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[música] [música] [música] Olá, mãos solidárias no ar. Nessa edição, a gente vai conhecer a Associação [música] Beneficente, Direito de Ser, uma associação que desenvolve um trabalho socioeducativo com crianças, jovens, adolescentes, [música] adultos e também idosos. Um trabalho muito rico. Por isso, vamos conversar com a vice-presidente Ester Duarte [música] Gonçalves. Ester, uma satisfação a gente conhecer um pouco desse trabalho, um trabalho tão rico, né, nos detalhes também. E eu queria que você explicasse pra gente como surgiu essa associação, como que qual foi, né, o pontapé inicial desta iniciativa. Olá, primeiro, Ciana, muito obrigada pela oportunidade de estar aqui no Mãos Solidárias. O direito de ser, ele nasce primeiro motivado por conta da chacina da Candelária que tinha acontecido no Rio de Janeiro, e uma entidade que chama FEPAS, Federação das Entidades Assistenciais ligadas à Igreja Batista Independente, eles entenderam que algo precisava ser feito para além do do trabalho com as igrejas, né? Então, na ocasião, eles pensaram qual é a região com maior vulnerabilidade social e pessoas em situação de rua. E na época era a região dos Amarais. Então, em 96 começou o trabalho aqui nessa casa, foi ela foi desenhada, digamos assim, para o trabalho do direito de ser. Só que veja, eram 20 crianças. Era essa, digamos assim, a meta, né? E no decorrer dos anos, as necessidades e também a abrangência do direito de ser, ela foi aumentando cada vez mais. Na época eu era uma adolescente, mas [música] parte da minha família ajudava na FEPAS. Então eu conhecia que eu trabalho especialmente com arte e educação. Anos mais tarde a minha mãe veio trabalhar aqui como assistente social e depois ali, mais ou menos em 2016 eu comecei diretamente o voluntariado na diretoria do direito de ser. Então hoje, né, se a gente for pensar, né, de 20 crianças, a gente tá com 180 atendimentos. Então, a gente tá falando de atendimento direto, 60 crianças entre 6 [música] 14 anos e depois os 14 anos até idosos. É o que vier, digamos assim, né? E tiver necessidade. Então, hoje somando todo o público são 180 [música] atendimentos fora as famílias de cada uma dessas pessoas. Então você coloca isso em proporção, eh, a entidade cresceu bastante e com certeza, até onde eu sei, contribuiu bastante no desenvolvimento de muitas pessoas. De muitas pessoas. Eh, como que foi então esse olhar, né, o primeiro olhar que você viu a necessidade, fez um mapeamento aí junto com sua família, né, sua mãe já atuava, né, como assistente social. Eh, qual foi o primeiro, o qual foi o momento que você pensou [música] em criar, né, e dar continuidade e ajudar tantas famílias assim fazendo, né, esse trabalho para famílias em situação de vulnerabilidade? Qual foi esse olhar que você teve? Então, e daí em 97, nãoem nem fui eu especificamente, mas em 97 queriam teve a necessidade de formalizar então o direito de ser. Então, em 96 ele funcionou ainda muito vinculado a FEPAS e daí em 97 ele ganhou o corpo jurídico, então CNPJ, um corpo que [música] precisava de presidente, vice-presidente, secretário, etc. E também foi visto, né, que a partir dessa legalização, a gente conseguiria outras parcerias para aumentar de fato os atendimentos. Então hoje o direito de ser ele existe porque ele tem parcerias e convênios. Então, a gente presta um um serviço diretamente para as pessoas, [música] mas a gente também tem vinculações como Prefeitura Municipal de Campinas, também já tivemos muitos projetos com a FEAC, devemos começar um agora com Instituto Renovo. Então, por conta dessas parcerias que a gente consegue [música] fazer esses atendimentos para as pessoas que estão numa situação de vulnerabilidade social, justamente para capacitá-las, né, trabalhar também com a autoestima delas. para que elas consigam ter autonomia e sair dessa situação também. E Esté, como que vocês fazem, né, esse mapeamento? Como que vocês fazem essa triagem? Como que vocês alcançam essas famílias? É, a partir de que momento tem alguma, algum projeto, né, específico para que vocês atendam essas famílias inicialmente? Hoje a gente tá vinculado ao Sistema Único de Assistência, que é o SUAS. Então o SUAS, se a gente for pensar em Gampinas, ele tá dentro do aparelhamento que é vinculado ao Cras e ao Creas. [música] Então, normalmente essas famílias elas são direcionadas via Cras ou via CREAS para cá, mas às vezes os atendimentos eles vêm diretamente aqui no direito de ser. E daí essa triagem é feita especialmente pelas assistentes sociais que vão fazer as visitas com as famílias, entender se de fato aquelas famílias estão numa situação de vulnerabilidade social [música] e que elas podem então participar do do serviço aqui do direito de ser. [música] E é feito um acompanhamento, né, digamos assim, semanal e com muitas visitas para também ver de fato como essa família, digamos assim, está se tá se desenvolvendo, vamos dizer assim, tá tá crescendo, tá conseguindo acessar os seus direitos. Então, hoje diretamente as assistentes sociais que fazem essa essa triagem, mas também com os outros organismos dentro da assistência. Perfeito. E Estero, hoje quantas pessoas, né, trabalham aqui na associação, né, entre colaboradores, tem os professores. Queria você explicasse um pouquinho como que é a rotina mesmo aqui na associação. Então, hoje nós temos duas educadoras que elas trabalham concomitantes [música] ou nos momentos onde as crianças não estão com os oficineiros. Nós temos uma coordenadora geral, que é a Marina, a coordenadora administrativa que é a Elisa, duas assistentes sociais [música] que é a Silvana e a Liliane. Ainda a gente tem o pessoal do apoio que cuida da limpeza, [música] da cozinha, que mantém as coisas em ordem e garante também a alimentação de todos esses atendidos. E nós temos os oficineiros. Então, cada oficina tem um oficineiro responsável. Então, hoje a gente tem a oficina de percussão, a gente tem de musicalização, [música] nós temos de capoeira, tem também de percussão, já falei, né? Percussão, a gente tem de informática também, de tem de jogos, tem a oficina de brincadeiras de artesanato e talvez eu esteja esquecendo outras, são tantas, né? E como que é feito esse trabalho, né? vocês têm um projeto, [música] eh, vocês, eh, o planejamento, né? Como que é feito esse planejamento pras famílias? É possível também os pais ou responsáveis, [música] né, participarem dessas atividades, como que é feito essa troca, né, entre a criança, o adolescente, o núcleo familiar mesmo? Normalmente essas atividades elas são pensadas dentro do grupo de trabalho e conforme as necessidades da população, ou seja, do território. Então, a partir dessas necessidades, é elaborado um plano de trabalho e ele precisa ser executado e monitorado. Então, a gente tem um monitoramento assim muito de perto dos outros organismos. Então não é, digamos assim, o direito de ser teve vontade. A gente tem vontade, a gente tem que fazer um plano e a gente precisa executar esse plano, né? Então hoje é dependente da demanda do território, né? Pra gente pensar, por exemplo, nas oficinas, né? O que o que mais é importante? É importante a informática para acessar o mercado de trabalho. Então, a gente vai disponibilizar essa oficina [música] de informática. É preciso da percussão pra gente trabalhar a questão da disciplina, coordenação motora, para você conseguir se apresentar diante das outras pessoas. Então você vai proporcionar isso paraas pros atendidos, né? Então as famílias elas de certa forma elas participam porque elas vêm com as necessidades que são avaliadas pela equipe que desenvolve daí realmente os projetos. Então, as crianças elas são atendidas diretamente, mas as famílias elas não ficam à parte, né? [música] Então essa as famílias elas também são atendidas pelas assistentes sociais justamente para ver se existem outras demandas ou outros organismos públicos que podem auxiliar essa família. existe, né, um acolhimento, né, tanto aí paraas crianças, né, os adolescentes, mas também pros familiares, né, precisa ter essa troca, esse diálogo que é muito importante, né, porque eles precisam de fato saber exatamente o que as crianças estão fazendo, o que elas estão aprendendo. E isso, é claro, elas acabam levando esse resultado para dentro da casa, dentro do núcleo, né? Eu acho que existe essa troca de experiência mesmo, externo, no sentido de casa, associação e escola também, né, que faz toda a diferença. Sim, a escola é um parceiro, o centro de saúde também. Então, todos esses, né, esses núcleos, [música] né, então a saúde, educação e assistência, eles se conversam para pro atendimento realmente da família. Você tava contando, né, que a a gente tá conversando e você comentou que iniciou com 20 crianças, né? Hoje c 180 são crianças adolescentes, 120 jovens adultos, mas tende a crescer ainda mais, né? Como que foi para [música] você eh ver esse essa demanda, né? Eh, [música] das crianças participando, os adultos também? E nisso e aumentando também a demanda de projeto, a demanda de oficinas. [música] Como que foi ver essa crescente? É muito desafiador. E aqui falando como como o administrativo, né? Porque você tem os desafios de espaço e você tem os desafios de verba, porque a necessidade ela existe. Se a gente for ver, a gente deveria est atendendo muito mais que 180 pessoas, né? Mas eu acho que hoje o grande desafio é a gente conseguir as verbas para a continuidade dos projetos, né, e também adequação de espaço. Então, às vezes a gente precisa ir para outro organismo, então a gente precisa ir pro céu para fazer uma oficina, porque aqui já não comporta, né, o o número de pessoas, então precisam ser feitas outras parcerias também. Então esse é o maior desafio da associação, né? eh espaço para atender tanta demanda e também a questão aí [música] dessa dessa verba mesmo, né, para para manter as atividades, para manter os alunos. Exatamente. E no sentido eh de dessa crescente, né, Estter, a gente entra na questão também dos colaboradores, né? A gente inclusive eh conversou com o Williams, ele foi membro, né, de foi cria assim também de projeto social e hoje ele repassa todas essas informações, todo o conhecimento também pros alunos e isso acaba eh trazendo também aquela aquela humanização, né, aquela aquele calor humano para quem está aqui eh fazendo parte dos projetos. Como que é para você, como presidente ver esse reconhecimento também, né, de quem foi cria de um projeto social e estender esse conhecimento [música] pros demais? Acaba sendo um resultado de um bom trabalho social, né? Porque quando a pessoa consegue sair [música] dessa situação de vulnerabilidade e também devolver, digamos isso, para que outras crianças, adolescentes, jovens e adultos tenham a mesma oportunidade, [música] é de fato muito gratificante e importante, né, se as pessoas tivessem esse olhar, olhar pro outro e também um olhar de responsabilidade, né? Porque a gente não tá sozinho no mundo, né? E se todo mundo conseguir ser responsável pelo outro ou ter, né, uma um empatia, uma responsabilidade de compromisso com o outro, provavelmente as coisas tenderiam a melhorar, né? É esse olhar, né, desafiador para todo mundo, né, porque vocês têm essa responsabilidade [música] de não só acolher quem precisa fazer todo esse mapeamento, mas também passar uma mensagem, né, que essa pessoa ela não pode desistir, né, tem que continuar, mas é só uma uma ponte, né, que vocês fazem, né, precisa ter esse olhar também de outras instituições, né, de outras associações. para poder fazer esse trabalho em parceria, né, exatamente, exatamente. E outros organismos públicos também são necessários. Bom, e como que você, qual que é a mensagem então, né, que você passa como presidente para quem quiser conhecer mais [música] o trabalho, né, da associação, eh, saber eh, de fato desses projetos, quiser [música] ser um parceiro ou quiser ser um colaborador, né, como que essa pessoa ela pode, procurar vocês para fazer parte também desse grande time. A gente tem o a página no Instagram, né, que é @direitodes [música] under direito_line d_, [música] então @direitodes que ali a gente consegue postar as atividades mais do dia a [música] dia, digamos assim, né? Mas a gente também tem um site onde tem todos os planos de trabalho, todos os atuais [música] parceiros, prestação de contas, absolutamente todas as contas elas são verificadas e ali você tem como você se disponibilizar ser um sócio contribuinte, [música] um parceiro financeiro, mas caso você tenha interesse de atuar como voluntário ou mesmo compor a equipe [música] como como um funcionário ou como oficineiro, também pode contar contatar a gente ou por telefone ou via Instagram ou pelo e-mail que está no site pra gente fazer essa vinculação e também conhecer a entidade. Então, ela tá aberta todos os dias das 7 [música] até às 4:30 da tarde. Então você pode marcar um horário, vir aqui, tem a coordenação que pode receber. Se na coordenação não puder, vem alguém da diretoria para acompanhar e que toda essa ajuda, né, seja seja de contribuição mensal, seja com trabalho voluntário, ela é muito bem-vinda. Muito bem, maravilha. É uma satisfação, né, poder falar um pouquinho sobre essa associação, esse olhar tão importante, né, de dar oportunidade para essas famílias e essas pessoas em situação de vulnerabilidade, né, e ter de fato esse desafio [música] aí pela frente, Esttera, mas olha, não acabou ainda, viu? A gente vai para um rápido intervalo, mas na volta a gente vai conhecer um pouquinho aí do trabalho, a gente vai conhecer também os projetos e tem uma uma conversa, né, especial com um dos oficineiros aqui da [música] associação, vai trazer pra gente um pouquinho das aulas, de tudo que é ministrado aqui [música] na associação. Então, não saia daí, eu volto já já. [música] เ Estamos de volta com mãos solidárias, diretamente aqui da Associação Beneficente Direito de Ser. Agora nós vamos conversar com a Marina Minúci Franco. [música] Ela é coordenadora geral aqui da associação, responsável por todos os projetos pedagógicos da associação. Marina, como surgiu, né, a ideia de [música] você vir atuar aqui como coordenadora? Como que tem sido para você esse desafio, né? Uhum. Eh, eu já trabalhava, né, dentro do âmbito social [música] desde muito tempo. Eh, desenvolvi pesquisas e atuei em diversas em diversos eh locais aqui, tanto da cidade de Campinas quanto fora. E eu comecei aqui no Direito de ser [música] eh o ano passado em julho. E desde então eu venho fazendo a coordenação da equipe, né, da gestão, eh, e também a parte pedagógica. Eu sou pedagoga de formação. Uhum. Mas sempre com esse olhar muito voltado pro social. E como que [música] tem sido para você, né? Qual foi a primeira a primeira o primeiro projeto, né, que [música] você pensou e falou assim: "Não, eh, eu vou levar todo esse meu conhecimento e vou iniciar [música] com esse projeto para a para os membros aqui da associação. [música] Teve algum momento que você parou e pensou em fazer algo diferente?" Sim, em muitos momentos. Eu acho que o trabalho social ele vai eh trazendo esse lado criativo, né, que a medida que a gente tem contato com os atendidos, com as crianças, com os adolescentes, eles vão trazendo pra gente [música] eh os caminhos que a gente precisa seguir, né? Então é um trabalho muito de escuta das necessidades, dos desejos, do que eles gostariam de fazer para a partir disso ir construindo junto um plano de trabalho, um processo de de formação, né, de [música] um processo socioeducativo que englobe eh não só a aprendizagem, mas também a convivência, que [música] é um dos pontos principais também de trazer todo mundo para um espaço como esse, né, um espaço coletivo, né? né, onde tem as diferenças, né, tem as culturas diferas, né, que são diferentes. cada pessoa aí tem a sua personalidade, tem um jeito, uma visão e é muito mais é eles que trazem essas necessidades, [música] né, do que vocês vão eh procurar isso, né? Vocês t essa esse olhar, mas a triagem mesmo fica a critério deles, né? Eles que trazem para vocês, como que é essa troca? É, a gente faz [música] eh todos os dias uma roda de conversa quando eles chegam, né? Então, se eles chegam na parte da manhã, geralmente eles tomam café e a gente faz uma roda. E esse momento da roda é um momento muito rico, onde tá todo mundo, todos, né, juntos. e a gente traz alguns eh disparadores, né, que aí vão trazer outros temas e a partir disso a gente vai [música] pensando. Então, eh esse ano a gente junto a partir, né, disso, pegou um foco no tema do protagonismo. Então, o tema desse ano, que é um tema geral, é o protagon protagonista de mim, que a gente colocou como um foco assim de caminho, né? E a partir disso a [música] gente tem três momentos principais dentro do percurso que a gente chama, né? Eh, para desenvolver o trabalho. E aí é o âmbito do eu comigo, eu com outro e eu com a comunidade, né? com o entorno, com o território. E aí, a partir disso, a gente vai desenvolvendo atividades voltadas paraa identidade, pro autoconhecimento, paraa autoestima. E todas as oficinas que acontecem, elas giram em torno e conversam com esse tema principal do ano. Ah, então todo ano, né, anualmente vocês têm [música] um tema específico, vocês trabalham um tema e todas as outras atividades, os oficineiros, eles também têm que ministrar essas aulas com foco nesse tema. É tudo um padrão só. Como que é para eles, né? É um desafio. [música] É. tanto pros oficineiros quanto para as crianças, os adolescentes, os adultos também esse tema. Como que é na prática? Eh, na verdade, essa proposta ela acaba sendo mais [música] significativa pros atendidos, né? Porque as coisas ficam ligadas e se conversam. Eh, pros oficineiros e pros educadores, para nós que estamos planejando, exige um pouco mais, sim, de pesquisa, de buscar coisas, né, que estão relacionadas, que [música] sejam diferentes, mas é isso que faz o trabalho ser mais significativo mesmo, por o principal, na verdade, não é a gente pensar numa atividade em si como um fim, mas como um meio, né? um meio para desenvolver as habilidades sociais, as habilidades eh cognitivas e fazendo um desenvolvimento eh através dessas atividades. [música] Então, seja o coral, seja a percussão, seja a capoeira, todas elas também vão ser uma possibilidade de atingir esses objetivos maiores, né, que é o quê? formar, nesse caso, né, principal desse ano, formar eh, essas dá dar dar condições, né, fomentar um pouquinho esse desenvolvimento do ser humano integral, que consiga conversar e consiga eh executar suas tarefas diárias com autonomia. A as atividades elas não são pensadas aleatoriamente, né, Marina? tem um porquê, tem um propósito, né, um objetivo que essa essa pessoa, né, os membros [música] que estão aqui, os alunos, eles vão se identificar em algum momento, eles vão se identificar com certa atividade, né, e vão se encontrar de repente pro futuro mesmo, né, de repente pensar numa em algo, nessa atividade como uma profissão, de repente, né, como já aconteceu, né, talvez com alguém aqui mesmo. que tem esse compromisso, né? Sim. E por isso é importante oferecer um leque grande, uma grande variedade de atividades para ele, porque cada um vai se identificar com [música] uma coisa diferente, né? Então, tem criança aqui que gosta muito de capoeira, por exemplo, outras não. E aí [música] outras gostam de eh artes plásticas, outras nem tanto. [música] Então, por isso essa variedade de atividades para contemplar um pouco a diversidade que a gente [música] tem mesmo aqui, né, como público. E Marina, qual é o maior desafio sendo [música] coordenadora geral, sendo pedagoga, né? Eh, o que que você percebe que é mais que tem mais dificuldade aqui na associação, né? Como a Ester disse que esse tem esse desafio das verbas, né, de ajuda, de pensar também no espaço, porque tende a crescer, né, cada vez mais, dependendo desse mapeamento que vocês fazem. Por um lado, né, é ótimo ter esse reconhecimento, mas por outro a gente percebe essa lacuna que tem lá fora, né, tantas famílias aí em situação de vulnerabilidade. Mas que bom que existe uma associação [música] que compreende, que tem esse olhar, né, diferenciado, que olhe para essas [música] pessoas, para essas famílias. Então, diante da sua experiência, né, de tantos outros lugares que você já atuou, qual é o principal desafio assim? [música] E e daqui para frente, pensando nesse tema, né, dessa dessa proposta que vocês têm, [música] essa proposta pedagógica aqui paraa associação, qual é o principal desafio que você encara hoje? Uhum. Olha, eu sou [música] obrigada a concordar com a Ester, [risadas] que nesse lugar, né, de gestão, ainda que tenha [música] a gestão da equipe em si, eu acho que a gestão de como manter, né, eh, tudo isso que a gente oferece e tudo que a gente gostaria de oferecer é o grande desafio, né, no sentido assim [música] de nós queremos sempre oferecer mais e melhor. E muitas vezes a gente fica um pouco limitado por essas questões financeiras [música] mesmo, né? É, e pensando assim que todos os nossos atendidos merecem o melhor. Então, é um foco assim de como que a gente pode fazer. a gente tem se movido, né, para tentar conseguir outros parceiros e ampliar um pouquinho essa possibilidade de de garantir mesmo que as coisas eh caminhem de uma forma um pouco mais tranquila, senão a gente fica muito ansioso, né, preocupado, correndo atrás para conseguir Uhum. eh manter assim. Então esse é o maior desafio, né, de todos vocês que atuam aqui na associação. Sim. É. Eh, a gente trabalha muito em parceria com as outras daqui, com o serviço [música] de assistência social que tem, com a saúde, fazendo encaminhamentos, com a educação, sempre em diálogo, né, discutindo casos de dependendo, né, da da situação da criança, da família, como a gente realmente precisa se unir para garantir que as as pessoas e as famílias tenham condições melhores. Mas realmente é esse um outro desafio, né, que a infelizmente o serviço [música] social acaba sendo um pouco eh deixado de lado, né, não priorizado. Mas hoje vocês vendo, né, eh, tantas crianças, tantas pessoas, [música] né, adolescentes, adultos, idosos que participam vendo como que eles eh são felizes aqui, né, como eles têm eh como se fosse uma extensão [música] ali da casa, da escola. Para vocês também esse olhar é o que dá ânimo, né, para continuar. Exatamente. É muito bonito, assim, muito gratificante ver, né, as crianças que chegam aqui com 7 anos e vão ao longo do tempo se transformando e se empoderando mesmo, né, de ser quem são, de consquistar outras outros objetivos, conquistar coisas fora, se descobrirem. Então, eh, com certeza esse é o melhor pagamento que a gente recebe aqui. A gratidão das pessoas, né, das famílias [música] e o carinho que elas têm também por nós e as crianças. É, é algo que é muito emocionante, Marina. Olha só, a gente vai acompanhar agora, né, você aí de casa [música] também, uma pequena falinha de algumas atividades que são realizadas aqui na associação. [música] Então, aproveite aí eh esse momento, né, que os alunos estão todos reunidos [música] e a gente também conversou com o professor Williams, né, um dos oficineiros. Então, vamos conferir. Qual o seu nome? Isabele, quantos anos você tem, Isabele? Sete. Você gosta do que aqui na associação? Qual atividade que você mais se identifica? A artes. Eu gosto bastante desenhar e escrever também. E o que que você gosta de escrever aqui? Eu gosto de escrever números e o meu nome de vez em quando. De letra de mão. Você vem pra associação todos os dias? Tem às vezes quase todo dia. Sim, todo dia eu tô aqui, mas tem vezes que eu não gosto da oficina, mas eu mesma faço. E essa aqui de percussão, você já tinha tocado alguma coisa? Eu vi que vocês estavam ensaiando bastante. Eu vim aqui, eu já vim aqui sem aprender nada. Eu aprendi o tamborinho aqui e aprendi fazer estelinha. O que que você mais gosta de fazer aqui? Capoeira. Capoeira? Você jinga bastante. Uhum. E aqui a aula de artes, esporte, que que você acha? Só de capoeira. Capoeira tá ganhando. Uhum. Ah, então vou pedir para você gingar um pouquinho depois. Tá bom. Qual é a atividade que você mais gosta de fazer aqui na associação Direito de Ser? Educação Física. O que que você aprende aqui? Ah, muitas coisas, né? Tipo novas brincadeiras, eh, novos jeitos de brincar também. Já aprendi muita coisa aqui, né? E na educação física, qual que é a atividade que você mais gosta? Futebol, vôlei, basquete? Queimada. Queimada? E você é bom na queimada? Ah, um pouco, né? E eu vi aqui que você tava tendo aula de percussão, né? Você já tinha tocado antes, como que foi? Ah, eu eu entrei em 2024, aí eu comecei a tocar e depois eu fui trocando de instrumento. Aí foi assim. Hum. E você vai levar isso pra vida? Como que é? Ah, mas pra frente. Vamos ver, né? Vai continuar treinando? Sim. Emanuele, quando você conheceu a associação Direito de Ser? Eu acho que foi lá para 2022. Eu tô aqui um bastante tempo e eu gosto muito daqui. E você vem todos os dias? Como que é sua rotina aqui na associação? Eu venho todos os dias, principalmente de manhã, né, que é agora, porque antes eu estava aqui de tarde, mas agora venho de manhã, que é das 8 a 11 horas. Quais são as atividades que você mais gosta, aquela que você se identifica? Eu gosto muito de esporte e do Williams, que é de percussão. O que representa a associação para você? o que representa os professores, né, os mestres aqui que ajudam, auxiliam uma segunda casa e uma família. Eloá, por que que você começou a frequentar a associação? Eu já tinha participado de outra ONG, só que aí tava começou a não ter muita atividade, aí minha mãe me colocou aqui. E para você, como que tem sido? Como que é a sua rotina aqui na associação? com os professores, com os outros membros. É boa, é bem legal. Gosto de vir. E qual a atividade que você mais gosta? A de artes plástica. É que você aprende? Aprende é artes, né? Faz desenho, pintura, faz bastante coisa. Bem legal. O que representa para você a associação? Felicidade. Qual é a atividade que você mais gosta quando você tá aqui na associação? Eu gosto do professor de artes. Professor de artes. Eu gosto de fazer pintura. Vocês têm uma oficina só de pintura? Aham. A gente tem uma de arte e sexta a gente tem outra que eu não sei, eu esqueci o nome. E o que que você gosta de pintar? É, eu gosto de fazer casa, gosto de fazer boneca, gosto de fazer cachorro, gosto de fazer gato, fazer animais e gosto de fazer comida também. E você aprende bastante coisa aqui nas oficinas? Sim, eu aprendo muito. Aprendo percussão, é esporte que a gente faz, a gente faz de quinta, faz sexta. E o esporte, qual que você mais gosta de fazer? Eu gosto de queimar da amoeba que a maioria gosta. Como é para você frequentar aqui a associação, né? Quais são as atividades que você mais gosta de fazer? aqui no Direito Ser para mim, o segundo lar, porque eu gosto muito. E eu já frequentei outro outra associação que é a Mãe Maria Rosa que fica aqui perto. É, e eu não tenho uma eh uma aula preferida. Eu amo todas. E eu vi aqui que vocês estavam ensaiando bastante aqui percursão. Você já tinha eh tocado algum outro instrumento antes ou aprendeu tudo aqui? Não, o Williams foi meu professor lá no Maria Rosa também e eu conheci ele em 2019 por aí e eu faço e com ele desde é faz tempo. E eu conheci ele e tem outro professor aqui, é o Sandro, que ele também dava aula no Maria Rosa e ter reencontrado eles foi muito legal. E o que significa a associação Direito de Ser para você? Um um lar. Como que foi para você chegar até aqui na associação? Qual foi a porta de entrada, né, para iniciar esse trabalho tão rico com essas crianças? Eh, eu fui criança, eh, educando de ONG também. Eu fui da primeira formação do Batilata. Eh, em 2002 eu entrei no direito de ser, né? Tô há mais de 20 anos aqui na instituição, eh, fazendo a oficina com as crianças, eh, aonde a gente tem um intuito de trabalhar diversas situações, como coordenação motora, atenção, a concentração, né? É uma atividade de forma livre, aonde eles gostam bastante, eles conseguem se expressar, né? e tem o resultado que é poder apresentar no final do ano ou ao longo do ano também. Williams, tudo que você aprendeu então, né, sendo membro aqui da associação, aprendendo, né, com outros mestres também, de fato, foi aquele olhar, né, aquele olhar cuidadoso que você teve quando tiveram com você. Foi esse o ponto inicial que te fez eh virar esse esse mestre para essas crianças? Exatamente. Eu tenho na minha história grandes mestres que fizeram formação, eh, e me trouxe nesse momento, né, também fui muito músico da noite, né? Então, na noite aprendi alguns macetes e aí fui trazendo pro meu dia a dia, trazendo pra arte e educação também, né, podendo vivenciar essa atividade para as crianças. E nessa nessas aulas, então, né, de percursão, eh, qual a idade, a faixa etária das crianças, como que você introduz, né, a música para elas, como que é feita essa didática? É, hoje aqui no Direito de Ser, eh, não é só crianças que nós trabalhamos com a percussão, tá? Então, as crianças iniciam a partir dos 6 anos e temos o grupo da da terceira idade, que aí é livre, vai até os 100 anos, tá? Então é para todas as idades aqui esse serviço. E como que é para você, né, receber as crianças, jovens, adolescentes, adultos, idosos aqui querendo aprender, querendo ter essa ocupação também? Olha, fico muito feliz. Para mim é gratificante poder contribuir com o futuro das crianças e trazer bem-estar pras senhoras e pro pros atendidos aqui no direito de ser. Olha só, pessoal, como o Williams disse, né? Não somente as crianças, jovens, adolescentes que participam das atividades, mas também os adultos, viu? Olha só, a Patrícia, ela gosta bastante daqui, ela tava me contando, né, sobre isso, que participa de quase todas as atividades ou todas as atividades, Patrícia? Quase todas. Eh, eu faço canto, faço aula de violão, faço percursão, faço aula de eh pintura e de exercício, que a gente tem que fazer um pouquinho de tudo, né? Ainda mais na nossa idade, [risadas] não pode deixar nada para trás. E como foi para você chegar até aqui, conhecer a associação que te motivou a vir? Então, no começo eu achava que era só para crianças, mas aí conhecendo outras pessoas, conversando, aí eu aprendi a conhecer fazendo exercício. Aí depois tem agora tem um grupo de mulheres onde a gente fala de tudo, que só mulheres que que se encontram nas quarta-feiras. A as atividades aqui são muito legais e tem para todas as idades. Não tem idade para poder participar, viu? É isso aí. Não tem idade para participar. Todo mundo que quiser se sentir à vontade, né, pode frequentar esse espaço. O que representa então a associação para você? Acolhimento. A resposta é acolhimento e para mim só gratidão. Agora nós vamos conhecer a Silvana Dias. Ela que tem um papel muito importante aqui na associação, ela é assistente social e atua há 4 anos na Associação Beneficente Direito de Ser e vai explicar pra gente um pouquinho, né, desse seu trabalho tão desafiador ao mesmo tempo de ser gratificante, né, Silvana? Como que é feito esse seu trabalho? Estou há 4 anos agora. Entrei numa época que era pandemia, tava no final de da pandemia, né, onde a assistência social era conhecida um pouquinho como assistencialista. E não é esse o propósito da assistente social, né? Nós somos um serviço de fortalecimento de vínculos, de pertencimento, né, de protagonismo das nossas crianças, adolescentes e adultos. Então o o nosso serviço, o meu, mas a da outra assistente social que atende também os adultos, é dar abrir as portas para entrar essas famílias, essas crianças aqui no direito de ser com atividades socioeducativas e culturais. Nós temos várias atividades aqui de segunda a sexta-feira no contraturno escolar. Então, as crianças vão escola de manhã à tarde, enfim pro direito de ser e da mesma forma elas vão nas escolas na parte da tarde e vem de manhã para associação Direito de Ser com atividades socioeducativas. Nós temos atividade de coral, nós temos atividade de percussão, de informática, de canto, de dança, de teatro, de fotografia. são n atividades nos quais as nossas crianças pode fortalecer os vínculos sociais e através dessas dessas atividades que não são um meio, não são eh o fim, mas sim o meio, a gente acaba conhecendo as demandas, as demandas de fragilidade, de vulnerabilidade dessas crianças e dessas famílias. E é importante que a gente tem que contar com as as escolas, com centros de saúde, com CREAS, com CRAS, que são serviços essenciais, parceiros nossos no cuidado com nossos atendidos. Você falou sobre esse acompanhamento também, né, Silvana, em parceria com essas outras outros serviços, né, sociais, como que é feito isso na prática? eh o mapeamento dessas famílias, quais são os bairros, os locais que vocês atendem, que fazem essa triagem? Então, o mapeamento dess dos nossos atendidos e familiares vem a partir do diálogo que a gente tem com os nossos atendidos. A partir do diálogo vem essas demandas no quais a gente faz essas parcerias com os serviços que eu já citei, que são centro de saúde, educação e também a comunidade no geral. Eh, nós atendemos cerca de nove bairros, são muitos bairros. Vou citar alguns que são Marcos, Santa Mônica, CDHU, tem o Miraçol, tem o Vila Esperança, Recanto Fortuna, o Bairro Preto, o Santa Mônica, tem o CD Gaú. Então, temos n bairros que a gente atende e atendemos também uma parcela da Vila Olímpia que tem uma OSC pequena e acaba vindo algumas crianças pra nossa instituição e pras demais que tem aqui no bairro, né, ao redor. E qual é o principal, né, desafio que vocês que vocês enfrentam todos os dias fazendo esse mapeamento e essa triagem, né, para esse acolhimento com os familiares? Eh, a dificuldade é maior, como já foi citado, a falta de recursos e também do espaço. Nós gostaríamos de atender não só 60 crianças, não só 120 no outro serviço que é o CCI. Nós gostaríamos de atender muito mais, mas devido a ao espaço, ao repasse de recurso, a gente acaba atendendo uma meta menor. Então o desafio fica mesmo nos recursos financeiros e também a dificuldade de conseguirmos parceiros para viabilizar esse atendimento assim melhor, né, que a gente tenta fazer o melhor, mas a gente queria fazer muito mais, né, e a gente sabe que é difícil, mas é assim uma uma satisfação muito grande trabalhar no serviço social, porque a gente sabe que a gente tá fazendo esse acolhimento, que a gente sabe que é importante, que a gente tem um retorno das nossas crianças, das nossas famílias. falando assim: "Nossa, depois que eu fui pro direito de ser, minha vida melhorou muito. Eu me sinto protagonista, eu sinto que eu consigo fazer mais do que eu pensava fazer". Então é muito importante, é gratificante, mesmo que tenha desafios, mesmo que tenha muitas conflitos, muitasulações, mas é um trabalho muito muito gratificante, tá? Então, muito legal, né, essa participação das crianças e realmente foi aquilo que a gente estava falando dessa de ser gratificante, né? Muita, muitas delas falaram sobre a importância e o que representa a associação [música] para elas, o que representa os oficineiros. E é exatamente isso, é o reconhecimento também da associação. [música] Eles reconhecem que é uma extensão ali pra vida, né, que [música] vão levar as atividades e os conselhos e os aprendizados. Então foi muito bom ter conhecido [música] a associação, ter conversado com vocês e e entender um pouquinho mais como que funciona o trabalho de vocês. Obrigada. E como que fala assim pro pessoal, né, quem quiser [música] conhecer mais. o trabalho de vocês nas redes sociais, né? Quem quiser conhecer de perto, fazer uma visita, como que funciona [música] essa parte mesmo pro público, quem tá em casa? Uhum. O direito de ser eh tá aberto todos os dias de segunda a sexta, das 7:30 às 4:30 e todos são bem-vindos a virem conhecer, participarem, [música] eh, e também conhecer a gente, seguir a gente no Instagram, Facebook, dar uma olhadinha no site. Então, estamos aqui e são todos bem-vindos. Muito obrigada, Marina. Foi um prazer, uma satisfação enorme conhecer vocês, a Ester, conhecer esse trabalho incrível, esse olhar diferenciado, né, essa atenção para as famílias em situação de vulnerabilidade, tantas outras questões, tantos projetos que eles têm também aqui para passar para sair do papel, né, cada ano um tema diferente [música] e isso faz toda a diferença na vida de cada um, né, plantando essa sementinha para que [música] quando eles crescerem, né, se torn tornarem adultos e também os adultos que participam daqui [música] dê essa esse momento, né, de aprendizado, né, e cultivando aí as [música] os conhecimentos e as experiências. Bom, chegou ao fim, então, mãos solidárias, eu te espero no na próxima edição. [música] Espero que você tenha gostado. Continue então assistindo a programação da TV Câmara Campinas. [música] Eh, pode acessar lá YouTube. No YouTube também tem a edição Mãos Solidárias e pode acompanhar o trabalho da Associação Beneficente Direito de Ser também pelas redes sociais. [música] Te espero na próxima edição. Tchau. vemus amigos vem todo mundo [música] pra casa de a família [música] vem os amigos vem todo mundo vemar [música] vai buscar se vai ver o que é seu assim [música] vai buscar de pé na bora na trar lá em cima sem deixa cri [música] e vai conseguir a luta do dia a dia por mim sem caminhar sozinho que a gente vai e [música] vai ser só gente vai ser acontecer nossa casa é iluminado em todo [música] lugar em casa graças a Deus eu chamar a família dele, meus amigos vem todo [música] mundo vem Não tenho [música] pai quer minha família vem todo mundo vem [música] vai Vai, vai. [música] [música]