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Genius 3.0 | IA e o Risco de Falsa Competência
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Genius 3.0 | IA e o Risco de Falsa Competência

56 views Publicado há 2 semanas HD · 35:15

Descrição do vídeo

No Genius 3.0, Felipe Gomes e Samuel mostram como tecnologias que muitas vezes atuam nos bastidores impactam áreas como saúde, indústria, educação e logística. Nesta edição, nossa equipe visita o FITec, instituto referência em pesquisa, desenvolvimento e inovação, além de um debate sobre um tema atual: a inteligência artificial está democratizando o conhecimento ou criando uma sensação de competência?

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Olá, seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda. Começa agora o Gênios 3.0, o programa que fala de tecnologia, informação e inteligência artificial, mas sempre com olhar sobre como tudo isso impacta nossa vida. E claro, eu não estou sozinho. Quem está comigo nessa bancada é ele, meu parceiro digital, o Samuel. E aí, Samuel, preparado para mais uma? Como você tá? Sempre pronto, Felipe. E o legal do programa de hoje é que a gente vai falar de uma tecnologia que muitas vezes trabalha nos bastidores, mas que está presente em áreas como saúde, indústria, logística, educação e até na forma como as empresas tomam decisões. E fica a pergunta: quanto dessa tecnologia que muda o nosso dia a dia a gente realmente consegue enxergar? Calma aí, Samuel. não conta o programa inteiro para o pessoal ficar com a gente até o final. Mas aproveitando o spoiler, olha só o que a gente preparou para hoje. [música] A nossa equipe foi conhecer de perto o trabalho do FITEC, o Instituto de Ciência e Tecnologia com mais de três décadas de atuação em pesquisa, desenvolvimento e inovação. E tem ainda uma entrevista especial sobre um dos debates mais importantes da inteligência artificial hoje. A IA está democratizando o conhecimento ou criando uma sensação de competência. E claro, tem também as dicas tecnológicas da semana com ferramentas, novidades e inteligência artificial aplicada na sua rotina. [música] E vamos começar o programa falando sobre uma tecnologia que muitas vezes funciona nos bastidores, mas está sempre em áreas como saúde, energia, telecomunicações, indústria e logística. A nossa equipe foi conhecer de perto o FITEC, um instituto de ciência e tecnologia criado na década de 90 e que ao longo dos anos tem desenvolvido soluções em áreas como inteligência artificial, internet das coisas, ciência de dados e automação industrial. Quem conta tudo para a gente é a repórter Cassiane Alves. Cassi, conta pra gente tudo que você descobriu aí. Exatamente, Felipe. Estamos aqui na AFITEC, que é um instituto, né, de ciência e tecnologia, e vamos conhecer de perto o laboratório 4.0, onde eles desenvolvem aí vários projetos de pesquisa. Quem vai conversar com a gente e vai mostrar um pouquinho desse universo, né, de inovação e tecnologia, é o CEO da FITEC, José Luiz de Souza, que já está aqui ao meu lado. Tudo bem? Seja muito bem-vindo. Obrigado. Tudo bem com você? Tudo certo. Bom, pra gente começar. Essa aqui não é só uma unidade, né? Existem várias espalhadas aí pelo Brasil, né, José? Nós temos cinco unidades no Recife, em Manaus, aqui em Campinas, em Belo Horizonte e São José dos Campos. Duas, portanto, aqui no estado, né? E assim, né, pra gente falar um pouquinho sobre inovação, desenvolvimento, tecnologia, né, quais são as áreas hoje, né, de pesquisa que vocês desenvolvem para as empresas, falando um pouquinho sobre os clientes e também nessa questão das indústrias também, né? São todos os nichos. Bom, primeiro a gente desenvolve muito, muito, muito equipamento completo, né? equipamento de telecomunicações, equipamentos médicos, equipamento completo, fim a fim, né, do zero desde a pesquisa até, né, o o equipamento está em produção e sendo vendido. E depois tem outras coisas que a gente também faz em diversos ramos também. Os ramos principais são telecomunicações, saúde, agronegócio, né, mais voltado paraa biotecnologia e tal, né? E tem também muita transformação digital, muitas outras coisas. Tecnologias são essas daí, né? Tecnologia de conectividade, 4G, 5G, Wi-Fi, Lora, tem um monte um monte de nome bonito, mas todo tipo de de conectividade também. A gente desenvolve processos industriais, transformação, né? transformação digital, essas coisas. Então, o mundo da IA é aqui conosco, né? Inteligência artificial é é nosso. Também temos um já um início bem feito na em computação quântica. Então essas são novas tecnologias que estão aí à nossa disposição, mas projetos assim muito mais eh profundos em tecnologia é que a nossa especialidade, o que a gente chama de projetos e e soluções de missão crítica, daquelas coisas que não podem parar, etc. Uma delas tá aqui, o laboratório de indústria 4.0, que tá aqui bem mostrando pra gente, onde a gente tem uma linha de referência, né, para fazer todo o desenvolvimento pra indústria que não pode parar enquanto você desenvolve. Então, a desenvolve aqui depois numa pequena parada na indústria, a gente implanta aquilo que foi desenvolvido e bota para funcionar. Legal. E a tecnologia, né, expandindo cada vez mais, né, vários setores, principalmente falando também do agronegócio, que tem [música] se intensificado bastante, né, no uso desses maquinários, da tecnologia. Fala um pouquinho sobre os trabalhos também para esse segmento. Nesse segmento, a coisa é conectividade, né? Porque eles têm bons processos e eles já têm boas máquinas também para para executar o serviço, tanto de plantilho quanto de colheita e tal, mas tem outros truques, né? Tem o quando plantar e como plantar, né? Qual o momento certo, qual o momento de colher? Então, para isso, nós desenvolvemos sistemas, por exemplo, que faz o seguinte: você tem um monte de conectividade IoT, que são sensores que tem lá no no meio do campo, né? E que você pega o quê? pega qualidade do solo, você pega umidade, você pega pragas, tudo que existe de de importante, junta tudo isso numa bigá e dá a solução pro agricultor saber qual o melhor para plantar, o que plantar, etc. Tá? Então, para diversas culturas, pr pra soja, para milho, para café, pr para essa tralha inteira, é um trabalho grandioso, uma equipe bastante grande, né? E também falando de um sistema para caminhões, né, caminhões de grande porte também entra um pouquinho em detalh sobre isso. Bom, então aqui o primeiro um projeto com a Nokia que a gente se orgulha muito, né? A gente nasceu meio que que do Bel Lebes da né? E continua com eles, que é muito bom, né? Eles são um instituto que fantástico, que inventaram transistor, inventaram comunicação por [música] satélite, inventaram tudo, celular, inventaram tudo. E são também o dono, os donos do Unix, né, que gerou todo o que tem por aí, inclusive Android, iOS, essas coisas todas. Caras muito, muito importantes no mundo da tecnologia e a gente é parte disso, [música] a gente se sente muito feliz. Esse projeto é um projeto que, primeiramente vai em caminhões, né, daqueles bens caminhões grandões, enormes, né, que transportam mina, que você tem, que estão na mina, transporte da mina, que pega todo o material coletado da mina, vai pro caminhão, o caminhão vai andando com todos os sensores, com tudo que precisa ter de informação do caminhão. Para quê? Para não consumir tanto combustível, né? para para se ter uma uma qualidade de operação melhor, seja o caminhão com motorista ou sem motorista, autônomo ou não, mas tá lá o nosso equipamento, né, lá com desenvolvido com a Nokia para para isso, né? E esse mesmo equipamento já tá sendo levado para outras atividades, já tá sendo levado também para paraa área de de exploração [música] de de petróleo. Já tá indo para outras áreas que que as áreas que que requerem esse tipo de de coisa que tem que rodar 24 horas sem pifar, tem que colher informações e tem que dar todo o suporte, né, de dados com qualidade pra tomada de decisão. Então é muito é muito relevante. Esse é quente. [risadas] E essas eh inovações, essas tecnologias, elas vêm justamente para otimizar aí o tempo, ter também flexibilização, né? Como que funciona no sentido assim como se mesmo aqui da FITEC? Aí é uma coisa o seguinte, que que se busca com isso tudo, né? Se busca produtividade, óbvio, né? Se se busca eh mais conforto pro ser humano que trabalha nas funções, né? Na indústria 4.0 você tem muito mais conforto do que um trabalho puramente manual, que a pessoa fica toda torta, que tem que, né, que cuidar, que tem que fazer um monte de exercício todo dia para ajustar a coluna. Não precisa disso, né? Você cria uma um ambiente de trabalho muito mais adequado. Assim como no mundo da computação nos escritórios, isso foi se aprimorando. Cadeiras melhores foram sendo desenvolvidas para evitar esses traumas todos de de pessoas. Mas produtividade é relevante, é muito relevante a questão de custos. Você tem que procurar sempre diminuir custo, porque tem sempre um concorrente que quer fazer melhor do que você, você tem que ser melhor, né? Então é muito esse tipo de de incentivo que tem, mas muito muito muito nesse mundo moderno, inclusive muito aplicado a IA, é a tua satisfação do teu cliente, né? Não só a satisfazão do cliente para quem você vende, mas também do cliente, do teu cliente, sabe? A gente costuma dizer que o que a gente faz e que vende para empresas depois no final, essa empresa vende para outra empresa, mas quem usa é o cliente daquela empresa. Então tá lá no quarto, né, no quarto grau já da equação. Então é bem assim, tudo que a gente desenvolve a gente não vende. A gente desenvolve para alguém fabricar, para alguém comercializar ou pra melhoria de processos de quem nos contratou. Nós não temos nenhum produto no mercado nosso, mas os nossos clientes sim têm. Vendendo [música] para cliente, só vendendo pro público diretamente. Então a festa é grande, mas tem benefícios assim muito grande, muito grande nesse contexto, né, de satisfação do cliente, do bem-estar do do pessoal da tua empresa, dos colaboradores, o bem-estar dos acionistas também com melhores custos e melhores margens, né? essas coisas que que tornam o business mais amável, mais agradável, né? Tá bom. E existe muita competitividade, né, no mercado diante disso, né? Como que é então esse cenário daqui paraa frente, pensando, né, na tecnologia, porque a transformação ela acontece todos os dias, né? Olha, a gente costuma dizer o seguinte, quem não tiver inovando já está morto faz tempo, tem que inovar todo dia, né? Tá? E inovar é isso, né? é você repensar e procurar misturar o teu pessoal, as ideias o máximo possível para que as ideias que surjam do time, né, sejam ideias que de fato se apliquem às necessidades práticas de quem quer competir. É isso. E hoje aqui também vocês têm a impressora 3D, né, falando um pouquinho delas também, que já tem bastante aí já também no mercado, já tá se desenvolvendo, né? Tem bastante. Bom, a gente usa bem para isso, né? para otimizar o serviço da gente, que a gente pode fazer mais rápido ou menos rápido se usa, né, essas técnicas, essas novas tecnologias ou não, a gente usa todas. Então, quer dizer, a impressora 3D é uma delas que já tá algum tempo acompanhando a gente, mas ela é fundamental pro nosso trabalho para agilizar a conclusão dos projetos, né? Aí você viu ali alguns exemplhos que depois você pode filmar um pouquinho, mostrar que você vai ver que é que é muito interessante. Por acaso ela tá rodando agora. Parece barulhinho aí de fundo. É isso, né? Tá certo. Então, José, muito obrigada pelas suas explicações pra gente conhecer um pouquinho, né, sobre esse universo da tecnologia que não para por aqui, né? Ah, por favor, dê mais uns girinhos por aqui. Tem coisas interessantes, como nossos projetos de respiradores pulmonares, né, que são são projetos muito interessantes e outros projetos de saúde com tótem, [música] né, de de saúde muito interessante. Você v dar um dá um passeio por aqui que você vai gostar. A área de saúde também já implanta bastante, né, sobre eh mãos, né, já, tudo isso já tá entrando também no gargalo da saúde para exames, né? São áreas que a gente tem muito concentradas na nossa unidade de Belo Horizonte, aqui em Campinas e também em São José dos Campos, né? Tá? E outras áreas varia por de uma Fitec [música] para outra, mas é tudo mesmo. Todas são Fitec Labs. Tá bom? Muito obrigada, viu, José, pelas explicações. Bom, tá aí, então, Felipe, a gente conheceu um pouquinho do universo da tecnologia, mas é claro que tem muito mais. Então a gente vai continuar aqui, né, aproveitando, conhecendo um pouquinho mais e eu volto com você aí no estúdio. C, muito obrigado pelas informações. E tem uma coisa que chama muito atenção aqui, Samuel. Muitas vezes, quando a gente fala de inovação, a imagem que vem à cabeça é de uma grande empresa de tecnologia ou de um laboratório distante da nossa realidade. Mas pelo que a gente viu, existe uma pesquisa aplicada sendo feita aqui no Brasil, impactando áreas muito concretas do dia a dia. Exato, Felipe. E o Fitec mostra uma coisa importante. Inovação não é só ter a ideia, é colocar em prática. Quando um instituto desenvolve tecnologia para áreas como energia, telecomunicações, saúde e automação industrial, ele transforma a pesquisa em soluções que chegam de verdade no nosso dia a dia. E tem um número que ajuda a dimensionar isso. O FITEC já participou de mais de 600 projetos de pesquisa e desenvolvimento com soluções aplicadas em mais de 25 países. Ou seja, muita tecnologia que a gente usa ou da qual depende pode ter passado por pesquisa feita aqui no Brasil. E tem um outro ponto interessante. O FITEC não fala só de desenvolvimento tecnológico, mas também de responsabilidade social e sustentabilidade. No momento em que muita gente discute o impacto da tecnologia no mundo, isso passa a ter um peso importante. Não, Samuel ganha muito, Felipe, porque hoje a discussão não é só sobre criar tecnologia, mas sobre o impacto que ela gera. Quando a gente fala em eficiência energética, descarbonização e uso mais consciente dos recursos, a inovação passa a ser também uma questão de responsabilidade. No fundo, a pergunta deixa de ser apenas o que a tecnologia consegue fazer e passa a ser como ela pode de fato melhorar a vida das pessoas. Isso significa que a tecnologia deixa de ser só uma questão de modernização e passa a envolver também escolhas sobre o tipo de futuro que a gente quer construir. E no próximo bloco, a discussão continua, mas agora com foco na inteligência artificial e num debate que está mexendo com o mercado de trabalho. A inteligência artificial está democratizando o conhecimento ou criando uma sensação de falsa competência. Mas você fica aí porque o Genius 3.0 volta já. [música] Estamos de volta com Gênios 3.0. E olha só, se no primeiro bloco a gente viu como a tecnologia transforma processos e setores inteiros, agora a discussão é sobre uma mudança que já está acontecendo no dia a dia de milhões de pessoas. A inteligência artificial generativa está mudando a forma como as pessoas trabalham, produzem e tomam decisões. Hoje, um usuário consegue criar contratos, campanhas, análises financeiras, apresentações e até conteúdos técnicos com apoio da inteligência artificial, muitas vezes sem formação especializada, mas isso levanta uma questão importante. A tecnologia está democratizando o conhecimento ou criando uma sensação de falsa competência. E para falar sobre esse assunto, a gente recebe agora Celso Camilo, professor de inteligência artificial da Universidade Federal de Goiás, pesquisador e especialista na área. Professor, seja muito bem-vindo ao Gênios 3.0. Eu que agradeço a participação, fico lungiado e tô à disposição aí pra gente bater esse papo. Professor, pra gente começar, quando a gente fala que a IA está criando uma geração de especialistas sem formação, do que estamos exatamente falando? Na verdade, a está empoderando as pessoas com resultado de especialista. Não necessariamente as pessoas estão ficando especialistas. E isso era previsto, né? Não tem nada de novidade. A consegue que as pessoas terceirizem as atividades para que sejam desenvolvidas. Então, quando a pessoa terceiriza, naturalmente ela eh não usa as suas habilidades, as suas competências e acaba esfriando a sua capacidade de crítica. Então, naturalmente, quando a IEL faz, a pessoa pede aquela habilidade, aquela competência. Então, no final do dia, as pessoas conseguem fazer porque aí a fazem por elas, mas o resultado vem, né, o resultado especialista vem, mas sem ela e ter necessariamente o domínio, o conhecimento eh da da habilidade da da necessidade a desenvolver. exemplo, hoje em dia já é possível criar um contrato sem ser um advogado e um contrato muito bem feito. Hoje em dia já é possível decorar uma casa, um ambiente sem ser arquiteto. E assim a gente tem nempos, as pessoas são leigas, não é, mas elas obtém resultado especialista e isso, evidentemente traz a sensação de mais empoderamento. Agora, o que essas pessoas vão fazer com esse resultado? tem que ser questionado, porque muit das vezes o especialista não é só produzir o resultado, mas é avaliar o resultado, ter o senso críticoal para ver o impacto que vai ter também no seu contexto. Você citou aí um exemplo de que contratos estão sendo feito, advogados estão usando a inteligência artificial para eh redigir processos. Quais são os riscos que isso envolve por uma feito por uma inteligência artificial? Então, eh, você tem dois pontos importantes. Quando o próprio especialista usa IA para ter um resultado um pouco mais acurado ou uma velocidade maior de produção. Então, você tem um aumento produtivo a partir do uso da IA pelo especialista. E aí o risco é esse especialista terceirizar de forma cognitiva a criação. Então, de tempos em tempos ele para de pensar ou de criticar porque ele acostumou com a criação da IA. Esse é ponto um, o especialista usando a IA para aumentar a produtividade. O risco dois ou o ponto dois é o leigo. O leigo ele vai usar IA e vai ter o resultado de especialista. Então ele é leigo, ele não é formado em direito, não é bacharel em direito, ele simplesmente usou a IA para criar um contrato a partir de requisitos. Ele vai ter o contrato, a questão é, ele vai saber avaliar o resultado do contrato, o impacto do contrato. E isso eu não tô dizendo que é negativo ou positivo, é fato. As pessoas estão fazendo isso e elas são empoderadas de resultado especialista. Muitas das vezes não vai ter problema nenhum, né? E a questão é eh qual o limite ou qual é o risco que essas pessoas podem correr e se elas toleram esse risco, tendo ciência e consciência que existe o risco e esse risco sendo mitigado, é assim que vai acontecer daqui paraa frente. Mas a gente precisa só constatar que tem dois pontos. Um é o especialista usar e tem os efeitos positivos e os colaterais. E outra coisa é o leigo usar que também tem o efeito positivo e os efeitos colaterais. Mas ambos vão usar e cada vez mais, inclusive as mais modernas e mais curadas. Aproveitando um pouco o gancho da sua resposta, uma pessoa sem o domínio técnico, ela pode então gerar resultados com aparência profissional. Mas como que a gente pode fazer para identificar quando existe uma falsa sensação de competência? Muito difícil, né? Porque se a pessoa não tem o senso crítico para eh produzir aquele material, ela dificilmente vai ter o senso crítico para avaliar aquele material, né? Eh, o fato é que a gente vai conduzir vários processos sem criticidade, né? Sem análise crítica. Isso a sociedade vai acostumar com ela, né? Não é novidade, não é só a IAG tá fazendo isso. Outras tecnologias também fizeram isso. As pessoas foram abstraindo a capacidade de produzir e analisar e entregando pra máquina pra máquina fazer com o benefício da da aceleração do processo, né? Aumento de produtividade. Vai ser mais um caso. A IA evidentemente vai aumentar muito esses casos, né? quantidade de uso e delegação e e terceirização cognitiva. E é um um alerta que as pessoas precisam eh medir custob benefício, até que ponto entregar sem análise crítica vai ter algum tipo de risco. Com a melhoria da acurácia da IA, esse risco vai diminuindo também, né? A IA vai cada vez sendo mais assertivavel, mais assertiva. Então, do ponto de vista social, o risco começa a ficar mais reduzido. Eh, do ponto de vista pessoal, a pessoa precisa, evidentemente, eh, pensar um pouco sobre como vai conduzir o desenvolvimento cognitivo próprio, né? Se não vai ter desafios, se não vai ter um estudo, o que que vai ajudar ela a desenvolver individualmente o seu cognitivo? Professor, e os dados mostram que quase 30 milhões de trabalhadores brasileiros já estão em ocupações com algum grau de exposição AIA generativa. Na prática, isso tende a mudar o mercado de trabalho nos próximos anos? Sem dúvida, sem dúvida. O mercado de trabalho eh vai ter novas tarefas serem desenvolvidas por humanos e outras desnecessariamente desenvolvidas por humanos vão ser vão ser assumidas pelas máquinas. Mas isso também eh olhando pelo lado positivo, né, pelo copo mais cheio, eh é natural que a gente também delegue algumas coisas, algumas tarefas que eram robóticas, né? Eu costumo dizer que a máquina vai ficar com a escala, o humano deve ficar com o escaço. Então assim, a gente deve delegar pra máquina o que era da máquina. A gente desde a revolução industrial colocou humanos para fazer coisas que é de máquina, repetitivo, eh, exustivo, cansativo, eh, com danos físicos, inclusive a gente realmente tem que entregar muitas coisas paraa máquina. E agora a questão é, a gente vai ter que trazer o humano posição de humano. E essa é uma outra formação, como é que esse humano vai voltar a ser humano. Mas não tenha dúvida que o mercado de trabalho vai mudar, está mudando, cada vez mais a gente vai entregar para ir a tarefas que hoje são feitas por pessoas e que não deveriam ser feitas por pessoas, né? Assim, tem muita coisa, tem muita tarefa repetitiva, tem muita tarefa eh criativa, mas sem um grau de complexidade, tem muita tarefa que é falta ineficiência do próprio software de integração, entre eles que a gente coloca o humano para fazer essas pontes, né? pegar documento de um lado, passar pro outro, sem necessidade. É uma ineficiência do próprio software que foi um buraco que foi tapado pela pela recurso humano. Imagina alocar bilhões de neurônios para uma tarefa que é ineficiente, a ineficiência da máquina provocou, a gente tem que consertar a máquina e a gente tá fazendo isso com a professor, quando a gente fala de momentos de transições como esse que a gente está passando agora com a inteligência artificial, o senhor mesmo se torna a sua resposta à questão da revolução industrial, são momentos que muitas vezes são difíceis eh realizar essa transição. Eh, na história da humanidade, tem como fazer alguma contenção ou para que isso seja menos doloroso paraa população? Excelente pergunta. Eh, sem dor é impossível. Toda mudança, grande transformação, grande revolução, gera algum grau de dor. Mas, evidentemente que a gente precisa preocupar e ter políticas públicas, sociais, análise ética para conseguir mitigar, minimizar essas dores sociais, né? Não tenha dúvida, tem que haver os suportees, tem que haver capacitação. Esse é um grande gargalo. A gente antes mesmo da IA tinha um excesso de vagas abertas e um monte de pessoas desempregadas. Então quer dizer, antes mesmo da IA já tinha essa lacuna. Por que que a gente não dava capacitação? Por que que a gente não dava formação? E isso é uma coisa que a gente tem que aprender a fazer de forma acelerada, inclusive usando a IA. Então mais capacitação, né? mais treinamento, diferenciação e políticas públicas para abarcar melhor essas pessoas que eventualmente vão ficar desamparadas por esses janelas, mudanças temporais. Então a gente tem que melhorar sim desde a política pública até o setor privado com essa esse mecanismo de proteção, né, esse colchão de proteção para essa geração que tá chegando para essas novas atividades. Professor, e para encerrar a nossa entrevista, quem vai fazer a pergunta para o senhor agora é o Samuel. Fala aí, Samuel, qual é a sua pergunta para o professor? Professor, durante muito tempo, o conhecimento especializado esteve ligado ao tempo de formação, à experiência e ao repertório técnico. Agora, a IA começa a encurtar parte dessa distância entre o leigo e o especialista. Na sua visão, o grande desafio do futuro vai ser aprender mais ou aprender a questionar melhor aquilo que a tecnologia entrega pra gente. O desafio do futuro é voltar a ser humano. E o humano com toda a sua complexidade, né, os seus pós, os seus contras, a gente foi anulando o humano e consequentemente a gente reduziu o senso crítico, a gente reduziu a capacidade de pensar, a gente reduziu a capacidade de sentir. Então, eu acho que o desafio do próximo da próxima geração ou do próximo século é voltar a ser humano, né? estabelecer as características que nos tornam humanos e usufruir delas para aplicação na sociedade. Então, resumidamente, são soft skills. Se a gente trabalhar melhor as soft skills, as hard skills, elas deveriam vir eh também a rebox da soft skills e com certeza vão ser muito eh utilizadas junto com as ferramentas como a IAP. Tá certo? Então, professor, muito obrigado e obrigado pela disponibilidade de conversar com a gente, tirar nossas dúvidas e trazer todas essas explicações para a gente. Eu que agradeço. Eh, fico à disposição aqui para as próximas. Grande abraço a todos. Obrigado, professor. Samuel, tem uma coisa que chama atenção aqui. Pela primeira vez, muita gente consegue produzir resultados com cara de especialista, sem necessariamente ter o conhecimento de um. Exato, Felipe. E talvez o ponto central aqui seja a diferença entre executar e compreender. A Ia consegue ajudar uma pessoa a produzir um texto, um contrato ou uma análise, mas entender se aquilo está correto, se é seguro e se faz sentido, isso continua sendo uma responsabilidade humana. Ou seja, o desafio não é só ter acesso à tecnologia, mas saber usá-la com critério. Exato. Porque o futuro talvez não seja dividido entre quem usa IA e quem não usa, e sim entre quem usa a tecnologia para ampliar o próprio raciocínio e quem simplesmente terceiriza o pensamento. E no próximo bloco a gente sai das grandes discussões, mas continua falando de tecnologia. No dia a dia tem dicas, ferramentas e novidades da semana, mas você fica aí porque o Genius 3.0 volta já. Estamos de volta com Gênios 3.0. E olha só, se nos dois primeiros blocos a gente falou sobre como a tecnologia está transformando o trabalho, a indústria e até a forma como tomamos decisões, agora é hora de mostrar como a inteligência artificial também está mudando a rotina de quem cria, pesquisa, produz conteúdo e organiza o dia a dia. E a gente começa com a novidade da meta, que parece quase uma volta ao passado, ou talvez uma tentativa de salvar o futuro das redes sociais. Lançado recentemente, o Instance chega com uma proposta bem diferente, menos filtro, menos produção e mais vida real. O recurso funciona dentro das mensagens do Instagram e também como app independente. Mas tem uma regra importante, não vale foto da galeria, não tem filtro e nem edição. Você abre a câmera, registra o que está acontecendo exatamente naquele momento. As imagens expiram, o compartilhamento é restrito e o sistema até bloqueia prints de tela. É quase um modo antiinet artificial. A sensação é quase como voltar à época das redes mais espontâneas antes do feed virar uma versão digitalmente perfeita de Black Mirror. E o paradoxo é interessante, Felipe. Ao mesmo tempo em que as Big Techs investem bilhões em avatares e a generativa e conteúdos super produzidos, elas também começam a criar espaços que tentam resgatar a autenticidade. No fundo, é como se a internet estivesse tentando recuperar algo que ela mesma ajudou a perder, a sensação de que existe uma pessoa real do outro lado da tela. Agora, se você sempre quis produzir música, mas achava que precisava passar anos aprendendo software complexos, talvez o Google tenha uma novidade para você. O Flow Music, nova ferramenta baseada na IA musical Liria 3, funciona como um estúdio virtual inteligente e o mais curioso é o jeito como você cria. Dá para conversar com a Iá como se ela fosse um produtor musical. Você pode descrever a vibe da música, cantar olar uma batida ou simplesmente dizer: "Quero uma trilha anos 80 com piano, sintetizador e clima de filme de ficção científica". E o mais interessante aqui é que a IA começa a derrubar uma barreira histórica, a distância entre ter uma ideia e conseguir colocá-la em prática. Antes existia um gargalo técnico. Hoje muita gente consegue tirar um projeto da cabeça mesmo sem saber mixar, tocar um instrumento ou escrever uma partitura. A questão deixa de ser você sabe fazer e passa a ser você sabe o que quer criar? E para fechar, uma dica que pode salvar a vida de quem procrastina ou simplesmente olha para uma lista de tarefas e já quer desistir. O Goblin Tools é um app que usa IA para quebrar grandes tarefas em microetapas. Você escreve algo como organizar a viagem, arrumar o guarda-roupa ou fazer um relatório e ele transforma isso num passo a passo simples e executável. É basicamente como ter um Jarves do Homem de Ferro, mas ao invés de salvar o mundo, ele te ajuda a responder e-mail e parar de adiar as coisas. E isso diz muito sobre o momento da IA, Felipe. Durante muito tempo, a gente imaginou a inteligência artificial resolvendo os grandes problemas do futuro. Mas talvez a verdadeira revolução esteja nas pequenas coisas. ajudar a organizar o dia, reduzir a sobrecarga mental e transformar uma tarefa difícil em algo possível de começar. Samuel, depois de tudo isso, fica uma sensação interessante. A inteligência artificial está cada vez mais presente nas pequenas escolhas do dia a dia, na forma como a gente se comunica, cria, organiza o tempo e até lida com a própria criatividade. Exato. E talvez a grande questão não seja mais se a IA vai fazer parte da nossa vida, porque ela já faz. A discussão agora é outra. Como a gente usa essas ferramentas sem deixar que elas ocupem o lugar da nossa curiosidade, do nosso critério e até da nossa capacidade de errar e aprender. No fim, talvez o futuro mais inteligente não seja o das máquinas mais poderosas, mas o das pessoas que aprendem a conviver melhor com elas. E é com essa reflexão que o Gênios 3.0 vai ficando por aqui. Eu agradeço a sua audiência, mas te espero no próximo episódio. Até mais. [música] [música] [música] [música] [música]
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