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Olá, muito bom dia você que tá ligadinho com a gente aqui na programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando estúdio Câmara no ar ao vivo. Eh, hoje, quarta-feira, ô louco, eu ia falar que era segunda, hein? Quarta-feira, dia 10 de junho. Estamos na metade da semana e hoje nós vamos falar sobre um tema que acompanha muitas pessoas ao longo da vida. Vamos falar sobre o medo de decepcionar os pais. Que impressionante isso, porque nós na vida adulta ainda temos, né, eh, essa esse receio, porque desde a infância a gente aprende a buscar a aprovação daqueles que cuidam de nós. Esse processo é natural e faz parte do desenvolvimento humano. Mas o que acontece quando essa necessidade continua determinando as nossas escolhas mesmo na vida adulta? Quantas pessoas escolhem uma profissão para agradar a família? Já parou para pensar nisso? Quantas pessoas permanecem em um relacionamento infeliz ou então abandonam os sonhos pessoais por receio de desapontar a família ou os pais? Ao mesmo tempo, gente, aprender a construir a autonomia não significa romper laços afetivos ou deixar de amar os pais ou a família. Pelo contrário, isso significa desenvolver uma relação mais saudável, baseada no respeito mútuo e na liberdade de ser quem realmente somos. Mas diante de tudo isso, por que ainda nós buscamos tanta aprovação? Como que a gente faz para estabelecer limites sem culpa e quando o amor se transforma em uma dependência emocional? É sobre isso que a gente vai conversar aqui hoje no estúdio Câmara. né? O medo de desagradar os pais. Você que tá aí do outro lado, participe com a gente, vamos interagir. Nós temos aqui convidadas especiais que vão, elas têm aí o discernimento, a sabedoria sobre a psicologia desse tema e vão explicar pra gente porque isso acontece e como nós vamos trabalhar para de repente reverter esse processo, aprender a falar não sem ter o medo de desagradar os nossos pais, os nossos cuidadores, a nossa família. O WhatsApp tá aqui na tela para você, tá bom? Então participe 19978293776. Manda pra gente: "Você já deixou de fazer algo que representaria muito para você por medo de agradar, eh, por medo de desapontar os seus pais?" Ou então você cursou, ã, fez uma faculdade e não terminou esse curso, porque a faculdade não era aquilo que você queria, mas sim aquilo que seus pais queriam para eles e de repente depositaram em você aquele aquele gosto, aquele querer que eles tinham para eles. E você foi e seguiu esse caminho e chegou na metade do caminho, você viu que não era o que você queria, conseguiu entender o que eu disse. Então participe com a gente, mande pra gente aí a sua experiência, a sua dúvida, enfim, vamos falar sobre isso. Medo de desagradar os pais e como reverter essa situação, virar essa chavinha, tá bom? Enquanto você manda a sua mensagem, eh, eu quero atualizar algumas informações para você chamar a nossa produção. Eu acho que a nossa, a outra convidada deve ter chego. Pessoal pegou um trânsito aí. Nós estamos com uma convidada no estúdio, a outra já chegou e daqui a pouquinho a gente vai inserir ela também aqui com a gente no estúdio Câmara. Já já apresentamos as duas para você que tá aí do outro lado. Agora eu quero convidar você a acessar o novo portal da TV Câmara Campinas. É isso mesmo, gente. Olha que legal. TV tvcamaracampinas.com.br. O endereço é esse. A plataforma reúne todo o acervo de vídeos da TV Câmara. com ferramentas de busca, transcrição, acessibilidade e organização dos conteúdos por temas. Gente, são, olha, bairros, vereadores e programas também. Uma das novidades é a ferramenta de transcrição de vídeos que facilita a localização de informações mencionadas em entrevistas, programas e reportagem por buscadores e sistemas de inteligência artificial. Daí fica bem mais fácil você encontrar o que você quer. O novo portal da TV Câmara Campinas também permite que o cidadão sugira pautas paraa redação de forma simples e acessível por meio de um formulário, tá? As sugestões são encaminhadas diretamente paraa nossa redação e o retorno pode ser feito por WhatsApp ou e-mail, conforme a sua preferência. O novo portal também, o www.camaracampinas.com.br, br oferece ainda recursos de interação com o público com compartilhamento de vídeos por e-mail, WhatsApp e redes sociais. Tem também opção de favoritar conteúdos e históricos dos vídeos assistidos nos últimos 30 dias. O nosso portal conta também com recursos de acessibilidade, contradição de textos em Libras, leitura das páginas em áudio, aumento e redução de fonte e opção de auto contraste. Além disso, todos os vídeos aqui da TV eh Câmara Campinas contam com tradução de Libras. E outra novidade é a busca por bairros. O sistema ele identifica automaticamente as regiões de Campinas mencionadas nos vídeos e permite que o internauta encontre conteúdos relacionados ao local pesquisado. A plataforma também reúne informações sobre os vereadores, os programas, os vídeos recentes, conteúdos mais assistidos e materiais em destaque. Tá chique demais. O novo site conta com uma política de privacidade, termos de uso, política editorial e política de correções, além de estar qualificado para exibição de conteúdos no Google Notícias. Olha que ferramenta interessante. Então, todos os produtos que você vê e assiste aqui na TV Câmara, além do nosso canal no YouTube, né, que é o YouTube da TV Câmara Campinas, agora você pode acessar neste site que, por sinal, está lindíssimo, tvcamaracampinas.com.br. Convidamos você para acessar e navegar por este site que foi feito com muito carinho, especialmente para você. Combinado? Muito bem, previsão do tempo chegando. Vamos saber como é que fica o tempo para hoje. Nós estamos entrando em uma frente fria. Hoje nós temos aí sol com algumas nuvens, período de céu nublado. De acordo com a previsão, eh podemos ter chuvas isoladas à noite, mas pouca coisa, mínima 11, máxima 25, porém amanhã, né, quinta, sexta e sábado já tem previsão aí de chuva e muita chuva. Mas isso é amanhã. Hoje a previsão é essa. Então vamos curtir o aqui agora. Vamos lá. 25º a máxima, que você tenha aí um ótimo dia. E agora sim, voltando aqui para mim, vamos ao nosso tema central. Isso. Vamos decepcionar os pais dizendo não. A vida adulta é problema. É, é isso mesmo. Costuma ser associada à independência. Mas na prática, muitas pessoas continuam carregando um peso silencioso, que é o medo de decepcionar os próprios pais. Gente, esse receio ele pode influenciar nossas escolhas profissionais, afetivas e até a forma com que cada um constrói a sua identidade, né? Especialistas explicam que crescer emocionalmente exige aí um processo chamado individualização, né? e que consiste em desenvolver autonomia sem necessariamente romper os vínculos familiares. O desafio está justamente em encontrar equilíbrio entre amor, respeito, liberdade de escolha. É justamente sobre isso que a gente conversa hoje. A gente vai aprender, né, eh, os caminhos para construir relações mais saudáveis com os nossos pais, os nossos cuidadores, a a nossa família. Então, a gente recebe a psicóloga Giovana Silveira. Seja muito bem-vinda. Obrigada. Bom dia para você. Bom dia, Rúbia. Obrigada pelo convite e é sempre bom estar aqui. A gente que agradece a sua participação, Geovana. E a gente já começa, né, com uma dúvida. Tem uma diferença entre respeitar a opinião dos pais e viver em função da expectativa que eles criam sobre nós? Sim, existe a diferença. Isso é construído, né? Uhum. depende muito das relações, como que é dentro do contexto familiar, né? Como que é construído desde a infância, reforçando na adolescência, na juventude e na vida adulta. Exatamente. E aí muitas vezes eh esse medo eh de decepcionar, ele não aparece de forma explícita. Ele surgem pequenas decisões do dia a dia influenciando escolhas sem que a gente perceba, né? né? Então, como que a gente faz para identificar quando a gente está a gente tá fazendo uma escolha por desejo próprio ou apenas para agradar a família, os cuidadores ou os pais, né? A gente tá dizendo sim para eles e não pra gente. Como é que a gente consegue identificar isso? Primeiramente é o questionamento, né? Nós vamos nos eh olhar, né? Qual que é a minha identidade? Eh, isso que eu estou decidindo, essa escolha, ela é diante do que eu acredito, do que eu escolho, da minha decisão, ou ela é influenciada pelo meio que eu estou? Então, assim, os pais, família, parentes, né? É o desejo que eles têm sobre mim ou é eu que estou fazendo essa decisão através dos meus pensamentos, né, das minhas crenças? Muito bem. Agora, isso às vezes acontece de forma meio automática, né? Porque a gente eh cresce e o que que a gente aprende? Respeitar os pais. Mas respeitar de que forma? Será que eu dizendo sim para eles e dizendo não para mim é uma forma de respeito com eles? Mas e aí como fica a pessoa, né, na vida adulta? Já eh quantas pessoas entraram em uma faculdade e fizeram um curso, mas esse curso foi eh ditado pelos pais, ó, você vai ser um médico, então você vai entrar na faculdade de medicina e aí a pessoa vai e vai fazer medicina. Maravilhosa faculdade, né? Que legal formar um filho médico. Mas será que o filho ele realmente queria essa formação? Será que quando ele for armado ele vai ser um bom médico? Porque ele está fazendo isso pela imposição ou sugestão dos pais ou ele está fazendo isso porque ele realmente se identifica. A gente precisa tomar cuidado com isso, né? Sim. Sim. É a projeção, né? Muitas vezes os pais projetam nos filhos os sonhos, os desejos, né? Uhum. E aí o filho acaba pegando essa verdade como uma verdade absoluta, mas não constrói a si mesmo. Então assim, essa autonomia, essa independência, ela vem sendo, ela tem que ser, né, construída desde a infância. Uhum. Então assim, são movimentos que geralmente começa quando a criança ela é validada, ela é eh reforçada só quando ela fica quietinha. Aquele exemplo, né? Eh, filha, olha, se você se comportar nesse nesse momento, nesse contexto aqui, a mamãe ou papai vai te agradar depois. Depois a gente vai fazer um passeio, depois a gente vai eh te dar um presente. Então, que que a criança entende? Ela vai crescendo, entendendo que ela só vai ser amada, só vai ser vista como importante, né? Eh, ela só vai ter atenção a partir do momento que eh a os pais reforçam isso de forma positiva, né? Então, eh, fica uma relação construída disfuncional. Então, a criança ela cresce com essa crença, né? E isso vai sendo reforçado na adolescência, na juventude e aí conforme vai se desenvolvendo, essa crença vai ficando mais rígida, então é mais difícil de trabalhar. Mas a partir do momento que isso é reconhecido, que que a antiga criança que hoje é o adulto, ele reconhece esse movimento, ele começa a quebrar esse padrão, né? E aí ele acaba deixando de reproduzir. Pai, mãe, isso aí é um sonho de vocês, não é o meu sonho, né? Então eu não vou reproduzir, eu eu não vou seguir uma carreira que eh era o seu sonho. Você admira, mas não precisa projetar em mim, né? Então a questão é saber conduzir, né, a comunicação assertiva eh sem ser grosseiro, né? sem ser estúpido, eh, eh, entender o movimento e saber direcionar a situação com os pais, né? Ai, ai, ai, ai, ai. Aí faz como, faz como porque analisa bem, né? Você falando aqui, eu fiquei imaginando a cena, né? Fiquei imaginando a cena, você chegar, né, paraa sua família, reunir aí os seus pais, seus cuidadores e dizer que você não está de acordo com aquilo que eles estão sugerindo, porque de repente aquilo é faz parte eh do sonho deles de uma realização deles e não sua. Por mais que você eh aprenda e entenda e execute a comunicação assertiva, né, uma comunicação mais ah, como é que eu posso dizer, que que conforta, Uhum. tem a questão de como eles vão receber, tem a questão de como eles vão lidar com essa informação. E o que a gente faz com isso? O que nós fazemos com a reação deles ao serem comunicados que eu não estou de acordo com a sua sugestão, porque isso não faz parte de mim e sim de você. Isso é um sonho seu e não o meu. Isso, menina, que difícil. É desafiador, né? Mas aí entra o conceito de adultos precisam ter conversas difíceis, né? Ai, ai, ai. Frustração, decepção. Então, assim, não vai ser o tempo inteiro que nós vamos suprir as expectativas do outro, seja esse outro, os pais ou no trabalho, um chefe. Então, assim, é saber comunicar a forma de comunicar, né? Então, assim, existem a comunicação agressiva e existe a comunicação assertiva. Então, diante da da inteligência emocional, da maturidade que vai se eh aprendendo, construindo, né, pode ser no processo de terapia, quando a pessoa tem essa dificuldade e ela entende que ela falar o não, ela sair desse cenário, ela mostrar que não é um sonho dela, ela não vai estar sendo eh desrespeitando o outro, né? Então assim, é todo um movimento de construção. Então assim, a a a raiz é construir a identidade, né? Quem eu sou, quem eu quero ser e entender que você se construir não é você deixar de eh fazer parte daquela família, né? Então assim, você faz parte, mas você vai se construir como uma pessoa e não como uma extensão dos pais. Nossa, menina. E ouvindo você falar assim, parece tão fácil, mas é desafiador demais e é meio que automático. A gente não pensa, né, e sobre isso no dia a dia, porque analisa, você tá lá, né, com seus cuidadores, é uma criança, aí você começa a ir pra escola, você começa a ter mais autonomia, você daqui a pouco você cresce, você fica independente, daqui a pouco você tá adolescente e já viram adulto. Uhum. Mas você não foi preparado para de repente essa romper. É esse rompimento, né? E e tudo que rompe é dolorido. Então, e você não foi preparado para isso e nem os pais, né? E nem os pais foram. E aí, de repente você precisa romper essa esse é esse movimento, esse esse padrão. Isso. Mas para você romper, você precisa ter a identificação de que realmente não tá legal e que você está preso, preso nessa necessidade de aprovação, preso nesse sistema emocional. Como é que a gente faz então pra gente poder ver que nós estamos realmente presos à necessidade da aprovação dos nossos pais? Porque de repente pode ser o primeiro passo pra gente iniciar esse movimento para romper esse padrão. É, eh, cai de novo na resposta anterior que é você frustrar. Ai, então assim, é necessário. Por quê? Olha o por exemplo, vamos usar o exemplo de uma criança que não é trabalhada a frustração dela. Aham. Os pais também têm essa frustração. Então assim, quando nasce uma criança, nasce o pai e a mãe. Então assim, eles também vão aprender a ser pai e mãe, coisas que eles não tinham acesso. Eh, você pode estudar, ler livros, mas a experiência é única. Então assim, conforme a criança vai se desenvolvendo, os pais também vão se descobrindo. Então, também tem essa questão eh dos pais se permitirem errar, ensinar, eh ver o movimento que eles estão educando, quais reforços eles estão fazendo com a com a criação, com o desenvolvimento da criança. Eh, então, que que acontece? eh o pai e a mãe dando, ensinando autonomia para criança, ela vai criando a identidade, né? E em algum momento o pai ter essa inteligência emocional de que a o filho vai frustrá-lo, o filho vai desagradá-lo. E aí quando o adulto hoje, né, vai ter uma vai ter uma conversa difícil, que é esse enfrentamento dessa situação, o adulto precisa entender que ele vai frustrar o pai e essa frustração faz parte da evolução dos pais também. Então, eh, um movimento necessário, isso que é o difícil, que é o desafiador, né? a dor, o desagradar, o vou machucar os meus pais, eh, quando eu falar o não, quando eu falar que não vou eh seguir essa carreira, por exemplo. Então, assim, essa frustração ela é necessária. Então, ela a frustração do ser humano, do indivíduo, que vai fazer ele sair da zona de conforto e se desenvolver. Muito bem. Muito bem. Agora, eh, analisando a sua fala, né, a frustração ela se faz necessária, mas com a frustração vem o quê? O sentimento de culpa. Uhum. O sentimento de culpa. Poxa vida, aí você eh tem essa eh essa conversa difícil, aí você, né, vai com sinceridade e tá certo, vamos lá. Mas você sentiu que mesmo aceitando os seus pais, seus cuidadores, eles demonstraram uma tristeza porque eles ficaram frustrados. Uhum. E aí você sai de lá com um sentimento de culpa imenso que vai pesar demais de repente até perdurar por um bom tempo. E isso também pode acabar travando o seu desenvolvimento. Como é que a gente faz com o sentimento de culpa? Aí vai fazer terapia. Muito bom. vai fazer terapia porque eh esse sentimento de culpa é uma visão disfuncional do que você tá vendo naquele movimento, não é o o que está acontecendo, porque o decepcionar, o frustrar o outro, vai ter situações que vai acontecer esse movimento, esse fenômeno. Só que como eu vou lidar com isso que vai dizer os passos seguintes. Então assim, é você trabalhar esse sentimento de culpa. Então assim, eu realmente tenho culpa. Uhum. Então assim, aí entra os questionamentos. Então assim, os meus eu desagradar os meus pais é responsabilidade minha, né? Eu sou culpada por isso ou é uma expectativas expectativa que eles criaram em cima de mim e que nem sempre eu vou poder suprir? Então, diz mais sobre mim ou diz sobre eles. Então, isso tudo é desconstruído, principalmente na psicoterapia. Muito bom. A gente precisa, né? É, é um, é um movimento de autoconhecimento, né? E aí você tendo o autoconhecimento, você sabendo quem você é, o que você quer, para onde você vai, quem são as pessoas que estão do seu lado, eh você pode manejar com destreza, com assertividade todo esse movimento que exige muito, mas olha, muita eh eh acho que discernimento, sabedoria emocional, sabe? Porque você vai frustrar, você vai decepcionar, você vai ficar culpado, você vai ficar frustrado, mas você precisa seguir adiante, né? Você não pode ter essa questão dessa dependência emocional quando a gente fala de pais e filhos, de cuidadores e filhos, de famílias, né? Que de repente pra família é gostoso a gente ficar tudo junto ali, é uma zona de conforto maravilhosa. Só que a gente tem que lembrar que a zona de conforto é um lugar bom, mas nada acontece dentro dela, né? Então você precisa romper esse padrão, romper essa barreira e seguir a vida. E aqui, olha só, nós, alguns especialistas chamam esse movimento eh pela busca da autonomia como uma espécie de segunda adolescência, né? É uma segunda adolescência, porque quando o adulto finalmente ele começa a questionar os padrões e as expectativas que carregou durante anos, aí você começa a questionar, então poxa vida, mas será que é isso mesmo que eu quero? Não, não é, então vou ter que sentar e ter uma conversa difícil. Agora tem essa pesquisa diz que para muitas pessoas esse processo de independência emocional começa dos 35, 36 paraa frente. Ô gente, mas o que é isso, né? Por que demora tanto pra gente construir e entender esse processo de de quebra de padrões, de expectativas? Tem aquela questão do córtex pré-frontal que vocês sempre falam que eu acho muito interessante. O córtex pré-frontal ele se desenvolve plenamente depois dos 30 anos. E isso, de repente pode justificar porque muitas pessoas só começam a esse processo, né, de de eh corte do cordão umbilical a partir dos 40. Será que seria isso? Você pode explicar pra gente? Sim. Eh, teoricamente existem algumas teorias científicas, né, que as pesquisas atuais, né, está estendendo esse prazo, né, pros 30, 35, 40, mas, eh, a formação em eh a o término da formação é aos 23, 24, 25 anos ali, que é o o fim da adolescência e o início da vida adulta. Eh, que que acontece, né? Eh, usando essa a neurociência, o o as tomadas de decisões, elas vão sendo adiadas. Então, assim, dentro da TCC, que que nós estudamos? São as crenças limitantes. Então, essas crenças, elas são formadas na infância, enrijecidas na adolescência e mais difíceis de trabalhar na vida adulta, né? Uhum. Mas a partir do momento que você reconhece esse movimento que você está se limitando através de uma crença, de um padrão, que fizeram de você, então não é, não foi você que construiu isso. Então assim, foi o ambiente. Então assim, o ambiente onde você se foi desenvolvendo eh formou essas crenças, né, esses padrões que eh, por exemplo, eu preciso sempre agradar os meus pais, eu não posso frustrá-los, eu não posso falar o não. Então, eh, quando a independente, vamos que a pessoa despertou que ela percebeu esse movimento aos 30, aos 35, né, aos 40 e ali, eh, independente da idade, né, pode ser com 50, eh, ela percebeu esse movimento, o que que acontece? Opa. Então assim, eu estou reproduzindo algo que não é meu. Então ali há um despertar e um desenvolvimento. Então ali existe a forma de você enxergar sua vida e ali você vai fazer escolhas. Então assim, ou eu permaneço nesse lugar, né, que é de construção pro outro e não a mim, ou eu vou fazer escolhas dentro do meu processo de desenvolvimento, que vai ser a construção do desagradar, que é o falar o não. Então aí vai começar a trabalhar esse movimento e não, eu preciso me construir, quebrar esses padrões, essas crenças limitantes, né, e seguir a a minha autonomia, a minha independência, independente da idade. Muito bem. Olha, Giovana, que coisa interessante faz a gente parar para pensar. Você em casa, com certeza, né? Parou assim, ficou pensando, poxa vida. E se a gente analisa eh tudo isso que está sendo dito aqui pela nossa psicóloga Giovana, a gente começa a ter um leve entendimento sobre as pessoas que fazem transição de carreira, sobre as pessoas que terminam relacionamentos, que estão em relacionamentos ou estiveram em relacionamentos que duraram aí 20 anos, né, e de repente quando chega nos 42, 43 tem uma visão diferente. e começa a romper padrões, né, quebrar expectativas, romper aqueles movimentos que eram pra vida toda. Se a gente para para analisar e quando a gente fala em casamento, em relacionamento, ah, não é num passado não tão distante assim, o casamento era aquele negócio dos filmes da Disney, né? Eh, viveram felizes para sempre. Hoje já não é mais assim. E quantas pessoas que se casaram e no viveram no viver feliz para sempre hoje, nos 42, 43 anos, elas entenderam que isso não existe. Isso foi um padrão que foi imposto por alguém e de repente até imposto pela família que trouxe essa coisa cultural, né, e que impôs isso. e que a pessoa não teve o discernimento de entender que aquilo não era para ela e sim pra família dela e sim para os pais de repente e que aí depois da maturidade, né, depois do amadurecimento desse córtex pré-frontal que nos direciona, né, que nos leva à nossa tomada de decisão assertiva, pá, acordaram e falaram: "Não, não quero mais, isso não é para mim". e tá tudo bem, mas a gente precisa eh entender que nesse processo a gente tem que aprender a estabelecer limites, né, antes que você inicie um processo que você não tem vontade só por conta de que alguém está impondo e você sabe que esse processo ele vai ter um fim. Então a gente tem que estabelecer os limites. E estabelecer o limite é o quê? A conversa difícil, mas como iniciar uma conversa difícil? Senta aqui, quero conversar com você sobre o meu futuro. É isso. É, mas tudo isso tem uma preparação, né, anterior a o o ação da conversa. Então, primeiro você vai construir isso mentalmente. Ah, isso é uma projeção. Primeiro comigo, depois com outro. como se fosse um curso. Uau. Por isso que a terapia, a TCC em si, né, ela ensina, né, a autonomia pro paciente. Então eu digo que eh nós eh somos construídos pelo meio. Então assim, onde nós nascemos, no nas crenças, nos valores ali familiares que são passados na escola. Uhum. no meio religioso. Então assim, em que momento da sua vida você vai olhar para si e entender que você está tomando decisões através do que você construiu ou do que construíram de você? Então, eh, por isso a importância de saber qual é a sua identidade. Uhum. E nesse momento você vai se questionar, então quem eu sou, quem eu quero ser, qual carreira eu quero seguir? Então às vezes não vai ter a certeza da resposta, mas só de você questionar eh fazer as perguntas certas para si mesmo, você já rompe um movimento de repetição. E aí é a construção da identidade, da autonomia, da independência, do eu, né? E ali você vai aprender a lidar com as suas frustrações, porque quando você desagrada o outro, você se frustra também. Sim. Mas que tá tudo bem, que é necessário. Então, é sempre reconhecer, reconhecer sentimentos, se questionar, se construir para saber se você está reproduzindo um ciclo, um padrão, né, de familiar ou de outro contexto, ou se é uma decisão sua. Muito bem. E vale a gente lembrar também que estabelecer limite não significa desrespeito, né? Quando você estabelece limite, principalmente aqui a gente tá, o tema de hoje é eh o medo de decepcionar os pais. Você estabelecer um limite não significa que você está desrespeitando, porque eh é natural dentro das famílias as pessoas confundirem a autonomia com ingratidão. Então a gente precisa aprender a dizer não sem carregar culpa ou a sensação de abandono, né? Tipo assim, eu disse não, não significa que eu estou abandonando. Eu disse não, eu eu tenho a minha autonomia, não significa que eu sou ingrato. Mas pode ser que a pessoa com quem você vai conversar, o seu cuidador, o seu pai, enfim, vá receber isso como ingratidão e como lida com isso aí, porque a maioria das vezes é, né, um ingrato mesmo, né? Fiz tudo para você. Olha só, gente. É, infelizmente as coisas acontecem assim. A gente precisa ser realista. A gente não vive no Alice, no no país das maravilhas, né? Não é Alice no país das maravilhas. Às vezes os pais se dedicam tanto àquele filho, eles projetam tanto naquele filho, eles dão o que que eles têm de melhor. Eles costumam dizer assim: "Eu vou dar pro meu filho aquilo que eu não tive, aquilo que eu não recebi, aí vai lá, curso, curso, paga uma faculdade caríssima e aquele jovem, aquele ser, ele não se desenvolve. Não adianta, ele não se desenvolve, ele não quer, mas ele tá indo porque ele está sendo imposto. Por quê? Porque é realização dos pais e não dele, né? E aí quando essa pessoa de repente se forma e ela faz uma transição de carreira mesmo depois da formatura, fala: "Não, não é isso que eu quero para mim. Eu fiz medicina, mas eu não quero. Eu quero ser professor de educação física. É isso que eu gosto e eu vou trabalhar para isso e vou abrir uma academia, por exemplo, tá? Os pais vão lá, poxa, mas é um ingrato. Dei de tudo, fiz de tudo e ele conseguiu, né, eh, destruir com todo aquele sonho que tínhamos para ele. É, é mais ou menos assim que acontece, né? E como lidar com essa ingratidão e de repente como eh Giovana, a gente eh conversar com os nossos cuidadores e falar dizer que não é ingratidão, que realmente eu fiz para te agradar, mas não é isso que eu quero. Uhum. É. Aí entra a conversa difícil de novo, de novo, né? Mas então isso é tudo cercado de conversa difícil nesse tema, gente. Olha só, é colocar o limite é você construir o seu amor próprio, a sua, a sua autoestima, o seu, sua identidade. Então, assim, muitas vezes, eh, o desagradar o outro vai vir para agradar a nós mesmos. Então assim, eu estou me colocando em primeiro lugar e aí eu tenho que aprender a lidar com as minhas emoções e o outro também. Então assim, é aquilo, eu não vou dar conta de tudo. Então assim, eu não vou conseguir cuidar. tem a responsabilidade afetiva, que aí entra a comunicação assertiva, que é: "Eu vou comunicar de forma gentil, empática, uma comunicação eh educada, eh com a base quem são os meus pais, eu conheço qual movimento, né, como como conversar com eles. E aí é mais sobre você, né, de como você vai conseguir chegar ali ter essa conversa, mesmo sabendo talvez as respostas que vai vir, né, que é a ingratidão. Só que você vai pegar isso como verdade absoluta, isso é sobre você ou seus pais? Uhum. Então assim, eh, os meu, é meu pai e minha mãe que tá falando que eu estou sendo ingrata, mas no me na minha construção como pessoa, eu estou sendo. Então, assim, é esse questionamento. Então, assim, é o que eles acreditam, mas não é a verdade. Então assim, aí eles têm que moldar o o sistema psicológico deles, né? A gente vai paga uma terapia pros nossos pais. Menina, que coisa, hein? Porque e a gente se preocupa, né? E principalmente na vida adulta. Adolescente não tem isso muito. Criança nem fala, né? Criança ela vai no automático e sempre tá agradando os pais. Isso é natural da criança, né? O adolescente pode ser que tenha um pezinho atrás, mas daí a pessoa fala: "Ah, é rebeldia da idade, tá bom? Vamos passar essa fase". Porque aqui a gente tá falando, eu acho que o nosso é é pro público adulto, né? é o público que já despertou aí para paraa questão profissional, já tá vivendo quase na independência, mas ainda vive preso nesse nesse padrão, nesse movimento de agradar os pais. E aí nós falamos de tantos sentimentos aqui e falamos da ingratidão, falamos da frustração, né? falamos da dessa sensação do do abandono, falamos, a gente precisa falar também, eu penso, eh, no medo, né? Porque você disse, eh, Geovana, que a gente precisa construir, eh, conosco primeiro esse movimento, né, esse planejamento de conversa difícil com os nossos pais ou cuidadores. Beleza, tá construído, treinei no espelho, sei quem eu sou, para onde vou, o que eu quero, mas eu estou com medo de falar. E o medo faz o quê? paralisa. E aí pode ser que tudo aquilo que você planejou caia por terra e você continue repetindo aquele ciclo de não desagradar. Uhum. E fazendo algo que você não se sente satisfeito e não se sente realizado. O medo paralisa mesmo. Sim. O medo bloqueia, né? Comportamentos e reações. Só que que que é ensinado ali na TCC, na terapia? Uhum. Eh, o medo ele existe, ele não vai deixar de existir, mas nós vamos aprender a lidar com ele, a dominá-lo e não deixar ele dominar a nós. Uau! Então, assim, existe, né, que nem todos os outros sentimentos, a frustração, a a o sentimento de ingratidão do outro, eh, mas como que eu vou lidar com isso eh dentro de mim para eu não tomar como verdade absoluta? Então assim, eh, é aprender a reconhecer o sentimento, o que que eu estou sentindo nesse momento, isso é real e qual a intensidade. Então, assim, é regular. E aí você vai se questionar, se eu eh deixar de fazer pelo medo, o que vai me gerar, que que que vai trazer depois desse movimento, desse dessa desse fenômeno? uma ansiedade, uma depressão, então vai trazer transtornos emocionais, mentais, porque eu vou estar me anulando mais uma vez. Então eu me preparei para esse momento, para falar o não, para conversar, para ter essa conversa difícil, mas na hora eu vou e paraliso. E aí vem esse essa reflexão ali. São 10 segundos que você vai pode fazer a diferença na sua vida. Você vai refletir, tá? Eu estou com medo, mas eu estou com medo. Vamos lá, a pessoa tem 30 anos. Estou com medo a desde quando eu comecei a ter noção desse movimento há 10 anos, vou estender isso por mais quanto tempo. Nossa. Então é uma escolha. Então ou eu eu faço e começo a dar um movimento diferente na minha vida, ou eu bloqueio, travo e continuo isso por mais 10, 20. Então são escolhas, né? E aí adultos fazem escolhas difíceis. Então assim, quem é um adulto que está dentro de você? É um adulto responsável, é um adulto saudável ou é uma criança ainda que não foi acolhida? Entendeu? Então é muitos questionamentos, né? Então você vai eh primeira primeiro você vai olhar para dentro de si. Então o que que eu estou sentindo? É medo. OK. É medo. Você reconhece o sentimento, mas que que eu vou fazer com essa com esse sentimento? É uma escolha. Menina, que coisa, né? O medo paralisa, a gente. Aí, eh, nesse movimento que nós estamos conversando aqui hoje, são vários tipos de medo, né? O medo de iniciar uma conversa difícil, o medo da reação dos pais, o medo de ter que sair da zona do conforto, o medo de dar errado, o medo de dar errado, né? Porque daí você tá lá pensando lá na frente, olha, eu vou se eu precisar voltar aqui. E aí a mãe e o pai, né? Eu falei para você, eu falei para você que ia dar errado. Quem já não ouviu essa frase, né? Então, o medo de dar errado também eh pode paralisar e é o que a Giovana colocou pra gente. E aí você está adiando essa conversa há 5 6 anos. E aí por conta do medo você fica paralisado e você vai adiar mais essa converta conversa. Enquanto isso, a sua vida tá passando, você tá com 30, 35, 40, 45 e aí vai deixar a vida passar por medo de uma conversa difícil, né? Por um, de repente eh colocar os pingos nos is, como a gente fala, né? E tomar a direção da sua vida. A gente lembra mais uma vez que a autonomia não significa ingratidão. Gente, agora a produção tá falando que a gente tem algumas perguntas. Antes de entrar nas perguntas, a gente paraa gente eh eh finalizar esse ciclo de conversa nosso aqui, depois a gente entra nas perguntas eh dos nossos telespectadores. A gente agradece você que tá conosco, como eh Giovana, que os pais eles podem incentivar essa autonomia, porque isso é interessante também, porque até agora nós falamos de nós filhos, mas aí os pais eh como é que eles podem incentivar essa autonomia? Isso, esse incentivo começa desde cedo ou então quando eles percebem que de repente a pessoa ela não tá feliz com aquilo que ela tá seguindo, né? Então como é que eles fazem para incentivar essa autonomia e sem criar um distanciamento afetivo? Uhum. Eh, esse é o movimento, né? Quando quando nós indivíduos indivíduos pensamos que o ensinar de forma eh que eu enxergo o mundo vai eh magoar o outro. Sim. Então assim, é quebrar isso. Que que os pais podem fazer? Eh, desde quando a criança já dois aninhos ali já consegue, né, escolher ali. Eh, filho, você consegue, vamos. Então, assim, a mamãe tá aqui, mas você consegue uma fruta. Então, filho, tem essa e tem essa fruta. Qual que você prefere? Não é impor, ó, come isso, comeína, né? Qual? Então assim, desde a infância, na escolha, eh, os amiguinhos quando tem algum problema na escola e aí a o seu filho traz esse problema, você vai ensináo, como que você resolveria, filho? Olha, então assim, não é você dar a resposta pronta, é você fazer a criança ver a situação e ver qual atitude que ela teria e você vai direcionando. Então assim, da voz, né? Então, desde a desde a infância, então assim, eh, adolescência, né, principalmente na adolescência, que é uma das fases mais desafiadoras, né, do ser humano e pros pais também. Eh, quando o adolescente vem com algum conflito, com alguma dúvida, com algum comportamento, você entender aquilo e não dar respostas prontas, fazer ele entender o que que aconteceu. Então, é conversas, comunicação é essencial. na na infância, na adolescência, na juventude. E essa a autonomia ela vai se construindo eh inconscientemente ali, né? Porque aí a criança ela vai entendendo que ela tem voz, que ela tem direito de escolha, que ela eh pode falar um não, eu não quero essa fruta, eu não quero esse esse um passeio, eu não quero esse passeio, eu quero esse. Então tudo é um ponto de equilíbrio, nem o excesso e nem a falta, porque quando você dá o excesso também de escolhas, você também leva a criança pro lado do da criança mimada, né? Então assim, tem tudo. Então é é o meio termo, é o equilíbrio, nem a falta, nem o o excesso. Muito bem, né? Tem que tomar cuidado para não criar um reizinho da casa, né? Já falamos sobre isso aqui no programa também. Mas olha, muito bom. Acho que essa conversa sim a gente conseguiu permear por várias vertentes, né? E e faz a gente entender esses movimentos que acontecem na nossa vida de forma inconsciente, né? Que é o dia a dia, a gente vai levando a vida e a gente às vezes não para para pensar, mas que sim, pode fazer a diferença na sua vida e na vida da sua família também. Então, romper esses padrões, né? eh e incentivar a autonomia dos nossos filhos para que a gente possa vê-los voando de verdade e que eles sigam os sonhos deles, não os nossos sonhos, né? a gente é importante isso. E os pais é difícil um pouquinho entender. Eu sou mãe também, tive que passar por todo esse processo que a gente conversou aqui hoje. Mas aí depois quando você vê voando e seguindo aquele sonho que é daquela criança que se tornou um adulto e que tá feliz, você fala: "Poxa, super valeu a pena, né?" E é isso, gente. A gente cria filhos e eles vão para o mundo. Eles não ficam com a gente o tempo todo. Então, a gente precisa aprender a respeitá-los também, né? e os filhos, nós filhos também, eh, aprender a romper os padrões, ter a conversa assertiva, uma comunicação com os nossos pais de uma forma que eles se sintam, que eles entendam a nossa situação e se sintam acolhidos ao mesmo tempo. Delicado, desafiador, mas temos profissionais para nos orientar, né? Agora 8:51, temos aí três perguntinhas, a gente já vai para elas e daqui a pouquinho a gente vai pras considerações finais, tá bom, produção? Vamos lá. Pode colocar na tela pra gente, Geovana. Vamos ver quem é que tá conosco. O Thiago Nunes, ele é do Ouro Verde. Olha só, olha o que ele diz. Vamos ver. Toda vez que vou visitar meus pais, muda até o meu jeito de vestir e falar para evitar brigas. Volta exausto para casa. Como quebrar esse comportamento de máscara com eles? Olha, você não tá sozinho. Muita gente faz isso, né? Às vezes é inconsciente por conta dos padrões. Agora a nossa psicóloga vai explicar pra gente e te dar uma dica. Thiago, obrigada pela sua participação. Vai lá, Geovana. Eh, vamos lá, Thaago. Eh, primeiro, nesse nessa fala sua, já tenho medo do julgamento, né? É, né? Ele tem o medo de ser julgado e aí ele mascara, né, quem ele realmente gostaria de ser para agradar os pais. Então, como quebrar isso? Começar, ah, não quero ser radical. Uhum. Vai aos poucos. E aí quando vim um comentário eh desagradável, nossa, você tá vestido assim, não foi isso que eu te que eu edu a forma como eu te eduquei. Eh, aí você vai ser gentil com as palavras e vai, mãe, pai, é o jeito que eu gosto de me vestir. Isso não diz respeito ao meu valor. Então, a forma como eu me visto não diz quem eu sou, né? Então assim, é de novo é quebrar aquele medo do da rejeição. Então assim, meus pais vão me rejeitar a me ver vestido dessa forma. Então assim, vai aos poucos. Então assim, tudo que é construído, né, é por etapas. Então vai mostrando, né, sua essência ali de forma gentil, educada. É só uma avestimento. Então, né, não é palavras ofensivas. Hum. Então é é sutil. Então aos poucos você vai quebrando esse essa visão que eles têm de você que eles construíram, né? Exato. Perfeito. Que a visão que eles construíram e não o que você é realmente, né? Porque é isso, a às vezes a gente cria pessoas, né? A gente tem muita facilidade em criar coisas. Você imagina uma pessoa e você projeta em alguém e você acha que é aquilo, mas não, não é assim. Cada um é cada um. Cada um tem a sua essência. E mesmo sendo filho, tá tudo bem, né? Mas tem que ir aos poucos também para para não de repente eh criar uma situação que desconfortável, né? Mas aos poucos você consegue. Tá bom? Bora. 8:53. Pode colocar mais uma perguntinha na tela pra gente, produção, por favor. Vamos lá, vamos ver quem tá conosco. A Camila Souza do Bom Fim. Ó, eu estava namorando uma pessoa que meus pais não aprovaram, aprovavam de jeito nenhum. ficava inventando desculpas no WhatsApp para não ir lá. Como enfrentar essa situação de forma madura? Olha aí aprovação, né, dos pais mediante um namoro. Outro ponto bem delicado. Faz como, né? Sim, sim. Eh, de novo, é uma forma de agradar os pais, né? Então, eh, primeira pergunta, quem que vai se envolver com a pessoa? Então, assim, sou eu que vou conviver com essa pessoa ou são os meus pais? Então assim, teoricamente a pessoa que está no relacionamento é a que mais vai ter envolvimento, né? Os pais vão ter momentos pontuais ali. Então assim, qual a projeção desses pais para a vida dela? Então assim, quais os planos, né? Então assim, que lugar que eles colocaram de que eles poderiam ter esse esse espaço de escolha dentro da personalidade do filho, né? Então aí acaba sendo um pouco invasivo. Então eh enfrenta de novo. Então assim, não tem para onde fugir muito. Então assim é você enfrentar, então questionar, né? Essa pessoa me faz bem, ela é uma pessoa que vai somar na minha vida. Então assim, o que que eu quero para um relacionamento? Essa pessoa supre. Então de novo você volta pro eu e aí tendo as respostas positivas aí você vai sentar com seus pais e conversar. Tem a conversa difícil. Mais uma vez conversa difícil, gente. Que delícia de bate-papo. Giovana, quero agradecer demais a sua participação. E é isso, gente. Amadurecer emocionalmente não significa deixar de amar os pais, não, tá? Significa aprender a construir a própria identidade, fazer escolhas conscientes, assumir a responsabilidade pela própria vida. A busca pela aprovação é natural, é de nós, seres humanos, mas ela não pode ser mais forte do que a necessidade de viver uma vida alinhada aos seus próprios valores e sonhos, né? Eu quero agradecer demais a sua participação. Obrigada por tanto ensinamento no programa de hoje. Nossa, foi maravilhoso. Pode compartilhar aí com a galera. Já tá disponível no YouTube. Olha, super, viu? Obrigada, Jovana. que agradeço, Rúbio, pelo convite. É sempre um prazer estar aqui, né? Eh, compartilhando um pouco de conhecimento, né, dentro da teoria da TCC. E é isso. Maravilhosa, gente. Muito bom. Vou compartilhar com um monte de gente esse programa porque é muito ensinamento e esse programa foi para nós mesmo, nós adultos, né? De repente você dá uma olhadinha no programa, fala: "Opa, é aqui que eu tenho que começar e ó, bora viver". Gente, seguinte, agora 8:56, amanhã vamos discutir um tema bem legal. Eh, aqui no nosso estúdio Câmara, né? Eh, a vergonha é legal. É legal. Por quê? Porque nós vamos entender o que ela é. É um sentimento. O que que é isso? É uma emoção, né? Por que que ela dói tanto? Já parou para pensar? Por que que a vergonha e eh ela faz a gente ter várias sensações, né? É uma emoção que ativa várias áreas do cérebro de uma vez e ela é semelhante à dor física, gente. É algo bem impressionante. A gente vai conversar sobre o medo do julgamento, que pode gerar ansiedade, pode gerar autossabotagem, pode bloquear várias e grandes oportunidades. Tudo isso por conta da vergonha, né? E o mais importante, como a vulnerabilidade e a coragem emocional são as chaves para superar esse sofrimento. Você sabia que tem gente que tem uma vergonha exacerbada e ela sofre e a pessoa sofre por conta disso? Ah, Rubê, mas um exemplo, cai na rua, né? Levou um tombo na rua, levanta, dá uma olhada pro lado, qual é a sua reação, você vai ter vontade de correr, chorar, gritar, ã, é um monte de coisa de uma vez só. O que que é a vergonha? Por que que a gente sofre tanto com ela? Vamos falar sobre isso. Amanhã a gente te convida a partir das 8 da manhã é mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Gente, beijo grande para vocês. Se cuidem, tá? A programação da TV Câmara Campinas sempre com muita responsabilidade, eh, feita pela nossa equipe, especialmente para você. A IRA tá chegando aí com informações atualizadas. Ao meio-dia tem Câmara Notícia com Gabriel Castro. A galera tá e produzindo várias matérias referente à Copa, então você fique ligadinho com a gente, tá bom? E tudo que acontece no legislativo a gente transmite para você ao vivo aqui na TV Câmara Campinas e também no nosso YouTube. Um grande abraço, fique bem, uma ótima quarta-feira e até amanhã, se Deus quiser. เฮ