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Genius 3.0 | Uso da inteligência artificial na agricultura
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Genius 3.0 | Uso da inteligência artificial na agricultura

37 views Publicado 17/05/2026 HD · 39:08
Resumo editorial

O programa Genius 3.0 visita o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) para conhecer um laboratório de agricultura vertical indoor com iluminação artificial em LED. O pesquisador Luiz Felipe, coordenador do laboratório de cultivo indoor do Centro de Horticultura, explica como o sistema permite produzir plantas e mudas em sala fechada com fertirrigação e luz LED — tecnologia que só ficou viável com a popularização dos LEDs, em substituição às antigas lâmpadas de vapor de sódio. O programa também discute o uso da inteligência artificial no agronegócio.

Descrição do vídeo

No episódio de hoje do Genius 3.0, mostramos como tecnologia, agricultura e inteligência artificial estão cada vez mais conectadas. Nossa equipe foi até o Instituto Agronômico de Campinas para conhecer de perto um laboratório de agricultura vertical indoor, que utiliza iluminação artificial em LED para cultivar hortaliças em ambientes controlados, com foco em produtividade, redução de perdas e sustentabilidade. Você também acompanha uma entrevista exclusiva com Fernando Esmaniotto, CEO da Bluelogic Sistemas, sobre uma plataforma de inteligência artificial que já está sendo testada no Paraná para interpretar dados agrícolas, climáticos e ambientais em tempo real, ajudando técnicos e produtores rurais na tomada de decisão no campo.

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Olá, seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda. Começa agora o Gênios 3.0, zero. Programa que fala de tecnologia, informação e inteligência artificial, mas sempre com olhar sobre como tudo isso impacta nossa vida. E claro que como sempre eu não estou nessa sozinha. Quem está comigo é o meu parceiro de bancada digital, o Samuel. Fala aí, Samuel, como você tá? Sempre pronto, Felipe. E o programa de hoje tem um tema bem especial. A gente vai falar de uma tecnologia que está transformando uma das relações mais antigas da humanidade, que é a forma como a gente produz alimento. Da agricultura em ambientes controlados, ao uso da inteligência artificial, analisando dados do campo. O que a gente está vendo é o surgimento de uma produção cada vez mais conectada, mais precisa e cada vez mais dependente de informação. Calma aí, Samuel. Não conta o programa inteiro pro pessoal ficar com a gente até o final. Mas aproveitando o spoiler que meu amigo deu, olha só o que a gente preparou para hoje. [música] A nossa equipe foi conhecer de perto um laboratório que pesquisa um modelo de produção que parece cada vez mais próximo do futuro, a agricultura vertical. E tem ainda uma entrevista especial sobre o uso da inteligência artificial no agronegócio. E além disso, eu e Samuel trazemos, como de costume, aplicativos de inteligência artificial que já estão presentes no nosso dia a dia. E vamos começar o programa falando sobre um modelo de produção que mistura agricultura, ciência e tecnologia. A nossa equipe foi até o Instituto Agronômico aqui em Campinas para conhecer de perto um sistema de agricultura vertical indoor com iluminação artificial em LED. Quem vai mostrar tudo isso pra gente é a repórter Camila Borges. Camis, conta aí tudo que você descobriu no instituto. Oi, Felipe. E oi também para você que está acompanhando Gênos 3.0. É isso mesmo. Eu estou aqui no laboratório indoor do Centro de Horticultura do Instituto Agronômico de Campinas. E aqui eles estão desenvolvendo um cultivo indoor, ou seja, as plantas crescem em ambiente fechado, totalmente controlado e com luz artificial de LED. E para explicar um pouco melhor sobre essa pesquisa, eu estou aqui com o professor Luiz Felipe. Luiz, muito obrigada por aceitar o nosso convite e seja bem-vindo. Oi, Camila, tudo bem? Oi, pessoal, tudo bem? Nós estamos aqui hoje e agradeço a oportunidade de mostrar um pouquinho do nosso trabalho. Eu sou pesquisador aqui do Instituto Agronômico dentro da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo. Eu sou coordenador do laboratório de cultivo indoor. Então o que que nós fazemos aqui? Basicamente nós trazemos a planta para uma sala fechada com standes verticalizado. E como que isso é possível? Nós estamos num programa de tecnologia, né, com novas tecnologias. Nós colocamos luzes, colocamos irrigação ou fertil irrigação, que é a água mais os nutrientes. E com isso nós produzimos as plantas aqui. E nós podemos produzir outros tipos de insumos para agricultura também, como mudas. E essa tecnologia só é possível, pois muito recentemente os LEDs entraram no mercado como uma opção. Antes nós tínhamos lâmpadas de vapor de sódio, elas esquentavam muito e elas dissipavam muita energia, então a gente não conseguia produzir. Uhum. E por que essa tecnologia tem chamado tanta atenção também? Ela está em desenvolvimento, né? Isso, Camila. Ela tá em desenvolvimento ainda. Ela é uma tecnologia que no mundo tem uns 10 anos, aqui no Brasil uns 5 anos. O laboratório inauguração dele é recente, é de 2022. E por que que ela é recente, né? Justamente por causa da iluminação. Os LEDs eles estão cada vez com um custo menor e nós conseguimos acessar isso na agricultura aqui e proteger essas plantas aqui dentro pra produção. Sim. E professora, em termos de produtividade, né, o quanto esse sistema eh ele pode se comparar com o tradicional? [música] É uma pergunta muito interessante, Camila. Por quê? Quando nós levamos a planta lá fora, nós temos na agricultura a planta faz a fotossíntese. O que que é a fotossíntese? Ela pega energia luminosa e transforma em energia química. E ela fixa esse carbono e ela ganha massa, ganha produção, ganha volume, né? E o que acontece quando eu vou lá na parte exterior? Eu tenho muitas vezes excesso de temperatura e excesso de luz e a planta para de trabalhar. Ela se protege do calor excessível, se protege da luminosidade excessiva. E nós temos um fotoperiíodo. O que que é o foto período? É o número de horas do dia, tá? Que é de 12 horas, mais ou menos. Quando eu venho para esse sistema protegido, que que eu faço? Eu não tenho esse problema da planta parar de trabalhar. Uhum. e eu consigo regular o número de horas de luz que eu ofereço. Então eu aumento o número de horas de luz para 16 horas, por exemplo, para dependendo da espécie. E o que acontece? Eu produzo mais e mais rapidamente. Para as nossas pesquisas, o que que nós temos visto aqui? Uma aceleração de ciclo, dependendo da cultura, entre 30 e 50% que a gente tem lá fora. Bacana. [música] E também eh você falou um pouco e o que é possível plantar nesse contexto, quais são as opções. Vamos lá. Nós podemos ter unidades produtivas assim dentro dos grandes centros para produzir alimento, reduzir a distância de distribuição, a logística. Nós já temos várias fazendas urbanas com diversos produtos pelo Brasil e nós podemos ter uma unidade produtiva no campo ou um farming. Que que a gente faz nesses dois diferente? No urbano, a gente pode fazer alimentos. Então eu posso fazer folhosas como alface, rúcula, eu posso fazer o que vocês estão vendo nas imagens aqui, [música] tomate. Esse é um tomateiro anão e ele produz frutos de tomate de tamanho convencional. [música] E eu posso produzir insumos pra agricultura. O que, por exemplo, mudas. Eu posso fazer mudas de alface, mudas enxertadas de alto valor agregado, mudas de cana de açúcar, entre várias outras, tá? Então eu posso fazer, resumindo, alimentos e insumos paraa agricultura. E ainda tem uma terceira coisa que nós podemos fazer na parte de bioensaios. Como eu consigo acelerar aqui? Eu posso fazer validação de diversos produtos da agricultura, como biofertilizantes, como eh inimigos biológicos, produzi-los e testá-los aqui nesse sistema [música] também. Sim. E nesse caso já existe uma demanda no mercado? Sim, é uma demanda pequena ainda, mas ela já existe. Por que pequena? Porque é um sistema muito novo, ele tá sendo desenvolvido ainda, né? é um sistema multidisciplinar, que ele envolve conhecimentos agronômicos, biológicos, de engenharia, elétrica, hidráulica. Então, é um sistema um pouco mais complexo, vamos dizer assim, tá? Mas [música] ele já está em desenvolvimento. Eu vou dar um exemplo. Existem empresas que produzem sementes e mudas que já estão usando essa tecnologia. Existem produtores, por exemplo, de microverde espalhado pelo Brasil inteiro, produtores de folhosas esparados em diversos lugares do Brasil, mas ainda é incipiente [música] perto da agricultura convencional. Sim. E essa tecnologia também pode ajudar, [música] quem sabe a reduzir os impactos no meio ambiente. Com certeza, Camila. Aqui vocês estão vendo um sistema que a gente chama de subirgação. O que que seria essa subrigação? A água, o e os nutrientes via solução nutritiva, eles entram nas bandejas, né, e dá tempo da planta absorver essa água e evaporar. Eu quase não tenho retorno dessa solução nutritiva. E esses sistemas poupadores de água, eles poupam entre 90 95% se eu chegar numa aeroponia, que é um outro sistema. Então são sistemas muito interessantes. Então [música] eu salvo água, uso menos fertilizantes. É praticamente um sistema que eu não tenho aplicação de defensivos aqui dentro porque é um sistema fechado. Então é, vamos dizer assim, muito sustentável, certo? E quais são os próximos passos? Eh, você falou que tá em desenvolvimento. Quais são os próximos passos aí que vocês pretendem alcançar? Perfeito. Aqui no laboratório nós já desenvolvemos vários coeficientes de produção. Por exemplo, quanto eu preciso colocar de luz? Quanto eu preciso colocar de água? Quanto eu preciso colocar de nutrientes, o tamanho das estantes, como funciona essa parte tanto da produção biológica quanto da estrutura de cultivo. Então nós vamos continuar com essas pesquisas aqui no laboratório para diversas culturas diferentes, [música] certo? E o importante é transferir esse material de pesquisa gerado pro empresário, pro produtor, pro público em geral. Para isso, nós fazemos o quê? Nós já temos alguns cursos. Eu sou coordenador do workshop Urban Farming. É um evento anual que o Instituto Agronômico realiza justamente para fazer a difusão dessa tecnologia. E nós trabalhamos muito junto com a iniciativa privada também para que esses resultados possam ser apropriados por todos. Perfeito. E a gente já falou um pouco sobre os próximos passos. Tem um evento que vem por aí? Tem sim, Camila. O sexto workshop Urban Farming, ele vai ocorrer dia 20 de maio de 2027. É um evento que trata do cultivo vertical que vocês estão vendo aqui de diversas plantas e ele é acessível a produtores, estudantes, comunidade em geral. mais ou menos 450 pessoas aqui mesmo no Instituto Agronômico estão todos convidados a participarem. Perfeito, professor. Muito obrigada pela participação aqui no Gênos 3.0 conosco. E agora nós vamos conversar com a Beatriz Romanini, que é pesquisadora e mestranda de agricultura tropical e subtropical. Ela vai contar um pouco pra gente sobre a pesquisa que ela tá desenvolvendo. [música] Beatriz, primeiramente, muito obrigada por conversar aqui com a gente. Você tá desenvolvendo o experimento com tomates utilizando esse sistema indoor? Você pode [música] explicar pra gente na prática como que funciona esse trabalho? Isso mesmo, Camila. Obrigada. [música] Então, esse é meu projeto de mestrado. A gente tá trabalhando com híbrido de tomateiros [música] anões. Então, ele possui uma peculiaridade muito interessante que ele possui o porte reduzido, mas os frutos mantém o tamanho convencional, certo? Como que vocês fazem aqui para controlar eh temperatura? Como que é desenvolvido? mesmo esse trabalho na prática, [música] certo? A gente tem então as estantes e a temperatura é controlada pelo ar condicionado e as luzes também são controladas através da iluminação artificial, certo? E no caso nessa sua pesquisa, quais são eh os principais desafios que você apontaria, as principais dificuldades assim que você [música] encontra, certo? Como é um sistema muito novo, a gente precisa saber um pouco de tudo, né? [música] Mas mais do que isso, a gente também tá fazendo uma caracterização desses híbridos. Então, entender um pouquinho eh as análises, tanto agronômicas quanto fisiológicas, a físicoquímica dos frutos, que também é muito importante, que é o material de consumo. Uhum. E também eh como a gente vai nutrir essa planta. Então, através da solução nutritiva, nós estamos testando [música] distintas condutividades elétricas. Então, a solução nutritiva, ela é os nutrientes presentes e nessa solução que vão passar através de subrigação pela planta. e a planta ela vai absorver o quanto necessário. Então o intuito do projeto é testar essas distintas condutividades elétricas, pensando numa maior sustentabilidade, eh um menor uso de nutrientes e eh um consumo mais eficiente, certo? E no caso, para quem tá em casa, pode estar curioso, essa é planta de tomate é uma planta comum? Não, ela é completamente nova. Ela foi desenvolvida pela Universidade Federal de Uberlândia e ela ainda está em teste para ser lançada, certo? Qual o diferencial dela? Exatamente esse porte reduzido que se encaixa perfeitamente no cultivo verticalor, porque a altura é muito importante pra gente, visto que a gente não trabalha mais em metro quad e sim em metro cúbico. Então a altura é totalmente necessária pra gente. E esses frutos que possuem um tamanho convencional, certo? Você já falou um pouco que tá em desenvolvimento, tem alguns desafios, mas quais são os próximos passos da pesquisa? Tá? Então a gente quer entender se esses híbridos eles se comportam bem aqui nesse sistema, se eles são produtivos ou não e avançar com outros genótipos e entender um pouco mais esse sistema alinhado aos tomates. Perfeito. Passão aqui conosco. Espero que você aí de casa tenha gostado, entendido a importância dessa pesquisa sustentável que pode auxiliar aí na produção e de hortaliças eh tanto alimentares quanto outras produções. E eu volto com você aí do estúdio, Felipe. Camila, obrigado pelas informações. E tem uma coisa que chama muita atenção aqui, Samuel. Por muito tempo, a ideia de agricultura esteve associada ao campo aberto, ao clima, à estação do ano. E agora a gente está falando de produção controlada por luz, temperatura e dados. O que muda nessa relação? O que muda, Felipe, é a lógica da dependência. Durante séculos, a agricultura funcionou reagindo à natureza. O clima, a chuva, a luz solar, o solo. Tudo isso definia o ritmo da produção. Nesse modelo indoor, parte dessas variáveis passa a ser controlada. A luz deixa de ser natural e passa a ser programada. O ambiente é ajustado para acelerar ciclos, reduzir perdas e aumentar a produtividade. E isso tem um impacto enorme, porque a agricultura começa a funcionar cada vez mais como um sistema de precisão. E ao mesmo tempo, a gente está falando de uma pesquisa que tenta reduzir o uso de agrotóxicos, diminuir perdas e otimizar recursos naturais. Ou seja, não é só produzir mais. Existe também uma discussão sobre sustentabilidade. Exato. E o que é mais interessante é que a tecnologia aqui não aparece como uma oposição à natureza, mas como uma forma de produzir com mais controle e eficiência. Num cenário de mudanças climáticas e pressão crescente por produtividade, a informação passa a ter um papel tão importante quanto o próprio solo ou a água. a tecnologia começa a mudar não só a forma como a gente produz, mas também como a gente pensa na agricultura. E no próximo bloco, a discussão continua, mas agora com foco na inteligência artificial aplicada ao campo. Mas tudo isso no próximo bloco. Fica aí porque o Genius 3.0 volta já. Estamos de volta com Gênios 3.0. E olha, se no primeiro bloco a gente viu como a tecnologia começa a transformar a produção de alimentos dentro dos laboratórios, agora a gente vai falar sobre outra mudança importante, o uso da inteligência artificial para interpretar dados e apoiar decisões no campo. Uma empresa paranaense está desenvolvendo uma plataforma que organiza em tempo real dados agrícolas, climáticos e ambientais. A proposta é cruzar informações que muitas vezes estão dispersas e transformar tudo isso em apoio técnico para produtores e profissionais que atuam no campo. O sistema analisa dados como clima, histórico de pragas, condições de solo e rendimento das lavouras, gerando recomendações que ajudam a antecipar riscos, otimizar o manejo e reduzir perdas. Para entender como essa tecnologia funciona na prática, a gente conversa agora com Fernando Ismanioto, CEO da Blue Logic, Sistemas e Consultoria. Fernando, seja muito bem-vinda ao Gênios 3.0. Muito obrigado. É uma satisfação estar aqui falando um pouquinho sobre o projeto. Muito obrigado, Felipe, pela oportunidade. Fernando, pra gente começar, como surgiu a ideia de criar uma plataforma de inteligência artificial voltada especificamente à análise de dados agrícolas e climáticos? Então, surgiu da experiência que tenho, né, na tecnologia específica pro. Já faz alguns anos que eu trabalho com isso. Eh, tenho algumas soluções já do mercado na parte agrícola, né? E num evento que eu estive em Maringá, né? Tive a oportunidade ali de conhecer eh o responsável pelo IDR na região, né, de Maringá. E ali a gente começou a conversar, né, e surgiu ali uma possibilidade de fazer esse projeto piloto ali na região. Eu já tinha uma ideia base da solução, apresentei para ele essa ideia, ele achou muito interessante e abriu as portas ali para que a gente pudesse colocar isso em prática ali na região. Então, eh, foi por aí que começou tudo, né? Ali em outubro do ano passado que a gente começou esse piloto ali na região de Maringá e já evoluiu muito ali a plataforma, né? começou de um jeito, né, como sempre, né, a tecnologia ela dá essa liberdade ali para que você faça ajustes, melhorias conforme eh a situação. E a gente foi vendo na prática, né, o que de fato eh era útil ali eh no dia a dia ali dos profissionais, né? Então, foi por aí que começou ali a ideia a tomar forma, né? Era uma ideia que eu tinha e a gente colocou em prática e foi adaptando e ajustando no meio do caminho. Ô Fernando, então a partir do momento que vocês tiveram essa ideia, tiveram a concepção da ideia, como que vocês fizeram para levar tudo isso pro campo? Então, a primeira versão, né, vou colocar dessa forma, eh ela funciona através do WhatsApp. Então, basicamente, o profissional, eh, ele interage com o WhatsApp e internamente tem a tecnologia, tem a inteligência para processar o que ele está eh solicitando e devolver para ele eh uma resposta, devolver um arquivo. Então, o profissional ele consegue interagir por áudio, ele consegue interagir enviando arquivos, ele consegue interagir de várias formas com texto. E essa tecnologia por trás ali, né, buscando informações numa base de dados que a gente tem também, né? Então, é um um aparato ali de tecnologias, banco de dados próprio ali, que a gente foi ao longo do tempo eh guardando informações juntamente com outras tecnologias para dar ali uma informação mais rica para esse profissional, para ajudar ali eh no dia a dia dele. Então a gente foi avançando e nesse avanço a gente percebeu que o WhatsApp ele teria uma certa e limitação futura, porque ele te dá liberdade, ele te dá essa flexibilidade, porém para algumas ações, ficaria mais fácil ter um aplicativo que tivesse a mesma eh ideia ali de interação, porém com funções já pré-definidas. pessoal, por exemplo, usa muito eh a geração de relatórios. Então eles vão até a propriedade rural, fazem essa visita, eh preparam um diagnóstico e sempre eles tinham que fazer um relatório dessa atendimento, dessa visita, colocando ali todos os detalhes. Eh, com a tecnologia nossa, ele consegue falar isso. Ele manda um áudio falando tudo que ele fez nessa visita e a plataforma gera para ele automaticamente já eh a nossa ideia é integrar como o sistema principal. Então, ele gera no aplicativo, gera no na solução e já faz a integração, porque além de fazer o relatório, ainda ele tem que jogar em outro sistema. Então, era bem trabalhoso esse procedimento. Além de ser trabalhoso, ele tinha que fazer parar para fazer ali isso, fazer pesquisa, enfim, é uma série de detalhes. Então, que a tecnologia, além de propiciar ali um avanço ali no atendimento, ele também dá ali uns sites importantes dessas propriedades. A gente faz uso ali de outras tecnologias para analisar a propriedade ali eh do produtor. baseado nas informações que o pessoal, né, vai disponibilizando, vai informando, né, as culturas que aquele proprietário, né, que aquele produtor atende, quais as condições ali da região, aí vem a questão do clima, vem a questão ali de análise de imagens, né? Então, tem uma série de detalhes por trás que daí devolve para esse profissional que tá fazendo o atendimento eh uma informação mais detalhada para auxiliar ele ali no atendimento do campo, né, ô Fernando, e hoje o campo ele produz uma quantidade muito grande de dados. Qual era o principal problema que vocês identificaram nesse processo de organização e interpretação dessas informações lá no começo? Exatamente. Esse problema existe e é o grande desafio. É organizar de uma maneira que essa informação ajude a tomada de decisão. Então esse foi o principal item que a gente tem trabalhado, organizar essa base, organizar esse ecossistema de informações para que a tecnologia possa obter ali um dado mais preciso. Não adianta eu ter aqui várias informações dispersas, que era esse o grande problema. O extensionista, né, o profissional do IDR, né, que eles fazem um trabalho fantástico, né, com relação a esses atendimentos, eles tinham informações muito muito diversificadas ali, planilhas, arquivos de PDF, né, arquivos em computador, enfim, era várias fontes de dados. Então, como trazer isso para que fique num local unificado e que quando ele precise de uma informação seja fácil ali obter, né? Então esse foi o grande trabalho que fizemos, né, desde lá do ano passado, trabalhando muito com essa questão da informação do dado para ter ele cada vez mais rico, cada vez mais lapidado, né? Porque eu acho que isso que é o importante para daí usar as tecnologias, né? Hoje tá muito avançado aí em termos de tecnologia, mas de nada adianta eu ter uma tecnologia a mais moderna, mas a informação que eu alimento ela, ela é uma informação pobre. Então, primeiro trabalhar enriquecendo esses dados e trabalhando eles para ficarem eh mais lapidados que, né, direcionado pro negócio, né, direcionado ali paraa realidade. Então isso também é um grande ponto que a gente tem aqui, né, o a informação, né, esse banco de dados, essa tecnologia, ela é especialista naquela situação. Então, eu estou na região ali de Maringá, eu trabalho com os dados para aquela região, para aquela necessidade, para aquelas situações que ocorrem ali. Outra região faz um trabalho em cima, né, de outra região, porque cada local tem as suas particularidades, né? Então isso é um grande ponto que a gente trabalha também para não ser algo muito generalista e sim especialista em cada área de atuação para que realmente seja eh essa essa tecnologia realmente funcione da maneira mais adequada, né? Ô, Fernando, e vocês destacam que a inteligência artificial não substitui o técnico, mas ela ajuda na tomada de decisão. Onde termina o papel da tecnologia e onde entra a experiência humana nesse caso? Perfeito. Eh, grande pergunta, né? Isso é o grande eh, às vezes é visto como um problema até a questão da tecnologia, né? vira a ser ali uma uma um recurso que vai substituir isso de forma alguma. A tecnologia é uma ferramenta que ela vai te apoiar. Então o trabalho dela termina com isso, com o apoio, com a informação, com o relatório, que é algo mais operacional. Vamos trabalhar dessa forma. Então, a tecnologia para nesse operacional, então a informação mais pronta pro técnico analisar, ou seja, ele consegue ter ali detalhes, né, que às vezes ele poderia passar despercebido, que a tecnologia pode assessorar ela. atua como um agente inteligente ali, observando tudo que acontece para preparar essa informação pro técnico. E o técnico ele realmente vai se preocupar ali na questão do atendimento, em buscar ali organizar melhor a sua agenda de atendimentos para propiciar ali uma qualidade ali pros produtores, né, para quem ele faz ali essa essa prestação de serviço. E vou um pouquinho mais além. que a tecnologia, né, que a gente está avançando hoje, tá num estágio onde é eh o principal foco é o profissional, né, é esse extensionista, né, que faz o atendimento ao produtor, mas a gente quer evoluir para que o produtor tenha esse recurso em mãos para que ele já possa tirar suas dúvidas em tempo real. Então ele vai ter essa tecnologia eh 24/7 para que ele possa ter ali eh soluções para alguns problemas. Vamos pegar uma situação. Às vezes a pessoa tá ali eh no interior e ela tem às vezes que fazer deslocamento até a Secretaria de Agricultura da Região ali para conversar com alguém. Então, às vezes fica um pouco trabalhoso isso. Se a pessoa tem ali esse acesso que ela possa utilizar, a qualquer momento, ela já consegue ali obter ali algumas informações. Isso até tira um pouco ali da questão eh do extensionista também. Ele vai se preocupar com casos mais sérios, ele não vai se preocupar ali com detalhes mais básicos. Então, eh, amplia ali a agenda dele, que ele pode prestar mais atendimentos e pode prestar atendimentos com mais eh, casos com mais dificuldade ali que precisam de um apoio ali, né, presencial, né, Fernando, agora para finalizar a nossa entrevista, quem vai fazer a última pergunta é o Samuel. Fernando, durante muito tempo, o campo foi marcado pela experiência prática, pela observação direta e pelo conhecimento passado de geração em geração. Agora, a gente começa a ver decisões sendo apoiadas por sistemas que analisam grandes volumes de dados em tempo real. Na sua visão, como equilibrar esse conhecimento humano acumulado com uma agricultura cada vez mais baseada em dados e previsão? Ótima pergunta, Samuel. Essa união da experiência do campo junto com a tecnologia é primordial pro avanço tecnológico. Como eu comentei no início, não adianta eu ter a melhor tecnologia se eu não tenho a informação. Então, se eu não tenho esse dado mais processado, se eu não tenho essa experiência ali, né, do produtor, do técnico de anos de atuação, a tecnologia de nada adianta. Então, ela precisa obter essas informações ali, informações eh ricas, né, informações ali que realmente, né, sejam úteis para que ela possa preparar ali, né, essas esses dados de uma maneira que possa dar eh recursos paraa tomada de decisão. Então eu vejo isso como uma união da experiência das atuações em campo, da experiência ali prática do dia a dia junto com a tecnologia para agilizar. Então a tecnologia ela entra, como eu falei, uma ferramenta a mais para que tanto técnico tanto produtor possam obter ali informações para ajudar o seu negócio. Afinal de contas, né, o produtor ele precisa ter informação para melhorar a produtividade da sua propriedade. O técnico que faz esse atendimento, ele precisa disso para agilizar o trabalho e eh não perder tanto tempo. às vezes com questões operacionais e sim se preocupar em oferecer ali mais qualidade ali e atender mais pessoas para auxiliar mais esse pessoal do campo. Então a tecnologia ela ajuda nesse quesito. Então, uma união de duas inteligências, né, vamos colocar dessa forma, tanto a inteligência do profissional, do produtor de anos de atuação, com a inteligência artificial que vai eh o utilizar desses recursos ali, utilizar desse conhecimento para preparar melhor essa informação paraa tomada de decisão, tá certo? Então, Fernando, muito obrigado pela participação e pelas explicações. Eu que agradeço pela oportunidade, Felipe. Foi uma honra estar aqui com vocês. É um prazer imenso aqui para mim. Muito obrigado mesmo. Obrigado, Samuel. Uma coisa que chama atenção é que a gente está falando de uma tecnologia que não atua diretamente na produção, mas na capacidade de interpretar informações. E isso muda muita coisa, não muda? Muda bastante, Felipe, porque o campo sempre conviveu com a incerteza. Clima, pragas, variação do solo, oscilação de produtividade. Tudo isso exige decisões rápidas. Quando a IA consegue cruzar dados climáticos, histórico de produção e condições do solo em tempo real, ela reduz o tempo entre o problema e a resposta. E isso tem impacto direto no custo, na produtividade e até no uso de recursos como água e fertilizantes. E tem um outro ponto interessante. A tecnologia não aparece aqui como substituição do produtor ou do técnico, mas como uma ferramenta de apoio, não é mesmo, Samuel? Exato. E talvez esse seja o principal movimento da IA no campo hoje. Ela não elimina a experiência humana, mas amplia a capacidade de análise. No fundo, o que essas plataformas fazem é transformar informação dispersa em capacidade de previsão. E num setor em que tempo, clima e recursos são decisivos, saber prever passa a ser tão importante quanto produzir. E no próximo bloco a gente sai do campo, mas continua falando de tecnologia no dia a dia. Tem mais drops, ferramentas e inteligência artificial aplicada na nossa rotina. Mas você fica aí porque o Genius 3.0 volta já. Estamos de volta com Gênios 3.0. E olha só, se nos dois primeiros blocos a gente falou sobre tecnologia no campo, agora é hora de mostrar como a inteligência artificial também está transformando a rotina de quem cria, pesquisa, trabalha e organiza o dia a dia. E a gente começa com uma ferramenta que tem chamado atenção pela velocidade e pela precisão na criação de imagens. O Nano Banana 2, também conhecido como Gemini 3.1 Flash Image, é uma I desenvolvida pelo Google que consegue criar e editar imagens em alta velocidade. Dá para trocar fundo, alterar roupas, ajustar iluminação e até criar infográficos com mais presição de texto. E o mais interessante, a inteligência artificial consegue manter a consistência visual do personagem ou do objeto, mesmo em diferentes edições. A prática é como ter um estúdio de edição e criação visual funcionando em tempo real. E o que mais chama atenção aqui, Felipe, é que a velocidade começa a mudar a relação entre ideia e execução. Antes existia um intervalo entre imaginar e produzir. Agora esse intervalo diminui cada vez mais. A I não só gera imagens, ela responde quase no mesmo ritmo do pensamento e isso transforma a forma como as pessoas criam, testam até consomem conteúdo visual. E falando em acesso à informação, uma outra ferramenta que ganhou muito espaço nos últimos tempos é o Perplex. Diferente dos buscadores tradicionais, ele funciona como um assistente de pesquisa baseado em inteligência artificial. Você faz uma pergunta e ele entrega uma resposta pronta, organizada e com as fontes utilizadas. O sistema cruza informações da internet em tempo real e ainda consegue resumir conteúdos complexos de forma mais direta. Além disso, existe um modo mais aprofundado que realiza pesquisas mais complexas e trabalha com raciocínio mais elaborado. E talvez a grande mudança aqui seja na forma como a gente se relaciona com o conhecimento. Durante muito tempo, pesquisar significava navegar entre links. Agora, a interdosatade organiza, resume e entrega uma interpretação pronta. Só que isso também exige mais atenção da nossa parte, porque quando a tecnologia começa a mediar o acesso à informação, entender as fontes e verificar o contexto continua sendo fundamental. Agora, para quem quer automatizar tarefas e ganhar tempo no trabalho, uma ferramenta que tem chamado atenção é o Lind AI. A plataforma funciona como um assistente virtual baseado em inteligência artificial, capaz de gerenciar e-mails, organizar reuniões, produzir relatórios e até interagir com sites e sistemas, como se fosse um usuário humano. E o mais interessante é que tudo isso pode ser configurado sem necessidade de programação. A ideia é que cada pessoa possa criar o seu próprio agente de IA para executar funções específicas. E isso mostra um movimento muito importante, Felipe. A interloçade deixa de ser apenas uma ferramenta de consulta e passa a executar ações. Não é mais só responder uma pergunta, mas organizar rotinas, interagir com sistemas e tomar pequenas decisões operacionais. É como se a gente estivesse criando verdadeiros funcionários digitais para absorver parte das tarefas mais repetitivas do dia a dia. Samuel, e depois de tudo isso, fica a sensação de que a inteligência artificial está cada vez mais presente nas pequenas decisões do nosso dia a dia, da produção no campo à organização de uma reunião. Exato. E talvez a principal mudança não seja só tecnológica, ela é comportamental, porque a IA começa a participar de processos que até pouco tempo dependiam exclusivamente de tempo, experiência e atenção humana. No fim, a discussão não é só sobre o que a tecnologia consegue fazer, mas sobre como a gente escolhe conviver com ela. E é com essa reflexão que o Gos 3.0 vai ficando por aqui, mas eu te espero no próximo episódio. Muito obrigado pela sua audiência e até mais. [música] [música] [música] [música] [música]
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