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[música] Olá, seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda. Começa agora o Gênios 3.0, zero. Programa que fala de tecnologia, informação e inteligência artificial, mas sempre com olhar sobre como tudo isso impacta nossa vida. E claro, eu não estou sozinho. Quem está comigo nessa bancada é ele, meu parceiro digital, Samuel. E aí, pronto para mais uma? Sempre pronto, Felipe. E o legal do programa de hoje é que a gente vai falar de uma tecnologia que já deixou de ser promessa e virou parte da rotina de milhares de empresas. Uma ferramenta que está mudando a forma como as organizações atendem clientes, analisam dados, tomam decisões e até planejam o futuro. Calma aí, Samuel. Não entrega o programa inteiro logo de cara pro pessoal ficar com a gente até o final. Mas aproveitando o spoiler, olha só o que a gente preparou para hoje. [música] A inteligência artificial está cada vez mais presente no mundo dos negócios e vem sendo utilizada para resolver gargalos operacionais, automatizar processos e aumentar a produtividade. E tem mais, a Copa do Mundo de 2026 promete ser um marco não apenas no futebol, mas também no uso da tecnologia dentro e fora de campo. E claro, no último bloco tem as nossas dicas tecnológicas da semana com ferramentas, tendências e as novidades do universo digital. [música] E vamos começar o programa falando sobre uma tecnologia que está cada vez mais presente nas empresas, mas que muitas vezes funciona nos bastidores. A inteligência artificial já está sendo utilizada para automatizar atendimentos, organizar informações, analisar dados e executar tarefas operacionais que até pouco tempo atrás dependiam exclusivamente do trabalho humano. Para muitas empresas, essa mudança tem significado mais agilidade, redução de custos e ganho de produtividade. Quem mostra como essa transformação está acontecendo na prática é a repórter Cassiane Alves. Cassi, conta pra gente tudo que você descobriu aí. Oi, Felipe. Exatamente, né? A tecnologia alcançando vários nichos, vários setores, várias pessoas. E hoje o tema é sobre automação, um processo para eliminar gargalos operacionais. Hoje vamos conversar então com a Ana Paula Fernandes. Ela quer se de uma empresa, né, brasileira que fica na cidade de São Paulo. Ela vai explicar um pouquinho pra gente. Seja muito bem-vinda, Ana, qual empresa que é e como que funciona então esse processo, né, tão importante aí pr as empresas. Claro. Eh, muito obrigada, eh, por estar aqui. Agradeço [música] seu tempo. É, a Olira é uma empresa, eh, que chegou no Brasil o ano passado, é a nossa empresa eh principal, veio do Canadá, mas nós eh [música] nós decidimos vir pra região de São Paulo, eh, para justamente estar próximo de todos os negócios da indústria. E a nossa empresa oferece soluções simples. Eh, a maioria dos empresários acha que tem [música] que gastar muito dinheiro para adoção de IA, mas na realidade mudou muito e nós conseguimos entregar soluções hoje em 15 ou 20 dias. Eh, e tem soluções prontas, né? Então, facilitando, eh, eliminando entradas de dados cansativos, eh fechando vagas que estão abertas, que muitas empresas não conseguem contratar, porque as pessoas não querem mais fazer entrada de dados. [música] e é eliminando erros. Muitas vezes a reputação da empresa [música] está em jogo por causa de erros humanos e não são erros feitos eh eh de propósito, mas são erros que acontecem porque as pessoas ficam cansadas ou os o volume de dados é muito alto. E a Iá justamente vem para ajudar nesse sentido. Nós também trazemos o humano no ciclo de automação. Nós capacitamos a os funcionários dentro da empresa, mostramos como a IA pode facilitar [música] a vida deles diariamente e nós não acreditamos que tecnologia deveria substituir as [música] pessoas, né? a criatividade, o relacionamento, tudo isso ainda é muito importante pro crescimento [música] de qualquer empresa. E Ana, fala um pouquinho sobre eh as empresas, né, assim, os clientes, desde do pequeno porte, médio, né, grande porte, todo mundo tem esse acesso também aí esse trabalho. É, e como você mesmo mencionou, né, a questão dessa capacitação dos funcionários, né, para que eles também e sigam com essa tecnologia, para que eles acompanhem também esse momento, né, esse movimento tecnológico. Sim, com certeza. Eh, nós trabalhamos com empresas pequenas, médias e grandes, né? Justamente as soluções prontas facilitariam as empresas pequenas já poderem adotar a tecnologia. Mas hoje em dia, eh, qualquer pessoa pode utilizar, né, um LLM que é o Lar de Language Moral, que pode ser o Chat Piti, pode ser o Gemenai. E esses sistemas eles facilitam a adoção, mas uma empresa como a nossa ajuda a adoção correta, né? Nós também trabalhamos com parceiros na área de eh governança de IA, né, e na área de educativa. É justamente é para facilitar a adoção da tecnologia dentro da empresa em qualquer nível em que o empresário ou em que o empregado esteja e para não ter medo da tecnologia e boicotar a tecnologia dentro da empresa, né? Então, eh, educamos também os empresários e os CEOs para eles poderem passar mensagem de inovação sem os empregados terem medo de que os vão perder os empregos deles, né? Então, nós educamos como que nós [música] podemos eh viabilizar a tecnologia, facilitar a criação de agentes [música] de assistentes que vão aumentar a a produtividade significantemente sem a eliminação dos empregos. Então, na prática, Ana, explica pra gente o que realmente é essa automação, né, para quem tá em casa, quem de repente tem até uma empresa, né, e precisa colocar em prática também todo esse movimento. Claro. Eh, o processo é simples, né, como eu disse, eh, nós temos um processador de notas fiscais, né, então, nota fiscal, todas as empresas no Brasil lidam com isso. E as empresas é que são, é pequenas e médias, em geral tem um volume alto de notas fiscais. O que que o processador faz? é um programa, né, que [música] é tá na nuvem e lê essas notas fiscais 24 horas por dia e grava essas informações no IRP [música] dentro da empresa. Só que o humano todos os dias tem condição de interagir com o processamento e o humano é que autoriza a gravação dentro do IRP. [música] Então nós eh sempre temos o humano no ciclo, né? as exceções, o humano tem que interagir e o agente faz só isso. Então, um dos problemas que muitas pessoas têm medo com IA é a alucinação, que eles chamam. É quando a IA começa a inventar besteira. é justamente onde nós trazemos esses agentes que são específicos para uma função para não dar erro na operação. E antes dessa implementação, é claro, nós entendemos o problema da empresa. Nós não chegamos com uma solução que você passa o cartão de crédito e você começa a usar no dia seguinte. tem existe, né, um estudo eh capacitório, capacitativo do empresário e do empregado e entendemos qual é a dor. Então, o objetivo é realmente resolver a dor do empresário e se as soluções são realmente simples e fáceis de usar. Ana, então isso eh significa, né, que tanto pra empresa e também para quem tá utilizando, né, o cliente em si, isso é realmente um benefício, porque acaba otimizando também o tempo dessa pessoa, desse funcionário, além de obter resultados melhores em menos tempo, com tempo mais curto. Seria isso mais ou menos? Isso. Justamente. Então, um exemplo de um cliente que é em manufatura, ele tinha a contadora dele fazendo entrada de dados manuais no IRP e eles estavam processando cerca de 2.000 faturas eh por mês, não notas fiscais porque eles estão em outro país. Mas de qualquer forma, a contadora, ela queria est trabalhando na contabilidade, não fazendo entrada de dados. E ela foi uma das pessoas dentro da empresa que realmente queria que o projeto entrasse na empresa para facilitar a vida dela e ela não ter mais que ficar fazendo essa entrada de dados diária. [música] Então o que levava para ela 5 dias hoje leva 5 minutos. Então, realmente aumenta a produtividade, obtém melhores resultados, né? E a entrega muito mais rápida. Justamente. Justamente. Então, as pessoas trabalham mais felizes porque elas não estão sentadas, né, numa mesa fazendo entrada de dado e fazendo um trabalho tedioso todos os dias. E Ana, a falando e agora pra gente encerrar falando das novas tecnologias, né? Eh, essa é só uma das, né? Mais paraa frente, com certeza, outras virão para melhor ainda. Sim, com certeza. É o que eles falam muito hoje é de eh inteligência artificial e genérica. [música] é que é o tipo de inteligência artificial que empresas como [música] SpaceX, né, estão usando em robôs, eh, para que um robô tenha capacidade cognitiva semelhante a [música] um humano. Eu acredito que existe num futuro a possibilidade de humanos interagirem com robôs, sejam robôs virtuais, né, como os agentes de ou sejam robôs físicos, né, com capacidade cognitiva. Eu acredito que a gente eh não tem como escapar desse futuro, mas precisamos ter espaço para [música] justamente nos adaptarmos com essas mudanças. Eu acredito que eventos assim e educação [música] são uma das formas das pessoas conseguirem se adaptar de acordo com a capacidade [música] de cada um, tá certo, Ana? Muito obrigada pela sua participação e pelos esclarecimentos também. Com certeza. Bom, Felipe, a gente fica por aqui e é isso, né? A tecnologia veio e veio para ficar, viu? Volto com você aí no estúdio. Cassi, muito obrigado pelas informações. E tem uma coisa que chama atenção aqui, Samuel. Durante muito tempo, a automação foi associada à indústria e às linhas de produção. Agora, a gente está vendo a inteligência artificial assumir tarefas que envolvem informação, análise e até tomada de decisão. Exato, Felipe. E essa é uma mudança importante. Durante décadas, as máquinas substituíram principalmente o esforço físico. Agora, a IA começa a automatizar parte do trabalho mental. Coisas como triagem de documentos, atendimento ao cliente, análise de dados e produção de relatórios já estão sendo feitas em segundos. Isso não significa o fim do trabalho humano, mas uma mudança no que passa a ter valor, menos tarefa repetitiva e mais capacidade de interpretar, decidir e supervisionar. E tem outro ponto interessante. Quando a gente fala de produtividade, muita gente pensa apenas em reduzir custos, mas a reportagem mostra que a discussão é um pouco mais complexa que isso. Sem dúvida, porque o ganho não está só em fazer mais rápido, está em liberar tempo para aquilo que gera mais valor. Uma equipe que gastava horas organizando informações ou repetindo processos pode passar a se dedicar à estratégia, a inovação e ao relacionamento com o cliente. O desafio agora não é só adotar a tecnologia, é preparar as pessoas para trabalhar ao lado dela. E é por isso que qualificação e aprendizado contínuo estão se tornando tão importantes quanto a própria IA. A discussão não é mais se a inteligência artificial vai fazer parte das empresas. ela já faz. A questão agora é como os profissionais e organizações vão se adaptar a essa nova realidade. E no próximo bloco a gente continua falando de tecnologia, mas agora com foco em um dos maiores eventos do planeta, a Copa do Mundo de 2026. Mas você fica aí porque o Gênios 3.0 volta já. Estamos de volta com Gênios 3.0. E olha, se no primeiro bloco a gente viu como a inteligência artificial está transformando a rotina das empresas, agora a gente vai falar de uma das maiores vitrines tecnológicas do planeta, a Copa do Mundo de 2026. E desta vez a tecnologia não estará apenas nos bastidores. Entre as novidades estão sistemas que criam avatares digitais dos jogadores, ferramentas que analisam milhares de dados em tempo real, recursos que auxiliam a arbitragem em decisões complexas e plataformas que prometem mudar a forma como torcedores acompanham as partidas. Mas o que tudo isso significa na prática? como a IA pode impactar a experiência dos torcedores, os trabalhos das comissões técnicas e até as decisões das arbitragens. Para falar sobre esse assunto, a gente recebe agora Fernando Aguiar. Ele que é professor do curso de ciência de dados e inteligência artificial da PUC Campinas. Fernando, seja muito bem-vindo. Obrigado por aceitar o nosso convite aqui no Gênesis 3.0. Agradeço. Tudo bem, professor? Para começar a nossa entrevista, como você acha que os assistentes virtuais com inteligência artificial e os avatares vão mudar a nossa experiência na hora de assistir os jogos? É, eu acho que vai mudar muito no sentido da câmera, né? Porque a gente consegue ter uma visão ali em 3D, em 360º. Então isso muda muito o meio, né, com que é transmitido, né, a forma como aquilo é transmitido. Acho que isso vai ser um impacto mais direto e muito questões de arbitragem, né? Então a gente já tem aí desde um VAR, várias coisinhas aí que ajudam o jogo a ser um pouco mais justo, né, professor? E a Iá já consegue traduzir e narrar os jogos em tempo real com vozes dos avatares. Isso vai acabar de vez com as barreiras e idioma para quem acompanha a Copa do Mundo. É, eu acho que é de certa forma é uma democratização, né? Ajuda muito a ampliar um meio de transmissão desses jogos. Mas aí nesse aspecto eu sempre sinto que também tem um pouco do da naturalidade, né, de uma narração. Cada pessoa ali, cada narrador tende a pôr a sua própria característica, sua própria assinatura na narrativa. Então não vai ser a mesma coisa, mas de fato vai ser algo muito mais acessível, muito mais amplo, né? Então vai ser muito relevante nesse sentido, sem dúvida. E como funciona a mágica de pegar os movimentos dos jogadores em campo e transformá-los na mesma hora em um jogo virtual ou no metaverso para as pessoas interagirem? Bom, aí, né, se a gente for deixar, tem que deixar um pouco mais mais simples, mas para poder explicar de uma forma mais direta, a gente acaba conseguindo mapear, né? Então a gente consegue travar alguns pontos de interesse. Então no caso do jogador de futebol, você percebe ali, né, posição do corpo, da coluna, do joelho, das pernas, das articulações. E aí com isso a gente consegue mapear a movimentação do jogador, né? Hoje em dia, com técnicas de divisão computacional, a gente consegue eh olhar para esses pontos sem ter uma marcação propriamente dita, né? Antes você tinha que colocar um adesivo ali com uma cor bem distinta, agora isso não é mais tão necessário. Então a gente consegue mapear esses pontos específicos e aí reconstruir com base nesse esqueleto todo o resto do jogador, né? E aí tendo um modelo [limpando a garganta] 3D bem bem bem fiel, né, ao próprio jogador, a gente consegue fazer tanto essa modelagem em 3D paraa câmera 360, quanto pensar aí sobre o impedimento, uma falta, algo do tipo. E aproveitando um pouco da do gancho da sua resposta, professor, como que é feita a coleta dos dados que podem ajudar a saber se um jogador está prestes a ter uma lesão muscular no meio do campeonato? A gente sabe que hoje em dia maior medo do jogador é ele tá lá no meio do campeonato e sofrer alguma lesão e ficar fora de fora do time. Como que funciona essa coleta de dados? Bom, essa coleta de dados ela vai depender de muita coisa, né? Eles naturalmente tem aí um acompanhamento médico, então isso com certeza é entregue algum tipo de de inteligência artificial, né? E também tendo esse mapeamento mais rico, é possível. Não vou saber entrar no pômen menor de como é feito na Copa, né? Mas é bem possível que você consiga mapear ali por padrões de movimentação, começar a anotar, opa, dado um histórico médico, dado a situação, a movimentação dele tá um pouco diferente, talvez seja um sinal de que ele tá, né, forçando um pouco mais um determinado ligamento, alguma coisa e pode levantar um alerta aí de lesão, né? prever, com certeza vai ser sempre um desafio aí em ciência de dados, mas sem dúvida dá paraa gente ter uma previsão melhor, né, ter uma expectativa sobre esses riscos, né? E dá tempo da inteligência artificial analisar o esquema tático do adversário durante o jogo e mandar uma dica pro técnico mudar o time no segundo tempo, como isso funciona? Isso pode interferir no resultado final do jogo? Olha, possível é, né? Mas eu acho que em termos de de aplicação real, eu não sei se isso vai acabar sendo implementado, né? Primeiro que a gente tem um curso para poder fazer essa análise em tempo real. A gente precisaria acompanhar vários jogos e várias tomadas de decisão. Teria que ser um trabalho à parte. E aí eu imagino que traz um pouco de problema pro esporte, né? Porque aí quem acessa essas informações, se for só um conjunto de times, você traz uma vantagem muito forte, né? E se for para todo mundo, será que você não acaba diminuindo o papel do técnico de cada time? Essas diferenças? Acho que aí entra muito mais um diálogo sobre o esporte em si do que sobre a tecnologia, né? Em termos da tecnologia a gente tem o ferramental. Aí é questão mesmo de pôr os dados para rodar, né? Então, aproveitando um pouco o gancho do assunto, isso poderia entrar mesmo numa questão de do uso da inteligência artificial com ética no futebol? Isso pode mexer com a ética do esporte? Sem dúvida, né? Desde desde essas análises para eh verificar se uma jogada foi correta, acompanhamento dos jogadores, armazenamento dessas informações, né? Tudo isso tem que passar por algum tipo de discussão sobre a ética, né, sobre o papel também de cada um do dos integrantes ali, né? O árbitro ele faz parte do jogo, então espera-se uma humanidade, um erro, um acerto, uma capacidade do árbitro ou não. O árbitro só tem o papel de fazer o jogo ocorrer de forma justa, né? Então isso é uma é um debate também muito mais sobre o esporte, né? o que que a gente concebe do papel de cada um dos envolvidos ali, né? Entendi, professor. E o impedimento semiautomático deu que falar nas últimas copas. O que o torcedor pode esperar da evolução dessa tecnologia para 2026? Ficou mais rápido? Bom, sem dúvida melhorou alguma coisinha do que tava, né? Eu acho que a grande questão é que esse tipo de tecnologia ela vai sempre avançando, né? né? Ela tem que ir melhorando, precisa de mais exemplos, precisa de mais testes e no fim do dia precisa sempre ter alguém para arbitrar aquilo e falar: "Não, acho que foi válido, tem evidência suficiente? Não tem. Geralmente os modelos de aprendizado de máquina te dão algum grau de certeza". Então, acho que com um pouco mais de conhecimento por esses testes prévios, né? A tendência é que esteja bem melhor do que tava antes, né? e traga um jogo cada vez mais justo, que eu acho que é o que a gente espera na Copa, principalmente, né? Que todo mundo deêu o melhor e que não seja ali por uma trivialidade que algum time deixou de vencer, né, professor? E todas essas tecnologias que a gente tá está falando aqui nessa entrevista, é uma novidade? Essas tecnologias, elas já estão regulamentadas para serem utilizadas na Copa do Mundo ou a gente está vendo realmente uma novidade? É a primeira vez que a gente vai ver como isso funciona. Bom, é quanto a parte assim de regulamentação, né? Presumo que esteja regulamentado porque é um evento muito oficial e tudo mais. Agora, quanto a à capacidade da tecnologia, a gente já vem tendo, né, avanços nessas áreas já desde aí da década passada, né, 2015 paraa frente, essa parte de visão computacional que tá permitindo isso evoluiu bastante, a nossa capacidade agora de processar dados cada vez em maior volume. Então, é um avanço tecnológico já vem da década passada e aí realmente o questionamento é se foi feito um treino para adaptar para esse cenário, né, que é algo que tá tá evidente que vem sendo feito e trazer essas discussões, né, de poxa, até que ponto rouba o lugar do árbitro, será que vale a pena? Não vale, será que o público gosta, não gosta? pensar também no esporte, não só como algo mecânico ali, mas é um fenômeno cultural, né? As pessoas vem aquele palco, aquele cenário e tem que ser atraente também para quem tá assistindo, né? Entendi. Professor, nós estamos encaminhando para o final da nossa entrevista e quem vai fazer a última pergunta para o professor é o Samuel. E aí, Samuel, qual é a sua pergunta para o professor? Câmeras com reconhecimento facial nos estádios ajudam na segurança, mas e a nossa privacidade? Como os cientistas de dados lidam com esse problemão? Bom, é, aí é uma coisa bem séria, né? A gente tá tendo alguns avanços aí em termos de LGP, então assim, é natural que esses tipos de dados sejam usados para segurança. E sempre existe uma uma discussão social, né? né? Não vou entrar no mérito de um lado ou outro, mas a gente sempre abdica um pouco de liberdade privada, né, sobre uma liberdade social. Então, do mesmo jeito que eu preciso ter uma carteira de motorista para dirigir um carro, é um consenso da sociedade que a gente precisa ter essa segurança, né? Eu acho que no caso de estádios e de um evento como uma Copa do Mundo que vem gente de muito lugar, é uma massa assustadora de pessoas, é natural que precise ter uma uma segurança reforçada. O que é muito importante que seja discutido nesse sentido é o uso desses dados, né? Esses dados vão ser usados pro fim que eles estão sendo, né, que se diz que eles vão ser usados. Não, ele tá sendo usado ali só para validar com uma listinha se você tá na lista ou não tá e tá tudo bem. Agora, se esses dados forem armazenados para usarem em outros cenários, se eles forem usados, seja para treinar uma rede, seja para mapear, né? Opa! Descobri que tal político tava no jogo e não tava em tal canto. Descobri que o Fernando tava em tal jogo e não tava em tal canto. Aí é uma questão séria de privacidade. Então, a grande o grande ponto é que a gente tenha essa clareza e que a gente tem uma regulamentação, a gente tem os mecanismos para validar isso de que o dado que tá sendo coletado ali para fins de segurança seja usado somente para fins de segurança, né? e que isso esteja claro para todos os envolvidos também, certo? Então, professor, muito obrigado pela participação e pelas informações. Agradeço aí o convite, Samuel. Uma coisa que chama atenção aqui é que a gente não está mais falando apenas da tecnologia para assistir ao jogo. Ela passa a interferir diretamente como o futebol é analisado e até arbitrado. Exato, Felipe. E talvez o melhor exemplo sejam os avatares digitais dos jogadores. A FIFA está combinando escaneamento corporal, câmeras de alta precisão e sensores na bola para reconstruir cada lance em três dimensões. Na prática, a tecnologia está tentando reduzir a incerteza em decisões que por décadas dependeram só da interpretação humana. E tem outra questão interessante. Muita gente pensa na IA como uma vantagem para seleções mais ricas, mas pelo que a gente viu, a FIFA também está tentando democratizar o acesso a esses dados. E isso é importante porque historicamente as grandes potências tinham acesso a estruturas de análise muito mais avançadas. Agora, pelo menos na teoria, países com menos recursos vão poder trabalhar com o mesmo volume de dados e a mesma inteligência tática. é um exemplo de como a tecnologia pode ser usada não só para aumentar a performance, mas também para reduzir desigualdades dentro de campo. A Copa de 2026 pode ser lembrada não apenas pelo que acontecer dentro de campo, mas também por marcar uma nova relação entre o esporte, dados e inteligência artificial. E no próximo bloco tem mais novidades do mundo da tecnologia, apps e tendências que estão chamando a atenção nos últimos dias. Mas você fica aí porque o Gênios 3.0 volta já. Estamos de volta agora no último bloco do Gênios 3.0. E olha, se nos dois primeiros blocos a gente falou sobre como a tecnologia está transformando o trabalho, a indústria e até a forma como tomamos decisões, agora é hora de mostrar como a inteligência artificial também está mudando a rotina de quem cria, pesquisa, produz conteúdo e organiza o dia a dia. E a gente começa com uma ferramenta que parece ter saído diretamente de um filme de ficção científica. Whisperflow é um assistente de voz com inteligência artificial que não apenas transcreve o que você fala, mas entende o que você quis dizer. Você pode falar de forma natural, corrigir uma frase no meio do caminho, mudar de ideia ou até dar aquela hesitada clássica. E a IA entrega um texto limpo, organizado e com a formatação adequada para cada contexto. É quase como ter um C3PO particular traduzindo não apenas a sua voz, mas também a sua intenção. E o mais interessante é que essas ferramentas estão mudando a relação entre pensar e escrever. Durante séculos, escrever exigiu uma etapa de tradução entre a ideia e o texto. Agora, a IA começa a encurtar essa distância. A tecnologia deixa de ser só um teclado e passa a funcionar como uma ponte entre o raciocínio e a comunicação. Agora imagina ter um assistente que não apenas responde às perguntas, mas realmente executa tarefas por você. Essa é a proposta do Manus. Diferente dos chatbots tradicionais, ele consegue receber uma missão complexa, abrir o navegador na nuvem, pesquisar sites, analisar dados, montar apresentações e até criar páginas na internet. Para quem é geek, a sensação é de estar cada vez mais próximo dos assistentes digitais que a gente via em filmes como Homem de Ferro ou Minority Report. E isso representa uma mudança importante. Por muito tempo, a IA foi uma ferramenta de consulta. Agora ela começa a virar uma ferramenta de execução. A diferença é que a gente não está mais só pedindo respostas, está delegando processos. E aí surge uma pergunta interessante: Como supervisionar decisões tomadas por sistemas que trabalham de um jeito cada vez mais autônomo? E para fechar, uma ferramenta para quem tem a sensação de que o dia deveria ter mais de 24 horas. Reclime AI é um assistente de agenda que se conecta ao calendário e reorganiza automaticamente a sua agenda. Ela encontra horários para hábitos, estudos, reuniões e momentos de foco, reajustando tudo quando surge um imprevisto. Em vez de você gerenciar o calendário, é o calendário que passa a se gerenciar sozinho. Para quem já assistiu de volta para o futuro, ainda não temos os carros voadores, mas pelo menos a agenda já está tentando se organizar sem a nossa ajuda. E isso mostra como a IA está avançando sobre um dos recursos mais valiosos que existem, o tempo. No fundo, muitas dessas ferramentas não vendem tecnologia, elas vendem a promessa de reduzir a fricção e devolver minutos ou até horas pra vida das pessoas. Samuel, e depois de tudo isso, fica a impressão de que a inteligência artificial está deixando de ser uma tecnologia do futuro para se tornar uma espécie de infraestrutura invisível do presente. Exato, Felipe. Durante muito tempo, a gente imaginou a IA como algo extraordinário, presente em robôs ou em grandes laboratórios, mas o que está acontecendo agora é mais discreto e talvez mais profundo. A IA está se incorporando às pequenas decisões, a forma como escrevemos, aprendemos, organizamos o tempo e produzimos conhecimento. No fim, a questão não é mais o que a tecnologia consegue fazer, a questão é como a gente vai escolher usar ela. E é com essa reflexão que os Gênios 3.0 vai ficando por aqui. Eu agradeço a sua audiência e te espero no próximo programa. Lembrando, você que quer conferir outros episódios dos Gêmeos ou até mesmo os episódios antigos, você pode conferir no YouTube, no canal TV Câmara Campinas ou no site tvcamaracampinas.com.br. Até mais. [música] เฮ [música] [música] [música] [música]