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Mãos Solidárias | Anhumas Quero Quero
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Mãos Solidárias | Anhumas Quero Quero

443 views Publicado há 3 semanas HD · 32:01

Descrição do vídeo

Em 2001, um grupo de voluntários passou a acolher crianças em situação de rua num galpão cedido pela prefeitura no parque ecológico, dando origem ao Projeto Quero Quero. A fisioterapeuta Katia Rached, uma das fundadoras, integra o quadro sobre cidadania e terceiro setor para contar como, sete anos depois, criou o Projeto Anhumas para adolescentes do São Quirino e como, em 2012, as duas iniciativas se uniram na atual Associação Anhumas Quero Quero, hoje voltada a crianças e jovens de 6 a 24 anos no contraturno escolar.

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Olá, [música] [música] começa agora o programa Mãos Solidárias e nessa jornada de conhecer os trabalhos do terceiro setor, estamos aqui na Associação Anhumas Quero Quero. E ao meu lado está a presidente Ktia Rached, ela que vai contar um pouco da história, né, dessa associação. Muito obrigada receber o nosso convite para participar do programa. Eu que agradeço, Ktia. Então, primeiramente, né, pra gente começar, fale um pouquinho da associação, como que ela foi criada, né, e há quanto tempo já aqui na cidade de Campinas. Em 2001, eh, uma pessoa veio de São Paulo, eu conheci, e ela tinha o mesmo sonho que eu, cuidar dessas crianças que ficavam na rua. E foi aí que começou o projeto Quero Quero. Ela mesma começou a levar as crianças pra casa dela, dava lanche, ensinava algumas coisas. E aí eu comecei a a tentar trazer mais pessoas para essa causa, porque eu já conhecia algumas pessoas aqui de Campinas e nós nos juntamos. Na época foram 15 pessoas que se reuniam na casa dela para pensar o projeto. E aí o projeto começou a a ter corpo, mas a gente não tinha espaço. Uhum. Aí cederam um galpão. A prefeitura cedeu um galpão no parque ecológico. E o que que a gente fazia? Voluntariamente, cada um dos voluntários levava uma tarde, um lanche. Sim. E fazia atividades com as crianças, todos voluntários. Mas acontece que dos 15 voluntários sobraram cinco. Hum. E aí? Ficando difícil. muito difícil. Na no meu dia eu levava meus cinco filhos juntos para ajudar a brincar com as crianças, fazer atividades. E isso foi muito bom para mim, né? Que eu queria [música] muito tirá-los dessa bolha e mostrar a eles uma outra realidade. E eu continuei como voluntária assim por 7 anos. Eh, depois eu saí da do quero quero que chamava projeto quero quero e com a intenção de montar com adolescentes, porque eu quero quero, só atendia crianças até 14 anos. Eu queria montar com mais de 14, queria expandir um pouco mais aí a faixa etária. Isso. E já tava ficando difícil porque eu trabalhava, né? Eu sou fisioterapeuta. Então, eh, eu falei: "Não, um dia eu vou montar com adolescentes". E aí foi que o quero quero continuou, se estabeleceu conseguiu convênio com a prefeitura e eu fiquei no sonho dos adolescentes. Aí eu reuni amigos do meu condomínio para pensar junto, por no nosso bairro, que é ali perto do São Quirino, eles tem tinha comunidades e tinha muita violência, muitos assaltos. E aí eu propus para pro pessoal do meu condomínio, vamos fazer alguma coisa ao invés de levantar buro, vamos fazer alguma coisa ao invés de pôr alarme, porque já tinham entrado lá no nosso condomínio. Vamos fazer alguma coisa com essa comunidade. E foi aí que a gente conseguiu eh resolver algumas coisas que era burocráticas. E a gente como voluntários, a gente pegava as crianças de escola, 15 crianças, começamos o Anumas, né? Então, projeto Anumas, as crianças moravam perto do Ribeirão. Anumas. Esse foi o primeiro projeto com a o seu com a sua amiga, né? Isso aí. Não, o primeiro foi o quero querer. O segundo foi eu que montei com adolescentes. A gente pegava as crianças, os adolescentes na escola, levava pro espaço da guardinha. A guardinha nos cedeu, então a gente conseguiu reformar um espaço e a gente fazia as atividades lá também só voluntários. E aí o tempo foi passando, tava difícil porque era longe, a gente solicitou apoio da prefeitura e foi, nós fomos conseguindo alguma coisa, viemos para uma igreja no São Quirino, atendia duas vezes por semana, aí as crianças iam a pé, começamos a aumentar o número de adolescentes. Uhum. até que a prefeitura também resolveu nos apoiar e cedeu um espaço que hoje a gente atende lá no perto do Ribeirão, que é na rua Moscou, que é o que antes era projeto em umas, certo? 2012, o quero quero começou a não ir muito bem, porque as crianças não iam, me chamaram para ver se eu não queria eh juntar os dois projetos. Entendi. Foi aí que a gente conseguiu fazer com que o projeto em umas e o projeto Quero Quero se unissem. E hoje é o projeto, é associação Anumas Quero Quer. Anumas é um pássaro que a gente chamava de sentinela do Pantanal. E a gente fala que é o nosso sentinela social. Quero, quero é outro para pássaro, porque as crianças a gente via elas quero isso, quero aquilo, então virou, quero, quero. Agora, uma coisa muito legal que eu acho que que você entrevistou os nossos nossos ex-alunos que hoje são colaboradores, é que um dia eu cheguei para eles e a gente conversava muito e eles perguntaram lá no Quero Quero a senhora vai. Eles falavam: "Dona, onde a dona vai passar?" é o as férias e eu falei: "Acho que eu vou pra praia". Aí eles falaram: "Leva nós e aí você sabe que para criança você não promete, né? Porque se você promete, você tem que cumprir. Tem que cumprir." E eu caí na besteira de dizer: "Um dia eu levo". Ah, a cobriança e aí todos os dias eles me cobravam porque eles não conheciam o mar. E isso foi uma coisa assim que eu falei: "Como que eu vou conseguir? Mas você sabe que sozinha ninguém consegue, né? Então, amigos, eh, muita gente, eu fui contando essa história e a gente conseguiu tudo. Conseguiu ônibus, alimentação, conseguiu e com que eles eh os pais autorizassem. Até fomos para um juiz para ver se a gente podia fazer isso e a gente conseguiu levar eles paraa praia. E no dia que eles chegaram, a gente colocou, [música] eles ficaram dentro de uma casa e a gente vendou os olhos e colocamos todos na frente do mar. A surpresa. Isso foi uma coisa maravilhosa. Hora que você tirou a venda, eles ficaram endoidecidos, né? E aí até hoje eu encontro essas crianças que hoje são adultos e eles me falam: "Nunca mais nós esquecemos do dia que você levou a gente pra praia". Então o em umas quero quero, é uma é uma instituição que privilegia os sonhos. Uhum. Né? Porque quantos sonhos essas crianças têm, né? Quantos sonhos esses adolescentes. E a gente eh toda vez que a gente pensa, ai tá muito difícil, porque é muito difícil, né? São quase 500 crianças hoje, de 15 para 500. São mais de 200 adultos com profissionalização. E mas a gente, a hora que a gente pensa assim, desanima, vem sempre uma luz que nos dá força para continuar. Então, [roncando] é continuar realizando sonhos. E o nosso slogan é educar é acreditar em sonhos, né? Porque a gente só consegue alguma coisa se a gente acredita e com muita gente ajudando, né? Sozinha a gente não faz nada. Ainda, né? E Ktia, e essa ajuda que vocês recebem também, né, de tantos braços também à frente desse projeto, né? Quais são a as principais vertentes mesmo de vocês, né, em relação a esse cuidado com as crianças e também tem essa extensão pra família, né? Não, com certeza, porque nós somos uma instituição de assistência social. se você não resgata nenhuma criança, se você não resgatar a família. Então, no nosso quadro a gente tem quatro assistentes sociais, então a gente precisa continuar dando apoio para essas famílias, trazer as famílias para nós, eh, e fazer com que elas confiem, né, também no nosso trabalho. E a gente tem tido os resultados muito bons, porque as famílias nos apoiam, quando a gente precisa de apoio, elas estão junto com a gente. E o que a gente quer é isso, é mudar a vida deles. Até na pandemia foi muito difícil. Uhum. Mas a gente continuava a dar alimentação. A gente nunca parou de dar alimentação para eles. Eles almoçam, eles tomam lanche, né? E a gente levava nas casas. a gente conseguia fazer algum contato com eles por WhatsApp, levava eh brincadeiras pros pais fazerem com eles. Então, a gente ficou muito preocupado nessa época, né, que ninguém sabia o futuro, mas deu tudo certo, manteve o contato, né, o acompanhamento o contato total e e é isso, desistir jamais. Certo, Cátia, obrigada, viu, pela sua participação. Bom, e como a Cátia mesmo disse, sim, a gente conversou com várias pessoas, conversamos com alunos, né, que eram alunos, chegaram aqui com 6 anos de idade e hoje atuam aqui também, né, em algumas frentes aqui de de atividades para as crianças, [música] né? Então, algumas até falam que querem sim seguir a carreira aqui na associação. Então, é muito legal esse depoimento também. Você vai acompanhar daqui a pouquinho no segundo bloco. Não saia daí que o mão solidárias volta já já. Hoje as histórias ganham um novo capítulo. Elas deixam de ser apenas participantes e cruzam a linha para o outro lado. Uma transição que representa a maturidade, compromisso e a continuidade de um legado. Eu entrei na associação com 7 anos. Aí eu tive a oportunidade de voltar depois de um tempo. Aí eu fui consegui o meu primeiro emprego através da associação que eu fiz um curso de hotelaria. Aí eu voltei paraa associação e faz 13 anos que eu trabalho na associação. Na cozinha também. E lá no núcleo eu já dei a oficinas de culinária também. Eu sou muito grata à Ktia pela parceria e oportunidade e confiança no meu trabalho também, né? Começou com a minha mãe aqui no Quero Quero. Aí ela me escreveu aqui. Eu comecei dos 5 anos para vocês. Já faz uns 10 anos que eu tô aqui na instituição. E hoje eu sou Javi aprendiz que ela era aluna daqui junto com a Kátia, que era a professora dela. Aí depois eu entrei pro Quero Quero, me dediquei bastante no hip hop também. E hoje em dia eu sou trabalho também na instituição. Eu entrei com 6, 7 anos. Hoje eu tô com 35 anos. Eh, fiquei até meus 15 anos. Com 16 eu eu recebi a oportunidade de auxiliar o professor de sapateado e aí saí da instituição, né? E aí eu fui cursar a faculdade de serviço social, porque era uma coisa que eu me identifiquei muito estando dentro da OSC como atendida. E aí eu recebi a oportunidade para trabalhar como monitora mesmo oficialmente. De monitora eu passei para educadora social e de educadora social eu passei para assistente social. Hoje eu sou formada em assistente em serviço social e também gestão financeira, no qual eu trabalho também por um projeto da FEAC que é mantido, que chama projeto Empreende Campinas. A arte impulsionada pelo aprendizado de instrumentos musicais e pela força do hip hop tem se consolidado como uma das ferramentas mais poderosas de inclusão e resgate de jovens em situação de vulnerabilidade. E aqui as crianças têm a oportunidade de vivenciar tudo isso com pessoas que viveram a mesma realidade. Escreve rápido. Mas é que [música] se qu rápid é o que é isso que é o que é. que [música] vai três [grito] [grito] bom. Eu sou B Boy, né? Booy é um dançarino de break, que é abreviação B.byço Boy, eu danço há 25 anos e aí na área social eu tô há 20 anos. Aí aqui no Quero Quero faz 11 [risadas] anos que eu dou aula aqui. E bom, minha trajetória é venho de um contexto periférico, né? E por meio do hip hop, eu tive algumas oportunidades aí. Então, a primeira vez que eu saí para fora do país foi por conta de um campeonato que a gente ganhou, que então foi uma oportunidade por meio do hip hop. Então, com o meu grupo já representei o Brasil na Alemanha, na França, Estados Unidos. E é muito legal trazer isso pro projeto, porque motiva eles a sonhar, né? Que o meu contexto é igual deles, né? Só muda o endereço. E aí hoje eles vendo que eu vivo disso, né? que é possível viver de uma arte saudável, que, enfim, com tanta coisa negativa que tem hoje, por influência da própria arte em alguns momentos. Então, eu quero levar esse lado positivo que a arte trxe na minha vida, eu tento passar para eles também. É isso. Porque transforma de fato, né? Transforma, com certeza transforma. Então, eu era uma pessoa que eu nem me comunicava, né? Eu nem falava, eu tinha vergonha de tudo. Então assim, eu costumo dizer que as pessoas mais tímidas são os maiores artistas, né? Porque quando eu converso com os meus amigos que se destacam aí na cena nacional, são pessoas que também tm um contexto que não se comunicava com ninguém e hoje são mega comunicativos, dão aula em grandes eventos, sabe? Minha mãe fica, caramba, [risadas] ele exato. Porque ela, bom, minha mãe, né? Ela me viu de um jeito e ela viu toda essa transformação e ela fica feliz para caramba assim, né? Então foi o que me ajudou a cuidar mais do meu corpo, cuidar da minha saúde no contexto geral. Então a arte foi maravilhosa para tudo. Sim. Salva, liberta. Eu também sou que nem essas crianças aí. Eu só tive oportunidade com a música através de de pessoas que nem esse projeto que tinha um coração bom e e me ensinou, né, tudo que eu sei, né, graças ao ao professor Fernando José Cardoso, eu comecei que nem eles, né, eu não tinha instrumento nenhum e não tinha condições de aprender nada. e ele foi me ensinando, né, e pela minha dedicação e como eu conheci o projeto, eh, foi especial para mim, né, porque eu não sabia o que o que eu iria fazer da vida, mas a música já tava na na minha vida faz tempo. Eu trabalho com música já há um tempão. Eu já toquei na orquestra cabocla de Campinas, sou formado no Conservatório Carlos Gomes. É, violino é o meu instrumento de formação, mas eu sou multiinstrumentista, então eu ensino as crianças vários instrumentos, né? Então o cavaquinho é a forma de chegar até eles, né? Que é instrumento de comunidade. E o projeto, né? Eh, na minha vida eu conheci a Kátia, né? que ela é um um amor de pessoa e ela apresentou para mim como uma forma de me ajudar. Então, eu só eu só tô eh como professor porque ela ela ela deu essa oportunidade para mim. Ela falou assim, foi, eu lembro como se fosse hoje, né? Era lá no em umas, né? Não é eh, não era nessa unidade, é na outra unidade. Ela falou assim: "Eh, você ama fazer o que você faz?" Eu falei: "Eu amo". Então, a gente ama fazer. Eu vou te dar essa oportunidade. Se você ama fazer o que faz, então a agarra essa oportunidade. Então dali então eu comecei a estudar, a me formar, a fazer conservatório. E aí ela falou: "Ó, eu só vou te dar essa oportunidade porque eu sei o quanto você ama a música e o quanto você ama ensinar música para essas crianças. E e cada criança que eu ensino é como se eu tivesse me ensinando de novo. Então, eh, eu me vejo eu, eu ali pequeno de novo. Então, para mim é gratificante, muito mais do que est em grandes palcos, em lugares enormes. Eu prefiro estar aqui. Esse é meu palco. Esse essa é a minha missão. Então, eu sou grato a esse projeto por isso. Ah, eu gosto, gosto de hip hop. A minha rotina, tipo assim, de terça eu faço aula de música, quarta a gente vai fazer aula de tênis e quinta aula de hip hop, é minha preferida. E sexta é livre. Ah, rotina aqui é muito bom e também gosto bastante. É, já tô 4 anos aqui e é muito bom aqui. É, é, foi um uma associação que me chamou muita atenção e eu gostei bastante e eh eu gosto muito de hip hop e a rotina é bem legal. Aqui as as minhas outras aulas preferidas são artes, é música e e sapateado. Aí eu gosto muito dessas dessas. Foi uma das uma das mais que me chamou atenção mesmo foi o hip hop. A gente faz aula de artes, a gente também às vezes a gente brinca de aula livre, a gente tá tendo hip hop e o e o que eu quero ser quando eu crescer eu quero ser policial. É esporte. É aula de artes, hip hop, capoeira. [roncando] Que mais é? É muita coisa. Mas o que você mais gosta mesmo é futebol? É futebol. Gosto da aula de música. Eu gosto de capoeira e eu também gosto de artes. Eu gosto de tudo. [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] Primeiro, com 15 anos de idade, eu fui atendida por um projeto social. Lá eu conheci o trabalho dos assistentes sociais visitando organizações da sociedade civil. Escolhi a faculdade de serviço social por entender que essa profissão ela contribuía na transformação de vidas. Me formei, fui assistente, monitora, fui assistente social, estagiária, assistente social e sou coordenadora hoje. Já estou há 25 anos atuando em organizações do terceiro setor. E como que é então aqui na prática, né, o seu trabalho como coordenadora? Quais são os desafios também? Bom, eu sou coordenadora geral da Associação AUM Quero Quero. A Associação Aumas, ela tem três unidades, dois serviços de convivência de 6 a 14 anos e o CCI, que é o Centro [grito] Intergeracional. Então eu acompanho essas três unidades, né? Então assim, essas pessoas elas as vidas delas são confiadas a nós nessa transformação mesmo de vida. Na verdade assim, a Associação Amas Quero Quero, assim como as outras associações, elas contribuem diretamente com a transformação de vidas. Nós temos hoje atendidos que teve as suas mães, os seus pais aqui, temos colaboradores que foram atendidos, né? Temos pessoas que hoje tiveram a vida impactadas porque participaram do nosso trabalho. Lilian, como que é o mapeamento que vocês fazem em relação às atividades mesmo, né? O conteúdo pedagógico para elas? Vocês têm uma um planejamento, como que funciona em parceria com as escolas também? Na verdade, nós somos cofinanciados pelo município, né? Nós temos um planejamento anual. Esse planejamento ele comporta as atividades e as oficinas que estão no planejamento anual e tem diversas oficinas, né, de cunho cultural, de cunho e esportivo, tem várias atividades, capoeira, hip hop, todas elas buscando mesmo contribuir com essa transformação de vida dos nossos atendidos. Nós também temos colaboradores que também produzem eh eh peças, né, artesanais a partir de encomendas. Então nós nós temos todo o material para que a gente consiga atender a necessidade daquelas pessoas que quiserem uma uma peça mais personalizada. E isso também acaba sendo um recurso, né, para ajudar financeiramente a associação. Com certeza, porque daí a o que as peças que nós conseguimos vender, elas voltam pra gente poder comprar material, pagar colaborador, né? Então também é um meio de sustentabilidade da instituição. [música] Vocês acompanharam um pouco do que é realizado aqui na Associação AUM. Quero Quero. Agora então vou conversar com a Célia Maciel, ela que é a vice-presidente. Obrigada pela sua participação. Nós aqui agradecemos. É tão, é intrigante, né, a gente ver essa situação dessas famílias também, das crianças adolescentes, também dos próprios oficineiros aqui, né, mostrando como que realmente tem essa transformação, né, que a arte realmente transforma. Como que é para você, como vice-presidente fazer parte disso tudo? Olha, é bom, é gratificante, lógico, mas é um desafio também, porque a gente quer muito atender cada vez mais crianças, mais adultos e para isso a gente precisa recorrer a recursos, né? Uhum. E e aí tá o nosso maior desafio atualmente. E quando a gente vê, né, como vocês tiveram a oportunidade de presenciar as atividades das crianças, dos nossos oficineiros, dos nossos educadores, a gente vê como é quanto é importante o nosso trabalho e e como ele é realizador. Ele realiza sonhos, como a Cátia já falou, ele realiza sonhos familiares. Então, a família envolvida no projeto, né, do da associação em umas quero quero. E isso é muito importante porque a gente vê as transformações acontecerem e ao mesmo tempo tem esse desafio e essa dificuldade justamente para manter esse espaço que não é só de vocês, mas também de uma comunidade toda, né? Isso é uma organização social, lógico, sem fins lucrativos. a gente tem um um convênio com a prefeitura, onde a gente atende as crianças, porém a gente tem outros atendimentos que a prefeitura eh não realiza com a gente. Então, a gente precisa buscar recursos para isso. Então, a gente tem alguns eh convênios e projetos com empresas particulares. A gente tem eh projetos com eh outras organizações. A gente agora tá desenvolvendo vários projetos para aprimorar a nossa organização enquanto organização. Uhum. Então, desenvolvendo outras habilidades nos nossos eh no no nossos colaboradores, porque a gente precisa que com que eles também se aprimorem e a gente cresça também dessa forma. H, então assim, o nosso desafio mesmo é conseguir os recursos próprios, que a gente fala, a gente tem duas formas, né, de conseguir os recursos e os recursos próprios são muito importantes. A gente tem atualmente o atelier de costura, que a gente faz esses eh muitos trabalhos bonitos. Isso aqui é um um livro, né, pr pra criança, forma até de uma roupinha, né? É, tem o formato de um de uma de um macacãozinho e as crianças vão fazendo as atividades, né, de botões, como amarrar o o cadarço e e esse tipo de material a gente desenvolve com os nossos atendidos e a gente também faz vendas. Uhum. E esse valor das vendas é revertido paraos nossos atendidos. a gente também eh arrecada valores através da nota paul da nota fiscal paulista, que é muito importante, inclusive eh é um serviço que não pode parar. O estado de São Paulo precisa seguir eh nos ajudando nesse ponto, porque é muito significativo. E a gente também faz eh outros tipos de atividades. A gente vende pizza, a gente faz eh jantares, a gente faz um almoço, a gente vai ter agora, por exemplo, dia 2 de outubro, nossa venda de pizzas. Certo? Então a gente vende as pizzas e as pessoas vêm retirar aqui e a gente vai ter um almoço árabe que já é tradicional porque a Cátia já começou esse esse evento, a família dela é descendente, né, de libaneses e e eles sempre fizeram esses almoços e jantares árabes. Então a gente segue nessa tradição. Nós vamos fazer agora dia 7 de novembro um almoço árabe no espaço Unique no Clube Cultura, que é o espaço grande, é bem eh solar, sabe? É bem bonito. A gente acha que a gente vai ter assim eh um momento assim bastante feliz e agradável e todo o valor arrecadado a gente vai é revertido lógico para as nossas crianças e os nossos adultos que a gente também atende. Então vocês sempre, né, estão fazendo essas ações justamente para contribuir ajudar financeiramente para manter o espaço, né, e continuar ajudando tanto as famílias. A gente tem muitos voluntários também que fazem doações pessoais. Uhum. Isso é muito importante também. E assim, anônimas, eles nunca não querem ser eh reconhecidos por isso, né? E e por quê? Porque a doação voluntária de valores é uma forma de contribuir, é uma forma de voluntariado importante, porque às vezes a pessoa não tem condição de fazer um trabalho voluntário diretamente numa organização, porque demanda um uma questão física, demanda tempo, mas a questão do da doação voluntária de valores é muito importante e é uma forma também de voluntariado. E a gente também aceita pessoas que queiram ser voluntários aqui, porque a gente pode eh desenvolver várias eh trabalhos e atividades aqui dentro para engrandecer ainda mais as nossas crianças e e nossos atendidos. Qualquer ajuda então é bem-vinda. Toda ajuda. E se alguém tiver então interesse em conhecer aqui a associação, tiver alguma habilidade também, né? Quem sabe pode conhecer. Muito obrigada pela participação. Queria que você fizesse as suas considerações finais, então, convidando o pessoal para conhecer a associação, né, e quem sabe eh se envolver também nesse projeto. Se você tiver interessado em fazer um trabalho voluntário, venha nos conhecer. Nós temos três unidades em Campinas, onde a gente atende as nossas crianças e nossos adultos também. música, oficina de costura. A gente tem uma oficina muito grande que a gente precisa de pessoas para trabalhar nessa oficina. Eh, pode ser com as crianças, contação de história ou música, musicalização ou ensinar, por exemplo, jogar xadrez, a jogar tênis ou qualquer outra atividade. Venha nos procurar que a gente tá aberto aqui para trabalhar com quem quiser adicionar, aprender. [risadas] Tá certo. Muito obrigada pela participação. Bom Solidárias fica por aqui. Você pode acompanhar também na íntegra pelo portal [música] TV Câmara Campinas. com.br. Te espero na próxima edição. [música] Até lá. [música] เฮ [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]
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