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Olá, [música] seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda. Começa agora o Gênios 3.0, programa que fala de tecnologia, informação e inteligência artificial, mas sempre com olhar sobre como tudo isso pode impactar a nossa vida. E claro que eu não estou nessa sozinho. Quem tá fazendo companhia comigo aqui hoje é meu parceiro de bancada digital, o Samuel. E aí, Samuel, fala comigo. Como você tá? Tudo certo, Felipe? Sistema atualizado, bateria em 100% e pronto para falar de muita tecnologia. Hoje tem inteligência artificial, tem assunto sério e quem sabe até algumas referências geek pelo caminho. Eu tô pronto. Vamos nessa. E olha só, Samuel, a gente preparou para hoje tem muita tecnologia e muita informação. Nossa equipe foi conhecer o projeto Orion, um complexo laboratorial de máxima contenção biológica que está sendo construído aqui em Campinas, no CNP. A gente também vai discutir também como a violência de gênero pode estar diretamente ligada ao uso da inteligência artificial e como esse tema precisa ser debatido na sociedade e como de costume, tem dicas de inteligência artificial e aplicativos que podem facilitar o seu dia a dia, porque no fim das contas a tecnologia é feita para ser usada por pessoas. Você já ouviu falar do projeto Orion aqui em Campinas? Um projeto científico monumental está ganhando forma e promete mudar a maneira como o Brasil enfrenta doenças e possíveis pandemias no futuro. É o projeto Orium, um complexo laboratorial de altíssima segurança que vai permitir que estudar vírus e outros patógenos perigosos em um nível de detalhe nunca visto antes na América Latina. E para entender melhor como esse projeto está saindo do papel, eu chamo agora a nossa repórter, a Rúbia. Rúbia, me conta tudo como foi visitar o projeto. Sim, Felipe, olha só, eu estou aqui no laboratório de treinamento de capacitação daquela equipe que vai trabalhar no complexo óreo. Inclusive, esse espaço aqui foi a primeira construção que já faz parte, né, do complexo Oron. Agora, para falar de construção, claro que nós precisamos convidar uma pessoa que entende tudo de construção, principalmente desse complexo que realmente vai fazer a diferença no Brasil, em toda a América Latina. Eu vou receber agora o Pedro Barros. Ele é gerente de divisão de desenvolvimento e implantação de projetos do CNPEN e vai falar pra gente como é que tá toda eh esse trabalho, a construção do óum, muita expectativa e eu gostaria de receber você. Seja muito bem-vindo. Obrigada pela sua participação, pela sua presença. Vamos falar do Ó, mas antes de falar lá da obra que tá lá fora, a gente fala dessa primeira obra aqui, que foi esse laboratório que vocês construíram, que já faz parte desse complexo. Seja bem-vindo. Obrigado. Obrigado. É, esse laboratório foi nosso primeiro desafio, foi a primeira missão que nos foi dada de criar um laboratório de treinamento que será e que está sendo utilizado para capacitação das equipes que trabalharão lá no Orum. O Orum é um um projeto, né, um complexo laboratorial de aproximadamente 30.000 m², né, ele é dividido em quatro pavimentos. Então, no primeiro, no subsolo, a gente tem toda a parte de doca, recepção, data center. No pavimento, no piso, né, no térrio, é o mesmo nível do Sirius. Então, o laboratório Sirius se conecta ao e ali é onde estão os laboratórios de biologia, um NB3, o NB4 e o NB2. Acima desse pavimento, a gente tem um um pavimento técnico destinado quase que exclusivamente à filtragem. de ar. E acima ainda desse pavimento, um segundo pavimento técnico, onde temos eh diversos outros equipamentos com como ar- condicionado, preparação de banhos químicos e diversos outras infraestruturas. Desde quando vocês estão trabalhando nesse canteiro de obras e quais os desafios que vocês têm enfrentado e que você considera aí um dos desafios que faz parte, né, da entrega desse grande complexo muito esperado? Então, o projeto ele traz uma complexidade muito grande e um ineditismo também muito grande no Brasil e na América Latina. O Orium será o primeiro laboratório de máxima contenção biológica da América Latina e único no mundo a ser conectado com uma fonte de luz Syncrotron. Eh, então, eh, para, a gente vem trabalhando nesse projeto há no mínimo 4 anos, onde o CNP promoveu uma série de viagens, foram mais de de 20 viagens a diversos países que têm o conhecimento e a tecnologia dessa desse tipo de laboratório. E a gente visitou laboratórios, indústrias, eh, eh, fabricantes em países tais como Estados Unidos, Canadá, eh, Inglaterra, Suíça, Suécia, China. Só para citar alguns, eh, uma vez visitados esses laboratórios, a gente uma das das missões nossas era entender quais os desafios e também os erros, né, as lições aprendidas desses outros laboratórios para que isso fosse incorporado ao nosso projeto e que o o fosse esse esse grande marco pro pra ciência do Brasil. Que expectativa agora, né, como é que fica? que é uma responsabilidade muito grande. Sim, a gente começou, então isso foi o desenvolvimento dos projetos. As obras já foram iniciadas, a terraplanagem foi concluída, foram mais de 50.000 m³ de terra movimentados, isso equivale a quase 20 piscinas olímpicas só em terra. A gente foi dado início, estamos quase concluindo as estacas, ou seja, as fundações profundas. Essas são cerca de 1000 estacas. a gente tá na na reta final e no ampliando os canteiros de obra, nos preparando para a construção dos blocos de fundações, né? Então, em cima desses blocos será erguido a estrutura do do edifício. E esses blocos eles são estão programados para serem concluídos até a metade desse ano. Até o final de 27 teremos a estrutura de concreto concluída e até o término de 28 com fechando esse esse laboratório e concluindo as obras internamente. Então, ao término de 28 teremos a conclusão das obras civis, né? Então é um projeto muito desafiador, um dos grandes desafios, não só a conexão com com sírios, mas é uma tecnologia muito desenvolvida aqui dentro do CNPEN, uma equipe muito especializada nos apoia nisso, e também o desafio de executar essa obra ao lado dos dos sírios e sem perturbar o o laboratório. Muito bem, eu quero agradecer a sua participação com a gente aqui, as explicações e estamos todos na expectativa. Muito obrigado. Eu que agradeço. E é isso, Felipe. Olha, nós falamos da construção. Agora eu quero falar para você que o impacto do Orum, ele vai muito além da construção de um novo laboratório. Gente, isso aqui é grandioso para toda a América Latina. Eu quero convidar o Rafael Elias Marques, ele é líder em virologia, tá com a gente aqui e vai falar pra gente sobre essa união de Ório com Círios. Seja bem-vindo. Grande tecnologia, grande expectativa. Essa questão desse complexo de laboratórios vai trazer assim pro Brasil uma expertise para poder lidar, né, com com pandemia, com vírus. Eu gostaria que você explicasse pra gente como é que vai funcionar toda essa essa questão de laboratórios e de pesquisa, qual o impacto que isso vai trazer para nós brasileiros. Ruben, acho que você já começou a colocar muito bem. Acho que o projetório vai trazer um impacto muito positivo pra ciência brasileira. Por consequência, vai ter um impacto muito importante pra saúde da população brasileira. E acho que, como a gente estava falando agora a pouco com o colega Pedro, o projeto Oron é muito desafiador, porque ele vai trazer avanços tecnológicos e possibilidades de pesquisa que hoje a gente não tem à disposição no Brasil. Essa questão da conexão entre o Sirius e o Oron vai possibilitar uma série de experimentos de imageamento, portanto de geração de imagens biológicas de vírus, de organismos infectados e outras técnicas de investigação que vão permitir que a gente avance muito mais rápido no combate a essas infecções, no desenho de estratégias de diagnóstico, estratégias de imunização, portanto, vacinas e eventuais tratamentos para várias doenças que a gente hoje não tem eh maneiras para se defender. Então o vai possibilitar isso tudo aliado com uma capacidade técnica muito importante, estratégica pra gente ter aqui no Brasil. Muito bem. E como uma estrutura como o Or, ela pode nos ajudar mediante ao anúncio de uma pandemia como foi da COVID? No caso da pandemia, o vírus SARS COV 2 ele é classificado em risco três. Então, para que a gente consiga trabalhar com esse vírus, nós precisamos de laboratórios NB3, que nos quais a gente consiga manipular esse vírus. O Orion vai ser especial dentre vários aspectos, porque não vai ser só um super laboratório, é um super complexo de laboratórios que inclui laboratórios NB2, NB3 e NB4. Então, felizmente, hoje no Brasil a gente tem a capacidade de responder bem a agentes infecciosos que estejam classificados em dois. Nível dois, por exemplo, dengue, nível três, por exemplo, Sascov 2 e agora vai ter a capacidade em risco 4. Ah, eu diria que o o primeiro vírus que a gente vai trabalhar, que é classificado em risco 4 e é o primeiro vírus dessa categoria identificado no Brasil, o único por enquanto, é o vírus sabiar. Então, nós vamos começar a trabalhar com esse vírus, que ele causa uma doença grave, que, infelizmente, nós não sabemos como eh prevenir, nem como tratar essa doença ainda por uma falta de estudos, incluindo a falta de uma infraestrutura laboratorial que agora o Oron vai suprir. Então, a gente pretende investigar como que o vírus causa essa doença, aspectos da biologia básica desse vírus que nós entendemos que são essenciais para realmente proteger a população, mitigar os efeitos que a emergência de uma doença como essa possa vir a causar. Muito bem. Então, nós temos aqui, olha só, eh, estrutura, né, toda a estrutura que está sendo construída, nós temos equipamentos de ponta de excelente qualidade. E também para que o óum possa funcionar com toda a sua capacidade, é preciso de humano, ser humano que trabalhe, que seja especializado. E para isso vocês também estão fazendo a capacitação, treinamento das pessoas que vão trabalhar então no complexo. Precisamente. Eu acho que o lugar que nós estamos já é um exemplo disso. Esse laboratório de treinamento NB3, ele permite que a gente adiante a capacitação do dos cientistas, engenheiros e vários outros tipos de profissionais que vão trabalhar no ORUM. E isso é muito importante porque existe de fato um tempo muito grande para que essas pessoas se habituem a trabalhar num laboratório de alta ou de máxima contenção. Portanto, elas possam estar dentro do laboratório com a segurança adequada, fazendo essas pesquisas que são incrivelmente necessárias hoje. Então, a gente já começou com esse treinamento. Uma das iniciativas que eu julgarei mais importantes, que nós já mandamos colegas e cientistas que são membros aqui do grupo de virologia do CNPEN para treinamento em laboratórios NB4 fora do Brasil. Essas colegas já voltaram e eu posso dizer que a gente já começou a fazer um avanço significativo para entender a biologia desse vírus sabiar. E como é que tá a expectativa aí, eh, vocês que estão aqui acompanhando sempre, né, toda a construção e também o desenvolvimento das pessoas, dos profissionais dentro dos laboratórios, né? Aqui esse laboratório que nós estamos é algo assim que a gente percebe que é de grande impacto, né? Se aqui já está assim, que é um laboratório experimental, você imagina quando o tiver pronto. Então, qual que é a expectativa? Olha, como cientista, eu acho que eu reflito o que a comunidade acadêmica pensa. É uma oportunidade incrível, é um avanço incrível. Como brasileiro, eu fico ainda mais empolgado porque isso significa soberania. O Brasil é um país tão grande, tão significativo. Nós temos uma variedade de fauna e flora que é típica do nosso país. Infelizmente isso também inclui alguns vírus que causam doenças na população, em outros animais. Então, a gente ter o Orion aqui significa que agora a gente vai ter a capacidade de investigar, de se preparar e de se proteger contras essas emergências, que é uma tecnologia ou uma capacidade que não está eh em todos os países do mundo. E o Brasil agora vai entrar para essa categoria de país que é capaz de dominar essa tecnologia, dominar essa capacidade e providenciar condições melhores pra sua população. Pra gente fechar o ele eh essa estrutura do Órium também foi pensado para receber pesquisadores do Brasil, claro, e também do exterior. Como é que deve funcionar esse acesso aí para todo o pessoal que que trabalha com pesquisa? Nós estamos realizando eh discussões internas aqui no CPEN e com a comunidade acadêmica e em outras instituições também, outros ministérios para entender como que esse acesso pode ser feito da melhor maneira possível. O propósito é ter a comunidade conhecendo o Oron, fazendo o melhor uso possível do Orion. E para isso a gente vai oferecer, além de curso de treinamento, a possibilidade que experimentos e outros tipos de serviços sejam feitos no para que a gente realmente possa ter uma comunidade cada vez maior, mais habituada a pesquisas desse nível de complexidade e importância e que de fato as soluções sejam acessíveis a todos. Muito obrigada pela sua participação. A gente fica feliz e também na expectativa. Muito obrigado. E é isso, Felipe. É, nós estamos aqui então agora no laboratório experimental, mas estamos aqui onde está sendo construído o complexo Orum, né? é muito mais que um laboratório. É, acredito que seja um grande avanço pra ciência brasileira e que vai sim refletir em toda a América Latina e em todo o mundo. Voltamos com você no estúdio. Muito obrigado, Rúbia, por nos mostrar como está ficando este projeto. E olha só, quando ficar pronto, eu mesmo quero ir lá conhecer de perto. Agora, Samuel, me conta aí o que que você achou desse projeto. Olha, Felipe, isso aí é praticamente um cenário de filme, só que da vida real. Um laboratório de nível máximo de biossegurança integrado a um acelerador de partículas. É como se a gente estivesse unindo ciência de ponta com tecnologia de ficção, mas o mais importante é o impacto. Essa estrutura permite estudar vírus perigosos com muito mais precisão, entender como eles funcionam e, principalmente, se antecipar a possíveis crises de saúde. É como um verdadeiro radar científico para futuras pandemias. Exatamente, Samuel. Ou seja, não é só sobre tecnologia de ponta, é sobre prevenção também, não é mesmo? Exatamente. É sair do modo reação e entrar no modo antecipação. E depois de tudo que o mundo viveu nos últimos anos, investir nisso não é luxo, é necessidade. E no próximo bloco a gente vai voltar a falar de inteligência artificial. Mas agora olhando para o nosso cotidiano, o nosso dia a dia e como essa tecnologia já está mudando a forma como a gente trabalha, estuda e se organiza, mas você vai conferir tudo isso no próximo bloco. Fica aí, o Gênios 3.0 volta já. [música] A gente vai falar de um assunto delicado, mas necessário, o impacto da inteligência artificial na violência de gênero. Você já ouviu falar em Deep Fake? Aquela tecnologia que consegue criar imagens ou vídeos falsos, mas extremamente realistas. Agora imagina isso sendo usado para expor, humilhar e violar pessoas. Pois é, isso já está acontecendo. E para ajudar a gente a entender melhor esse cenário, a gente vai conversar com Maxuel dos Santos, autor do livro Faces Roubadas. Faces roubadas é um thriller contemporâneo que parte de um problema real. O uso de tecnologia e inteligência artificial para criar deep fakes, principalmente contra meninas e jovens no ambiente escolar. Maxuell, seja muito bem-vindo ao Gênios 3.0 e obrigado pela disponibilidade. Eu que agradeço o espaço. Eu tô muito feliz por estar aqui, Maxuel. E para começar o seu livro, ele parte de um problema que é real, o uso de inteligência artificial para que para criar jeip fakes. Esse fenômeno já pode ser considerado uma epidemia silenciosa no âmbito digital? Isso tem sido um grande problema. A, na verdade é uma evolução da violência de gênero que se usa a inteligência artificial para poder fazer nudes de meninas, para expor meninos, humilhar. E na história fala de gente que faz esse tipo de coisa para poder vender, para fazer mercado de nudes de meninas, que é chamado de leilão, em grupos de Telegram. Ô Maxuell, e como você olhou para esse problema da sociedade, um problema real vivido no cotidiano e pensou em transformar isso num livro de terror contemporâneo? é um, na verdade, um é um um aie eh ambientado numa escola de elite de vitória, mas baseado em histórias que já ocorreram Brasil aa e então como que você fez toda essa curadoria a partir do momento que você teve a concepção dessa ideia, como você fez toda a curadoria desses casos e tratou ele eles para tornar esse livro que a gente tá vendo aqui hoje. Bom, a partir das histórias, eu comecei a montar o o enredo que tem duas protagonistas, a Bia, que é a influência, a menina mais popular do colégio, e a Mariana, que é a bolsista, a menina esforçada. Elas se unem para poder lutar contra os os divulgadores desses nudes, o que faz elas entrarem de cabeça nesse caso é o suicídio de uma menina que foi exposta na internet por esse grupo de meninos. E no livro você fala também sobre roubo de identidade. E não é só uma imagem falsa, é algo mais profundo. O que está em jogo nesses casos? No caso aí tá se colocando a questão da exposição da intimidade do do cyber bun também da da exposição da da privacidade das meninas. As meninas estavam sendo expostas algo de todo tipo de de ritmo muito importante que você traz que é a cultura digital e os grupos online como a chamada redpill. como esses ambientes influenciam esse tipo de comportamento. A cultura Redp é extremamente danosa porque ela distorce os conceitos de de masculinidade. Ela exalta uma masculinidade tóxica, faz que a as os red trata as mulheres como coisa, coisas para serem descartadas. fala a o Thaago que é o antagonista, ele é adepto das ideias Redpill. E quando a gente fala de responsabilidade, as instituições estão preparadas, as escolas, as famílias, as autoridades, quem está falhando mais hoje em dia? E como essas instituições podem se preparar para esse tipo de assunto? Bom, a legislação brasileira ainda é muito falha quanto essa essa questão da do combate a a esse tipo de prática. a legislação precisa urgentemente ser revista e para além disso é preciso ter políticas de conscientização do uso da inteligência artificial, dos dos do consequências do mau uso dessas inteligências artificiais, ter toda uma uma conscientização dos adolescentes jovens quanto ao bom uso da inteligência artificial. E quando a gente fala sobre o uso da inteligência artificial, das redes sociais, a gente fala de coisas que estão cada vez mais próximas do nosso cotidiano e cada vez de mais fácil acesso. Como os jovens que podem ler o seu livro para tratar isso de uma forma mais lúdica, podem fazer para identificar se estão caindo em algum tipo de golpe ou algo relacionado com a inteligência artificial e as redes sociais. Bom, a obra aborda os perigos de como a os perigos de decidiu o uso. A a gente nessa obra alerto eh como que as consequências da exposição das meninas. a gente fala muito sobre a a questão da misogenia, prega muito a questão da sororidade, como que as quando as mulheres se unem para combater essa cultura de violência. E voltando um pouco na minha última pergunta que eu fiz para você, eh, você traz tudo isso de uma forma lúdica pros adolescentes e pros jovens que estão nos acompanhando. Eh, como que isso pode fazer para ajudar esses jovens no cotidiano tratar isso de uma forma lúdica para eles? Bom, pela maneira lúgica, a gente conscientiza eh que não se deve fazer o que os antagonistas fizeram com as meninas do livro. Alerta sobre essa cultura de violência, alerta também sobre o machismo estrutural que rola dentro das escolas, sobre o conservadorismo, a a indignação seletiva, em que as meninas são culpabilizadas. pela por ter sido expostas. A Bia, por exemplo, eh ela acaba menos sendo culpabilizada pelo diretor da escola pela pelo vazamento de vídeos íntimos dela, pelas fotos íntimas que vazavam. E é muito interessante falar que você transformou tudo, transformou tudo isso num livro de terror. Como que esse elemento do terror ele se mistura com isso da tecnologia e da inteligência artificial? Na verdade é um triler, é um suspenso, não é um terror, é um é um é um thriller urbano que que aborda violência de gênero por tecnologias digitais. E no livro, por exemplo, quais são essas ferramentas digitais que são utilizadas para para bater de frente com essas meninas, que são então utilizadas como vilão da história? Então, os meninos na história usam eh potes para poder despirinas e distribuir esse material. Eh, vende esse material por meio de criptomoedas. Entendi. E agora, trazendo isso pro nosso âmbito real, saindo dessa coisa do lúdico e da questão da história, eh, do ponto de vista legal e social, existem hoje ferramentas para combater esse tipo de crime ou a tecnologia está andando mais rápido que a regulação? As tecnologias têm andado mais rápido do que a velocidade da luz. Então você acredita que hoje a regulamentação ainda não está tão preparada para essas ferramentas de inteligência artificial e tecnologia que estão cada vez mais avançadas, cada dia mais avançadas? É preciso haver uma regulamentação das das tecnologias, é preciso haver uma regulamentação das inteligências artificiais, haver toda uma questão de educação quanto ao uso delas. Entendi. E olha, Maxuel, para fechar a nossa entrevista, quem vai fazer a última pergunta para você é o Samuel. Samuel, é com você? Qual que é a sua pergunta? Maxwell, a inteligência artificial, por si só não tem intenção. Ela é uma ferramenta. Mas quando essa ferramenta passa a ser usada para amplificar violências que já existem, a gente está diante de um problema tecnológico ou de um problema social que a tecnologia só tornou mais visível. A meu ver, a é um problema social amplificado pela pelo uso de tecnologias como a inteligência artificial. algo amplificado. Não é a inteligência artificial que que é o problema. O problema é a ma a mau caratismo de quem usa. Certo, Maxuell, eu te agradeço pela disponibilidade de participar conosco aqui do programa Gênios. Eh, muito obrigado por ter conversado aqui conosco hoje. Eu que agradeço, Samuel. Eu confesso que esse tipo de assunto dá um certo impacto, porque a gente está falando de tecnologia de ponta, mas sendo usada para reproduzir violências antigas. Que que você acha disso tudo? Exato. A tecnologia evolui rápido, mas o comportamento humano nem sempre acompanha no mesmo ritmo. Nesse caso, a inteligência artificial não cria o problema, ela escala. Antes, uma imagem falsa era difícil de produzir. Hoje isso pode ser feito em minutos e espalhado em segundos. Pois é, Samuel. Ou seja, não é só uma questão de inovação, é uma questão de responsabilidade e talvez até de educação digital, não é mesmo, Samuel? Com certeza. Não basta saber usar a tecnologia, é preciso entender o impacto dela, senão a gente corre o risco de transformar ferramentas poderosas em problemas ainda maiores. Fica aí, o Gênios 3.0 volta já. [música] O Gos 3.0 está de volta. E olha, tem uma coisa que a inteligência artificial está mudando de verdade, é a forma como a gente usa o celular no nosso dia a dia. Nos últimos meses, uma nova geração de aplicativos começou a surgir com uma proposta diferente. Mais do que ferramentas, eles funcionam quase como intermediários entre você e a sua rotina. É como se o celular estivesse aos poucos pensando junto com você ou até antes de você. Um exemplo disso é o whisper flow. A proposta é praticamente o fim da digitação tradicional, como a gente conhece. Você fala ou até mesmo resbunga e o aplicativo já consegue transformar tudo isso em um texto organizado na prática. Funciona assim. Imagine que você está no carro, no trânsito ou andando na rua e tem uma ideia para uma matéria, um trabalho ou até mesmo uma mensagem importante. Ao invés de você parar para digitar, você só fala e o aplicativo vai organizar tudo isso. Na mesma linha tem o Antinote. Ele não só anota, mas ele começa a conectar ideias automaticamente. Se você anota algo hoje e outra semana, ele pode sugerir ligações entre essas anotações. É como se fosse uma memória expandida no celular. Samuel, isso não te lembra alguma tecnologia que a gente via antigamente em filmes e séries, só que agora já está na palma da nossa mão? Lembra muito no filme Her, o personagem tem uma relação constante com uma inteligência artificial que organiza a vida dele. Aqui a gente ainda não tem uma voz conversando o tempo todo, mas a lógica é parecida. O Whisper flow diminui a distância entre pensar e escrever, e o antinote começa a fazer algo que até pouco tempo era muito humano, conectar ideias. Na prática, isso pode ajudar em estudo, trabalho ou até na organização do dia a dia. Exatamente, Samuel. Eu já vou correr atrás de colocar esse aplicativo hoje mesmo no meu celular para otimizar o meu dia a dia. E para quem produz conteúdo, tem novidade também. Ou para quem gosta de produzir vídeos, viajar e registrar o cotidiano, o Google Vits é uma ferramenta online que permite editar vídeos de forma simples e gratuita. Dá para juntar clipes, áudios, colocar narração, legendas e transições e ainda contar com recursos de inteligência artificial para gerar conteúdos. Na prática, é como ter um mini estúdio de edição direto no navegador ou direto do seu celular. Me conta aí, Samuel, o que que você acha disso tudo? facilita e mais do que isso, democratiza. Antes, editar vídeo exigia softwares complexos e muito conhecimento técnico. Agora, qualquer pessoa consegue produzir um vídeo pra rede social, pro trabalho ou até para um projeto pessoal. É quase como aquelas interfaces de filmes de ficção, em que o personagem monta tudo arrastando elementos na tela. Só que agora isso é real. É isso mesmo, Samuel. Eu já vou baixar o aplicativo do meu celular, não vou mais perder nenhum registro de viagens do cotidiano, até porque agora ficou fácil editar no celular, eu vou ter tudo guardadinho aqui comigo. E no entretenimento, a lógica da otimização também aparece. Plataformas como My Drama apostam em episódios curtos de poucos minutos. São conteúdos pensados para caber naqueles intervalos do dia, na fila do banco, no ônibus ou até esperando um compromisso. É uma nova forma de consumir história quase que como se fosse uma novela, só que em miniatura. Samuel, isso vai mudar a forma como a gente consome o conteúdo? muda bastante. Se a gente olhar para as novelas tradicionais, elas sempre tiveram horário, ritmo e duração fixos. Agora, o conteúdo se adapta ao tempo do usuário. O Midrama entrega histórias curtas que você consome em minutos. É quase como um TikTok das novelas. E isso tem tudo a ver com o mundo de hoje, mais rápido e mais fragmentado. E agora, para finalizar as nossas novidades de aplicativos e tecnologias que você pode ter aí na sua casa, aí no seu celular, no seu computador, para fechar com exemplo mais simples, mas muito útil, o camo Streamlight. Esse aplicativo melhora a iluminação em chamadas de vídeo, iluminando as bordas da tela na prática, é como se você tivesse um ring light, só que digital. Isso faz diferença, principalmente em ambientes mais escuros, seja em reunião de trabalho, aula online ou até uma entrevista. Samuel, simples, mas eficiente, não é mesmo? Totalmente. Às vezes a tecnologia não precisa ser complexa para fazer diferença. Um ajuste de luz já melhora a qualidade da imagem, a comunicação e até a percepção profissional. É aquela solução simples, mas com impacto direto no dia a dia. Samuel, depois de tudo o que a gente mostrou no programa de hoje, dá para perceber uma coisa bem clara. A tecnologia está cada vez mais presente na nossa rotina, seja em temas sérios como o uso da inteligência artificial em questões sociais ou em projetos científicos que podem mudar o futuro, como o Oron que a gente viu hoje. Agora me conta uma coisa, do seu ponto de vista, isso tudo vai aproximar a gente de um futuro mais black mirror ou mais Star Trek? Olha, Felipe, talvez um pouco dos dois. A tecnologia tem esse lado duplo. Pode impulsionar avanços incríveis na ciência, na saúde e na comunicação, mas também traz desafios importantes, principalmente quando falamos de uso responsável. No fim das contas, como em muitas histórias de ficção, a tecnologia não é boa nem ruim por si só. Tudo depende de como a gente escolhe usar. Ou seja, no fim das contas, a tecnologia vai continuar sendo uma ferramenta e quem define o caminho somos nós. E é justamente esse equilíbrio entre inovação e responsabilidade que a gente vai continuar discutindo aqui no Gênios 3.0. O programa de hoje vai ficando por aqui. Agradeço a sua companhia, agradeço a companhia do meu parceiro de bancada digital, Samuel. Mas eu te espero no próximo episódio. Até mais. [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]