é assustadoramente maior. São 13.200 novas ocorrências anuais e 13.500 500 mortes por ano. É um câncer muito agressivo, né? E de todos os cânceres que a gente hoje conhece na oncologia clínica, o câncer de pâncreas, ele tá hoje no topo dos tumores mais agressivos, dos tumores mais letais que nós temos. Então é difícil. E por que que é tão agressivo, tão letal? é a fisiopatologia, ele é um tumor agressivo, mas muitas vezes o diagnóstico tardio leva essa alta mortalidade que a gente tem hoje eh na nossa rotina. E por que que é tão difícil fazer diagnóstico? Porque é tão difícil perceber que a gente tá com câncer de pâncreas? Primeira coisa é a localização do pâncreas, né? né? O punkas, ele fica no andar superior do abdômen, mais profundo. Então é um local que muitas vezes demora para trazer qualquer sintoma. E quando traz sintomas, a gente vai ali olhar, poxa, sintomas muito inespecíficos. Quem nunca teve uma dor na parte superior do abdômen, quem nunca ficou com falta de apetite por algum momento, quem nunca teve uma perda de peso, então são sintomas extremamente vagos, né? Então, se a gente olhar, poxa, olhando aqui, todo mundo já passou por algum momento da vida tendo algum desses sintomas e na grande maioria das vezes isso não é câncer de pâncreas, felizmente. Mas a gente tem alguns outros pontos que são mais visíveis, que chamam mais atenção, que são a alteração da cor da pele, que a gente chama de iquiterícia, né? Eu acho que todo mundo já escutou, já percebeu aquela pessoa que pode estar com a cor da pele muito mais amarelada. E vocês sabem o que que significa isso? Por que fica mais amarelo? Que acontece? A a bilha que é produzida no fígado, armazenada na vesícula, ela sai dessa região, passa ali pel um canal que passa dentro do pâncreas e vai para intestino que dá cor escura às feeses. Então a cor amarelada, amarrusada das feeses é por conta dessa bile. Se esse trajeto tá obstruído por alguma coisa que ocupa a posição do pâncreas, isso não vai pras feeses e acumula na pele, né? Então a pele fica amarela, a urina escura e as fees mais claras. Então quando a gente percebe isso, algumas vezes a gente tá diante já de um diagnóstico tardio, mas isso sempre é um sinal de alerta. O principal é saber quando buscar ajuda e o diagnóstico precoce faz toda a diferença. O diagnóstico não é o fim da conversa, não basta só fazer o diagnóstico. O tratamento precisa ser feito especialmente porque cada paciente é único e muitas vezes há diferentes tipos de doenças, especialmente o câncer de pâncreas. Se a gente for falar na al no alto número de de de mortes relacionadas ao número de diagnósticos, a gente sabe que em alguns tipos de câncer de pâncreas, o prognóstico nem é tão ruim assim. Alguns tumores, que a gente chama neuroendócrinos, um tipo diferente de câncer de pâncreas, os tratamentos são diferentes e a cura é muito mais provável. Então, o diagnóstico feito através da biópsia adequada, a compreensão do subtipo do tumor é muito diferente. Em câncer de ovário, mais ainda, existem diferentes tipos de câncer de ovário, às vezes alguns mais agressivos, outros menos. Após os esclarecimentos dos médicos oncologistas, foi realizada uma roda de conversa com o público presente. Na ocasião, o vereador destacou a principal mudança de comportamento que espera tanto da sociedade quanto dos profissionais de saúde diante das informações apresentadas. Primeiro, que nós não tenhamos hábitos nocivos, tabagismo, etilismo, sedentarismo, obesidade, que a gente tem o corpo como algo que ele tem que ser cuidado, né, com extrema cautela para que tenhamos uma saúde, não só uma saúde física, mas também uma saúde mental. trazer eh profissionais capacitados, qualificados, com muitas informações. É muito importante para que a Câmara Municipal ela exerça o seu papel enquanto facilitador e divulgador de algumas informações que muitas vezes elas não chegam, né, até nós. Então é importante que nós tenhamos essa leitura do nosso papel dentro da Câmara Municipal de Campinas. E é isso que a gente tem procurado fazer aqui com essas palestras, com esse ciclo de palestras. Tivemos eh palestra sobre o pâncreas, sobre ovário, já tivemos também sobre eh câncer de bexiga, teremos o outubro rosa, né, com o câncer de mama, o novembro azul também, que é o câncer de próstata. Enfim, nós, enquanto presidente da Comissão de Política Social e Saúde, a gente procura trazer informações por importantes e precisas paraa nossa população.