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[música] [música] Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando mais uma edição do estúdio Câmara no ar. Hoje, quinta-feira, 4 de junho, feriado, você tá em casa. Vamos conversar. Vamos falar sobre algo que é muito [música] presente e ao mesmo tempo muito silencioso na vida de muitas mulheres. Hoje nós vamos falar da relação com o próprio corpo. Porque mesmo com tanto discurso sobre autoestima, aceitação, por será que tantas mulheres ainda se sentem presas [música] a padrões de beleza que parecem inalcançáveis? A pressão estética está em todo lugar, nas redes sociais, nos filtros que [música] corrigem rostos e corpos em segundos, nas dietas que prometem mudanças rápidas, nos procedimentos estéticos cada vez mais acessíveis e também uma cultura que ainda associa valor pessoal à aparência. E nesse cenário também cresce um número preocupante [música] de ansiedade, distorção de imagem, baixa autoestima [música] e transtornos alimentares. Hoje a gente vai tentar entender como isso tudo afeta a nossa saúde mental e porque tantas de nós mulheres vivem uma sensação constante de não serem suficientes. Será que somos prisioneiras do nosso [música] próprio corpo? Vamos falar sobre isso. As nossas convidadas já estão aqui conosco. Eu vou atualizar algumas informações, trazer a previsão do tempo para você e daqui a pouquinho nós vamos conversar sobre essa questão. Você tá feliz com o corpo que você tem? Como você se vê no espelho? É, então vamos falar sobre isso daqui a pouquinho, porque agora eu quero falar para você que a Câmara de Campinas realiza no próximo dia 9 de junho, às 7 da noite, audiência pública para discutir o projeto de diretrizes orçamentárias para o ano que vem, 2027. [música] Eh, a gente convida você para discutir as metas e prioridades da administração pública municipal para o próximo ano. Então, essa audiência ela vai ser conduzida pela Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara de Campinas e você é convidado especial. A sua participação vai definir os rumos dos investimentos públicos da cidade. Então, a, olha, já agenda aí para você, tá bom? você precisa participar com a gente. É muito importante. Se você ainda não foi em alguma reunião, principalmente dessa de lei de diretrizes [música] orçamentárias, para você participar com a gente, basta vir até o plenário da Câmara, acompanhar a transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas, né? E também no YouTube você pode fazer perguntas, sugestões, [música] tem o formulário no site da Câmara, você pode acessar lá Câmara. Eh, o site da Câmara é assim, campinas.sp.lege. Tá bom? Então, acesse, participe. Eh, você pode, de repente mudar, né, algo que vai ser investido no seu bairro, você pode mudar esse investimento. Como assim? Vamos lá. tem eh projetos para investimento em escolas no seu bairro, mas no seu bairro a o tanto de escola que tem lá já tá OK, tá faltando de repente um posto de saúde, você pode fazer essa sugestão. Esse é o momento. A lei de diretrizes orçamentárias é o que define [música] o valor que vai ser investido na cidade no próximo ano. Então você precisa participar, tá bom? Vamos lá, gente. Previsão do tempo chegando para você. Como é que fica o tempo hoje, hein? Sol com algumas nuvens, não chove. Mínima 14, máxima 24º. Essa é a previsão do tempo para esse feriado. Então, bom feriado para você. Vamos conversar agora porque a gente vai falar de pressão estética, [música] né? Olha, a pressão estética, gente, ela não é nova, mas ela ganhou uma nova força com as redes sociais, com a exposição constante de imagem. Hoje, corpos perfeitos são exibidos diariamente, né, como sinônimo de sucesso, felicidade e até de aprovação social. Só que na maioria das vezes esses corpos eles não são reais, são editados, são filtrados, são moldados por cirurgias, tratamentos e padrões que não fazem parte da rotina da maioria das pessoas. Ainda assim, a comparação acontece o tempo todo. E é nesse ponto que a gente começa a entender o impacto disso na saúde emocional e psicológica. Então, a gente precisa eh descobrir, nós somos prisioneiras do nosso próprio corpo para conversar com a gente sobre esse tema tão necessário. A gente recebe hoje a psicoterapeuta corporal, biodinâmica e perinatal Thaís Fernanda Azevedo. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua presença. Bom dia. Eu que agradeço de estar aqui conversando com você e com todo mundo em casa sobre esse assunto tão importante. Muito bem. [limpando a garganta] E olha, para completar aí a nossa dupla de especialistas, hoje a gente dá as boas-vindas à psicóloga clínica, ela também é especialista em saúde da mulher. É a Dél Feltrin que tá com a gente aqui. Bom dia, seja bem-vinda. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Bom dia aí, mulherada. É um prazer estar novamente com vocês, né, falando com mulheres de mais um tema muito importante e que tá presente na nossa vida, né, na vida de todas nós. Exatamente. Presente na vida de todas nós mesmo, porque temos uma pressão da sociedade, né? Será que a gente eh se rende a essa pressão? Então eu começo perguntando para Thaís, por que na sua avaliação tantas mulheres vivem hoje em conflito constante com o próprio corpo? Qual a avaliação que você faz disso? Existem muitas camadas, né? Desde que a gente nasce, a gente é enquadrado numa caixa, como a menina deve ser, como ela deve se comportar, o que que ela pode ou não falar, como ela pode ou não expressar seus sentimentos. E, infelizmente esse padrão de beleza, né, de uma menina magra, de uma menina eh a bailarina, né, o encaixe da criança bailarina já vem eh contaminando o emocional desde pequenininho. A gente vê crianças indo com fantasia de escola de recém operadas e as pessoas acham lindo, né? Com cinta de pós cirúrgico, com marcas, né, de cicatrizes, de, né, uma prótese de mama. Então, isso é muito grave e a gente vê crianças muito pequenas já pensando em fazer dieta, já falando eu não posso comer tal coisa porque o ambiente que ela tá inserida contamina. E quando a gente vai crescendo, passando por etapas da adolescência, da juventude, a gente sente mais pressão pelas redes sociais, pelo o ambiente que a gente vive. E a gente esquece que ser uma pessoa é diferente de ser um ornamento para agradar o olho de alguém. Então, a pressão estética tá sempre ligada a isso. Você não serve, só serve se agradar o olho de alguém. E quem é esse alguém? Uau! Muito bem. E quando a gente fala de pressão estética, eu pergunto pra Adele, essa pressão ela afeta diretamente a saúde mental e emocional de nós mulheres? Adele, que que você traz pra gente? Com certeza. Eh, como você falou no início, né, nós mulheres como prisioneiras do nosso próprio corpo e hoje em dia essa é uma realidade para todas nós. Eu não conheço uma mulher que tá 100% satisfeita com o seu corpo. Uhum. sempre tem uma coisinha, uma coisinha eu quero melhorar aqui, outra coisinha eu quero melhorar ali, né? E tudo isso vem afetando muito a saúde mental, eh, comparação o tempo todo, eh, vem privando as mulheres de momentos simples, né, eh, de felicidade, né, no dia a dia, como tá à vontade no seu corpo, num churrasco, numa praia, numa piscina ou eh para tirar uma foto, né? Você tira 1000 fotos até eh se sentir bem, né? você tá incomodada com o seu braço, tá incomodada com uma dobrinha ali. Então isso vai afetando muito a saúde mental, né, e vai realmente nos tornando prisioneiras do próprio corpo. Eh, hoje a gente tá inserida, né, num num contexto que todos os dias a gente tá vendo lá esses corpos perfeitos. Uhum. Mas quando a gente vai numa praia, você já parou para pensar, vamos, vamos dizer assim, ao Rio de Janeiro, que a maioria das pessoas são esportistas, estão lá fazendo um esporte na praia, né? são pessoas que que a mulherada lá se cuida, vamos dizer, e mesmo quando a gente tá lá, a gente vê uma mulher assim realmente como a gente vê no Instagram, porque a maior a maior parte, né, a a saúde, né, você se cuidar, você ter um corpo bem cuidado, você treinar mesmo assim não chega naquele naquilo que a gente vê, né, na na nas redes, né? Então, quando a gente realmente tá inserida até numa praia e tudo mais, é difícil a gente ver um corpo que que que é igual, né, na internet. Então, eh, cada vez mais a gente busca o inalcançável, né? com coisas irreais, inalcançáveis, e com certeza isso vai gerando ansiedade, eh, comparação, né, e essa busca incessante por um corpo perfeito que não existe. Olha isso, gente. Agora as redes sociais elas intensificaram, será essa sensação de inadequação corporal? Táí, a rede social, você acredita que ela ela impactou nessa nessa questão da gente sempre achar que, ah, eu não tô não tem alguma coisa errada aqui, tem alguma coisa errada ali, olha, ela conseguiu também consigo essa questão da comparação, você acha que isso trouxe um impacto pra gente, de repente para pra gente poder analisar como nós estamos, né, de frente ao espelho? Com certeza. É claro que tem muito conteúdo bom na rede social, mas o que é comercial, né, o que vende, é o estereótipo do perfeito, da mulher plastificada, da mulher emborrachada, né, da mulher criada. Verdade. Porque como, né, a Delli disse, o perfeito ele não existe. As proporções desse dessa Barbie perfeita são raríssimas de ter um biotipo natural. Sim. E quando eu vejo influenciadoras que são patrocinadas pelo marketing de um consumo, de um de uma inadequação, né, a gente vai acreditando que a gente não serve. E essa sensação de não servir, de não me encaixar, agride muito o nosso emocional. Então, quando eu me esforço para parecer a influencer, para ter aquele corpo plastificado, mudado cirurgicamente ou mudado com harmonizações, eu me sinto inadequada. Ou porque eu não tenho dinheiro, ou porque a minha vida é muito corrida, eu tenho que trabalhar, cuidar dos meus filhos e quando é que eu vou ter tempo para cuidar de mim? E o que é cuidar da gente, né? O que é essa tendência que temos de nos plastificar, né? de nos emborrachar para seduzir alguém, para ser sinônimo de desejo, né, de de beleza para alguém, me afasta de mim e demonstra o que eu tenho nas minhas relações pessoais. Porque quando eu busco transformar meu corpo, eu também tenho que olhar paraas minhas dores emocionais do que eu não tô conseguindo de desenvolver, criar, curar das minhas feridas emocionais nas minhas relações gerais que eu estereotipizo na minha beleza física, né? Muita gente acha que alcançando eh tal corpo, ai quando eu quando eu emagrecer tantos quilos e tal, aí sim eu vou ser aceita, aí sim eu vou ser amada, né? Aí que entra o que você falou das feridas emocionais. A gente precisa olhar mais a fundo. E não é romantizar eh o que eu não gosto, né? Eu posso não gostar do meu corpo todo dia. Nós mulheres que passamos pelos ciclos hormonais, tem uma semana que a gente tá maravilhosa, tem uma semana que a gente tá se sentindo um lixo por conta das questões eh hormonais também. [limpando a garganta] Não é romantizar que eu tenho que gostar de todas as minhas estrias, mas também não é não é ser tóxica nesse sentido, mas é questionar o por é que eu acho que eu preciso de uma mama maior. Uhum. O por é que eu não posso eh gostar, né? Eu tenho que odiar a marca da minha cirurgia cesariana, por exemplo, que são marcas que contam a minha histórias. Por que que eu tenho que odiar a minha história para me render a essa indústria? E essa indústria do consumismo barato, né? Todo dia tem 3.000 cremes diferentes para rugas, todo dia tem próteses diferentes e põe a prótese e tira prótese e lipo tá ali o músculo. É, é muito invasivo, é muito violento. A gente realmente é uma indústria para fazer com que a gente se sinta incapaz, que a gente não dê conta da vida. E isso prejudica muito o nosso emocional. Se a gente parar para analisar, é uma baixa estima constante. Porque se você tá o tempo todo querendo mudar, querendo fazer alguma coisa que que tá chegando de novo, é porque você não tá contente com o que você é, né? E aí eu pergunto para Adé, essa essa baixa estima, tem alguma relação nesse consumo constante eh de produtos de beleza? Porque eh a Thaí pontuou, né? É, todo dia tem uma coisa nova, não só na na questão. Eu fico até perdida quando eu vou numa farmácia que eu é muito, né? E assim, será que a gente precisa disso tudo mesmo, né? É pra ruga, é pra pele, é gente, é muita coisa e é tudo novo. Você comprou hoje, passa 5 dias, tem outro lançamento. E aí se você for comprar tudo, vamos falar que a economia também, né? vai o negócio vai só ladeira baixo. Agora, qual que é a relação entre essa vontade de repente que a gente tem de comprar esses produtos estéticos que prometem melhorar algo em nós que eu acho que a gente nem sabe o que é, né? e a baixa autoestima que de repente toda essa oferta nos faz sentir. Sim, eu acho que a a baixa autoestima, né, o que mais tem relação é com o vazio, né, interno, né, de cada uma. E e quando a gente olha, né, nas redes sociais, principalmente as mulheres lá com uma vida que às vezes aparentemente perfeita, eh, nossa, eu acordo, eu passo 1000 produtos, aí eu vou, eu treino, aí às 10 da manhã eu já tô lá linda, impecável, né? Eh, e já fiz um monte de coisa e você começa a se comparar, né? Você começa a se comparar e eu não tô me encaixando, né? Então tem aí, tá todo mundo eh eh se cuidando, tá todo mundo eh dando conta de tudo e que que eu preciso fazer aí nessa nessa mesma hora vai lá e aparece como a Thaís disse ã uma propaganda de um produto novo, ã de uma de uma clínica que tá oferecendo aí botox promocional e um monte de coisa. E aí você sente que você eh tá atrasada, que você precisa correr, né, eh para para se encaixar, para para est igual a todo mundo. E aí que entra a baixo autoestima, né? Porque se você tem uma boa autoestima, você sabe que você não precisa ser igual a todo mundo. Uhum. Né? e que e que você, por exemplo, eu, né, quando eu fui na minha dermatologista, eu pedi um protocolo aí de cuidado mais básico possível, né, que eu posso passar um protetor solar de manhã, um hidratante e tá tudo bem, né? Assim, eu quero me cuidar, mas dentro da do que eu sei que eu vou dar conta, do que eu posso. Eu não consigo acordar e já ter assim uma lista de 15 produtos para passar, né? E mais à noite a gente tem que eh fazer o que faz sentido pra gente, né? E quando tem uma baixa autoestima, você não consegue encontrar o que faz sentido para você. E são poucos os casos que eu acompanho no consultórium que as pessoas quando fazem um procedimento estético invasivo, né, de uma cirurgia, de uma coisa mais invasiva, que elas se sentem plenamente realizadas ou que essa realização dure por muito tempo. Sim. Então, se eu tenho biotipo de ter pouca mama, decido colocar silicone, porque eu acho que isso vai melhorar a minha autoestima, pode ficar maravilhoso, né, o trabalho do médico, a prótese, a recuperação dessa paciente. Mas isso vai demorar tão pouco tempo, porque essa indústria, né, esse marketing, as redes sociais, essa cobrança logo vai colocar para ela uma outra necessidade. Então, ela pode ficar muito satisfeita, muito feliz e viver uma vida mais plena a partir dessa cirurgia. Mas o que a gente vê em geral é que a cirurgia vai durar pouquíssimo tempo. A dopamina é uma dopamina de prazer muito rápida, porque logo tem a ingestão de outra coisa. Por isso que muita gente vicia em procedimentos estéticos, né? Cria realmente uma dependência daquilo, porque tem essa ligação com a baixa autoestima de você achar quando eu tiver o seio maior, eu vou eh estar mais atraente, eu vou ser mais amada. Quando eu emagrecer, né, X, quilos, eu vou me sentir melhor comigo mesma. Só que esse sentimento ele nunca chega, né? Ele sempre é insuficiente. É o vazio, é o vazio interno que a pessoa não olha, né? Ela tá olhando pro externo e não pro interno. Nossa. E e com tanta oferta da indústria fica meio delicado a gente tentar se equilibrar, né, Thaís, com todas essas ofertas que tem. são cremes, eh eh são são eh cirurgias, são procedimentos. E aí você fica meio perdida assim, você fala: "Mas, eh, não preciso, mas tá aqui, eu acho que eu vou fazer". Dá uma confusão na gente até nessa questão, será que eu estou sendo suficiente, né? Porque tem tanta coisa chegando e se eu não vou pertencer, se eu não fizer parte, eh, se eu não tiver inserida nesse contexto, eh, tiver consumindo esse produto, eu não tô pertencente a esse grupo, mas eu tô falando aqui, mas eu não sei que grupo, eu não sei que produto, para você ver como que o negócio ele é complexo, né? complexo. Eh, uma das coisas que faz a cura acontecer no consultório é quando a gente olha e administra muito o ambiente que a gente tá inserido. Uhum. Então, quando eu escolho seguir determinada pessoa na rede, acompanhar esse trabalho e decido não seguir alguém que seja mais saudável, que, né, faça uma construção melhor para minha vida, eu estou escolhendo o ambiente tóxico. Sair do ambiente tóxico é muito difícil, porque tem muita pressão. Sim. Então, se eu tenho um grupo de 10 amigas que a gente tem o hábito de falar sobre procedimento, sobre a nova tendência ou sobre o quanto a gente é, né, infeliz por não ter condições de fazer aquilo, quando eu tento me retirar desse grupo, esse grupo vai me retalhar. Uhum. Só que é muito importante, né, as pessoas entenderem o que que eu tô consumindo, não só de alimento, né, não só de exercício físico. Esse exercício físico tá me fazendo bem ou ele tá me colocando numa prisão? Eu vou paraa academia hoje. Eu, Thaís, né? Eu vou pra academia hoje porque quando eu tiver 70 anos, eu quero pentear meu próprio cabelo, eu quero usar o banheiro sozinha, eu quero poder tomar banho. Então eu estou indo para um processo de construção de saúde. Isso. Se eu [limpando a garganta] vou pra academia hoje, porque ontem eu comi muita pizza, o exercício virou punição. Esse exercício não é autocuidado. Então a gente tem que tomar muito cuidado quando a gente usa algumas palavras para maquiar a doença. Doç, né? Então se eu não, eu sou super saudável, eu como salada no almoço e vou na academia todos os dias porque eu me cuido. Será que eu tô me cuidando ou será que eu tô escrava já desse ambiente tóxico? Quando eu vou na academia, o meu instrutor, ele me oferece anolizantes, né, eh, ilegais, por exemplo, porque a gente sabe que isso acontece muito. A mulher que eu me inspiro, o glúteo, o abdômen dela é natural ou tá anabolizado? Uhum. E tem mulheres que falam: "Não, vale a pena, eu vou para anabolizante, a que custo?" Então, quando a gente pensa em saúde pública, pensar, né, no malefício, né, emocional e no maleefício estético é falta de saúde pública. A gente precisa ter pessoas mais enraizadas, né, melhores com a sua com a sua saúde emocional para elas poderem ter julgamento do que elas estão consumindo. E esse programa é muito importante para isso. Vai lá na sua rede social e filtra. Se essa pessoa que eu sigo me faz me questionar, questionar meu valor, questionar se eu tô adequada, eu não posso seguir essa pessoa. Essa pessoa não me faz bem. Se eu me maltrato, se eu falo: "Nossa, que pelancuda, que gorda, que não sei o que, que não sei que lá, eu não trato outras pessoas assim. Por que que eu me trato assim?" Uhum. Tem quanto de influência desse mundo social, desse ambiente tóxico? Então, são pequenas medidas, né? pequenas lampadinhas que vão acendendo, que fala: "Opa, estou indo pro caminho do adoecimento". Olha, interessantíssimo a sua colocação. Eu acho que acende aí a luz de muita gente, né? Eh, essa questão da rede social, ela tem pesado muito no nosso dia a dia e às vezes, mesmo sem perceber, a gente acaba acaba sendo influenciado por pessoas que, de repente não são reais. a gente tem que entender que a eh tudo que a gente vê nas redes, a maioria, vamos colocar aqui, 90% são recortes, são recortes do que eles querem que a gente consuma, que a gente veja, né? E principalmente quando a gente fala de beleza, né? Corpos sendo construídos aí eh em três meses, né? Mulheres eh saindo de uma forma e daqui três meses você olha, fala assim: "Nossa, gente, ela conseguiu isso em três meses, eu também consigo, porque se ela conseguiu, eu também quero conseguir". Aí você vai ver o protocolo que foi usado e aí a gente precisa tomar cuidado com isso porque isso tem um impacto muito grande na nossa saúde física, na nossa saúde mental e sem contar que precisa ter sequência, né, as coisas. E aí quando a gente fala de anabolizante, a gente vê pessoas aí perdendo a vida pelo uso indiscriminado de anabolizantes para tentar construir um corpo perfeito. Agora, perfeito para quem? Exato. Perfeito para quem? Quem disse? Aliás, quem disse que aquilo que você viu é perfeito? Quem falou para você, né? Então, assim, a gente precisa ter um pouquinho aí de cautela quando a gente fala eh do corpo perfeito, de querer ser para pertencer a algo. E aí a gente volta a falar então de uma questão que nós já falamos no programa, mas e que está voltando à tona, que é a cultura da magreza. Eu não sei o que que tá acontecendo, mas eu estou percebendo, acho que você de casa também, as nossas profissionais também, nossas convidadas, que hoje as pessoas ent, principalmente as mulheres, né, entendem que para pertencer agora tá todo mundo tendo que ser magro, mas magro magrimo. Era lá, calma lá, me ajuda, Adel. Vamos lá. Vamos lá. Bom, eh, é o que, né, foi falado, quando a gente tá inserido num grupo, né, que que torna aquilo normal, né, fica banalizado. É algo que é todas suas amigas eh usam a caneta, né, fazem de uma dieta restritiva, as pessoas que você segue nas redes sociais também, né, faz o uso a indiscriminado. Então, isso vai se tornando banalizado e até romantizado, né? Hoje a gente vê que vira uma competição aí quem tem menos gordura corporal, né? E assim, não é natural da mulher ter um percentual de gordura muito baixo, né? Naturalmente nós mulheres temos uma saliência aí no abdômen. É algo natural, né? E não é feio, né? É a nossa natureza e as curvas são bonitas, né? E são necessárias. Então, cada vez mais, né? Eh, e tudo isso vai sendo normalizado. E uma coisa que eu fico pensando que até a assim o alimento tá sendo demonizado, né? A gente não fala mais: "Nossa, eu vou almoçar um arroz, um feijão, uma carne". É. Ai, você já bateu sua meta de proteína, você já comeu seu carboje, né? Ninguém mais fala de comida, né? Assim, eh, então tá tudo muito, eh, tá tudo entrando, né, num tá numa numa caixinha, né? tá tudo sendo nomeado, né, de uma forma eh que vai eh incutindo isso mesmo na cabeça das mulheres, nédade. Eh, e aí vai se tornando, eh, natural essa busca pela magreza, né? Então, há uns anos atrás a gente tava num momento naturalizando mais os corpos reais, e os diferentes biotipos, né, a diversidade da mulher. E parece que agora, né, com essa onda aí das canetas emagrecedoras, a gente tá voltando aí pro pro pros anos 2000, né, e que em que as modelos eram extremamente magras, né, e a gente vê eh isso muito presente nas redes sociais, né, eh no nos vídeos, nos memes, né, falando sobre a magreza, realmente naturalizando tudo isso. E e e é o que é o que o que a gente já conversou hoje também, que aí que entra o sofrimento, né? Quando esse autocuidado ele vem de um bem-estar, ele vem do eu quero me cuidar, eu quero ter saúde, né? Eu quero envelhecer bem. Eh, eu pratico exercícios sim para cuidar do corpo, mas também por saúde mental ou essa rotina aí, né, de dieta restritiva, de às vezes uso de um anabolizante, de uma caneta e às vezes treinos também muito pesados, vem de um sofrimento, vem de um ciclo de exagero, depois restrição, compensação, culpa, né? E aí que entra o sofrimento emocional. É uma romantização do sofrimento em nome de uma estética. Taís, é, eu acho que é importante a gente dizer que a estética, a cobrança estética, ela é diferente para mulheres brancas e para mulheres negras, né? As mulheres negras, elas não podem nem existir. O cabelo dela é feio, o nariz dela é feio. A boca carnuda de uma mulher negra tem um sentido. A boca carnuda harmonizada de uma mulher branca tem outro sentido. E a gente sexualiza muito o corpo, né, feminino negro. Sim. Quando a gente pensa numa mulher branca, gorda, ela sofre uma discriminação de gordofobia por muito por parte clínica médica. Então, todas as queixas dela que é levada pro médico não são ouvidas. Eu só vou te ouvir depois que você emagrecer, toma aqui tua canetinha. Uhum. Então eles não ouvem queixas importantes da saúde dela para isso. Na mulher negra, ela já não pode existir porque ela é negra, né? 2026 a gente tem todo esse racismo acontecendo, essa hipersexualização do corpo. E se ela é gorda, então aí que não existe mesmo. Tanto que o índice de morte de mulheres negras por negligência de escuta médica é maior, bem maior porcentagem do que da mulher branca. Uhum. Passando isso, no Brasil hoje a gente tem mais de 60% da população sobrepeso. Sim. Porque na correria, nos altos custos de uma comida boa, de qualidade, o tempo para fazer exercício, é mais fácil a gente, né, tomar um refrigerante, comer um sanduíche, um salgadinho no almoço, do que ter uma mesa organizada saudável pra maioria da população. Exato. Em contrapartida, esses outros 40% tá indo pro uso indiscriminado da caneta. A caneta é ótima para diabetes. Ela ajuda sim no processo, né, emagrecedor para quem precisa. O que a gente vê são pessoas que podem regular a alimentação, que podem fazer algumas alterações no seu dia a dia para emagrecer 2, 3 kg e optam pela caneta para ficar cadavérico. Uhum. Cada é uma amagreção. Uma cadavérica. você para analisar é isso mesmo. Você vê, né, atrizes, cantoras extremamente extremamente, né, fica cabeça, eu não vou falar o nome da marca da injeção, né, mas todo mundo entende. Cabeça nã, porque você sabe que aquela pessoa tá no uso da caneta por acho que é importante a gente não demonizar o uso da caneta, mas sim problematizar o uso indiscriminado, né? Eh, porque a gente sabe que um processo de emagrecimento para quem realmente precisa, né, por questão de saúde, ele não é simples, isso, ele é multifatorial, né, o que leva uma pessoa a ganhar peso, né, e às vezes precisar emagrecer e não é um processo fácil, né? vezes ela sim, ela ela já tentou porque as pessoas também associam a preguiça, né? E não, muitas vezes ela já eh fez acompanhamento com o nutricionista, tá numa num num numa rotina aí de treinos e por alguma razão eh ela não consegue emagrecer e existem eh várias razões para que isso aconteça, né? E aí sim eh eh a gente acha que é coerente, né? às vezes realmente com o acompanhamento médico tá fazendo um o uso de de algo para realmente ajudar nesse processo, né? Agora assim, a gente precisa problematizar automedicação, né? Eh, você mercado ilegal dessas injeções, né? Tá vindo de lugares não seguros, muitos roubos a farmácias para conseguir esse medicamento mais barato. Isso é outro crime, né? Eu comprar um produto. Então é algo assim que virou um turbilhão, né? na cadeia. Exatamente. Olha só, o material de roubo. Agora é algo assim que passou um pouquinho do limite, né? Se a gente for parar para analisar, não é só uso indiscriminado mesmo, como você pontuou, né? As pessoas elas estão fazendo, tipo assim, de tudo para poder conquistar, conseguir aquilo, né? Seja para vender, né? Para poder ter aí uma eh eh uma melhora no no recurso, ou seja para utilizar. Aí tem gente, eu já vi situações na internet de pessoas que disseram comprar o produto dentro das seringas já pronta pra aplicação. Ô gente, pera aí. Você sabe o que tá dentro daquela seringa? Isso é uma ansiedade, é um desespero que bate quer passou dos limites completamente, né? É, tem grupos de amigas que compram uma caixa juntas para dividir. Ah, temos, a gente tem um evento, a gente tem uma festa, precisamos emagrecer até essa festa. Aí compram, né, e dividem, né, ai cada uma usa tanto projetos, né, projeto madrinha, projeto aí passa totalmente dos unites, né, onde que entra a saúde nisso tudo é uma certa falta de responsabilidade com consigo, né, com o próprio corpo. é olhar o corpo de uma forma banal, né? Porque se a gente para para analisar o nosso corpo, gente, é algo que é só nosso. Nós, cada um tem a sua forma, cada um tem a sua beleza. Às vezes a gente não aceita, não sabe? Tem dia igual a Thaí colocou, tem dias que você olha no espelho, fala: "Poxa vida, mas é, não tá legal". Só que daí, gente, deixa, vamos lá, vamos seguir a vida. A vida é vida que segue, né? A gente não pode ficar preso a essa questão. A gente não pode ser prisioneiro do nosso próprio corpo. O tema do programa de hoje é esse, né? Sou prisioneira eh do do meu próprio corpo. Tem relatos de pessoas que que estão um pouquinho acima do peso ou nem tanto, né? Mas se sentem assim por conta do que a sociedade impõe, por conta das comparações nas redes sociais. E aí relatam que ao ir até lojas para comprar roupas, eh, não se sentem bem, porque as roupas, o comércio está se adaptando a o comércio de confecções. Aliás, não é só confecção não, né? [risadas] É, eu vou corrigir que não é só confecção não. Em geral, eles estão se adaptando à cultura da magreza. E aí eu peso 75 kg. Como é que eu vou comprar uma roupa para mim se já não tem mais roupa para quem tem esse peso, essa medida que eu tenho, como é que faz? Muitas marcas nem produzem mesmo, né? Um manequim maior que 44, porque já consideram 44 plus. Mas o que é isso? Mas tá, mas e daí quem é plusiz não pode usar uma roupa, vai fazer como? Olha só a que ponto chegamos. Existe um estereótipo de marca que eles falam que o corpo gordo não representa essa marca, por isso que eles não produzem roupas de números maiores. Olha só que violência. Então é muito violento. E como a D falou, né, tem muitos motivos que faz uma pessoa engordar. Na terapia corporal biodinâmica, a gente entende o corpo como a extensão da mente. Então, quando o meu corpo adoece e a obesidade é uma doença, né, importante frisar, eh, esse corpo, ele essa doença psicossomática, ela tem uma história emocional. Então, eu posso fazer todos os procedimentos, eu posso me colocar em todas as mesas cirúrgicas possíveis. Se o meu emocional não tiver bom, eu não fiz um bom trabalho comigo, porque é o que a gente falou anteriormente, o póscirúrgico, pós procedimento, ele dura por pouquíssimo tempo. O que a gente precisa é entender essa dor que me faz engordar, é entender, né, essa esse metabolismo, essa crise metabólica que tá me fazendo permanecer acima do peso, entender socialmente o país que a gente tem, as condições, né, sociais, econômicas que temos. Então não é só uma injeção, não é só um botox que vai resolver a nossa vida, é uma construção de saúde tem quando tem uma indicação para realmente uma cirurgia bariátrica, né, quando é indicado, é um longo processo até chegar à cirurgia, né? é obrigatório uma avaliação psicológica, um acompanhamento psicológico para a gente trabalhar as raízes, né, antes e de passar por uma cirurgia que vai mudar completamente a vida dessa pessoa, a relação dela com a comida, com o alimento. E aí a gente vê essas outras formas hoje de de emagrecimento em que as pessoas estão realmente se automedicando, passa eh às vezes passa no médico a primeira vez, fala que quer, né, fazer o uso, já sai de lá com uma receita sem uma avaliação mais profunda e e aí a pessoa vai lá, ela ela consegue aí alguns resultados rápidos, mas e o depois, o que vem depois, como que ela vai lidar aí com o emocional, com o que esse emagrecimento também, às vezes rápido e abrupto, trouxe de mudança na vida dela. Uhum. E tem um detalhe que eu acho importante a gente falar de como a nossa sociedade também tá perversa. Sim. Porque quando uma pessoa emagrece 10 kg, ela é muito mais bem tratada, ela é muito elogiada e e não são só elogios sexualizados, né? Nossa, como você tá ótima, nossa, como você tá bonita, nossa, como agora todo o vestido que você comprar ele cair bem. A nossa sociedade é muito perversa, somos muito gordofóbicos e isso juntando com tudo que a gente conversou só causa estímulo ruim para que isso aconteça. E tem um outro detalhe que é o do bom senso, mas, né, o óbvio precisa ser dito, não se comenta peso de ninguém. Não tem uma mulher que esteve acima do peso, que já não ouviu, a Fatiica pergunta: "Tá grávida de quanto tempo?" Nossa, gente, ridículão desagradável. tão invasivo ou, né? Eu trabalho muito com mulheres tentantes, ah, você já tá gordinha, quando você engravidar, você vai virar uma baleia, você nunca mais vai voltar a emagrecer. Então, essa perversidade de uma sociedade corrompida precisa ser olhada. E então, gente, vamos ao bom senso. Não se comenta o peso das pessoas. Se você se preocupa com essa pessoa, tem uma abordagem carinhosa, afetiva, se ela te der permissão, porque quem é acima do peso é traumatizado por n motivos, por n formas. Então, falar que ela sabe que ela tá gorda, ela sabe que ela tá acima do peso, não é um, né? Ela não tá em negação disso. O que a gente tem eh são dismorfias corporais paraa extrema magreza, paraa anorexia, né? Então são coisas diferentes. Uma pessoa que tá acima do peso, ela sabe. E se ela te pede ajuda, ofereço uma ajuda real, como a Adelle falou, com bons profissionais, porque tem profissionais muito ruins no mercado, né? Então, com bons profissionais, que façam essa integração psicoemocional, endocrinológica, porque a perversidade e a falta de bom senso machuca muito a gente e principalmente que profissionais que vão olhar pro todo, né, e não só para pro [limpando a garganta] que ele tá vendo, né, não só pra estética, né, a gente tem que olhar pro todo, pra integralidade, né, que a gente tá falando especificamente mais de mulheres, né, mas pra integralidade daquela mulher, né, né? O que que aconteceu na vida dela, o que, né? Às vezes uma situação estressante, às vezes realmente um pós-parto, né? Para ela tá cima do peso, a gente tem que olhar na integralidade, né? Para conseguir realmente ajudar essa mulher. É verdade. E quando vocês falam de bom senso, né? H, se a gente para para analisar essa essa cultura da magreza que tá voltando aí, eh, dos corpos magrimos e das canetas, gente, essas canetas são maravilhosas porque elas estão tratando uma doença que é a obesidade, né, que é o diabetes. Então, vamos parar para analisar dessa forma, né? Que bom, que bom que conseguiram, que descobriram, que está disponível e que cada vez está ficando, parece que mais em conta. Que bom para as pessoas que precisam. Agora, se você precisa emagrecer 3 kg, 4 kg, 5 kg, você fala: "Ai, nossa, gente, pera lá, né? Faz uma dietazinha, come um pouquinho mais de legumes, né? Ah, tira o refrigerante, tira a pizza do final de semana, dá uma corridinha no bairro, quem sabe você fazendo uma reeducação alimentar, né? Pegando mais firme na academia, contrata uma nutricionista, contrata um personal, sabe? vai buscar um apoio psicológico de repente, porque não agora tem aquelas colegas, né, que tem uma oportunidade melhor na vida e que conseguiu de repente com apoio profissional ou não, porque quem faz com apoio profissional e quem não faz não conta. Ela de repente está utilizando a caneta, está emagrecendo, está tendo bom resultado, mas ela não fala para você que da onde está vindo essa caneta, né? Tem que tomar cuidado com isso aí, viu, gente? E aí o que que acontece? Ela chega para você, fala: "Nossa, mas você com toda essa disponibilidade e oportunidades de emagrecer, você ainda não emagreceu os quilinhos que você falou que precisava emagrecer desde o início do ano? Você ainda continua com eles aí ou engordou mais um pouquinho, né? A gente precisa cuidar com isso também, principalmente quem faz o uso desse tipo de de substância e que está conseguindo ter aí um um um sucesso no seu emagrecimento, não pode se comparar a pessoa de repente que não tem a oportunidade de ter esse tipo de substância. E a gente tem visto esse tipo de comentário. E olha, gente, eu fico mais triste ainda que é de mulher para mulher, de amiga, né? de amiga para amiga. Que coisa impressionante. Que qualidade de amiga, né? Ai, ai, ai. Mas assim, não existe jantar sem conta. É, né? Essas injeções elas são boas, elas funcionam, só que ela é o primeiro passo, né? a manutenção do seu baixo peso, a estrutura emocional que você vai criar para fazer essa reeducação melhorar, para que você não tenha o reanho, ela é muito importante, porque a gente vê muito reganho em pessoas que fizeram a bariátrica, em pessoas que usaram a caneta, né? porque não tiveram os cuidados emocionais, porque não tiveram a manutenção, porque se eu paro de comer pela fórmula da caneta, quando eu tiro essa fórmula, eu vou voltar a comer. Exato. E hoje, muito pela essa indústria, a gente ainda fala muito pouco dos efeitos colaterais que tem, porque todo remédio tem o efeito colateral. É, parece que os efeitos colaterais eles são menos do que o emagrecer, né? As pessoas falam, né? É um método muito novo ainda. A gente não sabe também quais que vão ser as consequências daqui a 10, 15 anos. As pessoas acabam romantizando o efeito colateral, porque tipo assim, ah, eu tô passando mal agora, mas daqui a pouco passa, mas eu vou perder tantos quilos. Há alguns anos, quando a caneta introduziu no Brasil, eh, era muito mais comum cuidados com pâncreas, exames, né, ultrassom de pâncreas e acompanhava, vamos tomar só por quro meses para ver como fica teu pâncreas. Hoje, coitado do pâncreas, ele [risadas] deixa o pâncreas lá, né, e o pâncreas é um órgão que eu não sei se vocês sabem, mas não dá para transplantar. você fica com a doença do pâncreas e agride e você, né, se lasca mesmo. Olha só. Mas assim, não estou afirmando que todo mundo que tomou vai desenvolver a doença, mas as doenças, né, os efeitos colaterais, eles vão aparecer, como a Del falou, é um processo muito novo, a gente precisa de uma geração inteira, né, de estudos. É uma injeção boa, só que a gente tem que entender que é um começo de um processo. O processo da reeducação, de pensar sobre você, de pensar sobre tudo, é pra vida inteira. Eu acho que a gente tá num num momento aí eh do mundo de muitos excessos. É isso. Então, mesmo mesmo as pessoas que não fazem o uso de caneta ou de anabolorizante, mas muitas vezes a gente vê até uma relação com o esporte que não tá saudável, né? porque ã entra nesse ciclo da sempre da compensação, né, de eu exagerei um pouco no final de semana, eu preciso então dobrar a minha rotina de exercícios, né? Aí eu tô falando até de mulheres que são magras, né, mas que eh ficam nessa paranoia o tempo todo, né? Então, até o que era para ser bom, que é uma qualidade de vida aí de boa alimentação e e exercício físico, até isso muitas vezes tá sendo tóxico, tá sendo exagerado. Uhum. Verdade, né? Eu tenho pacientes que às vezes não conseguem sair para correr, sair para correr eh sem o reloginho, só para, né? Eu vou correr na lagoa sem tanta pressão, porque eu gosto, né, do esporte, não, sempre é uma competição interna de bater tempo, de, né, e e e contando calorias, né? Então, até isso tá sendo exagerado, né? essa corrida sempre contra eh contra o peso, né, contra com essa pressão estética, né? Então, e a gente tá num momento de exageros. Exageros. É, é verdade, né, Thaí? Exagero total. É, quando a gente pensa em compulsão alimentar, que é, né, o maior que a gente tem hoje no Brasil, o que é a compulsão? Ela é o exagero da comida. a gente vai perdendo a capacidade de percepção, de satisfação, de saciedade. E a rede social entra muito nisso, porque muitas vezes eu tô almoçando, rolando o feed das minhas redes sociais e isso bagunça meu cérebro, eu não tenho essa percepção de saciedade e começo a comer mais do que eu devia, além de muitos outros fatores emocionais, né? É, porque a rede social é um gatilho também, gatilho. Ah, total, né? Então, quando a gente pensa na compulsão, a restrição alimentar severa que algumas pessoas sentem com o uso da caneta também é compulsão. A gente pensa que a compulsão tá só em comer, comer, comer, comer, mas quando eu faço uma dieta muito restritiva, que eu só consigo por um curto pedaço de tempo, Sim. Isso também é compulsível. E aí quando eu paro de tomar a injeção ou quando eu, né, eu paro de fazer essa dieta, eu vou para um abuso alimentar muito grande. E aí algumas pessoas usam a punição usando laxante, usando doses extras da caneta. Ela podia tomar 0,5, ela toma 10, porque eu comi muito ontem, tive uma compulsão alimentar. Ah, provoca vômito, que aí a gente chama do do transtorno da bulemia. E tem um outro transtorno de que eu estou magra, eu estou num corpo bom, às vezes eu estou desnutrida, muito magra e eu me vejo gorda, que tenho, né, a dismorfia corporal que é a anorexia. Na anorexia às vezes inclui a bulimia, às vezes não, mas na anorexia é muito comum ter o excesso de exercício físico para contagem de de caloria. E aí que a gente, né, de novo fala de quando o exercício é positivo e de quando ele é negativo. Então, avaliar a compulsão é muito complexo. A gente fala que é um ciclo, né? O exagero, a culpa. Uhum. Depois a restrição e a compensação. Nossa, verdade. Faz. Então, vira esse ciclo, essa bola de neve. E eh vocês falando aqui eh me vem assim um um moldar. A sociedade ela vai se moldando mediante aquilo que a empresa que que que a a indústria, aliás, perdão, a sociedade vai se moldando mediante aquilo que a indústria vai nos apresentando. Percebe? É isso mesmo, né? Com certeza. É, é triste a gente saber que a gente é tão manipulável. Nossa gente, que profundo. É, a gente é muito manipulável. Fazendo só um parêntese, mas muito interessante, você sabe porque as mulheres começaram a se depilar? Não. Porque a empresa de giletes estava falindo e aí eles desenvolveram uma gilete cor-de-rosa. Hum. E falaram que os pelos da mulher eram sujos. Olha isso. E aí eles super faturaram a empresa porque todas as mulheres não se depilavam. E aí a partir daí o pelo ficou sujo, a mulher é porca, a mulher é feminista no mau sentido da palavra, do emprego da palavra. Então olha como somos, como somos robotizadas. Isso desde muito tempo atrás, né? Desde muito tempo atrás. Se a gente para para analisar a indústria, o marketing, né? tudo eh nos leva a sermos manipulados, marionetes. A gente faz o que eles desejam que a gente faça. E na questão eh eh da magreza, eh dessa dessa questão da eh gordofobia, né? gordofobia que que tem, infelizmente, ainda eh acontece e muito. Eh, se a gente parar para analisar eh são eh ações reações das ações das indústrias que impõem pra gente comportamentos e que a gente vai nos moldando e vamos no efeito manada. Gente, que complexo, né? E pensando, né, na violência contra a mulher, quando a gente pensa que uma mulher feminina, né, porque assim, a gente estereotipiza o feminino no feminino, uma mulher que ela tem muito músculo, que ela é muito forte muscularmente, a gente masculiniza. Sim. É verdade. Ah, ela é muito masculina, a ela é muito feia. Deus me livre uma mulher assim, de mulher para mulher novamente, né? E muitos homens também, mas as mulheres julgam muito também, né? Então, quem é que precisa da mulher delicada, fraca, cadavérica? Por que que esse é o ideal de feminino? Será que é para representar mesmo a submissão? Completamente, né? Será que é para representar mesmo a fraqueza? Será que é isso que nós vamos representar em pleno 2026, onde em contrapartida as coisas parece que vão melhorando quando a gente fala da questão mulher? E a gente entende porque estamos voltando para 1990 no 2000. Vamos pensar numa prateleira de supermercado, né, que colocam, né, os melhores produtos na frente, né, eh, os melhores, né, as marcas mais conhecidas e tudo mais, né, e as marcas menos conhecidas vai ficando para trás da prateleira, né? E aí, obviamente, esses produtos que estão em primeiro, eles são escolhidos primeiro, né? E a gente pode associar isso, né, que existe essa ideia da sociedade, né, em que as mulheres brancas, loiras, magras vão estar nessa primeira hum eh fileira da prateleira, né? E as outras mulheres, as jovens também, né, estão nessa primeira fileira, né, e aí tem essa falsa ideia de que elas são eh e que é o que acontece, né? Elas são escolhidas primeiro, né? Então, e as mais velhas, né, as pretas, as gordas vão ficando para trás, né? A gente precisa urgentemente quebrar esse esse essa estrutura. Nossa, gente, uma estrutura que se permeia por um longo tempo ainda, quando a gente para para olhar com profundidade, para olhar com consciência, né? E, infelizmente, hã, é uma estrutura que também as mulheres fazem parte dela e a gente precisa ter uma consciência para poder quebrar essa estrutura como a Delli trouxe, né, Thaí? É por isso que eu disse, sabe, tem muito conteúdo bom na internet, né? Eu posso sim estar em reeducação, eu posso sim tá entendendo a obesidade enquanto doença, eu posso estar fazendo restaurações, né, emocionais e e físicas, corporais no meu corpo, mas eu preciso entender quem é que me representa. É isso, porque somos manipuláveis. Tudo que o nosso cérebro vê muito, ele acredita que aquilo é o perfeito. Então, qual é o problema do filtro no Instagram que me corrige com IA, né? Agora meu corpo é corrigido com IA, meu rosto é corrigido com IA. Se eu vejo aquilo todos os dias, se eu não consigo fazer, né, um story, um vídeo onde eu não tô modificada, ainda que seja instantaneamente ali, o meu cérebro entende que aquilo é o perfeito. Então o que que eu tenho consumido, né? Então vamos consumir mulheres de diferentes formas, de diferentes influências e que me traga essa sensação de sair da minha bolha. Todo pensamento que me provoca um desconforto é porque tá me tirando da minha bolha. Eu vejo, né, sei lá, essas influenciadoras mais famosas me dá até um mal-estar, porque é muito fora da bolha de bem-estar que eu busco. É verdade. Eu fico impressionada. Agora, quem só vê isso acha que isso é a verdade absoluta e é o pedestal que eu preciso sofrer, porque eu não vou alcançar. E uma coisa que as mulheres precisam pensar, né, é existe esse desejo de ser escolhida, né? Uhum. enquanto a gente tem que escolher a nós mesmas. Exato, né? Eh, existe essa ideia, né, de que as mulheres escolhidas têm esse padrão aí eurocêntrico, né, de sucesso, né, eh, de beleza e tudo mais, do desse padrão, né, que foi imposto pela sociedade e que a tentando se aproximar desse padrão, então eu vou ser escolhida, né, eu vou est aí numa numa vou vou ter mais chance de alcançar alguma posição que eu almejo, né? Mas é aí que a gente precisa olhar para dentro, entender que a gente não tem que ser escolhida, a gente tem que se escolher em primeiro lugar. É verdade, né? Ter um pouquinho mais de consciência, se olhar com mais compaixão. Eu acho que nós somos tão lindas, né? Cada um tem a sua beleza. Você sabe que demorou um tempo para eu poder entender isso. E às vezes eu tô no espelho assim, eu levanto, nossa, gente, para chegar aqui cedo, né? Eu, olha, é a função, né? Aí às vezes eu tô me arrumando assim e eu não uso muita maquiagem não, é só uma basezinha, né? E e pronto. Aliás, eu nem sei fazer maquiagem, né? Aí às vezes eu me olho no espelho hoje, tá? Hoje já nos meus quase, né? E 50. Tá bom? Vamos colocar assim. Eu me olho no espelho, eu olho só, só linda, né? Como você tá linda, como você é bonita, as minhas rugas, a minha imperfeição, isso faz parte de mim, isso conta a minha história, as minhas marcas. Mas só que, gente, eu vou confessar um negócio para vocês. Demorou muito, demorou muito para eu me aceitar, demorou muito para eu me ver como eu realmente sou e e me perceber o quão eh única eu sou, né? E isso é maravilhoso quando a gente chega nesse despertar. Só que para isso a gente vai por uma estrada que ela judia um pouquinho. É muito, muito comum a gente pegar fotos antigas e falar: "Meu Deus, nessa época eu me odiava tanto. Olha como era bonita, gente. Olha meu cabelo. Ele tinha um volume, um brilho, eu achava ele horrível, né? Nossa, eu me achava gorda. Olha como era meu corpo. Porque a gente nunca não tá contente nunca, né? A gente não pode estar satisfeito porque a gente tá no ideal de alguém. A gente tá com esse ornamento do desejo de alguém. Daqui 5, 10 anos a gente vai sentir saudade desse momento que a gente tá hoje, né? Porque a vida ela passa, né, e não volta, né? Então, às vezes a gente tá buscando algo incessantemente, né? Eh, nunca se sente feliz, nunca se sente o suficiente, né? E aí a vida tá passando. Tá sempre se maltratando, né? Se maltratando. E a criação que a gente traz, né? É isso de fazer como que eu vou me escolher com 40 e tantos anos, né? Eu preciso desde o começo receber palavras de incentivos verdadeiros, né? Você é inteligente ao invés de bonita, porque bonito todo mundo é, para o olho de alguém todo mundo é, porque a beleza é particular, né? Porque eu acho bonito em você, o outro vai achar outra coisa. É isso. Então assim, você é inteligente, você é capaz, eu admiro teu esforço de conseguir aprender. Então tem uma uma forma de educar, de criar autoestima que tem algumas pessoas que já estão mais informadas e trabalhando para isso. E nós adultas, eh, ao invés de eu criticar a minha perna que tá mais flácida, eu preciso sim me conscientizar do valor que meu corpo tem. Sim. Eh, como eu agradeço as funções reais do meu corpo. O meu braço, ele serve para pelancar no tchauzinho ou ele serve para abraçar as pessoas que eu amo? Tudo construir o meu trabalho? As minhas pernas elas estão no estereótipo X ou elas me levam para caminhar, para conhecer os lugares que eu gosto, para estar aqui com vocês? E de novo, não é uma romantização tola, é uma percepção real. O nosso corpo tem a nossa história, ele tem a nossa marca e ele tem a sua função. Isso. Uhum. trabalhar esse corpo é melhorar a função dele. Acho que essa que é a verdadeira ressignificação, né? Porque se a gente não se sentir bem habitando o nosso próprio corpo, né, que é a nossa morada aí nessa nessa vida, né, nessa jornada chamada vida, se a gente não tiver bem com isso, com o nosso próprio corpo, aí sim que a gente vai realmente viver uma prisão em tudo. É verdade. Nossa, meninas, que programa maravilhoso, que despertar aí você de casa, de repente se olha no espelho com mais carinho, sabe? começa a, ao invés de procurar defeitos em você, começa a ver suas virtudes. Todos temos o lado bom e o lado não tão bom assim, porque somos seres humanos. Eu falo, perfeição não existe, né? Mas começa a se olhar com mais carinho, com mais cuidado. Eu demorou tempo, mas eu consegui. E hoje eu me olho e sinto orgulho da mulher que eu me tornei, sabe? Esse é maravilhoso. E aí você fala assim: "Poxa, mas não tem saúde mental para isso. Para de se comparar, sabe? se compara com de repente com você, né, lá atrás fala assim: "Olha como eu era tão tinha um cabelo tão bonito, mas olha só como eu estou hoje, né? O cabelo já tá mais ralo, porém eu tenho mais expertise, eu tenho mais experiência e a gente vai, olha tudo que a gente sobreviveu, né?" Exato. Então a gente vai trazendo as coisas boas da vida, porque tem coisa boa, não é só coisa ruim e que precisa ser mudado. E aliás, é ruim para quem, né? A sociedade falou para você que é ruim, a indústria falou para você que é ruim, a gente precisa ter uma visão mais apurada e com mais autocaixão de nós mesmos. Muito bom, gente, que maravilha. Olha aí, quase encerrando o programa. A gente podia ficar falando aqui o dia todo referente a isso, porque estamos aqui com duas profissionais excelentes, a Adelle sempre trazendo ali eh eh grandes eh momentos, pontos assim que se a gente revê o programa, a gente tira pra vida. Agora a Thaís com a gente aqui trazendo a sua expertise, a sua visão, sabe, gente? Que maravilha, que conteúdo que vocês entregaram. Maravilhoso. Muito feliz de estar aqui com vocês falando sobre tudo isso. Muito bom. Daria uma tarde toda, né? E a gente sempre chega, acho que na mesma conclusão. Não é fácil ser mulher nos tempos de hoje, nessa sociedade. Por isso que a gente tem que se unir, né? E ao invés de fazer um comentário tóxico, deixar uma mulher para baixo, vamos, né? Nos enaltecer e nos unir. Verdade. Então vamos paraas considerações finais. Quero agradecer demais a presença de vocês. Adele, mais uma vez, obrigada pela sua presença. Obrigada, Rúbia. Foi um prazer novamente. Prazer é todo nosso. E você maravilhosa. Sinto-se convidada para mais vezes para trazer sua expertise, eh, o seu conhecimento, para nos orientar, né? E hoje a gente falou sobre somos prisioneiras do nosso próprio corpo. Será que somos mesmo? A gente pode se libertar, né? Com certeza. Agradeço o convite, me convide sempre que é um prazer estar aqui com vocês. Maravilhosa. E você aí de casa, de repente hoje é feriado, é o momento para você se cuidar com mais carinho, se olhar com aquele amor que você olha para as outras pessoas, se cuidar com o carinho de repente que você cuida das outras pessoas. Traga isso para você hoje no aqui, no agora. Se cuide, você é única. Tá bom? É isso, gente. Os corpos reais existem. Eles não são apenas aparência, como nós dissemos. Aqui eles carregam histórias, [música] marcas, afetos, trajetórias, vivências. O problema não está no corpo das mulheres, muitas vezes está no olhar que a sociedade [música] ensina essas mulheres a terem sobre si mesmas. Falar sobre pressão estética é falar sobre saúde mental, sobre liberdade e sobre o direito de existir sem precisar [música] caber em padrões impossíveis. E assim a gente chega ao fim de mais uma edição do nosso estúdio Câmara, agradecendo você pela companhia, as nossas [música] convidadas, pelas reflexões compartilhadas. E amanhã, sexta-feira, a gente te espera para mais [música] um tema que atravessa, né, a nossa vida em diferentes fases. Olha só que legal, amanhã a gente vai falar de sonhos. [música] Você sonha? Hum, de vez em quando, né? Por que será que a gente sonha? O que acontece com a nossa mente enquanto a gente tá dormindo? Os [música] sonhos têm significados? E por que eles mexem com tanta gente? E porque também alguns [música] sonhos marcam tanto a ponto da gente acordar alegre, acordar com medo, acordar [música] nostálgico ou até meio inquieto, desconfiado, [música] achando que algo vai acontecer porque você sonhou. Então, amanhã a gente fala sobre os [música] sonhos. Te esperamos aqui na TV Câmara Campinas, uma excelente quinta-feira para você. Quero lembrar que a Câmara de Campinas está vai realizar no próximo [música] dia 9 de junho, às 7 da noite, audiência pública para discutir o projeto de diretrizes orçamentárias para 2027. Então, a gente convida você [música] para discutir com a gente as metas e prioridades da administração pública municipal [música] para o ano que vem. A audiência será conduzida pela Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara. Sua participação vai ajudar a definir os rumos [música] dos investimentos públicos da cidade. Por isso é muito importante. Dê a sua opinião, a sua sugestão. Pode participar presencialmente no plenário, tá? No YouTube também você vai poder conversar lá com o pessoal e você pode fazer as suas perguntas e [música] sugestões no formulário no site da Câmara de Campinas. Um abraço grande para você. Aí tá chegando aí e a gente segue com uma programação maravilhosa para este feriado. Fique bem e até amanhã. Bora falar de sonho. Beijo. Tchau. C. 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